Blog do Eliomar

Categorias para Brasil

Enem 2018 – Estudantes já podem consultar hoje os locais das provas

Quem se inscreveu para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018 poderá ter acesso ao endereço do local da prova a partir desta segunda-feira, 22. O documento lançado pela internet também serve como confirmação da inscrição, contendo o número da matrícula, o horário do fechamento dos portões e informações sobre a prova. O exame será aplicado nos dias 4 e 11 de novembro.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), não é obrigatório apresentar o cartão no dia da prova, porém é recomendado que o participante leve o documento para consultá-lo se preciso. Nele, além do endereço de onde vai ser realizado o exame, consta o número da sala em que o estudante irá fazer a prova. Para consultar o local, é preciso preencher os dados pessoais no site do Enem e fornecer senha previamente escolhida pelo participante. Pelo menos 5,5 milhões de brasileiros participarão do exame.

Neste ano, o horário de verão começa a valer em 11 estados no dia da primeira prova do exame. O Ceará não será afetado, mas estudantes cearenses que participarão do Enem precisam ficar atentos na hora do fechamento dos portões. Como a prova é nacional, o Inep adota o horário de Brasília, que será afetado pelo horário de verão. Portanto, apesar do cartão afirmar que os portões fecham 13 horas, no Ceará a hora correta é às 12 horas.

Antes e durante as provas

Estudo de última hora: faltando pouco mais de duas semanas para a prova, é hora de fazer as revisões finais. Para relembrar fórmulas matemáticas, matéria considerada uma das mais difíceis do exame, diversos canais de educação do Youtube lançaram paródias de músicas conhecidas ensinando as equações mais comuns.

Entretanto, Nádya Gurgel, docente do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia, atenta para os alunos assistirem aos aulões de véspera “despretensiosamente”. “É para assistir sem obrigatoriedade, não pense que é preciso ver todos os conteúdos da internet”. A professora de literatura e língua portuguesa pede também que os estudantes busquem conteúdos que fujam dos tradicionais, como revistas, filmes ou livros, para explorar a interdisciplinaridade do exame.

Antes da prova: Dormir bem e comer alimentos leves antes de sair para o local de aplicação pode ajudar a manter a calma antes do exame. Nádya lembra da importância de manter o equilíbrio nos últimos dias antecedendo os domingos de exame. “O aluno sabe que já estudou e fez sua parte. Ele deve acordar pensando que deu o melhor de si. Isso ajuda a não ficar com a mão gelada e esquecer de conteúdos na hora da prova”, diz.

O que levar: é obrigatório comparecer com caneta esferográfica transparente de tinta preta e documento oficial de identificação com foto. Como a prova é de extensa duração, alguns participantes optam por levar lanches e água.

Trajeto: para garantir a chegada antes do fechamento dos portões, é recomendado que o candidato pesquise sobre o trajeto a ser feito. A busca por rotas de ônibus, metrô ou caminhos mais rápidos e mais curtos deve ser feita com semanas de antecedência, levando em consideração o trânsito e horário de pico do dia da prova.

(O POVO – Alexia Vieira)

Jornal The New York Times faz editorial com críticas a Bolsonaro

239 3

O The New York Times, jornal americano e entre os principais veículos de comunicação do mundo, publicou editorial nesse
domingo (21) em que considera a possível eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente como uma “escolha triste do Brasil”. No texto, escrito pelo conselho editorial da publicação, o NYT afirma que “é um dia triste para a democracia quando a desordem e a decepção levam eleitores à distração e abrem a porta para populistas ofensivos, rudes e agressivos”. A informação é do Portal Uol.

Para o jornal, Bolsonaro é um político de direita que tem “pontos de vista repulsivos”. O NYT lista declarações do candidato dizendo que preferia que seu filho morresse a ser homossexual; que a deputada Maria do Rosário, sua colega na Câmara, não merecia ser
estuprada porque seria “muito feia”; que quilombolas pesavam “sete arrobas” e não faziam nada; e seus questionamentos sobre o aquecimento global. A publicação diz ainda que Bolsonaro tem nostalgia pelos “generais e torturadores” da ditadura militar brasileira (1964-1985), abertamente defendida pelo candidato.

