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Ipece lança nova edição do Anuário Estatístico do Ceará

Já está disponibilizado para consultas o Anuário Estatístico do Ceará 2017. Isso, por meio do www.ipece.ce.gov.br, informa o diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Flávio Ataliba. Ele adianta que a publicação contempla dados estatísticos que permitem a análise dos aspectos socioeconômicos e geográficos do Estado e de seus 184 municípios.

A nova edição está estruturada em seis seções: as três primeiras compreendem o agrupamento de dados referentes a Território; Aspectos Demográficos e Qualidade de vida. As três seções seguintes abordam informações concernentes aos aspectos da Infraestrutura; Econômicos e Finanças Públicas.

A seção Território apresenta uma descrição sinóptica do Estado do Ceará e está subdividida em cinco subseções: Posição e Extensão do Território, Recursos Naturais e Meio Ambiente, Divisão Político-Administrativa e Regional, Características dos Municípios e os Mapas Temáticos. Já seção Demografia apresenta os mais importantes temas para análise populacional no Estado do Ceará, já que trata das questões ligadas à evolução da População, Famílias, Migração, Fecundidade, Natalidade, Mortalidade e Nupcialidade, além de Indicadores Demográficos.

Os indicadores da seção Qualidade de Vida procuram retratar a realidade social do Estado do Ceará a partir da análise de diversos indicadores, resumidos em oito subseções: Educação, Saúde, Trabalho e Rendimento, Previdência e Assistência Social, Eleições e Representações de classes, Justiça e Segurança Pública, Cultura e Índices de Desenvolvimento. Na seção Infraestrutura são destacadas informações relacionadas aos Recursos Hídricos, tais como: presença de Recursos Hídricos, Energia, Rodovias, Habitação e Saneamento no Estado do Ceará, sendo que esses indicadores estão representados espacialmente na seção Mapas.

Já na seção Aspectos Econômicos são abordadas informações dos setores da economia cearense tais como: Contas Regionais, Agropecuária e Extração Vegetal, Indústria, Comércio, Transportes, Comunicações, Turismo, Intermediários Financeiros, Administração Pública, Prestação de Serviços e Índices, Preços e Custos seguido dos mapas com representação espacial dos indicadores. A sexta e última seção, a de Finanças Públicas está subdividida em Finanças da União, do Estado e dos Municípios, com dados provenientes da Secretaria da Receita Federal (SRF), da Secretaria da Fazenda (SEFAZ) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

(Foto – Divulgação)

Governo não desistiu da Reforma da Previdência, diz ministro Eliseu Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (14) que “não está extinta” a possibilidade de o governo tentar aprovar ainda este ano a reforma da Previdência. “Não conseguimos levar a cabo a reforma da Previdência. Por enquanto, pelo menos. Porque ainda temos ainda até 31 de dezembro e essa possibilidade não está extinta, em que pese tenhamos tido dificuldade. E essa é a reforma da reformas no que diz respeito ao ajuste fiscal”, disse em entrevista a jornalistas após participar de evento do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

O ministro da Casa Civil lembrou que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro impede a votação da reforma no Congresso Nacional, mas pode ser pactuada uma suspensão temporária para colocar a medida em votação.

Padilha citou que o déficit da Previdência no ano passado foi de R$ 268 bilhões e este ano deve ficar em torno de R$ 300 bilhões. Segundo ele, esse gasto crescente compromete os investimentos no país. “Na medida em que cresce a despesa com a Previdência, se reduzem os investimentos. Primeiro os investimentos em obras, mas daqui a pouco os investimentos na saúde, na educação. Coisa que é absolutamente inimaginável”, disse.

Questionado por jornalista se Temer pode procurar o candidato eleito para a presidência da República para tentar aprovar ainda este ano a reforma, Padilha respondeu que acha “possível”, mas não sabe se é “provável”. O ministro disse que não vê nos pré-candidatos muita vontade em discutir o tema da previdência.

Em entrevista a veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no último dia 4, Temer disse que a reforma não saiu da pauta política do país e afirmou que “não é improvável que venhamos a pensar nela ainda no final deste ano”.

