Blog do Eliomar

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Batalha entre eleitores de Ciro e Haddad: quem vai enfrentar Bolsonaro?

Após a última pesquisa do Datafolha, que mostrou crescimento inconteste de Jair Bolsonaro (PSL), a grande batalha das redes sociais passou a ser entre eleitores de Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT).

O objetivo dos seguidores do pedetista é dissuadir os petistas a trocar de voto. Argumentam que Ciro é o único capaz de derrotar Bolsonaro no segundo turno.

Principalmente porque ele não é alvo do sentimento anti-PT, combustível que move a candidatura de Bolsonaro.

No Twitter, existe até uma hashtag sobre o assunto, #RenunciaHaddad.

De fato, segundo a última simulação do Datafolha, Ciro vence com 46% das intenções de voto, contra 42% de Bolsonaro.

Já Haddad perderia. O petista tem 42%, e Bolsonaro, 44%.

(Veja Online)

Carro com candidato ao Governo de São Paulo é atingido por tiros

O carro que levava o major Adriano da Costa e Silva, candidato ao governo de São Paulo pelo Democrata Cristão (DC), foi alvo de tiros na noite desta quarta-feira (3), de acordo com a PM e informações divulgadas pelo partido. Segundo o boletim de ocorrência, o major estava acompanhado de seu motorista, o capitão Hamilton da Silva Munhoz, quando quatro pessoas que estavam em duas motocicletas efetuaram disparos contra o veículo. Um dos tiros atingiu o colete a prova de balas do motorista. A informação é do Portal Uol.

Ainda de acordo com o documento, o major reagiu, efetuando disparos contra os criminosos, que fugiram do local. Após os tiros, o automóvel onde se encontravam o major e seu motorista caiu em um córrego. Eles foram encaminhados para o hospital Santa Helena sem ferimentos graves. A assessoria do DC confirmou o ataque e diz que o motorista passa bem.

Por volta das 23h30, o major permanecia no hospital e passava por exames, segundo sua mulher, Daniela da Costa e Silva. Ela também afirmou que ele vinha relatando ameaças, mas não especificou quais.

O ataque ocorreu por volta das 21h, na Estrada da Cooperativa, em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. De acordo com a assessoria do partido, Costa e Silva voltava para a capital após uma agenda de campanha. Também segundo a assessoria, o
veículo tinha adesivos da campanha. O partido trata o ocorrido como um atentado. A PM, no entanto, registro como disparo de arma de fogo contra o veículo.

Cai número de reclamações dos serviços de telecomunicações no País

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou redução de 18,8% no número de reclamações de usuários de serviços de telecomunicações em 12 meses. Em agosto de 2018, foram registradas 250,6 mil reclamações de usuários contra as prestadoras dos principais serviços de telecomunicações, 58 mil a menos do que o registrado no mesmo mês do ano passado (308,6 mil).

Os números divulgados hoje (3) pela Anatel mostram também que os principais serviços de telecomunicações apresentaram redução nos últimos 12 meses. Em termos percentuais, a maior redução foi apurada no segmento de TV por assinatura que registrou queda de 24,2% nas reclamações.

A telefonia fixa vem em seguida com redução de 21,7% nas queixas. Depois vem o serviço de telefonia móvel, que registrou redução de 18,8%, e banda larga fixa (-9,7%).

De acordo com a Anatel, a maioria das reclamações no serviço de telefonia móvel pós-paga foram relativas à cobrança indevida, que somaram 47,2% das queixas. Ofertas e promoções totalizaram 10% e qualidade e funcionamento, 9,7%.

Já em relação ao serviço de telefonia móvel pré-pago, as principais reclamações (39%) se referiram a créditos pré-pagos; seguido de ofertas e promoções, com 19,4% das reclamações e de qualidade e funcionamento, que somaram 13,6% das reclamações.

Em relação ao serviço de telefonia fixa, a maioria das queixas foi ocasionada principalmente por problemas na cobrança que somaram 42% do total. As queixas relativas a qualidade e ao funcionamento do serviço ficaram com 17,9%, e as reclamações sobre o cancelamento do serviço que somaram 10,1%.

