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Empresa ligada a Eunício deve R$ 8,5 mi à Previdência

Empresa ligada ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a Confederal Vigilância e Transporte de Valores tem ao menos R$ 8,478 milhões em dívidas previdenciárias com a União, segundo levantamento feito pelo Broadcast Político no site da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O total é referente a três débitos com a União.

A maior dívida previdenciária da Confederal é de R$ 5,943 milhões referente à unidade em Brasília (DF). Os outros dois débitos são de R$ 1,479 milhão, no Rio, e de R$ 1,054 milhão, em Aparecida de Goiânia (GO) – todos estão inscritos na Dívida Ativa da União. O Ministério da Fazenda não divulga detalhes, sob o argumento de que é de “acesso exclusivo do devedor”.

Segundo a Fazenda, a Dívida Ativa é composta por todos os débitos com a União, de natureza tributária ou não, que não foram quitados por empresas ou pessoas físicas após o fim do prazo fixado para pagamento. De acordo com o órgão, a lista não traz débitos que estão sendo parcelados pelo devedor, suspensos por decisão judicial ou alvo de ação para discutir a natureza da obrigação ou valor.

Operação

Administrada pelo sobrinho de Eunício, Ricardo Lopes Augusto, a Confederal foi um dos alvos da Operação Satélites, deflagrada na terça-feira, 21, pela Polícia Federal como primeiro desdobramento da Lava Jato com base nas delações da Odebrecht.

Ricardo Lopes Augusto foi citado na delação do ex-diretor da empreiteira Cláudio Melo Filho. Melo disse à Procuradoria-Geral da República ter pago a Eunício duas parcelas de R$ 1 milhão cada, entre 2013 e 2014. O valor seria contrapartida à aprovação de uma medida provisória. Segundo o colaborador, o peemedebista enviou o sobrinho como “preposto”.

O senador também foi citado na delação do ex-diretor da Hypermarcas Nelson Mello. Ele disse ter pago, por meio de contratos fictícios, R$ 5 milhões em caixa 2 à campanha de Eunício ao governo do Ceará, em 2014. O advogado do peemedebista, Aristides Junqueira, divulgou nota em que disse que o senador “autorizou que fossem solicitadas doações, na forma da lei”, à campanha de 2014.

(Estadão)

Consumidor acredita em inflação de 7,5% nos próximos 12 meses

Os consumidores brasileiros acreditam que a inflação brasileira ficará em 7,5% nos próximos 12 meses. Essa expectativa de inflação, medida este mês, é 0,1 ponto percentual menor que a registrada em fevereiro (7,6%).

O resultado de março deste ano, da pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), confirma a tendência de queda observada desde fevereiro de 2016, quando o resultado atingiu o máximo histórico de 11,6%. Os 7,5% esperados pelos consumidores são também a menor taxa desde janeiro de 2015 (7,2%).

Entre os segmentos de renda, a classe mais alta (acima de R$ 9.600) é a que acredita na taxa mais baixa (6%).

(Agência Brasil)

Em vigor há 20 anos, terceirização será proibida na Rússia

Enquanto no Brasil o projeto de lei que amplia a possibilidade de terceirização de mão de obra para as atividades-fim das empresas foi aprovado na Câmara dos Deputados e segue agora para o Senado, na Rússia esse modelo de contratação será proibido a partir do ano que vem.

A decisão foi tomada em janeiro pela Assembleia Federal russa depois de longa negociações entre os sindicatos e Putin, disse o integrante do conselho nacional do Sindicato dos Trabalhadores da Construção da Rússia, Abdegani Shamenov.

  • Do Valor Econômico, leia aqui.

Condenado a 40 anos, ex-diretor da Petrobras pede redução de pena

A defesa do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, entrou com um recurso para redução da pena nessa quinta-feira (23). Duque foi condenado por sangrar a Petrobras em 650 milhões de reais em esquemas de desvios e pagamentos de propinas.

As penas totalizam 40 anos de reclusão em crimes por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Como ele não conseguiu fazer acordo de delação premiada, não teve também qualquer abatimento pela justiça.