O editorial também traça um panorama do atual momento político e social do Brasil, citando a recessão econômica, a Operação Lava Jato, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o impeachment de Dilma Rousseff (PT), as denúncias contra o presidente Michel Temer (MDB) e os altos índices de crimes violentos. “Os brasileiros estão desesperados por mudança”, diz o texto.

“Com este pano de fundo, os pontos de vista nojentos de Bolsonaro são interpretados como sinceridade, sua obscura carreira como parlamentar como a promessa de um forasteiro” que vai limpar a corrupção e “sua promessa de um punho de ferro como a esperança de um alívio” dos altos índices de homicídios, afirma o NYT.

O jornal menciona que Bolsonaro já foi chamado de “Donald Trump brasileiro” por surfar uma “onda de descontentamento, frustração e desespero” rumo ao cargo mais alto do país.

Para o NYT, se Bolsonaro for eleito, o meio ambiente sairá perdendo, pois o candidato já propôs flexibilizar regras para o desmatamento da Amazônia, sugeriu tirar o Brasil do Acordo de Paris, acabar com o Ministério do Meio Ambiente e interromper a criação de terras indígenas. O editorial também aborda o julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que tornou Lula inelegível e sua substituição por Fernando Haddad (PT).

Segundo o jornal, Haddad “falhou em superar a associação de seu partido com corrupção e má administração”, o que teria alimentado o antipetismo. Segundo o Datafolha da última quinta-feira (18), Bolsonaro teve 59% das intenções
de votos válidos, contra 41% para Haddad.

Missão de observação eleitoral da OEA já está no Brasil

A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) para as eleições gerais do Brasil retornou para o País para acompanhar o segundo turno presidencial, que ocorrerá no próximo domingo, 28.

De acordo com nota à imprensa divulgada neste domingo, a missão será encabeçada novamente pela ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla e por 30 especialistas e observadores que serão distribuídos em 11 Estados do País e no Distrito Federal. Além disso, outras seis pessoas vão observar o processo de votação no exterior em Buenos Aires, Cidade do México, Montreal, Paris, Santiago do Chile e Washington.

Ainda segundo a nota, a missão retomará a análise dos principais aspectos do processo eleitoral. “Após a eleição, será apresentado um relatório consolidado que contém as conclusões e recomendações sobre a organização e tecnologia eleitoral, financiamento de campanhas, meios de comunicação e liberdade de expressão, a participação política das mulheres, a justiça eleitoral e participação dos povos indígenas e afrodescendentes”, diz a nota da missão.

(Agência Estado)

Mega-Sena pode pagar R$ 18 milhões nesta terça-feira

A Mega-Sena sorteia, nesta terça-feira, o prêmio de R$ 18 milhões do concurso 2090, que será realizado a partir das 20 horas (horário de Brasília) no Caminhão da Sorte da CAIXA, estacionado em Jequié, interior do estado da Bahia. Esta é a Mega-Semana da Sorte, com sorteios feitos na terça-feira (23), na quinta-feira (25) e no sábado (27). Durante as mega-semanas, os apostadores têm mais uma oportunidade de apostar na Mega-Sena.

Caso apenas um ganhador leve o prêmio e aplique todo o valor na Poupança da CAIXA, receberá mais de R$ 66 mil em rendimentos mensais. O dinheiro do prêmio é suficiente para comprar um iate com 78 pés.

As apostas podem ser feitas até às 19 horas (horário de Brasília), desta terça, em qualquer lotérica do país e também no Portal Loterias Online (www.loteriasonline.caixa.gov.br). Clientes com acesso ao Internet Banking CAIXA podem fazer suas apostas na Mega-Sena pelo seu computador pessoal, tablet ou smartphone. Para isso, basta ter conta corrente no banco e ser maior de 18 anos. O serviço funciona das 8 às 22 horas (horário de Brasília), exceto em dias de sorteios (quarta e sábado), quando as apostas se encerram às 19 horas, retornando às 21 horas para o concurso seguinte.

