Blog do Eliomar

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Revista Entrevista, da UFC, traz cinco mulheres como destaque

Cantora Kátia Cilene é um dos destaques.

A Revista Entrevista, de nº 36, será lançada na próxima terça-feira (28), no auditório Rachel de Queiroz, no Centro de Humanidades II. É a primeira vez que a revista traz cinco mulheres como personagens das entrevistas. A publicação do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará, é produzida pelos alunos da disciplina de Laboratório de Jornalismo Impresso, ministrada pelo agora professor aposentado Ronaldo Salgado.

Nesta edição, foram entrevistadas a cantora, compositora e jornalista Mona Gadelha; a cantora de forró Kátia Cilene; a apresentadora Lena Oxa; a fotógrafa Karine Garcêz; e a jornalista e escritora Erilene Firmino.

Com abordagem diferenciada, Entrevista busca captar a sensibilidade e a história de vida de personalidades, tratando o gênero entrevista como um “diálogo possível”. A publicação tem 25 anos de tradição e já entrevistou mais de 178 personalidades do cenário político, econômico e cultural do Ceará e do Brasil, tais como o poeta Patativa do Assaré, a escritora Rachel de Queiroz, o jornalista Caco Barcellos, este blogueiro, o político Ciro Gomes e o cantor Ney Matogrosso.

Equipe

A Revista Entrevista nº 36 tem produção e realização dos alunos Aline Medeiros, Ana Rute Ramires, Carolina Melo, Caio Vitor, Claryce Oliveira, Diego Barbosa, Julia Ionele, Kamylla Karen, Nícolas Paulino e Theyse Viana.

Cearense assumirá a diretoria de Mercado e Marketing da Unimed Brasil

O presidente da Unimed Ceará, Darival Bringel, embarcou para São Paulo, onde vai assumir a diretoria de Mercado e Marketing da Unimed Brasil.

Caberá a ele responder por toda a área de pesquisa de mercado, divulgação, gestão de marcas, inclusive dos hospitais e clínicas.

De acordo com Darival, a assembleia de posse ocorrerá no próximo dia 29. Já a festa da nova diretoria ocorrerá em São Paulo, no próximo dia 12.

(Foto – Divulgação)

Fortaleza será sede do Fórum do Comércio Exterior

Para analisar os primeiros meses de governo do Presidente Donald Trump, assim como os próximos passos do republicano, a Amcham Fortaleza – Câmara Americana do Comércio promoverá, na próxima terça-feira, 28, o Fórum de Comércio Exterior.

O encontro contará com a presença de Richard Reiter, Consul Geral dos Estados Unidos para o Nordeste, e Gustavo Zech Sylvestre, professor e mestre em economia. Eles também vão abordar as perspectivas de acordos bilaterais entre Brasil e EUA e os impactos econômicos dessas parcerias.

O “Fórum de Comércio Exterior” acontece das 8 às 11 horas, no auditório da Federação das Indústrias do Ceará. O evento é aberto a empresários, executivos e gestores de empresas de qualquer porte ou segmento.

SERVIÇO

*As inscrições evento podem ser feitas através do link www.amcham.com.br/acontece

Decon do Ceará expede recomendação para estabelecimentos que comercializam carnes

A Secretaria-Executiva do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), diante da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal para investigar adulteração e venda de carne estragada, entregou, nesta quarta-feira (22), ao presidente da Associação Cearense de Supermercados (ACESU), Gerardo Vieira Albuquerque, em reunião realizada na sede da entidade, uma recomendação. Nela, o Decon estabelece medidas a serem tomadas por supermercados associados e demais empresas que comercializam carnes e derivados. O objetivo é garantir a saúde e segurança de consumidores.

No procedimento, é recomendada a realização de análises microbiológica, para verificar se há contaminação destes produtos por micro-organismos, como a salmonela; de rotulagem; de composição do produto; e de microscopia, para detectar corpos estranhos no alimento, além de outros exames sensoriais, que verifiquem cor, textura e odor. É recomendado ainda que sejam verificadas as condições de salubridade para o consumo de carnes e derivados coletados por amostragem, além das condições de armazenamento, exposição, temperatura, higiene e integridade das embalagens.

