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Pesquisador do Departamento de Física da UFC é destaque em revista internacional

Um artigo produzido pelo professor Andrey Chaves, do Departamento de Física da UFC, foi publicado na edição atual (agosto de 2018) da prestigiada revista Nature Physics, periódico britânico classificado no nível A1 (o mais elevado) pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com alto fator de impacto na comunidade científica. A informação é da assessoria de imprensa da Instituição.

Feito em parceria com pesquisadores da Universidade de Dresden (Alemanha) e da Universidade de Columbia (Estados Unidos), o estudo versa sobre a interação entre a luz e a eletrônica em materiais semicondutores, por exemplo, o silício, utilizado em componentes eletrônicos.

Os pesquisadores uniram dois materiais semicondutores, formando um novo material também semicondutor, mas com características diferentes e com espessura bastante fina. Uma luz com várias frequências foi acesa sobre a amostra e, então, analisou-se quanto de luz, em cada frequência, é absorvido pelos elétrons da amostra, além de outros detalhes.

“Minha tarefa, junto com outros professores, foi a de explicar, usando teorias de física do estado sólido e mecânica quântica, o porquê de exatamente aquelas frequências terem sido absorvidas e emitidas e que tipo de estado eletrônico está envolvido nessas absorções e fotoluminescências”, explica o professor Andrey.

Novo estado

Segundo ele, o principal avanço do experimento foi a demonstração clara da existência de um estado chamado “exciton inter-camada”. Um exciton é um estado eletrônico formado pela ligação de um elétron do material com um buraco (entende-se por buraco uma partícula positiva “artificial”, que equivale ao comportamento coletivo de todos os elétrons restantes na camada de valência do sólido). Isso está relacionado, por exemplo, à utilização de tecnologias que envolvem células fotovoltaicas.

Andrey segue trabalhando em colaboração com os professores David Reichman (da Universidade de Columbia) e Jens Kunstmann (da Universidade de Dresden) na descrição de outros experimentos atuais na área de optoeletrônica em materiais bidimensionais, além de colaborar com um grupo experimental da Universidade de Massachusetts (Estados Unidos) que se debruça mais especificamente sobre o tema dos excitons. O docente é integrante da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

A pesquisa é intitulada Momentum-space indirect interlayer excitons in transition metal dichalcogenide Van Der Waals heterostructures (Excitons inter-camada indiretos no espaço dos momentum em heteroestruturas de Van Der Waals compostas por dicalcogenetos de metais de transição). A íntegra, em inglês, está disponível no site da Nature Physics (https://go.nature.com/2MsaZTZ).

(Foto – Divulgação)

Caixa reduz juros para compra da casa própria

A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (24) a redução de até 0,5 ponto percentual das taxas de juros do crédito imobiliário para operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). As taxas mínimas passaram de 9% ao ano para 8,75% ao ano, no caso de imóveis dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 10% ao ano para 9,5% ao ano, para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). A Caixa também alterou o limite de cota de financiamento de imóveis usados de 70% para 80%.

Estão enquadrados no SFH os imóveis residenciais de até R$ 800 mil, para todo país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil. Os imóveis residenciais acima dos limites do SFH são enquadrados no SFI.

Construção civil

De acordo com o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, a nova redução das taxas de juros facilita o acesso à casa própria e contribui para a retomada de investimentos no setor da construção civil. “Cabe à Caixa, como principal agente financeiro da habitação, continuar oferecendo as melhores taxas e condições para os nossos clientes, além de colaborar com a retomada de investimentos do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas”, disse em nota.

Para este ano, a Caixa tem R$ 82,1 bilhões disponíveis para o crédito habitacional. O banco mantém a liderança no setor com 69,3% das operações para aquisição da casa própria.

Em abril, a Caixa já havida reduzido os juros em até 1,25 ponto percentual, nas operações com recursos do SBPE. Naquele mês, o limite de cota de financiamento do imóvel usado subiu de 50% para 70% e a Caixa retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%. Em julho, o banco reduziu em média de 1 a 2 pontos percentuais ao ano as taxas do crédito imobiliário para pessoa jurídica.

(Agência Brasil)

Geraldo Alckmin cumprirá agenda no Ceará

Alckmin e General Theophilo.

Geraldo Alckmin, candidato a presidente da República pelo PSDB, fechou visita ao Ceará. Ele cumprirá agenda no dia 31 deste mês e no dia 1º de setembro, informa a assessoria de imprensa do partido no Estado.

Confira a programação:

 Dia 31/8

Às 18 horas – Palestra na sede da Fiec (Fortaleza), quando apresentará seu programa de governo;

Dia 01/09

Às 10 horas – Visita ao município de Horizonte (RMF).