Jair Bolsonaro e filhos reagem às denúncias de fake news nas redes sociais

212 1

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, deixou hoje (19) para os filhos Flávio, senador eleito pelo Rio de Janeiro, e Carlos, deputado federal eleito por São Paulo, as reações às denúncias de disseminação de fake news anti-PT nas redes sociais e aplicativo. Somente no começo da tarde de hoje (19) o candidato respondeu às suspeitas com acusações.

“Apoio às ditaduras venezuelana e cubana; ex-presidente, tesoureiros, ministros, parlamentares, marqueteiros, presos e investigados por corrupção… quem precisa de fake news quando se tem esses fatos?.”‬

O candidato passou mais um dia em casa com correligionários. A novidade é que o condomínio onde Bolsonaro mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, amanheceu hoje com grades cercando a portaria principal. Não houve explicações. Suspeita-se que a medida foi tomada em decorrência da presença constante de jornalistas e simpatizantes no local.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cujo nome aparece como futuro ministro da Casa Civil, visitou Bolsonaro. Ao chegar, ele não concedeu entrevistas. Apoiadores e cabos eleitorais do candidato ao governo do Rio Wilsoin Witzel (PSC) também estão em frente ao condomínio.

Notícias falsas

No final da manhã, Flávio Bolsonaro movimentou as redes sociais ao informar que sua conta no WhatsApp tinha sido bloqueada. Ele postou mensagens de alerta e queixas, afirmando que havia sido banido sem explicações, inclusive afetando sua participação em “milhares de grupos”.

No começo da tarde, o senador eleito informou que o seu aplicativo havia sido desbloqueado. Não detalhou o que ocorreu. “Agora já foi desbloqueado, mas ainda sem explicação clara sobre o por quê da censura.”

Ontem (18) durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que ele e seus correlegionários não precisavam “fazer fake news para combater o Haddad” e desafiou para que apresentassem provas.

Advogados de Bolsonaro prometem notificar empresas e processar o adversário petista Fernando Haddad. Em contrapartida, o PT ingressou nesta quinta-feira (18) com pedidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a candidatura de Jair Bolsonaro seja investigada em razão das suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato.

Turismo

No dia em que ativistas fizeram um protesto em Brasília com críticas às suas propostas sobre meio ambiente, o candidato optou por destacar que as nações “subdesenvolvidas crescem sua economia com a exploração turística”.

“A falta de infraestrutura, a visão geral que o Brasil tem devido à violência e o desinteresse pela especialização da língua inglesa são outros problemas”, lamentou Bolsonaro nas redes sociais.

O candidato criticou ainda os valores cobrados para o turismo no Brasil. “Você sabia que atracar um navio, como os de cruzeiro, num porto brasileiro custa cerca de 20 vezes mais que em qualquer lugar do mundo, fora o problema da violência que desencadeia todo um processo de desconfiança e esvaziamento turístico?”

Para Bolsonaro, as soluções estão ligadas à desburocratização, ao combate ao crime e às indicações técnicas sem o viés meramente político. “Não há mágicas. Precisamos principalmente de um governo sério e comprometido com quem realmente interessa.”

(Agência Brasil)

Confiança do consumidor brasileiro segue estagnada, diz pesquisa

Dados apurados pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o Indicador de Confiança do Consumidor permaneceu estagnado na transição dos últimos dois meses, com 41,9 pontos em setembro contra 42,4 pontos em agosto. A baixa evolução da confiança do consumidor é reflexo da crise na economia e das incertezas do processo eleitoral.

