Blog do Eliomar

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Entidades empresarias querem agora ver o impeachment passar no Senado

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A Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) puxa, nos jornais locais desta terça-feira, nota paga com o título “Parceria por um novo Brasil” e endossada por outras entidades do setor produtivo como Fecomércio, Associação Comercial, Associação de Jovens Empresários, Federação da Agricultura e Facic. Segue orientação também da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

As entidades empresarias trabalharam abertamente pela aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara e devem prosseguir nessa ação junto ao Senado.

O empresariado diz que o Governo Dilma Rousseff mostra-se sem força política e sem credibilidade para tocar reformas fundamentais capazes de alavancar a economia nacional.

Deputados ganham feriadão após votação do impeachment

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Após a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na noite de domingo (18), deputados terão um feriado prolongado que coincidirá com o feriado de Tiradentes, na quinta, e o fim de semana. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), liberou todo mundo.

Nas últimas horas, desembarcaram pelo Aeroporto Internacional Pinto Martins os deputados cearenses Genecias Noronha (SD), Gorete Pereira (PR), Vitor Valim (PMDB), Domingos Neto (PSD), José Airton (PT), Adail Carneiro (PP) e Raimundo Gomes de Matos (PSDB).

É a folga para os velhos contatos políticos com as bases. Sem desconto de salário.

José Guimarães avisa: luta para barrar o impeachment no Senado está apenas começando

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“Após reunião com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse hoje (18) que a luta para barrar o impeachment no Senado está “apenas começando”. Ontem (17), a Câmara aprovou, por 367 votos a favor, 137 contra e sete abstenções, a admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma.

“O objetivo da reunião foi mostrar para a presidenta nossa disposição de continuarmos unidos na luta contra o impeachment. A luta está apenas começando. Tem um longo período de disputa política. A presidenta está muito otimista. É impressionante como o astral da presidenta está bom, está animada. Ela agradeceu muito a nossa honradez”, disse Guimarães.

Além de Guimarães, outros 22 parlamentares estiveram no Planalto para prestar apoio a Dilma, entre eles os peemedebistas Marcelo Castro e Celso Pansera, que foram exonerados dos cargos de ministros da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovação para votar contra o impeachment.

O líder do governo informou que não poderia divulgar a estratégia para barrar o processo no Senado. “Estratégia a gente não divulga, a gente faz. Estamos trabalhando forte para reverter no Senado. Foi uma derrota momentânea. Tiveram traições, mas isso faz parte”.

Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a Câmara, apesar de ter dado a vitória ao sim pelo impeachment, “se desnudou diante da opinião pública”. “O sentimento é de intensificar a luta da rua, o que obviamente mostra que a instabilidade política aumentou com essa votação de ontem. O Senado vai reagir ao processo de desgaste de ontem, do desnudamento do Parlamento. E o Senado receberá uma pressão mais intensa ainda das ruas do que a Câmara recebeu. O resultado do Senado ninguém pode prever ainda”.

(Agência Brasil)

UFC lançará coletânea sobre o escritor José de Alencar

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A Casa de José de Alencar e as Edições UFC lançarão, às 19 horas desta quarta-feira (20), no Auditório José Albano (Área 1 do Centro de Humanidades – Avenida da Universidade, 2853, Campus do Benfica), a coletânea José de Alencar: século XXI.

O livro revisita a obra do escritor cearense a partir dos olhares de alguns dos mais importantes pesquisadores brasileiros como Ivo Barbieri (Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ), Márcia Abreu (Universidade Estadual de Campinas, Unicamp), Régis Lopes (UFC), Valdeci Rezende (Universidade Federal de Goiás, UFG), entre outros, enfatizando sua atualidade e importância para a literatura nacional.

A organização da obra é dos professores Marcelo Peloggio, do Departamento de Literatura, que fará a apresentação do livro na ocasião; Arlene Fernandes Vasconcelos, do Instituto UFC Virtual; e de Valéria Cristina Bezerra.”

(Site da UFC)

Golpe era articulado bem antes das “pedaladas”

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Com o título “O nome da coisa”, eis artigo do jornalista Plínio Bortolotti, que pode ser conferido no O POVO desta segunda-feira. Ele aborda o golpe que, há um ano, estava sendo articulado contra Dilma Rousseff. Bem antes das famosas “pedaladas”. Confira:

Desde que se iniciou esse debate, nunca usei a palavra “golpe” para classificar o pedido de impeachment, nem nos textos que escrevi, nem nos comentários que faço no programa de rádio Revista O POVO/CBN. No entanto, desde que li reportagem publicada no Estado de S. Paulo (16/4/2016), com o título “G-8 do impeachment teve reunião durante um ano”, de autoria do jornalista Luiz Maklouf de Carvalho, questionei-me: que nome dar à coisa que foi consumada ontem, na Câmara, sob a presidência de Eduardo Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal (STF)?

