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Ceará registra maior queda de mortes violentas em 10 anos, diz SSPDS

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O Ceará teve uma redução de 54,8% em mortes violentas no mês de fevereiro, com 163 pessoas assassinadas. O número é o menor resultado desde 2009. Os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) são referentes a homicídios dolosos, latrocínios (roubo seguido de morte) e lesão corporal seguida de morte.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o número de mortes diminuiu em todas as regiões do Estado, o que teria resultado em 198 vidas salvas. Em fevereiro de 2018, foram 361 vítimas. Já no mês passado, esse número caiu para 163. No acumulado de janeiro a fevereiro em dez anos, esta é a maior redução na série histórica do Estado.

A maior diminuição em fevereiro ocorreu na Região Metropolitana da Capital, com uma queda de 65,4%, passando de 104 casos para 36. Em seguida veio Fortaleza, com uma redução de 55,4%, diminuindo de 121 para 54, o que correspondeu a uma média diária abaixo de duas vítimas por dia em Fortaleza.

No Interior Norte, no segundo mês do ano passado, foram registrados 69 CVLIs e esse número baixou para 36, em fevereiro último, o que correspondeu à diminuição de 47,8%. Já no Interior Sul, a queda foi de 44,8%, passando de 67 para 37 crimes.

Todas as estatísticas são geradas pela Gerência de Estatística e Geoprocessamento (Geesp) da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

No acumulado dos dois primeiros meses do ano de 2019, a queda nas estatísticas de mortes violentas foi de 57,9%, com 488 vidas salvas. O número que era de 843, na soma de janeiro e fevereiro do ano passado, caiu para 355 neste ano.

Na Região Metropolitana, somando os meses de janeiro e fevereiro, a redução no acumulado dos CVLIs, foi de 65,6%, passando de 256 para 88. Em Fortaleza, o número que era de 285 reduziu para 105, correspondendo à queda de 63,2%. No Interior Norte, janeiro e fevereiro deste ano contabilizaram uma queda de 50,6%, caindo de 156 para 77. Por último, no Interior Sul, a redução foi de 41,8%, indo de 146 vítimas para 85.

(O POVO – Repórter Angélica Feitosa/Foto – Divulgação)

Grupo M. Dias Branco fecha 2018 com receita líquida de R$ 6 bilhões

A M. Dias Branco fechou 2018 com receita líquida de R$ 6,025 bilhões, representando crescimento de 11,3% em relação 2017. O valor é maior que a média dos últimos seis anos. O dado foi divulgado em demonstração financeira da empresa, e há impacto da aquisição de R$ 1,5 bilhão da Piraquê pelo Grupo, contemplando informações da nova marca de 17 de maio a 31 de dezembro de 2018.

Na expansão de participação de mercado (market share), houve um salto de 31,9% para 35,6% em biscoitos e de 33,5% para 37,9% em massas no País. A base de comparação é entre o último bimestre de 2017 e igual período de 2018. Assim, a companhia permanece como líder nacional no mercado de biscoitos e massas.

Porém, ante a forte alta do trigo, principal insumo dos itens do Grupo, e com despesas não recorrentes, a lucratividade da M. Dias Branco foi impactada negativamente, com a margem Ebitda passando de 17,8% em 2017 para 15,5% da receita líquida no ano passado.

Com R$ 933 milhões, o resultado do Ebitda caiu 3,5% no ano passado.

Este indicador é usado para avaliação de empresas de capital aberto e significa lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

Enquanto o lucro líquido passou de R$ 844,3 milhões no exercício de 2017 para R$ 723,5 milhões em 2018, queda de 14,3%, o lucro bruto apresentou crescimento em valores nominais de 2% e redução de margem bruta de 3,4 pontos percentuais (p.p.), em decorrência, principalmente, da redução dos volumes de vendas e da elevação dos custos, sobretudo do custo do trigo em grão.

“Vale destacar que os reajustes de preços realizados ao longo do ano, somados aos impactos da aquisição da Piraquê, contribuíram para compensar parcialmente os efeitos do aumento substancial do custo do trigo”, informa o relatório da empresa.

Segundo os resultados, os custos dos produtos vendidos representaram 66,5% da receita líquida do período (62,4% em 2017). E as despesas operacionais aumentaram 9,4% em 2018 em relação ao ano anterior. Porém, apresentaram uma redução de 0,4 p.p. na sua representatividade sobre a receita líquida, “justificada principalmente pela gestão mais rigorosa das despesas”.

As outras despesas (receitas) operacionais passaram de uma despesa de R$ 75,5 milhões para R$ 40,7 milhões, um recuo de 46,1% no período comparativo de 2018/2017.

