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“Eu já adverti o garoto!”, avisa Bolsonaro, após fala do filho sobre o Supremo

O candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (22) que o filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) errou e já foi advertido pelas declarações que vieram à tona neste
domingo (21) sobre a possibilidade de “fechar o STF” (Supremo Tribunal Federal). A informação é do Portal Uol.

Em entrevista ao SBT, gravada pela manhã, o candidato ao Palácio do Planalto buscou se distanciar da fala do filho, seu colega na Câmara dos Deputados, dizendo que a responsabilidade é do “garoto”. Eduardo tem 34 anos e foi eleito
para o segundo mandato como deputado com a maior votação da história.

“Eu já adverti o garoto. É meu filho. A responsabilidade é dele. Ele já se desculpou. Isso [o vídeo] aconteceu há quatro meses. Ele aceitou responder a uma pergunta que não tinha nem pé, nem cabeça, e resolveu levar para o lado desse absurdo aí”,

As declarações feitas em uma aula para concursos públicos em julho provocaram reações no meio jurídico e entre ministros do Supremo. O decano, Celso de Mello, chamou a fala de ‘inconsequente e golpista”. Sem citar Eduardo nominalmente, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, disse nesta segunda que as declarações do deputado são
“absolutamente irresponsáveis” e defendeu que a Procuradoria-Geral da República abra uma investigação contra o parlamentar por crime tipificado na lei de segurança nacional.

Nesta segunda, ele reconsiderou sua posição. “Até fui pesado com o garoto, né?

‘Quem fala isso, tem que buscar um psiquiatra’. E ele já assumiu a responsabilidade, repito, se desculpou. E no que depender de nós, obviamente, essa é uma página virada na história”, declarou. “Repito: o garoto errou, foi advertido, e vamos tocar o barco”, pediu Bolsonaro.

 

“Violência no Brasil já passou da linha do absurdo!” diz Bolsonaro

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O candidato pelo PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, recebeu hoje (22) o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra da Silva Martins Filho. O encontro ocorre às vésperas do segundo turno, no momento em que há uma tensa discussão em torno do comentário do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato, sobre o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ontem (21), ao comentar a hipótese, Bolsonaro foi categórico em sua afirmação. “Se alguém falou em fechar o STF, precisa consultar psiquiatra.” Apesar da negativa, a polêmica permanece. A expectativa é que o presidente do Supremo, Dias Tóffoli, manifeste-se em nome dos 11 ministros da instituição.

Nas redes sociais, o candidato preferiu concentrar a atenção no combate à violência. Segundo ele, todas as instituições têm de trabalhar em prol das demandas da sociedade. Bolsonaro disse que a “violência no Brasil já passou da linha do absurdo”. “Com uma presidência, o Congresso e demais órgãos públicos atendendo essa demanda da população, sem dúvida, todos ganharíamos.”‬

“A violência no Brasil já passou da linha do absurdo há muito tempo e, quanto mais recuamos, mais os criminosos avançam, e eles sabem disso. Leis, normas e diretrizes colocam cada dia o cidadão mais vulnerável a quem quer praticar um crime”, diz o candidato em um post fixo no Twitter, também reproduzido no Facebook.

Sem entrar em detalhes, o candidato defendeu mudanças nas ações de defesa dos direitos humanos. “Somente transformando a cultura da defesa de direitos humanos que defende somente o direito de quem não era para ter tal representatividade excessiva é que iniciaremos o verdadeiro desenvolvimento social e econômico em nosso país.”

Otimismo

Logo cedo, Bolsonaro demonstrou otimismo em relação à possibilidade de vitória no próximo domingo (28). Nas redes sociais, ele aproveitou para criticar, de forma indireta, os partidos que usam vermelho como cor oficial.

“Estamos iniciando a última semana a caminho de, se Deus quiser, nossa nova Independência! Vamos tirar o Brasil do vermelho e devolvê-lo aos brasileiros.”