Na matéria, é descrito que desde abril do ano passado o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) vem reunindo em sua casa, em almoços, vários colegas de diversos partidos de oposição com o objetivo de achar uma brecha para pedir o impeachment de Dilma Rousseff. Nesse aspecto, eram orientados pelo jurista Nelson Jobim, ex-ministro e ex-presidente do STF. Um dos comensais era Danilo Forte (PSB-CE), que até pouco tempo atrás beijava a mão de Dilma.

Portanto, essa conjura acontece antes das tais “pedaladas”, autorizando a pergunta: essa prática não teria sido tornada “crime” (pois antes não era) pelo Tribunal de Consta da União (TCU) para se conformar a um pedido de impeachment adrede preparado? Ou seja, formulou-se a hipóteses do impeachment e depois criou-se um “crime” para justificá-lo.

Não se trata de uma “teoria da conspiração”, mas de observar, retroativamente, os sinais: o mandato da presidente começou a ser questionado mal ela foi eleita. O PSDB pediu “auditoria” das urnas eletrônicas, alegando que a “sociedade” estaria questionando “nas redes sociais” a “veracidade do resultado das eleições”. Mas o PSDB foi além, e requereu a cassação de Dilma ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, pasmem, a nomeação do candidato perdedor, Aécio Neves.

Nenhuma das duas ações prosperou. Mas pelo que se vê o impeachment continuou vagando e, quem sabe, não tenha batido à porta do TCU, que resolveu abri-la?

PS. Para ver a reportagem no O Estado de S. Paulo: http://goo.gl/2dmNO8

*Plínio Bortolotti,

Jornalista

plinio@opovo.com.br

Ministro das Comunicações cumprirá agenda no Cariri

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O ministro das Comunicações, André Figueiredo, participará, nesta terça-feira, em Juazeiro do Norte (Região do Cariri), da reunião em que serão discutidas as ações do Projeto de Integração das Ações de Inclusão Digital na Região do Cariri. Antes, ele estará presente na solenidade de assinatura do contrato de migração da faixa AM para o FM da Rádio Cetama, de Barbalha.

A inciativa do Ministério é desenvolvida em parceria com universidades da região. Durante o encontro, equipes técnicas das instituições de ensino vão apresentar pré-projetos com as ações que deverão ser adotadas. O objetivo é aprimorar e expandir os programas já implantados pelo MC no Cariri, além de contribuir para a formação técnica-profissional em tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), informa a assessoria de André Figueiredo.

Nesse ato, com certeza ele vai esmiuçar melhor a decisão do seu PDT de expulsar parlamentares que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Vice-presidente da Abih comemora aprovação do impeachment de Dilma Rousseff

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O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Manuel Cardoso Linhares, que é cearense, embarcou, nesta segunda-feira, para Cuiabá (MT), onde participará da solenidade de abertura da Feira Internacional do Turismo do Pantanal. Ali, haverá ainda reunião da Abih para avaliar cenários.

Manuel Cardoso, que também é vice-presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, aproveitou para “comemorar” a aprovação, pela Câmara, do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“O País não podia ficar como está: estagnado e com a economia sem perspectivas. Muitas empresas estão fechando e algo precisa ser feito”, acentua o vice da Abih, que é filiado ao PSDB.

Para Cardoso, alguma coisa precisa ser feita para fazer o Brasil retomar o crescimento. Ele diz estar confiante de que o Senado endossará a decisão da Câmara.

Eduardo Cunha entrega a Renan parecer da Câmara sobre processo de impeachment de Dilma

“O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chegou há pouco ao Senado para entregar ao presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), o parecer da Câmara sobre a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, aprovado ontem (17), à noite, pelos deputados. Cunha fará a entrega do documento, aprovado por 367 votos favoráveis. O presidente da Câmara não passou pela entrada onde os jornalistas estão concentrados. Os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Ana Amélia Lemos (PP-RS) também devem participar do encontro.