(Agência Brasil)

Pesquisa CNT – Bolsonaro lidera e Marina e Ciro estão empatados tecnicamente

Cenário sem Lula – Bolsonaro lidera e Marina vem em segundo.

A mais recente pesquisa eleitoral para presidente, divulgada nesta segunda-feira (14) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostrou que Jair Bolsonaro (PSL) lidera as intenções de voto com 18,3%. Depois, vêm Marina Silva (Rede), com 11,2%, e Ciro Gomes (PDT) com 9%.

O cenário leva em conta que Luiz Inácio Lula da Silva não poderá concorrer às eleições por estar preso. No entanto, a pesquisa também avaliou a intenção de voto do petista, que recebeu 32,4% das intenções, seguido por Bolsonaro.

Veja a lista das intenções de voto no cenário mais provável atualmente, sem Lula, sem Joaquim Barbosa e sem Michel Temer.

Jair Bolsonaro (PSL) – 18,3%
Marina Silva (Rede) – 11,2%
Ciro Gomes (PDT) – 9,0%
Geraldo Alckmin (PSDB) – 5,3%
Álvaro Dias (Podemos) – 3,0%
Fernando Haddad (PT) – 2,3%
Fernando Collor (PTC) – 1,4%
Manuela D´Ávila (PCdoB) – 0,9%
Guilherme Boulos (Psol) – 0,6%
João Amoêdo (Novo) – 0,6%
Henrique Meirelles (MDB) – 0,5%
Flávio Rocha (PRB) – 0,4%
Rodrigo Maia (DEM) – 0,4%
Paulo Rabello de Castro (PSC) – 0,1%
Brancos e nulos – 29,6%
Indecisos – 16,1%

Os parafusos da política

Com o título “Os parafusos da política”, eis artigo do professor universitário e cientista político Valmir Lopes que pode ser conferido no O POVO desta segunda-feira. Ele fala das expectativas em torno do eleitorado e do pleito deste ano. Confira:

Crises fazem esquecer tudo que sabemos sobre a lógica estruturadora das sociedades. Estamos em plena primeira rodada das eleições. A campanha eleitoral oficial começará em 16 de agosto, e para o povo somente em setembro. Na atual rodada, os candidatos procuram se viabilizar num universo restrito de eleitores formado por candidatos, partidos, pessoas que vivem da política, formadores de opinião, cidadãos mais ativos, meios de comunicação e redes sociais.Nesse público,muito restrito, costuma-se dar a impressão que tudo que se faz é decisivo. O momento é de seleção de candidatos, competição entre candidatos. Depois, iniciamos a disputa pelas mentes e corações dos eleitores e a fase decisiva.

A ordem institucional alcançada nas duas últimas décadas entrou em crise depois de 2013. O sistema político foi abalado principalmente pela ação das agências de controle interno do Estado brasileiro com a descoberta dos casos gigantesco de corrupção. A incerteza reflete esse quadro de instabilidade. Desse quadro confuso, fala-se na existência de uma insatisfação difusa no eleitor em relação a classe política. Haveria por parte da sociedade a expectativa de mudança pelas eleições, por isso o desejo de alguém de fora da política. A presidência Temer pode servir de parâmetro para analisar o comportamento do brasileiro: governo sem nenhum apoio popular, acusado de corrupção, paralisado e mesmo assim sem movimentação e contestação pública. O desejo de ordem para tocar a vida parece ser o sentimento dominante. Que haja mudança, mas dentro da ordem, nada contra a ordem.

Na época de estabilidade, o sistema eleitoral brasileiro girou em torno da disputa entre PT e PSDB como forças organizadoras da opinião pública e sempre contou com a presença, nas eleições, de um terceiro, que falava a um público disposto a apostar numa via alternativa. Os polos opostos foram desestruturados parcialmente. A novidade é a organização da terceira via já em tempo de pré-campanha. Fala-se de um centro porque a fração de extrema-direita acomodada antes no PSDB foi isolada com candidato próprio. O lulo-petismo dificilmente perderá sua centralidade como polo aglutinador. Imagina-se que a extrema-direita não resistirá ao combate eleitoral. Os instrumentos clássicos necessários e eficientes usados nas eleições anteriores não podem simplesmente ter pedido sua eficácia em tempo tão curto. Estrutura partidária, recursos financeiros, alianças eleitorais são recursos primários para se ganhar uma eleição nacional.