De acordo com a secretária-executiva do Decon, promotora de Justiça Ann Celly Sampaio Cavalcante, a venda de produto impróprio para consumo é expressamente vedada pelo Código de Defesa do Consumidor e o proprietário ou responsável por estabelecimento que comercializa carne também é responsável por oferecer condições adequadas para os consumidores e demais frequentadores.

“O fornecedor de produtos de consumo duráveis ou não duráveis responde solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam. A comercialização de produto impróprio para consumo pode resultar na aplicação das sanções administrativas como as a suspensão de fornecimento de produtos e serviços, suspensão temporária da atividade ou, até mesmo, a interdição do estabelecimento, com imposição de multas e dano moral coletivo. Além disso, a venda, ou mesmo a exposição à venda, de mercadorias em condições impróprias ao consumo pode configurar crime contra as relações de consumo cuja pena pode chegar a cinco anos de detenção”, informa Ann Celly.

Ela lembra que o DECON rotineiramente realiza inspeções em supermercados e frigoríficos para garantir os direitos básicos dos consumidores à saúde e segurança, mas que, com a deflagração da Operação Carne Fraca, o órgão avaliou que seria oportuno expedir a Recomendação no intuito de reforçar a importância dos estabelecimentos ficarem atentos à qualidade de carnes e derivados comercializados.

O DECON estabeleceu na Recomendação que prazos de 20 dias corridos para a ACESU apresentar lista dos supermercados associados e de 30 dias corridos para as empresas que vendem carnes e derivados apresentarem, no setor de protocolo do órgão, as análises descritas no documento. Nele, é pontuado que a Recomendação não inibe a realização vistoria sanitária pelos fiscais do DECON nos estabelecimentos associados e não associados, para aferir se há carnes e derivados impróprios para consumo expostos à venda, bem assim se a forma de armazenamento e higienização de produtos encontram-se de acordo com as normas.

O não cumprimento do que é determinado na Recomendação poderá motivar, se constatada irregularidade à legislação consumerista, ajuizamento de Ação Civil Pública, além de outras medidas judicias cabíveis contra os fornecedores renitentes para interdição do estabelecimento, além da responsabilização penal com prisão em flagrante.

Temer já admite procurar Lula para conversar sobre situação do País

Em entrevista gravada hoje para o programa do jornalista Roberto D’Avila, Temer admitiu que pensa em procurar Lula para uma conversa sobre a situação do Brasil. D’Avila tocou no assunto mencionando o encontro dos dois no velório de Dona Marisa, no mês passado. Perguntou se tiveram uma conversa política, ou se ele considera procurar Lula com esse intuito.

Temer diz que sim, mas não dá mais detalhes, informa Lauro Jardim, em sua coluna no O Globo.

Em outro momento, o jornalista indaga se ele não pensa em se reinventar, sendo um político tradicional em um cenário de tantas mudanças no país. “Desde a faculdade sugerem que eu me reinvente”, confessou. Mesmo assim, Temer descartou a hipótese e afirmou que irá se ater ao seu modo de governar.

SERVIÇO

*A entrevista irá ao ar às 23h30 de hoje, na GloboNews.

Exportações de carne registram forte queda após Operação da Polícia Federal

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse hoje (22) que os problemas identificados na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, são questões “localizadas” e “pontuais” de desvio de conduta de servidores. Blairo Maggi defendeu o sistema e controle de qualidade da carne brasileira e disse que com o episódio a imagem do país ficou “arranhada” e “abalada”, impactando nas vendas para o mercado externo.

De acordo com o ministro, a média diária de exportação brasileira de carnes é de US$ 63 milhões e ontem (21) ficou em US$ 74 mil. “Estamos falando de números estratosféricos. Não sabemos o tamanho da pancada que vamos levar ainda”, disse.

Brasília - Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, acompanha fiscalização de produtos feitos de carne em supermercados (José Cruz/Agência Brasil)
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, acompanha fiscalização de produtos de carne em supermercado em BrasíliaJosé Cruz/Agência Brasil

O ministro estimou que o Brasil poderá ter um prejuízo de até US$1,5 bilhão por ano com os desdobramentos da Operação Carne Fraca. “Os prejuízos que vamos ter serão muito grandes”.

