Blog do Eliomar

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Certidão de quitação eleitoral via internet começa na próxima segunda-feira

A partir da próxima segunda-feira, 15, eleitores que precisarem emitir a certidão de quitação eleitoral pela internet poderão fazê-lo sem problema. A informação é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Até o próximo domingo (14), o serviço estará indisponível, enquanto são atualizados no Cadastro Nacional de Eleitores os registros de comparecimento ou ausência às urnas no primeiro turno das Eleições 2018, conforme determina a Resolução do TSE nº 23.556/2017.

A certidão poderá ser obtida em qualquer cartório eleitoral. Basta apresentar o comprovante de comparecimento ao pleito (canhoto). Na falta do comprovante, somente o cartório eleitoral no qual o eleitor é inscrito poderá emitir a certidão durante esse período.

SERVIÇO

*Os endereços dos cartórios eleitorais podem ser obtidos nas páginas dos tribunais regionais eleitorais na internet (www.tre-uf.jus.br), substituindo-se “uf” pela sigla da unidade da Federação ou no seguinte link do site do TSE: http://www.tse.jus.br/eleitor/servicos/cartorios-e-zonas-eleitorais/zonas-eleitorais-cartorios/pesquisa-a-zonas-eleitorais.

Danilo Forte diz que Bolsonaro tem melhores condições para tocar as reformas que o Brasil precisa

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O deputado federal Danilo Forte (PSDB), que saiu derrotado no seu projeto de reeleição, é uma das vozes tucanas que defendem o apoio do partido, neste segundo turno de disputa presidencial, ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). O outro candidato é o petista Fernando Haddad.

Para Danilo, o candidato do PSL teria melhores condições de tocar as reformas que o Brasil precisa para voltar ao cenário do crescimento econômico.

“Acho que o Bolsonaro tem mais segurança para fazer as reformas do que o candidato do PT. A candidatura petista só vai repetir o amontoado que temos ai no atual governo e não fará as reformas que o País precisa”, disse o parlamenta tucano.

(Foto – Agência Brasil)

Partido Novo diz em nota ser contra o PT neste segundo turno de disputa presidencial

O Partido Novo mandou para o Blog, nesta terça-feira, nota oficial com seu posicionamento acerca da disputa presidencial de segundo turno. A legenda teve como postulante o executivo João Amoêdo. Confira:

Nota oficial

O NOVO obteve importantes conquistas e sai fortalecido das eleições de 2018. No entanto, o cenário presidencial no segundo turno não é aquele que desejávamos.

Manteremos nossa coerência e nossa contribuição à sociedade se dará através da atuação da nossa bancada eleita, alinhada com nossos princípios e valores.

O NOVO não apoiará nenhum candidato à Presidência, mas somos absolutamente contrários ao PT, que tem ideias e práticas opostas às nossas.

*Partido NOVO.

CNJ analisa nesta terça-feira casos polêmicos de condutas inadequadas de magistrados

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) colocou na pauta de hoje (9) à tarde dois casos polêmicos que geraram reações no país nos últimos meses. Ambos se referem a condutas questionáveis de magistrados: uma desembargadora que buscou o filho com preso usando carro oficial e um juiz de Goiás que queria que as urnas eleitorais fossem periciadas por militares. Os dois processos estão sob relatoria do corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins.

O juiz de Formosa, em Goiás, Eduardo Luiz Rocha Cubas foi denunciado ao CNJ pela Advocacia-Geral da União (AGU). Na reclamação, a AGU pedia providências cautelares contra o juiz do Juizado Especial Federal Cível de Formosa. O magistrado foi afastado das funções por três dias.

O processo da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), é anterior ao do juiz de Formosa.

Ela foi denunciada por usar carro oficial e escolta para buscar o filho Breno Fernando Solon Borges, no presídio de Três Lagoas, e interná-lo em clínica psiquiátrica.

(Agência Brasil)

Nunca antes na história deste Estado…

Com o título “Nunca antes na história deste Estado”, eis artigo de Airton de Farias, que aborda como se comportará o grupo dos Ferreira Gomes num cenário que tenha Jair Bolsonaro (PSL) como presidente. Confira:

Um dos elementos característicos da política do Ceará é a vinculação a fatores nacionais. Não por acaso, um dos pilares de sustentação do poder da família Ferreira Gomes (FG) por anos, foi o lulopetismo.