Não seria surpresa o retorno às alternativas clássicas do sistema institucional brasileiro com a presença de candidatos que efetivamente têm interpretações distintas cristalizadas sobre os problemas nacionais. Esses, apesar dos abalos, ainda continuam sendo as forças dominantes da política brasileira: conservadores moderados, liberais exaltados e a presença de uma terceira via com expressão dos segmentos de classe média dos grandes centros urbanos. Ocorre que essa terceira via nunca estruturou uma interpretação clara, organizada e coerente sobre nossos problemas. Provavelmente não terão tempo nem inteligência para definir essa interpretação. Essa são as forças estruturantes da política brasileira e nada parece indicar que tenham se pulverizado nem surgido alternativas. A eleição tratará de restabelecer a ordem das coisas, mas não significa, nem de longe, o fim da agonia nacional e reconquista imediata da estabilidade política.

*Valmir Lopes,

lopes.valmir@gmail.com

Cientista Político e Professor da UFC.

Henrique Meirelles ainda não desistiu de disputar a Presidência

O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vai tentar convencer o MDB de que tem chances na disputa presidencial, mesmo em baixa nas pesquisas pré-campanha. Ele diz, segundo a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira, que levantamentos qualitativos atestam sua viabilidade e apresenta o currículo avesso a aventuras como prova de que não daria um salto no escuro.

Meirelles afirma que seu potencial de crescimento ficará explícito com o início da propaganda eleitoral. “Comecei a olhar esses dados antes de sair do ministério. Eles deixam claro que terei chance de ganhar a eleição a partir do momento em que mostrar a minha história”, afirma.

Apesar do esforço de Meirelles, nem a sigla de Michel Temer nem os partidos da base aliada compartilham, hoje, dessa avaliação.

Caixa Econômica lança novo jogo lotérico: Dia de Sorte

A Caixa Econômica Federal lançará um novo jogo lotérico, o Dia de Sorte. O novo produto foi instituído em portaria publicada hoje (14) pela Secretaria de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria, do Ministério da Fazenda, no Diário Oficial da União.

O jogador poderá escolher de 7 a 15 números que representarão os dias do mês, podendo ser de 1 a 31; e um número de 1 a 12, que corresponderá aos meses do ano, o chamado mês de sorte.

A aposta mínima, ou seja, com sete números e um mês de sorte, custará R$ 2. O preço aumenta conforte aumentam os números. Uma aposta com 15 números e um mês de sorte custará R$ 12.870.

Serão sorteados sete números e um mês (o mês da sorte). São consideradas vencedoras as apostas que tiverem de quatro a sete acertos, independentemente da ordem de sorteio dos números, ou, ainda, o mês sorteado. O mês conta como um acerto.

Caso o apostador tenha feito apostas de oito a 15 números, a premiação será proporcional à quantidade equivalente de apostas simples, ou mínimas, vencedoras. O sorteio ocorrerá três vezes por semana, às terças-feiras, quintas-feiras e sábados. A data do primeiro sorteio ainda será definida pela Caixa.

(Agência Brasil)

Eunício Oliveira é pressionado a votar projeto das 10 Medidas contra a Corrupção oriundo da Câmara

Uma ala do Senado voltou a trabalhar para convencer o presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), a pautar a versão aprovada pela Câmara do projeto conhecido como “10 medidas contra a corrupção“.

O texto, segundo informa a Folha de S.Paulo, inicialmente apresentado pelo MPF, foi profundamente modificado pelos deputados.

A versão da Câmara incluiu iniciativas de combate ao abuso de autoridade. O projeto estabelece que magistrados não podem falar fora dos autos e prevê punições para atuação político-partidária. Como há receio da repercussão, um caminho seria votar a proposta após a eleição.

Foro Privilegiado – Restrição tira do STF processos de pelo menos 44 deputados e 7 senadores

Marco Aurélio de Mello foi quem mais enviou processos a instâncias inferiores.

