Blog do Eliomar

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Dia do Trabalho – Centrais e PT promovem caminhada pela Beira-Mar

A Frente Brasil Popular, CUT, CSP Conlutas, CTB, Nova Central, Intersindical e Movimento Povo Sem Medo promovem, nesta noite de segunda-feira, caminhada pelo Dia do Trabalhador. O ato teve início no aterrinho da Praia de Iracema e será encerrado no Mercado dos Peixes com ato público.

A organização do movimento estima cerca de 10 mil trabalhadores participando da manifestação.  Durante a caminhada, protestos contra o governo Michel Temer e as reformas trabalhista e previdenciária.

 

No ato, participam lideranças do PT como o presidente estadual, DeAssis Diniz, e o presidente eleito do partido em Fortaleza, vereador Acrísio Sena, além de lideranças de mulheres e sindicais da legenda.

(Fotos – Divulgação)

 

Padre Airton Freire fará palestra beneficente em Fortaleza

Com o objetivo de arrecadar recursos para os projetos sociais desenvolvidos pela Fundação Terra, será realizada na próxima quinta-feira, às 20 horas, a primeira palestra da série “Virtudes Cardeais: Fortaleza”, ministrada por Padre Airton Freire. Até o final deste ano, também serão abordadas as virtudes Temperança, a Justiça e a Prudência.

A palestra ocorrerá no Teatro RioMar Fortaleza e todo o valor arrecadado será destinado aos projetos da Fundação Terra que, no Ceará, conta com uma unidade em Maracanaú (Região Metropolitana de Fortaleza) com vários serviços para a comunidade do bairro Alto Alegre II, como uma creche e os projetos Bebês e Mães da Terra (assistência médica, pré-natal, enxoval), entre outros. As palestras passarão por diversas capitais brasileiras.

O religioso

Padre Airton Freire é presidente da Fundação Terra, obra social que atua há trinta anos na comunidade da Rua do Lixo, periferia de Arcoverde, em Pernambuco. Ele já escreveu mais de 90 livros e lançou mais de 130 CD’s de músicas e de pregações. A Fundação Terra oferece gratuitamente a pessoas em situação de vulnerabilidade social escola, creche, água, alimento, abrigo para idosos, educação profissionalizante, atendimento em saúde e reabilitação motora.

SERVIÇO

*Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro RioMar Fortaleza (Rua Lauro Nogueira, 1500. Piso L3 – Papicu) no valor único de R$ 50,00.

*Horários de Funcionamento:
De Terça a Sábado das 12 às 21 horas
Domingos e Feriados das 14 às 20 horas

*Mais Informações – (85) 3066.2000

Prestigio de Michel Temer roça a sarjeta

Do Blog do jornalista Josias de Souza:

O curioso da lógica do governo de Michel Temer é que ela tem cara de lógica, tem rugido de lógica, tem rabo de lógica, mas é o mais puro absurdo. Graças à falta de sentido, Temer alcançou uma proeza: tornou-se tão detestado quanto Dilma Rousseff. Antes de ser afastada pela Câmara, no ano passado, Dilma era rejeitada por 63% dos brasileiros. Apenas 13% aprovavam sua Presidência. O Datafolha informa que o prestígio de Temer também roça a sarjeta. Sua taxa de rejeição é de 61%. O índice de aprovação é de irrisórios 9%.

O povo não gosta daquilo que não entende. E o governo capricha na falta de nexo. Por exemplo: reza o discurso oficial que, se Temer trocar os ministros acusados de corrupção, seus aliados darão o troco, travando as reformas no Congresso. Sem as reformas, não haverá prosperidade. Logo, se Temer não for condescendente com a ladroagem, o PIB não sai do abismo. Beleza. O diabo é que uma das incomodações políticas do brasileiro, desde a época em que ainda havia política no Brasil, é a sensação de que, nessa atividade, nada se perde, nada se cria. Tudo se corrompe.

Os indicadores oficiais sinalizam que, sob Temer, o governo parou de cavar o buraco em que Dilma enfiara a economia. Mas a pujança do desemprego esclarece que os resultados, se vierem, demorarão a chegar. Encontram-se no olho da rua 14,2 milhões de patrícios. E o governo, na sua lógica do aburdo, espera que todos compreendam que qualquer um pode perder o contracheque, menos os ministros que respondem a inquérito no Supremo Tribunal Federal. Simultaneamente, Temer pede compreensão para uma reforma da Previdência que 71% dos brasileiros rejeitam e para mudanças na CLT que 60% enxergam como coisa benéfica para os patrões.

