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Fernando Haddad, finalmente, ganha espaço e será sabatinado

Fernando Haddad, enfim, vai ser sabatinado.

Não ainda como candidato a presidente ou no lugar de Lula, mas numa sabatina que a Record News fará, a partir da semana que vem, com os candidatos a vice-presidente da República — condição que Haddad oficialmente ainda ostenta. A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

Haddad falará por 30 minutos no Jornal da Record News, às 21h. Assim como outros oito candidatos a vice-presidente. A cada semana serão três entrevistados.

DETALHE – Haddad cumprirá agenda em Fortaleza na próxima sexta-feira.

(Foto – Lula Marques,da Agência PT)

Aviões do Forró – Produtora terá que indenizar público por banda faltar em show

Show da época em que Solange Almeida fazia dupla com Xand Avião.

A banda Aviões do Forró terá que indenizar duas pessoas por ter faltado a um show na Bahia. O Tribunal de Justiça da Bahia concordou com sentenças que condenaram a produtora que organizou o show a indenizar cada um dos autores em R$ 2 mil. Os consumidores gastaram, cada um, R$ 1 mil para assistir ao show do camarote. Quando o espetáculo teve início, quem subiu ao palco foi o cantor Léo Santana. Foi o próprio artista que informou ao público que a banda Aviões do Forró não iria chegar a tempo.

Tanto a produtora quanto a banda afirmaram que a ausência ocorreu por um motivo fortuito, alheio à vontade deles. E que, além disso, uma outra atração foi colocada no lugar para entreter o público.

Mas nos dois processos o Tribunal de Justiça da Bahia confirmou as condenações de primeira instância. Os desembargadores ressaltaram que a empresa e banda não apresentaram provas que excluísse a culpa delas, sendo que os consumidores demonstraram que compraram ingresso e estiveram lá.

Para o advogado dos consumidores, Luiz Vasconcelos, a decisão reconheceu que o atraso não foi causado por “fortuito externo”, como dizia a banda, mas, sim, interno. “Além de não ter sido comprovada a existência verdadeira do suposto ‘acidente’, a produtora detinha conhecimento do horário do seu show no camarote, mas optou por assumir um outro compromisso no Carnaval de Recife, em horários muito próximos”, disse.

*Processos 0042134-34.2017.8.05.0001 e 0007124-80.2017.8.05.0080.

(Do site Consultor Jurídico)

(Foto – Mateus Dantas)

No enfrentamento com a Globo, Bolsonaro se deu bem

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Rivais de Jair Bolsonaro (PSL) monitoraram a reação de eleitores que simpatizam com ele à entrevista no Jornal Nacional, da Globo. Segundo informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta quarta-feira, as pesquisas qualitativas mostraram que o clima de enfrentamento no estúdio foi aplaudido, e que as falas sobre o chamado kit gay e a defesa de uma polícia letal foram os pontos altos.

Analistas da XP enviaram relatório a investidores ainda nessa terça (28). “[Ele] Não só sobreviveu, como conseguiu defender pontos de seu programa”, assinalaram no texto.

Os publicitários que avaliaram as pesquisas qualitativas ressaltam que Bolsonaro acertou ao ironizar a imprensa escrevendo na mão esquerda uma cola absolutamente legível com as palavras “Deus”, “família” e “Brasil” para exibir durante a entrevista ao JN.

Com o gesto, o presidenciável fez graça do noticiário que registrou que ele havia anotado temas a serem explorados no último debate na TV. Entre os dele, a zombaria fez sucesso.

(Foto – Reprodução de TV)

Se reeleito, Eunício diz que tentará de novo presidir o Congresso

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Da Coluna do Eliomar de Lima, do O POVO desta quarta-feira:

O senador Eunício Oliveira (MDB) anuncia: se for reeleito, já está no páreo para voltar a presidir o Congresso Nacional. Ele diz que a experiência de ocupar o cargo, no momento, não apenas lhe serviu para reforçar o currículo, mas lhe deu condições principalmente de “ajudar o meu Estado”.

Nessa posição, Eunício destravou uma série de empréstimos externos do interesse do Governo do Estado e de prefeituras como as de Fortaleza, Caucaia e Sobral. Por conta disso, acabou se configurando, mesmo tendo brigado no passado contra o governador Camilo Santana (PT), como a segunda opção do Palácio da Abolição para o Senado.