Às 16 horas  – Carreata no município de Caucaia (RMF), terra de Emília Pessoa, candidata a vice do General Theophilo, postulante tucano ao Governo.

(Foto – Divulgação)

Ciro perde um aliado e um palanque

De olho num palanque forte em Minas Gerais, o candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes, comprou a quizumba de Marcio Lacerda, que abriu guerra contra o comando do PSB para tentar se manter na disputa pelo governo de Minas Gerais.

Ambos, no entanto, se deram mal, informa a Coluna Radar, da Veja Online, nesta sexta-feira.

Lacerda abandonou o páreo, se desfiliou do PSB e Ciro perdeu um aliado.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, que se mostrava para lá de disposto a trabalhar pelo candidato do PDT no plano nacional, agora não quer nem ouvir a voz de Ciro.

(Foto – Reprodução de TV)

Maluf perde mandato sem direito a receber aposentadoria

Após a mesa diretora da Câmara dos Deputados declarar, na última quarta-feira (22), a perda do mandato de Paulo Maluf (PP-SP), eleito quatro vezes deputado federal,ele perdeu o mandato sem nenhum benefício a receber da Casa.

Na Câmara, o benefício é pago por adesão ao Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), proporcional ao tempo de mandato. Para a concessão integraldo benefício, são exigidos 35 anos de contribuição e 60 anos de idade, sem distinção entre homens e mulheres. Maluf está fora do benefício porque, segundo a assessoria de imprensa da Casa, ele optou por contribuir para o INSS.

Pelo menos 10 deputados cassados por envolvimento em escândalos de corrupção recebem aposentadoria da Câmara, sendo que algumas chegam a R$ 23.344,70 por mês. É o caso do delator do Mensalão, Roberto Jefferson (PTB-RJ), conforme contracheque de julho de 2018.

Cassado em 2006 por envolvimento no escândalo do Mensalão, Pedro Corrêa (PP-PE), preso na Operação Lava Jato, também recebe o benefício. Ele recebe R$ 22.380,05.

Geddel Vieira Lima (MDB-BA), que está preso, é réu em ação penal pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do bunker de R$ 51 milhões, encontrado em um apartamento em Salvador. Ele recebe mensalmente R$ 20.354,27.

Desde abril do ano passado, José Dirceu (PT-SP) passou a receber a aposentadoria parlamentar. Condenado a 30 anos e nove meses de prisão, por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em processo da Operação Lava Jato, o ex-deputado, preso, recebeu neste mês R$ 9.646,57. Os valores são bem maiores do que o teto pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que é de R$ 5.645,81.

Contribuição 

Segundo orientação no site da Câmara, a adesão ao plano só é vantajosa para parlamentares que fiquem ao menos cinco anos no exercício do mandato. Com um salário de R$ 33.763, as contribuições dos deputados funcionam de acordo com regras semelhantes às das entidades de previdência privada. Os participantes pagam uma cota e a entidade patrocinadora contribui com cota equivalente. No caso, o valor atual da contribuição do deputado Paulo Maluf ao PSSC é de R$ 3.713,93 (11% da remuneração atual) e a Câmara entra com uma cota de igual valor, retirada do orçamento público.

Até 1997, deputados e senadores tinham um plano exclusivo de previdência com regras mais flexíveis que as atuais. Pelas normas do extinto Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), podiam solicitar o benefício os deputados com oito anos de mandato e idade mínima de 50 anos. O valor da aposentadoria era proporcional ao tempo de mandato. Os que tinham no mínimo oito anos, tinham direito a 26% da remuneração mensal de parlamentar.

Entre os beneficiados pelo IPC estão, por exemplo, alguns anões do orçamento, como ficaram conhecidos políticos que manipulavam emendas parlamentes com o objetivo de desviar o dinheiro através de entidades sociais fantasmas ou com a ajuda de empreiteiras. Genebaldo Correa, por exemplo, que em 1994 renunciou ao mandado de deputado federal para não ser cassado, recebe atualmente R$ 12.070,27.

(Agência Brasil)

Setor de serviços perde 410 mil empregos entre 2015 e 2016

O setor de serviços não financeiros (manicure, pedicure, bares e restaurantes, entre outros) tinha em 2016 mais de 1,3 milhão de empresas ativas, o que gerou uma receita operacional líquida de R$ 1,5 trilhão e foi responsável pela ocupação de 12,3 milhões de pessoas, uma média de 9 pessoas por emprego. Os dados constam da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2016, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (24), no Rio de Janeiro.

O total de salários, retiradas e outras remunerações dessas empresas foi de R$ 327,6 bilhões, com um rendimento mensal médio por trabalhador de R$ 2 mil. No entanto, como consequência direta da crise, o estudo contabilizou 410.489 postos de trabalho a menos do que em 2015, uma queda de 3,2%.