(Veja Online)

Fies 2017 – Pré-selecionados têm até esta sexta-feira para fazer a inscrição

Estudantes graduados e não graduados que foram pré-selecionados na etapa regular do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), mas não conseguiram finalizar o contrato, têm até esta sexta-feira (24) para se inscrever nas vagas remanescentes do programa .

As candidaturas deverão ser feitas exclusivamente na página do Sistema de Seleção do programa, o FiesSeleção, na internet.

As vagas remanescentes do Fies são voltadas para candidatos que tenham participado de alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde 2010, obtido nota mínima de 450 pontos nas provas e não ter tirado nota zero na redação. Além disso, é necessário comprovar renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimo.

CNBB divulga nota questionando a Reforma da Previdência

O Conselho Permanente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou apreensão com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 287/2016, que propõe várias mudanças nos requisitos necessários para a aposentadoria. A CNBB divulgou nota e comenta que o Art. 6º da Constituição Federal de 1988 estabelece que a Previdência é um Direito Social dos brasileiros e não uma concessão governamental ou privilégio. “Os direitos sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática e qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio”, ressalta a nota.

A CNBB ainda comenta que os números do governo federal que apresentam um déficit previdenciário são diversos dos números apresentados por outras instituições, inclusive ligadas ao próprio governo, não podendo ser possível encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias. “É preciso conhecer a real situação da Previdência Social no Brasil. Iniciativas que visem ao conhecimento dessa realidade devem ser valorizadas e adotadas, particularmente ao Congresso Nacional, com o total envolvimento da sociedade”.

Mostrando grande preocupação com o futuro do trabalhador brasileiro, a CNBB argumenta que buscando diminuir gastos previdenciários, a PEC 287 “soluciona o problema”, excluindo da proteção social os que têm direito a benefícios. Esta exclusão se dá ao propor uma idade única de 65 anos para homens e mulheres, do campo ou da cidade; ao acabar com a aposentadoria especial para trabalhadores rurais; ao comprometer a assistência aos segurados especiais (indígenas, quilombolas, pescadores); ao reduzir o valor da pensão para viúvas ou viúvos; e ao desvincular o salário mínimo como referência para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC). “Diante de tudo isto, a PEC escolhe o caminho da exclusão social”.

A nota finaliza afirmando que a opção inclusiva que preserva direitos não é considerada na PEC, fazendo-se necessário auditar a dívida pública, taxar rendimentos das instituições financeiras, rever a desoneração de exportação de commodities, identificar e cobrar os devedores da Previdência. “O debate sobre a Previdência não pode ficar restrito a uma disputa ideológico-partidária, sujeito a influências de grupos dos mais diversos interesses. Quando isso acontece, quem perde sempre é a verdade. O diálogo sincero e fundamentado entre governo e sociedade deve ser buscado até a exaustão”, finaliza a CNBB.

*Clique e confira a nota da CNBB na íntegra aqui.

Vereadores querem plebiscito para regulamentar Uber em Fortaleza

A polêmica de regulamentação da Uber em Fortaleza pode ser decidida pelo povo. Falta a assinatura de um vereador para que tramite na Câmara Municipal a proposta de plebiscito sobre a permissão do transporte individual privado de passageiros. Até agora, 14 vereadores apoiaram a ideia.

Proposta de autoria do vereador Soldado Noélio (PR), a consulta pública precisa ser votada na Casa. Se aprovada, será aplicada pela Justiça Eleitoral. “A maior parte da população de Fortaleza é a favor da regulamentação. O plebiscito é uma forma democrática de resolver essa questão”, explica Noélio.

Motorista da Uber há cinco meses, Washington Ramos defende a medida. “Precisamos chamar a atenção da população e dizer que não somos clandestinos. Eu não me sinto assim. Trabalho e pago meus impostos em dia”, diz, mencionando inúmeras apreensões de veículos na Capital e represálias por parte de taxistas.

