Blog do Eliomar

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Cármen Lúcia diz ser inaceitável descumprir decisões judiciais

Ao abrir hoje (1º) os trabalhos do segundo semestre do Judiciário, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse esperar prudência dos demais ministros em suas decisões e afirmou ser inaceitável que decisões judiciais sejam descumpridas.

“Neste tempo de grandes preocupações para todos nós cidadãos brasileiros, de dificuldades, mas também de possibilidades, desejo que nós todos, como cidadãos, como juízes, sejamos cada vez mais, como temos sido e nos encaminhado, responsáveis em nossas competências com o Brasil, prudentes cada vez mais em nossas decisões e comprometidos entre nós com o país”, disse ela na sessão de abertura do semestre.

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, durante sessão plenária extraordinária de retomada do julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (ADI 5794) que questiona o fim da contribuição sindical obrigatória.
A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, afirmou ser inaceitável que decisões judiciais sejam descumpridas (José Cruz/Agência Brasil)
Acrescentou ser “absolutamente inaceitável qualquer forma de descumprimento ou desavença com o que a Justiça venha a determinar”.

Trabalhos são retomados

Nesta quarta-feira, o STF retoma os julgamentos neste ano, no que serão os últimos 40 dias da gestão de Cármen Lúcia como presidente do Supremo. Ela será sucedida pelo ministro Dias Toffoli, que assume em 12 setembro.

Nas últimas sessões em que foi responsável pela agenda de julgamentos, Cármen Lúcia pautou temas de cunho social, como um recurso para garantir a um transexual o direito de mudar o nome no registro de nascimento sem a necessidade de cirurgia de mudança de sexo; e a definição sobre a idade mínima em que crianças podem ser matriculadas no ensino fundamental nas escolas públicas e particulares.

Na sessão de hoje, os ministros discutem três ações que tratam da dispensa de conciliação prévia para que se possa entrar com processos na Justiça do Trabalho.

(Agência Brasil)

Fortaleza será sede de encontro sobre direitos da criança e do adolescente

Mariana Lobo, defensora-pública-geral integra a coordenação do evento.

Estão abertas as inscrições para o IX Encontro da Magistratura, do Ministério Público e Defensoria Pública da Criança e do Adolescente, que ocorrerá nos dias 23 e 24 deste mês de agosto, das 8 às 17 horas, no Auditório Jesus Xavier de Brito, na sede das Defensoria Pública em Fortaleza.

O tema do encontro já está definido: “Uma visão da infância e da juventude sob a ótica do Sistema de Justiça”.

(Foto – Divulgação)

Corpo de estudante assassinada na Nicarágua chega nesta sexta-feira

O corpo da estudante pernambucana assassinada na cidade de Manágua, na Nicarágua, no último dia 23, Raynéia Gabrielle Lima, chegará ao Recife na madrugada da próxima sexta-feira (03). O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa pelo secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico. O funeral será no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na região metropolitana do Recife.

De acordo com o secretário, o corpo sairá de Manágua às 14h30min, com parada na capital do Panamá, de onde parte às 18h15, sempre no horário de Brasília, com destino ao Brasil. A chegada ao Recife está prevista para as 00h35min da sexta-feira. “O governo de Pernambuco conclui definitivamente a sua participação neste caso, no que tange ao translado do corpo de Raynéia para o Brasil”, afirmou Eurico.

Segundo o secretário, as despesas do traslado, que estão sendo custeadas pelo governo de Pernambuco, totalizaram R$ 16.273,16.

Entenda o caso

A estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima foi morta, na noite de segunda-feira (23) da semana passada, com um tiro no peito que, segundo o reitor da Universidade Americana (UAM), Ernesto Medina, foi disparado por um “um grupo de paramilitares” no sul da capital Manágua.

A Nicarágua vive uma crise sociopolítica com manifestações que se intensificaram desde abril. Os manifestantes pedem a saída do presidente Daniel Ortega, que se mantém há 11 anos no poder, em meio a acusações de abuso e corrupção. A repressão aos protestos populares já deixou entre 277 e 351 mortos, de acordo com organizações humanitárias locais e internacionais.