O segmento que mais contribuiu para esses resultados foi o de serviços profissionais, administrativos e complementares, que possuía a maior participação no pessoal ocupado, e que fechou entre 2015 e 2016 com recuo de 3,5% no número de postos de trabalho.

Realizada desde 1998, a PAS, que retrata as características estruturais da oferta de serviços não financeiros no Brasil, mostra que o setor apresenta elevada participação no Produto Interno Bruto – PIB – a soma do total de bens e serviços produzidos no país – e é um importante instrumento no planejamento das ações do governo e das empresas.

Se o rendimento médio por trabalhador foi de R$ 2.048 em 2016, foram as empresas dos serviços de informação que registraram a maior média salarial, com R$ 4.119 mil, enquanto os serviços prestados às famílias apresentaram a menor média: R$ 1.288 mil.

Em relação à massa salarial, serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram a maior participação, respondendo por 35,8% da massa salarial do setor de serviços.

A maioria das empresas tinha também como principal atividade os serviços profissionais, administrativos e complementares, que absorviam 32,1% do total dessas empresas, seguido pelos serviços prestados principalmente às famílias (30,0%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (14,7%);

(Agência Brasil)

PSOL-PCB é notificado por não cumprir cota para mulheres

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O Tribunal Superior Eleitoral aponta: a cada 10 candidatos das eleições 2018, apenas 3 são mulheres. A proporção (30,7%) não evoluiu desde as últimas eleições presidenciais, em 2014 – em que 31,1% dos candidatos eram mulheres – e continua abaixo da média da população brasileira. No país, a cada 10 pessoas, 5 são do sexo feminino. O levantamento foi feito pelo Portal G1 e inclui o Ceará.

Desde 1997, a lei eleitoral brasileira exige que os partidos e as coligações respeitem a cota mínima de 30% de mulheres na lista de candidatos para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras municipais. Em 2018, o percentual precisa ser respeitado para as coligações de deputados estaduais, federais e distritais.

O problema é que, mesmo com a lei, coligações e partidos têm registrado chapas com menos mulheres que o exigido. Isso tem feito com que coligações inteiras sejam impugnadas (contestadas) ou notificadas a ajustar o mais breve possível a composição.

O G1 fez uma consulta a todos os tribunais regionais eleitorais (TREs) do país e constatou: ao menos 32 chapas já foram ou impugnadas ou notificadas em oito estados (AM, CE, MA, MG, RJ, RN, SP e TO). Em outros sete (AP, DF, ES, MS, PE, SE e SC), ainda não há notificações, o que não significa que elas não serão feitas. Isso porque os pedidos de registro dos partidos e coligações ainda estão sob análise. Outros 12 estados não responderam.

Ceará

No Ceará, foram quatro – entre elas a do PSOL/PCB para o cargo de deputado federal. Moésio Mota, integrante da direção estadual do PSOL no Ceará, diz que o ajuste será feito.

“Faltou uma companheira. O PCB chegou a registrar o nome, mas ela teve um problema. Ela era sindicalista. A gente não tinha essa informação na hora e ela não sabia que tinha de estar afastada por um período bem anterior. E aí com isso ficou faltando uma pessoa para completar o número de 30%. Nós achamos muito ruim. Queríamos na verdade ter mais mulheres, não só os 30% da cota. A gente já tem uma nova candidata que iremos registrar na lista de candidaturas remanescentes.”

Marina Silva defende tratamento especial paras a mulher na aposentadoria

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A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, defendeu, na entrevista exclusiva à EBC, um tratamento especial para as mulheres na reforma da Previdência. Sem especificar qual seria a idade mínima para aposentadoria feminina, ela afirmou que “enquanto as mulheres trabalharem mais que os homens e tiverem dupla jornada, elas terão uma aposentadoria diferenciada”.

Marina foi a segunda a participar da série de entrevistas da EBC (Agência Brasil, TV Brasil e Rádio Nacional) com os candidatos à Presidência da República.

A entrevista foi mediada pela jornalista Roseann Kennedy, com a participação dos jornalistas Renata Giraldi, da Agência Brasil, Pedro Pontes, da TV Brasil e Priscilla Mazenotti, da Rádio Nacional.

*Confira entrevista na íntegra na Agência Brasil aqui.

Jaques Wagner recusou candidatura a presidente por medo da Lava Jato

Preferido de Luís Inácio Lula da Silva, o ex-governador baiano Jaques Wagner recusou a candidatura a presidente, através de uma carta enviada ao líder petista. Na missiva, segundo informa a Coluna Radar, da Veja Online, ele alegou razões familiares.

Wagner tem nome citado na Operação Lava-Jato e, segundo a coluna, não queria enfrentar constrangimentos numa disputa nacional.