Impostos, inclusive, são um dos argumentos apresentados por taxistas ao alegarem a ilegalidade de serviços como Uber, Táxi Amigo e carona remunerada. “Além de não pagarem impostos como os taxistas, os motoristas dos aplicativos não têm responsabilidade com o usuário. Continuamos a trabalhar para que a lei proíba esses serviços que tanto vêm nos prejudicando”, alegou o presidente do Sindicato dos Taxistas do Ceará (Sinditáxi), Vicente de Paula Oliveira.

Da bancada governista na Câmara, Adail Júnior (PDT) é um dos vereadores mais críticos ao modelo da Uber, mas se põe a favor da regulamentação do Táxi Amigo. “Melhor seria um aplicativo da Prefeitura ou de um sistema local feito por um coletivo. A Uber é uma multinacional que impõe preços e cobra um alto percentual de 25% em cima das tarifas. Ninguém sabe o que é feito desse dinheiro”, pontua. O propositor do plebiscito rebate. “Depois da regulamentação, a empresa vai pagar imposto e poderão ser garantidos empregos e incremento à mobilidade urbana”, disse Noélio.

Após protesto, motoristas da Uber conseguiram reunião com vereadores, ontem pela manhã. Presidente da comissão provisória que recebeu os motoristas e um dos assinantes a favor do plebiscito, o vereador Julierme Sena (PR) opina que os preços cobrados por taxistas “são impraticáveis para a realidade fortalezense”. Também foi discutida a criação de Comissão Especial na Casa. Motoristas pedem audiência com o prefeito Roberto Cláudio.

Saiba mais

Motoristas da Uber lembram que a maioria dos transportes alternativos de Fortaleza, hoje regulamentados, começaram a circular ilegalmente, como topiques e mototáxis.

Conforme pesquisa O POVO/Datafolha divulgada em agosto, a maioria dos fortalezenses é a favor de regulamentar a Uber e o Táxi Amigo. Em relação à Uber, 65% se posicionam a favor e 12% contra. O Táxi Amigo tem apoio de 74%.

(O POVO – Lucas Mota)

Chapa Dilma-Temer – Delator diz que comprou tempo de TV

Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 6 de março, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar, disse que a empreiteira pagou um total de R$ 21 milhões em dinheiro em espécie a três partidos para comprar tempo de TV para a chapa de Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014. O dinheiro, proveniente de caixa 2, foi entregue em hotéis e flats, afirmou o colaborador.

Alexandrino relatou que a empreiteira pagou R$ 7 milhões para cada um desses três partidos: PROS, PCdoB e PRB, em um total de R$ 21 milhões. Ontem, a reportagem obteve a íntegra do depoimento.

Questionado pelo ministro Herman Benjamin se havia ficado claro os termos do pedido, Alexandrino foi categórico. “Sim, para a compra dos partidos. Era claramente uma compra do tempo de TV, que, se não me engano, isso deu, aproximadamente, 1/3 a mais de horário de TV para a chapa”, declarou.

Sobre o caso, Dilma disse ontem que a vida pública da petista é “limpa e honrada”. O PRB disse não ter recebido caixa 2, propina, ou “recurso de qualquer origem ilícita” para apoiar a chapa Dilma-Temer. O PCdoB informou que o apoio à candidatura de Dilma em 2014 se deveu a “identidade de projetos político-ideológicos”. Nenhum representante do PROS foi localizado

Marcelo Odebretch

Ontem, também veio à tona a íntegra do depoimento de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empresa, ao TSE, no qual ele afirmou que “inventou” a campanha de reeleição da presidente cassada Dilma Rousseff, em 2014. As declarações constam do depoimento prestado pelo executivo, no dia 1.º deste mês, na ação que pede a cassação da chapa de Dilma e de seu vice à época, o presidente Michel Temer, por suposto abuso de poder político e econômico. Na quarta-feira, 22, o ministro Herman Benjamin, responsável pelo processo, entregou um relatório parcial do processo aos integrantes da corte.

O conteúdo do documento foi relevado ontempelo blog O Antagonista. O juiz-auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça Eleitoral Bruno César Lorencini mandou instaurar procedimento interno para investigar o vazamento dos depoimentos sigilosos de Marcelo Odebrecht e Alexandrino Alencar. Ele atendeu a pedido da presidente cassada.