Não que inexistam especificidades locais e que o local também barganhe, pressione e obtenha concessões do nacional. É um jogo de estica e puxa, uma complexa teia de relações políticas e sociais, em que os fatores nacionais tendem a tencionar mais. Tais fatores repercutiram nesse pleito, como se percebe na votação de Haddad e Bolsonaro. Não obstante, ante a presente crise econômica e fragilidade do governo central do MDB/Temer, entendemos que o espaço de manobra para o local aumentou.

O controle político dos FG no Ceará é algo poucas vezes visto na história destas terras. Controla o executivo cearense, a prefeitura de Fortaleza, tem a maioria das prefeituras, a maioria no Parlamento estadual, influência no Judiciário, apoio das elites locais. Claro que isso implicou numa política também de acomodações e concessões aos diversos grupos de poder municipal – a aliança que reelegeu Camilo contava com incríveis 24 partidos.

Os FG mantiveram o mesmo modelo de modernização conservadora, vindos dos anos 60, e que tem na indústria e grandes obras as bases para o desenvolvimento, um modelo que é consensual entre os estratos econômicos dominantes do Ceará.

Mesmo com o desgaste do lulopetismo e denúncias de malversação do dinheiro público (Acquario, por exemplo), os FG planaram na eleição de 2018. O capital político de Ciro, mesmo derrotado na eleição presidencial, robusteceu o grupo sobralense. A oposição, seja de esquerda ou de direita, saiu muito enfraquecida. Os FG praticamente implodiram Eunício Oliveira, antigo aliado, mas que por se mostrar insubordinado aos interesses dos sobralenses, não foi perdoado. Tanto que foi eleito senador Eduardo Girão (Pros), que contou com o uso do futebol, de seu dinheiro (tem vínculos com um dos grupos mais ricos do Ceará, os Dias Branco), surfou na onda de Bolsonaro e do conservadorismo e teve certa leniência (ou apoio implícito dos FG?) para chegar à casa alta do Congresso Nacional.

Vamos ver como ficará esse domínio dos Ferreiras Gomes, se por ventura, um grupo centralizador e autoritário, como o de Bolsonaro, assumir o comando da União.

*Airton de Farias

airtondefaras@yahoo.com.br

Professor e historiador.

Enem 2018 – Provas para privados de liberdade são antecipadas para 11 e 12 de dezembro

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pessoas privadas de liberdade mudou de data. O exame que estava agendado para os 18 e 19 de dezembro será aplicado nos dias 11 e 12 de dezembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O exame é destinado a pessoas submetidas a penas privativas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade. De acordo como Ineo, os participantes, com idade a partir de 18 anos, poderão utilizar o desempenho no exame como mecanismo único, alternativo ou complementar para acesso à educação superior. Já os participantes menores de 18 anos, considerados treineiros, só poderão utilizar os seus resultados individuais do Exame para a autoavaliação de conhecimentos.

No primeiro dia do Exame, no dia 11 de dezembro, serão aplicadas as provas de linguagens, redação e ciências humanas. A aplicação terá cinco horas e 30 minutos de duração. No segundo dia do Exame, no dia 12 de dezembro, serão aplicadas as provas de ciências da natureza e matemática. A aplicação terá cinco horas de duração.

O Enem pode ser usado para pleitear vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para concorrer a bolsas no ensino superior privado pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

No caso do Enem PPL, cada Unidade Prisional ou Socioeducativa tem um responsável pedagógico. Ele é responsável pela realização e acompanhamento das inscrições; ensalamento; transferência de participantes entre as unidades, se for o caso, dentro do prazo previsto para inscrição; exclusão de participantes que tiverem sua liberdade decretada.

O responsável pedagógico também acessa os resultados obtidos pelos participantes, e pode inscrevê-lo nos programas de acesso ao ensino superior.