A grosso modo, o Brasil terá uma oscilação de mercado de aproximadamente 10% “num volume de US$ 15 bilhões que exportamos por ano nessas carnes. Vamos ver aí R$ 1
bilhão, R$ 1,5 bilhão de prejuízo por ano”.

O ministro participa nesta tarde de audiência pública conjunta das comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Aos senadores, o ministro disse que os problemas identificados na operação não são predominantemente de qualidade da carne, mas sim problemas relacionados à corrupção e desvios de conduta.

“Quero defender o sistema brasileiro de controle, o sistema que atesta esses produtos. Não tenho dúvida nenhuma em afirmar que esse problema que aconteceu é localizado, pontual, um problema de desvio de conduta dos servidores”, disse.

Blairo Maggi disse que foi pego de surpresa com a forma que a operação da Polícia Federal foi divulgada e que a narrativa feita trouxe problemas à credibilidade da carne brasileira no mercado internacional.

“Em nenhum momento questionamos a ação da Polícia Federal de investigar os fatos que foram a ela denunciados. Quero deixar claro que não podemos fazer a defesa daqueles que fizeram coisa errada, mas, da forma como ela foi conduzida e apresentada à população brasileira é que digo que fomos pegos de surpresa. Anos e anos trabalhando para chegar a uma credibilidade nacional e mundial e a narrativa que foi feita nos trouxe esse problema”, disse.

Por mais de uma vez, o ministro ressaltou que não é contra as investigações da PF. “Não somos contra a investigação da Polícia Federal. As investigações não vão parar por que achamos que foi comunicada de forma errada”, disse.

(Agência Brasil)

Renan Calheiros quer recriação dos Portos para contemplar o PMDB no Senado

Não é mais novidade que a bancada do PMDB no Senado quer furar a fila e abocanhar a próxima cota ministerial. E no que depender do senador Renan Calheiros, a próxima vaga será na recriação do Ministério dos Portos, informa a Coluna Radar, da Veja Online.

Em sua avaliação, Minas não teria interesse nessa pasta. Hoje, a secretaria está vinculada ao Ministérios dos Transportes, nas mãos de seu adversário em Alagoas, Maurício Quintella.

Com isso, mataria dois coelhos com uma cajadada só: afagaria os colegas peemedebistas e enfraqueceria o adversário na corrida pelo Senado em 2018.

Escritora lança em livro sua experiência de saber amar e conviver com o Alzheimer

A escritora cearense Neymar Queiroz Castro lançará nesta quinta-feira (23), em Belém, na sede da Secretaria do Turismo do Pará, o livro “Alzheimer, uma história de amor”.
A publicação conta sua história de amor com marido que sofreu, por décadas do Alzheimer. Ela expõe sua experiência com a doença e dificuldades, mas, principalmente, o aprendizado do saber amar.
(Via Facebook)

Eunício pauta PEC que muda sistema de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal

No dia em que Alexandre Moraes toma posse como ministro do Supremo Tribunal Federal, o peemedebista Eunício Oliveira incluiu, na pauta de votação desta quarta-feira do Senado, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera as regras de escolha dos ministros do STF.

De autoria de Lasier Martins, o projeto determina que o presidente da República só poderá escolher para a cadeira do tribunal um dos integrantes de uma lista tríplice, elaborada por um colegiado.

A PEC também impõe prazos para a nomeação e limita o mandato das excelências do Supremo em dez anos.

(Veja Online)

Camilo assina acordo de parceria com Porto de Roterdã

O governador Camilo Santana assinou na manhã desta quarta-feira, 22, o memorando de entendimento entre a Cearáportos e a Port of Rotterdam, gestora do porto de Roterdã (Holanda). Esse é o primeiro passo para a realização de estudos, que devem resultar em uma sociedade na gestão do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

“Toda a modelagem, a forma como fazer essa parceria será discutida a partir de agora. Teremos até dezembro (para definir o modelo), que é o nosso deadline”, explicou o governador Camilo Santana em entrevista ao vivo ao O POVO Online logo depois da assinatura. Ele diz ainda que o CEO do porto de Roterdã visitará o Ceará entre setembro e outubro deste ano.

