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Índice de confiança da indústria registra menor patamar desde junho deste ano

O Índice de Confiança da Indústria recuou 2,2 pontos em dezembro, atingindo 84,8 pontos, o menor patamar desde junho deste ano, quando foi registrado 83,4 pontos. O resultado foi divulgado hoje (26) pela Fundação Getúlio Vargas.

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Baixo crescimento marcará economia em 2017, preveem especialistas
A queda da confiança ocorreu em 12 de 19 segmentos industriais pesquisados. A piora na percepção sobre o nível de demanda foi o que mais influenciou o mau resultado este mês. Com piores avaliações sobre a demanda interna, esse indicador caiu 3,5 pontos, marcando 81,8 pontos.

O percentual de empresas que consideram o nível atual de demanda forte diminuiu de 9% para 6% entre novembro e dezembro. E as que consideram o nível fraco aumentou de 35,5% para 36,1%.

O Índice de Expectativas recuou 1,8 ponto, chegando a 87,1 pontos. A maior contribuição para a queda em dezembro veio da expectativa com o volume de pessoal ocupado nos três meses seguintes. O indicador recuou 3,8 pontos, marcando 80,6 pontos, a quinta queda consecutiva. Também houve redução do percentual de empresas prevendo aumento do pessoal ocupado de 11,5% para 10,7%.

O Índice da Situação Atual caiu 2,2 pontos, para 82,9 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada atingiu 72,5% em dezembro, novo patamar mínimo histórico para a série iniciada em 2001.

(Agência Brasil)

Deputado peemedebista tenta liberar em Brasília emendas para a Saúde de Fortaleza e do Estado

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O deputado federal Vitor Valim (PMDB) encontra-se em Brasília. Ele foi tentar liberar emendas suas relacionadas ao Orçamento da União deste ano.

Valim informa que tem mais de R$ 1 milhão para a saúde de Fortaleza e um pouco menos que isso para o Governo do Estado.

Lembra que, mesmo na oposição, não pode deixar de ajudar a população. Ou seja, busca fazer a boa política.

Camilo Santana cumpre agenda de inaugurações e ordem de serviço na Região Metropolitana

FORTALEZA, CE, BRASIL, 26-07-2016 : Camilo Santana, governador do estado do Ceará, divulga ações para enfrentar a seca no estado. (Foto: Fabio Lima/O POVO)

O governador Camilo Santana (PT) inaugura, nesta manhã de segunda-feira, o Sistema de Captação Pressurizada no Açude Gavião. Isso na Estação de Tratamento de Água do Açude Gavião, em Pacatuba (Região Metropolitana de Fortaleza).

Em seguida, ele se deslocará até o município de Horizonte (Região Metropolitana de Fortaleza), onde vai assinar a ordem de serviço para a construção de dois Centros de Educação Infantil (CEIs). O ato ocorrerá no Estádio Domingão.

Na agenda do governador, reuniões internas na parte da tarde, no Palácio da Abolição.

(Foto – Fábio Lima)

Ministério da Integração Nacional vive clima de queda de braço político

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O ministro Helder Barbalho teve duas grandes perdas no Ministério da Integração. Na segunda-feira (19), Djalma de Mello Bezerra, secretário de Fundos Regionais e Incentivos, foi exonerado. O próximo que deve sair é Rodrigo Mendes, secretário de Infraestrutura Hídrica.

Ambos foram indicações de Barbalho, que tenta emplacar seus sucessores. Hoje a composição do ministério é por indicados da bancada do PMDB no Senado.

2017 começa com mudanças internas e queda de braço no quintal da casa peemedebista.

(Coluna Radar, da Veja Online)

VAMOS NÓS – Este Ministério é o responsável pelas obras de convivência com a seca no Nordeste. Bom rezarmos para que tal quadro não interfira nas ações em andamento nessa pasta. Principalmente aquelas relacionadas ao Ceará, que amarga cinco anos consecutivos de estiagem.

Academia Cearense de Direito ganha adesões de peso internacional

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A Academia Cearense de Direito acaba de conquistar novos associados. Depois do jurista Paulo Bonavides, aderiram agora o jurista português J.J.Canotilho, pai do Constitucionalismo moderno, e o argentino Raúl Zaffaroni, ministro da Suprema Corte Argentina.