A partir de agora, cabe a Renan Calheiros ler a comunicação no plenário do Senado e determinar a instalação, em até 48 horas, da comissão especial que vai dar novo parecer sobre a admissibilidade do processo. A comissão terá prazo de 10 dias para concluir o trabalho e levar o relatório ao plenário da Casa. A leitura da comunicação está prevista para amanhã (19).

Se a admissibilidade do impeachment for aprovada também pelos senadores, como foi pelos deputados, a presidenta será afastada por até 180 dias, enquanto o Senado analisa o processo em si, e define se Dilma terá o mandato cassado.

Logo após a reunião com Cunha, Renan Calheiros segue para reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Em seguida, ele se encontrará com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, com quem vai tratar de dúvidas sobre o rito do impeachment. Se o processo chegar ao final, caberá a Lewandowski conduzir a sessão de votação do impedimento da presidenta.”

(Agência Brasil)

Sede do PSDB estadual amanhece com cheiro de ovo podre

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E não era ovo de tucano.

O PSDB estadual divulga, nesta segunda-feira, que sua sede foi atacada por ovos. Diz que o fato teria ocorrido na noite de domingo, após a votação do impeachment de Dilma Rousseff. O partido votou e fez trabalho político contra a presidente.

O mau cheiro era grande e, segundo o partido, deu um trabalhão para limpar tudo.

O presidente estadual Luiz Pontes, diante do “lamentável ocorrido”. Apela contra o ódio, a intolerância e a violência.

(Foto – PSDB)

Não é hora de guardar a viola

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Com o título “Não é hora de guardar a viola”, eis artigo do professor Ivan Oliveira, do IFCE. Ele analisa o cenário de uma Câmara dos Deputados que é a carinha do povo brasileiro misturado a acordos feitos por um governo que optou em facilitar bens pessoais em detrimento de bens sociais. Mas, para o articulista, a luta continua. Confira:

Nada acontece por acaso e os 513 deputados federais são representantes da diversidade do povo brasileiro na conjuntura social da atualidade. Faça um exercício mental reunindo 100 pessoas dos seus diversos campos de convivência e chegará a conclusão que elas se posicionam exatamente como os “nobres” deputados.

Não podemos nos enganar ou entrar em confrontos desnecessários com os colegas por serem portadores de opiniões diversas advindas de uma ausência de uma formação política.

O Congresso Nacional mostrou ser um verdadeiro picadeiro ou púlpito das famílias tradicionais do Brasil (bons pais, bons maridos, bons cristãos etc). Nunca se viu tanta violação ao preceituado por Êxodo 20:7: “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; …” e as manifestações de uma sede de justiça pessoal.

Nada podemos ficar consternados com o resultado do dia 17 de abril de 2016. Tudo começa em 2002 com a opção de assegurar a governabilidade pelo mercado e pelo Congresso – daí as alianças e a “Carta aos Brasileiros”, que na verdade é a “carta aos banqueiros” e o pacto das ovelhas governar com os lobos. Esquecemos a índole dos lobos; uma hora ou outra a fúria dos seus instintos vêm à tona e eles perseguem as ovelhas até sua completa eliminação.

Assistiu-se ao abandono da matéria-prima do projeto inicial de uma nação socialmente sustentável; escolheu-se os banqueiros ao invés dos movimentos sociais para assegurar a governabilidade e os frutos vieram na sua primeira década a preço das cenas assistidas ontem na dita “Casa do Povo”.

Acompanho diuturnamente uma parcela da população que foi diretamente impactada pelos projetos sociais e vejo o quão pecamos na inclusão política. Corroboro e transcrevo o pensamento do Frei Betto que diz: O erro do governo Lula foi ter facilitado o acesso do povo a bens pessoais, e não a bens sociais – o contrário do que fez a Europa no começo do século 20, que primeiro deu acesso a educação, moradia, transporte e saúde, para então as pessoas chegarem aos bens pessoais.

Assisto jovens e adultos tecnicamente preparados nos seus ofícios, mas completamente míopes sobre as questões sociais do país.

Não nos enganemos. Os representantes do parlamento são uma cópia fiel da população.

Seja republicano e lute com as armas do diálogo, da ocupação das ruas e dos instrumentos legais para defender suas idéias. Se realmente o povo deseja mudanças, então deveria decidir através do voto direto.

Por que nenhum deputado pró-impedimento não defendeu as eleições gerais? É mais fácil ascender ao poder pelo voto de menos de 400 pessoas e perpetuar infinitamente nos cargos eletivos passando o bastão da representação de pais para filhos.