No depoimento, Marcelo disse também que a presidente cassada tinha conhecimento do pagamento de despesas de campanha com recursos de caixa 2. “A campanha presidencial de 2014, ela foi inventada primeiro por mim, tá?”, disse Marcelo ao ser questionado sobre sua relação com a campanha de reeleição de Dilma. “Eu não me envolvi na maior parte das demais campanhas, mas a eleição presidencial foi (atuante). Os valores (de doações) foram definidos por mim”, afirmou o empresário, preso em Curitiba desde junho de 2015,. O empreiteiro afirmou que a presidente cassada nunca lhe pediu nada diretamente, mas ela tinha conhecimento dos pagamentos via caixa 2.

A assessoria de imprensa de Dilma afirmou, em nota, que ela “não tem e nunca teve qualquer relação próxima com o empresário Marcelo Odebrecht”. O texto afirmou ainda que Dilma “sempre manteve uma relação distante do empresário, de quem tinha desconfiança desde o episódio da licitação da Usina de Santo Antônio”.

Procurada, a assessoria de imprensa do PT informou que não comentaria vazamento. A Odebrecht informou que “não se manifesta sobre o teor de eventuais depoimentos de pessoas físicas”.

(Agência Estado)

Presidente do Sebrae diz que lei da terceirização vai gerar mais empregos

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O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, comemorou a regulamentação da terceirização, aprovada na noite dessa quarta-feira (22) pela Câmara dos Deputados. Afif é defensor do modelo e acredita que a contratação de empresas terceirizadas é uma das saídas para a crise. “A terceirização é um fator de geração de emprego. É uma oportunidade para o surgimento de muitas atividades para novos empreendedores que hoje são trabalhadores. O operário vira empresário”.

De acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, 41% dos donos de pequenos negócios acreditam que poderão aumentar o faturamento com o fornecimento de serviços terceirizados. “A terceirização irá permitir que as empresas participem de cadeias produtivas como prestadoras de serviços especializados ou tenham contratos de trabalho que sejam adequados às modernas relações que a CLT não contempla e traz insegurança jurídica”, pontua Afif, no site do Sebrae nacional.

A pesquisa do Sebrae também apontou que apesar da terceirização ser uma possibilidade para aumentar o faturamento das empresas, menos da metade dos empreendedores pensam em terceirizar a sua própria mão de obra. O levantamento constatou que duas em cada três micro e pequenas empresas com empregados não têm interesse em terceirizar parte das suas atividades-fim. “Esse resultado reforça mais ainda a minha tese: a regulamentação da terceirização não deve ser confundida com a precarização da força de trabalho. Precarização é a falta de trabalho”, conclui o presidente do Sebrae.

Entre os pequenos negócios que veem oportunidades em oferecer serviços para as médias e grandes empresas estão os de reparação de veículos e de equipamentos, de promoção de eventos, os de serviços de transporte e hospedagem e os ligados à construção civil. As atividades ligadas à educação também são vistas como promissoras para oferecer serviços terceirizados.

FGV – Confiança da indústria melhora e atinge melhor resultado em quase três anos

Depois de manter-se em baixa por 33 meses consecutivos, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) apresentou aumento de 2,9 pontos, atingindo 90,7 pontos, na prévia da Sondagem da Indústria de Transformação, apurada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Esse foi o melhor resultado desde maio de 2014 (92,2 pontos).

Para a coordenadora da pesquisa, Tabi Thuler Santos, há uma sinalização de retomada da confiança, pois o levantamento mostra que o setor está deixando “a zona mais crítica, embora ainda existam mais empresários insatisfeitos do que satisfeitos”. Caso isso se confirme, observou, será a demonstração de possibilidade de retomada da economia, com crescimento da produção e do emprego.

Ela destacou que a recuperação do otimismo empresarial está bem disseminada entre os vários setores. Do total de 19 segmentos sondados, 15% a 80% estão indicando melhora do humor em relação à possibilidade de ampliar a produção, o emprego, as vendas e os investimentos.