De acordo com o estudo, 82% dos brasileiros entrevistados avaliam de forma negativa a economia no atual momento, percentual que se manteve estável na passagem de agosto para setembro. Pelo menos 68% dos consumidores avaliam que o principal sintoma das atuais condições econômicas é o desemprego elevado; 61% culpa o aumento dos preços de produtos; 38% justifica pelas altas taxas de juros; e 29% acredita que é por causa do aumento do dólar.

Quase metade dos consumidores afirmam que entre os residentes de sua casa há pelo menos um desempregado, e 34% afirmam ter receio de ser demitido. Para mais da metade dos entrevistados (51%), o alto custo de vida tem gerado incômodo na vida financeira familiar, e para 19%, o desemprego. Indagados sobre onde que mais pesa o orçamento, 89% citam despesas com contas de luz e água; 87% afirmam ser o supermercado; e 86% apontam os preços dos combustíveis.

No que se refere à própria condição financeira, 43% dos consumidores consideram ruim ou péssima, contra apenas 11% que consideram que vai bem. Entre as causas do pessimismo financeiro estão o custo elevado de vida (57%), o desemprego (34%), queda na renda familiar (25%), imprevistos (13%) e a perda do controle orçamentário (11%).

O levantamento abordou também as perspectivas para o futuro da economia, e dentre os entrevistados, 33% se declararam pessimistas (10% no que se refere à vida particular), enquanto 19% afirmam estar otimistas (55% na avaliação financeira particular).

De acordo com quase metade dos entrevistados, corrupção e desemprego são as maiores causas de insegurança, questões que estão ligadas aos primeiros meses de atuação do próximo presidente.

Para o SPC Brasil, embora o país tenha atingido uma certa estabilidade diante da recessão econômica, o brasileiro se mantém cauteloso diante do processo eleitoral em curso. A entidade ressaltou ainda que há incertezas sobre como os candidatos pretendem lidar com as reformas econômicas que o país precisa, e que apenas a queda no desemprego e crescimento real da renda vão mudar positivamente a percepção do consumidor.

Foram entrevistados 800 consumidores. O Indicador aponta quer níveis acima de 50 indicam confiança, enquanto que níveis abaixo apontam o oposto. A escala do indicador varia de zero a 100.

(Agência Brasil)

Definitivamente, eu não queria

170 3

Com o título “Definitivamente, eu não queria”, eis artigo de Magela Lima, professor universitário e jornalista. Ele aborda este cenário de campanha presidencial onde a intolerância fala mais alto em todos os lugares. Confira:

Eu não queria sair do grupo de WhatsApp da família. Eu não queria evitar meus vizinhos. Eu não queria escolher uma posição mais isolada na reunião de trabalho. Eu não queria fingir que estou ocupado para não conversar com o motorista do Uber. Eu não queria precisar defender direitos individuais. Eu não queria falar da importância de uma constituição que é mais nova que eu. Eu não queria ficar preocupado com a cor da roupa que vou sair de casa. Definitivamente, eu não queria.

Eu não queria ler tanta notícia absurda. Eu não queria falar sobre fake news em todas as aulas. Eu não queria sofrer com as facadas que vitimou o capoeirista na Bahia. Eu não queria ficar apavorado imaginando que a garota que teve uma suástica marcada com canivete na pele pudesse ser minha sobrinha. Eu não queria ter medo. Eu não queria ter medo de ter medo. Eu não queria ouvir falar de fascismo como se fala de futebol. Eu não queria ver gente postando armas como se fosse um troféu. Definitivamente, eu não queria.

Eu não queria justificar a necessidade de políticas de gênero. Eu não queria precisar discutir a legalidade de mulheres e homens, que ocupem a mesma função profissional, ter remuneração igual. Eu não queria desmentir que existe um kit gay por aí. Eu não queria ver o debate sobre o aborto resumido a questões de natureza religiosa. Eu não queria ter que explicar que o aquecimento global é uma realidade. Eu não queria precisar alertar sobre os riscos do desmatamento desenfreado em nome do agronegócio. Definitivamente, eu não queria.