Pregoeiro da nova ordem, Temer conserva os pés enfiados no lodo da velha desordem. Em todas as suas entrevistas, o presidente divide-se entre a defesa de suas reformas impopulares e o mantra que elaborou para justificar o convívio com o lixão da Lava Jato. Investigação não é denúncia, argumenta Temer, em defesa dos ministros encrencados. Denúncia tampouco é ação penal. Demissão? Só depois que o ministros virarem réus. Como isso pode demorar uns dois anos, só sai quem quiser, na data que preferir,

Na época em que o presidente deposto se chamava Fernando Collor e o substituto-tampão atendia pelo nome de Itamar Franco, o chefe da Casa Civil foi licenciado do cargo depois que seu nome —Henrique Hargreaves— soou numa CPI. Só retornou à poltrona após demonstrar sua inocência. Agora que ficou sabendo que a política foi comprada pelo departamento de propinas da Odebrecht, o brasileiro tende a ser mais intransigente. Não é que ele seja contra a imbecilidade retórica. Apenas não suporta a ideia de continuar fazendo papel de imbecil.

Na série histórica das pesquisas do Datafolha, a menor taxa de aprovação desde a redemocratização do país pertence a Dilma. Foi alcançada em agosto de 2015, quando apenas 8% dos brasileiros avaliaram o seu governo como ótimo ou bom. Quando o índice ganhou as manchetes, Temer, ainda na pele de vice, fez um vaticínio: ”Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo” de 7% ou 8% de popularidade. Agora, já investido no papel de versa, Temer soma 9% de ótimo e bom.

Com a imagem carbonizada, o substituto constitucional de Dilma talvez sinta a necessidade de interrogar o espelho: como resistir até 2018? E a imagem refletida responderá: sua sorte é não ter um vice.

Temer vai comemorar um ano de governo

A equipe de comunicação do presidente Michel Temer está às voltas com a preparação do pronunciamento do dia 12 de maio, quando ele estará completando um ano de governo.

Será uma fala curta, de quatro minutos. A ideia é reforçar na fala o novo mote da equipe de comunicação — “um governo de travessia”, informa o jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

Belchior não morre… transcende!

Com o título “Neste ano eu não morro”, eis artigo do jornalista Henrique Araújo, do O POVO, que expressa muito bem o sentimento dos cearenses que choram a passagem do grande Belchior para uma outra dimensão. Sem volta, desta vez. Confira:

Belchior eram seis: Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes. Desde o nome, então, o cantor e compositor apresenta-se sob a multiplicidade das máscaras, estilhaçado em identidades, todas igualmente verdadeiras: músico, pai, marido, cearense, amigo. E Belchior, que, a exemplo dos fenômenos que temos dificuldade de compreender, resultava da junção alucinada de tudo isso.

Não era apenas o homem que se refugiou na saudade, saindo em escapada quando se via atocaiado por uma dificuldade, existencial ou financeira. Não era só o vivente que arribava, à mercê da natureza. Nem somente o gênio de A palo seco e Como nossos pais. Tampouco era um falsário cujas contas, quase sempre no vermelho, punham-no em desatino constante, obrigando-o a peregrinar, numa manobra de sumiço quase teatral, aparecendo aqui e ali para confirmar que vivia.

Belchior eram seis, pelo menos. Talvez mais. E cada um deles deixará saudade, uma palavra-síntese na sua obra musical. Vocábulo que faz as vezes ora de nostalgia, ora de coragem, numa gangorra de significados que, à primeira vista, são imiscíveis. Mas Belchior era isto mesmo: um grito apanhado no ar. Nele vivíamos a pertença – ouvi-lo é estar no Ceará, onde quer que se esteja – e o sentimento de desenraizamento – a falta de seu corpo era como o vazio que deixa o que se vai prematuramente. E Belchior foi.

O cantor tinha sobretudo saudade. Do passado e do que ainda viria. É essa falta que os fãs cearenses têm de elaborar a partir de agora. O lugar sem nome do canto torto feito faca, uma imagem poética que traduz à perfeição as muitas duplicidades que habitavam o seu cancioneiro: palavra de dois gumes, voz cortante, corpo-embarcação, sugerindo que se está sempre em rota, não importam as direções que se anunciem. Sem querer, falando de si, Belchior resumiu a capital cearense: uma terra de gente em fuga, tangida e chegada por precisão.

