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A galáxia Brasília e o Brasil

Com o título “A galáxia Brasília e o Brasil”, eis o Editorial do O POVO desta quarta-feira. Merece leitura com boas reflexões. Confira:

A sociedade brasileira vive um momento de aguda inquietação, diante do acúmulo cada vez maior de problemas no cotidiano dos seus cidadãos. Enquanto isso, as instituições encarregadas de lhes dar respostas apropriadas entregam-se a um jogo de poder narcísico, em torno do próprio umbigo. Não se dão conta de que a sociedade real espoca por todos os poros do tecido social, não mais cabendo dentro do molde artificial que tenta impedi-la de enxergar-se, a si própria, e de questionar os que têm a obrigação constitucional de mexer nos cordéis do poder decisório, em seu nome.

Um dos pressupostos da paz pública é o equilíbrio na inter-relação entre os componentes da sociedade, com vistas à realização de objetivos comuns. Quando a balança pende mais para um deles, dispara o alarme da desproporcionalidade e fere-se o princípio da isonomia, expondo o nervo da injustiça. Isso gera inconformismo. Se os freios e contrapesos não funcionam, as distorções se alastram, contaminando todas as dimensões (econômica, social, política, institucional, jurídica e cultural), gerando uma cacofonia própria de motor desconjuntado.

A sociedade sente-se cada vez mais inquieta. A violência do crime organizado, por exemplo, estarrece e intimida os cidadãos e vai tornando reféns os próprios espaços públicos. Levar um filho à escola pública, ou nela ministrar aulas, ou assisti-las, tornou-se, em muitos lugares deste País, um risco igual ao de atravessar a terra-de-ninguém num front de guerra.

Claro, a contenção da violência passa pelo controle do tráfico de armas nas fronteiras, pela capacitação das polícias e seus serviços de inteligência e por várias medidas técnicas rotineiras, já bastante conhecidas. Providências que serão inócuas se não forem acompanhadas de políticas públicas sociais e estruturais, pois a repressão, por si só, não dá conta do recado. As bancadas federais e regionais – a do Ceará, por exemplo – estão voltadas para essa questão (que é apenas uma das tantas que infernizam o País)? O governo central está liderando a sociedade para, junto com ela, formular as estratégias requeridas? Nada disso. Brasília está numa galáxia distante que tem a pretensão de fazer tudo girar em torno de seus interesses corporativos, palacianos e fisiológicos. Quando sairá de seu solipsismo?

Maioria que conclui ensino superior ganha salário abaixo de R$ 3 mil

Entre os profissionais que concluíram o ensino superior nos últimos dois anos, em todo o País, a maior parte recebe salário inferior a R$ 3 mil, segundo levantamento divulgado hoje (18), em São Paulo, pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp). A pesquisa aponta ainda a desvalorização da licenciatura – enquanto 50% dos profissionais dos cursos de bacharelado recebem abaixo de R$ 3 mil, na licenciatura o percentual sobe para 88%.

Dos oriundos da rede privada, 21,8% ganham menos de R$ 1 mil, 54,4% têm salário entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, 16,8% recebem entre R$ 3 mil e R$ 5 mil e 6,1% têm renda acima de 5 mil. Entre os egressos da rede particular, 23,1% ganham menos de R$ 1 mil, 48,1% estão com faixa salarial de R$ 1 mil a R$ 3 mil, 22,1% recebem de R$ 3 mil a R$ 5 mil e 6,8% têm salário acima de R$ 5 mil.

Para Rodrigo Capelato, diretor do Semesp, a diferença salarial entre aqueles que estudaram em rede pública e particular não é substancial entre recém-formados. Segundo ele, o grande desafio dos cursos de graduação é elevar a renda de quem já trabalha e estuda para melhorar de vida. “As pessoas estão se formando e os salários não estão subindo tanto assim”, explicou.

