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Janaína Paschoal diz que abandona Jair Bolsonaro se ele se mostrar autoritário

Deputada estadual mais votada da história do Brasil, com mais de 2 milhões de votos de São Paulo, a advogada Janaína Paschoal (PSL) disse, nesta segunda-feira (8), que não se arrepende de ter recusado ser vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro. Ela ainda rechaçou as críticas de que ele teria um viés autoritário. Janaína Paschoal, em entrevista ao Portal UOL, disse que “quem faz parceria com ditadura é o PT”.

“Quem defende que a Venezuela é uma democracia é o PT. Acho tão interessante, eles ficam presos no passado, mas as ditaduras do presente eles referendam”, declarou.

“Sou contrária a toda e qualquer ditadura, de direita, de esquerda, civil, militar, do passado e do presente. Sou defensora da Constituição Federal, sou contrária a essa história de chamar Constituinte, seja proposta do [Fernando] Haddad [presidenciável do PT], seja a proposta feita pelo vice [Hamilton] Mourão [vice na chapa de Bolsonaro]” afirmou.

Janaína também defende que continua apoiando Bolsonaro, mas que mudará sua posição que caso ele mostre seguir caminhos autoritários.

(Foto – Agência Senado)

Eleições presidenciais – Imprensa internacional diz que Bolsonaro dividiu o Brasil

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil é destaque nos principais jornais do mundo hoje (8). Em manchetes que ocuparam espaços privilegiados nas primeiras páginas, a imprensa internacional ressaltou a surpresa com a conquista de Jair Bolsonaro (PSL), que obteve quase metade dos votos entre os eleitores.

O “choque” de grande parte dos brasileiros diante do número foi o tom da matéria do The Washington Post. A reportagem destaca que a campanha de Bolsonaro dividiu a maior nação da América Latina ao longo de linhas raciais e de gênero e lembrou que, muitas vezes, o candidato do PSL é comparado ao presidente norte-americano Donald Trump.

O The New York Times destacou que “o candidato de extrema direita que falou com carinho da antiga ditadura militar do Brasil e teceu comentários ofensivos sobre mulheres, negros e gays chegou perto de uma vitória na eleição presidencial de domingo.”

A matéria revela, ainda, o atual cenário brasileiro marcado pela repulsa da população à política e de defesa do combate à criminalidade e corrupção.

Em tom mais ameno, a emissora pública BBC, do Reino Unido, estampa em sua página na internet a disputa, em segundo turno, entre Bolsonaro e Fernando Haddad, marcada para 28 de outubro.

O mexicano La Jornada destaca a “distância confortável” que Bolsonaro teve em relação a Haddad. Segundo o jornal, “será difícil para a esquerda reverter o resultado na eleição presidencial.”

O jornal aponta as várias surpresas negativas para a esquerda durante o pleito, citando as derrotas para o Senado do veterano Eduardo Suplicy, por São Paulo e, em Minas Gerais, da ex-presidente Dilma Rousseff.

Vizinhos

Entre jornais sul-americanos, o argentino Clarín, de Buenos Aires, estampa a manchete “Jair Bolsonaro varre o Brasil e fica com ampla vantagem para a votação com Fernando Haddad”.

O jornal destaca que o ex-capitão do Exército fechou o score com uma diferença de quase 17 pontos, o que pode revelar uma tendência sobre o segundo turno.

O periódico também veiculou a mensagem transmitida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos seus seguidores, na qual afirma que o Brasil caminha para “o diálogo e respeito” e aposta que “a esperança superará o ódio”.

Europa

O jornal português Diário de Notícias mostra um “Brasil partido ao meio” e destaca que faltou pouco para o candidato Jair Bolsonaro vencer em primeiro turno. O jornal Público também estampou que o Brasil deixou Bolsonaro com um pé na presidência.

Mais crítico, o francês Le Monde descreve a conquista da maior parte dos votos pelo candidato “nostálgico da ditadura militar, às vezes rude, racista ou homofóbico”.