Ontem foi domingo, dia em que muitos bares fecham em Fortaleza. Por dever de ofício, deveriam abrir e receber Belchior. Porque foram muitos batendo à porta, todos latinos, todos sem dinheiro no banco e vindos do Interior. Expediente normal nos balcões, cerveja coalhando as mesas, música solta e encontro de amigos. É assim que se cultiva uma saudade. É assim que podemos voltar a imaginar Belchior como nosso dom Sebastião, o rei português extraviado na batalha, de quem nunca se saberá, exceto que se perdeu e nunca mais se encontrou.

Assim foi Belchior. E por isso os bares tinham obrigação de suspender a folga e receber com generosidade quem pedisse uma bebida e uma música e perguntasse: quando ele voltará? Talvez o garçom respondesse: não voltará. E foi duro ouvir que a saudade não passa.

Mas gosto de pensar que Belchior não voltará porque não foi embora. Sempre esteve ali, na Praia de Iracema, nas ruas do Centro, na boemia da Gentilândia, em cada cearense que levanta voo sem destino certo e encara uma roda viva. Está na música, na maresia e nos palcos, como esteve anteontem, homenageado por uma banda formada por baianos e mineiros tocando em frente à Ponte Velha, na comunidade do Poço da Draga, ao lado de um esqueleto de projeto que, mal nasceu, já é ruína. Tudo, como ele, muito cearense.

Belchior eram muitos no mesmo corpo. Não à toa, no Carnaval festejamos num bloco que explicita essa condição: “Os Belchior”, conjugando singular e plural num mesmo nome. São muitas saudades e agonias. Escutá-lo é se surpreender numa reza íntima que todo cearense aprende desde cedo: ano passado eu morri, mas neste ano eu não morro. Não morreremos. Mas vai doer a falta.

*Henrique Araújo,

Jornalista.

Seduc de Maracanaú divulga resultado da 1ª fase de seleção de gestores das escolas

A Secretaria da Educação de Maracanaú (Região Metropolitana de Fortaleza) divulgou o resultado da primeira fase da seleção para os Núcleos Gestores das Escolas Municipais.

Os candidatos a diretor-geral, coordenador pedagógico e coordenador administrativo-financeira podem conferir o resultado no site: www.maracanau.ce.gov.br.

Eunício é internado e se submete a exames no Hospital Sírio Libanês

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para realizar exames completos e complementares. Segundo a assessoria de imprensa do senador, ele está internado no hospital desde ontem (30) à noite. Os exames foram iniciados na manhã desta segunda-feira (1º).

A expectativa da assessoria do senador é que ele volte ao trabalho amanhã (2) ou na quarta-feira (3). A assessoria informou à Agência Brasil que o senador está bem, fazendo apenas um check up.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do hospital não foi encontrada para dar mais informações sobre os exames e o estado de saúde do senador.

Eunício foi internado na madrugada de quinta-feira (27) após sofrer um desmaio. Segundo boletim médico do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, onde ficou internado, o senador sofreu um acidente isquêmico transitório (AIT).

Inicialmente, os médicos cogitaram que ele poderia ter tido um acidente vascular cerebral, mas a hipótese foi descartada na noite de quinta-feira. O senador recebeu alta hospitalar na manhã de sexta-feira (28).

(Agência Brasil)

A Saudade de Belchior – Velório prossegue no Centro Dragão do Mar

O corpo do cantor e compositor Belchior já está no hall do Centro Dragão do Mar, onde o velório, iniciado em Sobral (Zona Norte), terra-natal do artista, vai prosseguir aberto aos fãs e às autoridades. Alguns familiares puderam ter um momento de reflexões e orações, antes da visitação pública.

Belchior será enterrado na manhã desta terça-feira, no Cemitério Parque da Paz, onde estão seus pais. Antes, às 8 horas, haverá celebração da missa de corpo presente.

(Foto – WhatsApp)

Governo diz que rombo na Previdência chegou a R$ 149,7 bilhões

A Previdência Social apresentou no ano passado, segundo o governo federal, um rombo recorde de R$ 149,7 bilhões, um crescimento de 74,5% em relação ao ano anterior. E as previsões de especialistas apontam, para este ano, um rombo ainda maior, talvez na casa dos R$ 200 bilhões.

Em 2016, as receitas previdenciárias cresceram 2,2% em termos nominais (sem descontar inflação), chegando a R$ 358,137 bilhões. Enquanto isso, as despesas avançaram 16,5%, para R$ 507,871 bilhões.