Mercosul

O candidato do PSL afirmou ter conversado, por telefone, com o presidente do Paraguai, Mario Abdo. Em um Twitter, reproduzido na conta de Bolsonaro, Abdo agradece a conversa e disse que ambos falaram sobre o fortalecimento das relações entre Brasil e Paraguai.

Depois do primeiro turno turno das eleições, Bolsonaro conversou com o presidente da Argentina, Mauricio Macri. Assessores de Macri elogiaram o diálogo, informando que havia confiança do governo argentino nos avanços do Brasil.

(Agência Brasil)

Humor do Ceará vira produto para atrair turistas

 

O projeto Humor do Ceará ocupará o palco do Teatro Oi Casagrande, do Rio de Janeiro, a partir de 31 deste mês e por todo o mês novembro.

A ação da Secretaria do Turismo do Ceará quer, com o produto chamado “molecagem cearense”, atrair turistas para as próximas férias no Estado.

No cast, Laitinho Brega, Ciro Santos, Augusto Bonequeiro e Luana do Crato.

 

Que futuro nos aguarda?

Com o título “Que futuro nos aguarda?”, eis artigo do professor Ariosto Holanda, ex-deputado federal e ex-secretário na Era Tasso. Ele aborda o mercado e os rumos da educação. Confira:

O Homem sempre procurou na Ciência meios para melhorar a sua qualidade de vida e viver mais. Para isso, ele teve que enfrentar seus três grandes inimigos: a fome, as doenças e as guerras. Pela Ciência e Tecnologia encontrou os caminhos para derrotar esses inimigos.

Se o tempo médio de vida na era das cavernas era 18 anos hoje é 85 anos. As leis da Física tiraram o homem da idade das trevas e lhes mostraram o caminho do renascimento. As revoluções industriais e os serviços que delas surgiram aumentaram a produção, a qualidade dos produtos e lhes proporcionaram melhor expectativa de vida.

A Ciência garantiu a superprodução de alimentos, medicamentos e novos produtos a partir da Física, Matemática, Química, Biologia, Aplicadas na Biotecnologia, Engenharia Genética, Química Fina, Nanotecnologia, Inteligência Artificial etc. Apesar dessas conquistas, ainda temos uma sociedade extremamente desigual.

Neste mundo de abundância, com 7 bilhões de pessoas, 800 milhões passam fome e vivem em extrema pobreza sem os serviços básicos de habitação e saneamento. Em 2017, para desespero do Trump, mais de 60 milhões de pessoas migraram de países subdesenvolvidos para a Europa na busca do seu direito à vida. Some-se a essa triste situação o desemprego que está destruindo o homem.

A persistir a lógica do mercado e não a do desenvolvimento humano as contradições tendem a se agravar com o aparecimento da marginalidade e violência. Temos com urgência que rever e discutir um novo modelo de desenvolvimento.

O que fazer com milhões de trabalhadores cuja força de trabalho é cada vez menos exigida ou nem mais o é? A qualificação profissional e a geração de trabalho são, atualmente, os principais desafios para a promoção da cidadania de milhões de excluídos.

Infelizmente, as nossas escolas, disfuncionais, não atendem nem ao mercado e nem ao desenvolvimento humano. Esquecemos de investir no profissional que faz a diferença – o professor. Defendo a educação como a saída dos nossos problemas.

É oportuna e merece reflexão a frase do filósofo Karl Popper, do livro A Lógica das Ciências Sociais: “Sou partidário da audácia intelectual; não podemos ser intelectualmente covardes e ao mesmo tempo buscar a verdade”.

*Ariosto Holanda

Professor

ariostoholanda@terra.com.br

IFCE de Caucaia ganha prata em Olimpíada Nacional de Geografia

O IFCE de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza) ganhou a medalha de prata na IV Olimpíada Nacional de Ciências da Terra e Geografia, realizada no último fim de semana, em Brasília. Veio através dos alunos Diogo Augusto de Araújo e José Ernando de Farias, ambos do curso técnico integrado de Eletroeletrônica.

A dupla já havia conquistado prata, também, na Olimpíada de História em agosto último, na Unicamp (SP).