A maioria dos alunos ainda se matricula em carreiras clássicas do bacharelado, 40% optam por direito, administração, engenharias e ciências sociais. Na comparação entre os salários, os engenheiros têm os de melhor renda: 32,1% ganham entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, sendo que 10% recebem de R$ 10 mil a R$ 15 mil. Entre os formados em administração, 15,99% encontram-se na faixa salarial entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

Empregabilidade

Segundo o levantamento, 47,09% trabalham na área de formação, 34,3% dos egressos não trabalham e 18,7% atuam em uma área diferente da sua formação. A pesquisa também indicou que 38% entre aqueles que responderam que não trabalham dedicam-se à pós-graduação. Já 12% estão fazendo outro curso de graduação e 48,3% não têm ocupação.

Egressos de entidades privadas e públicas concordam que as instituições de ensino precisam fazer mais parcerias com empresas, investir em aulas práticas e fomentar estágios. O levantamento ouviu 1.445 participantes de 135 cursos diferentes de todo o país, sendo 1.089 formados e 356 pessoas que abandonaram o curso ou ainda estudam. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

(Agência Brasil/Foto Ilustrativa)

Atividade econômica tem queda de 0,38% em agosto, após dois meses de crescimento

Após dois meses seguidos de crescimento, a atividade econômica registrou queda em agosto. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) teve queda 0,38%, em agosto, segundo dados divulgados hoje (18).

Na comparação com agosto de 2016, houve crescimento de 1,64% (sem ajuste para o período). Em 12 meses encerrados em agosto, o indicador tem retração de 1,08%. No ano, até agosto, houve crescimento de 0,31%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Tasso quer renúncia de Aécio da presidência do PSDB

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O presidente interino do PSDB, o senador Tasso Jereissati, defendeu, nesta quarta-feira, 18, a renúncia do senador Aécio Neves (PSDB-MG) da presidência do partido. A declaração ocorre um dia após o Senado barrar, por 44 votos a 26, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impôs o afastamento do mandato e o recolhimento noturno ao senador mineiro.  A informação é do Estadão.

“Eu acho que é (caso de renúncia). Porque agora ele não tem condições, dentro das circunstâncias que está, de ficar como presidente do partido. E nós precisamos ter uma solução definitiva e não provisória”, disse Tasso.

Aécio está afastado do cargo desde maio, após a divulgação da delação da JBS, que o implica diretamente. Em conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, o tucano pede R$ 2 milhões. Ele nega que o dinheiro seja propina e diz que foi um pedido de empréstimo para pagar sua defesa na Operação Lava Jato.

Mesmo afastado da presidência do partido, Aécio continuou a ter influência e conseguiu manter o PSDB na base aliada de Michel Temer. O senador é um dos principais fiadores da sigla do apoio ao peemedebista.

Chico Lopes ironiza presidente nacional do PCdoB que citou Inácio Arruda como presidenciável

Chico Lopes e Inácio Arruda.

Essa é do deputado federal Chico Lopes (PCdoB ), ao ser indagado sobre o nome do ex-senador Inácio Arruda, hoje secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado, ter sido lembrado para a disputa presidencial por Luciana dos Santos, presidente nacional da sigla:

“Tem hora que a gente sai do sério e vai pra maionese!”

(Foto – Arquivo de Campanha)

Luciano Huck: “Quero e vou participar da renovação da política do Brasil”

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O apresentador Luciano Huck, da Rede Globo, assina artigo na Folha de S. Paulo desta quarta-feira. Ele admite entrar na política. Confira:

O maior bem de uma sociedade livre e verdadeiramente democrática é o direito de cada um expressar sua opinião. Elas variam. Os fatos não.

Tenho pensado, lido, refletido e ouvido muita gente sobre os melhores caminhos para tirar o Brasil desta triste situação em que nos encontramos. Os caminhos divergem, mas nunca vi tanta gente genuinamente empenhada em contribuir e se envolver.