(Foto – Agência Brasil)

BNB divulga edital de concurso público no fim deste mês

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta sexta-feira:

presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, anuncia: a Instituição vai mesmo lançar, no fim deste mês, edital de concurso público com 400 vagas para os cargos de Analista Bancário (nível médio) e Especialista Técnico – Analista de Sistemas (nível superior). As inscrições serão abertas em seguida.

Romildo explicou que as vagas foram abertas por conta do afastamentos de funcionários que aderiram ao Plano de Incentivo ao Desligamento (PID) e aposentadorias. Os candidatos selecionados trabalharão em uma das 292 agências espalhadas pelo Nordeste, além do norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo.

Ontem, o presidente do BNB tratou com o BNDES, no Rio de Janeiro, de parceria voltada, segundo disse, para tocar uma série de projetos de infraestrutura no Nordeste. Para o Ceará, virão boas surpresas de quem ocupa o cargo por indicação de Eunício Oliveira (MDB), o neoamigão de Camilo Santana (PT).

(Foto – Fábio ima)

PT pede que militantes parem a greve de fome por Lula

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A direção do PT e líderes de movimentos sociais fizeram um apelo para que os sete militantes que estão em greve de fome pela liberdade de Lula há 25 dias suspendam o protesto. Há expectativa de que o fim da greve seja anunciado no sábado (25).

Os petistas tentam convencer os manifestantes de que, mesmo que o STF não tenha atendido o pleito de julgar a revisão da prisão em segunda instância, eles desempenharam seu papel e conseguiram chamar a atenção dos ministros para a causa.

Hoje, o temor é o de que, com a saúde debilitada, o protesto acabe em tragédia.

(Foto – Lula Marques – Agência PT)

Editorial do O POVO aborda a pauta do Unicef para as eleições

Com o título “Eleições: Pauta do Unicef”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira:

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) quer aproveitar as eleições de outubro próximo para suscitar debates sobre questões fundamentais que envolvem o destino de crianças e adolescentes na sociedade brasileira. É a oportunidade de os cidadãos inquirirem candidatos a cargos eletivos sobre o que pretendem fazer a respeito dessa problemática, sem a resolução da qual será impossível ao Brasil alcançar um lugar respeitável na comunidade mundial.

O momento das eleições é o mais apropriado para checar o que foi realizado desde o pleito anterior, e do quanto houve de empenho, compromisso e criatividade por parte dos representantes escolhidos então para dar as respostas prometidas. E, ao mesmo tempo, verificar as pretensões dos novos postulantes nessa área. Afinal, tanto o presidente da República a ser eleito, como os membros do Congresso Nacional (deputados federais e senadores), bem como os governadores e deputados estaduais a serem escolhidos têm sob sua alçada (em nível federal e estadual) o poder de decidir sobre as políticas públicas a serem definidas para esse segmento. O voto não deve ser aleatório, mas a partir do que cada um representante se propõe a fazer para resolver cada um dos problemas fundamentais do País. E o do destino de crianças e adolescentes é um dos mais prementes, não só por conta da maior vulnerabilidade a que estão expostos, mas porque se trata do potencial capital humano da Nação. Sem este, o País não pode vislumbrar o futuro com confiança.

Assim, o Unicef faz bem em cobrar que esse tema esteja na pauta de compromissos fundamentais dos candidatos. Afinal, 61% de meninos e meninas brasileiros estão vivendo na pobreza, 2,8 milhões de jovens entre 4 e 17 anos estão fora da escola (dados de 2015), 31 crianças e adolescentes são assassinados por dia no País e houve um crescimento de 5,3% da mortalidade infantil (entre 2015 e 2016) e uma queda de 95% para 78,5% da cobertura vacinal de poliomielite.

Tudo isso é muito grave e demonstra o quanto pobreza, violência, educação e saúde são temas transversais e preponderantes na vida de crianças e adolescentes brasileiros. Por causa disso, o Unicef pontuou sugestões de investimento, políticas e ações sobre esses temas, sob o imperativo básico de maior orçamento para que os direitos desse segmento vulnerável e promissor da sociedade sejam garantidos.

O quadro apontado reflete a dura realidade nacional. Mais do que incluir a obrigatoriedade de apuração e divulgação do orçamento, é importante garantir mais investimentos, o que estaria sendo dificultado pela Emenda Constitucional 95/16, que prevê congelamento de investimentos por 20 anos em áreas como saúde e educação.

PIS/Pasep – Bancos privados poderão fazer o depósito do benefício para a clientela

Um acordo entre o Ministério do Planejamento e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) vai permitir que outras instituições financeiras, além da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, possam fazer os depósitos automáticos do saldo do Fundo PIS/Pasep na conta de seus clientes que têm direito ao benefício.