Lembra, ainda, o momento em que os holofotes da política se viraram para Bolsonaro, durante a sessão no Congresso, em abril de 2016, quando, ao votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT) ,dedicou sua escolha “em memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”, acusado de ser um dos torturadores da ditadura militar.

O El País, da Espanha, reservou o maior espaço ao assunto entre todas as publicações, classificando o resultado como uma “onda conservadora que tomou o país e garantiu ampla vantagem a Bolsonaro no segundo turno para se tornar o próximo presidente do Brasil.”

A publicação ressalta a polarização aguda entre os presidenciáveis, comparando com “água e óleo” e considera o pleito como uma das eleições mais emocionantes da história democrática.

Barricada

O jornal espanhol também traz manchetes com o posicionamento da região Nordeste, “a barricada do PT” e as perdas do partido de esquerda como a derrota de Dilma Rousseff ao Senado por Minas Gerais. Os tucanos também aparecem nas matérias do El País, que destaca derrotas como no comando do estado de Mato Grosso e a luta por votos que o PSDB ainda espera conquistar em seis estados.

O inglês The Times mostrou que “o Brasil chegou perto de eleger um presidente de extrema direita” revelando uma onda de apoio ao populista, considerado a resposta da América Latina a Donald Trump”.

Também da Inglaterra, o The Guardian lembra que Bolsonaro venceu em número de votos, mas não teve ainda a vitória e comparou a campanha “improvável e eletrizante do candidato de extrema-direita a “qualquer telenovela brasileira”.

O italiano L`Opinione e, na Alemanha, a Deutsche Welle (DW), lembraram que o Brasil terá que definir o futuro presidente em um segundo turno e destacaram os percentuais de votos dos dois presidenciáveis. O mesmo destaque foi dado pelo China Daily, do outro lado do mundo.

(Agência Brasil)

 

Dólar cai para R$ 3,74 e bolsa opera em alta

O dólar abriu nesta segunda-feira (8) em baixa de 2,92%, cotado a R$ 3,745 para a venda. Já o índice Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo opera em alta de 6%, aos 87.262 pontos.

Isso, após os resultados do primeiro turno das eleições que mandaram para a disputa de segundo turno Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

(Com Agência Brasil e EFE)

Uma decisão sábia nestas eleições

Com o título “Uma decisão sábia”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira. Confira:

Os eleitores brasileiros decidiram que haverá segundo turno nas eleições presidenciais, com Jair Bolsonaro (PSL) obtendo 46% e Fernando Haddad (PT) ficando com 29% (em números redondos). Os dados confirmam a perspectiva de que a disputa se afunilaria entre esses dois candidatos. Bolsonaro reinicia a disputa com grande vantagem, mas isso não significa que tenha a vitória assegurada. A segunda etapa é uma nova eleição e a polarização entre os dois candidatos será mais intensa do que nunca.

Apesar de apertada, foi uma decisão sábia dos eleitores em assegurar um segundo turno. Agora os dois candidatos terão de se apresentar de maneira mais completa, expondo a inteireza de suas propostas para governar o País. Será importante que ambos se disponham a comparecer a debates, de modo que as suas ideias sejam confrontadas, ao tempo em que se tornam mais bem conhecidas dos eleitores. Será também a oportunidade de os candidatos afirmarem ou confirmarem o compromisso com a democracia e o respeito à vontade soberana do povo.

Nesse quesito, Bolsonaro já começa mal. Em vez de comemorar a sua expressiva vitória parcial, preferiu voltar a questionar as urnas eletrônicas. Para o candidato se não houvesse “problema” com o sistema eletrônico, ele já estaria eleito. Disse ainda que aconteceu “muita coisa”, sem explicar o quê, e afirmou que recorreria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para exigir “soluções” para o que aconteceu. A questão é que as urnas eletrônicas já vêm sendo utilizadas há mais de 20 anos, sem nunca haver sido comprovado nenhum tipo de fraude. Ele também pediu a “união” de seus eleitores e fez acenos ao Nordeste, única região em que perdeu, tratando os nordestinos como um “povo, humilde, conservador e trabalhador”.