O crescimento do buraco no ano passado teve reflexo direto da desaceleração da economia e do encolhimento do mercado de trabalho.

A Previdência urbana foi a que mais refletiu a recessão econômica. Superavitário entre 2009 e 2015, o segmento teve resultado negativo de R$ 46,3 bilhões no ano passado. A Previdência Rural, por sua vez, registrou rombo de R$ 103,4 bilhões.

A Saudade de Belchior – Haverá homenagem na Praia de Iracema

Após o ato deste 1º de maio no Aterro da Praia de Iracema, haverá homenagem à memória do cantor e compositor cearense Belchior. Acontecerá no Bar Teresa & Jorge (Rua João Cordeiro, 540, Praia de Iracema), a partir das 17 horas.

O Tributo a Belchior é aberto ao público e contará com fala do professor Antonio Carlos de Freitas, pesquisador e admirador da obra do artista cearense.

Participarão do show os músicos Alfredo Pessoa, Fábio Amaral, Fábio Montenegro, Fernando Moura, Marcelo Renegado e Moacir Bedê.

Nosso infinito são os gênios, como Belchior

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Com o título “Nosso infinito são os gênios, como Belchior”, eis artigo do juiz estadual Mantovani Colares. Ele conta sobre encontro que manteve com o artista e uma dúvida sobre letra de um dos sucessos desse compositor que, sem dúvida, deixa lacuna enorme na MPB. Confira:

Mantovanni Colares

Há bastante tempo, num dos papos boêmios que tive com Tarcísio Tavares, o “Tetê das madrugadas”, o homem que inventou a publicidade no Ceará com toques de extrema inteligência, em determinado momento começamos a falar sobre música, e eu fiz referência a Paralelas, do Belchior, para mim uma das grandes composições brasileiras. E falei de minha estranheza quanto às duas versões de uma parte da letra, porque a Vanusa, ao gravá-la, em meados dos anos 1970, logo após os versos “Copacabana esta semana o mar sou eu”, canta: “E as borboletas do que fui pousam demais / por entre as flores do asfalto em que tu vais”, e todas as gravações posteriores – inclusive a do Belchior, os versos foram trocados por esses: “Como é perversa a juventude do meu coração/ Que só entende o que é cruel, o que é paixão”.

O Tetê olhou para mim e disse que não sabia disso, nunca se atentara para esse detalhe. Fez uma pausa, e disse: “só tem um jeito de saber, vamos perguntar ao Belchior”. Eu já esquecera aquele papo, coisa de noite boêmia, imaginava, quando recebo a ligação do Tetê dizendo que estava marcado nosso almoço. Que almoço, indaguei? com o Belchior. Pausa. E era verdade. Tive esse privilégio de almoçar em frente ao grande artista, e Tetê ficava me olhando, apelando com o olhar para eu fazer a indagação. Ele deu o mote: “Mantovanni, conta aquela história da música Paralelas”… fiquei ruborizado, e ao invés de indagar sobre a mudança dos versos, disse ao Belchior de minha imensa admiração pela música, a junção da matemática e o lirismo, a cena dos pneus rasgando a rua molhada e levando as paralelas do desencontro ao infinito amor.

Eu simplesmente considerava um toque de gênio imaginar a cena de alguém após uma briga de amor fugindo de carro em alta velocidade, e no asfalto, chão molhado, os pneus traçando duas paralelas, e como aprendemos que as paralelas no infinito se encontram, o abandonado abre a janela no oitavo andar e grita: “Teu infinito sou eu!”, a mostrar que tudo que se fizesse a partir dali, até a fuga, levaria ao inevitável amor. “Teu infinito sou eu!” um desesperado mas verdadeiro lema dos que se sabem insubstituíveis.

Belchior deu um sorriso largo, nunca esquecerei. Tetê, impaciente, me instigou, “sim, mas eu quero saber é o negócio da mudança da letra”. Não teve jeito. Constrangido, cabeça baixa, falei sobre a mudança dos versos. Belchior ficou sério, não sisudo, mas de uma seriedade que só depois entendi – a seriedade dos honestos. E disse que mudara os versos porque de certo modo ele se inspirara em Henriqueta Lisboa, que na cabeça dele gravitavam as palavras de “borboletas do campo na cidade de asfalto”, e ele temia que um dia o acusassem de plágio, então resolveu mudar, mas não sabia que a Vanusa já concluíra a gravação em estúdio com a letra original, então essa foi a única gravação que ficou com os versos originais.