Dessa apuração participaram 781 empresas, cujos representantes foram ouvidos do dia 2 ao dia 20. Esse número equivale a dois terços da composição mensal para o fechamento das consultas, a ser divulgada no próximo dia 29.

Nas entrevistas foi constatada melhora tanto das considerações sobre a situação atual quanto das projeções para o médio prazo. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 2,5 pontos e atingiu 88,9 pontos. O Índice de Expectativas aumentou 3,4 pontos, para 92,7 pontos.

Com base na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a coordenadora do ICI observou que há um indicativo de que o fechamento deste primeiro trimestre seja o primeiro com alta na produção em 13 trimestres, à exceção do segundo trimestre do ano passado que “teve desempenho bem pontual”.

Sobre o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci), que aumentou 0,2 ponto percentual, atingindo 74,5%, ela observou que é o terceiro resultado seguido de crescimento. Porém, “esse nível mostra que a indústria ainda está muito ociosa”.

(Agência Brasil)

André Figueirdo vai ao STF contra o projeto que flexibiliza as terceirizações

O deputado federal André Figueiredo (PDT) impetrou mandato de segurança no Supremo Tribunal Federal com objetivo de anular a votação ocorrida na noite da última quarta-feira, no plenário da Câmara dos Deputados, que aprovou o projeto que flexibiliza as terceirizações (PL 43021/98).

O projeto foi apresentado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1998 e, em 2003 e, agora, a base do governo do presidente Michel Temer “ressuscitou” o texto que precariza as relações de trabalho e os direitos dos trabalhadores garantidos desde a edição da CLT.

Segundo o parlamentar, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) desrespeitou a Carta Magna pois se utilizou de um antigo Requerimento de Urgência aprovado no ano 2000 e que permitiu que a matéria fosse votada na Câmara naquele ano e enviada ao Senado. Em 2002, projeto voltou do Senado e deveria novamente ter passado pelas comissões da Câmara para análise das mudanças feitas no texto. Em 2008, o projeto chegou a ser votado na Comissão de Trabalho (CTASP), mas desde então aguardava análise e votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJR).

Nesta semana, o presidente da Câmara anulou o parecer da Comissão de Trabalho, votado e aprovado em 2008, e levou o projeto à votação sem submeter ao Plenário um novo requerimento de urgência.

“Um requerimento de urgência, feito por deputados há mais de 16 anos, foi usado para garantir uma votação ilegítima e nefasta para os trabalhadores. Se o regimento tivesse sido respeitado e um novo requerimento de urgência fosse colocado em votação, certamente teria sido rejeitado, porque são necessários 257 votos, e a base do governo só teve 232 a favor da matéria”, argumenta André Figueiredo.

O mandato de segurança nº 34708, segundo André Figueiredo, tem como relator o ministro Celso de Melo. Pede a anulação da votação realizada na Câmara e a suspensão da sua tramitação no Legislativo até o julgamento do mérito pelo Plenário do Supremo.

Cantor José Ribeiro é atração no “Botequim dos Bancários”

O Sindicato dos Bancários do Ceará vai promover nesta sexta-feira, a partir das 18h30min, em sua sede, mais uma edição do seu projeto cultural “Botequim dos Bancários”.

O convidado é o cantor José Ribeiro, que interpreta sucessos populares como “A beleza da rosa” e “Bom dia, meu amor”.

Antes dele, vão se apresentar a Banda Nostalgia e o cantor Paulo Roberto.

Por um Brasil que não terceirize a dignidade

Com o título “Dignidade perdida e nosso papel coo brasileiros”, eis artigo de Paulinho Oliveira, jornalista e escritor. Ele bate duro no governo Temer e suas medidas que causarão “retrocesso” na vida dos cidadãos como a proposta de flexibilização das terceirizações. Confira:

Em meu convívio diário, tenho três exemplos de pessoas que são diretamente afetadas pelo retrocesso que vem crescendo no Brasil em progressão geométrica.

