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Seria bom para o País um cenário econômico sem Temer?

Com o título “Cenários para a economia em ebulição”, eis artigo do presidente do Conselho Regional de Economia e professor da Uece, Lauro Chaves, sobre o quadro econômico do País em meio à crise, Para ele, seria bom um cenário sem Temer. Confira:

A economia é movida pelas expectativas e essas sofrem profundas influências do correto trabalho tanto do Ministério Público quanto da Polícia Federal na investigação e punição da corrupção, praticada por grande parte da classe política, envolvendo a totalidade dos grandes partidos.

Palmas para a Operação Lava Jato que, com os seus muitos acertos e alguns exageros e/ou erros, talvez esteja criando condições para uma grande revolução sem armas no Brasil, uma revolução que mostra como uma sociedade consciente cobra uma posição coerente do poder público, das instituições e dos seus representantes políticos.

Eticamente é estarrecedor que políticos tenham continuado a praticar delitos mesmo quando presos, que senadores, deputados, presidentes e ex-presidentes da República estejam envolvidos em atos ilegais, comprovados por gravações, por vídeos, por delações e/ou por fortes indícios colhidos pelos investigadores.

Não podia ser outra a reação da economia a fatos tão graves. Empresários adiando investimentos, Bolsa em queda com interrupção das atividades, dólar em alta, bônus de empresas brasileiras despencando no mercado internacional, entre outras reações advindas de uma economia em ebulição devido ao conturbado cenário político.

Assim, como nos últimos meses dos Governos Collor e Dilma, não existe a mínima condição política de governabilidade para a permanência do, já anteriormente frágil, Governo Temer. Em caso de renúncia ou impeachment, caberá ao Congresso eleger o presidente. O cenário de permanência de Temer sugere fortes emoções e instabilidade, o que seria péssimo para a economia.

Os cenários para mudança dependem do pacto político que será feito para a eleição do Governo de Transição no Congresso. Devem ser priorizados pontos mínimos como o equilíbrio das contas públicas, a prioridade na manutenção da inflação abaixo do centro da meta, acelerar as concessões, definição de obras de infraestrutura a serem aceleradas e o grande debate para uma profunda Reforma Política, a mãe de todas as reformas.

As reformas tributária, trabalhista e da Previdência seriam debatidas à exaustão para serem aperfeiçoadas e implantadas pelo presidente eleito em 2018.

*Lauro Chaves Neto

lchavesneto@uol.com.br

Presidente do Conselho Regional de Economia, consultor, professor da Uece e doutor em Desenvolvimento Regional.

STF vai divulgar íntegra da delação dos donos da JBS

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve divulgar por volta das 12 horas a íntegra da delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS, controlador do frigorífico Friboi. Os depoimentos preencheram cerca de 2 mil páginas, e as oitivas foram gravadas em vídeo.

Ontem (18), após retirar o sigilo dos depoimentos, o STF divulgou o áudio gravado pelo empresário Joesley Batista em uma reunião com o presidente Michel Temer. A prova faz parte da investigação que foi aberta contra o presidente na Suprema Corte. Também foram citados os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Zezé Perrela (PMDB-MG), além de pessoas ligadas a eles, no entanto, essa parte ainda não havia sido divulgada oficialmente.

O áudio tem cerca de 40 minutos. Na conversa, Temer e Batista conversam sobre o cenário político, os avanços na economia e também citam a situação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi preso na Operação Lava Jato, por volta dos 11 minutos. Ouça o áudio.

Em pronunciamento na tarde de ontem, Temer afirmou que não irá renunciar ao cargo e exigiu uma investigação rápida na denúncia em que é citado, para que seja esclarecida. “Não renunciarei. Repito não renunciarei”, afirmou.

Sem seguida, em nota divulgada à imprensa, o Palácio do Planalto informou que o presidente não acreditou na veracidade das declarações de Joesley.