“Se eu for reeleito, vou tentar novamente presidir o Congresso, pois, assim, terei condições de ajudar mais ainda meu Estado”, reforçou o emedebista que divide palanque no pleito com Camilo e Cid Gomes. Isso, quando Ciro Gomes, candidato a presidente pelo PDT, não está por perto.

(Foto – Divulgação)

Gastos do Judiciário brasileiro atingiram R$ 91 bilhões em 2017

O Poder Judiciário brasileiro registrou um aumento real de despesas, já descontada a inflação, de 4,4% em 2017 na comparação com 2016, atingindo R$ 90,8 bilhões, informa o relatório “Justiça em Números – 2018”, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado na segunda-feira (27).

O aumento foi superior à inflação acumulada no ano passado, de 2,95% pelo IPCA. Do total, 90,5% (R$ 82,2 bilhões) foram usados para cobrir gastos com recursos humanos. A rubrica benefícios consumiu R$ 5,6 bilhões (6,8%).

Neste mês, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) aprovaram uma proposta orçamentária para 2019 que prevê reajuste em seus salários de 16,38%. Se aprovada no Congresso, a proposta deverá desencadear aumento salarial para todas as categorias da magistratura.

De acordo com os ministros, o gasto global do Judiciário não vai aumentar, porque serão feitos remanejamentos internos. O relatório do CNJ mostra que apenas 9,5% são aplicados em outras despesas (correntes e de capital), o que indica que a margem de remanejamento dos valores é estreita.

(Com Agências)

Ceará fecha primeiro semestre deste ano como 3º estado com maior taxa de homicídios no País

O Ceará é o terceiro estado brasileiro com a maior taxa de assassinatos registrados no primeiro semestre deste ano. É o que aponta o projeto Monitor da Violência, uma parceria do portal de notícias G1 com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o Núcleo de Estudos da Violência (NEV), da Universidade de São Paulo (USP).

A taxa de homicídios no Ceará é de 26 por 100 mil habitantes, conforme dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) repassados ao levantamento. Ao todo, 2.380 pessoas foram assassinadas no Ceará de janeiro a junho deste ano, conforme a SSPDS. São 81 mortes a mais que o registrado no mesmo período do ano passado: 2.299.

É uma taxa menor apenas que as registradas nos estados de Roraima (27,7 por 100 mil) e Rio Grande do Norte (27,1 por 100 mil). E está empatado com o Acre, que também teve média de 26 homicídios por 100 mil habitantes.

Os dez Estados que lideram o ranking ou são do Norte ou do Nordeste. Completam essa lista Sergipe, Pará, Pernambuco, Alagoas, Amapá e Bahia. São Paulo é o estado com o menor número proporcional de assassinatos: 3,8 por 100 mil habitantes.

Em levantamentos desse tipo, a SSPDS costuma ressaltar que o padrão adotado pela pasta não é seguido pela maioria dos Estados, o que torna a comparação distorcida.

A pasta já divulgou números referentes ao mês de julho no Estado. Contando com os registros referentes a esse mês, o Ceará passou a acumular 2.758 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) no ano uma redução de 0,5% comparado com o mesmo período de 2017. Neste mês de agosto, dados não consolidados da SSPDS apontam a ocorrência de, pelo menos, 300 homicídios até a última segunda-feira, 27.

Ao todo, o Monitor da Violência registrou 26.126 assassinatos no Brasil nos seis primeiros meses de 2018. O número, no entanto, é maior, já que três estados (Maranhão, Paraná e Tocantis) não enviaram dados, alegando não estarem consolidados. A taxa proporcional de assassinatos no País é de 12,5 por 100 mil habitantes.

Em artigo divulgado junto com o balanço do projeto, o jornalista e economista Bruno Paes Manso, pesquisador do NEV-USP, apontou que a “truculência” do conflito entre facções criminosas é a responsável pelos números catastróficos. “Chacinas, mortes de policiais, vídeos de assassinatos e torturas passaram a fazer parte da cena criminal desses estados”, ressaltou. Ele ainda alerta que o Ceará é uma das unidades federativas que podem ver a taxa de homicídios passar de 50 pessoas por 100 mil habitantes.

No Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2018, do próprio FBSP, o Ceará apareceu como o terceiro estado com o maior número de assassinatos registrados em 2017, com uma taxa de 59,1. Ficava atrás apenas de Acre e Rio Grande do Norte, com 63,9 e 68, respectivamente.

(O POVO/Repórter Lucas Barbosa)

Bolsonaro diz no JN que criminoso não é ‘ser humano normal’ e defende policial que ‘matar 10, 15 ou 20’

O candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, afirmou nessa terça-feira (28), em entrevista ao Jornal Nacional, que um criminoso não pode ser tratado como “um ser humano normal” e, por isso, se um policial “matar 10, 15 ou 20 com 10 ou 30 tiros cada um” deve ser condecorado e não processado.

Bolsonaro foi o segundo entrevistado da série do JN com presidenciáveis. O primeiro foi Ciro Gomes (PDT). Nesta quarta (29), será a vez de Geraldo Alckmin (PSDB), e, na quinta, de Marina Silva (Rede). A ordem das entrevistas foi determinada por sorteio. Luiz Inácio Lula da Silva, presidenciável do PT, está preso e proibido pela Justiça de dar entrevistas.

O candidato do PSL foi questionado pelo jornalista William Bonner sobre ter declarado que violência se combate com mais violência ainda. “Como o senhor acha que os brasileiros que vivem nessas comunidades dominadas por traficantes, que são vítimas desses tiroteios tão frequentes, como é que elas recebem uma afirmação como essa sua?”

O presidenciável defendeu “ir com tudo para cima deles” desde que moradores de comunidades estejam fora da linha de tiro.

“Temos que fazer o quê? Em local que você possa deixar livre da linha de tiro as pessoas de bem da comunidade, ir com tudo para cima deles. E dar para o agente de segurança pública o excludente de ilicitude. Ele entra, resolve o problema. Se matar 10, 15 ou 20, com 10 ou 30 tiros cada um, ele tem que ser condecorado [o policial] e não processado.”

*Confira a íntegra no Portal G1 aqui.

 

Temer decreta emprego de Forças Armadas em Roraima

O presidente Michel Temer decretou hoje (28) o emprego das Forças Armadas no estado de Roraima. A decisão do presidente se dá no âmbito da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Segundo o presidente, a medida é para assegurar segurança aos brasileiros que vivem em Roraima e também aos venezuelanos que entram no Brasil pelo estado, fugindo da crise no país vizinho.

“Eu decretei hoje o emprego das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem no estado de Roraima. Naturalmente para oferecer segurança para os cidadãos brasileiros e migrantes venezuelanos que fogem em busca de refúgio no Brasil. Tomei essa decisão para complementar as ações humanitárias que o governo federal promove há vários meses em Pacaraima e Boa Vista”, disse o presidente, em pronunciamento feito no Palácio do Planalto.

Segundo o ministro da Defesa, general Silva e Luna, não houve pedido da governadora do estado, Suely Campos, para edição desse decreto. A GLO, período em que os militares têm poder de polícia, terá validade de 29 de agosto até 12 de setembro. Ao final do período, será avaliada a continuidade ou não da medida. O efetivo utilizado será aquele que já atua na região, da Primeira Brigada da Infantaria de Selva, lotada em Boa Vista. O emprego militar se dará em um perímetro que engloba as cidades de Pacaraima, que faz fronteira com a Venezuela, e Boa Vista, que têm acolhido os migrantes que vão além de Pacaraima. O decreto deve ser publicado no Diário Oficial da União, amanhã (29).

De acordo com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, a GLO é para conter a crise no estado, e não para impedir a entrada de venezuelanos.“Esse é o problema. Podemos reduzir o número de imigrantes em Roraima lá com a interiorização, mas não é um processo simples. É voluntário e precisa garantir condições dignas”, disse.

Etchegoyen disse ainda que, dos 600 a 700 venezuelanos que entram diariamente pela fronteira, apenas cerca de 20% a 30% permanecem no país.