Até então, quem não tinha conta na Caixa ou no BB, necessariamente teria que comparecer pessoalmente às agências de um desses bancos públicos para fazer o resgate. A medida, que deverá ser assinada na semana que vem, tem potencial para injetar mais R$ 8 bilhões, beneficiando diretamente 9 milhões de pessoas, segundo estimativas do governo.

Desde que o governo federal deu início ao processo de flexibilização dos saques do Fundo PIS/Pasep, em outubro de 2017, até a última atualização do balanço de pagamentos, no último dia 19 de agosto, foram pagos R$ 13,8 bilhões, atendendo 13 milhões de pessoas. Esse número representa 45,5% do total de cotistas do Fundo PIS/Pasep.

O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, havia dito, em junho, numa entrevista à TV NBR, que parte dos cotistas do PIS/Pasep que não tinham contas na Caixa ou no Banco do Brasil – onde o crédito é automático – poderiam deixar de fazer o saque, reduzindo pela metade a estimativa resgate dos mais de R$ 34 bilhões parados nas contas inativas do fundo. Com o acordo entre o governo e a Febraban, a expectativa é que o volume resgatado seja bem superior ao previsto, já que mais bancos poderão efetuar o crédito automático.

Por questões de segurança, segundo o Planejamento, apenas as contas correntes identificadas que estiverem com saldo positivo e sendo movimentadas nos últimos seis meses estarão aptas a receber o depósito automático.

Até o dia 28 de setembro de 2018, cotistas de todas as idades têm direito a fazerem os seus saques. Ao todo, são 15,6 milhões de pessoas aptas a resgatar o benefício, com recursos que totalizam R$ 28,4 bilhões.

Ainda segundo o governo, os beneficiários que não receberem o crédito automático, por não possuírem conta corrente ou se estiverem com o cadastro desatualizado no Fundo PIS/Pasep, devem se dirigir às agências bancárias da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para realizar os saques.

A estratégia do governo com a flexibilização dos recursos do fundo é impulsionar a economia, seguindo o modelo adotado na liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que representaram cerca de R$ 43 bilhões em movimentação no ano passado. O Ministério do Planejamento calcula que o impacto da liberação desses recursos poderia reforçar o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 0,55 ponto percentual em 2018, um valor expressivo tendo em vista a expectativa de crescimento esse ano está em 1,6%

Quem tem direito

Têm direito ao saque servidores públicos e empregados que trabalharam com carteira assinada entre 1971, quando o PIS/Pasep foi criado, até 1988. Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desde a criação do PIS/Pasep, em 1971, o saque total só podia ser feito quando o trabalhador completasse 70 anos, se aposentasse, tivesse doença grave ou invalidez ou fosse herdeiro de titular da conta. No segundo semestre do ano passado, o governo já tinha enviado ao Congresso duas medidas provisórias (MPs) reduzindo a 60 anos a idade para saque, sem alterar as demais hipóteses de acesso aos recursos.

O Projeto de Lei de Conversão 8/2018, decorrente da MP 813/2017, que permitiu os saques, foi aprovado pelo Senado no dia 28 de maio e sancionado pelo presidente Michel Temer em junho, quando a flexibilização do saque passou a valer na prática.

(Agência Brasil)

Temer discute reajuste salarial com ministros do Supremo

O presidente da República Michel Temer se reuniu, nessa noite de quinta-feira, no Palácio da Alvorada com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Luiz Fux para tratar dos “vencimentos do Judiciário”, segundo nota do Planalto. No começo do mês, o Supremo aprovou reajuste de 16% no salário dos ministros da Corte, para 2019. O salário atual é de R$ 33,7 mil e com o aumento passará para R$ 39,3 mil por mês.

A despesa não está prevista pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, já aprovada pelo Congresso Nacional. Até o dia 31de agosto, o governo deverá encaminhar ao Legislativo proposta para o Orçamento da União do próximo ano. Conforme o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, o eventual aumento terá impacto mensal de R$ 18,7 milhões (R$ 243,1 milhões em um ano).

Na reunião, ficou acertado que “técnicos do Executivo e do Judiciário se reunirão, a partir de amanhã, para discutir o assunto”.

Acompanharam Temer na reunião a ministra da AGU, Grace Mendonça, e o ministro dos Direitos Humanos e chefe da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha.

(Agência Brasil)

XXV Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga terá a Mostra Palco Ceará

As 10 Graças de Palhaçaria

O Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, que comemora 25 anos, reservou para a Mostra Palco Ceará em 2018 algumas das mais renomadas companhias do Estado, com espetáculos que representam o congraçamento das artes da cena. Entre elas, segundo a assessoria de impensa do evento, Carroça de Mamulengo, Coletivo Artístico As Travestidas, Dona Zefinha e Pavilhão da Magnólia. Assim como a Mostra Nordeste, Palco Ceará abrangerá circo, música e teatro em gêneros diversos, reafirmando a vocação do FNT de apresentar e refletir sobre transversalidade entre as diversas linguagens cênicas.