O tamanho da participação holandesa no Cipp ainda não está definido, mas o Governo do Estado não abre mão do controle acionário.  “O Ceará não quer perder o controle acionário. Eles já estão cientes disso, pela importância que aquela área tem como patrimônio para o Estado do Ceará”, reafirmou o governador.

Camilo ressalta que a parceria vai gerar emprego e renda no Ceará.  “O Ceará vai ganhar parceria com um dos portos mais modernos do mundo, o maior da Europa, que tem expertise, experiência, tradição, confiança do setor empresarial do mundo inteiro. Vai ser uma forma de atrair investidores para o Ceará, gerar emprego, gerar renda”.

(O POVO Online)

Carne Fraca – Gerente da BRF preso em São Paulo é transferido para a sede da PF do Paraná

O gerente de Relações Internacionais e Governamentais da Brasil Foods (BRF), Roney Nogueira dos Santos, foi transferido na manhã de ontem (21) da superintendência da Polícia Federal, na capital paulista, para a sede da Polícia Federal, em Curitiba. Ele foi preso no último sábado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, após desembarcar vindo do exterior.

Segundo a Polícia Federal em São Paulo, ele ficou detido no aeroporto e foi levado à superintendência na capital no fim da tarde de segunda-feira.

“O executivo da empresa está preso para prestar esclarecimentos à Polícia Federal. Ele está sendo assistido por advogados da empresa e sua família também está recebendo todo o suporte e acompanhamento necessários”, disse a BRF, em nota.

O gerente teve sua prisão preventiva decretada na última sexta-feira (17) no âmbito da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Ele é acusado de influenciar fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Benesses

“Roney Nogueira remunera diretamente fiscais contratados, presenteia com produtos da empresa, se dispõe a auxiliar no financiamento de campanha política e até é chamado a intervir em seleção de atleta em escolinha de futebol. Com tantas benesses, há notícia de que ele possui login e senha para acessar diretamente o sistema de processos administrativos do MAPA (Ministério da Agricultura), obviamente de uso restrito ao público interno”, disse o juiz federal Marcos Josegrei da Silva, na operação que determinou a prisão do gerente.

Segundo a Polícia Federal, os frigoríficos envolvidos na Operação Carne Fraca maquiavam carnes vencidas e as reembalavam para conseguir vendê-las. As empresas também subornavam fiscais do governo para que autorizassem a comercialização do produto sem a devida fiscalização.

(Agência Brasil)

JBS faz comercial com carne expondo data vencida

Após toda a polêmica da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que descobriu que diversas marcas de carne oferecem produtos duvidosos aos seus consumidores. A JBS, detentora da Friboi e da Seara, foi uma delas. Para se redimir e recuperar a confiança de seus clientes, a marca disparou nesta terça-feira, 21, um comercial intitulado “Qualidade É Prioridade”. Nele, a JBS reúne relatos de funcionários e enaltece a qualidade da produção de carne por parte de suas empresas.

Contudo, um detalhe bastante bizarro chamou a atenção dos internautas. Apesar de o vídeo rodar agora, em 2017, um pedaço de carne que aparece no vídeo tem o prazo de validade para 2013.

(Exame.com)

Rodrigo Maia – Saída de servidores estaduais fortalece a Reforma da Previdência

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse hoje (22) que a decisão anunciada ontem pelo presidente Michel Temer de retirar os servidores estaduais da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a Previdência, fortalece a reforma. Questionado se a mudança não esvazia a proposta original, Maia argumentou que o governo tomou a decisão certa e isso deve facilitar a aprovação da proposta na Câmara.

“Fortalece a reforma. Na hora que você faz a reforma dos servidores públicos estaduais você está entrando numa competência que não é sua, já que o país é federado, não é um país unitário. E você distensiona um embate e uma mobilização nos estados, que, do ponto de vista do governo, não era necessária”, disse.