“O presidente Michel Temer não acreditou na veracidade das declarações. O empresário estava sendo objeto de inquérito e por isso parecia contar vantagem. O presidente não poderia crer que um juiz e um membro do Ministério Público estivessem sendo cooptados”, disse a assessoria do Palácio do Planalto, em nota. A expectativa do governo é que o STF investigue e arquive o inquérito”, diz a nota.

(Agência Brasil)

Efeito JBS – Temer estuda fazer novo pronunciamento

O presidente Michel Temer decidiu cancelar o encontro que havia marcado com os comandantes militares e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, para esta manhã no Palácio da Alvorada. O motivo, segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, é que o presidente está estudando fazer um novo pronunciamento.

O encontro no qual Temer pretende dar explicações sobre a crise aos militares – e espera receber a solidariedade dos comandantes – foi remarcado para o fim da tarde, às 17h, no Palácio do Planalto.

Temer e seus auxiliares estão desde cedo analisando ainda as gravações divulgadas na quinta-feira, 17, de sua conversa com empresário da JBS Joesley Batista, que gerou uma enorme crise no governo. A gravação da conversa faz parte do conjunto de provas da delação premiada de Joesley.

São aguardadas nesta sexta novas divulgações de áudios e documentos e não se sabe exatamente o que consta deles. Por isso, prosseguem análises jurídicas de todas as questões.

O presidente acha que precisa falar de novo para responder a outras críticas, como as relacionadas ao fato de ter recebido Joesley na residência oficial e de não ter tomado providências depois de saber do empresário que este estava tentando corromper um juiz e um procurador para obter vantagens indevidas em processos contra a JBS.

(Revista Exame)

Enquanto o Planalto incendiava, Meirelles agia no mercado feito bombeiro

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, cuidou da parte que lhe cabe no governo Michel Temer, enquanto o Palácio do Planalto tentava lidar com as graves denúncias contra o presidente. Ontem, Meirelles se concentrou em acompanhar pari passu os movimentos do mercado, informa a Coluna Radar, da Veja Online.

Durante o dia, ele conversou com investidores estrangeiros e brasileiros numa missão quase impossível: convencê-los de que, apesar da hecatombe, o governo continua trabalhando na direção da recuperação econômica.

O dono do cofre deu uma pausa na agenda do ministério para ir ao epicentro do furacão, o Planalto, pouco antes de Temer ir a público para avisar que não renunciaria.

A irresponsabilidade e o oportunismo prevaleceram sobre o bom senso e sobre o interesse público

Com o título “A hora da responsabilidade”, eis o Editorial do jornal O Estado de S.Paulo desta sexta-feira pós-tsunami político. Confira:

Este grave momento da vida nacional deverá passar à história como aquele em que a irresponsabilidade e o oportunismo prevaleceram sobre o bom senso e sobre o interesse público. Tudo o que se disser agora sobre os desdobramentos do terremoto gerado pela delação do empresário Joesley Batista, em especial no que diz respeito ao presidente Michel Temer, será mera especulação. Mas pode-se afirmar, sem dúvida, que a crise é resultado de um encadeamento de atitudes imprudentes, tomadas em grande parte por gente que julga ter a missão messiânica de purificar a política nacional. A consequência é a instabilidade permanente, que trava a urgente recuperação do País e joga as instituições no torvelinho das incertezas – ambiente propício para aventureiros e salvadores da pátria.

O vazamento de parte da delação do empresário Joesley Batista para a imprensa não foi um acidente. Seguramente há, nos órgãos que têm acesso a esse tipo de documento, quem esteja interessado, sabe-se lá por quais razões, em gerar turbulência no governo exatamente no momento em que o presidente Michel Temer parecia ter arregimentado os votos suficientes para a difícil aprovação da reforma da Previdência. Implicar Temer em uma trama para subornar o deputado cassado Eduardo Cunha a fim de mantê-lo calado, como fez o delator, segundo o pouco que chegou ao conhecimento do público, seria suficiente para justificar seu afastamento e a abertura de um processo contra o presidente – o Supremo Tribunal Federal já autorizou a instauração de inquérito.