Eu não queria ver elogios públicos à tortura. Eu não queria lamentar que se desconsidere a dívida que o Brasil, último País a abolir a escravidão, tem com a sua população negra. Eu não queria ouvir falar que vão matar viado. Eu não queria considerar a inclusão de moral e cívica nos currículos escolares. Eu não queria olhar atravessado para a bandeira do meu País. Eu não queria precisar participar de manifestações em defesa da democracia. Eu não queria ter receio do porvir. Eu não queria ter que negociar o inegociável. Definitivamente, eu não queria.

*Magela Lima

lima.magela@gmail.com

Jornalista e professor universitário.

STF abre novo inquérito contra Paulinho da Força

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito contra o deputado Paulinho da Força (SD-SP), a pedido do Ministério Público Federal (MPF). O político é acusado de comprar de sindicatos listas de pessoas demitidas para que sejam estimuladas a abrir ações trabalhistas contra seus ex-empregadores.

De acordo com o MPF, o esquema de captação ilícita de clientes funcionava mediante o pagamento de R$ 100 mil por escritórios de advocacia a sindicatos, com o objetivo de que estes fornecessem listas de associados demitidos, o que é vedado por lei.

Paulinho da Força seria o responsável por fazer a ponte entre as entidades sindicais e os advogados envolvidos. No pedido de abertura de inquérito, os procuradores responsáveis pelo caso anexaram uma cópia de contrato fornecida por uma testemunha que revelou o esquema.

Paulinho da Força é alvo de ao menos outros dois inquéritos em tramitação no STF. Um trata do favorecimento ilegal a sindicatos em processos de pedidos de registro no Ministério do Trabalho. Outro foi aberto com base na delação de dois ex-executivos da empresa Odebrecht, que disseram ter pago R$ 1 milhão em caixa 2 para a campanha do deputado em 2014.

A Agência Brasil tenta contato com a defesa do parlamentar, que foi reeleito nas eleições de 7 de outubro para um novo mandato na Câmara dos Deputados por São Paulo com 75.613 votos.

(Agência Brasil)

Empresários do setor industrial estão mais confiantes, diz CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial aumentou 0,9 ponto em relação ao mês passado e alcançou 53,7 pontos em outubro. Com isso, o indicador acumula uma alta de 4,1 pontos nos últimos quatro meses. Os resultados da pesquisa divulgada hoje (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o empresário voltou a mostrar mais confiança na recuperação da economia.

Os indicadores variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima de 50 mostram que os industriais estão otimistas. A média histórica do índice é de 54,1 pontos. “Mesmo com a sequência de bons resultados, o índice encontra-se 1,8 ponto abaixo do registrado em maio de 2018, antes da paralisação dos serviços de transporte de carga. O Índice de Confiança do Empresário Industrial de outubro ainda é 0,4 ponto inferior à sua média histórica e 2,3 pontos inferior ao registrado em outubro de 2017”, diz o estudo.

De acordo com a CNI, embora haja uma percepção de piora nas condições atuais das empresas e da economia, as expectativas para os próximos seis meses estão mais otimistas e estimulam a retomada da produção e dos investimentos.

Entretanto, a melhora do índice em outubro deve-se, exclusivamente, às expectativas do empresário. Neste mês, o índice de condições atuais caiu para 45,8 pontos e está 0,9 ponto abaixo do registrado em setembro. É a segunda queda consecutiva do indicador e, segundo a CNI, mostra que o empresário percebe a piora crescente de suas condições correntes de negócios, tanto na economia brasileira quanto nas condições da empresa.

No entanto, o índice de expectativas para os próximos seis meses subiu para 57,8 pontos e ficou acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa o pessimismo do otimismo.

A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o índice alcançou 54,9 pontos. Nas pequenas, o indicador alcançou 52,1 pontos e, nas médias, 53 pontos. A pesquisa mostra ainda que os empresários de todo o país estão otimistas. O Índice de Confiança do Empresário Industrial está acima de 50 pontos em todas as regiões. Neste mês, o indicador aumentou no Nordeste, no Sul e no Sudeste e recuou no Norte e no Centro-Oeste.