(Agência Brasil)

Novo governo com a marca do camilismo

Da Coluna Política do jornalista Erico Firmo, no O POVO desta terça-feira, o tópico “Novo governo coma marca do camilismo”. Confira:

A eleição no Ceará foi a vitória do camilismo. Camilo Santana (PT) terá condições para compor novo governo de modo diferente do primeiro. Em 2014, ele era o que se convenciona chamar na política de “poste”. Passados quatro anos, tem o maior percentual de votos do Brasil e, também, o maior do Ceará em todos os tempos.

Há quatro anos, ganhou pela força dos Ferreira Gomes. Nesse período, imprimiu marca no jeito de fazer política mais forte que qualquer outra no mandato. Conciliador, agregador radical, até a contragosto de Ciro Gomes (PDT), que não engoliu a aliança com Eunício Oliveira (MDB).

Camilo virou governador por obra e graça dos Ferreira Gomes, mas deve se eleger pela força da própria base que construiu, hoje bem maior que a herdada de Cid.

O governador reeleito é bem mais forte que o eleito em 2014. Será interessante observar como irá conduzir a própria sucessão. A que ponto ele e os Ferreira Gomes se entenderão. Cada vez mais, Camilo consolida seu próprio grupo. Não conheço precedente de governador forte que tenha aberto mão da palavra final sobre a indicação do sucessor.

A escolha do novo secretariado indicará o que muda em relação ao governador que tomou posse em 1º de janeiro de 2015. A sucessão de Roberto Cláudio (PDT) em Fortaleza será outro teste.

Eunício Oliveira retoma atividades em Brasília

O senador Eunício Oliveira (MDB) já seguiu para Brasília. Em seu jatinho e sem dar entrevistas sobre sua derrota. Divulgou, inclusive, nota em que agradece votação, avisando que se recolherá à vida pessoal. Há quem duvide.

Eunício retoma as atividades de presidente do Congresso Nacional, cargo que chegou a incluir entre suas metas de 2019, caso tivesse conquistado a reeleição.

(Foto – Agência Brasil)

 

Alckmin indica que não vai apoiar nem Haddad nem Bolsonaro

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Protagonista da pior derrota já sofrida pelo PSDB em uma eleição presidencial, Geraldo Alckmin começou a fazer um saldo do desempenho do partido –atingido em cheio pela onda de Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta terça-feira, aos que insinuam que ele deveria deixar o comando da sigla, mandou avisar que não há chance: fica até março de 2019. Aliados também garantem que ele não vai declarar apoio nem ao deputado nem a Fernando Haddad (PT). Deve liberar diretórios estaduais e se opor a ambos.

A madrugada desta segunda (8) foi de ressaca para o tucanato, especialmente o paulista. A ala mais antiga da sigla chegou a dizer que o “PSDB acabou” e que é preciso reconstruí-lo do zero.

VAMOS NÒS – O PSDB do Ceará participará, nesta terça-feira, em Brasília, de reunião do partido com a bancada para avaliar o cenário eleitoral e, principalmente, segundo deputado federal Raimundo Gomes de Matos, um projeto de reestruturação da sigla de olho em 2020. Gomes de Matos, que não foi reeleito, disse que o que se viu no País foi o eleitor buscando mudanças.

(Foto – Reprodução de TV)

Eleições 2018 – Campanha de Bolsonaro no Ceará é fechada com a direção nacional do PSL

Bolsonaro e Heitor Freire.

Heitor Freire, presidente estadual do PSL e agora deputado federal eleito, terá reunião, nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, com a direção nacional do partido. O objetivo é acertar estratégias da campanha de segundo turno pró-Jair Bolsonaro no Ceará. Com Heitor, participa do encontro o secretário-geral da legenda, Aldairton Carvalho.

À frente da legenda desde abril deste ano, o empresário Heitor Feire é homem de confiança de Jair Bolsonaro e coordenador de sua campanha no Ceará. Eleito para a Câmara dos Deputados com 97.201 votos, ele dará coletiva na quarta-feira.

Nessa ocasião, divulgará, às 14 horas, no auditório da Aldairton Carvalho Advogados Associados, responsável pela assessoria jurídica do PSL no Ceará, as ações da campanha de segundo turno do candidato.

SERVIÇO

*Aldairton Carvalho Advogados Associados – Rua José Alencar Ramos, 385.