Críticas ao governo de Maduro

Em seu pronunciamento, o presidente criticou o governo do presidente Nicolás Maduro por não “cuidar do seu povo” e, com isso, criar uma situação “trágica” em todo o continente. “A onda migratória em Roraima é resultado das péssimas condições de vida a que está submetido o povo venezuelano. É isso que cria essa trágica situação que afeta quase toda a América do Sul. O Brasil respeita a soberania dos estados, mas temos de lembrar que só é soberano um país que respeita e cuida do seu povo”.

Temer afirmou ainda que buscará a solução para a crise na Venezuela em “todos os foros internacionais”: “Por isso é preciso encontrar urgentemente um caminho para mudar essa situação. [A crise] avançou pela fronteira de vários países e ameaça a harmonia de todo o continente”.

Venezuelanos no Brasil

Em Boa Vista, ainda vivem nas ruas cerca de dois mil venezuelanos e outros seis mil estão em abrigos no estado. A Polícia Federal estima que entraram no país quase 130 mil venezuelanos, de 2017 até junho deste ano. Desses, cerca de 60% já deixaram o território brasileiro. Os dados atualizados de ingresso de venezuelanos no país devem sair nos próximos dias.

Na semana passada, moradores de Pacaraima expulsaram venezuelanos de barracas e abrigos e atearam fogo a seus pertences, em um protesto contra a presença deles na cidade. O motivo do conflito foi o assalto e espacamento de um comerciante local, supostamente cometido por quatro venezuelanos, que provocou a revolta dos moradores da cidade.

(Agência Brasil)

Com placar de 2 a 2, STF adia decisão sobre denúncia contra Jair Bolsonaro

Com um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu hoje (28), com o placar de 2 votos a 2, o julgamento sobre o recebimento ou não de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), candidato à Presidência da República.

Ao pedir vista, Moraes disse que trará o caso de volta a julgamento já na sessão da próxima semana, em 4 de setembro, quando já terá se iniciado a campanha eleitoral dos presidenciáveis na TV e no rádio.

A denúncia foi oferecida ao STF pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em 13 de abril, em decorrência de uma palestra proferida no ano passado por Bolsonaro no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro. Ela acusou o deputado de racismo e manifestações discriminatórias contra quilombolas, índios, refugiados, mulheres e LGBTs.

Na ocasião, o deputado disse, por exemplo, que ao visitar um quilombo constatou que “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador eles servem mais”.

O relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, votou pela rejeição da denúncia. Para ele, as falas proferidas por Bolsonaro, apesar de passíveis de “censura moral”, não podem ser caracterizadas como crime, por não terem tido a capacidade de provocar atos criminosos em consequência e por terem sido feitas no contexto de sua atividade parlamentar, protegida por imunidade. Ele foi seguido pelo ministro Luiz Fux.

“A imunidade parlamentar, ainda que fora das dependências do Congresso Nacional, embora sujeitas à censura no plano moral, quando no exercício do cargo eletivo, a atuação do congressista está coberta pela imunidade”, afirmou Marco Aurélio.

O ministro Luís Roberto Barroso divergiu e votou para que Bolsonaro se torne réu pelos crimes de discriminação, devido à sua fala contra os quilombolas, e de incitação ao crime, devido ao conteúdo de suas falas em relação a homossexuais, proferidas em outras ocasiões, mas inseridas na denúncia pela PGR. Ele foi seguido pela ministra Rosa Weber.

“Me parece inequivocamente claro ser um tipo de discurso de ódio que o direito constitucional brasileiro não admite, porque é o ódio a grupos minoritários, historicamente violentados e historicamente vulneráveis”, disse Barroso em relação às declarações de Bolsonaro. O ministro, entretanto, dispensou as acusações relativas a indígenas e às mulheres, por não as ver como suficiente para caracterizar crime.

Antes, o vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, defendeu o recebimento da denúncia. “Em sua fala, estão presentes todos os elementos do discurso de ódio racial, sendo prática que exterioriza preconceito e induz a discriminação”, afirmou.

Em resposta, o advogado Antônio Pitombo, que defende Bolsonaro, afirmou que a denúncia apresentada pela PGR contra o deputado é inepta e contrária à liberdade de expressão garantida pela Constituição.