Como já me comprometi publicamente antes, quero e vou participar deste processo de renovação política no Brasil.

Reafirmo que continuo achando que, de onde estou, fora do dia a dia da política, minha contribuição pode ser mais efetiva e relevante.

Acredito que esta fratura exposta que comprometeu, expôs e derreteu a estrutura política nacional arrastou a todos nós —sem discriminar crenças, ideologias ou situação social— para uma crise econômica e caos social sem precedentes.

Mas também sinto que ela pode ser uma das maiores oportunidades para abrir um novo ciclo na história da República, ressignificar nossas instituições e, principalmente, reorientar os valores e princípios daqueles que querem servir.

Assim, para que no futuro não tenhamos mais os assustadores vácuos de liderança que hoje estamos vivenciando, este deserto de opções relevantes e a escassez de projetos e ideias oxigenadas e possíveis dentro das estruturas formais do poder, para fazer do Brasil um país mais justo, entendo que o melhor caminho será “ocupar”, por meio do voto, o Legislativo brasileiro com cérebros, sinapses, ideias e ideais de primeira qualidade.

O dia em que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal forem compostos, em sua maioria, por pessoas íntegras, éticas, genuinamente bem-intencionadas e comprometidas com o bem comum, independentemente das suas ideologias, as soluções para as questões do país florescerão. O debate será de qualidade, as ideias idem.

Dali sairão líderes relevantes, presidentes da República, gabinetes e políticas públicas que sejam viáveis e transformadoras de verdade.

Essa “ocupação”, porém, não será do dia para a noite. Será um longo e árduo processo, que pode até ser retardado, refreado pelos atuais detentores do poder político -que hoje, salvo exceções, legislam em causa ou defesa própria.

Mas é um processo irreversível, simplesmente porque o eleitor há muito não se sente representado por grande parte da classe política que está aí. Como já disse, há exceções, claro, mas são a minoria absoluta.

Por isso, quero contribuir na construção dessa nova realidade representativa. Nós, sociedade civil, temos de ajudar a abrir espaços, levantar a bandeira da renovação, encorajar cidadãos bem-intencionados e bem preparados a se candidatar e mobilizar a sociedade para que trate o voto como a melhor arma de transformação. Não há outra.

Assim, quero e vou apoiar movimentos cívicos de curadoria e fomento. Movimentos que incentivem a participação política do cidadão comum, que contribuam para a elaboração de propostas que deem um novo rumo ao país.

Movimentos como o Agora, em que profissionais respeitados e competentes das mais variadas áreas de atuação, todos com vocação pública e experiência, estão se mobilizando para criar uma onda positiva de engajamento, escuta popular e lançamento de candidaturas alternativas ao que temos por aí.

Como membro, quero contribuir para o debate, aprender e trocar ideias com as boas cabeças que ali estarão orbitando.

Um movimento para impactar a agenda pública e a ação política a partir de cidadãos comuns.

Ou o Renova Brasil, um grupo diverso de empresários, intelectuais, empreendedores, gestores e profissionais liberais, que se articularam para criar um fundo cívico de fomento e apoio à formação de novos políticos, novas lideranças.

Um grande funil ético em que qualquer um que queira buscar recursos, aprendizado, formação técnica, apoio à concepção de políticas públicas –independentemente de ideologias, bandeiras, partidos– encontre apoio. Basta ser ético e comprometido com o bem comum.

Acredito nesses movimentos. E não só neles. A renovação política passa por eles, não importa se de esquerda, direita, centro. Tanto faz. Temos que melhorar o nível do debate, do compromisso da população com seu destino.

Ética e altruísmo não têm cor nas suas bandeiras.

LUCIANO HUCK

Apresentador de TV e empresário.