Diogo Augusto e José Ernando alcançaram destaque entre mais de 30 mil inscritos na competição. O Estado ainda obteve três ouros e um bronze, estes do Colégio Farias Brito, que é da rede privada.

(Foto – Divulgação)

Instituto do Ceará promove palestra sobre Dom Aloísio Lorscheider

O desembargador Fernando Ximenes falará, às 15 horas desta segunda-feira, na sede do Instituto do Ceará, sobre o tema “Dom Aloísio Lorscheider e os Direitos Humanos”. O evento também faz parte do projeto Outubro Cultural, da entidade, que está em sua quarta edição, e é aberto ao público.

Em sua palestra, Ximenes discutirá a importância de Dom Aloísio na história política do Ceará, tratará sobre a atuação dele nas lutas em defesa das causas indígenas e dos sem terra e do papel na formação de uma consciência social através da religião e de suas ações em prol dos direitos humanos. “Os últimos anos da história cearense não podem ser contados sem ressaltar a importância de dom Aloísio Lorscheider”, afirma o desembargador.

DETALHE – Além da palestra, o Instituto do Ceará oferecerá curso de restauração em acervo bibliográfico e documental nos dias 23, 26 e 29, sempre das 15 às 17 horas. Na quarta-feira, 31, haverá uma apresentação do maestro Gladson de Carvalho, da Orquestra Filarmônica do Ceará.

SERVIÇO

*Instituto do Ceará- Rua Barão do Rio Branco, 1594

*Mais Informações: 3021-7559 ouwww.institutodoceara.org.br

(Foto – CNBB)

CNBB divulga nota pedindo equilíbrio ao eleitorado

 

A violência que desencadeou agressões em distintos níveis nas ruas e nas redes sociais foi repudiada por sete entidades civis, entre elas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que divulgaram nota de apelo para que o equilíbrio e o respeito prevaleçam às vésperas das eleições. O comunicado não menciona partidos políticos nem candidatos, mas alerta sobre os riscos das fake news no cenário político nacional.

“[O grupo quer] reiterar imperiosa necessidade de preservação de um ambiente sociopolítico genuinamente ético, democrático, de diálogo, com liberdade de imprensa, livre de constrangimentos e de autoritarismos, da corrupção endêmica, do fisiologismo político, do aparelhamento das instituições e da divulgação de falsas notícias como veículo de manipulação eleitoral, para que se garanta o livre debate de ideias e de concepções políticas divergentes, sempre lastreado em premissas fáticas verdadeiras.”

A nota é assinada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) e a Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (Abrat).

O documento destaca ainda que há um “peremptório repúdio a toda manifestação de ódio, violência, intolerância, preconceito e desprezo aos direitos humanos, assacadas sob qualquer pretexto que seja, contra indivíduos ou grupos sociais”.

Por fim, a nota acrescenta que é necessário ter “a compreensão de que não há desenvolvimento sem justiça e paz social, como não há boa governança sem coerência constitucional, e tampouco pode haver Estado Democrático de Direito sem Estado Social com liberdades públicas”.

(Agência Brasil)

Orçamento de 2019 deve ser votado depois das eleições

O Congresso deve se debruçar, após as eleições, nos debates em torno do Orçamento Geral da União para 2019. A equação para equilibrar as despesas e as receitas deverá ser mais complicada que nunca, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Um dos grandes desafios do próximo presidente do país será impedir que avancem novas propostas que reduzam a arrecadação ou aumentem despesas .Somente na primeira semana após o primeiro turno, em apenas duas votações, deputados e senadores autorizaram despesas extras de R$ 8,5 bilhões a partir de 2019.

Brasília – Plenário do Congresso Nacional avalia vetos e destaques aos vetos, antes de iniciar a discussão e apreciação do PL da nova meta fiscal (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Plenário do Congresso Nacional – Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil
A maior parte do custo adicional – R$ 4,8 bilhões nos próximos três anos – virá da derrubada do veto ao reajuste do piso salarial de 355 mil agentes comunitários de saúde. Atualmente em R$ 1.004, o salário-base dos servidores chegará a R$ 1.550 em 2021. Nessa conta, a União será responsável por 95% do valor do piso. O restante caberá às prefeituras, que não apoiaram o reajuste.