Mudamos de assunto, me arrependi de ter indagado isso, quem sou eu para questionar os poetas, ainda mais aquele a quem tanto admirava, mas não percebi nenhum rancor da parte dele, ao contrário, na despedida ele me disse que era muito gratificante para um artista saber que alguém percebia os detalhes da criação, como foi meu caso em Paralelas. É óbvio que corri atrás de saber quem era Henriqueta Lisboa, e descobri ser uma poeta mineira do começo do século XX, mas meu maior espanto foi o de perceber que não há, nem de longe, qualquer semelhança entre os versos. Só a ideia de borboletas no asfalto, só isso. Nada mais. A poesia de Henriqueta Lisboa se chama “Imagem”, e os versos são “Caminhei entre os homens / num silêncio consciente, / harmonioso e tenaz. / Palavras que eu sonhara / na cidade do asfalto / pareciam esquivas / borboletas do campo”.

A partir dali percebi a honestidade intelectual desse gênio chamado Belchior, e que por excesso de cuidados alterou a própria letra de uma das mais extraordinárias canções brasileiras, embora não houvesse a menor necessidade da alteração, mas são nesses detalhes que se captam a grandiosidade do mito, do artista, do gênio. Nosso infinito lírico será sempre pessoas singulares como você, Belchior, por onde tracejam as paralelas de quaisquer pneus nas águas das ruas desta estrada chamada vida.

*Mantovanni Colares,

Juiz estadual, professor e escritor, e muito orgulhoso por ser cearense como Belchior, que se foi, mas sua luz, jamais.

Neste Dia do Trabalho, Camilo apregoa diálogo e reformas que não sacrifiquem os mais pobres

Em sua página no Facebook, o governador Camilo Santana (PT) deixou mensagem pelo Dia do Trabalhador. Confira:

Neste 1º de Maio dirijo minha palavra a cada trabalhador cearense. Aqui no Ceará temos nos empenhado ao máximo para garantir que todos os direitos dos trabalhadores sejam respeitados e para que possamos, cada vez mais, ampliar as vagas de trabalho, garantindo mais dignidade para nossas famílias. Somos, proporcionalmente, o Estado com maior volume de investimentos públicos do país.

Desta forma, não só atraímos mais empresas e empregos, mas estimulamos a economia num momento de crise, gerando muito mais desenvolvimento. Acredito que qualquer reforma no país que se proponha justa deve ser amplamente discutida e não deve, jamais, sacrificar os mais pobres.

Essa deve ser cada vez mais a nossa luta: por mais empregos e por condições mais dignas de trabalho.

Velório será no hall do Teatro do Dragão e começa às 15 horas

O corpo deixou Sobral sob chuva de pétalas de rosas, ao som de música do artista.

O hall do Teatro do Centro Dragão do Mar, na Praia de Iracema, já está pronto, aguardando a chegada do corpo do cantor e compositor Belchior, que está saindo, sobre caminhão dos bombeiros, do aeroporto antigo do Pinto Martins. No Dragão, prosseguirá o velório iniciado, nesta manhã de segunda-feira, em Sobral, no Theatro São João.

O governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio e várias autoridades deverão comparecer ao velório, que terá inicio agora as 15 horas e aberto à visitação pública. Muitos populares já estão ocupando espaços do Centro Dragão do Mar.

Na manhã desta terça-feira, está programada uma missa de corpo presente, por volta das 8 horas, antes do enterro que ocorrerá no Cemitério Parque da Paz.

Roteiro 

O Caminhão dos Bombeiros cumpre o seguinte trajeto:

Avenida Luciano Carneiro, Avenida Treze de Maio, Avenida Pontes Vieira, Avenida Desembargador Moreira e Avenida da Abolição, chegando ao Centro Cultural Dragão do Mar.

Apelo ao trabalhador para que apoie o governo de transição

Com o título “Por um Brasil Moderno e Empreendedor.”, eis artigo do presidente regional do PPS, Alexandre Pereira, também secretário do Turismo de Fortaleza.Ele comenta este Dia do Trabalho. Confira:

Mesmo os futurólogos com melhores argumentos e credibilidade têm cometido erros dramáticos sobre as mudanças estruturais provocadas pela tecnologia digital. O PPS tem clareza desse novo cenário global que impacta o local e desorganiza as formas tradicionais de relacionamento, gestão e da vida em sociedade.