A restrição ao foro privilegiado retirou do Supremo Tribunal Federal (STF) processos de pelo menos 44 deputados federais e 7 senadores. A informação é do Portal G1.

Até este domingo (13), sete ministros do STF tinham enviado para instâncias inferiores da Justiça 66 casos penais que, no entendimento deles, não têm relação com o mandato parlamentar.

Outros processos devem ser remetidos nos próximos dias, uma vez que os ministros continuam analisando os casos que não preenchem mais os requisitos para permanecer no tribunal.

No último dia 3 de maio, o Supremo decidiu que, em relação a deputados e senadores, o foro só vale para crimes cometidos durante o mandato e em razão do cargo.

Entre os 66 processos, há casos de ações penais em andamento (o STF decidiu ficar apenas com aquelas em estágio avançado), inquéritos e pedidos de abertura de inquérito. Caberá a magistrados de primeira e segunda instância, a depender de cada caso, dar andamento às ações penais ou investigações.

Partido de Bolsonaro avisa: não fará coligação com legendas de esquerda no Ceará

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Heitor Freire e Bolsonaro

O Partido Social Liberal do Ceará não fará coligações com partidos de esquerda no Estado. Anuncia o presidente regional da legenda, Heitor Freire, justificando que o objetivo é “manter a ideologia partidária”. Nesta semana, uma resolução nesse sentido vai ser divulgada pela legenda “que não fará parcerias, alianças, conjugações ou coligações com partidos de esquerda bolivariana, tais como PT, PSOL, PCdoB, PSTU, PCO, PCB, e quaisquer outros que apoiem regimes autoritários instalados em outros países.”. Essa medida segue orientação nacional.

“As políticas adotadas por esses partidos colidem frontalmente com os ideais de liberalismo econômico e conservadorismo praticados pelo PSL de Jair Bolsonaro, sendo as mesmas incompatíveis e inaceitáveis”, afirma Heitor Freire. O PSL adianta que não flexibilizará essa orientação em hipótese alguma e, caso as determinações não sejam acatadas ,os diretórios estaduais serão passíveis de processo de intervenção.

Pré-candidato a deputado federal e coordenador da campanha de Bolsonaro no Ceará, Heitor Freire anuncia que o presidenciável Jair Bolsonaro cumprirá agenda nesta sexta-feira em Natal (RN). Freire vai se juntar à comitiva.

(Foto – Facebook)

Toffoli sinaliza que não pautará prisão em segunda instância

Após consecutivas derrotas no STF, o PT concentra as esperanças de tirar Lula da cadeia na retomada do debate sobre a prisão após condenação em segunda instância. Mas os sinais emitidos pelo próximo presidente do Supremo, o ministro Dias Toffoli, devem desanimar a sigla. A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira.

Interlocutores do magistrado dizem que ele não está disposto a trazer o assunto à tona assim que assumir o comando do tribunal, em setembro —e muito menos antes da conclusão da disputa eleitoral.

As fichas do PT estão depositadas na ação apresentada pelo PC do B ao STF logo após a prisão de Lula, em abril. Os advogados que acompanham a iniciativa ainda acreditam que o ministro Marco Aurélio Mello pode levar o tema à mesa. Dentro do tribunal, colegas do magistrado duvidam.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, entregou a Lula parecer que aponta os passos para registrá-lo, mesmo preso, na corrida eleitoral. O PT discute esta semana detalhes dos atos de lançamento da candidatura. Há até a proposta de projetar um holograma do petista.

 

Ceará tem a terceira gasolina mais cara do País

Com a escalada do preço do barril de petróleo no mercado internacional, a gasolina continua subindo no Brasil, impactando fortemente o consumidor no Ceará, que já tem o terceiro litro mais caro entre os estados. Os postos cearenses estão vendendo o produto por um valor médio de R$ 4,56, atrás apenas do Acre (R$ 4,88) e Rio de Janeiro (R$ 4,72). O valor mais barato é vendido em Santa Catarina (R$ 3,89).