As reclamações contra prestadoras de banda larga fixa em agosto de 2018 recaíram, principalmente, na qualidade e no funcionamento do serviço com 41,8% das queixas. Em seguida vem problemas na cobrança, com 26,2%, e no cancelamento do serviço que somou (7,7%). Já na TV por assinatura, a maioria das reclamações foi motivada por questões de cobrança que somaram 50,6%, de ofertas e promoções com 9,6% e de cancelamento que ficou com 9% das queixas.

Segundo a agência, todos os estados brasileiros e o Distrito Federal apresentaram diminuição no número de reclamações registradas na Anatel na comparação entre agosto de 2018 e o mesmo mês do ano passado. As cinco maiores reduções proporcionais ocorreram nos estados de Rondônia que registrou queda de 32,4%; Mato Grosso que apresentou redução de 30,6%; Tocantins com queda de 30%; Pernambuco com redução de 27,3%, e Rio de Janeiro que registrou queda de 27% nas reclamações.

(Agência Brasil)

Coordenador da campanha e Alcklmin, Irmão de Tasso faz doação para candidatos do DEM

Irmão de Tasso Jereissati (PSDB-CE), que coordena a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência, o empresário Carlos Jereissati doou R$ 300 mil para a campanha a deputado federal de Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Segundo informa a Veja Online, Onix é um dos principais articuladores da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) dentro do Congresso Nacional.

Não foi só.

Jereissati também contribuiu com R$ 100 mil para a campanha a deputado estadual de Rodrigo Lorenzoni (DEM-RS), filho de Onyx.

(Foto – Forbes Brasil)

Ibope – Bolsonaro lidera e Haddad vem em segundo; Ciro derrota Bolsonaro no segundo turno

Saiu do forno mais uma pesquisa do Ibope sobre a disputa pela presidência da República. Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 32% de intenções de voto, um ponto a mais do que marcou na última pesquisa, enquanto Fernando Haddad (PT), que avançou dois pontos, continua na segunda colocação com 23%.

Ciro Gomes (PDT) marcou 10% e Geraldo Alckmin (PSDB) ficou com 7%. Já Marina Silva (Rede) não saiu dos 4%.

Veja os números:

Jair Bolsonaro (PSL): 32%

Fernando Haddad (PT): 23%

Ciro Gomes (PDT): 10%

Geraldo Alckmin (PSDB): 7%

Marina Silva (Rede): 4%

João Amoêdo (Novo): 2%

Henrique Meirelles (MDB): 2%

Alvaro Dias (Podemos): 1%

Cabo Daciolo (Patriota): 1%

Guilherme Boulos (PSOL): 0

Vera Lúcia (PSTU): 0

João Goulart Filho (PPL): 0

Eymael (DC): 0

Brancos e nulos: 11%

Não sabem/não responderam: 6%

Segundo turno

Ciro Gomes vence Bolsonaro com a maior folga: 46% contra 39%.

Haddad tem 43% contra 41% de Bolsonaro. Alckmin registra empate técnico: 41% a 40%.

O candidato do PSL só vence no segundo turno Marina Silva: 43% x 39%.

DETALHE – A pesquisa ouviu 3.010 eleitores entre os dias 1º e 2 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Registro no TSE: BR-08245/2018.

Tasso diz em São Benedito que está “raro” encontrar lideranças honradas na política do Ceará

O senador Tasso Jereissati (PSDB) afirmou, nesta quarta-feira, que “é preciso resgatar a dignidade do Ceará”. Ele falou durante ato de campanha visita ao município de São Benedito (Região da Ibiapaba), ao lado do candidato ao governo, o General Theophilo.

“Está ficando cada vez mais raro e difícil encontrar na política do Brasil, no Ceará especialmente, lideranças que sejam honradas e de ficha limpa. A minha missão, neste momento, é fazer um projeto de renovação nesta política que está atrasada, comprometida com o passado e trazendo, talvez, um dos piores momentos da história do Ceará com a questão da segurança”, discursou Jereissati.