PP decide ficar neutro na disputa presidencial de segundo turno

O Partido Progressista, um dos baluartes do Centrão, não vai apoiar nem Jair Bolsonaro (PSL) e muito menos Fernando Haddad (PT) neste segundo turno de disputa presidencial. Vai ficar neutro.

Mas, a partir de 1º de janeiro… bem, aí são outros quinhentos, informa a Coluna Radar, da Veja Online.

No Ceará, o PP elegeu apenas um parlamentar federal, no caso AJ Albuquerque, que é o filho do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT).

(Foto – Divulgação)

Número cai, mas quase metade da Câmara será formada por milionários

Quase metade da nova Câmara que tomará posse em 2019 será formada por deputados federais milionários. É o que mostra levantamento feito pelo Portal G1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São 241 políticos que declaram ter patrimônio superior a R$ 1 milhão (47% dos 513 eleitos).

Mas, após sucessivos aumentos ao longo das últimas legislaturas, o número neste ano apresenta uma ligeira queda em relação ao da última eleição. Em 2014, foram 248 políticos milionários eleitos para a Casa. Em 2010, eram 194. Em 2006, havia 165. Em 2002, eram 116.

O eleito mais rico para a próxima legislatura é o deputado e professor Luiz Flávio Gomes (PSB-SP). Ele declara possuir R$ 119 milhões. Entre os bens estão quotas de capital, investimentos em fundos e ações e um apartamento no valor de R$ 14 milhões.

Gomes diz que usou seu próprio dinheiro na campanha (cerca de R$ 1,6 milhão) e reconhece que a disputa é “desigual”. “Não concordo com financiamento público, mas é preciso um limite ainda mais duro para que todos possam concorrer. Para quem está começando é muito difícil.”

Ele diz que hoje tem uma “situação confortável” porque empreendeu na área de ensino. “Acredito no capitalismo equitativo. Dinheiro para mim sempre foi um meio, não o fim. É preciso mudar o sistema.”

No total, os parlamentares declaram um patrimônio de R$ 1,1 bilhão – o que representa uma média de R$ 2,2 milhões para cada um. O patrimônio médio é inferior ao da última eleição (R$ 2,4 milhões). Além disso, há 22 políticos que declaram patrimônio “zero” ao TSE – o dobro do verificado há quatro anos.

PSL define o comandante da campanha de Bolsonaro no Nordeste

A cúpula do PSL definiu que a articulação do candidato Jair Bolsonaro no Nordeste neste segundo turno ficará a cargo de Julian Lemos. Com pouco mais de 71 mil votos, Lemos foi eleito pela legenda como deputado federal da Paraíba. Será uma tarefa hercúlea.

O petista Fernando Haddad venceu em todos da região, com exceção do Ceará, em que ficou atrás de Ciro Gomes (PDT).

Os maiores percentuais de Haddad foram conquistados no Piauí (63%), no Maranhão (61%) e na Bahia (63%).

(Veja)

Haddad e Bolsonaro descartam convocar nova Constituinte

Durante entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, nessa segunda-feira (8), o candidato do PT à Presidência da República Fernando Haddad, anunciou que vai rever sua posição sobre a convocação de uma Constituinte e que pretende fazer reformas por meio de emendas constitucionais. Ele citou três reformas que pretende fazer por meio de emendas constitucionais: reforma tributária, o fim do congelamento do teto de gastos e reforma bancária para diminuir a concentração de bancos e taxas de juros no país.

Sobre a afirmação do ex-ministro José Dirceu em entrevista ao El País de que o partido iria tomar o poder, Haddad disse que discorda da afirmação. “O ex-ministro não participa da campanha, não participará do meu governo e discordo dessa frase. Para mim, a democracia está sempre em primeiro lugar”, afirmou.

Jair Bolsonaro

Escolhido por sorteio, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi o segundo a responder as mesmas perguntas. Ele negou que, caso eleito, fará um autogolpe e afirmou que não convocará uma nova Constituinte a ser formada por um conselho de notáveis, conforme havia defendido seu vice Hamilton Mourão (PRTB) durante a campanha no primeiro turno.

Ainda sobre a possibilidade de autogolpe, Bolsonaro disse que não entendeu o que o vice quis dizer, mas afirmou que acredita no voto popular e que será “escravo da Constituição”.