Parece até que a humanidade não estava preparada para o impacto que as novas tecnologias têm provocado no seu cotidiano. O desenvolvimento avassalador da Ciência e da Tecnologia, em escala exponencial, tem nos impactado de um modo que, aos olhos de um viajante do tempo do início do século XX, seria, finalmente o futuro.

As mudanças globais, estruturais, nos últimos 50 anos, criaram modelos nunca antes vistos. Nem imaginados pelos nossos pensadores mais visionários. O avanço do processo da globalização e a integração econômica dos continentes, transformaram nosso planeta azul em uma “aldeia global” — McLuhan tinha razão. A tecnologia da informação revolucionou as formas de produção e de consumo, potencializando a produtividade, modificando processos e formas de realização do trabalho. “Home office”” era uma expressão alienígena.

Neste 1º de maio, a valorosa classe trabalhadora defronta-se com uma realidade em que o trabalho humano está sendo substituído por processos de mecanização e de inteligência artificial cada vez mais eficazes. Trata-se de uma nova era, de um novo tempo. A realidade, cada vez mais funde-se com a “ficção” da inteligência artificial.

Essa realidade não tem caminho de volta. A economia produtiva desloca o trabalho humano do “mundo fabril” para o “mundo dos serviços” muitos dos quais com base tecnologia meramente digital. Isso tem impactado – ou, se preferirem – desorganizado economias inteiras, em um modelo inteiramente novo onde a gestão assume um status desconcertante para os padrões tradicionais da velha economia.

O Brasil está totalmente despreparado para os desafios desse novo mundo. Grande parcela de nossos trabalhadores estão extremamente vulneráveis, fruto da pouca qualificação – leia-se educação – e da baixíssima produtividade. O Estado brasileiro não incentiva o empreendedorismo, nem articula suas potencialidades com um projeto de Nação de longo prazo. Assim, os trabalhadores despolitizados viram vítimas de um Estado assistencialista que se alimenta dos pobres que cria. Nossa história, lamentavelmente, está cheia desses exemplos.

Assim, para darmos uma resposta positiva aos desafios que enfrentamos, o PPS conclama os trabalhadores a cerrar fileiras em torno do governo de transição e de sua agenda reformista, para que possamos efetivamente superar o atraso de nossas relações de trabalho e criarmos um novo marco previdenciário que supere seu déficit crônico.

Temos uma janela de oportunidade para avançar em um processo crescente de reformas, para resgatar o Estado brasileiro das garras do corporativismo e devolvê-lo ao cidadão, ao trabalhador, a todos os brasileiros!

O PPS está com os trabalhadores nesta luta. Avançar a Democracia para resgatar a República!

*Alexandre Pereira,

Presidente PPS no Ceara.

DETALHE – Alexandre Pereira defende apoio a Temer, mas o PDT do prefeito Roberto Cláudio quer distância. Mas cá coisa é cada coisa. Ou seja, Fortaleza é Fortaleza e Brasília é Brasília, não é mesmo?

Velório de Belchior em Fortaleza terá inicio por volta das 13 horas

Ao som de Apenas um rapaz latino-americano”, corpo é colocado sobre caminhão dos bombeiros. Dali, segue para aeroporto sobralense.

O corpo do cantor e compositor Belchior deve chegar a Fortaleza por volta das 13 horas. A informação é da assessoria de imprensa do governo, adiantando que o velório, iniciado nesta manhã de segunda-feira em Sobral, terra do artista, vai ter continuidade no Centro Dragão do Mar (Praia de Iracema.).

O velório se estenderá até a manhã de terça-feira, ocasião em que haverá celebração de missa de corpo presente e, às 9 horas, o enterro no Cemitério Parque da Paz.

O secretário da Cultura do Estado, Fabiano Piúba, em nome do governador Camilo Santana, esteve em Sobral acompanhando o velório. Ele falou para o Blog sobre o legado de Belchior.

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(Foto e Vídeo – D.Moura)

Irmã de Belchior fala da paixão do artista por Sobral

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Belchior não esquecia de sua querida Sobral (Zona Norte).

Foi o que disse a irmã dele, Ângela Belchior, para o Blog, nesta manhã de segunda-feira, em clima de velório do artista, no Theatro São João, lotado de amigos e fãs.

O velório deve ter continuidade em Fortaleza, a partir das 12 horas, no Centro Dragão do Mar. Vai se estender até a manhã desta terça-feira, quando ali haverá missa de corpo presente. Em seguida, às 9 horas, o enterro no Cemitério Parque da Paz.

(Vídeo – D. Moura)