Secretária Nacional de Direitos Humanos critica portaria que afrouxa fiscalização contra trabalho escravo

A secretária nacional de Direitos Humanos do governo Michel Temer, Flávia Piovesan, criticou abertamente a portaria, publicada na última segunda (16) pelo Ministério do Trabalho, que altera o conceito de trabalho escravo e dificulta a fiscalização dessa prática. De acordo com ela, a medida “compromete a execução da política” de combate a esse tipo de crime, “coloca em risco” a chamada Lista Suja e deve ser revogada.

Em nota que ela assina como presidenta da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), Flávia manifesta “profunda preocupação” com as novas regras. Na sua avaliação, a mudança “reduz drasticamente o alcance do conceito de trabalho escravo, ao praticamente limitá-lo às situações de restrição de liberdade”.

Em entrevista à BBC, nesta terça (17), Flávia analisou que a nova norma representa um “retrocesso inaceitável”. Segundo ela, a Conatrae não foi consultada sobre as alterações. “Digo que é inaceitável e que temos que lutar pela revogação dessa portaria em caráter de urgência, porque realmente os danos são acentuados, as violações de direitos são gravíssimas”, criticou, dizendo-se perplexa.

A secretária também avaliou que a portaria é ilegal, uma vez que contraria a Constituição e o Código Penal Brasileiro. Ela disse ainda que concorda com a orientação do secretário de Inspeção do Trabalho do ministério, João Paulo Ferreira Machado, para que os auditores não sigam as novas regras.

A advogada foi escolhida por Temer como representante do Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos na Organização dos Estados Americanos (OEA), cargo que deverá assumir no mês que vem.

(Portal Vermelho)

CCJ reinicia nesta quarta-feira debate sobre parecer que trata da denúncia contra Temer

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara retoma, a partir das 10 horas, a discussão sobre o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco.

Segundo o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), o colegiado colocará o parecer em votação logo após a conclusão das discussões sobre a peça. A lista de deputados inscritos tem ainda nove nomes, mas outros parlamentares poderão se inscrever. O relator da denúncia recomendou a inadmissibilidade da peça apresentada pela Procuradoria-Geral da República – PGR.

Após mais de 10 horas de discussão, 47 deputados se posicionaram sobre a denúncia nesta terça-feira (17). Após a conclusão dos debates, o relator da denúncia ainda terá mais 20 minutos para se manifestar sobre o parecer. Os advogados dos três denunciados também terão o mesmo tempo para se pronunciar.

A expectativa do presidente da comissão é colocar o parecer de Andrada em votação na tarde desta quarta-feira. Dessa forma, o relatório já poderá ser analisado pelo plenário da Câmara na próxima semana.

Votação será nominal

Temer é acusado de tentativa de obstrução de justiça e liderança de uma organização criminosa. A acusação só poderá ser investigada pelo Supremo Tribunal Federal se autorizada pela Câmara dos Deputados.

A votação do parecer de Andrada será nominal. Para que o documento seja aprovado, são necessários os votos de no mínimo 34 deputados, metade mais um dos membros da CCJ.

A análise no plenário da Câmara também será nominal e, para que seja autorizada a instauração do processo de investigação, são necessários os votos de pelo menos 342 deputados, ou seja, dois terços da Casa.

(Agência Brasil)

Honório, o Pinheiro de muitos frutos

Honório Pinheiro deixa o comando da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) em dezembro, mas não vai ficar longe da esfera de poder do varejo.

Ele foi eleito vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza, na chapa que tem à frente Assis Cavalcante, e ainda vice da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), com o reeleito Freitas Cordeiro.

Mas o que ele gostou mesmo foi de ter sido eleito para comandar a Faculdade CDL, projeto que nasceu sob sua inspiração.

Governo autoriza aumento das tarifas dos Correios

O Ministério da Fazenda autorizou, pela segunda vez este ano, o aumento das tarifas cobradas pelos Correios. Na edição de hoje (18) do Diário Oficial da União, o governo autoriza o reajuste “sob forma de recomposição” das tarifas dos serviços postais e telégraficos nacionais e internacionais. O reajuste ocorre em duas parcelas: a primeira de 6,121% será por prazo indeterminado e a segunda, de 4,094% vai vigorar por 64 meses.