O assassinato da estudante brasileira ocorreu horas depois de o reitor participar de um fórum no qual disse que o crescimento econômico e a segurança na Nicarágua, antes da explosão dos protestos contra Ortega, em abril, “era parte de uma farsa” porque “nunca houve um plano que acabasse com a pobreza e a injustiça”.

O governo de Daniel Ortega foi acusado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) pelos assassinatos, maus tratos, possíveis atos de tortura e prisões arbitrárias ocorridas em território nicaraguense.

(Com Agência Brasil)

Cid Gomes diz que PDT fez o possível para ter o apoio do PSB

Aliados de Ciro Gomes, candidato a presidente da República pelo PDT, dizem ter feito todos os gestos possíveis para convencer o PSB a fechar aliança nacional. Os pedetistas até decidiram apoiar candidatos a governador do PSB em sete Estados.

“Só não os apoiamos em locais onde os nossos candidatos lideram as pesquisas”, explicou Cid Gomes, irmão de Ciro, para a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta quarta-feira.

“Confesso que estou otimista, mas gato escaldado tem medo de água fria”, disse Cid, numa referência às fracassadas negociações com o Centrão.

(Foto – Agência Câmara)

Bolsonaro perde para Lula e Marina na “vaquinha” virtual

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A vaquinha online do PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, acabou de chegar ao saldo de R$ 100 mil arrecadados, nove dias após ser aberta. A informação é da Veja Online.

O crowdfunding de Lula, um reconhecido fracasso, atingiu a mesma marca em dois dias e o da presidenciável Marina Silva (Rede), em cinco.

Em entrevista à VEJA, o capitão previu levantar R$ 10 milhões, sendo R$ 1 milhão para a campanha da chapa presidencial que ele encabeça. Está longe.

(Foto – Agência Brasil)

Lula quer o PT apoiando Eunício no Ceará, diz colunista do O Globo

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O PT cearense deu uma rasteira em José Pimentel e negou ao senador legenda para disputar a reeleição. O PT, com o o.k. de Lula, vai facilitar a vida de Eunício Oliveira, emedebista até a medula. A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

Mais do que isso, Eunício poderá exibir uma mensagem de apoio de Lula que vale um pote até aqui de votos no Ceará.

Gleisi Hoffmann tuitou no domingo um post tentando desmentir que Lula vá apoiar Eunício. Disse Gleisi:

— Lula não enviou nenhuma carta de apoio à candidatura de Eunício de Oliveira ao Senado da República pelo Ceará.

Por meio de um ex-ministro de seu governo, Lula enviou uma mensagem em resposta a uma carta enviada pelo emedebista. Mais explícito, impossível:

— Meu candidato prioritário no Ceará é você. Jamais deixaria que uma ação com Dilma atrapalhasse essa reeleição.

E que ação é essa a que se refere Lula? O ex-presidente explicou que pouco antes de ir para Curitiba havia desautorizado uma operação em curso destinada a convencer Dilma Rousseff a transferir o domicílio eleitoral para o Ceará, onde seria candidata ao Senado.

Foi uma resposta à carta de Eunício, que começava assim:

— Caro presidente Lula, querido amigo, foi ouvindo meu coração nordestino e sertanejo que tomei a liberdade de escrever esta mensagem. Com ela, quero reiterar a admiração e o respeito que lhe devoto desde muito antes de ter a honra de servir ao seu governo como ministro e, depois, como líder do PMDB, ao lado de outros valorosos companheiros.

(Foto – Ailton Freitas, O Globo)

VAMOS NÓS – Lula também apoia a reeleição do senador Renan Calheiros (MDB) nas Alagoas.

PCdoB oficializa nesta quarta-feira a candidatura de Manuela D’Ávila à presidência da República

O PC do B realizará nesta quarta-feira, em Brasília, sua convenção que homologará Manuela D’Ávila como candidata do partido à Presidência da República. O ato acontecerá no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.