Com toda a programação gratuita, o 25º FNT acontecerá de 1º a 8 de setembro, apresentado pelo Governo do Estado do Ceará/Secretaria da Cultura, numa realização da Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga (AGUA), com apoio institucional da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará/Secult, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Parceria: Prefeitura Municipal do Guaramiranga, através da Secretaria de Cultura e Secretaria de Turismo, e Theatro José de Alencar. Consultoria executiva: Quitanda das Artes. Agradecimentos: Enel.

As companhas e espetáculos da Mostra Palco Ceará:

As 10 Graças da Palhaçaria: “Grand Finale”

O grupo As 10 Graças de Palhaçaria, criado em 2012, se dedica aos campos da pesquisa e da criação em torno das poéticas da rua e do palhaço. “Grand Finale” é uma investigação a partir do tradicional jogo do palhaço Branco e Augusto, dentro de uma roupagem contemporânea.

Coletivo Artístico As Travestidas: “Trans-Ohno”

Coletivo Artístico As Travestidas é resultante de uma pesquisa iniciada, em 2002, pelo ator e diretor Silvero Pereira, sobre o universo das travestis e transformistas. “Trans-Ohno” é o desabrochar de uma flor que, em sua poesia, questiona a vida e a morte, o amor e o ódio, o respeito e a violência à diversidade sexual.

Carroça de Mamulengo: “Afilhados do Padrinho” e “Babauzeiro”

A Carroça de Mamulengos é uma trupe itinerante, de formação familiar, que há 40 anos viaja o Brasil apresentando sua arte. Formado a partir da companhia, “Afilhados do Padrinho” é um grupo musical autoral, com canções inspiradas nas músicas populares brasileiras. “Babauzeiro” é a manifestação de uma arte ancestral que retrata com graça e irreverência as mazelas da vida de personagens que, sendo bonecos, são gente!

Cia Prisma de Artes: “Putz, a menina que buscava o sol”

Criado a partir do texto da autora mineira Maria Helena Kühner, este é o mais novo espetáculo da companhia fundada em 1985. A montagem surgiu de uma parceria com a diretora Herê Aquino, pois era desejo do grupo conhecer um pouco mais de sua pesquisa sobre o teatro ritualístico que investiga o cruzamento de linguagens artísticas no teatro.

Coletivo Os Pícaros Incorrigíveis: “Devorando Heróis: A tragédia segundo os Pícaros”

O coletivo Os Pícaros Incorrigíveis é um grupo de teatro de Fortaleza formado em 2011. Pesquisa a linguagem do teatro de rua vista pelo filtro da Picardia e da figura marginal do Pícaro. Um sopro carnavalesco invade as ruas e praças, pois foliões de um Carnaval sem data celebram as histórias de Prometeu e Ajax. Os passantes são convidados a seguir com o bloco e, entre danças e músicas, mergulhar nas histórias destes trágicos heróis.

Coletivo Rei Leal: “O auto do Rei Leal”

“Rei Lear”, o consagrado texto de Shakespeare, já recebeu várias montagens e releituras. A sua atualidade é inegável. O Coletivo Rei Leal apresenta uma adequação à realidade nordestina, contada na linguagem de cordel pelas hábeis mãos do poeta José Mapurunga. Cansado de suas obrigações, o cego Rei Leal decide dividir seu reino com as três filhas. Sua generosidade seria medida pelo afeto demonstrado por cada uma.

Dona Zefinha e Pato Mojado: “Da Silva el hijo de las Américas”

Co-produção musical entre os grupos Pato Mojado (Rosário/Argentina) e Dona Zefinha (Itapipoca/Brasil), este disco compõe a trilha sonora do espetáculo homônimo, que estreou em 2016. Nele, Dona Zefinha aposta numa pegada envolvente e divertida, com arranjos inspirados nas expressões artísticas populares e fusões de ritmos como a cumbia, tango, bolero, arrocha, samba, milonga e carnavalito.

Instituto Teatro Público: “Geração Trianon – Fortaleza”

O texto de Anamaria Nunes é ambientado no Teatro Trianon, célebre casa do Rio de Janeiro entre as décadas de 20 e 30. O enredo mostra dois sócios em apuros após o grande fracasso de um drama e decidem montar uma comédia. Contratam um jornalista desconhecido para escrever a peça e estrear em cinco dias. A direção é de Pedro Domingues, que compõe também o elenco formado por Júnior Martins, Antônio Formiga, Leuise Furtado, Robério Diógenes, Fabíola Lipper, Jane Azeredo, Aldo Marcozzi e Roberta Wermont.

