Blog do Eliomar

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Manifestantes contra o “golpe” ocupam Praça da Gentilândia

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Um grupo de militantes do PT, PCdoB e PSOL faz ato de protesto nesta quarta-feira, na Praça da Gentilândia, no bairro Benfica, em Fortaleza. A maioria é formadas por estudantes que bradam contra o “golpe” praticado contra o Governo Dilma Rousseff.

No ato, o candidato a prefeito pelo PSOL, João Alfredo, que conclamou uma tribuna livre, abriu o microfone para lideranças de esquerda e do movimento estudantil.

(Foto – PSOL)

Luizianne Lins comenta “golpe” e diz que a ordem é evitar retrocesso

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A candidata à Prefeitura de Fortaleza pelo PT, deputada federal Luizianne Lins, acompanhou, em Brasília, nesta quarta-feira, os últimos momentos de Dilma Rousseff (PT), antes da decretação do impeachment pelo Senado (61X20).

Luizianne mandou vídeo para o Blog comentando o que define como golpe e afirmou que a luta continuará e que será fundamental manter a mobilização para que avanços sociais não sucumbam na Era Temer.

Temer toma posse e ouve de Renan: “Tamo juntos!”

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Aconteceu, no Senado, nesta tarde de quarta-feira, o ato de posse de Michel Temer (PMDB) como presidente da República. A solenidade, das mais concorridas, teve o comando do presidente da Casa,  Renan Calheiros (PMDB/AL).

O ato foi rápido, com a presença dos presidentes dos três Poderes. Houve leitura do termo de posse.

Temer fez o juramento: “Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.”

Ao cumprimentar Temer, ouviu-se de Calheiros a frase: “Tamo juntos!”

Dilma se diz vítima de um “golpe misógino, homofóbico e racista” e prometer recorrer

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“O golpe é contra os movimento sindicais e sociais que lutam pelos direitos. O golpe é contra o povo e contra a nação. O golpe é misógino, homofóbico e racista”, afirmou, nesta tarde de quarta-feira, a ex-presidente Dilma Rousseff. Ela teve seu impeachment decretado pelo Senado pelo placar de 61 votos a favor contra 20.

Dilma, em tom emocionado e cercada por correligionários, considerou vítima do “machismo”, lembrando que tiraram do cargo a primeira mulher a assumir tal função.

Dilma, em discurso duro, prometeu recorrer a todas as instâncias contra o “golpe”.

“Eu lutarei incansavelmente para continuar a construir um Brasil melhor e tenho certeza de que outros assumirão, no futuro, um papel que está governado na eleição direta”, disse a ex-presidente.

Leônidas Cristino e o impeachment: “Todos perderam!”

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“Todos perderam!”, afirma o deputado federal Leônidas Cristino (PDT), ao comentar o impeachment de Dilma Rousseff. Para ele, a democracia ficou fragilizada e o País ganhou um governo sem legitimidade.  “Não está na sua origem o interesse na melhoria do bem estar dos brasileiros. A política pequena, de interesses inconfessáveis, de traição e cobiça desmedida pelo poder a qualquer preço marcam todo processo”, disse ele.

Para Leônidas, o golpe fere de morte “a nossa jovem democracia, abala as instituições e atropela a legitimidade do mandato de uma presidente eleita pelo voto popular.” Cometeu -se um “verdadeiro atentado”.

“Tramou este golpe uma oposição, agora situação, que sabotou o pleno cumprimento do mandato presidencial com a votação de pautas bombas para inviabilizar a condução da política econômica do governo”, afirmou. O parlamentar lembrou que em outras ocasiões questionou a inércia com que são apuradas as responsabilidades de Eduardo Cunha diante do grave teor de denúncias que contra ele foram feitas pelo Ministério Público Federal.

Leônidas Cristino acrescentou que “o fato mais grave é o acordo de bastidores que adiou para depois da sessão de impeachment a sessão de cassação de Eduardo Cunha, sob suspeito beneplácito do vice-presidente Michel Temer”.

O PDT deverá trabalhar agora de olho em 2018, pois já tem um candidato a presidente: Ciro Gomes. O partido, conforme Leônidas Cristino, adotará a postura vigilante no Congresso em defesa dos interesses da classe trabalhadora.