Outro projeto que aumenta despesas é o que trata da renegociação de dívidas de agricultores familiares das regiões Norte e Nordeste. Deputados e senadores ampliaram o benefício para trabalhadores de todo o país, além de prorrogar para dezembro o prazo de adesão ao programa, inicialmente previsto para outubro. A alteração no Legislativo fez a conta inicial do governo aumentar em R$ 3,7 bilhões.

“A maior contribuição que Congresso pode dar neste momento ao país e a qualquer que seja o novo governante é refletir sobre a aprovação de matérias que impliquem novos gastos”, diz o especialista em orçamento público, professor James Giacomoni. Segundo ele, ao aprovar essas pautas, o Congresso descumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Frear essas matérias é fundamental e esse trabalho já deveria ter começado . O atual presidente não consegue frear essas votações, mas um novo governo tem todas as condições de fazer pressão nesse sentido”, acrescenta.

Para Giacomoni, outro ponto que merecerá atenção do relator do orçamento tem a ver com promessas de enxugamento da estrutura do governo, feita por candidatos. Nesse caso, as rubricas que forem destinadas a pastas que sofrerem fusão ou deixarem de existir podem ser remanejadas pelo próximo presidente da República. Essa possibilidade deverá ser prevista na proposta.

Tramitação

O prazo para a apresentação de emendas à proposta do Orçamento de 2019 (PLN /2018) termina no dia 1° de novembro, uma quinta-feira. Por enquanto, segundo informações da Comissão Mista do Orçamento (CMO), pouco mais de 300 foram apresentadas, mas esse número deve crescer bastante nos próximos dias, especialmente com as emendas individuais.

No ano passado, por exemplo, ao fim do prazo 8.325 foram apresentadas. Os 16 relatórios setoriais da peça orçamentária de 2019 devem ser votados até o dia 28 de novembro. Ainda pelo calendário da CMO, o relatório geral do orçamento deve ser votado no colegiado até o dia 6 de dezembro. No plenário do Congresso a previsão oficial é de que a votação final do Orçamento ocorra até 20 de dezembro. O recesso dos parlamentares começa dia 23.

Adiamento

Para outro analista econômico, o professor da Universidade de Brasília Roberto Piscitelli, o calendário pode não cumprido. Segundo ele, é provável que, a exemplo do que já aconteceu em anos anteriores, a votação da Lei Orçamentária fique para 2019. “Acho bem possível que isso seja jogado para o ano que vem. Muitas vezes isso aconteceu, em períodos de transição mais provável ainda. O esvaziamento do Congresso neste ano foi muito maior que em outros anos em final de legislatura, mas não é só isso: o índice de renovação de mais de 50% pode contribuir para que não haja muito interesse em votar o orçamento. Pode ser que o novo governo peça que o Congresso espere a posse”, afirma.

Quando o orçamento não é aprovado e sancionado até o dia 31 de dezembro, os repasses de recursos no ano seguinte ficam limitados até a publicação da Lei Orçamentária no Diário Oficial. Normalmente, o limite é de até um doze avos.

(Agência Brasil)

Em quem votar?

Com o título “Em quem votar?”, eis artigo de Roberto Macêdo, ex-presidente da Federação das Indústrias do Ceará. Ele expõe questionamentos interessantes para o eleitor que, domingo próximo, decidirá o futuro deste País. Confira:

Diante da proximidade do segundo turno da eleição mais conturbada nas cinco décadas em que votei, acredito que há muitos eleitores brasileiros ainda inseguros sobre seu voto. Há dois anos organizei um decálogo, reproduzido abaixo com as devidas adequações, que pudesse ajudar o eleitor a exercer conscientemente este dever de cidadania.

01 – O seu candidato possui integridade moral para exercer um cargo tão assediado por interesses que nem sempre são os da coletividade?

02 – A sua escolha está considerando as verdadeiras necessidades do País ou você está se deixando levar pelas chamadas “fake news”?

03 – As promessas feitas pelo seu candidato são exequíveis?