Tenho, por exemplo, uma filha de quase 17 anos. No último ano do ensino médio, ela sonha em cursar psicologia. Tem, já na tenra idade em que se encontra, um elevado senso de humanidade que a faz se por no lugar do próximo. Amante de filosofia, sociologia e história, sofre, no entanto, o ataque a essas disciplinas pelo Estado brasileiro comandado por Michel Temer, que tenta transformar a educação brasileira em uma máquina de produzir mais e mais serviçais técnicos para o mercado e menos pensadores.

Em Sobral, a 230 km de distância de Fortaleza, onde vivo, mora meu outro filho, que tem apenas 3 anos de idade. Esse pequeno garoto tem a honra de poder estudar em um dos melhores colégios particulares da cidade, com mensalidades pagas com muito sacrifício meu e de sua mãe. Menino inteligente e esperto, em sua inocência, acredita na bondade das pessoas e sorri fácil. Daqui a pouco mais de uma dezena de anos, porém, acordará para a triste realidade de viver em um mundo desigual, em um país mais desigual ainda, dividido entre o individualismo (que, espero, ele não desenvolva) de livrar a sua própria pele do caos do Estado brasileiro e a responsabilidade (esta sim, meu desejo de pai) de ser um ator fundamental para o fim do retrocesso e a retomada de um esboço de democracia que chegamos a ensaiar.

Convivendo comigo, todos os dias, tenho hoje uma mulher adorável. Depois de sete anos afastada dos estudos para trabalhar e ajudar sua família, retornou aos livros e apostilas em busca de algo mais que empregos no comércio. Seu sonho é ser fotógrafa profissional (casando comigo, quem sabe, a união perfeita entre texto e imagem em trabalhos futuros). Sofre, todavia, desde setembro de 2016, o drama do desemprego e já deixou por aí inúmeros currículos seus, todos revelando a excelente profissional que sempre foi, por onde passou. Lá se vão seis meses fora do mercado de trabalho.

Agora, com a aprovação da terceirização sem limites, minha companheira de jornada vê seu futuro ainda mais sombrio, pois sabe que poderá ser admitida em um emprego sem qualquer garantia de direitos trabalhistas. Minha filha, por sua vez, se angustia à medida que se aproxima do fim do ensino médio e dos portões da faculdade, agora não tão abertos quanto nos bons tempos de PROUNI e FIES dos governos petistas. Meu filhote, por fim, ainda sonha suas fantasias infantis, e meu único desejo é que o tempo, para ele, demore um pouco mais a passar – para que, quando enfim termine a sua infância, este Brasil esteja liberto desses que lhe assaltam o dinheiro, a dignidade, a honra e a felicidade.

Assim como eu, inúmeros brasileiros e brasileiras sofrem, por si ou por seus mais queridos, pelo futuro sombrio que se descortina ante nossos olhos. Outros tantos, porém, permanecem inertes, por acharem que não é com eles.

Não se colocam esses individualistas no lugar, por exemplo, de Eduardo Guimarães. Eles poderão, amanhã, ser conduzidos arbitrariamente à polícia, como o blogueiro paulista, simplesmente por discordarem da ordem vigente.

São incapazes esses egoístas de se porem no lugar dos pedintes que, pouco a pouco, voltam a tomar as ruas brasileiras, pedindo trocados, vendendo salgadinhos no ônibus, buscando algumas migalhas de uma dignidade perdida. Poderão, os egoístas, amanhã também terem de pedir ante à falta do básico para viver, por exemplo, de uma aposentadoria digna.

Foram capazes os próceres da nova elite forjada pelo crescimento econômico dos governos petistas de bater panelas e exigir a saída desses mesmos governantes, acusados de corruptos. Eis que veio o golpe, e a verdadeira quadrilha tomou de assalto o poder e, pouco a pouco, elimina direitos, mutila sonhos, acinzenta nosso futuro. As panelas, porém, se calam, e seu silêncio ensurdecedor é a denúncia viva do câncer que nos mata enquanto sociedade pouco a pouco.

No último dia 15 de março, o povo foi às ruas pedir socorro. Mais de um milhão de brasileiros e brasileiras em centenas de cidades clamou pelo fim do retrocesso, avisou que uma greve geral se aproxima, deu o recado de que haverá resistência.