“O desautorizei nesses dois momentos, ele não pode ir além do que a Constituição permite. O que falta ainda ao general Mourão é um pouco de tato, um pouco de vivência com a política”, afirmou o candidato. “Eu sou capitão, ele é general, mas eu sou (sic) o presidente”.

(Com Agência Brasil)

PSDB expulsa o ex-governador Alberto Goldman por “infidelidade partidária”

O PSDB expulsou de seus quadros, nessa segunda-feira (8), o ex-governador de São Paulo e ex-presidente nacional do partido Alberto Goldman, que pertencia à sigla havia 21 anos, por “infidelidade partidária”. Também foram desligados da agremiação o atual secretário de Governo de São Paulo, Saulo de Castro, e mais 15 filiados. Cabe recurso.

A decisão, aprovada pelo diretório estadual e confirmada à imprensa pelo presidente municipal do partido, o vereador João Jorge, foi tomada um dia após a derrota nas urnas do presidenciável tucano Geraldo Alckmin, que obteve apenas 4,76% dos votos válidos no primeiro turno, e da confirmação de que o também tucano João Doria irá disputar o segundo turno com Márcio França (PSB), no próxima dia 28, pelo governo de São Paulo.

Goldman, que pertenceu ao MDB, estava filiado ao PSDB desde 12 de fevereiro de 1997. Ele começou a se desentender publicamente com João Doria no ano passado, quando publicou um vídeo dizendo que o então prefeito de São Paulo era “político sim, mas dos piores políticos que já tivemos aqui em São Paulo”. Ao se eleger, Doria se vendia como “gestor”, e não político.

Em resposta, o prefeito publicou à época outro vídeo chamando Goldman de “improdutivo” e “fracassado”. “Você coleciona fracassos na sua vida e agora vive de pijamas na sua casa. Fique com a sua mediocridade que eu fico com o povo que me elegeu, Alberto Goldman”, afirmou.

Nestas eleições, Goldman voltou a atacar Doria, que está no PSDB desde 2001. “Agora candidato a governador, João Doria novamente se coloca como gestor capaz de ‘acelerar’ São Paulo. A verdade é que tirou do papel muito pouco do que propagandeou como prefeito da capital”, disse. Ele também se manteve como um dos interlocutores de Paulo Skaf (MDB), que concorreu ao governo, mas ficou fora do segundo turno.

(Veja/Foto – Revista Forum)

Meirelles não deve apoiar Fernando Haddad

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Se depender de Henrique Meirelles (MDB), não virá apoio dele para o candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, no segundo turno do pleito. É o que informa a Veja Online.

Isso porque Meirelles discorda radicalmente da revogação do Teto de Gastos, coisa do então candidato quando ministro da Fazenda do governo Temer.

Ele enxerga a ideia defendida com ênfase pelo PT como irresponsabilidade fiscal.

(Foto -Agência Brasil)

TSE – Eleitor que não votou no primeiro turno, poderá votar no segundo turno

O eleitor que não votou no primeiro turno das eleições, no domingo, 7, poderão votar no segundo turno, que está marcado para o próximo dia 28. A informação é do Tribunal Superior Eleitoral.

Mas isso caso o eleitor não tenha nenhuma pendência com a Justiça Eleitoral. Quem faltou as eleições do primeiro turno precisa justificar a ausência no cartório eleitoral ou online, por meio do sistema Justifica, até o dia 6 de dezembro. Agora, quem faltar ao segundo turno deverá se justificar até o dia 27 de dezembro.

Para justificar o voto, o eleitor precisa apresentar documentos que comprovem o fato que impediu o comparecimento às urnas. A não justificativa do voto está sujeita a multa, problemas para votar em outras eleições e mesmo o cancelamento do título (caso as faltas ocorram três vezes consecutivas).

No Ceará, o segundo turno decidirá apenas as eleições presidenciais. Em 14 estados, os eleitores também votarão para decidir governador.

(Com POVO Online)

PT só apanhou 5% do que deveria até agora, avisa presidente do partido de Bolsonaro

Em conversa com a Coluna Radar, da Veja Online, Gustavo Bebianno, presidente nacional do PSL, partido de Jair Bolsonaro, disse que o PT só apanhou 5% do que deveria até agora.