04 – Haverá recursos suficientes para financiar os projetos anunciados?

05 – O candidato tem sido capaz de mostrar que o seu programa de governo contempla uma visão de futuro para o País?

06 – As propostas do seu candidato são inovadoras e adequadas à nossa difícil realidade?

07 – O candidato tem maturidade política suficiente para o exercício das funções democráticas de ouvir permanentemente a sociedade, dialogar com as diversas forças sociais e interagir com todas as esferas de poder?

08 – O candidato tem experiência comprovada em gestão para poder exercer com competência a complexa função de presidente de um País com grandes diferenças sociais e com enormes desafios para se posicionar no cenário mundial?

09 – Seu candidato representa o conjunto da sociedade ou se restringe a interesses de uma classe específica?

10 – Considerando os aspectos colocados nos tópicos anteriores, você acha que o seu candidato está sendo realmente sincero em suas promessas?

Peço a Deus que, qualquer que seja a escolha dos eleitores brasileiros, o presidente eleito possa compor uma equipe capaz de reunificar o País, promover a paz, resolver nossos graves problemas, preservar a prática da democracia e reacender nosso orgulho de sermos brasileiros.

*Roberto Macêdo

Empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Mercado financeiro estima inflação deste ano em 4,44%

Instituições financeiras, pesquisadas pelo Banco Central (BC), esperam que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termine este ano em 4,44%. Na semana passada, a projeção estava em 4,43%. Esse foi o sexto aumento consecutivo.

Para 2019, a projeção da inflação foi ajustada de 4,21% para 4,22%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, caiu de 3,92% para 3,78%.

A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta deste ano, que é 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Para 2020, a meta é 4% e, para 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Taxa básica

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018.

Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção permanece em 8,25% ao ano e em 8% ao ano no fim de 2021.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Crescimento econômico

As instituições financeiras mantiveram a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em 1,34% este ano e ajustaram de 2,50% para 2,49%, a estimativa para 2019.

Para 2020 e 2021, a estimativa segue em 2,50%.

(Agência Brasil)

Petrobras anuncia nova redução do preço da gasolina nas refinarias

A Petrobras anunciou hoje (22) uma redução de 2% no preço da gasolina comercializada em suas refinarias. A partir desta terça-feira (23), o litro do combustível terá redução de 2% e passará a ser negociado a R$ 2,0639, segundo informou a estatal.

Essa é a sétima queda consecutiva do preço, que desde 22 de setembro, quando custava R$ 2,2514 por litro, já recuou 8,33%.

(Agência Brasil)

Ceará participa da Jornada Nacional de Foguetes

A Jornal Nacional de Foguetes, evento que debaterá a política aeroespacial brasileira até sexta-feira, na cidade de Barra do Piraú, no Rio de Janeiro, vai contar com a participação de alunos cearenses.

Tendo à frente professor Ednardo Rodrigues, do Colégio 7 de Setembro, os alunos Cesário Diógenes (17), Mateus de Melo (16) e Luís Henrique Fonteles (15) estarão no evento, que congregará cerca de 200 alunos de vários colégios do País.

O Colégio 7 de Setembro, segundo o professor Ednardo, desenvolve, de forma pioneira no Ceará, um programa que discute a questão aeroespacial. O objetivo desse encontro é promover intercâmbio entre os grupos que militam nessa área de estudo.

O evento é uma olimpíada inteiramente experimental, pois consiste em construir e lançar, obliquamente, foguetes feitos com garrafa pet, a partir de uma base de lançamento, o mais distante possível. Foguetes e bases de lançamentos devem ser construídos por alunos individualmente ou em equipes de até três componentes.

(Foto – Paulo MOska)

PIB cresce 1,6% no trimestre encerrado em agosto

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve um crescimento de 1,6% no trimestre encerrado em agosto deste ano, na comparação com o trimestre finalizado em maio. O dado é do Monitor do PIB, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na comparação com o trimestre que terminou em agosto de 2017, o crescimento foi de 1,9%, segundo a FGV. Considerando-se apenas agosto, houve altas de 0,2% na comparação com julho deste ano e de 1,9% em relação a agosto do ano passado.