O objetivo da candidatura de Manuela, segundo a legenda, é defender “um novo projeto de desenvolvimento soberano, alicerçado na democracia, com geração de empregos, distribuição de renda, combate às desigualdades sociais, regionais e de gênero”.

Do Ceará, seguiram, nas últimas horas, parlamentares como Chico Lopes e membros da direção estadual do partido, como Benedito Bizerril. Eles disseram que Manuela vai trabalhar pelo fortalecimento das esquerdas que devem ficar juntas num segundo turno da disputa.

(Foto – Carla Boughoff)

Aumento da dívida pública desafia o próximo presidente

Seja quem for o próximo presidente do Brasil, uma coisa parece certa a esta altura: irá conviver com um aumento constante da dívida pública. Conforme projeção do Tesouro Nacional para investidores, a proporção do endividamento passará dos atuais 75,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para 82% em 2022, último ano do mandato. Mesmo que o próximo mandatário venha a ser reeleito, só verá a dívida cair em 2025 – terceiro ano de um hipotético segundo mandato.

A visão do Tesouro é compartilhada por economistas de matizes diferentes, dentro e fora do governo. A Agência Brasil ouviu o mesmo diagnóstico na academia (PUC-RJ, FGV-IBRE, Unicamp e UFMG) e em outras instituições públicas (Ipea e Senado). Especialistas acrescentam que a alta da dívida acompanhará o próximo presidente mesmo com ajuste fiscal.

“Nós temos no momento um quadro em que a dívida pública se encontra em elevação, e tende a se manter nessa trajetória mesmo diante de um esforço fiscal que o governo venha a fazer no sentido de reduzir despesas e aumentar receitas”, alerta o diretor-adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Marco Cavalcanti.

“Não existe mágica a ser feita aqui. Temos uma dívida alta. Essa dívida gera uma necessidade de pagamento de juros. Além disso, há o déficit primário que não consegue reduzir a zero ou tornar superavitário em pouco tempo”, acrescenta o pesquisador do Ipea. O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

Cenários

O Ministério do Planejamento Desenvolvimento e Gestão desenhou dois cenários fiscais. Em ambos, a diferença entre as receitas e despesas do setor público seguem negativas nos próximos anos. Enquanto as contas públicas estiverem vermelhas, a dívida federal seguirá pressionada.

No primeiro cenário, são adotadas “algumas reformas estruturantes que viabilizam o equilíbrio fiscal de longo prazo”. Nessas condições, as contas públicas ficam negativas até 2022. No segundo cenário, além das reformas estruturantes, estão em vigor “reformas microeconômicas que elevam o potencial de crescimento” e assim o resultado primário torna-se positivo um ano antes (2021).

O caminho poderá ser mais longo e tortuoso sem crescimento econômico. “Indicador de atividade econômica mais baixo afeta a trajetória da dívida”, resume Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, do Senado Federal. O retrospecto recente dos dados do Tesouro e do IBGE evidenciam que a dívida pública começou a subir quando a economia perdeu força, a partir de 2014.

“Só é possível pensar na estabilização da dívida pública brasileira com a retomada do crescimento. [Também] não há possibilidade de estabilizar o déficit público com a queda do PIB”, aponta Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp.

Vilma Pinto, pesquisadora da área de Economia Aplicada da FGV-IBRE, mostra como o quadro de piora da economia repercute na deterioração fiscal. Ela analisa a última década da economia e aponta que entre 2008 (ano da crise financeira internacional) e 2018, “houve queda de 2,5 pontos percentuais das receitas primárias e aumento de 3,2 pontos percentuais nas despesas primárias. O saldo líquido é uma piora de 5,7 pontos percentuais do PIB”.

Repercussão política

Para Carlos Ranulfo, professor titular do Departamento de Ciência Política da UFMG, a situação fiscal será um grande desafio para o próximo presidente da República. Ao buscar a retomada do crescimento, o novo governo não poderá criar mais déficit.

Em sua opinião, além do PIB baixo, o eleito em outubro de 2018 sofrerá com assédio dispendioso de um futuro Congresso “muito pragmático e muito clientelista”. O Poder Legislativo é, tradicionalmente, um foco de pressão por gastos públicos, já que tenta atender as diversas demandas, muitas delas corporativistas, de grupos de eleitores.