“Não é que o discurso é bonito, não é que todos nós devemos aderir positivamente ao discurso, não é este o ponto. O que não se pode eliminar é o direito de expressão de opinião, goste-se ou não. Não estou discutindo racismo, e sim a liberdade de expressão”, disse o defensor.

(Agência Brasil/Foto – Pedro Ladeira, da Folhapress)

A economia também depende do Congresso

Com o título “A economia também depende do Congresso”, eis artigo da jornalista Beatriz Cavalcante. Soa como um alerta para a votação para os senhores parlamentares federais. Confira:

Tão importante quanto votar para presidente é estar atento aos candidatos ao Congresso Nacional (senadores e deputados) que vão representar os interesses, sobretudo, do nosso Estado. Afinal, são eles que votam muitas das medidas aplicadas no nosso País e impactam e muito no andamento da economia.

Vale lembrar que parlamentares já foram responsáveis por aprovar muitas “pautas-bomba”. Ou seja, projetos lesivos aos cofres públicos e que visavam a apenas interesses de determinados públicos. E a consequência chega, logicamente, à população, achatando mais ainda o poder de compra dos brasileiros.

Um exemplo foi neste ano, em julho, quando passou pelo Congresso a medida provisória que estabeleceu o frete mínimo para o transporte de cargas no País. Isso mexeu com o livre mercado de uma cadeia enorme de segmentos, diminuiu a margem de lucro das empresas e, no Ceará, como O POVO mostrou na matéria “Incerteza sobre frete atrapalha saída de mercadorias do Ceará para outros estados”, fez a entrega de produtos atrasar.

Outra medida aprovada foi o fim da cobrança da conta de luz para famílias com renda menor ou igual a meio salário mínimo, quando antes o desconto ia até 65%. O problema desta votação foi que não se analisou o fato de que alguém tem de pagar essa conta. Nada é de graça e tudo tem uma consequência, que chega à população.

A percepção é que os eleitores estão preocupados apenas com qual candidato irá ocupar a cadeira da Presidência da República. As redes sociais pululam embates, alguns com palavrões, sobre os presidenciáveis, e deputados e senadores vão ficando de lado. A polarização é entre Jair Bolsonaro (PSL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – este último preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Portanto, quem se preocupa com o futuro econômico do Brasil também deve entender o que um parlamentar faz e estar atento para votar consciente. Em suma, ele deve legislar, fiscalizar e propor políticas públicas, neste caso específico, matérias que não prejudiquem ainda mais as contas públicas. É importante saber se o candidato está proposto a encarar as reformas necessárias que o País precisa: política, tributária e previdenciária. A economia também depende do Congresso.

*Beatriz Cavalcante

beatrizcavalcante@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

Apenas 18% dos brasileiros pouparam em junho, diz CNDL

Entre os brasileiros, apenas 18% pouparam dinheiro no mês de junho, de acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Em média, o valor guardado foi de R$ 520.

A maioria, 73%, respondeu que terminou o mês sem nenhuma reserva. Entre as justificativas estão a renda muito baixa (44%), o que inviabiliza guardar dinheiro. Outros motivos apontados foram imprevistos (17%), ausência de renda por desemprego (15%) e reconhecimento de descontrole sobre os próprios gastos (14%).

O levantamento mostra que 35% dos brasileiros poupam habitualmente, sendo que 28% afirmam guardar o que sobra do orçamento e 7% estipulam um valor a ser poupado. Os objetivos para o dinheiro poupado são cobrir imprevistos (53%), garantir um futuro melhor à família (37%), enfrentar eventual desemprego (28%), cobrir a aposentadoria (17%), arcar com a educação dos filhos (16%), fazer viagens (15%) e reformar a casa (15%). Já 55% admitem que não têm o hábito de poupar.

Aplicações

A poupança lidera entre as aplicações financeiras, sendo citada por 64% dos que poupam habitualmente. Guardar dinheiro em casa é a segunda opção, mencionada por 25% dos brasileiros. Em terceiro lugar, aparece a conta corrente (15%); em quarto, os fundos de investimentos (9%) e, em quinto, a previdência privada (7%).