A alta de 1,6% do trimestre fechado em agosto em relação a maio foi acompanhada pelos três grandes setores produtivos: serviços (1,1%), indústria (2%) e agropecuária (2,5%).

Expansão por setor

Entre os segmentos da indústria, foi observada expansão na indústria da transformação (3,1%) e na construção (1,2%). O setor de eletricidade manteve-se estável e a indústria extrativa mineral recuou 1,2%.

Entre os serviços, todos os segmentos tiveram alta, com destaque para os transportes (5,4%) e o comércio (2,9%).

Sob a ótica da demanda, foram registradas altas de 1,2% no consumo das famílias, 1,1% na formação bruta de capital fixo (investimentos) e de 0,6% no consumo do governo.

No setor externo, as exportações cresceram 1,3% e as importações, 3,7%.

(Agência Brasil)

Guilherme Boulos: “O discurso de Bolsonaro empodera qualquer maluco”

O discurso gravado por Jair Bolsonaro (PSL) para os eleitores que foram às ruas nesse domingo (21), em São Paulo, intrigou alguns opositores. A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Guilherme Boulos, que disputou pelo PSOL a presidência da República, comentou que, mesmo em vantagem, o capitão reformado não baixa o tom.

“Ele deixou claro que opositor tem dois caminhos: sair do país ou ir preso”, disse Boulos.

“Esse discurso empodera todo tipo de maluco,” complementou Boulos.

(Foto – Newton Menezes, do Estadão Conteúdo)

Rogério Ceni receberá a Medalha do Mérito Desportivo Ayrton Senna

O técnico do Fortaleza, Rogério Ceni, receberá nesta segunda-feira, às 19 horas, na Câmara Municipal, a Medalha do Mérito Desportivo Ayrton Senna, a maior honraria da Casa nessa área.

A iniciativa é do vereador Acrísio Sena (PT) e faz parte das comemorações do centenário do “Leão”. Foi subscrita pelos vereadores Benigno Júnior e Evaldo Lima.

Rogério Ceni está a uma vitória de levar o time do Fortaleza para a Série A, do Brasileirão.

Raquel Dodge muda telefones após ofensas de adeptos de Bolsonaro

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, está assustada com a agressividade dos fãs mais exaltados do candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro.

Segundo informa a Veja Online, Raquel conhece a ira dessa turma, pois, quando denunciou o deputado por racismo, a PGR teve de mudar os números de telefone do seu gabinete.

(Foto – Agência Brasil)

Fala de Eduardo Bolsonaro é golpista, diz Celso de Mello

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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, classificou a afirmação do deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), de que bastam um soldado e um cabo para fechar a Corte, de “inconsequente e golpista”. Ele gravou vídeo com tais declarações. A  informação sobre a reação do ministro é dada pela jornalista Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

O magistrado, que é o decano do STF, enviou a declaração por escrito à Folha, e pediu que ela fosse publicada “na íntegra e sem cortes”.
Escreveu Celso de Mello:

“Essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável
que se deve ter pela supremacia da Constituição da República! Votações expressivas do eleitorado não legitimam investidas contra a ordem políticojurídica fundada no texto da Constituição.

Sem que se respeitem a Constituição e as leis da República, a liberdade e os direitos básicos do cidadão restarão atingidos em sua essência pela opressão do arbítrio daqueles que insistem em transgredir os signos que consagram, em nosso sistema político, os princípios inerentes ao Estado democrático de Direito”.

Celso de Mello teve uma das reações mais indignadas. Questionado pela Folha, decidiu enviar a mensagem. Outros ministros trocaram mensagens e telefonemas entre si. Eles aguardam a chegada do presidente da Corte, Dias Toffoli, para discutir um posicionamento. Ele estava em Veneza para compromissos profissionais e deve chegar nesta segunda-feira (22) em Brasília.