É preciso destacar, no entanto, o modus operandi do vazamento. A parte da delação que foi divulgada não continha senão fragmentos de frases transcritas de uma gravação clandestina feita por Joesley Batista em uma conversa com Temer. Não se conhecia o contexto em que o diálogo se deu, porque a gravação não foi tornada imediatamente pública. Durante as horas que se seguiram à divulgação da existência do explosivo material, mesmo que não se soubesse o exato teor do que disse Temer, criou-se um fato político gravíssimo. A demora em tornar pública a gravação se prestou, deliberadamente ou não, a prejudicar o acusado, encurralando-o. A versão que certamente interessava ao vazador, portanto, se impôs.

Até mesmo uma conversa informal, na qual Temer teria confidenciado a Joesley Batista que a taxa de juros estava para cair – o que qualquer pessoa medianamente inteirada da conjuntura já imaginava –, está sendo interpretada como tráfico de informação privilegiada. O Banco Central informou o óbvio – que não há possibilidade de que Temer tenha tido conhecimento antecipado de uma decisão sobre juros –, mas, num momento em que o debate político se resume ao disse que disse frívolo das redes sociais, prevalece não a verdade, mas o rumorejo.

Não é de hoje que há vazamentos desse tipo – e isso só pode ser feito por quem tem acesso privilegiado a documentos sigilosos. Ao longo de toda a Operação Lava Jato, tornou-se corriqueira a divulgação de trechos de depoimentos de delatores, usados como armas políticas por procuradores. O vazamento a conta-gotas das delações dos executivos da Odebrecht que envolvem quase todo o Congresso Nacional, mantendo o mundo político em pânico em meio a especulações sobre o completo teor dos depoimentos, foi um claro exemplo desse execrável método.

Enquanto isso, fica em segundo plano o fato de que Joesley Batista e outros delatores sairão praticamente livres, pagando multas irrisórias, embora tenham cometido – e confessado! – cabeludos crimes. Para honrar tão generoso acordo com o Ministério Público, o empresário saiu por Brasília a armar flagrantes, com gravador escondido no bolso, a serviço dos que pretendem reformar a política na marra.

Nesse clima de fim de mundo, revoam os urubus. Parlamentares e líderes políticos, uns mais criativos que outros, propõem as soluções mais estapafúrdias para uma crise que só existe porque grassa a insensatez entre aqueles que deveriam preservar a estabilidade no País.

Resta demandar que a Constituição não seja rasgada ao sabor das conveniências daqueles que lucram com o caos.

FHC – Se não houver defesa, Temer e Aécio devem renunciar

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) opinou, em sua conta no Facebook, sobre a conturbada crise política que atinge o Brasil desde quarta-feira, quando foram revelados trechos da delação premiada do empresário Joesley Batista, do grupo JBS. Em sua colaboração, ele entregou gravações que comprometem o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Na mensagem publicada no começo da tarde desta quinta-feira, FHC afirmou que os acusados têm “o dever de se explicar e oferecer à opinião pública suas versões”. Na sequência, o ex-presidente sugere que, “se as alegações de defesa não forem convincentes”, os envolvidos têm o “dever moral de facilitar a solução”, com a renúncia dos cargos que ocupam.

Fernando Henrique acrescentou que “não basta argumentar que são necessárias evidências” e que o país tem pressa. “Pressa para ver na pratica medidas econômico-sociais que deem segurança, emprego e tranquilidade aos brasileiros. E pressa, sobretudo, para restabelecer a moralidade nas instituições e na conduta dos homens públicos.”

(Veja/Foto – Folha)

Ministro do STJ fala em Fortaleza sobre “Ética, Política e Improbidade”

O ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça, é o convidado do II Ciclo de Palestras sobre Ética, Política e Improbidade. O evento terá início às 9 horas desta sexta-feira e ocorrerá no auditório da Justiça Federal do Estado.

A palestra integra a programação comemorativa dos 50 anos da Justiça Federal e, sem sombra de dúvidas, a palestra de Campbell, neste clima em que o presidente Temer, acossado por denúncias dos donos da JBS, promete ser bem recheada.