A pesquisa ouviu 2.759 empresas entre 1º e 15 de outubro. Dessas, 1.094 são pequenas, 1.034 são médias e 631 são de grande porte. O estudo completo está disponível na página da CNI .

(Agência Brasil)

Preço da gasolina cai 2% nas refinarias a partir deste sábado

A Petrobras anunciou hoje (19), em sua página na internet, que o preço do litro da gasolina ficará 2% mais barato em média nas refinarias de todo o país a partir de amanhã (20). Com a decisão, valor cairá de R$ 2,1490 – preço que vigorava desde o último dia 12 – para os R$ 2,1060 anunciado pela estatal para vigorar neste sábado.

O preço do litro do combustível atingiu maior valor nas refinarias no dia 14 de setembro último, quando a estatal passou a cobrar pelo litro da gasolina R$ 2,2514, preço que se manteve por 12 dias, até o dia 22 do mesmo mês, portanto por doze dias consecutivos.

A partir de então, o preço do litro da gasolina passou a registrar quedas consecutivas. No dia 25 de setembro, a estatal reduziu o preço do litro do procuto para R$ 2,2381, mantendo desde então uma tendência de queda no preço do litro da gasolina.

A última movimentação no preço do produto se deu no último dia 12 de outubro, quando o preço médio do litro nas refinarias passou a custar R$ 2,1490, preço que ficou estável por quatro dias consecutivos até o aumento anunciado hoje e que passará a vigorar a partir de amanhã.

O óleo diesel cobrado nas refinarias está em R$ 2,3606, o litro, desde o dia 30 de stembro, quando foi reajustado. Antes custava R$ 2,2964.

(Agência Brasil)

Datafolha – 73% dos entrevistados querem Bolsonaro nos debates

Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 67% dos eleitores brasileiros consideram que o debate entre os dois candidatos à Presidência da República, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), é muito importante. Para 73% dos entrevistados, Bolsonaro deveria comparecer aos debates. Dos 9.137 eleitores ouvidos em 341 cidades, 23% disseram que o capitão reformado não deve participar de debates e 4% não souberam responder à pergunta.

Enquanto sete em cada dez entrevistados consideram o confronto de ideias e propostas frente a frente muito importante, 19% dizem que o debate com os dois candidatos não é nada importante. Além disso, 13% disseram que o encontro seria pouco importante e 2% não souberam responder.

Questionados se o debate poderia levá-los a escolher outro candidato e mudar a intenção de voto, 76% dos entrevistados responderam que não; 8% que a chance disso acontecer é pequena; 8% que é média e 6% que haveria grande chance de isso ocorrer.

Entre os que manifestam intenção de votar em Bolsonaro, 84% afirmam que o debate não os levaria a alterar seu voto. Já entre os que pretendem votar em Haddad, 76% afirmaram que não mudariam de opinião. Registrada na Justiça Eleitoral, a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Poucas horas após a divulgação da pesquisa Datafolha, o candidato do PSL afirmou, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, que não tem participado de debates e tem limitado os atos públicos de campanha por temer por sua segurança pessoal após ter sido esfaqueado durante um evento em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro.

Submetido a duas cirurgias, Bolsonaro foi desaconselhado pela equipe médica a participar de debates durante todo o primeiro turno. Ontem, no entanto, médicos do Hospital Israelita Albert Einstein que o examinaram afirmaram que o candidato apresenta boa evolução clínica e que pode participar dos próximos debates, desde que sejam rápidos.

“Eu posso ter um problema com a bolsa de colostomia. Posso ter que voltar ao hospital”, declarou Bolsonaro, horas depois, na transmissão pelas redes sociais.

Já o candidato do PT, Fernando Haddad, tem repetido que gostaria de participar de debates com Bolsonaro e, pelas redes sociais, colocou-se à disposição para se reunir com o adversário em qualquer local. “Faço o que ele [Bolsonaro] quiser para ele falar o que pensa e debater o país. Com assistência médica, enfermaria, em qualquer ambiente.”