Nas últimas quatro semanas, o preço médio do produto no Ceará saltou 5%, saindo de R$ 4,35 para R$ 4,56. No entanto, o consumidor pode encontrar o litro da gasolina a valores que variam de R$ 4,24 a R$ 4,70, uma diferença de 10,8%. Os dados são do último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de 6 a 12 de maio.

A gasolina mais em conta, de R$ 4,24, está sendo comercializada por um posto localizado em Canindé, município do sertão do Ceará. Já o produto mais salgado é vendido por um estabelecimento que funciona na cidade de Juazeiro do Norte, na região do Cariri.

Em Canindé, dois postos vendem o litro da gasolina a R$ 4,24, ambos de bandeira branca. Um fica situado na avenida São Francisco, no bairro Boa Vista. O outro funciona na Rua Joaquim Magalhães, no Centro da cidade. Quanto à gasolina mais cara, de R$ 4,70 em Juazeiro do Norte, o posto é de bandeira Petrobras e está localizado na avenida Padre Cicero, no bairro Salesiano.

Em Fortaleza, o impacto no bolso do consumidor também é grande. Assim como o Ceará, o atual preço médio da gasolina na Capital é de R$ 4,56. O valor, porém, pode ser encontrado de R$ 4,29 a R$ 4,59, uma variação de 7,2%. Na Cidade, vários estabelecimentos, de diferentes bandeiras, praticam o preço máximo. Ficam espalhados por diversos bairros, como Aldeota, Meireles, Mondubim, Fátima, Barra do Ceará, Mucuripe e Jacarecanga.

A capital cearense aparece também com o terceiro combustível mais caro no Brasil entre as capitais, atrás do Rio Branco (R$ 4,87) e Rio de Janeiro (R$ 4,68). Já o valor médio mais barato está na capital São Luís (R$ 3,78).

Na avaliação de Manuel Novais, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos-CE), a alta do valor da gasolina é “péssima”, mas não depende dos postos de combustível. Ele destaca que há uma série de implicações e custos que devem ser esclarecidos à população, em termos de dificuldades na logística e carga tributária.

A alta tem impactado nas contas dos estabelecimentos. O gestor observa uma queda de 15% a 20% nas vendas de janeiro até maio nos postos do Estado. “As vendas estão caindo, os clientes estão insatisfeitos e os postos também”. Sobre o cenário futuro, Manuel diz que é de incerteza.

(O POVO – Cristina Fontenele e Raone Saraiva)

E por falar em retorno social de investimentos…

Com o título “Retorno social do investimento”, eis artigo de Haroldo Rodrigues Júnior, sócio e fundador da Investidora de Impacto in3citi. Ele comenta tema do momento que, sem dúvidas, precisa ser replicado nestes tempos de negócios politicamente ajustados ao custo social. Confira:

As nossas ações diárias criam e destroem valores; elas transformam o mundo ao nosso redor. Impactos são criados. Porém, podem ir muito além daquilo que pode ser capturado em termos financeiros, até porque, em grande parte, é esse o único valor que é mensurado e contabilizado. Como resultado, valores que podem ser comprados e vendidos adquirem maior significado e muitas outras dimensões importantes ficam de fora. Decisões tomadas com foco no impacto financeiro são frágeis, é essa a trajetória dos investimentos no Brasil.

Portanto, é imperioso a definição de valor para as mudanças causadas por um investimento. Empresas com propósito, como as empresas B, redefinem o significado do sucesso empresarial por meio do valor social sobre o investimento financeiro.

O Retorno Social do Investimento – SROI, mensura e contabiliza este conceito de valor muito mais amplo, pois busca reduzir a desigualdade e a degradação ambiental e melhorar o bem-estar ao incorporar custos e benefícios sociais, ambientais e econômicos.

O SROI mede mudanças que são relevantes às pessoas ou às que experimentam essas mudanças ou que contribuem para elas.

O SROI conta a história de como as mudanças estão sendo criadas ao medir os resultados sociais, ambientais e econômicos e utiliza valores monetários para representá-los. Isso permite que uma proporção entre custos e benefícios seja calculada. Por exemplo, a proporção 3:1 indica que um investimento de R,00 resulta em R,00 de valor social.