A revisão das tarifas ainda depende de publicação de aprovação pelo Ministério das Comunicações, de acordo com o Diário Oficial. Com o aumento, a carta comercial de até 20 gramas passará a custar R$ 1,83. Anteriormente, o valor era R$ 1,23.

Em abril, o Ministério da Fazenda havia autorizado aumento de 7,485% nas tarifas dos serviços postais e telegráficos prestados pelos Correios. Na época, a empresa explicou que os serviços da estatal são reajustados todos os anos, com base na recomposição dos custos, como aumento dos preços dos combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza e salários dos empregados. As tarifas são atualizadas com base no Índice de Serviços Postais, indicador formado a partir de uma cesta de índices, como INPC, IPCA, e IGP-M.

(Agência Brasil)

“A Força do Querer” turbina audiência da Globo

Bibi Perigosa

Da transformação de uma dona de casa em “rainha” do tráfico ao processo de transexualização de um homem nascido em corpo feminino, A Força do Querer ganhou o público ao escancarar dilemas humanos de forma íntima. Fenômeno de público e crítica como não era visto desde Avenida Brasil (2012), a trama das nove pautou discussões das mesas de bar à linha do tempo do Facebook. O Vida&Arte ouviu especialistas e artistas para analisar o bom desempenho da produção que chega ao fim na próxima sexta-feira, 20.

“A novela precisa tocar as pessoas através da compaixão, que é o ato de se colocar no lugar do outro. Isso a Glória Perez fez lindamente”, avalia a atriz Maria Clara Spinelli, que dá vida à personagem Mira. Ela usa como exemplo o caso do personagem Ivan (Carol Duarte). “A questão da transexualidade foi tratada de uma maneira clara e bonita. Ivan é querido por todo o público”, aponta a atriz, que é transexual. Para Maria, que na trama é melhor amiga de Irene (Débora Falabella), a autora acertou não separando os personagens de forma maniqueista. “Assim reflete muito mais a humanidade do que os mocinhos e vilões clássicos”, pondera.

Para o pesquisador de TV Julio Cesar Fernandes, mestre em Comunicação e professor de jornalismo e transmídia da Faculdade Cásper Líbero (SP), A Força do Querer compreende a atual dinâmica do telespectador. “Acredito que a TV esteja passando por uma fase que não é mais da idealização, o público não idealiza mais ser um personagem ou morar no bairro da novela. O público quer identificação”, teoriza, apontando que a obra dirigida por Rogério Gomes acertou ao acentuar os “defeitos” dos personagens.

O ator cearense Silvero Pereira, que vive Elis Miranda/Nonato na trama, aponta que essa identificação era compartilhada, inclusive, entre o elenco. “Dentro da equipe, a gente sempre comentava como essa novela também nos contagiava, mesmo estando dentro do processo e vendo os bastidores”, aponta o fundador do Coletivo As Travestidas. “Sempre conversamos sobre as personagens como telespectadores vidrados e apaixonados por telenovela. Isso sem dúvida foi o que mais curti fazer parte, pois éramos um coletivo dentro e fora das câmeras”, celebra.

*Confira no O POVO aqui.

Às favas todos os escrúpulos!!

Da Coluna Política do O POVO desta quarta-feira, assinada pelo jornalista Érico Firmo, uma boa reflexão pós-salvação do mandato do tucano Aécio Neves:

Muitos motivos e nenhuma razão envolvem a devolução do mandato de Aécio Neves (PSDB). Não, os senadores não se moveram pela percepção de que o tucano é ou pode ser inocente. Decidiram salvá-lo, primeiro, porque inúmeros parlamentares poderão estar na mesma situação amanhã ou depois. Mais de um terço dos votos por Aécio foram de investigados. Só não teve mais votos porque a bancada do PT enxerga nele um inimigo e sabe que se desgastaria com a opinião pública caso votasse pela devolução do mandato. Abstraindo o fato de ser Aécio, a maioria dos petistas discorda do afastamento, pelo mesmo motivo citado anteriormente.