“Acho que essa separação é importante, fortalece a federação, os estados e os municípios. E garante que vamos tratar aqui daqueles pontos que estão sendo foco do nosso debate desde o início, os servidores públicos federais e o regime geral da previdência”, completou.

Maia negou que o governo tenha tomado a decisão sob pressão e que isso possa abrir espaço para flexibilizar outros pontos do texto. O deputado defendeu a retirada dos servidores estaduais e ressaltou que esta mudança pode garantir a aprovação do texto na Câmara “o mais rápido possível”. Ele reiterou que a proposta deve ser votada pelos deputados até o final de abril e início de maio.

“Foi um acerto. O governo se antecipou, a base se antecipou e tomou a decisão política depois de ouvir neste primeiro período de debates na comissão. O presidente tem conversado com todos os líderes e tomou a decisão que ajuda muito a aprovação da reforma da Previdência. Então, foi uma decisão antecipada do governo, no diálogo com a base e o relator, para que esse tema saia logo.”

O deputado não acredita que a retirada possa abrir brecha para que os servidores federais também pressionem para sair da proposta. “Se os servidores federais saírem da reforma, não tem reforma. E, no futuro, eles que vão pagar a conta. Imagina se você não faz a reforma da Previdência dos servidores públicos federais, daqui a três, quatro anos pode acontecer com eles o que está acontecendo com os servidores do Rio de Janeiro”, disse.

O líder do governo na Câmara, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), também reforçou o argumento de que a retirada dos servidores estaduais é sinal de “fortalecimento”. E defendeu o momento que a decisão foi tomada pelo governo federal.

“O governo tomou a atitude na hora que achou conveniente tomar. O governo faz uma avaliação com a sua base, sua equipe e todos acharam conveniente, até por haver a premissa constitucional da polícia militar, por exemplo, ser delegada aos estados. Então, nesse sentido, a própria constituição já exaltava o fortalecimento do pacto federativo. O governo tomou a decisão no momento importante e fortalece, inclusive, a aprovação da reforma da previdência, mantendo o impacto financeiro que se precisa ter na previdência”, afirmou o líder.

Dívidas dos estados

Ao afirmar que o governo federal não deveria assumir a responsabilidade sobre a previdência dos estados, Rodrigo Maia foi questionado se este argumento não poderia também ser usado para retirar as contrapartidas exigidas pelo governo federal no projeto de renegociação das dívidas dos estados. O deputado explicou que se trata de coisas diferentes e que as contrapartidas poderiam ser negociadas fora do projeto que tramita na Câmara. Mas, seguindo o entendimento da Advocaia-Geral da União, elas estão no texto como forma de garantia das compensações.

“Eu sou a favor das contrapartidas não necessariamente no texto. A AGU diz que sem as contrapartidas no texto daquilo que tem ser compensado, já que você vai suspender a Lei de Responsabilidade Fiscal, e quem vai assinar o contrato é o presidente [da República], e entende que nesse caso específico tem que se deixar claro o que garante a contrapartida para que se possa fazer a suspensão da lei”, argumentou.

(Agência Brasil)

Crise da carne exige muito mais da casa do Rio Branco e não apenas dos fazendeiros do Paraná

Com o título “A diplomacia da carne”, eis artigo de Jose Flávio Sombra Saraiva, professor titular de Relações Internacionais da UnB. Ele destaca a qualidade da carne brasileira, mas lembra que a boa diplomacia brasileira terá que trabalhar muito para que esse negócio bom das exportações do País não vá pro brejo. Confira:

A diplomacia brasileira vem sendo convocada com mais força nestes dias. O momento é grave para a inserção econômica e política do Brasil. O mundo é complexo e de interação imediata. Em poucas horas baixaram pontos de prestígio do Brasil nesse fim de semana. O Brasil feriu um sistema de confiança do comércio auditado? O Brasil baixou a guarda do conceito da boa-fé do produto bovino que se exporta?

O Palácio do Itamaraty, que prefere tratar assuntos políticos, estratégicos, aspectos multilaterais e de projeções diplomáticas de poder do Brasil, terá de se enroscar nos currais, nos pastos, nos próximos meses, ao lado dos seus colegas burocratas e fazendeiros dos outros ministérios da Esplanada. Todos precisam voltar ao centro do problema. O movimento de Temer no domingo foi fundamental e necessário.