Juká de Teatro: “A Farsa do Panelada”

Criado em 2000 no Sertão dos Inhamuns, o Teatro Juká tem 12 trabalhos montados. “A Farsa do Panelada” foi escrita há quase 20 anos pelo dramaturgo cearense José Mapurunga. Traz uma crítica mordaz ao capitalismo financeiro e às desigualdades por ele geradas; aos privilégios de uma elite concentradora de riqueza e sonegadora de impostos; e ao sistema político brasileiro, profundamente corrupto e assentado em práticas demagogas e egoístas.

Pavilhão da Magnólia: “Maquinista”

A incrível história do “ator” que entrou para o bando de Lampião após enganar toda uma cidade. O espetáculo nasce a partir do texto “Maquinista”, de Astier Basílio, e explora não só a atmosfera temporal da história contada, mas, principalmente, a atmosfera atemporal sugerida pela narrativa dos cantadores. A direção é de Herê Aquino.

SERVIÇO

*Mais Informações: (85) 3321-1405, fnt@agua.art.br. fnt.agua.art.br. Facebook e Instagram: fntguaramiranga. Gratuito.

União arrecada R$ 129,6 bilhões em julho

A União arrecadou R$ 129,615 bilhões em julho, um crescimento real (descontada a inflação) de 12,83% comparado a igual mês do ano passado. É o maior valor para o mês desde 2011, que foi de R$ 137,375 bilhões. No ano, a arrecadação chega a R$ 843,870 bilhões, com expansão de 7,74% em relação a igual período de 2017. Os números foram divulgados hoje (23) pela Receita Federal.

As receitas administradas pela Receita Federal chegaram a R$ 118,723 bilhões, com crescimento real de 8,38%, em julho. É o maior valor para o mês desde 2013. De janeiro a julho deste ano, o valor ficou em R$ 808,032 bilhões, com alta de 6,38% (crescimento real).

Segundo a Receita, o resultado pode ser explicado, principalmente, pela melhora do resultado das empresas e na redução de suas compensações de débitos, levando ao crescimento na arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de empresas não financeiras, de 28%. Em julho deste ano, o IRPJ/CSLL chegou a R$ 24,220 bilhões, contra R$ R$ 18,922 bilhões em julho de 2017.

Produção industrial

No mês passado, houve recuperação da produção industrial, que havia caído em junho, influenciada pela paralisação dos caminhoneiros. A produção industrial em julho cresceu 3,51% em comparação com o julho de 2017. No mês de junho, a queda chegou a 6,67%, em comparação com o mesmo mês de 2017. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, explicou que “os efeitos do movimento de maio vão se dispersar, mas ainda não se consegue prever o quanto vai ser possível se recuperar ao longo do ano”.

A arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados registrou alta de 12,38% em julho na comparação com igual mês de 2017. Foram arrecadados R$ 3,243 bilhões. O desempenho foi influenciado ainda pelas receitas não administradas pelo Fisco, incluindo royalties do petróleo, que cresceram 103,95% na mesma comparação, saltando de R$ 5,111 bilhões em julho de 2017 para R$ 10,891 bilhões no mesmo mês desse ano.

Houve também crescimento de 38,57% na arrecadação sobre o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRRF) de residentes no exterior, em comparação com julho do ano passado. Em julho deste ano, o montante chegou a R$ 2,987 bilhões. Além disso, a recuperação da atividade e o aumento da arrecadação com programas de regularização tributária influenciaram o resultado. Com esses programas, a Receita arrecadou R$ 14,590 bilhões até julho. No mesmo período de 2017, o valor foi de R$ 4,347 bilhões.

Também houve impacto do aumento das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre combustíveis, em vigor desde o fim de julho do ano passado. De janeiro a julho, a arrecadação chegou a R$ 17,848 bilhões, contra R$ 8,426 bilhões no mesmo período de 2017.

Cobranças

As ações de cobrança de contribuições previdenciárias em atraso e depósito judiciais também contribuíram para o aumento da arrecadação. No período de janeiro a julho de 2018, foram R$ 60,8 bilhões. Esse resultado é 12,9% superior ao mesmo período de 2017.

Por outro lado, houve redução na arrecadação sobre o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRRF) sobre rendimentos de capital. Em julho, a arrecadação do IRRF sobre rendimentos de capital foi de R$ 3,169 bilhões, com queda de 13,85%. No sete primeiros meses, a arrecadação chegou a R$ 29,487 bilhões, com queda de 16,11%.