O cientista político avalia que, durante a campanha, a situação da dívida poderá favorecer candidatos que tenham uma performance mais fiscalista e falas que sensibilizem o mercado financeiro – que quer estabilização das contas públicas. Esse perfil, no entanto, não costuma ser popular entre os eleitores. “Ninguém faz campanha vendendo cautela, mas vendendo esperança”, comenta.

Entre discursos prudentes e falas espontâneas que despertem expectativas de melhora imediata da situação fiscal, o economista José Márcio Camargo (PUC-RJ) teme anúncios de calotes da dívida pública e promessas não detalhadas de limitação de gastos com a dívida.

“Não vejo problema em limitar a dívida, desde que diga o que vai fazer com o que sobrar”, assinala. “Suponha que o tal limite estabeleça que o governo só pode pagar um déficit do PIB de até 4%. Suponha que o déficit real, porém, tenha sido de 8%. Como vai ser coberta essa diferença? Vai ser coberta com emissão de moeda? Isso significa inflação. Vai ser coberta com a redução da despesa? Ou vai ser coberto via aumento de impostos?”, indaga.

(Agência Brasil)

Ministério da Saúde quer vacinar 11 milhões de crianças contra sarampo e pólio

A partir da próxima segunda-feira (6), todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem ser levadas aos postos de saúde para receber a dose contra a pólio e também contra o sarampo. O Dia D de mobilização nacional foi agendado para o dia 18, um sábado, mas a campanha segue até o dia 31 de agosto. A meta do governo federal é imunizar 11,2 milhões de crianças e atingir o marco de 95% de cobertura vacinal nessa faixa etária, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o Ministério da Saúde, foram adquiridas 28,3 milhões de doses de ambas as vacinas – um total de R$ 160,7 milhões. Todos os estados, segundo a pasta, já estão abastecidos com um total de 871,3 mil doses da Vacina Inativadas Poliomielite (VIP), 14 milhões da Vacina Oral Poliomielite (VOP) e 13,4 milhões da Tríplice Viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.

A campanha de vacinação deste ano é indiscriminada, ou seja, pretende imunizar todas as crianças na faixa etária estabelecida. Isso significa que mesmo as que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço. No caso da pólio, crianças que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida devem receber a VIP. As que já tomaram uma ou mais doses devem receber a VOP. E, para o sarampo, todas devem receber uma dose da Tríplice Viral – desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

(Com Agência Brasil)

Setor de turismo fechou 7,7 mil postos de trabalho em junho. O Ceará foi exceção

Vista panoramica do Aeroporto de Jericoacoara, situado em Cruz. (Foto – Divulgação)

O setor de turismo no Brasil fechou no último mês de junho 7.743 postos de trabalho, elevando para 16,5 mil os postos fechados desde maio, quando haviam sido extintos 8.754. As informações constam do estudo Empregabilidade no Turismo, produzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

“Os serviços ligados ao turismo continuaram amargando prejuízos, uma vez que se manteve a tendência do desemprego do mês anterior. Em maio, o número de desempregados foi um pouco maior, atingindo 8.754 trabalhadores. Nesses dois meses, o desemprego acumulou 16,5 mil pessoas, reflexo do tamanho do ajuste de diminuição de custos que as empresas realizaram em decorrência do tamanho das perdas nos negócios do setor no período”, avaliou a entidade.

Os números divulgados pela CNC indicam que o resultado entre admissões e demissões no primeiro semestre do ano fechou negativo em 11.689. O número, no entanto, é menor do que o verificado no mesmo período do ano passado, quando o saldo entre admissões e demissões ficou negativo em 13.061 postos.

Recuperação

A CNC avalia que a recuperação da empregabilidade no turismo vai depender do otimismo dos próprios consumidores para com a situação do país.

Para o economista da CNC Antonio Everton, enquanto esse otimismo não ocorrer, “o emprego no turismo continuará sofrendo as oscilações [decorrentes] da conjuntura econômica, retrato do desempenho das empresas do setor”.