Haddad, por sua vez, disse ser preciso encarar o segundo turno com “sobriedade” e “senso de responsabilidade” e que pretende “unir os democratas do Brasil”. Será um trabalho difícil superar o adversário, devido à desvantagem com a qual começa a nova jornada.

O cidadão que irá decidir quem será o próximo presidente também terá uma tarefa complicada pela frente, pois os dois candidatos chegam ao segundo turno com taxa de rejeição acima de 40%. Um bom guia para a decisão do eleitor está na recente pesquisa do Datafolha mostrando que 69% dos brasileiros consideram o regime democrático como a melhor forma de governo para o País. Portanto, um item fundamental para a decisão será escolher um candidato que tenha um profundo respeito pela democracia e se comprometa a atuar dentro desses marcos. Esta seria a melhor homenagem que poderia receber a nossa Constituição, que completa este ano o seu 30º aniversário.

(Editorial do O POVO)

Novo Terminal – Fraport aguarda mais uma licença da Semace

A Fraport, gestora do Aeroporto Internacional Pinto Martins, com sete ações no canteiro das obras de ampliação do terminal de passageiros, ainda aguarda uma licença a ser liberada pela Semace.

Diz respeito a soltura de animais silvestres por ventura capturados durante o desmatamento no projeto. Esse item atrasa algumas etapas do projeto.

(Foto – Paulo MOska)

Bolsonaro permanece em casa, enquanto Haddad tem reunião com Lula

Os candidatos à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), têm agendas distintas hoje (8). Bolsonaro permanece em casa, em um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, como fez ao longo do primeiro turno. Haddad foi a Curitiba, onde se reunirá com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e concederá entrevista.

Seguindo o costume consolidado na campanha eleitoral, Bolsonaro e os filhos Flávio, eleito senador pelo Rio de Janeiro, e Carlos, também vitorioso para a Câmara, utilizaram as redes sociais para se comunicar com o público.

Na conta pessoal de Flávio Bolsonaro, o senador eleito agradeceu os votos obtidos pelo pai.

“Muito obrigado aos quase 50 milhões de brasileiros que confiaram o voto a @jairbolsonaro , em especial ao povo do Nordeste, que nos deu votação surpreendentemente alta, elegendo, inclusive, deputados do PSL que se candidataram pela 1ª vez – uma grande demonstração de confiança”, disse.

(Com Agência Brasil)

José Guimarães vai procurar Ciro para reforçar a frente ampla contra o fascismo

No primeiro turno, Guimarães com Haddad e grupo de campanha.

Reeleito, o deputado federal José Guimarães (PT) disse, nesse domingo, que, com Fernando Haddad no segundo turno, a ordem agora é “formar uma frente ampla contra o fascismo (refere-se a Bolsonaro)”.

Ele avisou, na condição de coordenador da campanha de Haddad no Ceará: “Vamos procurar o Ciro. Queremos o apoio do Ciro!”

O então candidato pedetista a presidente da República já avisou que deve dar o aval ao petista.

(Foto – PT)

A força de Lula garante manutenção de cadeiras do PT cearense na Câmara e na Assembleia

Luizianne fez campanha apoiada por Lula

O PT do Ceará conseguiu manter sua bancada federal e, no plano da Assembleia Legislativa, conquistou quatro cadeiras.

Luizianne Lins, com 173.265 votos, foi reeleita e ficou em terceiro lugar na votação. Depois dela, vem José Nobre Guimarães, que conquistou 169.180 votos, ocupando a quarta colocação geral.

No plano da Assembleia Legislativa, o PT conseguiu reeleger seu presidente estadual, Moisés Braz, que marcou 82.942 votos, e Elmano Freitas, reeleito com 67.867 votos. Acrísio Sena, vereador de Fortaleza, conseguiu mandato com 27.398 votos, enquanto o mais votado da bancada futura petista foi o advogado Fernando Santana, que conseguiu 95.504 votos. Ele foi assessor especial do governador Camilo Santana (PT).

*Para observadores políticos, aqui um misto do apoio do governador e do respaldo que ganharam do ex-presidente Lula na corrida eleitoral.