Assim, pergunte-se: qual o retorno social dos investimentos na coleta seletiva e reciclagem de resíduos sólidos no seu território? Quais os indicadores de mudanças pactuados com você? Percebem-se mudanças na valorização do seu ambiente urbano? Houve desobstrução das redes de macro e microdrenagem? Houve inclusão social? É essa a grande transformação que os investimentos sociais geram na sociedade, é esse o propósito das empresas que têm os negócios de impacto em seu DNA.

*Haroldo Rodrigues Jr.

haroldo@in3citi.com

Sócio Fundador da Investidora de Impacto in3citi.

Ministro nega liminar para garantir representante de Lula em debates com presidenciáveis

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O ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou um pedido de liminar (decisão provisória) do PT para que fosse garantida a participação de um representante do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em debates entre pré-candidatos ao Palácio do Planalto. Desde que Lula foi preso, em 7 de abril, o PT o mantém como pré-candidato da legenda, afirmando que irá registrá-lo para concorrer ao pleito.

Pela via judicial, o partido pretendia garantir a presença de um representante de Lula já no ciclo de entrevistas com pré-candidatos, iniciado pelo jornal Folha de S.Paulo, pelo portal UOL e pelo SBT.

O partido alegou que Lula não foi convidado apesar de aparecer como “líder na pesquisa de intenção de votos”. Os veículos de comunicação estariam com isso violando o princípio da isonomia entre os pré-candidatos, segundo o PT, ao alegarem que o ex-presidente “estaria indisponível para figurar nas entrevistas em decorrência de sua prisão”.

Ao analisar o caso, Og Fernandes reconheceu a importância da isonomia, mas destacou não haver dispositivo legal que garanta a participação de representante na hipótese de impossibilidade de participação de determinado candidato.

O ministro disse que o caso não tem precedentes e por isso deve ser examinado em plenário pelo TSE. Enquanto isso não ocorre, ele entendeu não haver urgência na concessão de liminar, pois “o fato de o ciclo de entrevistas já ter se iniciado não impede que, em caso de procedência desta representação, venha ser garantido à agremiação o direito de indicar alguém para ser entrevistado no lugar de seu pré-candidato”.

(Agência Brasil/Foto Eduardo Anizelli – Folhapress)

O PT de José Pimentel não desistiu da vaga de senador

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José Pimentel (PT) não desistiu do desejo de postular reeleição ao Senado, o que já chegou aos ouvidos do governador Camilo Santana. Principalmente depois que Cid Gomes (PDT) virou alvo de denúncias da JBS.

Algumas alas do PT, inclusive, vão se reunir nesta noite de sexta-feira, na sede do partido, para tratar de eleições, tendo um ponto de pauta que considera fundamental: lutar pela vaga de senador que ocupa no momento.

(Foto – Agência Senado)

Comércio varejista cresce 0,3% de fevereiro para março

O comércio varejista brasileiro teve uma alta de 0,3% no volume de vendas na passagem de fevereiro para março. O resultado veio depois da queda de 0,2% de janeiro para fevereiro. O dado, da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), foi divulgado hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o estudo, também foram registradas altas nos outros quatro tipos de comparação temporal: média móvel trimestral (0,3%) em relação a março de 2017 (6,5%), acumulado do ano (3,8%) e acumulado de 12 meses (3,7%).

Após queda de 0,2%, vendas do comércio subiram 0,3% entre fevereiro e março (Arquivo/Agência Brasil)
De fevereiro para março, cinco dos oito segmentos do varejo pesquisados pelo IBGE tiveram crescimento no volume de vendas. A maior alta ocorreu no setor de combustíveis e lubrificantes (1,4%).

(Agência Brasil)

O Céu de Maio – Tá bonito pra chover

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Com o título “O céu de maio”, eis artigo da jornalista Domitila Andrade, que pode ser conferido também no O POVO desta sexta-feira. Ela revisita sua infância, seu torrão e os carinhos de mãe em clima chuvoso, do jeitinho que está se vendo no Interior cearense. Confira:

Quando descia a Chapada do Apodi, vindo do Tomé em direção a sede de Limoeiro do Norte, a imensidão sertaneja era de falhar o ar do pulmões. Era um mergulho e as cores iam se misturando. O alaranjado dos paredões de rocha, o verde esmaecido da caatinga, e o céu. Fecho os olhos e revejo aquele firmamento: lilases, azuis, vermelhos, rosas… Se não há como o luar daquelas paragens, para mim é o lusco-fusco que me enamora.