A avaliação do economista é de que, mais do que somente o otimismo dos consumidores quanto às perspectivas do mercado de trabalho, à estabilidade dos preços e à folga para gastos novos nos orçamentos, aliado à capacidade de a economia voltar a crescer também serão fundamentais para a recuperação dos empregos do setor.

Estados

Ao analisar a retração de postos de trabalho, a CNC concluiu que o desemprego atingiu de maio para junho todas as regiões do país, com destaque para o Sul, com menos 2.049 postos de trabalho e o Sudeste, com menos 3.853.

Por força do desequilíbrio fiscal e das dificuldades empresariais inerentes à repercussão do aumento da violência, o desemprego prevaleceu no Rio de Janeiro (-2.244), seguido de São Paulo (-1.456).

Nos sete estados que compõem as duas áreas, o Espírito Santo foi a exceção, onde o emprego cresceu com pouca expressão, com apenas mais 10 pessoas.

Em junho, poucos estados registraram superávit na conta emprego no turismo: Amazonas (152), Maranhão (53), Mato Grosso (33) e Goiás (67). O Ceará ficou em primeiro (479).

(Agência Brsil)

Consultor de empresas torce para que o Brasil volte a registrar o PIB de 2014. Pelo menos

Como se saiu a economia brasileira no primeiro semestre? Quais as perspectivas do País até o final deste ano? O que se pode esperar do próximo presidente da República?

Eis indagações que o Blog fez a Sérgio Melo, um dos mais respeitados consultores do ramo empresarial do País. Ele torce para que o Brasil volte a registrar o PIB de 2014, que foi bem maior do que o PIB deste 2018. Pelo menos.

Moro pensa que Lava Jato governa o Brasil…

Com o título “Hoje, acordei assim”, eis artigo de Fernando Costa, sociólogo e publicitário, que pode ser conferido no O POVO desta terça-feira. “Moro pensa que a Lava Jato governa o Brasil e a elite que o sustenta o faz pensar assim…”, eis um trecho do texto. Confira:

Quando se olha para o Brasil, parece que não restou muita coisa pra se ver, parafraseando o preso político Luiz Inácio Lula da Silva, nunca antes na história deste País tivemos uma elite industrial e financeira tão tosca e primitiva, tanto moral quanto politicamente. Se os políticos eleitos refletem a sociedade que representam, definitivamente fazemos parte de uma sociedade que não prosperou.

Mas boa parte de nós sabe que não é bem assim, que o conto de fadas da democracia tem mais bruxas do que fadas. Talvez agora, mais que nunca, quando a política real foi colocada em cheque pelas redes sociais e suas fake news, se bem que desde o advento do marketing político aplicado nos meios de comunicação, o que se viu foi a total submissão dos políticos aos profissionais do marketing e de suas artimanhas que, na maioria das vezes, criam projetos de governo absolutamente inviáveis.

Mas é essa democracia manca que nos resta para colocar o trem de volta aos trilhos.

E quando um juiz de primeira instância afirma que as eleições que se aproximam podem ser um risco, os verdadeiros democratas e os socialistas têm que tomar uma posição firme.

Moro pensa que a Lava Jato governa o Brasil e a elite que o sustenta o faz pensar assim porque ele foi usado e continua sendo, mesmo em férias, para manter o Brasil num estado de exceção.

Parece que nos restam poucas saídas, e não vale o aeroporto como resposta fácil na boca do classe média apavorado. No plano nacional, o quadro mais parece uma pintura do Pollock, fascinante, confuso e incompreensível para a maioria. E o período das campanhas eleitorais não é suficiente para tornar esse quadro uma Mona Lisa de Da Vinci, que todos gostam sem saber bem porque.

Fato é que ou voltamos a sonhar com uma revolução política e social dentro da realidade do tempo em que vivemos, desconcentrando renda, diminuindo desigualdades, respeitando o direito de todos fazerem o que quiserem com seus corpos, estou falando de aborto, sexo e drogas, ou continuaremos condenados a sermos governados por ideologias como as oriundas da Opus Dei.