Já os próceres elitistas – devidamente representados agora por Temer e companhia – clamam para uma manifestação no próximo dia 26 de março para pedir o “fim do foro privilegiado”, “cadeia para os corruptos”, “apoio a Sérgio Moro” e até “intervenção militar”. Nada que indique qualquer apoio àqueles irmãos de pátria sem emprego, privados de seus sonhos, desrespeitados em sua dignidade.

É tempo de coragem. Não há como ficar em cima do muro. Por isso, aviso que os eventuais atos de 26 de março não me representam, não representam minha companheira e meus filhos, não representam milhões e milhões de trabalhadores cada vez mais explorados, massacrados e desvalorizados pelos capitalistas de plantão. São atos capitaneados pelos responsáveis diretos por estarmos nesse buraco sem fundo, cada vez mais escuro.

Os retrocessos de agora repercutirão por anos e anos, invadindo a fase adulta de minha filha adolescente e o início da adolescência de meu filho mais novo. Não se sabe por quanto tempo minha companheira estará sem emprego.

O Brasil, hoje, é um país faminto. De comida, de amor e de justiça social.

É preciso resistência. Se é para ir às ruas, vamos ao lado de gente do povo, de pessoas que usam as panelas para cozinhar e dar de comer a quem tem fome.

Esse é nosso verdadeiro papel enquanto brasileiros. Até que a energia do amor entre nós volte a prevalecer, até que a democracia se refaça, até que o povo seja o poder.

*Paulinho Oliveira,

Jornalista e escritor.

Na política, a mão que afaga pode ser a mesma que apedreja

Alexandre de Moraes, agora ministro do STF, identificou rapidamente que as mãos que ele precisará beijar a partir de agora não são as mesmas de ontem.

Ao tomar posse, ele deu um afetuoso abraço em Cármen Lúcia, com quem jamais teve proximidade. Também abraçou Michel Temer, porém, com muito menos entusiasmo.

Para Eunício Oliveira sobrou um protocolar aperto de mão do novo ministro.

(Veja Online)

IX Semana de Administração comemora 10 anos do curso na Região do Cariri

A IX Semana de Administração da Universidade Federal do Cariri, com o tema “10 anos do curso de Administração: o passado em análise e o futuro em perspectiva”, vai comemorar os 10 anos do curso. O evento será realizado entre os dias 27 e 29 deste mês, com abertura às 19 horas do dia 27, no campus de Juazeiro do Norte, informa a assessoria de imprensa da UFCA.

A semana é voltada para estudantes, professores e profissionais de Administração ou que tenham interesse na área. Estima-se um público participante médio de 120 pessoas, a cada dia de evento. A realização da coordenação do curso de Administração, sob a organização da professora Virginia Cavalcante Coelho, em parceria com três grupos de pesquisa, ensino e extensão: o Programa de Educação Tutorial (PETADM), a Premium Consultoria Jr – Empresa Júnior do curso de Administração da UFCA e a Enactus UFCA.

Programação

A Semana de Administração contará com palestras, workshop e compartilhamento de experiências. A abertura será na noite de segunda, dia 27, no auditório do bloco H. Entre os destaques da programação, está a apresentação dos Momentos Marcantes dos 10 anos do curso, durante a abertura, e as palestras que ocorrerão na terça e na quarta.

Na terça-feira, dia 28, a palestra será às 19 horas, com o tema “Zenir Móveis, uma história de sucesso a partir de uma visão empreendedora”, com José Alves de Oliveira “Zenir”. Na quarta, também às 19 horas, o tema será “Contextos, significados e impactos da economia do compartilhamento”, com o professor Jeová Torres e a professora Ariadne Scalfoni Rigo.

SERVIÇO

*As inscrições podem ser realizadas no link: https://goo.gl/forms/IOCg8BpwusFYSU9E3. Receberá certificado quem tiver presença confirmada em, pelo menos, três momentos (tardes/noites).

São Pedro faz governo mudar local de entrega da Medalha da Abolição

O ex-governador Ciro Gomes está entre agraciados.