A agenda da tarde da comitiva contempla ainda visita ao município de Tianguá com carreata.

(Foto – Dvulgação)

Eleitor poderá acompanhar a apuração do pleito presidencial também pelo Twitter

Mais uma novidade nas eleições deste ano.

O Tribunal Superior Eleitoral vai lançar neste ano um serviço de apuração das eleições presidenciais pelo Twitter, informa o jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

Por meio da hashtag #ResultadoTSE, o eleitor poderá acompanhar a evolução dos votos totalizados. ´Tweets atualizados serão enviados de 30 em 30 minutos.

Ministro de Temer defende a Reforma da Previdência

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, defendeu hoje (3), durante almoço com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o ajuste fiscal e a necessidade de reforma na Previdência Social. “Foi uma discussão mais macro sobre a situação econômica do país e a necessidade de reformas. Este foi o tema, a visão de por que o ajuste fiscal é importante, qual a relação entre o ajuste fiscal, crescimento e inflação, e a importância da continuidade desse processo de reformas”, disse Guardia, à saída do encontro.

Apesar de discutir os problemas nas contas do país, Guardia afirmou não ter conversado sobre o impacto fiscal do reajuste de 16,38% que os ministros do Supremo aprovaram recentemente nos próprios salários. Para o ministro da Fazenda, “não cabe ao Poder Executivo entrar no mérito da alocação do recurso do Poder Judiciário”.

Caso confirmado pelo Congresso, o reajuste pode gerar um efeito cascata sobre as contas públicas, uma vez que os vencimentos dos ministros do Supremo servem de teto salarial para todo o funcionalismo público.

Na reunião, Guardia defendeu ainda a necessidade de aprovação da reforma da Previdência, neste ou no próximo governo. “É um problema do país, não é um problema do próximo governo, o país tem um problema fiscal grave, que precisa ser resolvido, começando com a questão da Previdência”, disse. “O mais importante é você entender qual a natureza do problema, e não negar que o problema existe.”

Participaram do encontro, que foi fechado à imprensa, o presidente do STF, Dias Toffoli, e os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello e Luís Roberto Barroso.

Ao menos sete ações diretas de inconstitucionalidade que questionam a Emenda Constitucional 95/2016, sobre o teto de gastos, tramitam no Supremo. Todas são relatadas pela ministra Rosa Weber, que não participou da reunião com Eduardo Guardia.

(Agência Brasil)

Dia da Micro e Pequena Empresa será comemorado na sexta-feira

O País vai celebrar, nesta sexta-feira,  o Dia da Micro e Pequena Empresa. A data marca a aprovação do Estatuto da MPE, por meio da Lei No 9.841, de 1999, informa a assessoria de imprensa do Sebrae nacional.

Atualmente, cerca de 98,5% das empresas brasileiras são micro e pequenas empresas, ou seja, são 12 milhões de pequenos negócios. Eles são responsáveis por 54% de todos os empregos com carteira assinada do país, por 90% das vagas de empregos abertas no primeiro semestre de 2018, são, também, responsáveis pelo primeiro emprego de 750 mil jovens, pelo aumento do empreendedorismo feminino em 34% nos últimos anos e por 50% das oportunidades de renda nas favelas brasileiras.

A micro e pequena empresa é que vem garantindo o aumento da empregabilidade porque é ela que mais emprega, hoje, no país. E a tendência é que os pequenos negócios fechem 2018 com o maior volume de emprego dos últimos três anos, ou seja, 600 mil vagas.

Para 2019, de acordo com análises feitas pelo Sebrae, a partir de dados da Receita Federal, a expectativa é de que sejam criadas 1,5 milhão de novas empresas (considerando os microempreendedores individuais, as micro e pequenas empresas).