O Brasil estava nessas últimas semanas em paz com a economia mundial. Houve até certo sopro de recuperação de prestígio no mercado global nesses dois últimos meses. Mas vai ser necessário trabalhar mais. Diplomatas e negociadores comerciais brasileiros terão de se mover nos meios de apuração e avançar os argumentos que justifiquem a superação desse problema na qualidade da nossa carne internacionalizada. Temer entendeu logo o problema. O domingo passado foi marcado pela propaganda presidencial no Palácio do Planalto. E a ideia do jantar em uma tradicional churrascaria, com o grupo diplomático de embaixadores europeus e asiáticos, foi movimento maroto.

Vamos precisar desenvolver a diplomacia da carne, embora já tenhamos graves danos declarados nas receitas do comércio internacional do Brasil. A carne bovina, no mundo, é a do Brasil. Todos europeus sabem. Essa é a reza. Qualidade dos animais, bons pastos, evolução técnica, limpeza, qualidade e quantidade, levaram a carne bovina à condição de melhor no globo. Da China à União Europeia todos comem carne brasileira.

No entanto, o baixo-médio crédito internacional no Brasil nesses dias de agruras, por problemas econômicos e políticos, poderá ajudar aos concorrentes. Ainda é uma incógnita o que virá nos próximos meses. O movimento do domingo foi rápido e suficiente para o momento. Nos últimos 20 anos, o País conseguiu um “gold lable” de fidelidade da qualidade do produto e o do desenvolvimento de novas tecnologias nessa área. O maior exportador de carne do mundo, o Brasil, passou mais de 20 anos para chegar a essa posição. Saiu da sexta posição para a primeira produção e exportação mundial. A matéria exige muita dedicação da casa de Rio Branco, e não apenas dos fazendeiros gulosos do Paraná.

*José Flávio Sombra Saraiva

jfsombrasaraiva@gmail.com

Professor Titular de Relações Internacionais da UnB

Inflação oficial acumula taxa de 4,73% em 12 meses

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), registrou uma variação de 0,15% em março. A taxa é inferior ao 0,54% de fevereiro deste ano e ao 0,43% de março de 2016. Segundo dados divulgados hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula taxa de 4,73% em 12 meses, próximo ao centro da meta de inflação do governo federal, que é de 4,5%. No ano, a prévia da inflação oficial acumula taxa de 1%.

O principal responsável pela queda da taxa de inflação entre fevereiro e março foram os transportes, que tiveram deflação (queda de preços) de 0,16%. O resultado foi motivado pelas variações na gasolina (-1,06%), no etanol (-2,69%) e nas passagens aéreas (-9,71%).

Os alimentos também tiveram queda de preços pelo segundo mês consecutivo. Desta vez, a deflação foi de 0,08%, devido à variação em produtos como feijão-carioca (-10,36%), feijão-preto (-8,27%), frango inteiro (-2,39%) e carnes (-1,31%).

Por outro lado, os gastos com habitação evitaram uma queda maior da inflação, ao aumentarem em 0,64% na prévia de março. O principal responsável por esse movimento foi o custo da energia elétrica, que subiu 2,45% e respondeu por mais da metade da inflação no período.

(Agência Brasil)

Carne Fraca não mostrou nem 1% do esquema, diz delator

O fiscal agropecuário federal Daniel Gouveia Teixeira, responsável por denúncias que levaram à Operação Carne Fraca, afirmou que há uma série de irregularidades ainda não reveladas pela Polícia Federal (PF). Em entrevista à Rádio Eldorado nesta quarta-feira, 22, Teixeira ressaltou que o pagamento de propina é frequente no processo de fiscalização da carne. “Não foi mostrado nem 1% do que foi descoberto pela Polícia Federal”, disse.

O servidor do Ministério da Agricultura, que foi transferido de função desde o início das investigações, atribui as falhas à ingerência decorrente de indicações políticas. “É a interferência de políticos para tirar e colocar fiscais mais rigorosos em locais que não atrapalhassem interesses das empresas”, relatou.