A outra explicação para terem salvo Aécio é o velho toma lá, dá cá. A arcaica troca de favores. O presidente Michel Temer (PMDB) se envolveu pessoalmente nas negociações em prol do tucano. Misto de gratidão pelo passado e expectativa de retribuição futura. O PSDB está dividido sobre a denúncia contra o peemedebista. A ala pró-Temer ganhou argumento a favor. O Planalto atuou, afinal de contas, para salvar o presidente do PSDB —ainda que licenciado.

Acreditava-se que o voto aberto podia intimidar senadores, a menos de um ano da eleição. Qual nada. Eles estão preocupados com a sobrevivência imediata e nada fala mais alto que o pragmatismo, o espírito de corpo e a busca de autopreservação.

Governo quer aumentar alíquota de contribuição previdenciária dos servidores

Em contrapartida à tramitação no Congresso de um reforma de Previdência mais enxuta, a equipe econômica do Governo Federal quer apoio para conseguir aprovar o aumento de contribuição previdenciária dos servidores públicos federais. A proposta de elevação da alíquota de 11% para 14% foi anunciada há dois meses, mas enfrenta resistências do funcionalismo que tem forte poder de pressão com senadores e deputados. O projeto nem mesmo chegou ao Congresso Nacional.

O Governo considera fundamental a medida para começar a reforma no funcionalismo e quer garantias de que o projeto será aprovado até o fim do ano. Para começar a valer o aumento da alíquota, é necessário o cumprimento de um prazo de noventa dias.

Na semana passada, lideranças políticas começaram a articular com integrantes do Governo uma emenda aglutinativa, espécie de texto alternativo ao parecer do deputado Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA) aprovado em uma comissão especial da Casa em maio.

A apresentação da emenda será feita logo após a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já havia admitido em agosto a possibilidade de redução da proposta de reforma da Previdência.

O ponto inegociável, segundo o Governo, é manter a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Mas as lideranças querem fazer ajustes no tempo mínimo de contribuição (de 25 anos, pelo texto da comissão) e na regra de transição.

(Agência Estado)

Sonho não Acabou – Projeto de refinaria deve ser entregue em novembro

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A planta final da refinaria para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) será apresentada no próximo mês de novembro ao China Development Bank – o banco de desenvolvimento nacional do país asiático. O equipamento, negociado pelo Governo do Estado com investidores chineses, é orçado na primeira fase em US$ 4 bilhões. Outros US$ 500 milhões seriam empregados na construção de um terminal de petrolífero para atender o fluxo da unidade de refino.

“Não temos mais questões sobre o projeto com as empresas. A próxima etapa é obter o financiamento da instituição bancária. Mostraremos em novembro. A equipe técnica está trabalhando para finalizá-lo”, ressalta Antonio Balhmann, assessor especial para Assuntos Internacionais do Estado. Segundo ele, a formatação do projeto é feita por engenheiros que já atuaram em companhias de petróleo da China. Não há nenhum cearense envolvido.

O modelo do projeto, no entanto, pode sofrer alterações caso haja a necessidade de modificá-lo por eventuais pedidos do banco chinês. “As mudanças seriam pontuais, mas nada que prejudicaria a base do projeto”, afirma Balhmann. Em setembro, o Governo do Estado e a instituição financeira asiática assinaram um Memorando de Entendimento (MOU) para financiar o projeto.

A empresa responsável pelo projeto da refinaria é a Qingdao Xinyutian Chemical. Na primeira fase, o empreendimento deve refinar 150 mil barris de petróleo por dia. A segunda fase dobra a capacidade de produção para 300 mil barris/dia. O orçamento da segunda fase gira em US$ 4 bilhões, totalizando montante de U$ 8 bilhões.