Não podemos promover a ascensão de um povo apenas com a inclusão econômica na base do consumismo, mas é premissa básica a inclusão política para o desenvolvimento crítico do povo. Sem este requisito fundamental, este será facilmente conduzido como manada nas ondas de desinformação através das mídias de massas/tradicionais e das novas mídias sociais/digitais.

Como as lutas políticas e sociais não são uma partida de futebol e nem jogos de um cassino, então devemos continuar lutando para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

O “efeito dominó” no dito combate à corrupção é dificílimo de se concretizar diante de um congresso ajoelhado aos pés do maior usurpador dos bens públicos do país.

Com a maioria esmagadora nas mãos, não haverá impedimento de Temer, nem cassação de Cunha.

E como tirar todos os políticos desta desta desastrosa linha sucessória? Agora é hora de ocupar às ruas pedindo novas eleições e entregar o poder ao verdadeiro dono, o Povo; conforme a Constituição de 1988, no Artigo 1º, parágrafo único: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Não é hora de guardar a viola. A festa da democracia acaba de começar com as supervenientes lutas, discussões e mobilizações. Reflita!

Ivan Oliveira,

Professor-doutor do IFCE.

Simples Nacional – Advogados já podem ofazer opção

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Por meio de liminar do Juiz da 5ª vara da Justiça Federal do Distrito Federal, os escritórios de advocacia com perfil de sociedade unipessoal podem agora optar pelo regime de tributação Simples Nacional, no qual o imposto federal cobrado passa de 11,33% para 4,5%, aumentando de acordo com o faturamento.

A OAB-CE e as demais seccionais vinham pleiteando junto às esferas responsáveis o tratamento igualitário para todos os tipos societários. A decisão ocorreu na última semana. ““Essa é uma grandiosa conquista, fruto do trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil. A OAB agiu prontamente em defesa das prerrogativas advocatícias”, destaca o presidente Marcelo Mota.

Até essa decisão, escritórios com apenas um titular não poderiam optar pelo Simples, tudo porque a Receita Federal, em uma análise equivocada, havia lançado um comunicado falando da impossibilidade dessa adesão, por entender que não havia previsão legal. Com a mudança ocorrida nesta terça, a Receita Federal, ao receber a citação, terá até cinco dias para retirar do sítio eletrônico a informação de que a sociedade unipessoal de advocacia não se submete ao Regime Simples de tributação.

“O mesmo prazo contempla a necessidade de ampla divulgação por parte da Receita para a referida mudança. E a propósito das constantes negativas da inclusão da sociedade unipessoal de advocacia no sistema simplificado, os escritórios terão 30 dias, fora do prazo já sinalizado, para optarem ou não pela adesão. E caso haja descumprimento da decisão (por parte da Receita), haverá cobrança diária de 50 mil reais”, destacou o presidente da Ordem, a partir da leitura do despacho proferido pelo juiz.

(Site da OAB/CE)

Inflação que regula aluguéis permanece em queda

“A exemplo do vem ocorrendo com outros índices de variação de preços, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) continua em processo de desaceleração e voltou a subir menos no segundo decêndio (período de dez dias) de abril, fechando com variação de 0,3% – resultado 0,13 ponto percentual inferior a alta do indicador no primeiro período de dez dias (0,43%).

O resultado do IGP-M – índice que regula alguns dos principais preços do mercado, como os aluguéis – foi divulgado hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 de março e 10 de abril e teve forte influência da queda nos preços ao produtor e ao consumidor.

No caso dos preços ao produtor, analisados pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), a alta foi de 0,29%, no segundo decêndio de abril, desaceleração de 0,1 ponto percentual em relação a 0,39% do segundo decêndio do mês anterior. O IPA tem peso de 60% na composição do IGP-M.”

(Agência Brasil)

FHC diz que Brasil vive “um Estado Democrático de Direito”

SAO PAULO/SP 05/09/2006 - 16:00 H - FHC / ENTREVISTA - VARIEDADES JT - Entrevista com ex Presidente da Republica, Fernando Henrique Cardoso em seu escritorio no Instituto.

“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje (18) que o Brasil vive “um Estado Democrático de Direito”, fato que pôde ser comprovado ontem (17) por meios das manifestações populares contra e a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “O povo está nas ruas, está maduro e, mesmo passando por um momento difícil, não houve conflito. Isso é muito importante e[mostra que] o sentimento democrático está se enraizando”, afirmou.