(Foto – Divulgação)

As redes sociais e as eleições 2018

Com o título “As redes sociais e as eleições 2018″, eis artigo de Clayton Monte, cientista político. Ele comenta o atual momento da campanha e considera que todos vivemos uma”disputa atípica”. Confira:

As eleições nacionais contam com a presença vigorosa das redes sociais desde 2010. Seu peso foi sempre relativizado pela centralidade da propaganda eleitoral no rádio e na TV e, claro, pela ausência de conectividade em várias regiões do País. As redes sociais já fazem parte da disputa para o Legislativo. Nesse contexto, um fenômeno chama atenção na disputa eleitoral deste ano, o candidato que concentrou o maior espaço nos mecanismos tradicionais de comunicação política, não consegue crescer nas pesquisas de intenção de voto. Estou falando de Geraldo Alckmin (PSDB). Dono de um verdadeiro latifúndio comunicativo, não empolgou o eleitorado. Isso quer dizer que o rádio e a TV serão esquecidos pelo campo político?

Vivemos uma disputa atípica. Fato que surpreende analistas, imprensa e partidos. É a primeira campanha presidencial sem o financiamento empresarial. O fundo eleitoral não chega nem perto das doações empresariais. São múltiplas demandas e pouquíssimos recursos. Daí a utilização intensa das redes sociais.

Não se trata apenas de se comunicar com pequenos grupos. O Brasil é o segundo País em que as pessoas mais utilizam essas ferramentas. A comunicação segue vários caminhos, inclusive, a disseminação de preconceitos e do ódio. As campanhas que mais fizeram uso das redes sociais foram, notadamente, e pela ordem: Jair Bolsonaro, João Amoêdo, Ciro Gomes Fernando Haddad. Obviamente, a liderança de Bolsonaro não pode ser atribuída somente ao uso das redes sociais. O bolsonarismo é um fenômeno complexo e exigirá muito esforço dos pesquisadores – independente do resultado das urnas.

Acredito que o tempo no rádio e na TV continua valioso para as campanhas políticas. Geraldo Alckmin não conseguiu transmitir uma mensagem crível para a sociedade – fato que deverá ser estudado. Movimentos como #EleNão reascendem a discussão sobre o poder de mobilização a partir dos espaços virtuais. Confirmando as previsões, as fake news marcaram presença, mas foram combatidas por diferentes veículos de comunicação. Um dado relevante: o WhatsApp ganhou centralidade e foi o instrumento mais utilizado pelos candidatos. A tendência é que na próxima eleição, todos os meios de comunicação sigam uma configuração ainda mais complementar.

*Cleyton Monte

cleytonufc@hotmail.com

Cientista político, pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (Lepem) e membro do Conselho de Leitores do O POVO.

Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV sai do ar nesta quinta-feira

Termina nesta quinta-feira (4) a propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão do primeiro turno das eleições 2018, com a exibição de programas de candidatos a presidente da República e deputado federal. Os últimos programas dos candidatos a senador, deputado estadual e distrital serão apresentados hoje (3). Foram 35 dias de propaganda eleitoral gratuita.

Ainda segundo o calendário eleitoral, amanhã (4) também é o último dia para propaganda política em reuniões públicas, promoção de comícios e uso de aparelhagem de sonorização fixa, entre 8h e meia noite. Os debates no rádio e na televisão também só podem ocorrer até essa data, mas as transmissões que começarem na quinta à noite, por exemplo, podem se estender até as 7 horas da manhã do dia seguinte (5).

Pesquisa eleitoral

É permitida a divulgação, a qualquer momento, de pesquisas realizadas até sábado (6), para todos os cargos. Já as pesquisas de boca de urna, realizadas no dia do primeiro turno, somente poderão ser divulgadas depois de encerrado o pleito em todo o país, no caso das pesquisas para a disputa presidencial, e a partir das 17h fica permitida a divulgação das pesquisas para os cargos de governador, senador, deputado federal, estadual e distrital.

(Agência Brasil)

UFC consegue recursos para seu programa de parceria com universidades estrangeiras

A Universidade Federal do Ceará recebeu, nesta semana, duas boas notícias.