“No segundo turno, vamos bater os 95% que eles merecem. Vamos aumentar os ataques ao PT. Essa quadrilha será varrida da história do Brasil”, disse.

Bebianno é um dos principais articuladores da campanha de Bolsonaro e cotado para o cargo de ministro da Justiça caso o candidato seja eleito.

(Foto – Reprodução de TV)

O Brasil joga roleta russa

Com o título “Brasil joga roleta russa”, eis artigo de Haroldo Barbosa, jornalista filiado à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Ele comenta o cenário deste segundo turno da eleição presidencial. “Maioria do eleitorado que votou na extrema direita não é de fascistas. É de pessoas indignadas com a política tradicional que cederam ao forte apelo ao senso comum e aos preconceitos enraizados, inclusive ao antipetismo”, diz o articulista. Confira:

A política levou o país, nesse 7 de outubro de 2018, a uma roleta russa eleitoral. Clique vazio foi por pouco, mas o tambor já está girando de novo. Brasil entrou em espiral rumo a barbárie em ritmo acelerado. Apoio aberto ou envergonhado ao fascismo perpassa política, justiça, imprensa, forças armadas, igrejas e o escambau!

O Judiciário, em particular o TSE, ficou inerte frente ao festival de fake news desencadeado pela campanha do Bolsonaro e às ameaças feitas pelo próprio de que, se não ganhar, não aceitará resultado das eleições. O WhatsApp foi o principal meio utilizado para espalhar mentiras e meias verdades (má informação, informação incorreta e desinformação).

Maioria do eleitorado que votou na extrema direita não é de fascistas. É de pessoas indignadas com a política tradicional que cederam ao forte apelo ao senso comum e aos preconceitos enraizados, inclusive ao antipetismo. Não se pode negar no entanto que entre o eleitorado de direita há uma parcela substancial de fascistas, racistas, machistas, misóginos, homofóbicos, xenófobos e por aí vai. Também houve compra de votos e votos de cabresto, inclusive boa parte do voto dos evangélicos vai nesse sentido.

A desilusão com a política fica explicita na abstenção. Quase 30 milhões de eleitores não compareceram às urnas. Um percentual de 20,3% do eleitorado do país. No Ceará, o índice foi de 17,3%. Votos brancos e nulos em todo o Brasil somam 10,3 milhões (8,8%). Leve-se em conta ainda que mais de 3 milhões de títulos eleitorais foram cancelados pelo TSE e não entram nestes percentuais. Rejeição aos dois partidos que antes dominavam o espectro político (PSDB e PT), também mostra isso.

Está clara a falência da democracia representativa e deste modelo político partidário. Uma parte das pessoas que participaram do protesto nas eleições o fez por desilusão, de forma espontânea. Mas outra parcela se absteve devido a atividade de grupos, pessoas e organizações que buscam uma saída para a crise fora dos marcos da política tradicional. E aqui não há nenhuma defesa de golpe, ditadura ou coisa do gênero. Pelo contrário.

Crise do capital chegou a um ponto em que é preciso que as elites usem o Estado para rapinar todos recursos (dívida pública é exemplo), eliminar direitos elementares, privatizar, desregulamentar quase tudo e reprimir de todas as formas aqueles(as) que se opõem a isso. Nessa situação, até o jogo de aparências da “democracia sem povo” se torna incompatível. E é a isso que estamos sendo submetidos.

A esquerda tradicional (e eleitoral) não consegue responder a isso. É parte do problema e não da solução, que não está dentro dos marcos do capitalismo. Bolsonaro se vende como o “candidato antissistema”, quando é na verdade seu mais ferrenho representante e de todo o atraso oriundo do mesmo.

O retrocesso e a falência da política são sintomas das necessidades do mercado e que apontam para a autodestruição da sociedade. Trump e Bolsonaro são produtos dessa lógica suicida. Ou rompemos com a mesma, ou não há esperanças para o Brasil e para o planeta.

*Haroldo Barbosa
Jornalista / Pós-Graduado em Comunicação em Mídias Digitais – Filiado da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).