Chico Lopes diz que impeachment expõe a “frágil” democracia brasileira

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O deputado federal Chico Lopes (PCdoB) classificou o impeachment de Dilma Rousseff (PT) como mais uma prova da “frágil democracia brasileira”.

Ele lamenta a situação e avalia que virá o pior contra os direitos da classe trabalhadora.

Justificando necessidade de conter gastos, o governo Temer deve vir com um pacote de maldades.

O PCdoB foi aliado do governo petista.

Camilo Santana diz que processo de Dilma teve um “desfecho injusto”

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O governador Camilo Santana (PT) acaba de divulgar sua opinião acerca do impeachment de Dilma Rousseff, o que foi decretado nesta tarde de quarta-feira pelo Senado. Confira:

A deposição da presidenta Dilma Rousseff teve hoje seu ato final no Senado Federal. Eleita democraticamente por mais de 54 milhões de brasileiros, a presidenta Dilma deixa o comando do Governo Federal sem, sequer, ter conseguido concluir a metade de seu segundo mandato.

Não poderia deixar de dizer que considero o desfecho do mais injusto processo da história democrática deste país, quando uma mulher honrada, honesta, foi punida da forma mais severa, extirpada da cadeira da Presidência.

A resposta para a insatisfação com um governo deve ser a voz democrática das urnas; jamais a imposição da vontade dos opositores como uma espécie de eleição indireta.  O que está em jogo não é apenas o mandato de uma presidenta, mas o direito sagrado conquistado pelos brasileiros de escolher seus representantes democraticamente pelo voto direto.

Hoje é um dia muito triste para a democracia brasileira. A história haverá de julgar este momento.

Quero prestar a minha solidariedade à presidenta Dilma pela sua resistência, força, decência e convicção nos seus ideais democráticos. Sai deste processo deixando uma lição de coragem e firmeza.

Camilo S. Santana

Ciro Gomes: Dilma foi derrubada pela “votação golpista de uma quadrilha de marginais”

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foto ciro transnordestina

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) afirmou, nesta quarta-feira, que a aprovação do impeachment de Dilma Rousseff foi consequência de “um conjunto de gravíssimos erros que ela cometeu, mas fundamentalmente consequência da votação golpista de uma quadrilha de marginais e ladrões travestidos de políticos que resolveram, aproveitando os erros da presidente, interromper a democracia brasileira”.

Ciro, em declaração à Rádio Tupinambá de Sobral (Zona Norte), onde faz campanha em favor do seu irmão, Ivo Gomes (PDT), candidato a prefeito desse município, disse nada esperar de bom da gestão de Michel Temer.

“Nós teremos na presidência da República um sem votos, que vai tentar implantar um conjunto de políticas todas contrárias aos interesses do povo mais pobre e vai prejudicar aposentados, pensionistas, estudantes e usuários do SUS. Enfim, vai entregar os interesses brasileiros aos estrangeiros sem ter nenhum acerto com  a população”, adiantou Ciro, que já está como pré-candidato a presidente da República em 2018.

João Alfredo convoca para “Tribuna Livre” de protesto contra afastamento de Dilma

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O candidato a prefeito de Fortaleza pelo Psol, vereador João Alfredo, está convocando a população para uma tribuna livre contra o “golpe”.

A partir as 16 horas desta quarta-feira, haverá espaço, na Praça da Gentilândia, para que as pessoas possam se expressar contra o impeachment de Dilma Rousseff.

Segundo João Alfredo, a hora é de resistência e de mostrar aos “golpistas” que ninguém vai aceitar retrocesso. “Temos que defender a democracia”, adianta o candidato.

Senado decreta impeachment de Dilma: 61X 20. Mantém direitos políticos da petista

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Pelo placar de 61 a 20 votos e nenhuma abstenção, o Senado votou, em sessão histórica de julgamento tendo à frente o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, pelo impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. A votação foi nominal, em painel eletrônico.

Dilma sofreu impeachment sob acusação de crime de responsabilidade, baseado nas “pedaladas fiscais”.