A primeira foi ter ficado em 12º lugar no País no ranking da Folha de S.Paulo, que apura as instituições de nível superior e seu desempenho no campo da pesquisa.

A segunda boa-nova veio com a liberação de R$ 16,5 milhões da Finep para seu programa de intercâmbios, o que lhe permitirá, nos próximos quatro anos, manter parceria e intercâmbio – alunos e docentes, com universidades de várias partes do mundo.

Quem comemora é o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Antônio Gomes.

(Foto – Tapis Rouge)

Bolsonaro vem aí com série de vídeos #PTNão

A campanha do candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, preparou uma série de vídeos com a hashtag #PTNão para propagar entre voluntários que atuam nas redes. É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo nesta quarta-feira.

Em alguns filmes, atores e personalidades fazem discursos críticos ao partido de Haddad. Há ainda peças com notícias desfavoráveis à sigla. Uma delas já explora a delação do ex-ministro Antonio Palocci.

Uma das propagandas de Bolsonaro se aproveita de um trecho de discurso em que o papa Francisco diz “que as ideologias terminaram mal (…), em ditaduras, sempre”.

Recentemente, o pontífice falou a favor do desarmamento e foi criticado por apoiadores do PSL.

Dólar está cotado hoje a R$ 3,87

O dólar abriu o pregão de hoje (3) mantendo a tendência de queda, com baixa de 1,58%. A moeda norte-americana está cotada a R$ 3,8726 para venda. A moeda norte-americana acumula recuos seguidos, como ontem quando fechou em queda de 2,08%. O Banco Central mantém a política tradicional de swaps cambiais, sem ofertas extraordinárias de venda futura da moeda.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), iniciou o dia em alta de 2,33% com 83.512 pontos, mantendo a escala de valorização chegando a bater 4,69% no meio da manhã de hoje. Os principais papéis, chamados de blue chip, seguem a tendência, com Petrobras valorizando 5,08%.

(Agência Brasil)

Dois cenários para a reta final da campanha presidencial

Com o título “Dois cenários para a reta final da campanha”, eis artigo do jornalista Henrique Araújo, do O POVO. Será que a trajetória ascendente de Fernando Haddad produziu uma força contrária e, nesse jogo, turbinou Bolsonaro? Confira:

A quatro dias das eleições, há dois cenários possíveis na corrida presidencial. O primeiro: as pesquisas (Ibope antes e agora Datafolha) captaram uma onda pró-Bolsonaro impulsionada sobretudo pelo voto evangélico e feminino. Esse efeito, sugerem os números das duas sondagens, seria uma reação aos movimentos de mulheres contra o capitão da reserva no fim de semana, mas não apenas.

Podem ser reflexo também da polarização extrema e do sentimento antipetista, que se acentuou após a escalada vertiginosa de Fernando Haddad (PT) nos levantamentos mais recentes. Na semana passada, por exemplo, o petista foi de 16% da pesquisa anterior para 22%, crescendo seis pontos percentuais. O desempenho do presidenciável no segundo turno também tinha melhorado: no Datafolha de 28/9, o ex-prefeito de São Paulo vencia Bolsonaro por 45% a 39%.

A trajetória ascendente de Haddad produziu uma força contrária, e a situação se inverteu. Caso se confirme essa onda a favor de Jair Bolsonaro (PSL), o capitão agora vai tentar potencializar o fluxo do voto útil, arrancando eleitores de Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), a fim de vencer ainda no primeiro turno. Do contrário, e esse é o segundo cenário possível, o deputado federal vai apenas oscilar positivamente nas próximas rodadas até domingo, levando a disputa para o segundo turno. Aí é, como já se sabe, uma eleição totalmente diferente da que vimos até agora.

Efeito contrário

A trajetória ascendente de Haddad produziu uma força contrária, e a situação se inverteu

*Henrique Araújo

henriquearaujo@opovo.com.br

Repórter.