Segundo o presidente da associação, Roberto Victor, Bonavides é membro honorário e os juristas internacionais entraram como sócios-correspondentes em Coimbra e Buenos Aires, respectivamente.

Baixo crescimento macará a economia em 2017, preveem especialistas

Um início de recuperação em meio a um crescimento tímido e a dificuldades no cenário internacional. Para economistas ouvidos pela Agência Brasil, as perspectivas para a economia em 2017 indicam leve melhora em relação a 2016, mas apontam para um caminho cheio de percalços rumo à retomada da produção e do consumo.

Segundo os especialistas, o quadro político também retarda a recuperação da economia. Para eles, o país precisa superar as pendências políticas antes de voltar a crescer, mas essa é apenas uma parte da solução.

Para a professora de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Virene Matesco, o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) crescerá no máximo 0,5% em 2017. Ela diz que somente quando consumidores e empresários recuperarem a confiança, a economia começará a recuperar-se plenamente.

“A recuperação da economia em 2017 depende fundamentalmente de dois fatores: a superação da crise política e a aprovação de medidas que sinalizem algum compromisso do governo com as contas públicas. Somente aí, o país poderá começar a se reorganizar”, disse. “O Congresso é como um trator que vai tirar o carro atolado, que é o Brasil. Só que o trator está quebrado.”

Segundo Virene, mesmo a aprovação da reforma da Previdência será apenas uma indicação para o mercado e os investidores. Isso porque tanto a revisão no regime de aposentadorias e pensões como a emenda constitucional que cria um teto para o gasto público têm impacto sobre as contas do governo apenas no médio e no longo prazo. “Como os déficits nas contas públicas continuarão persistindo, existe a possibilidade de o governo aumentar impostos para elevar a receita”.

O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, concorda com os reflexos da política sobre a economia. “Para mim, a crise atual é fundamentalmente política. Será que os investidores continuarão dispostos a pôr dinheiro no Brasil vendo o que está acontecendo aqui?”, pergunta.

Perfeito tem uma estimativa mais pessimista para o crescimento da economia no próximo ano: 0,2%. Segundo ele, o resultado poderia ser melhor se o governo ampliasse o déficit primário da União, estimado em R$ 139 bilhões para 2017, para estimular a economia. “Um aumento de gastos seria válido se fosse temporário e feito com transparência, mas não existe espaço político para isso, até por causa dos erros dos governos anteriores com esse tipo de medida”, explica.

O economista também atribui parte das dificuldades de recuperação da economia ao cenário internacional, principalmente após a indicação do Federal Reserve (Banco Central norte-americano) de que poderá aumentar os juros da maior economia do planeta até três vezes em 2017 para conter os efeitos dos cortes de impostos e da expansão dos gastos públicos do futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Indústria

As entidades do setor produtivo também não têm projeções otimistas para a economia no próximo ano. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima crescimento de 0,5% para o PIB, com expansão de 1,3% na indústria. Para a entidade, o investimento deve crescer 2,3% em 2017 depois de cair 11,2% este ano.

Para o gerente-executivo da CNI, Flávio Castelo Branco, a ociosidade das indústrias, que estão com grandes estoques acumulados, e as dificuldades financeiras das famílias e das empresas dificultam a retomada do crescimento. Segundo ele, somente quando o endividamento diminuir, o consumo e a produção terão condições de reagir.

“Quando as empresas geram empregos, giram a economia, aumentando investimentos, salários, consumo e produção”, explicou Castelo Branco durante a divulgação das estimativas da entidade para a economia em 2017 no último dia 13. Segundo ele, a aceleração das reformas da Previdência e trabalhista e a diminuição dos desequilíbrios nas contas públicas são importantes para que o país volte a crescer.