(Foto – Facebook)

João Doria já divulga em suas redes sociais o voto “Bolsodoria”

João Doria, através de suas redes sociais, já está pregando o voto “Bolsodoria”. E postou, inclusive, uma hashtag sobre o assunto, como informa a Coluna Radar, da Veja Online desta segunda-feira.

O candidato ao governo de São Paulo postou no seu Instagram que, a partir de agora, apoiará o candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro, contra o PT.

O flerte de Doria com Bolsonaro começou ainda no primeiro turno, assim que a candidatura de Geraldo Alckmin mostrou-se inviável.

(Foto – Reprodução de TV)

Eunício divulga nota agradecendo votação e reconhecendo ter sido alvo dos anseios de mudança

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O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (PMDB), derrotado no seu projeto de reeleição pelo empresário Eduardo Girão, do Pros, divulgou, nesta manhã de segunda-feira, nota. Ele agradece a votação e diz que vai se recolher agora à vida pessoal. Confira:

O voto é a forma como o povo se manifesta nas Democracias. Foi a partir das urnas que os brasileiros, e os cearenses em particular, demonstraram os anseios de mudança.

Recebo com reverência e respeito essa determinação imposta a todos nós pelas regras democráticas, pelas quais tanto lutei. Agradeço, com muita honra e humildade, aos 1.313.793 cearenses que seguiram confiando em mim.

Recolho-me agora à vida pessoal.

Desejo boa sorte e energia para os que foram eleitos.

*Eunício Oliveira.

(Foto – Agência Brasil)

Filho do apresentador Ratinho é o novo governador do Paraná

Ratinho Júnior, candidato do PSD, líder nas intenções de votos desde o começo do pleito, foi eleito governador do Paraná com 60,13% no primeiro turno. Em segundo lugar ficou Cida Borghetti, com 15,49%. Também disputavam João Arruda, do MDB, o petista Doutor Rosinha e Professor Piva, do PSOL.

O filho do apresentador do SBT, Ratinho, começou a vida política aos 21 anos como deputado estadual pelo Paraná. Apesar de ter conseguido a maior coligação na eleição com o apoio de nove partidos (PSD, Podemos, PSC, PR, PV, PRB, PHS, PPS e Avante), ficou com o segundo maior tempo de televisão.

(Foto – Jornal do Centro/PR)

Alckmin vai reunir partido nesta terça-feira para decidir posição no 2º turno

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O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou que a executiva nacional do partido se reunirá na terça-feira (9), em Brasília, para avaliar os resultado do primeiro turno das eleições e discutir a posição para o segundo turno da corrida presidencial.

Alckmin compareceu à sede do PSDB, na região central de São Paulo, após as 21h para fazer um pronunciamento acompanhado da candidata a vice, Ana Amélia (PP-RS), do senador José Serra (PSDB-SP) e de aliados.

Sem responder perguntas da imprensa, Alckmin reconheceu a derrota em um breve discurso, afirmando “absoluto respeito às urnas”.

O desempenho do candidato do PSDB é o pior resultado do partido em uma disputa presidencial desde 1994, apesar de ter tido o maior tempo no horário eleitoral na televisão e no rádio.

Com 99,42% das urnas apuradas, Alckmin conquistou 4,77% dos votos válidos, ficando em quarto lugar.

(Agência Brasil/Foto – Reprodução de TV)

Apenas uma mulher está na disputa de segundo turno nos Estados

Apenas uma mulher irá concorrer às eleições no dia 28, em segundo turno, e nenhuma conseguiu ser a mais votada no primeiro. Somente a candidata do PT ao governo do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, está na disputa. Com uma carreira política construída no Legislativo, ela é senadora pelo estado e cumpriu três mandatos como deputada federal.

No primeiro turno, Fátima Bezerra ficou na frente do candidato Carlos Eduardo (PDT). Mas, se ela for derrotada, não haverá mulheres governadoras em nenhum estado, antítese em um país cujo eleitorado é formado majoritariamente por mulheres.

Nas eleições de 2014, a atual governadora de Roraima, Suely Campos (PP), foi a única mulher eleita no país. Porém, este ano ela foi derrotada na tentativa de obter a reeleição. Em nota, a governadora afirmou ter recebido o estado em “situação difícil”.