Ricardo Lewandowski reabriu a sessão às 11h15min, com a leitura do relatório resumido sobre o processo. “É um resumo de tudo o que aconteceu até o momento, inclusive os argumentos da acusação e da defesa”, disse o ministro, que anunciou um “brevíssimo resumo do que importa”.

No documento, o ministro listou provas e os principais argumentos que foram apresentados ao longo dos últimos dias pela acusação e pela defesa. Após quase 70 horas de julgamento, iniciado na última quinta-feira (25), foram ouvidos, além da própria representada, parlamentares, testemunhas e os advogados das duas partes.

Direitos Políticos

Na votação do destaque sobre direitos políticos de Dilma Rousseff, o Senado decidiu favorável para a petista.

Bancada do Ceará

Os senadores cearenses confirmaram seu voto: Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB) foram a favor do impeachment, enquanto José Pimentel (PT) se posicionou contra.

Transposição do São Francisco – Projeto entra em nova fase

foto josé airton com ministro helder barbalho

O deputado federal Zé Airton e o ministro Helder Barbalho.

“A elaboração do Programa de Revitalização da Bacia do rio São Francisco está entrando em uma nova fase. Na última reunião, realizada segunda-feira (29), os integrantes da Câmara Técnica foram organizados para trabalharem propondo linhas de atuação e ações em cinco frentes: planejamento e monitoramento; gestão e educação ambiental; proteção e uso sustentável dos recursos naturais; economias sustentáveis; e saneamento, controle de poluição e infraestrutura hídrica. Tudo, segundo o governo federal, para dar mais agilidade na preparação do plano, a ser apresentado para os ministros e governadores membros do Comitê Gestor em novembro próximo.

Além disso, na próxima reunião, marcada para o próximo dia 20 de setembro, representantes dos governos estaduais, que já vêm contribuindo com os grupos de trabalho do Programa de Revitalização, passarão a integrar a Câmara Técnica. Com isso, será possível aproximar os planejamentos do Governo Federal e dos estados, aprofundando o debate de estratégias regionais.

“Nossa expectativa é que possamos garantir um planejamento e ações que efetivamente tragam resultados. E que assim o rio São Francisco possa melhorar as condições de oferta e qualidade de água”, destaca o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho.

A missão da Câmara Técnica é elaborar um plano que será apresentado, em novembro, para validação do Comitê Gestor do Programa. O documento deve conter as ações prioritárias para assegurar a maior oferta de água com qualidade do rio São Francisco, num ambiente de sustentabilidade ambiental.

(Foto – MIN)

Tasso justificou voto pró-impeachment defendendo união contra a crise

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O tucano Tasso Jereissati ocupou, nesta madrugada de quarta-feira, a tribuna do Senado para justificar seu voto pró-impeachment.

“Voto pelo impeachment, porque ninguém está acima da lei. A presidente afastada Dilma mentiu para os brasileiros com um único objetivo de reeleger-se, perdendo todas as condições de governar um país como o Brasil, que agora precisa reunir forças para enfrentar a maior crise econômica da sua história.”

PIB fecha segundo trimestre com queda de 0,6%

“O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas os bens e serviços produzidos no país, fechou o segundo trimestre de 2016 com queda de 0,6% comparativamente ao trimestre anterior na série livre de influências sazonais, . Quando comparada a igual período de 2015, a queda do PIB foi de 3,8%. Com o resultado, o PIB acumula – nos primeiros seis meses do ano – retração de 4,6%, comparativamente aos seis primeiros meses de 2015.

Os dados das Contas Nacionais Trimestrais foram divulgadas hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam, no acumulado dos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2016, decréscimo (-4,9%) em relação aos quatro trimestres anteriores. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2016 alcançou R$ 1,5 trilhão.”

(Agência Brasil)

Camilo acompanha o último capitulo da novela do impeachmente de Dilma

foto camilo água

Hora de molhar a garganta. Com cautela.

O governador Camilo Santana (PT) dedicou sua agenda nesta quarta-feira a um só compromisso: acompanhar o julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Ao lado de poucos assessores, estará de olhos coladinhos na tevê, pois o fato, claro, repercutirá também em gestão e no futuro político de quem pensa em reeleição, mas se vê acossado pelo líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, que acalenta o sonho de um dia alcançar o olimpo estadual.