Viva a Tertúlia Vândala.

*Fernando Costa

fernando@vervecom.com.br

Sociólogo e publicitário.

Quixeramobim turbina empregos por conta da Nike

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele , no O POVO desta terça-feira:

Quixeramobim, no interior do Ceará, foi a cidade que mais gerou emprego no Brasil, proporcionalmente em relação à população. A explicação dada pelos analistas passa pela produção de calçados no município para a marca Nike.

A área calçadista corresponde a 90% das exportações na localidade.

(Foto – Arquivo)

Morre o jurista Hélio Bicudo, fundador do PT e um dos signatários do impeachment de Dilma

O jurista Hélio Bicudo, fundador do PT e um dos signatários do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, morreu hoje (31) aos 96 anos na capital paulista. A família ainda não divulgou o local para o velório. Bicudo deixa sete filhos, netos e bisnetos.

Ativista na área dos direitos humanos, ele ganhou notoriedade ao combater o Esquadrão da Morte, organização paramilitar dos anos de 1970, sendo depois presidente da Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos.

Bicudo foi deputado federal por dois mandatos (1991 e 1999) e vice-prefeito de São Paulo na gestão de Marta Suplicy, então filiada ao PT, de 2001 a 2005. O jurista anunciou sua desfiliação do PT em 2005, durante as investigações do caso conhecido como mensalão.

(Agência Brasil)

Projeto quer definir mandato para diretor-geral da PF

O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, quer apresentar aos candidatos ao Planalto uma proposta de lei orgânica que regulamente as carreiras da corporação. Pelas discussões, o texto deve pregar a criação de um mandato para o chefe da PF. A tese com mais adesão hoje prevê o período de três anos. Galloro tem conversado com dirigentes de associações e sindicatos para chegar a um consenso sobre o projeto. A ideia é falar com os presidenciáveis a partir de 15 de agosto.

A fixação de mandato para a chefia da PF é consenso na corporação, mas há divergência sobre a forma da indicação ao cargo. Delegados defendem que o presidente da República faça uma escolha em lista tríplice elaborada por eles. Já os agentes da PF não têm posição fechada e ficaram de estudar o tema.

Hoje, a lei garante autonomia para o presidente nomear qualquer quadro da PF, independentemente de indicação em lista tríplice.

Integrantes do órgão defendem que a estipulação de mandato reduz as chances de ingerência e evita que a corporação fique exposta. O antecessor de Galloro, Fernando Segovia, ficou apenas três meses na função.

(Foto – Agência Brasil)

Onde andarão os vices?

Com o título “Onde andarão os vices?”, eis artigo de Cleyton Monte, cientista político, e Emanuel Freitas, doutor em Sociologia, que aborda o caso do impasse na escolha do candidato a vice tanto em termos de disputa presidencial como para o Governo. Confira:

Ao acompanhar as articulações políticas para as eleições de 2018, não deixam de chamar atenção as dificuldades embutidas na escolha dos candidatos a vice, seja para a disputa presidencial, seja na disputa pelo Governo do Ceará. Os critérios de escolha são os mais variados: do peso eleitoral dos candidatos e/ou partidos às chances de ampliar alianças e oferecer estrutura e recursos para os postulantes, apesar da famigerada busca pela “coerência programática”, que parece mobilizar apenas a suposta “opinião pública”.

Longe de ser uma figura decorativa, o vice tem papel central na política brasileira desde Floriano Peixoto, que assumiu o cargo em 1891, após a renúncia do Marechal Deodoro da Fonseca. Antes eleitos diretamente pelo voto popular, se tornaram peças cruciais em conspirações, golpes e desestabilizações. Não por acaso a decisão de escolher o companheiro de chapa seja um passo decisivo.

Ao longo da República não são raros os casos de vices que saíram da posição de coadjuvantes e se tornaram protagonistas. Manuel Vitorino, Café Filho e João Goulart, vices de Prudente de Morais, Getúlio Vargas e Jânio Quadros, respectivamente, se tornaram símbolos de uma política em que o vice disputou espaços, envolvendo-se em acordos palacianos e ganhando notoriedade em períodos turbulentos, com destaque para Goulart, que se manteve por mais tempo no poder.