Delação da JBS deve detonar também Lula, Dilma Renan e Serra, diz jornalista do Estadão

As delações dos donos da JBS vão prosseguir detonando, depois de Temer e Aécio, mais personagens da chamada elite política do País, segundo informa, em sua coluna no Estadão, a jornalista Eliane Cantanhêde. Confira:

“A teia da JBS e o poder dos irmãos Joesley e Wesley Batista foram muito além do que foi divulgado até agora. Vão explodir, nesta sexta-feira, delações que atingem mortalmente, pela ordem, os ex-presidentes Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e o ex-chanceler e ex-presidenciável José Serra (PSDB). Os valores são de tirar o fôlego e surgirão nomes que até aqui vinham passando ilesos.

Quem teve informações sobre o material informa que os tentáculos do grupo JBS não ficam a dever nada aos da Odebrecht, mas com uma diferença: o dono e os executivos da empreiteira decidiram fazer delação premiada depois de presos, já com capacidade limitado de produzir novas provas tão contundentes. Já os irmãos Batista estão há meses gravando seus interlocutores e pautando os monitoramentos da Polícia Federal.

O resultado é considerado devastador e arrasta para o fundo do poço não apenas o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, pelas gravações liberadas à noite nesta quinta-feira, mas o próprio mundo político. Esta sexta-feira será mais um novo dia para nunca ser esquecido na história brasileira.”

FPM – Segundo repasse deste mês é superior a R$ 591 milhões

Mais de R$ 591.671.477,34 serão distribuídos entre os Municípios brasileiros no segundo repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de maio. O montante já considera o desconto do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Em valores brutos, incluindo a dedução do Fundeb, o montante é de R$ 739.589.346,68.

Estimativas da Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontam que, comparado ao mesmo período de 2016, o valor teve um crescimento de 26,3%. O aumento não considera os efeitos da inflação. Descontando-se a inflação, o aumento é de 22,3%. Até este segundo decêndio, o montante de FPM já totaliza R$ 37,1 bilhões, crescimento de 4,92% em relação ao ano passado.

Segundo informações da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), as arrecadações líquidas de Imposto de Renda e da multa resultantes do Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT), decorrente da Lei 13.254/2016, foram de, respectivamente, R$ 73.782,83 e R$ 99.421,43. Dessa forma, esses valores já estão incluídos no repasse aos Municípios do 2º decêndio de maio.

A Confederação destaca que, como o prazo para a repatriação de recursos é até o mês de julho, a maior parte dos recursos arrecadados devem ser repassados aos Municípios no mês de agosto. Apesar do aumento, a entidade reitera a necessidade de os gestores terem cautela em relação aos valores repassados. Para a entidade, é essenial que os prefeitos planejem seus orçamentos a fim de cumprirem as obrigações financeiras em dia.
Veja aqui os valores por Estado.

PT quer mobilizar as ruas por Diretas Já

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Da Coluna Vertical, do O POVO desta sexta-feira:

A Executiva Nacional do PT fez reunião ontem, em São Paulo, com a participação do ex-presidente Lula. Segundo o deputado federal José Nobre Guimarães, a pauta foi uma só: avaliar o cenário pós-denúncias dos donos da JBS, que envolvem o presidente Temer e o senador Aécio Neves.

O encontro, claro, avaliou os impactos sobre o PT, pois a JBS foi quem mais fez doação de campanha ao partido. O que decidiu o PT, nesse âmbito, prioritariamente, foi uma estratégia política: mobilizar as ruas com apoio de forças da esquerda e igrejas.

A ordem é fazer com que a CCJ da Câmara vote a PEC 227/2016, que garante eleição direta para presidente da República, mas alterando a Carta Magna, que determina, em caso de vacância, renuncia ou morte o pleito indireto”, diz.

Guimarães afirma que a mobilização popular nesse sentido, principalmente depois que Temer decidiu não renunciar, virou mantra. “Até lá, é protesto”, avisou.