No fim de novembro, o Ministério da Fazenda reduziu a projeção de crescimento do PIB para 2017 de 1,6% para 1%. A previsão oficial é mais otimista que a do mercado. Na penúltima semana de dezembro, as instituições financeiras estimavam expansão de 0,58% do PIB para o próximo ano, segundo o Boletim Focus do Banco Central, publicação semanal com projeções de analistas de mercado. As instituições projetam inflação de 4,9% em 2017 pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

(Agência Brasil)

Lula foi a pessoa mais buscada no Google neste 2016

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Levantamento feito pela Google constatou que neste ano de 2016 o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a pessoa mais buscada pelos internautas brasileiros. O político se tornou réu em cinco processos neste ano. Dentre das acusações, Lula é acusado por lavagem de dinheiro, por comandar esquema de corrupção, tráfico de influência, entre outros. Logo em seguida, está a apresentadora e modelo Ana Hickmann que sofreu um atentado no último mês de maio.
O músico e compositor David Bowie ficou em terceiro lugar no ranking das 10 pessoas mais buscadas, segundo o levantamento da Google. O artista faleceu no último mês de janeiro em decorrência de um câncer aos 69 anos.
Os brasileiros também procuraram saber informações sobre o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que causou polêmicas durante as eleições. Além dessas personalidade, há também a presença da jornalista Fernanda Gentil e do juiz Sérgio Moro.
Confira a lista completa das 10 pessoas mais buscadas pelos brasileiros:
 1º – Lula
 2º – Ana Hickmann
 3º – David Bowie
 4º – Donald Trump
 5º – Fernanda Gentil
 6º – Sérgio Moro
 7º – Muhammad Ali
 8º – Elke Maravilha
 9º – Luiza Brunet
10º – Fidel Castro
(Com Agências)

Heitor Férrer: “Governo de Camilo foi mais Temer do que o próprio Temer”

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Do deputado estadual Heitor Férrer (PSB), sobre a aprovação do pacote de Camilo Santana (Plano de Sustentabilidade para o Desenvolvimento do Estado) na Assembleia Legislativa:

“O Governo dele conseguiu ser mais Temer do que Temer”.

Fez alusão ao aumento da contribuição previdenciária do servidor público que subirá de 11% para 14% em 2017.

Em Brasília, no entanto, o tema da Reforma da Previdência ainda nem esquentou o debate.

Prefeito do Rio promete entregar uma cidade muito melhor

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse hoje (24) que entregará uma cidade “muito melhor” e com “finanças arrumadas” para o seu sucessor, Marcelo Crivella. O prefeito, que se despede da administração da cidade no próximo dia 1º, depois de oito anos, participou da inauguração da última etapa da expansão do Parque de Madureira, na zona norte da cidade.

“A gente vai entregar uma cidade arrumada, com finanças arrumadas e com a quase totalidade das obras entregues. As obras que eventualmente existam estão com recursos garantidos do BNDES [Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social] ou da Caixa Econômica Federal. E estamos entregando uma cidade muito diferente. Ainda cheia de desafios, mas uma cidade muito melhor”, disse Paes.

O prefeito disse, por exemplo, que as verbas para a conclusão do corredor exclusivo de ônibus (BRT) Transbrasil estão garantidas. O BRT Transbrasil é um dos quatro BRTs da cidade, três dos quais foram inaugurados para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Com 50% do projeto concluído, as obras do Transbrasil estão paralisadas desde antes dos Jogos, devido a uma demanda das empreiteiras Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão, por uma revisão do contrato.

“Há o pleito deles para o reajuste de alguns aditivos que a minha administração discorda. É óbvio que você vai chegando no fim do governo, as negociações são sempre mais difíceis. Fica um clima de desconfiança sobre o que o próximo prefeito vai fazer. Já conversei com o prefeito eleito [Marcelo Crivella] e acho que ele vai sentar na mesa com muito mais força, muito mais possibilidade do que eu para negociar”, disse Paes.

Segundo ele, a obra tem financiamento do governo federal e as verbas estão garantidas. “Os recursos estão à disposição. Não tem a menor dificuldade. Dá para encerrar. O prefeito eleito se comprometeu com isso durante a campanha”, disse Paes.

Ele disse também que, antes de deixar a prefeitura, autorizará o reajuste das tarifas de ônibus e fará mais algumas inaugurações, entre elas a de uma escola e de um novo equipamento na Praça Mauá.

Com lágrimas nos olhos, Paes disse que os únicos planos para o futuro envolvem dedicar-se à sua família e que não está pensando em política, por enquanto.