A confirmação de Temer na presidência nem se deu, mas o peemedebista já ocupa, por meio de correligionários, importantes cargos federais no Estado como no Banco do Nordeste e no Dnocs.

Camilo deverá se pronunciar, ainda nesta quarta-feira, via Facebook, sobre o desenrolar da novela do impeachment.

DETALHE – No fim da tarde, Camilo receberá representantes do Conselho de Segurança Pública do Nordeste. Hora de discutir ações de combate ao crime organizado na região e reforço de operações conjuntas.

Imprensa estrangeira vê impeachment aprovado

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“A imprensa internacional está acompanhando a votação final do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, marcada para hoje (31), e já antecipa que ela será removida do cargo. O jornal britânico The Guardian, em sua edição americana, publicou artigo com perguntas e respostas para que o leitor entenda o que está acontecendo no Brasil.

O jornal explica que o Senado brasileiro está votando hoje a saída definitiva de Dilma Rousseff da presidência da República, dando sequência a um processo de impeachment que a afastou do cargo desde maio. De acordo com o artigo, a previsão é de que mais de dois terços dos 81 senadores vão apoiar a remoção de Dilma e confirmar o presidente interino Michel Temer como chefe de governo do país.

O The Guardian observa que a acusação contra Dilma é que ela teria tomado empréstimos de bancos estaduais, sem a aprovação do Congresso, para compensar a falta de recursos orçamentários para executar projetos.

O jornal informa que os que se opõem a Dilma chamam de “pedaladas” a utilização de dinheiro não previsto no Orçamento, sem autorização do Congresso, para financiar a agricultura familiar, o que dá uma “impressão enganosa” sobre a real situação das finanças do Estado.

O jornal também dá espaço para as explicações da defesa de Dilma Rousseff. De acordo com essas explicações, o dinheiro usado não era um empréstimo, mas transferências de recursos públicos, práticas utilizadas por administrações anteriores, embora não na mesma escala.

O The Guardian acrescenta que todas as explicações são apenas “pretexto” para a remoção de Dilma do poder. As verdadeiras razões para o impeachment, segundo o jornal, “são políticas”.

O jornal diz ainda que Dilma “é impopular” porque é vista como culpada pelas múltiplas crises que o país enfrenta e revelou-se uma líder inepta para enfrentar os problemas. “Mas a Constituição do Brasil não permite que haja um voto de desconfiança para tirá-la do poder”, que é o argumento utilizado para justificar o impeachment, de acordo com o artigo.

Lava Jato

Atrás da motivação para prosseguir com o processo de impeachment contra Dilma, de acordo com o jornal, estão alguns políticos “claramente motivados por um desejo de matar a investigação da Lava Jato, o que Dilma Rousseff se recusou a fazer”

O jornal lembra que o impeachment foi iniciado pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, depois que o Partido dos Trabalhadores se recusou a protegê-lo de uma investigação no comitê de ética da Casa. O The Guardian informa também que conversas secretamente gravadas revelaram que o líder do PMDB no Senado, Romero Jucá, queria remover a presidenta para que a investigação da Lava Jato pudesse ser “sufocada por seu sucessor”.

The New York Times

O jornal The New York Times publicou artigo assinado pela jornalista brasileira Carol Pires, da Revista Piauí, com o título “Impeachment muda o governo, não a política”. O artigo diz que, para muitos brasileiros, “o foco não está mais na política do governo em dificuldades, mas em seus próprios bolsos”.

A jornalista afirma que, com a saída de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores (PT) do governo, o PMDB – ex-aliado de Dilma – passou a chefiar o processo de impeachment. “No entanto, o PMDB não está menos envolvido nos desfalques da Petrobras do que os outros partidos”. O artigo lembra que a economia em naufrágio e a indignação contra a corrupção provocaram “sucessivas e intensas manifestações populares que levaram a uma mudança de governo, mas não na política brasileira”.