Michel Temer e um ato mesquinho

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Com o título “Nos trilhos da legalidade”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira. “Ao não renunciar, Temer talvez esteja pensando em salvar a sua pele agasalhado na imunidade institucional. É um ato mesquinho típico de quem não está pensando no País”, diz um trecho do texto. Confira:

Desde a volta da democracia nos idos da década de 1980 e da promulgação da Constituição de 1988, o Grupo de Comunicação O POVO sempre optou pela institucionalidade e pelas leis vigentes como resposta às crises que, com invulgar frequência, precipitam-se sobre a política do Brasil. Foi assim, por exemplo, nos delicados e traumáticos processos de impeachment de Fernando Collor, em 1992, e Dilma Rousseff, no ano passado.

Agora, diante dos avassaladores acontecimentos que atingem de forma muito direta o presidente Michel Temer, a postura do O POVO é e continuará a mesma. O roteiro a ser seguido está circunscrito aos artigos constitucionais e ao conjunto de leis que regem a nossa democracia que, sim, mostra-se resistente. Quanto mais apego à legalidade, mais capacidade o País terá de resistir aos abalos sísmicos que, de tempos em tempos, fazem a nossa política tremer a ponto de balançar, mas não cair.

O presidente Michel Temer fez ontem declaração pública afirmando que não renunciará. Porém, no que pese a sua reconhecida capacidade de articulação, é improvável que um governante que já penava pela impopularidade consiga conduzir o País diante das suspeitas de obstrução da Justiça que pairam sobre sua cabeça.

Ao não renunciar, Temer talvez esteja pensando em salvar a sua pele agasalhado na imunidade institucional. É um ato mesquinho típico de quem não está pensando no País. Sua decisão abre o flanco não para saídas heterodoxas do ponto de vista legal, mas pode ensejar mudanças nas regras que, por exemplo, viabilizem a aprovação de uma emenda à Constituição convocando eleições presidenciais diretas para o mandato-tampão.

Trata-se de uma saída possível e não desprovida de razoabilidade. É fato que a tramitação de uma emenda no Congresso teria de respeitar as rígidas regras de aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional.

Planalto desconfia que gravação de Joesley foi editada e envia áudio de Temer para peritos

Da Coluna Painel, da Folha desta sexta-feira:

O Planalto decidiu enviar a peritos a gravação feita pelo empresário Joesley Batista, da JBS, com o presidente Michel Temer. Auxiliares do peemedebista desconfiam que a conversa foi editada. Comprovada a existência de montagem nos áudios, o governo vai reforçar a tese de que Temer foi vítima de uma “conspiração”, como ele próprio disse a aliados inicialmente. O grampo foi feito por Joesley antes de ele e executivos de seu grupo fecharem acordo de delação com a Lava Jato.

Palacianos vão, ainda, reforçar o discurso de que o grampo foi ilegal, feito sem autorização da Justiça. E questionarão a decisão a Procuradoria-Geral da República de validá-lo.

Enem 2017 – Jovens de baixa renda podem garantir isenção por meio do aplicativo ID Jovem

Do Site da Secretaria da educação do Estado:

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem ser efetuadas somente até as 23h59min desta sexta-feira (19). E para facilitar o acesso de jovens de baixa renda, a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) garantirá que os jovens cadastrados no programa federal Identidade Jovem (ID Jovem) possam ter isenção total do valor (R$ 82).

O coordenador especial de Políticas Públicas de Juventude Governo do Ceará, David Barros, explica que o Estado pretende garantir o crescimento da participação de estudantes de escola pública nos vestibulares e, com isso, potencializar o ingresso desses jovens no Ensino Superior. “A meta da Secretaria da Educação é que 100% dos estudantes da rede pública façam o Enem. A isenção através do aplicativo (ID Jovem) pode ajudar com que mais jovens no Estado do Ceará possam fazer parte dessa prova e, a partir daí, com mais inscrições, ter o aumento de jovens da escola pública adentrando na universidade, que essa é a nossa meta”, disse.