A solenidade de entrega da Medalha da Abolição, a mais alta comenda concedida pelo Governo do Ceará, ocorrerá no próximo sábado (25), às 17 horas, não mais no Palácio da Abolição, mas no Centro de Eventos. A informação é da assessoria de imprensa do governador Camilo Santana (PT). A mudança ocorreu em virtude da ocorrência de chuvas nesse período, de acordo com assessores.

A Medalha da Abolição será concedida às seguintes personalidades: Ciro Gomes, pré-candidato a presidente da República pelo PDT: Napoleão Nunes Maia Filho, ministro do STJ; Carlos Francisco Ribeiro Jereissati, empresário e irmão do senador tucano Tasso Jereisati;  Luiza de Teodoro Vieira, professora e nome dos mais respeitados na área da gestão educacional; Valton de Miranda, médico e militante de esquerda; e Francisco Alemberg de Souza Lima (Alemberg Quindins), secretário da Cultura de Juazeiro do Norte e um dos mentores da Fundação Casa Grande, de Nova Olinda.

Correios – Programa de demissões já está pronto

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O presidente dos Correios, Guilherme Campos, vai anunciar em breve a mais polêmica decisão da história da estatal, diante da séria crise pela qual passa: o programa de Dispensa Motivada na estatal – na qual terá de demitir servidores para a empresa sobreviver. A informação é do jornalista Leandro Mazzini, em sua Coluna Esplanada desta quinta-feira.

O PDI – Programa de Dispensa Involuntária, no qual 5,5 mil funcionários deixaram a empresa, não foi suficiente para parar a sangria. A direção dos Correios prepara sua defesa jurídica baseada no artigo 173, Parágrafo 1, Inciso II da Constituição, que permite adotar em empresa pública o regime jurídico de empresas privadas.

E há brecha legal também para a Dispensa Motivada no Artigo 165 da CLT, na qual a estatal poderá alegar o grave quadro financeiro e econômico.

Atividade e emprego na construção continuam em queda

A atividade e o emprego na indústria da construção continuam em queda, embora tenham apresentado retração menos intensa nos últimos dois meses. “A longa trajetória de queda da atividade fez com que a indústria da construção operasse, em fevereiro, no menor nível de sua capacidade desde o início da pesquisa, em janeiro de 2012”, informou hoje (23) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a sondagem industrial da construção em fevereiro, o cenário de fraca atividade e alta capacidade ociosa mantém baixa a intenção dos empresários em investir. “Para os próximos meses, as perspectivas dos empresários para o setor ainda são negativas, embora o pessimismo seja inferior ao observado ao longo de 2016”, destacou o relatório.

Atividade e emprego caem em menor ritmo

O indicador de nível de atividade atingiu 40,3 pontos em fevereiro, alta de 1 ponto em relação ao mês anterior. O indicador de número de empregados passou de 38,4 pontos em janeiro para 38,9 pontos em fevereiro.

Indústria da construção atinge menor nível de utilização

Segundo os números, o nível de atividade da indústria da construção permanece muito abaixo do usual para o mês. O indicador de atividade efetivo/usual manteve-se praticamente estável na passagem de janeiro para fevereiro, passando de 28,5 para 28,8 pontos.

A utilização da capacidade de operação atingiu o menor nível da série histórica (53%). O índice encontra-se 2 pontos percentuais inferior ao observado em janeiro e 10 pontos percentuais abaixo da média histórica para o mês de fevereiro.

Expectativas ainda pessimistas

A CNI informou que os indicadores de expectativa caíram no mês de março, após duas altas consecutivas em janeiro e fevereiro. O índice de expectativa do nível de atividade diminuiu 1,2 pontos na passagem de fevereiro para março. No entanto, ele permanece próximo à linha divisória de 50 pontos que separa expectativa de crescimento e de queda.

Os indicadores de expectativa de novos empreendimentos, serviços e de compras de insumos e matérias-primas caíram, respectivamente, 0,5 e 1,2 ponto entre fevereiro e março. O índice de expectativa do número de empregados passou de 47,1 em fevereiro para 46,1 pontos em março.

(Agência Brasil)