(Agência Brasil)

BNDEs devolve R$ 100 bi ao Tesouro Nacional e reduz dívida bruta do governo

Um mês depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizar a operação, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) devolveu R$ 100 bilhões ao Tesouro Nacional. A quantia faz parte dos R$ 532 bilhões que o banco deve à União referente aos empréstimos que recebeu de 2008 a 2014.

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a antecipação reduzirá a Dívida Bruta do Governo Geral em 1,6 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). Em outubro, segundo os dados mais recentes do Banco Central, o indicador estava em 70,3% do PIB.

A devolução também permitirá ao Tesouro economizar R$ 37,3 bilhões em subsídios que deixarão de ser pagos ao BNDES nos próximos anos para cobrir a diferença entre a taxa Selic (juros básicos da economia) e os juros inferiores às taxas de mercado cobrados nos financiamentos concedidos pelo BNDES. Apenas em 2017, a economia deverá ficar em torno de R$ 7 bilhões.

Dos R$ 100 bilhões, o banco pagou R$ 40 bilhões em títulos públicos e R$ 60 bilhões em dinheiro. Os títulos foram imediatamente cancelados, e os recursos financeiros serão utilizados exclusivamente para o pagamento de dívida pública em mercado.

“A operação é importante componente do programa de ajuste fiscal do Governo Federal e resulta em melhora substancial e imediata no nível de endividamento”, informou o Ministério da Fazenda em nota.

Dívida bruta

De 2008 a 2014, o Tesouro Nacional aportou cerca de R$ 500 bilhões em títulos públicos ao BNDES para ampliar a capacidade do banco de emprestar recursos para sustentar o investimento e estimular a economia. O Tesouro emitiu títulos públicos ao banco, que vendia os papéis no mercado para ampliar o capital e poder emprestar mais recursos.

Os aportes do Tesouro ao BNDES não tiveram impacto sobre a dívida líquida do governo (diferença entre o que o governo deve e o que tem a receber), isso porque o que o BNDES devia ao Tesouro era anulado pelo que o Tesouro tinha direito a receber. As transações, no entanto, ampliaram a dívida bruta nos últimos anos.

Em maio, o BNDES tinha anunciado a intenção de devolver ao Tesouro R$ 100 bilhões que ainda não tinham sido usados pela instituição. A antecipação do pagamento precisou de aval do Tribunal de Contas da União (TCU), que só liberou a operação no fim de novembro.

Petrobras

No mesmo dia em que pagou R$ 100 bilhões ao Tesouro, o BNDES recebeu R$ 16,7 bilhões da Petrobras, que liquidou dívidas com o banco. Desse total, R$ 16,7 bilhões referem-se a três financiamentos do BNDES à própria Petrobras e à Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária da petroleira. Em 28 de novembro, a Petrobras havia antecipado o pagamento de R$ 3,3 bilhões de outro financiamento firmado com a TAG. Os dois pagamentos equivalem a R$ 20 bilhões.

(Agência Brasil)

Sergio Moro tem aprovação de 66% dos brasileiros

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O juiz federal Sergio Moro atingiu a maior aprovação de sua história. Pelo menos é o que indica uma pesquisa do Instituto Ipsos.

O magistrado é aprovado por 66% dos brasileiros, contra 22% que são contrários às atitude do juiz.

Em setembro de 2015, quando a pesquisa começou a circular, Moro era desconhecido por 56% das pessoas e tinha só 10% de aprovação.

(Veja Online)

Petrobras adia licitação milionária

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A Petrobras adiou mesmo o edital para a contração de serviços de publicidade. A licitação gira na casa dos R$ 550 milhões.

Ela estava prevista para acontecer no próximo dia 5, mas, conforme divulgado pelo Radar, a multinacional foi questionada por programar o concurso tão próximo às festividades de fim de ano. O resultado, agora, só no dia 23 de janeiro.

(Veja Online)

Juros do rotativo do cartão de crédito batem nos 482,1% ao ano

149 milhões em todo o País

149 milhões em todo o País

A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito chegou ao recorde de 482,1% ao ano, em novembro, informou hoje (23) o Banco Central (BC). A taxa subiu 6,3 pontos percentuais em relação a outubro e foi a maior da série histórica iniciada em março de 2011.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Ontem, o governo anunciou a limitação da permanência do cliente no rotativo do cartão de crédito por 30 dias. Essa medida ainda será implementada e poderá reduzir pela metade da taxa de juros do cartão de crédito, a partir do fim do primeiro trimestre do ano que vem, segundo previsão do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, disse que é preciso aguardar uma melhor definição das medidas para avaliar o feito na redução dos juros. “A expectativa é que as medidas tragam maior racionalização do uso do cartão de crédito e com isso redução de custos”, disse.