FHC fez a afirmação após participar hoje do debate “O Estado de Direito no Brasil”, organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) . Disse que “é preciso evitar o isolacionismo, ter calma porque o Brasil é de todos e não é hora de “jogar pedras uns nos outros”.

Ele considera que o país tem problemas sérios a serem resolvidos não só na economia como na política e nas questões sociais e, para atingir condições adequadas de governabilidade, será necessário dar continuidade às apurações em torno da Operação Lava Jato e de outras “doa a quem doer”.

Respeito à Constituição

Observou que chegará o momento em que o Superior Tribunal Federal (STF) terá que opinar a respeito, mas, sempre seguindo o cumprimento da lei.

No encontro, FHC criticou as negociações políticas afirmando que o país vive um presidencialismo de cooptação, sistema favorecido, na visão dele, pelo grande número de agremiações partidárias que, no Congresso Nacional, somam 25, disse.

Fernando Henrique também rebateu as argumentações dos partidos e movimentos sociais em apoio à presidenta Dilma Rousseff, segundo as quais o processo de abertura do impeachment tenha surgido de modo espúrio, a partir de um conluio da oposição ao governo.

“É preciso juntar forças para manter a liberdade, o respeito e não insistir numa coisa que não é verdadeira. Não há golpe nenhum. Ocorreu tudo dentro da lei, segundo o rito da Constituição”, afirmou ele.

Perguntado sobre a possibilidade de novas eleições, FHC alertou que isso viria quebrar os preceitos da Constituição. “Fora da Constituição é sempre perigoso. Já é ruim passar pelo impeachment. Você imagina criar mais uma regra que não está na Constituição”, finalizou.”

(Agência Brasil)

Dilma recebe Chico Lopes no Planalto

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A presidente Dilma Rousseff recebeu alguns parlamentares no Palácio do Planalto nesta segunda-feira pós-derrotada na Câmara. Isso, porque o processo de impeachment foi aprovado com voto até de parlamentares aliados, mas que viraram traíra na última hora.

Para agradecer o apoio de alguns fies, ela abriu as portas do Planalto. No grupo, estava Chico Lopes (PCdoB) que, na hora de votar, ironizou a Câmara com tanto “pai de família e cabra bom e fiel a Deus”.

(Foto – Roberto Stuckert Filho/PR)

Tasso diz que impeachment passa no Senado. Ele já fala pauta para o futuro Governo Temer

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O senador Tasso Jereissati (PSDB) admitiu, nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio CBN, que o PMDB não indique relator nem presidente da comissão especial que tratará do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo disse, o PMDB é parte interessada e o líder da legenda, Eunício Oliveira, deverá entender que não ficaria bem nem para o partido nem para o vice-presidente Michel Temer.

Tasso disse que nesta terça-feira o partido vai se reunir para tratar desse assunto e também definir uma pauta para um futuro Governo Temer. Ele já dá como favas contadas a aprovação do impeachment de Dilma no Senado. Para o tucano, a derrota do Governo na Câmara mostrou na prática que a presidente não tem mais base de apoio para tirar o País da “grave crise” em que se encontra.

Indagado se o PSDB, ao elaborar uma pauta de propostas, já estaria pensando em ocupar cargos, o senador preferiu dizer que essa proposta é para ajudar o País e que o PSDB não adotará a postura de “apoio incondicional”.

Jereissati foi lembrado de que há ação do PSDB tramitando no TSE questionando a chapa Dilma -Temer por abuso do poder eleitoral, no que ele chegou a admitir que, na prática, o melhor mesmo seria a convocação de eleição geral aproveitando o pleito municipal. Mas preferiu não aprofundar se viria com emenda “porque eu não sou especialista em direito eleitoral”.

O tucano chegou então a sugerir que o Governo Temer seja “um governo de transição” para tomar “importantes medidas” que façam o País voltar a crescer. Não entrou em detalhes quanto a essas medidas.

Anatel proíbe que operadoras reduzam ou supendam a velocidade da banda larga

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“A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou nesta segunda-feira, 18, uma decisão cautelar que determina que as operadoras de banda larga fixa não reduzam a velocidade, suspendam o serviço ou cobrem tarifa excedente depois do término da franquia, mesmo que esteja prevista em contrato.

A informação foi divulgada no Diário Oficial da União e define que a redução não pode ser praticada até que as empresas disponibilizem ferramentas aos consumidores que permitam o acompanhamento do consumo do serviço, assim como a obtenção do histórico detalhado de utilização.