O ID Jovem é um documento que leva a brasileiros entre 15 e 29 anos acesso aos benefícios de meia-entrada em eventos artístico-culturais e esportivos, como também vagas gratuitas ou com desconto no sistema de transporte coletivo interestadual. O acesso a esses direitos para jovens é garantido por meio do Estatuto da Juventude – Lei nº 12.852/2013.

Os interessados em garantir a isenção da taxa de inscrição do Enem devem realizar o download o aplicativo do ID Jovem no celular. Para se inscrever no programa, o usuário precisa pertencer à família com renda mensal de até dois salários mínimos e estar com informações atualizadas no Cadastro Único do Governo Federal há pelo menos dois anos. Para alterar dados do cadastro, o jovem deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da cidade onde reside.

O estudante precisa ainda informar o seu Número de Identificação Social (NIS) no aplicativo – possível de consulta no Cartão Cidadão. “Com esses dados, você vai gerar o QR Code e pode solicitar no ato da inscrição do Enem a isenção”, complementou David Barros. A ID Jovem tem validade de 180 dias. Após o vencimento, é necessário revalidar o documento em nova consulta no app ou no site.

SERVIÇO

*Mais informações sobre o ID Jovem aqui.

 

Temer deve passar o fim de semana longe de São Paulo

O presidente Michel Temer deverá passar o fim de semana em Brasília. Assessores aconselharam o presidente a não viajar para São Paulo para fugir dos protestos que ocorreriam em frente à casa dele, no Alto de Pinheiros.

Na capital federal, claro, também há risco de manifestações. Porém, o terreno do Palácio Jaburu é razoavelmente extenso, o que deixa a família Temer menos vulnerável aos gritos da rua.

(Veja Online)

Líder da Minoria na Câmara define fala de Temer como “vazia” e dá recado: a luta será por Diretas Já

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O líder da minoria na Câmara dos Deputados, José Nobre Guimarães (PT), avaliou como “vazia e sem explicação nenhuma” o pronunciamento que o presidente Michel Temer fez, na tarde desta quinta-feira, abordando denúncias envolvendo seu nome na Lava Jato.

Os donos da JBS disseram, em delação, que Temer deu aval para que eles comprassem o silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha. Temer negou e garantiu que não vai renunciar.

José Guimarães aproveitou para dar um recado: é hora de puxar as diretas já.

Fiec divulga manifesto reafirmando compromissos com as reformas que tramitam no Congresso

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) divulgou, nesta quinta-feira, nota a respeito dos últimos acontecimentos políticos no País. A nota estará publicada nos jornais do Ceará nesta sexta-feira (19/5). Confira:

MANIFESTO DA INDÚSTRIA CEARENSE

As recentes declarações dando conta da interferência da Presidência da República em atos que dizem respeito à operação Lava Jato preocupam a nação brasileira. As denúncias tornadas públicas impõem um posicionamento firme das instituições e dos cidadãos que prezam pela ética na dinâmica da democracia e pela retidão das condutas dos agentes públicos e privados.

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC entende que, diante da gravidade do cenário político nacional, torna-se urgente que a sociedade, dentro dos parâmetros estabelecidos pela Constituição Federal, assuma o papel de protagonista dos destinos do País para continuar trilhando o caminho da recuperação econômica.

A sociedade foi às ruas e expôs sua indignação com os desmandos que, ao longo do tempo, vinham dilapidando o patrimônio moral e destruindo a força econômica do Brasil. Tivemos uma importante mudança na configuração política, e voltamos a sonhar com o desenvolvimento. Os indicadores recentes mostram a retomada da curva do crescimento, sinalizando estarmos no caminho certo.

A indústria cearense, irmanada com toda a sociedade, mobiliza-se para evitar desvios que comprometam a trajetória da recuperação. Nesse sentido, defende que acima de qualquer inclinação política, os nossos destinos sejam conduzidos por alguém com credibilidade e forças necessárias para dar continuidade às mudanças.