Já o site The Daily Beast afirma que Dilma Rousseff sairá formalmente do governo, apesar de ter protagonizado “uma última resistência incansável contra as acusações de irregularidades fiscais movidas contra ela, que muitos no Brasil veem como uma cortina de fumaça para sua remoção a qualquer custo”. O jornal lembra a frase de Dilma, durante o depoimento no Senado, que durou 14 horas: “Estamos a um passo de assistir a um golpe [parlamentar de Estado] real”.

O site da agência de notícias Reuters diz que os acusadores da presidenta afastada Dilma Rousseff reafirmaram que estão julgando não só a quebra de regras orçamentárias, “mas também um escândalo de corrupção e uma profunda recessão que eclodiu no seu devido tempo”. O site observa que Dilma é acusada de usar dinheiro de bancos estatais para reforçar os gastos durante a campanha à reeleição em 2014, um truque orçamentário já aplicado por muitos outros candidatos eleitos no Brasil. A Reuters lembra, porém, que Dilma negou, em seu depoimento, as irregularidades e disse que o processo de impeachment foi destinado “a reverter os ganhos sociais alcançados durante os 13 anos de governo de esquerda e proteger os interesses das elites endinheiradas na maior economia da América Latina”.

O jornal The Washington Post também comenta que a advogada Janaina Paschoal, que acusa a presidenta Dilma Rousseff de ter cometido “fraude” em suas práticas contábeis, derramou lágrimas ao pedir desculpas a Dilma por tê-la feito sofrer. O gesto “teatral”, segundo o jornal, foi o ato final de uma luta política que consumiu a maior nação da América Latina desde que o pedido de impeachment foi apresentado na Câmara dos Deputados no ano passado.

(Agência Brasil)

Desemprego andou atracando no Porto do Pecém

foto CSPecém

Essa é da Coluna O POVO Economia, de Neila Fontenele, no O POVO desta quarta-feira:

O aumento do desemprego expõe a tragédia da crise política nacional que destruiu alicerces da economia, como é o caso da confiança para investir. No caso do Ceará, o IDT está fazendo um estudo para analisar detalhadamente os ciclos de emprego e desemprego. Uma das áreas investigadas de forma mais criteriosa é o Pecém.

Ao contrário do que se pensava, mesmo com a atração de empresas, a região não ficou imune à crise. Os dados do levantamento ainda não foram divulgados, mas o coordenador de estudos e análises de mercado do IDT, Erle Mesquita, adianta que o desemprego aumentou.

No Estado como um todo, o número de postos fechados este ano dobrou, principalmente em função do comércio. A Região Metropolitana de Fortaleza concentra dois terços dos empregos e também possui a maior taxa de desemprego.

O que é golpe?

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Eis o tópico “O que é golpe?” da Coluna Política que o jornalista Érico Firmo assina no O POVO desta quarta-feira. Confira:

.. O impeachment de Dilma é golpe? Bom, penso que depende do que se considera golpe. Há meses se discute se é golpe ou não. Mas, como se conceitua golpe? Para você, o que é golpe?

Impeachment é julgamento. E julgamentos podem ser equivocados. Injustiças são cometidas, todo dia. Sempre que tal julgamento for equivocado, será golpe? Fernando Collor se disse vítima de golpe. Todos que forem alvo dirão ser. No caso de Dilma, existe a particularidade de que o julgamento pode ser deliberadamente equivocado, por interesses políticos. Isso é golpe?

No mês passado, em entrevista à rádio O POVO/CBN, Dilma usou metáfora. Disse que a democracia seria como uma árvore. O golpe de 1964 seria como cortar essa árvore. E o atual momento seria como se parasitas atacassem a árvore. A presidente afastada expôs a diferença entre uma coisa e outra.

Meu incômodo em usar a palavra golpe é por adotar mesmo conceito para coisas de proporções tão distintas, conforme reconhece a presidente afastada. Dilma enfatiza que é um “golpe diferente”. Parece-me que usar o mesmo conceito mais confunde do que explica.

O que o Brasil vive hoje? Uma conspiração, está claro para mim que há. Um absurdo jurídico, provavelmente. Manobra política, tem todas as características. Golpe? Depende do que se chama de golpe. Mas não é preciso dizer que é golpe para afirmar que é injusto.