A Superintendência de Relações com os Consumidores (SRC) definiu que a empresa que não cumprir essas determinações está sujeita a uma multa diária de R$ 150 mil, chegando até o limite de R$ 10 milhões.

A determinação foi direcionada às operadoras Algar Telecom S.A, Brasil Telecomunicações S.A, Cabo Serviços de Telecomunicações Ltda, Claro S.A., Global Village Telecom Ltda, OI Móvel S.A., Sky Serviços de Banda Larga Ltda, Telefônica Brasil S.A, Telemar Norte Leste S.A, TIM Celular S.A., Sercomtel S.A Telecomunicações e OI S.A.

(Com Agências)

Demanda do consumidor por crédito recuou 0,4% em março

O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito aponta: a quantidade de pessoas que buscou crédito em março deste ano caiu 0,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi a sétima queda neste critério de comparação (variação interanual) das últimas oito leituras mensais do indicador.

Na comparação com o mês imediatamente anterior (fevereiro/16), por causa do feriado do carnaval, a demanda do consumidor por crédito avançou 8,4% em março/16.

No acumulado do primeiro trimestre do ano, a demanda do consumidor por crédito encerrou com avanço de 1,0% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, bem menor que a alta de 5,9% observada durante o primeiro trimestre de 2015.

Dólar abre em baixa um dia após votação do impeachment

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“O dólar comercial abriu hoje (18) em baixa um dia após a Câmara dos Deputados concluir o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, que agora será analisado pelo Senado. As 9h10min, a moeda estava cotada a R$ 3,513.

Após intervenção do Banco Central com um leilão de swap cambial reverso, que equivale à compra de dólar no mercado futuro, a moeda americana inverteu a tendência e passou a ser cotada em R$ 3,598, com valorização de 2,10% em relação a sexta-feira (15).

O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, abriu com queda de 0,02 %, com 53.215 pontos. Na sexta-feira, encerrou com alta de 1,56%, aos 53.227 pontos.”

(Agência Brasil)

O choro dos Ferreira

Com o título “A Política cearense em mutação”, eis artigo do jornalista Ítalo Coriolano, editor-adjunto de Conjuntura do O POVO. Ele aborda os efeitos para a política local da aprovação do impeachment de Dilma Rousseff. Confira:

O desabafo do ex-governador Cid Gomes (PDT) na tarde de ontem, pouco antes do início da votação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) no plenário da Câmara, já antecipava a derrota que seria confirmada algumas horas depois. A revolta contida na mensagem compartilhada via Facebook, quando voltou a chamar a maioria dos deputados federais de achacadores e ainda defendeu eleições gerais, revelou o baque de quem já via dois de seus maiores adversários alcançarem o topo do poder: Michel Temer e Eduardo Cunha, ambos do PMDB. Visto que o afastamento da petista deve ser confirmado pelo Senado.

Entretanto, mais do que impacto em nível pessoal, a saída de Dilma do Executivo muda totalmente a correlação de forças no Ceará, com interferência direta na próxima corrida eleitoral de outubro. Se antes a maioria das forças partidárias orbitava em torno do PT com a chegada de Lula e Dilma ao comando do Palácio do Planalto, a tendência é que o oportunismo próprio do nosso sistema leve boa parte das forças para o entorno do PMDB.

O senador Eunício Oliveira (PMDB), derrotado na disputa pelo Governo do Estado em 2014, com interferência direta dos Ferreira Gomes, dá volta por cima e eleva ainda mais sua capacidade de influência local, com grandes chances de se tornar um ministro estratégico no governo Michel Temer. Por outro lado, seu algoz Camilo Santana (PT) deve enfrentar dificuldades na condução do Palácio da Abolição, já que não possuirá qualquer ponte com o Governo Federal e enfrenta grave crise na saúde e na segurança.

Em nível municipal, o deputado Vitor Valim (PMDB) se cacifa para concorrer à Prefeitura de Fortaleza, ao mesmo tempo em que o prefeito Roberto Cláudio (PDT) também perde um importante aliado na garantia de recursos logo na reta final de seu mandato. O Ceará viverá estágio intenso de mutação. Novos nomes formarão nossa elite política, consolidada ao menos até a próxima escolha do presidente da República.

*Ítalo Coriolano,

Editor-adjunto de Conjuntura do O POVO.