Acrescentou que, mesmo sem as medidas, atualmente é possível fugir dos juros caros do rotativo, optando, por exemplo, pelo parcelamento do saldo da fatura do cartão. Em novembro, os juros do crédito parcelado ficaram em 155% ao ano. “O crédito rotativo é emergencial, por prazo curto, em algumas situações que precisam de crédito imediato”, especificou.

Outra taxa de juros alta na pesquisa mensal do BC é a do cheque especial, que chegou ao novo recorde de 330,7% ao ano. Essa é a maior taxa da série histórica iniciada em julho de 1994. A taxa média de juros para as famílias ficou estável em 73,6% ao ano, em novembro, comparada a outubro.

Inadimplência do crédito

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas caiu 0,1 ponto percentual para 6,1%. A taxa de inadimplência das empresas caiu 0,2 ponto percentual para 5,4%. A taxa média de juros cobrada das pessoas jurídicas caiu 0,5 ponto percentual para 29,9% ao ano.

Esses dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

(Agência Brasil)

Entre “coxinhas” e “petralhas”

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Com o título “Ideológicos são eles”, eis artigo do jornalista e sociólogo Demétrio Andrade. Ele aborda a separação entre “coxinhas” e “petralhas”, no cenário atual dos debates no País, o que, em sua avaliação, desqualifica qualquer peleja. Confira:

Tem coisas interessantes no gato e rato atual entre esquerda e direita no Brasil. Uma delas é o debate francamente ideológico. Obviamente, não há como se fazer discussões políticas sem fazer uso de nossas convicções e visões de mundo. Porém, quando o mote é puramente subjetivo, deixa-se de lado a realidade. O racional perde espaço para a fé. Claro, acreditar em algo ou em si mesmo é da natureza humana. Mas sem o crivo da objetividade a tendência é não sair da superficialidade, transformando um conflito que poderia ser produtivo em algo abstrato ou pessoal. Não à toa várias amizades foram desfeitas, notadamente nas redes sociais.

A separação entre “coxinhas” e “petralhas” desqualifica a peleja. O que mais chama a atenção é que a maior parte dos argumentos ideológicos vieram – pasmem – da direta para a esquerda, e não o contrário. Geralmente, quando se quer destratar as esquerdas, é comum usar a palavra ideologia como se fora um atraso da existência. Porém, a direita se superou: de “comunista” a “vai pra Cuba”, com uso de símbolos nacionais para se contrapor ao “vermelho”, viu-se de tudo.

Com o desastre instaurado após a saída de Dilma, outro debate toma corpo: se a culpa da crise é exclusivamente da “Era PT” ou de Temer. Ora, ambos tem sua dose de responsabilidade. O erro do PT foi não usar a popularidade e o bom momento econômico para desenhar uma reforma fiscal que taxasse o lucro rentista, as grande fortunas, que cobrasse a dívida ativa a contento (R$ 1,4 trilhão), apertasse a sonegação (cerca de R$ 450 bilhões) e reformulasse a injusta tabela do IRPF, que penaliza a classe média. Mas o “remédio” administrado pelo atual governo extrapolou o razoável. As medidas econômicas não querem somente debelar a crise: aproveitam o momento para promover uma política de terra arrasada, penalizando trabalhadores em nome de outros interesses.

A ideologia permeia as justificativas. O “governo” atual diz que o PT gastou demais e quebrou o Estado. Ora, não se administra um Estado – principalmente com o tamanho do Brasil – como se fora uma empresa ou uma residência. Há um déficit social enorme, de centenas de anos. O governo precisa se endividar, sim. Os investimentos foram necessários e colocaram o país dentro de uma nova realidade. O Estado interferiu como indutor do desenvolvimento gerando emprego, renda e fazendo o dinheiro circular. E é mentira que a presidenta Dilma não quis fazer ajustes. Havia o plano do ex-ministro Joaquim Levy. E era, embora ruim, bem menos pior do que este. O Congresso inviabilizou a votação inúmeras vezes, apostando, com sucesso, no desgaste político do governo.