O principal embate de Suely Campos foi com o governo federal e o Judiciário, ao tentar impedir o ingresso de imigrantes venezuelanos no estado.

Pelo menos 30 mulheres disputaram o cargo de governador nas eleições. Dos 26 estados e o Distrito Federal, não houve candidatas do sexo feminino em oito unidades: Alagoas, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Sul e Rondônia.

No Distrito Federal, havia duas mulheres candidatas, enquanto em Pernambuco e no Piauí havia três na corrida pelos governos.

(Agência Brasil)

Bolsonaro também ganha no Exterior; Ciro ficou em segundo

Com quase 90% das urnas apuradas, Jair Bolsonaro (PSL) obteve a preferência dos 58,4% dos votos válidos dos eleitores brasileiros no exterior.

Ciro Gomes (PDT) foi o segundo colocado, com 14,4%. Fernando Haddad (PT) alcançou o terceiro lugar, com 10,4%. Em quarto lugar, João Amoêdo, do partido Novo, obteve quase 7% dos votos válidos.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 500 mil brasileiros estavam aptos a votar em 99 países, mas menos da metade compareceu. A abstenção foi altíssima; chegou a 59%. Os votos brancos e nulos se aproximaram dos 5%.

(Agência Brasil/Foto – Reprodução de TV)

No Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB, derrota de novo a Família Sarney

No Maranhão, um tsunami atingiu a oligarquia da Família Sarney.

Flávio Dino, do PCdoB, foi reeleito nesse domingo, 7, governador para os próximos quatro anos, obtendo 59,4% dos votos contra 29,4% de Roseana Sarney (MDB). Essa é a segunda vez que o governador enfrenta e vence no Maranhão o grupo político mais antigo em atividade no Brasil. Em 2014, o líder do PCdoB derrotou a família Sarney colocando fim à supremacia de meio século. Roseane foi governadora do Maranhão por quatro mandatos.

Mas, além de Roseana, sairam derrotados Zequinha Sarney e o senador Edson Lobão, o filho e o amigo-irmão, respectivamente, do senador José Sarney. Lobão tem nome citado na Lava Jato.

(Foto – Carta Capital)

Eduardo Girão reconhece ter ganho para o Senado por ter apoiado Jair Bolsonaro

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O empresário Eduardo Girão, eleito pelo Pros senador pelo Ceará, conversou com a reportagem do Blog no começo da madrugada desta segunda-feira.

Ele explicou o porquê de ter apoiado o candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, fator que pesou para sua vitória, de apuração apertada e emocionante.

Eduardo Girão derrotou o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB), que contava com o apoio informal do governador Camilo Santana (PT), recordista de votos no Ceará para o cargo, com quase 80% dos votos.

(Colaboração – Repórter Demitri Túlio)

Reeleito, Camilo diz que seu maior desafio será a Segurança Pública

O governador Camilo Santana (PT) assumiu que a Segurança Pública será o maior desafio do segundo mandato. Reeleito com quase 80% dos votos válidos, o candidato do Partido dos Trabalhadores reiterou apoio a Fernando Haddad para o segundo turno das eleições presidenciais.

“Meu sentimento é de gratidão ao povo cearense, eu recebo isso com muita alegria e muita responsabilidade”, afirmou Camilo em entrevista concedida na noite de ontem durante comemoração da vitória no comitê de campanha no bairro Cocó. O local não contou com muitos militantes e teve a festa encerrada minutos após a chegada do governador. “O maior desafio que eu vejo é a questão de segurança, o problema da violência que é uma questão nacional. A gente tem agarrado o problema para enfrentar com seriedade com muita dedicação”, disse.

Ao lado da vice da chapa, Isolda Cela, ele se comprometeu a concluir já no próximo ano todo a proposta de reconhecimento facial. Conforme o governador, a tecnologia da informação será o principal investimento na área. Além disso prometeu cobrar celeridade na implantação do Centro Integrado de Segurança no Ceará. Questionado sobre a perda de representação do partido em outros estados, Camilo se esquivou de comentar e afirmou que não acompanhou a apuração.