Por fim, a FIEC reafirma o compromisso com as reformas que tramitam no Congresso, as quais são fundamentais para destravar as amarras que impedem a entrada do Brasil na era da modernidade. E conclama para que, juntos, busquemos alternativas constitucionais que ofereçam lideranças capazes de garantir as transformações em curso.

FIEC e Sindicatos filiados.

Prefeito entrega o Centro Cultural Belchior e comenta fala de Michel Temer

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), inaugurou, nesta noite de quinta-feira, na Praia de Iracema, o Centro Cultural Belchior. O ato conta com a presença de José Nilson, irmão do artista que morreu, no último dia 30 de abril, em Santa Cruz do Sul (RS) e foi sepultado em Fortaleza.

No ato, o prefeito destacou o legado de Belchior, destacando que o equipamento era uma homenagem da cidade que acolheu um dos maiores compositores do País.

O Centro Cultural Belchior, construído em um dos principais cartões postais da cidade, possui aproximadamente 850m², divididos entre um auditório, salas e galerias para exposição, biblioteca, café, sala de reunião, administração, banheiros – sendo feminino, masculino e para pessoas com mobilidade reduzida – e plataforma elevatória para cadeirantes, além de área de uso comum, no pavimento superior, de onde é possível contemplar o mar.

Estiveram também na solenidade o secretário municipal da Cultura, Evaldo Lima, o presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho, o secretário municipal de Turismo, Alexandre Pereira, o secretário municipal do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Elpídio Nogueira, o superintendente estadual do Sebrae, Joaquim Cartaxo, vereadores e o deputado federal Odorico Monteiro (Pros).

Sobre Temer

Indagado sobre o pronunciamento de Michel Temer, acusado de dar aval para a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha, segundo delação dos donos da JBS, o prefeito assim se manifestou, ao falar para O POVO Online:

“Frágil a situação do presidente. Frágil pela minúscula base de apoio popular, pela fragilidade política que ele passará a ter em sua base de apoio e pela gravíssima denúncia que foi apresentada. Tudo isso coloca o presidente em situação de enorme fragilidade. E o que é mais sério, a nossa democracia, economia e nosso povo em urgência de gravidade”.

SERVIÇO

Centro Cultural Belchior – Rua dos Pacajus, 123 – Praia de Iracema.

(Foto – Divulgação)

Banco Central trabalha para manter funcionalidade do mercado, diz Ilan Goldfajn

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, disse hoje (18) que a autoridade monetária está trabalhando para manter a funcionalidade do mercado. Goldfajn chegou no final da tarde ao Ministério da Fazenda para uma reunião com o ministro Henrique Meirelles.

“Estamos fazendo nosso papel de manter a funcionalidade do mercado trabalhando de forma serena, de forma firme, usando os instrumentos que a gente tem. Nós estivemos intervindo no mercado de swaps [leilão de dólares] em coordenação com o Ministério da Fazenda e o Tesouro Nacional, que anunciou alguns leilões. Estamos trabalhando para atravessar esse período”, disse.

O presidente do BC não quis comentar possíveis efeitos da atual crise política sobre a Selic, taxa básica de juros da economia, atualmente em um ciclo de queda e que caiu um ponto percentual, para 11,25%, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em abril.

“A questão que estamos trabalhando hoje não tem relação mecânica e direta com a política monetária. A política monetária é uma decisão que será tomada nas reuniões ordinárias do Copom, baseada nos objetivos tradicionais do comitê”, disse Goldfajn. A próxima reunião do comitê ocorre em 30 e 31 de maio.

Ontem (17), antes de uma reportagem de O Globo antecipar a divulgação de parte do conteúdo da delação dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS, dar início a uma crise política envolvendo o presidente da República, Michel Temer, e o senador tucano Aécio Neves (PSDB-MG), Goldfajn chegou a sinalizar que o Copom poderia intensificar o ritmo de redução dos juros.

O encontro com Goldfajn não estava na agenda de Meirelles, divulgada por volta das 20h de ontem (17) e foi incluído no fim da manhã de hoje (18), substituindo uma reunião com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que foi desmarcada.

(Agência Brasil)