Modalidade de investimento mais conhecida pelos brasileiros, 92% já ouviram falar sobre a poupança. Em seguida vêm os títulos de capitalização (57%), os planos de previdência privada (53%), as ações em bolsas de valores (42%), os fundos de investimentos (34%), o Tesouro Direto (25%) e os CDBs (25%).

A sondagem mostra que 38% dos poupadores precisaram sacar alguma parte dos seus recursos em junho. Os imprevistos foram a principal razão para o saque, citado por 13%. Outros 8% sacaram porque os ganhos não haviam sido suficientes, 8% para quitar dívidas pendentes e 5% por estarem sem emprego.

O indicador da CNDL abrangeu 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

(Agência Brasil)

Petição de Amoêdo para participar de debates chega a 500 000 assinaturas

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A campanha do candidato a presidente da República pelo Partido Novo, João Amoêdo, está comemorando o resultado de uma petição lançada há dias.

Segundo informação da Veja Online, o documento virtual que pede a participação do postulante nos debates presidenciais deve chegar a 500 000 mil assinaturas ainda nesta terça-feira.

João Amoêdo, bom lembrar, cumprirá agenda em Fortaleza, nesta quarta e quinta-feira, tendo ao seu lado o ex-técnico Bernardinho, da seleção brasileira de vôlei. Entre alguns compromissos, palestra às 19 horas na Estácio FIC.

Confira a agenda

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Tande, ex-atleta do vôlei, dará palestra em Fortaleza

Tande, ex-jogador de vôlei, cumprirá agenda em Fortaleza no próximo dia 1º de setembro. Segundo a assessoria de imprensa da Universidade de Fortaleza, ele vem participar de um encontro com docentes e alunos da Instituição, em clima de bate-papo motivacional.

O encontro, que ocorrerá às 9 horas, no auditório da Biblioteca Central, vai marcar o Dia do Professor de Educação Física. Atualmente, o ex-atleta faz reportagens especiais para o Esporte Espetacular da TV Globo.

Bom lembrar que Tande integrou a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992 (medalha de ouro), Atlanta 1996 e Sydney 2000. No vôlei de praia, foi parceiro de Giovane, Emanuel, Loiola, Pará, Pedro Cunha e, em 2004, do cearense Franco.

(Foto – Divulgação)

Guilherme Boulos é entrevista desta terça-feira na EBC

Guilherme Boulos é o candidato do PSOL à Presidência da República

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) vai entrevistar, nesta terça-feira (28), o candidato a presidente Guilherme Boulos (PSOL). Ele é o quarto a participar da série de entrevistas com os candidatos à Presidência da República, iniciada no dia 17 de agosto e que irá ao ar até o dia 12 de setembro, de segunda a sexta-feira, a partir das 17h30min, sempre ao vivo.

Como o sorteio, para a ordem das entrevistas, foi feito antes do período das convenções, não haverá entrevistas nos dias reservados aos pré-candidatos não confirmados por seus partidos.

(Agência Brasil)

Temer – A peste eleitoral

Com o título “Temer: a peste eleitoral”, eis artigo de Ricardo Alcântara, publicitário e escritor. Ele avalia o cenário dos candidatos à sucessão do presidente emedebista. Confira:

A eleição se dá num contexto singular: o governo a ser substituído é uma unanimidade negativa. 97 em cada 100 brasileiros o rejeitam. A cesta de maçãs envenenadas de Michel Temer traz a legitimidade questionada de sua investidura no cargo, as medidas impopulares adotadas, as investigações sobre a conduta do presidente e sua associação explícita com os métodos de “governabilidade” que mantém de pé, a custos incalculáveis para a nação, o presidencialismo de coalizão vigente.

Não se sabe ainda como o tucano Geraldo Alkmin irá varrer para debaixo do tapete latifundiário de seu tempo de propaganda o apoio dado ao governo, mas o que o candidato oficial do próprio partido de Temer, MDB, fará para se descolar um pouco da figura soturna de seu antigo chefe já está traçado: Henrique Meireles anda a lembrar que foi figura central na condução econômica do mais popular de todos os presidentes, Lula da Silva. Apresenta-se como o banqueiro que os socialistas amavam.