Teixeira também revelou que havia denúncias relacionadas ao setor engavetadas há cerca de dez anos. “A PF conseguiu fazer em dois anos o que o Ministério da Agricultura não fez em dez”, garante. Apesar de denunciar o envolvimento de colegas e frigoríficos nos casos de corrupção, o fiscal tranquiliza a população em relação ao consumo da carne produzida no País.

“Não é motivo de pânico. A população tem de conhecer o produto, verificar se é fiscalizado. 90% dos meus colegas são pessoas honestas e qualificadas que trabalham para garantir a qualidade dos produtos.”

Teixeira ainda afirmou que as irregularidades foram registradas ao longo de vários governos, ao menos desde o mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e que não houve mudança após o PMDB assumir o Planalto. O delator disse não ter conhecimento de qualquer associação ou formação de cartel por parte dos frigoríficos que pagavam propina a servidores federais. Ele criticou ainda as tentativas de minimizar a importância da Operação Carne Fraca.

O funcionário representa a categoria como delegado sindical, mas garante não ser filiado a nenhum partido político. Ele recebe segurança da Polícia Federal e de outros órgãos de segurança do Paraná desde o início da operação, há dois anos e meio.

(Exame.com)

Conselho Federal de Enfermagem garante nome social a travestis e transexuais

Resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicada hoje (22) no Diário Oficial da União assegura a possibilidade de uso do nome social a profissionais travestis e transexuais em registros, carteiras, sistemas e documentos.

De acordo com o texto, entende-se por nome social aquele adotado pela pessoa, por meio do qual se identifica e é reconhecida na sociedade, a ser declarado pelo próprio profissional, sendo obrigatório o seu registro.

Ainda segundo o conselho, durante o exercício laboral, o profissional poderá se utilizar do nome social seguido da sua inscrição.

“O sistema de informática que gerencia o registro e cadastro dos profissionais de enfermagem (enfermeiros, obstetrizes, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem) deverá permitir, em espaço destinado a esse fim, o registro do nome social”, informou o órgão.

Desta forma, o nome social do profissional deve aparecer tanto na tela do sistema de informática como nas carteiras de identidade profissional, em espaço que possibilite a sua imediata identificação, devendo ter destaque em relação ao respectivo nome constante do registro civil.

Nos casos de menores de 18 anos não emancipados, o nome social deve ser declarado pelos pais ou responsáveis legais.

“A solicitação de uso do nome social pelo profissional de enfermagem deverá ser feita por escrito, a qualquer tempo, ao Conselho Regional de Enfermagem”, concluiu o Cofen. A resolução entra em vigor em 60 dias.

(Agência Brasil)

*Mais sobre este assunto, confira no O POVO aqui.

Lúcio Alcântara cumpre agenda política em Brasília

O ex-governador Lúcio Alcântara articula, em Brasília, a aprovação de um projeto seu, da época em que era senador: o que cria o Código de Defesa do Usuário do Serviço Público.

Ele tem encontro com o relator da matéria, o senador Antônio Anastasia (PSDB/MG). Lúcio diz que esse projeto significará importante avanço, pois preserva direitos da clientela dos órgãos públicos.

Em Brasília, Lúcio Alcântara, na condição também de presidente do Instituto do Câncer do Ceará ainda circulará no Ministério da Saúde e conversará, agora como presidente regional do PR, com parlamentares federais.

Governo tem 7 dias para reverter restrições a exportação de carne

Temer esteve numa churrascaria com ministros no auge da crise.

Sete dias. Este é o prazo máximo que o governo federal estabeleceu para convencer os países que impuseram restrições à importação de carne brasileira a voltarem atrás.

O presidente Michel Temer foi informado por técnicos do Executivo de que os danos causados à economia já serão considerados catastróficos, caso a suspensão das exportações não seja revertida até a semana que vem.

O Palácio do Planalto também recebeu informações de que frigoríficos começaram a elaborar um plano de férias coletivas para seus funcionários.

Em suma, hoje, numa escala de zero a dez, o nível de preocupação do governo com a crise da carne é 11.

(Foto – Beto Barata)