Na redemocratização, três vices ocuparam o principal posto do Governo Federal: José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer. Os três oriundos do MDB, partido com forte presença no Legislativo e nos municípios, tendo grande poder (des)estabilizador. Basta lembrarmos que quando a sigla anunciou o fim da aliança com o governo Dilma, que ajudara a (re)eleger, várias lideranças acompanharam a decisão, contribuindo decisivamente para o impeachment. Temer e o MDB sentiram o aroma do poder.

Parafraseando o ex-presidente Lula, nunca na história do Brasil foi tão difícil escolher um candidato a vice, sobremaneira por termos uma disputa que se ancora numa fragmentação do discurso à direita e à esquerda, com os dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas não conseguindo aglutinar forças partidárias em seu entorno.

Como seria em um eventual segundo turno? É possível vermos Marina, Ciro, Bolsonaro e o candidato do PT marchando com chapas “puras” durante o pleito. Caso um deles seja eleito, o que significará um eventual governo destes?

*Cleyton Monte

Cientista político, pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (Lepem) e Membro do Conselho de Leitores do O POVO

*Emanuel Freitas

Doutor em Sociologia e Professor de Teoria Política da Uece.

O PT, o Senado e o golpe?

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Esta vem das redes sociais.

Enquanto o PT nacional convoca greve de fome pró-candidatura de Lula, aqui no Ceará o partido vetou a candidatura do senador José Pimentel, abrindo vez para Eunício Oliveira (MDB).

Bom lembrar que Eunício e Pimentel foram eleitos com Lula pedindo votos para os dois e usando slogan em vídeo que, na época, acabou caindo no gosto do eleitorado: “Quem vota Eunício, vota Pimentel; quem vota Pimentel, vota Eunício”.

Confiança empresarial avança 0,9 ponto de junho para julho, diz FGV

O Índice de Confiança Empresarial, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 0,9 ponto de junho para julho, para 91,6 pontos (em uma escala de zero a 200 pontos). Apesar da alta, o indicador não se recuperou totalmente da perda de 2 pontos ocorrida de maio para junho. O índice é construído com base em entrevistas com empresários de quatro setores: indústria, serviços, comércio e construção.

O aumento do indicador foi provocado pelo subíndice da Situação Atual (ISA-E), que aumentou 1,1 ponto, para 90,3 pontos, maior nível desde julho de 2014 (90,7 pontos). Já o Índice de Expectativas caiu 0,2 ponto, para 97,2 pontos, mantendo a tendência de queda iniciada em maio.

Entre os setores da economia, a principal alta veio da construção (1,7 ponto), que apesar disso continua sendo o mais baixo dentre os quatro segmentos (81 pontos). A confiança dos empresários de serviços aumentou 0,8 ponto. A indústria manteve-se estável e o comércio recuou 0,8 ponto.

Em julho, houve alta da confiança em 63% dos 49 segmentos que integram o indicador.

(Agencia Brasil)

Sem Lula, Jair Bolsonaro lidera pesquisas

Jair Bolsonaro lidera a corrida presidencial em dois cenários sem Lula. No primeiro, com Fernando Haddad disputando pelo PT, o deputado aparece com 23,6% das intenções de voto; Marina Silva aparece em seguida, com 14,4%. Ciro Gomes é o terceiro: 10,7%.

Em um cenário com Jaques Wagner, o resultado é quase igual: Bolsonaro teria em torno de 23,5%, Marina, 14,3%, e Ciro 10,8%.

Nas duas simulações, ambos os candidatos petistas ficam em 2,8% das intenções de votos.

Apenas Lula aparece na frente, com 29%, contra 21,8% de Bolsonaro.

Os números são de um levantamento inédito do Paraná Pesquisas, registrado no TSE sob número BR-00884/2018. Para a realização da pesquisa foi utilizada uma amostra de 2.240 eleitores, entre os dias 25 e 30 de julho de 2018. A margem de erro é estimada em aproximadamente 2%.

(Foto – Agência Brasil)