Tropas federais estarão em pelo menos 11 Estados no domingo do voto. O Ceará está nessa lista

Até agora, 510 localidades brasileiras terão a segurança reforçada no domingo (7) por forças federais durante o primeiro turno das eleições. Segundo último balanço do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgado na noite dessa terça-feira (2), a maioria de zonas eleitorais que vão ter apoio está no Rio de Janeiro (106). O estado é seguido pelo Pará (46) e Piauí (43).

Os ministros do TSE já haviam aprovado o apoio para localidades de outros oito estados: Amazonas, Acre, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Tocantins. Entre as localidades estão aldeias indígenas, distritos, comunidades ribeirinhas.

A atuação das forças federais nas eleições está prevista na Lei 4.737/1965 (Código Eleitoral) e tem como objetivo garantir a normalidade do pleito, o livre exercício do voto e o bom andamento da apuração dos resultados. Depois de aprovados pelo TSE, os pedidos são encaminhados ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelo planejamento e execução de ações das Forças Armadas.

(Agência Brasil)

NO CEARÁ, as tropas federais reforçarão a segurança no pleito em Fortaleza, Sobral, Caucaia, Maracanaú e Juazeiro do Norte.

O gesto destrambelhado de Sergio Moro

Com o título “O gesto destrambelhado de Moro”, eis tópico da Coluna Política do O POVO desta quarta-feira, assinada pelo jornalista Érico Firmo. Confira:

Sérgio Moro não agiu com a postura que se espera de um magistrado ao divulgar o depoimento de Antonio Palocci (PT). Salvo explicação que ainda não apareceu, foi tentativa de interferir na eleição.

Vale lembrar episódio recente. Em agosto, Moro adiou depoimento de Lula, que estava marcado para 11 de setembro, com justificativa de “evitar a exploração eleitoral dos interrogatórios”.

Ora, se depoimento é processo criminal não pode ocorrer um mês antes da eleição, o que justifica divulgar depoimento dado em abril a uma semana do pleito?

O PT tem muito a explicar sobre Palocci. Ele era alguém de centro da cozinha. Nos dois ciclos de governos do partido, ele começou como ministro mais poderoso. Caiu com dois escândalos graves. Falta de sinais não foi. Mas, só agora o partido se diz surpreso pelo que ele diz.

As denúncias dele têm mais peso do que um depoimento comum. Mas, precisam ser provadas. E, de todo modo, não há o que explique a divulgação neste momento. Parece até que ficou guardado a espera da ocasião oportuna – ou inoportuna.

(Foto – Reprodução de TV)

Ciro diz que se for eleito não indicará para o STF quem tiver sido filiado a partido

Ministro do Supremo Tribunal Federal não pode ter sido filiado a partido político em algum momento de sua vida. O candidato do PDT a presidente, Ciro Gomes, promete seguir essa regra para indicar integrantes da corte se for eleito. E mais: quer que magistrados e integrantes do Ministério Público atuem com contenção, sem extrapolar suas funções. Foi o que ele deixou claro para o site Consultor Jurídico.

Ciro foi questionado sobre o perfil de ministro que indicaria para o STF em sabatina promovida em setembro pelos jornais O Globo e Valor Econômico e pela revista Época. O próximo presidente da República escolherá, pelo menos, dois ministros para o tribunal, porque Celso de Mello e Marco Aurélio completarão 75 anos durante o mandato, idade da aposentadoria compulsória.

“Reputação ilibada, notório saber jurídico, isso é sabedoria da nossa Constituição. E de novo: o Fernando Henrique Cardoso nomeia os cabos eleitorais dele, os simpatizantes dele, isso é a politiquinha de São Paulo; o PT se sente autorizado a fazer a mesma coisa. O que a gente tem que fazer é preservar o Supremo Tribunal Federal pra aquilo que a Constituição prevê. É preciso ter reputação ilibada, é preciso estar isento dessas futricas. Não pode em nenhuma circunstância ter sido filiado a partido. Não é ser [filiado a partido] na data [de indicação], é não ter sido filiado a partido, pois isso já deforma, porque é a suprema majestade da Justiça”, apontou Ciro, que é advogado e já foi professor de Direito Constitucional e de Direito Tributário da Universidade de Fortaleza.