A companhia também irá implantar uma petroquímica – destinada à produção de derivados advindos do combustível fóssil. São esperados investimentos de US$ 3 bilhões. Ao todo, a refinaria demandará 600 hectares. 400 hectares para as duas fases do equipamento, além de outros 200 hectares para a instalação da petroquímica. Os projetos, localizados no Cipp, ficarão na Zona de Processamento e Exportação (ZPE).

Energia solar

Balhmann destaca que investidores chineses seguem interessados em um projeto de energia solar no município de Russas. O montante a ser empregado é de aproximadamente US$ 775 milhões (em três fases). A cearense FG Soluções e a espanhola Enerside são as outras companhias interessadas na formação de um consórcio para o projeto, juntamente com o player asiático. “As empresas mantêm o interesse em adquirir o projeto para o leilão de Energia Nova em dezembro. Mas a limitação é a subestação de Russas II, que está limitada por um projeto estatal”, disse o secretário.

O equipamento interligando em Russas II pertence à Furnas, subsidiária da Eletrobras, localizado no município de Fortim. A estatal usaria, então, a subestação Russas II para escoar o montante produzido, o que inviabilizaria a margem de escoamento da energia dos projetos privados interessados na região. O parque da estatal, aliás, teve o início da geração adiado de 2016 para 2020.

(O POVO – Repórter Átila Varela)

Exportações brasileiras cresceram 15,1% em setembro

As exportações brasileiras tiveram um crescimento de 15,1% em setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já as importações cresceram 18% no período. As informações do Indicador do Comércio Exterior (Icomex) foram divulgadas hoje (17) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

Entre as três atividades econômicas pesquisadas, a principal alta no volume exportado entre setembro de 2016 e setembro deste ano foi observada na agropecuária (94,5%). As exportações da indústria extrativa cresceram 7,3% e as da indústria da transformação tiveram aumento de 5,3%.

Dentro da indústria da transformação, apenas os bens de capital tiveram queda no volume exportado (11,6%). Entre as outras quatro categorias de uso, os bens de consumo duráveis foram os que tiveram maior alta nas exportações (27,2%), seguidos pelos bens de consumo semiduráveis (10%), pelos bens intermediários (9,5%) e pelos bens de consumo não duráveis (5,5%).

Já os preços dos produtos exportados cresceram 2,7%, enquanto os preços dos importados caíram 1,5% entre setembro de 2016 e setembro deste ano.

(Agência Brasil)

Pesquisa diz que 84% da população considera o Brasil um país muito burocrático

Uma pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostrou que a maioria da população (84%) considera o Brasil um país burocrático. Já os que consideram o país pouco burocrático somaram 9% do total. De acordo com o levantamento, 75% das pessoas acreditam que o excesso de burocracia pode ser prejudicial e um mecanismo de estímulo à corrupção. Outros 78% consideram que os entraves dificultam o desenvolvimento do país e 77% a compra de bens.

A pesquisa foi realizada em duas frentes: foram ouvidas 1200 pessoas em âmbito nacional e 452 indústrias no estado de São Paulo, entre os dias 1º e 11 de fevereiro de 2017.

De acordo com o levantamento, para 65% das pessoas entrevistadas, o combate à burocracia deve ser priorizado, com a adoção de medidas como a redução da quantidade de leis e normas vigentes, a definição de datas para mudança de suas regras ou de sua aplicação, a simplificação da linguagem e a comunicação dos custos que as novas regras devem gerar. Aqueles que concordam que o governo tem sido capaz de implementar políticas de desburocratização são 36%.

As maiores dificuldades causadas pelo excesso de burocracia foram sentidas com relação ao acesso à Justiça (61%), à realização de reclamação em órgãos de defesa do consumidor (56%) e a solicitação ou cancelamento de serviços de água, luz, telefonia, internet, entre outros serviços.