Ciro Gomes e Guilherme Boulos não perdem tempo agora, e Fernando Haddad não perderá logo adiante, em se posicionarem como anti-Temer. A estratégia de “fulanização” oferece vantagens: ao concentrar sua crítica na figura de Temer, a centro-esquerda dá personalidade instantânea a si mesma por oposição de valores. Ser anti-Temer dá compreensão automática do papel pretendido. É um emblema.

É incompreensível que Marina Silva não se agarre ao mastro seguro do discurso com a mesma intensidade dos demais. Mas Marina é Marina: a demolição não é sua especialidade. Não combina com seu temperamento e menos ainda com o bloqueio psicológico que o sentimento religioso lhe impõe. Poderá ficar mais uma vez pelo meio do caminho por falta de foco estratégico. Uma grande figura. Mas nem sempre aceita ver as coisas como as coisas realmente são.

*Ricardo Alcântara,

Escritor e publicitário.

BNB vai expandir FNE Sol para pessoas físicas a partir de setembro

O Banco do Nordeste está participando da Intersolar South America – Feira e Congresso do Setor Solar Sul-Americano, com palestras para divulgar sua linha de financiamento FNE Sol Essa linha de crédito financia todos os componentes para geração centralizada e sistemas de micro e minigeração de energia elétrica fotovoltaica, eólica, de biomassa ou pequenas centrais hidroelétricas (PCH) e também sua instalação. É destinado a empresas de todos os portes e setores, produtores e empresas rurais, cooperativas e associações, instalados na área de atuação do Bbnco, que inclui os Estados nordestinos e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Em setembro, segundo a assessoria de imprensa do BNB, a Instituição vai expandir o acesso ao FNE Sol a pessoas físicas, para fins residenciais. Os clientes poderão financiar com o BNB até 100% do investimento, com limite de até R$ 100 mil e prazo de pagamento de até oito anos. No caso de valores até R$ 50 mil, a garantia necessária será aval somado a alienação dos equipamentos; acima deste valor, será garantia real mais alienação dos equipamentos.

A linha de crédito FNE Sol utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O funding, operado exclusivamente pelo BNB, dispõe de taxas de juros bastante atrativas, que permitem que as parcelas do contrato sejam equivalentes à redução projetada na conta de energia, após a implantação do sistema de compensação. “Os equipamentos podem ser adquiridos, financiados, sem impacto nos gastos e o cliente passa a consumir a própria energia, renovável e limpa. Depois de quitado o financiamento, ficam apenas os benefícios da redução da conta”, destaca o superintendente de Negócios de Varejo e Agronegócio do Banco, Luiz Sérgio Machado.

Para pessoas jurídicas, os financiamentos referentes a geração distribuída podem ser de até 100% do valor do investimento, quando os equipamentos financiados forem alienados em composição com outras garantias; em alguns casos, de até 75%, podendo ser os equipamentos a única garantia do crédito, dependendo do porte e da localização da empresa. Os prazos para pagamento são de até 12 anos, com carência de até um ano. No que se refere a geração centralizada, os prazos se estendem a até 20 anos, com carência de até cinco anos.

O Banco do Nordeste já financiou mais de R$ 3,9 bilhões para geração centralizada de energia solar, eólica, biomassa e micro e minigeração no período de janeiro de 2017 a julho de 2018.

Adriana Anselmo é liberada de prisão domiciliar, mas terá que usar tornozeleira eletrônica

Por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo teve sua prisão domiciliar substituída pelo uso de tornozeleira eletrônica e por recolhimento domiciliar nos fins de semana. Segundo informa o jornalista Lauro Jardim, do O Globo, Bretas atendeu a um pedido do Ministério Público Federal.

De acordo com a decisão de Bretas, durante a semana Adriana só precisará recolher-se em casa entre 20h e 6 horas da manhã. No resto do tempo, pode deixar sua casa, inclusive para trabalhar — contanto que use a tornozeleira.

A substituição de penas tem também um efeito prático. O tempo dessa prisão domiciliar integral, que Adriana vinha cumprindo é considerado cumprimento de pena — e será abatida da pena de prisão se a ex-primeira dama tiver que voltar para penitenciária.

As novas medidas impostas por Bretas não contam como cumprimento de pena.