Em seguida, o ministro da Fazenda de Itamar Franco e da Integração Nacional do governo Lula criticou a escolha do ministro Alexandre de Moraes pelo presidente Michel Temer. “Eu fico chocado como alguém nomeia o Alexandre de Moraes ministro do STF. O Alexandre de Moraes era secretário de Segurança do Alckmin ontem, ministro [da Justiça] do Temer, um governo corrupto.”

“E Dias Toffoli?”, perguntou a jornalista Miriam Leitão. “Também. Está errado. É a mesma coisa. Gilmar Mendes? Está errado. E olha que o Gilmar Mendes é uma figura extraordinária em termos de saber jurídico”, destacou Ciro.

Moraes era filiado ao PSDB quando foi indicado para o STF. Antes, foi do DEM. Ele foi secretário de Justiça e de Segurança Pública de São Paulo em governos do tucano Geraldo Alckmin, além de ministro da Justiça de Temer.

Toffoli foi filiado por quatro anos ao PT e deixou o partido seis anos antes de ser escolhido para o Supremo por Lula. O ministro foi advogado-geral da União e chefe do jurídico da Casa Civil nos governos Lula e advogou para o PT no Tribunal Superior Eleitoral nas campanhas de 1998, 2002 e 2006. Antes, foi assessor da liderança do PT na Câmara dos Deputados.

Gilmar, citado por Ciro na sabatina, nunca foi filiado a partido, mas cogitou concorrer ao Senado pelo PSDB nas eleições de 2002. Desistiu diante da indicação ao Supremo por Fernando Henrique Cardoso. No governo dele, Gilmar foi advogado-geral da União e subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil. O ministro ainda foi chefe da Assessoria Jurídica da Presidência da República durante o processo de impeachment de Fernando Collor.

De forma geral, Ciro não tem uma visão favorável da atuação do STF nos últimos tempos. Ao criticar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em entrevista à rádio Jovem Pan em 2017, ele foi questionado como era possível dizer que o processo foi um “golpe”, se ele foi chancelado pelo Supremo.

Em resposta, o ex-ministro lembrou que, em 2 de abril de 1964, o então presidente do Senado, Auro Moura de Andrade, declarou que João Goulart havia abandonado a Presidência da República — mesmo com ele ainda estando no Brasil. Em seguida, continuou, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu o governo e convocou eleições indiretas, que foram vencidas pelo general Castello Branco. E isso tudo sem que o STF interviesse, destacou.

“Você acha que isso foi tudo legal? Não foi um golpe? Isso é a noite de 64. Supremo Tribunal Federal demandado, até hoje calado. E o Ruy Barbosa dizia, e contemporaneamente repito, é o poder que mais tem faltado à República”, avaliou Ciro.

O candidato não respondeu às perguntas da ConJur sobre suas propostas para o Judiciário, o Ministério Público, as polícias, a advocacia pública, a legislação penal e o sistema penitenciário.

(Foto – Reprodução de TV)

Ministro visitará Campus da UFC em Itapajé

Danilo e Custódio Almeida, vice-reitor da UFC, no DF com o ministro e assessores.

O ministro da Educação, Rossieli Soares, visitará o Ceará nesta quinta-feira. Na agenda dele, ida ao Campus Jardim Anita, da Universidade Federal do Ceará, em Itapajé. Ele desembarcará na capital cearense às 10 horas e será recepcionado pelo deputado federal Danilo Forte (PSDB).

Rossieli conhecerá as instalações do campus, que tem previsão de ser inaugurada no primeiro semestre de 2019 para receber alunos de toda a Região Norte. Voltada para a formação de professores da escola básica, oferecerá inicialmente cursos de licenciatura em Matemática, História, Geografia e Letras – Português. Outros cursos serão implantados de forma gradual.

DETALHE – O novo Campus da UFC contou com emendas do deputado federal Danilo Forte.

(Foto – Divulgação)