Indústrias

Para 83,2% das 452 empresas participantes da pesquisa, o alto custo Brasil já foi impeditivo para o início ou a expansão de seus negócios. Para 90,2%, o excesso de burocracia dá espaço para a corrupção e para 94,7%, dificulta o desenvolvimento econômico e o ambiente de negócios no Brasil. Aqueles que consideram que a burocracia tem impacto na competitividade das empresas são 91,4%.

Para 71,5%, o governo não tem sido capaz de implementar políticas de desburocratização e 52,4% acham que não há espaço para manifestação quando há mudanças importantes nas leis e políticas que afetam o setor privado. Por isso, 75,3% consideram que as federações e associações empresariais são importantes para melhorar a relação entre a burocracia estatal e o setor privado.

A pesquisa aponta ainda que 84,3% das empresas responderam que os principais impactos da burocracia sobre as empresas são o aumento do custo de gestão dos processos empresariais, 69,5% o aumento excessivo das estruturas não ligadas diretamente à produção, e 48,2% o aumento de ações judiciais ou administrativas por erros no cumprimento das obrigações (48,2%).

Para facilitar procedimentos e reduzir gastos com burocracia, as empresas indicaram como medidas a que redução da quantidade de normas existentes (82,5%), a simplificação da linguagem (64,8%) e a informação de quanto as nova regra custará para o país (36,1%). Além disso, para criar um ambiente mais propício aos negócios, as empresas sugerem, prioritariamente, evitar a apresentação de informações repetidas ao governo (74,1%), criar um registro único de regularidade fiscal (63,7%) e estabelecer prazos máximos para que um requerimento seja concedido (42,7%).

Para o presidente da Fiesp e do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, a burocracia engessa a economia e rouba tempo de quem quer empreender. “É muita exigência, muita complicação. O governo não pode pesar nas costas de quem produz. É preciso simplificar para que o país retome seu desenvolvimento, fique mais competitivo e gere empregos”, afirmou.

(Agência Brasil/Foto – José Leomar)

Nota do Enem é aceita em 27 universidades de Portugal

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fechou recentemente um convênio com o Instituto Politécnico da Maia (Ipmai), de Portugal, para que estudantes brasileiros possam usar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de ingresso na instituição. Com isso, já são 27 as instituições de ensino superior portuguesas que aceitam o Enem.

As instituições portuguesas que usam o exame podem definir qual será a nota de corte para o acesso dos estudantes brasileiros aos cursos ofertados. A revalidação de diplomas e o exercício profissional no Brasil dos estudantes que cursarem o ensino superior em Portugal estão sujeitos à legislação brasileira aplicável à matéria.

O primeiro convênio interinstitucional foi firmado em 2014, com a Universidade de Coimbra. Os convênios não envolvem transferência de recursos e não preveem financiamento estudantil por parte do governo brasileiro.

O Inep já tem 27 convênios com as seguintes instituições portuguesas:

Universidade de Coimbra

Universidade de Algarve

Instituto Politécnico de Leiria

Instituto Politécnico de Beja

Instituto Politécnico do Porto

Instituto Politécnico de Portalegre

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave

Instituto Politécnico de Coimbra

Universidade de Aveiro

Instituto Politécnico de Guarda

Universidade de Lisboa

Universidade do Porto

Universidade da Madeira

Instituto Politécnico de Viseu

Instituto Politécnico de Santarém

Universidade dos Açores

Universidade da Beira Interior

Universidade do Minho

Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Instituto Politécnico de Setúbal

Instituto Politécnico de Bragança

Instituto Politécnico de Castelo Branco

Universidade Lusófona do Porto

Universidade Portucalense

Instituto Universitário da Maia (Ismai)

Instituto Politécnico da Maia (Ipmai)

(Agência Brasil)