(O POVO – Repórter Eduarda Talicy)

Políticos tradicionais estão fora do Senado

De cada quatro senadores que tentaram a reeleição em 2018, três não conseguiram. Essa estatística marca a eleição mais surpreendente da história recente do Senado. Desde a redemocratização do País, não houve um pleito que trouxesse tantas caras novas. No total, das 54 vagas em disputa neste ano, 46 serão ocupadas por novos nomes renovação de mais de 85%.

Além das trocas de senadores decorrentes das eleições parlamentares, as disputas pelos governos estaduais também movimentam as cadeiras. Duas trocas já estão garantidas e duas ainda podem ser acontecer no segundo turno. Ao todo, o Senado pode ter 50 novos nomes em 2019, o que representaria uma mudança inédita de mais de 61% da Casa.

O desejo do eleitor pela renovação também foi marcado pela não eleição de nomes tradicionais da política como a ex-presidente Dilma Rousseff (PT-MG). Além dela, Eunício Oliveira (MDB-CE), Eduardo Suplicy (PT-SP), Cristovam Buarque (PPS-DF) e o deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE) não se elegeram.

A eleição do Rio de Janeiro causou maior desfalque: foram derrotados os senadores Lindbergh Faria (PT) e Eduardo Lopes (PRB), além dos deputados federais Miro Teixeira (Rede) e Chico Alencar (PSOL). Silvio Costa (Avante-PE) tentou sem sucesso uma vaga no Senado. O líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), também foi derrotado.

Os eleitores do Maranhão tiraram do Congresso o senador Edison Lobão (MDB) e o deputado Sarney Filho (PV).

Os tucanos Ricardo Trípoli, em São Paulo, Bruno Araújo, em Pernambuco, e Jutahy Júnior, na Bahia, que atualmente ocupam uma vaga de deputado federal, perderam a eleição de senador. Os ex-governadores Beto Richa (PSDB-PR), Raimundo Colombo (PSD-SC), Marconi Perillo (PSDB-GO) e Jackson Barreto (MDB-SE) também não tiveram sucesso.

Os senadores Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), Antônio Carlos Valadares (PSB), Roberto Requião (MDB-PR), Valdir Raupp (MDB-RO), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Eduardo Braga (MDB-AM), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Vicentinho Alves (PR-TO), Ataídes Oliveira (PSDB-TO), Lúcia Vânia (PSB-GO), Wilder Morais (DEM-GO), Magno Malta (PR-ES), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Waldemir Moka (MDB-MS), Benedito de Lira (PP-AL), Angela Portela (PDT-RR) e Paulo Bauer (PSDB-SC) não foram reeleitos.

(Com Agências)

Efeito Bolsonaro – Eunício perde para Eduardo Girão

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A maior surpresa nas eleições do Ceará foi a derrota, neste domingo, do presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB), para o empresário Luís Eduardo Girão (Pros), ex-presidente do Fortaleza Esporte Clube. A diferença foi de apenas 12,146 votos, com Girão somando 1.325.532 votos, diante de 1.313.386 votos de Eunício.

Eunício, em campanha com apoio informal do governador Camilo Santana (PT), chegou a avisar que, se fosse reeleito, tentaria a reeleição como presidente do Senado. Ele foi apoiado por Camilo contra a vontade do presidenciável Ciro Gomes (PDT) que, em várias entrevistas, não poupava farpas contra o emedebista, cujo nome foi citado na Lava Jato. Os irmãos Cid Gomes, eleito senador pelo PDT, e o prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PDT), acabaram endossando o nome dele em atenção ao governador.

Já Eduardo Girão, no fim de sua campanha eleitoral, anunciou, em nota divulgada para a imprensa, apoio ao candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) que, em vários Estados, puxou candidaturas que só cresceram na arrancada final. Eunicio havia feito campanha usando o nome de Lula e, num segundo momento, anunciado apoio a Fernando Haddad (PT).

Bom lembrar também que, dentro da base do governador Camilo Santana, chegou a se especular que ele seria boicotado. Na reta final da campanha, foram intensificados os apelos pró-Eunício por parte do governador.