(Foto – Reprodução de Youtube)

Maioria de votos brancos e nulos não invalida eleição

Mais uma eleição se aproxima e, com ela, surgem dúvidas sobre o efeito do voto em branco na contagem final da eleição.

O Tribunal Superior Eleitoral esclarece que, ao tornar obrigatório o voto dos os maiores de 18 anos, a Constituição ressalta a importância da responsabilidade política do eleitor para o processo eleitoral e para a democracia como um todo.

Porém, diante da urna, o eleitor é inteiramente livre para votar como quiser, conforme esclarece o consultor legislativo Roberto Pontes.
“Votar branco ou nulo significa invalidar o seu voto. Hoje em dia, não há diferença entre votos brancos e nulos. Eles simplesmente são votos inválidos. Os eleitores que votam dessa forma demonstram, com esse ato, o inconformismo e a insatisfação com o modelo, com os candidatos, enfim, com o quadro político em geral”.

Prática

Na prática, o eleitor anula sua participação no processo eleitoral. Porém, a Justiça Eleitoral reconhece esse direito: as urnas eletrônicas trazem a opção do voto em branco; já o voto nulo acontece, por exemplo, quando é digitado e confirmado um número diferente daqueles dos candidatos oficiais. Roberto Pontes enfatiza que, em hipótese alguma, os votos brancos e nulos serão motivos para a anulação de uma eleição.

“Em períodos pré-eleitorais, é comum surgirem alguns boatos e lendas urbanas no sentido de que, se houver um determinado número de votos brancos e nulos, a eleição seria nula. Não. A eleição é decidida por quem se manifesta, por quem escolhe alguém em termos de um voto válido. A manifestação apolítica do eleitor, ainda que em número elevado de votos brancos e nulos, não tem o condão de anular qualquer eleição”.

Portanto, mesmo se 99,9% dos eleitores votarem nulo ou em branco, ainda assim a eleição será válida e os destinos do país serão guiados pelo 0,1% que votou no candidato que escolheu.

(Agência Câmara)

O ódio de classes

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Com o título “O ódio de classes”, eis artigo de Fernando Costa, publicitário e sociólogo. Ele aborda a intolerância política que, a cada dia, expõe suas vísceras. Confira:

As eleições presidenciais deste ano prometem expor nas ruas o que muitos acreditavam estar morto e sepultado: a boa e velha disputa entre direita e esquerda. Só a direita achava, ou queria distorcer a História, que ela não existia mais e que a esquerda estava morta.

O golpe promovido pelos capitalistas paulistas e afiançado pelo Poder Judiciário trouxe para as ruas o antigo e perigoso ódio de classes, o estopim das mudanças radicais que aconteceram em todas as sociedades.

Mais uma vez a classe média, ou a velha e perdulária pequena burguesia, é o canal de propagação desse ódio.

No último domingo, presenciei na Praça Benedito Calixto, em São Paulo, um ensaio do que está por vir.

Cena 1: um pequeno grupo do partido Novo fez uma manifestação apoiando seu candidato a presidente, os transeuntes simplesmente ignoraram, o que deve ter provocado o comentário de uma bela e bem vestida militante do partido Novo, que dizia para um companheiro: “Ou nós implantamos um capitalismo de verdade no Brasil ou vamos perder para o socialismo”.

Cena 2: eis que surge no canto esquerdo da praça uma onda vermelha, um grupo de 300 pessoas cantando e gritando palavras de ordem: “Lula livre, Lula presidente”.

Cena 3: o chão da praça tremeu e senhoras pacatas e senhores respeitáveis que passeavam entre antiguidades e quinquilharias foram tomados por um transe e começaram a babar e urrar com um ódio visceral. Por um ou três instantes, parecia que ia acontecer um enfrentamento, mas como ali só estavam representantes da pequena burguesia, ficou por isso mesmo, só os insultos de sempre. Mas o prenúncio do que está por acontecer, quando as massas estiverem nas ruas, está desenhado.

A classe média que apoiou o golpe certamente não estará nas ruas na hora do conflito, mas seus filhos estarão tentando remediar o erro que seus pais cometeram e que um dia eles, em sua grande maioria, voltarão a cometer, porque assim cavalga a pequena burguesia.

*Fernando Costa

fernando@vervecom.com.br

Sociólogo e publicitário.