(Agência Brasil)

Cedca do Ceará divulga nota de alerta

144 1

O Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDCA) divulgou nota, em tom de alerta. Confira:

NOTA PÚBLICA SOBRE DECLARAÇÕES DE CANDIDATOS ÀS ELEIÇÕES CONTRÁRIAS AOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará – CEDCA – CE, instância máxima de formulação, deliberação e controle das políticas públicas para a infância e a adolescência na esfera estadual, criado pela Lei nº 11.889 de 1991, é o órgão responsável por tornar efetivos os direitos, princípios e diretrizes contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069 de 1990.

Tendo em vista a norma da absoluta prioridade da criança e do adolescente, assegurada no artigo 227 da Constituição Federal e disciplinada pela Lei 8.069 de 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente, que reconhecem crianças e adolescentes como pessoas em especial condição de desenvolvimento e como sujeitos de direito, dignas de receber proteção integral e de ter garantido seu melhor interesse, e por isso estabelece que seus direitos devem ser promovidos e protegidos de forma absolutamente prioritária.

O CEDCA-CE vem manifestar-se publicamente sobre declarações contrárias ao Estatuto da Criança e do Adolescente e aos direitos assegurados à infância e adolescência brasileiras. Assim, vem a público:

REPUDIAR toda e qualquer manifestação odiosa a crianças e adolescentes ou contrária às normas que asseguram os direitos da infância e adolescência, inclusive o uso da imagem de crianças ou adolescentes visando fomentar atos de violência;

REAFIRMAR a defesa da proteção integral de crianças e adolescentes, e, portanto, repugnar, denunciar e combater qualquer medida contrária a esses preceitos legais e constitucionais relativos a crianças e adolescentes, visando, assim, apontar que somente com o respeito a tais garantias será possível efetivar, por meio do cumprimento dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes, o Estado Democrático de Direito.

RELEMBRAR que é responsabilidade compartilhada por todos – Poder Público, comunidades, famílias, e sociedade – garantir a efetivação dos direitos de crianças e adolescentes por meio da proposição, articulação e monitoramento das políticas públicas e da mobilização social para construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

RECOMENDAR que, conforme a norma constitucional da prioridade absoluta, todas as comunicações, declarações e manifestações públicas no âmbito das eleições sejam pautadas pelo respeito aos direitos de crianças e adolescentes, bem como que planos de governo e propostas políticas considerem a prioridade absoluta da infância e adolescência e, com isso, privilegiem a infância e adolescência no âmbito de políticas, orçamento e serviços públicos.

CONCLAMAR o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, no uso de suas atribuições, bem como a sociedade civil, no âmbito do controle social, para que tomem as medidas cabíveis para coibir eventuais ataques no debate público aos direitos de crianças e adolescentes.

*Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará.

Cid Gomes mostra como enterrar uma campanha

Com o título Cid Gomes mostra como enterrar uma campanha”, eis artigo do jornalista Ítalo Coriolano. “Sem nenhum esforço, ele conseguiu a peça mais eficaz para desconstruir a imagem do candidato petista”, diz o articulista no texto. Confira:

Foi no momento mais delicado do PT nesta disputa pela Presidência da República, com o candidato Fernando Haddad (PT) 18 pontos percentuais atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que o senador eleito Cid Gomes (PDT) resolveu soltar umas verdades para a sigla que ficou por 13 anos no poder. Críticas válidas em seu conteúdo, mas totalmente desastradas em seu formato, levando em conta a estratégia eleitoral. O ex-governador do Ceará entregou de “mão beijada” para o adversário um conteúdo de efeito devastador, com frases que viralizaram em todas as redes sociais: ” Vão perder feio porque fizeram muita besteira. Porque aparelharam as repartições públicas. Porque acharam que eram donos de um País, e o Brasil não aceita ter dono!”; “O Lula está preso, babaca!”.