(Foto – Agência Brasil)

Brasil registra 3,4 mil mortes violentas em agosto. Ceará é o terceiro do país em homicídios

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Em agosto deste ano, no Brasil, pelo menos 3.444 pessoas foram assassinadas. A informação é do Portal G1, adiantando que o número, porém, é ainda maior, já que quatro estados não divulgam os dados. O índice nacional de homicídios, ferramenta criada pelo G1, permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Já são 34.305 vítimas registradas nos primeiros oito meses deste ano.

O número consolidado até agora contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

O mapa faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Desde o início do ano, jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo Fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O objetivo é, além de antecipar os dados e possibilitar um diagnóstico em tempo real da violência, cobrar transparência por parte dos governos.

Transparência

Quatro estados (Amazonas, Maranhão, Paraná e Tocantins), entretanto, dizem ainda não ter os dados referentes a agosto – o Paraná também não informa os números de julho. Veja a justificativa de cada um:

Amazonas: A Secretaria da Segurança diz apenas que as estatísticas do mês de agosto estão sendo consolidadas.

Maranhão: De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, os dados de agosto ainda estão sendo consolidados.

Paraná: Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os dados (tanto de julho como de agosto) ainda estão sendo tabulados para posterior homologação e divulgação.

Tocantins: A Secretaria de Segurança Pública diz que o setor de estatística ainda não tem os números devido à dificuldade de algumas de legacias em enviar os dados.

Ceará é o terceiro do País

A situação mais dramática é a de Roraima, estado com a maior taxa de mortes violentas do Brasil no primeiro semestre de 2018. Caso o ritmo seja mantido, Roraima pode dobrar o total de assassinatos em relação ao ano anterior. Em janeiro de 2017, o estado foi palco de uma rebelião no sistema penitenciário promovida pela disputa entre facções que causou 33 mortes.

Além disso, a crise humanitária vivida na Venezuela acabou criando uma instabilidade política na região, fragilizando as instituições políticas locais e ampliando a sensação de vulnerabilidade de uma população já amedrontada. Nesses cenários, se multiplica a oportunidade de ação para indivíduos e grupos que tentam se impor pela violência. O crescimento das taxas de homicídio é o principal sintoma da fragilização da legitimidade das instituições democráticas na região.

Os estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Acre, respectivamente na segunda, terceira e quarta posição do ranking nacional de homicídios, também enfrentam situações dramáticas, decorrentes de rivalidades entre facções originadas nas prisões, mas que se espraiaram para os bairros pobres.

A crise da violência no Rio Grande do Norte se acentuou no ano passado, quando o estado registrou a maior taxa de homicídios do Brasil. A rebelião em Alcaçuz, em janeiro de 2017, com 26 mortos, ajudou a acirrar a rivalidade entre grupos criminais do estado, que cresceu ainda mais diante da fragilidade fiscal e política do governo local, que enfrentou greve de polícias ao longo do ano.

No Ceará e no Acre a situação degringolou diante da truculência na disputa entre grupos regionais, respectivamente Guardiões do Estado e Bonde dos 13. Aliados do Primeiro Comando da Capital, ambos passaram a travar conflitos territoriais com os rivais locais que levantaram a bandeira do Comando Vermelho. Chacinas, mortes de policiais, vídeos de assassinatos e torturas passaram fazer parte da cena criminal desses estados.

Integram ainda a parte superior do ranking no primeiro semestre deste ano os estados de Sergipe (5°), Pará (6°), Pernambuco (7°), Alagoas (8°), Amapá (9°) e Bahia (10°). Todos esses lugares correm o risco de encerrar 2018 com taxas acima de 50 por 100 mil habitantes caso as autoridades não consigam implementar políticas capazes de reverter a situação em curto prazo e reduzir o ritmo de violência.

Apesar do sinal amarelo seguir aceso, alguns estados vêm conseguindo resultados consistentes na redução das taxas de homicídios. Paraíba e Maranhão, no Nordeste, Rondônia, no Norte, e Espírito Santo e Brasília são cinco exemplos. Ainda faltam investigações e estudos mais detalhados para compreender como esses estados estão alcançando esses resultados – o que deve ser uma missão a ser enfrentada por este Monitor da Violência.

*Do Portal G1, confira mais aqui.