Segundo a Receita, a massa salarial (soma dos salários na economia) caiu 0,46% em julho (fato gerador para o mês de junho), atualizado pela inflação oficial, houve queda real de 4,64% dos salários. “A massa salarial apresenta valor negativo, apesar do crescimento positivo do emprego. Acreditamos que o bolo [valor] dos salários esteja em patamar inferior do que era no ano passado, independente do número de empregos”, explicou Malaquias. A arrecadação das contribuições para a Previdência Social cresceu 3,76% em julho na comparação com o mesmo mês de 2017, chegando a R$ 32,962 bilhões.

(Agência Brasil)

Marina Silva grava domingo para o horário gratuito com o cineasta Fernando Meirelles

A candidata a presidente da República pela Rede da Sustentabilidade, Marina Silva, sob a direção do cineasta Fernando Meirelles e outros voluntários, via gravar neste domingo, em São Paulo, os seus programas eleitorais que irão ao ar a partir do dia 31.

A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

Como Marina terá apenas dezesseis segundos três vezes por semana, a gravação deve ser coisa rápida.

(Foto – Aurélio Alves/O POVO)

Alô, PSDB! Suíça decide enviar ao Brasil dados bancários do ex-diretor da Dersa

O Ministério Público da Suíça decidiu enviar para as autoridades brasileiras detalhes sobre as quatro contas que o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, manteve naquele país. A informação é da Folha de S.Paulo.

Com essa documentação, equivalente a uma quebra de sigilo bancário no Brasil, será possível saber quem fez depósitos e quem recebeu recursos de Paulo Preto. Foi quando documentos desse tipo chegaram ao Brasil que o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, decidiu fazer o primeiro acordo de delação premiada da Operação Lava Jato, em 2014, revelando o esquema criminoso que vigorava na estatal.

O saldo das contas do ex-diretor da Dersa era de 35 milhões de francos suíços quando ele decidiu transferir os recursos para Bahamas, no Caribe, no início de 2017. O montante corresponde atualmente a R$ 144,3 milhões. O engenheiro, que dirigiu a área de engenharia da Dersa entre 2007 e 2010, quando o governo paulista fez grandes obras como o Rodoanel e a reforma da Marginal Tietê, é apontado como operador de recursos ilegais do PSDB pelo Ministério Público Federal, o que seus advogados negam.

Quando as democracias fracassam

Com o título “Quando as democracias fracassam”, eis artigo de Pedro Henrique Antero, cientista político, que pode ser conferido no O POVO desta quinta-feira. Ele aborda o reajuste salarial para magistrados e querelas do STF. Confira:

Tremenda vergonha. É o que se pode dizer da decisão dos membros do Supremo Tribunal Federal, ao aumentar os seus próprios salários. A insensibilidade não teve limites, com exceção de quatro ministros que dignificaram aquela Corte.

Um dos primeiros sinais do fracasso das democracias é o enfraquecimento das instituições políticas. Os três poderes, em caso de funcionamento correto, garantem a estabilidade da convivência das diversidades. Entretanto, o desacerto de apenas um dos poderes é suficiente para desestabilizar o País. Imaginem, então, se os três poderes da República estiverem envolvidos em falcatruas, ou forem geridos por incompetentes, ou, ainda, por cidadãos interessados tão somente no poder e nos seus próprios benefícios. Esse quadro é, infelizmente, o do Brasil.

O STF deve ser o poder de maior credibilidade junto à população. A nação se sente mais segura quanto ao seu funcionamento, quando os seus membros são pessoas ilibadas e de notório saber, prontas a dirimir questões de difícil solução. No Brasil, porém, a Suprema Corte não dá sinais de que isso esteja acontecendo. As arengas e as mútuas acusações entre certos ministros deixam o País de boca aberta.

A tróica, como é chamada uma das turmas do STF, luta contra o trabalho hercúleo do Ministério Público de Curitiba e do juiz federal Sergio Moro, que tem conseguido desfechar golpes duros contra os megacorruptos da nação.

O fracasso da nossa democracia é devido ao comportamento moral do atual presidente e dos seus dois antecessores, da maioria dos deputados e senadores e, agora, da incerteza dos brasileiros em relação à Suprema Corte. A ausência de princípios éticos que norteiem a ação de membros dos poderes maiores da República tem influenciado, negativamente, os níveis inferiores da administração pública.

Acredito que a democracia brasileira já fracassou, mas não irá acabar. O Brasil dependerá em parte do futuro presidente, mesmo admitindo a adversidade do Congresso e de parte do STF. O candidato que conseguir empolgar a maioria do povo, em razão de sua repulsa concreta a toda a bandalheira existente, será, provavelmente, o eleito presidente da República.

*Pedro Henrique Chaves Antero

phantero@gmail.com

Professor de Ciências Políticas.