O pedetista mal tinha acabado de externar seu colérico desabafo e o vídeo da confusão já circulava por grupos de WhatsApp e outras redes sociais em todo o País, ambientes onde, de fato, a corrida pelo Palácio do Planalto está sendo travada. Para muitos, a sensação que ficou era que os Ferreira Gomes já haviam se tornado apoiadores de Bolsonaro, apesar de declararem voto em Haddad. O conteúdo foi parar na propaganda eleitoral do candidato do PSL.

Sem nenhum esforço, ele conseguiu a peça mais eficaz para desconstruir a imagem do candidato petista.

Diante do desgaste provocado, fica difícil dissociar o episódio de 2022. PT e Ferreira Gomes devem disputar a hegemonia da oposição contra Bolsonaro, caso seja eleito e na hipótese de enfrentar fortes dificuldades para governar. A viagem de Ciro Gomes para a Europa em pleno segundo turno reforça a estratégia de tentar descolar a imagem do pedetista do PT, tendo em vista que ele já foi ministro de Lula e apoia um nome da legenda no Ceará.

Ao contrário do irmão mais velho, Cid Gomes quase sempre consegue manter o controle emocional em momentos de tensão. Sabe como poucos escapar de provocações. Entretanto, logo no início de sua fala no evento que seria de apoio a Haddad, demonstrou que estava preparado para o embate. O pedido de mea culpa para o PT acabou se transformando em duros ataques proferidos por quem era a esperança de dar novo fôlego à campanha petista.

Mas o efeito foi exatamente o oposto. Cid veio com várias pás de cal para jogar sobre a já enfraquecida candidatura de Haddad. Ainda tentou “consertar” o problema gravando um vídeo de 20 segundos que não transmite muita credibilidade. Mas já era tarde demais. O estrago estava feito e pode ser o ponto de partida para o rompimento entre o PT e os Ferreira Gomes, nos tempos difíceis que a política, a partir de 2019, nos reserva.

*Ítalo Coriolano

italocoriolano@opovo.com.br

jornalista do O POVO.

Vox Populi/CUT – Bolsonaro, 53%; Haddad, 47%

3612 70

Saiu, nesta sexta-feira, a pesquisa Vox Populi/CUT sobre a corrida presidencial.

Mostra um crescimento da candidatura de Fernando Haddad (PT) na reta final do segundo turno das eleições presidenciais. O petista aparece com 46% dos votos válidos, enquanto o oponente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 54%, na pesquisa espontânea. Na pesquisa estimulada, quando são mostrados os nomes dos candidatos, o petista tem 47% dos votos válidos, contra 53% do militar.

No total, contando votos brancos, nulos e indecisos, Haddad tem 37% contra 43% do capitão da reserva. Segundo a pesquisa, 12% declararam que votarão em branco ou nulo e 8% ainda estão indecisos.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 16 e17 de outubro em 120 municípios de todos os estados e o Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Rejeição

Em relação à rejeição, os dois candidatos estão empatados tecnicamente. De acordo com a pesquisa, Haddad é rejeito por 41% dos eleitores ouvidos, enquanto Bolsonaro tem índice de rejeição de 38%.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 16 e 17 de outubro em 120 municípios de todos os estados e o Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

(Com Agências)

Índice que reajusta aluguel acumula inflação de 10,88% em 12 meses

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, subiu 0,97% na segunda prévia de outubro. A taxa é inferior ao 1,34% da segunda prévia de setembro. O dado foi divulgado hoje (19), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com a segunda prévia de outubro, a inflação acumulada em 12 meses chega a 10,88%.

A queda da taxa de setembro para outubro foi puxada pelos preços no atacado, já que o Índice de Preços ao Produtor Amplo caiu de 1,95% para 1,24% no período.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,16% na prévia de setembro para 0,48% em outubro e o Índice Nacional de Custo da Construção subiu de 0,19% para 0,36%.

(Agência Brasil)