Objetivamente, o Brasil cresceu com o PT, econômica e socialmente. Os dados são públicos. 38 milhões de pessoas ascenderam à classe C e 42 milhões saíram da miséria. De 2002 para 2013, o PIB brasileiro saltou de R$ 1,48 trilhões para R$ 4,84 trilhões. O PIB per capita pulou de R$ 7,6 mil para R$ 24,1 mil e a dívida líquida do setor público caiu de 60% para 34% do PIB. O Investimento Estrangeiro Direto pulou de US$ 16,6 bilhões para US$ 64 bilhões e as reservas internacionais foram de US$ 37 bilhões para 375,8 bilhões. O salário mínimo, que era R$ 200 (US$ 86,21) em 2014 já valia R$ 724 (US$ 305). O Brasil libertou-se do FMI, e a dívida externa em relação às reservas, que correspondia a 557% (2002) caiu para 81% (2014).

Vou tomar emprestado um post do Facebook do professor e arquiteto Romeu Duarte que explica o dilema atual: “Tomei um táxi hoje. O motorista indignado: ‘Tudo o que estamos passando é culpa do Lula e da Dilma’. Perguntei-lhe se o carro era dele. ‘Sim, comprei à vista, aliás, este é o terceiro’. Perguntei pelos filhos dele. ‘Os dois mais velhos formados na UFC. A menina estuda na UNIFOR com o FIES’. Perguntei pela casa dele. ‘Terminei uma reforma no barraco. Deu pra juntar uma graninha nos últimos anos, eu e a patroa”. O pobre reproduz o discurso do rico. Tem mais: uma enorme leva de empresários nunca ganhou tanto dinheiro e, mesmo assim, não reconhece os avanços e repetem o velho discurso neoliberal tucano de redução do tamanho do Estado.

Em suma, é provável que a Constituição seja aviltada no que tange à garantia dos direitos fundamentais. Quem quiser educação, saúde, previdência, moradia que pague por isso. Tudo bancado pela mesma casta que está no poder há 500 anos. Ou seja, ideológicos são eles.

*Demétrio Andrade,

Jornalista e sociólogo.

PGM anuncia concurso público

A Procuradoria-Geral do Município de Fortaleza divulgou edital de concurso público para procurador do município, com a oferta de cinco vagas e salário inicial de R$ 24.115 para carga horária de 30 horas semanais. As etapas do concurso serão realizadas em Fortaleza.

O cargo exige dos candidatos diploma de conclusão de curso de graduação de nível superior em Direito, além de registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). É preciso, ainda, ter um ano de prática forense pelo exercício efetivo de advocacia, inclusive voluntária, ou o exercício privativo de bacharel em cargos, empregos ou funções, inclusive de magistério superior.

O concurso terá três etapas, além da perícia médica dos candidatos que se declararem com deficiência. A prova objetiva, primeira fase, está prevista para 9 de abril de 2017. Haverá, ainda, prova discursiva e avaliação de títulos para todos os candidatos.

Inscrições

*As inscrições iniciam no próximo dia 29 e vão até 18 de janeiro de 2017, somente pelo endereço eletrônico da PGM. A taxa de participação no certame é R$ 140,00.

Confiança do empresário da construção civil fecha 2016 em queda

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O Índice de Confiança da Construção, medido pela Fundação Getulio Vargas, recuou 0,8 ponto e chegou a 71,6 pontos em dezembro deste ano, em uma escala de zero a 200 pontos. O indicador está em queda há três meses e este é o menor patamar desde julho deste 2016 (70,7 pontos).

De acordo com a FGV, a queda da confiança do empresário da construção civil foi motivada pelo maior pessimismo em relação aos próximos meses. O Índice de Expectativas caiu 1,5 ponto e alcançou 80 pontos, devido principalmente à queda de 2,4 pontos das perspectivas de demanda para os próximos três meses.

A confiança em relação ao momento presente recuou apenas 0,1 ponto, chegando a 63,7 pontos. O principal componente que justifica a leve queda foi o desempenho negativo da avaliação sobre a situação atual da carteira de contratos, que caiu 0,2 ponto.

(Agência Brasil)