Trazendo um sertão dentro do peito, moro em Fortaleza há 13 anos e ainda tenho fixação naquele céu, que não se replica com facilidade nas bandas de cá. O céu daqui é feito de outras tintas, acho. Lindas, mas o mar empresta tons outros para a abóbada. Anos atrás, tomava um café em um recanto simples do José Bonifácio e fui tomada pelo meu céu. Me senti descendo de novo a Chapada, quase senti o cheiro da tapioca de minha mãe. Era maio. Desde então, anseio por todos os maios e os céus sertanejos que vêm visitar Fortaleza.

Sei que não reparo sozinha. Tanto que dá o quinto mês e as timelines se enchem do firmamento nuançado. Mais que o entardecer da Praia de Iracema, em maio toda Cidade é cenário. Subindo e descendo os viadutos de dentro dos carros na BR; das janelas do Benfica; refletido pelas faces espelhadas dos prédios do Meireles; dividindo espaço com o Castelão. De gente conhecida ou desconhecida, nativos da Capital, ou das minha brenhas que vieram fazer a vida aqui, vejo as fotografias e agradeço. É feito um acalanto.

Este ano, maio já vai contando onze dias e anda branco. Toda noite, a Cidade toma banho, e os dias seguem pálidos. Vinha sentindo o coração amiudar da possibilidade de não reencontrar meu pedaço de sertão na paleta do céu. Mas me atinei: e se este ano, em meio a trégua de seca, os céus fizeram o caminho inverso? E se o céu carregadinho de chuva daqui foi passear pela caatinga também? Assim, fiz as pazes com o céu e com maio. É esperança derradeira e é também prece. Agora, anseio por junho.

*Domitila Andrade

domitila@opovo.com.br

Jornalista do O POVO

Escritora Marcia Tiburi dará palestra em Fortaleza sobre democracia e fascismo

Marcia Tiburi, escritora, artista plástica e professora de Filosofia, dará palestra, às 18h30min, no auditório do IFCE (Benfica), no próximo dia 16. Ela falará sobre “Democracia e Fascismo – Desafios e Perspectivas para o Brasil”, num encontro promovido pelo Conselho Regional de Serviço Social da 3ª Região/CE, Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) e o Sindicato dos Servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (SINDSIFCE).

Nessa ocasião, será lançada a IX Marcha dos Servidores Municipais do Ceará, que, neste ano, leva o tema “Em defesa da democracia e dos serviços públicos frente à criminalização dos que lutam”.

Pró-Lula

Marcia se juntou ao grupo de intelectuais brasileiros que têm repudiado a prisão do ex-presidente Lula, encarcerado desde o dia 7 de abril, em Curitiba (PR). Autora de obras como “Como conversar com um fascista” e “Ridículo Político – Uma investigação sobre o risível, a manipulação da imagem e o esteticamente correto”, a filosofa disseca os personagens e as manifestações contemporâneas. Nos livros, faz reflexões sobre o cotidiano autoritário brasileiro, com o crescimento do discurso fascista, e expõe a cadeia de fenômenos que, na sua visão, colocam a democracia em risco.

Dia das Mães – Shopping centers estão otimistas

Para uma das datas mais importantes do varejo, o Dia das Mães, o setor de shopping centers está otimista com o aumento das vendas. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e divulgado pela Veja Online, a expectativa é um crescimento em vendas de 6,5%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre as categorias de produtos, vestuário é a que mais se espera um crescimento nas vendas com 46,91% das respostas, seguida por calçados (16,05%) e perfumaria (12,35%).

Na medição regional, entre os participantes da pesquisa, 54,88% dos shoppings são da região Sudeste, 16,47% do Sul, 15,29% do Nordeste, 8,54% do Centro-Oeste e 4,82% da região Norte. Desse total, 65,85% ficam na capital e 34,15% no interior dos estados.