O resultado financeiro passou de uma receita de R$ 76,7 milhões em 2017 para uma receita de R$ 46,3 milhões em 2018. De acordo com a M. Dias Branco, a variação foi influenciada principalmente pela redução dos rendimentos sobre as aplicações financeiras da Companhia, decorrente do resgate de aplicações para pagamento da aquisição da Piraquê e da redução na taxa do CDI, bem como aumento de juros sobre financiamentos, decorrente da parcela retida da aquisição da nova marca e da captação de recursos no segundo trimestre do ano passado.

Além disso, em 2018, foram reconhecidas atualizações de créditos tributários, no montante de R$ 50,4 milhões, fruto principalmente de processos transitados em julgado de crédito de IPI sobre embalagem, relativo janeiro de 1993 a dezembro de 1998, e PIS/Cofins sobre importação, que somaram R$ 40,4 milhões.

(O POVO – Repórter Beatriz Cavalcante)

Gol cancela voo para Miami, mas troca de aeronave e garante voo para Orlando

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Passageiros eram informados sobre mudanças no box da empresa, no aeroporto.

A decisão da Gol de suspender temporariamente operações de voos usando o avião Boeing Max 8 teve impactos em Fortaleza.

Os voos procedentes de Orlando e Miami, que deveriam aterrissar no Aeroporto Internacional Pinto Martins por volta das 7h15min, acabaram cancelados na origem – EUA, com passageiros, de acordo com a empresa, sendo acomodados em outras aeronaves.

O voo 7732, que decolaria para Miami às 8h35min desta terça-feira, foi cancelado, mas o voo 7654, com destino a Orlando, decolará normalmente, a partir das 8h50min. Isso, porque houve troca da aeronave. Saiu o Boeing Max 8, entrou o Boeing 737-800, que deve deixar ar a Capital cearense com mais de 100 passageiros.

Todas essas alterações em voos e aeronaves da Gol são uma consequência do acidente aéreo registrado na Etiópia, domingo último, com o modelo Boeing Max 8, que provocou a morte de 156 passageiros.

(Foto – Paulo MOska)

Copa do Brasil – Sem Gustagol, time do Corinthians desembarca para enfrentar o Ceará

Sem o atacante Gustagol, contundido no joelho esquerdo, o time do Corinthians desembarcou, por volta das 2h10min da madrugada desta terça-feira, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza.

O grupo, formado por 22 atletas, foi recepcionado festivamente por torcedores do clube que desde as 22 horas já circulavam pelo saguão do terminal aeroportuário.

O Corinthians fará a primeira partida pela terceira fase da Copa do Brasil nesta quarta-feira à noite, na Arena Castelão, contra o Ceará. Pela programação, o time paulista deve fazer seu último treino antes do jogo, na tarde desta terça-feira, no Estádio Presidente Vargas.

A expectativa da impensa paulista é de que o Corinthians inicie o jogo com a mesma equipe que começou o clássico diante do Santos: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf e Júnior Urso; Pedrinho, Sornoza e Clayson; Boselli.

(Foto – Divulgação)

Canindezinho ganhará um Centro Cultural

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), vai assinar, à 14 horas desta terça-feira, a ordem de serviço para a construção de um Centro Cultural, na Avenida Osório de Paiva, no bairro Canindezinho. A informação é da assessoria de imprensa do Paço Municipal.

A obra é uma das contrapartidas da Operação Urbana Consorciada Osório de Paiva (OUC-Osório de Paiva) que viabilizou a instalação do supermercado Atacadão.

(Foto – Divulgação)

Ex-secretário de Camilo Santana reforça equipe da OAB do Ceará

Will, de paletó cinza, diz estar pronto para a missão.

O advogado Will Almeida assumiu, nesta segunda-feira, como membro da Comissão de Políticas Públicas sobre Drogas da OAB do Ceará. O ato ocorreu na sede da entidade na presença do presidente estadual Erinaldo Dantas e do presidente da seccional de Iguatu, Danilo Passos, além do conselheiro estadual Marco Antonio Sobreira.

Will Almeida, que já foi titular da extinta Secretaria de Políticas sobre Drogas do Estado, cumprirá o triênio 2019-2021. Prometeu difundir ações no plano da conscientização sobre o problema das drogas não só em Fortaleza mas, também, no Interior.

(Foto – Divulgação)

Observatório da Indústria é apresentado para o empresariado do Pará

Guilherme Muchale, gerente do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), e Edvânia Brilhante, coordenadora do equipamento, participaram, nesta segunda-feira (11/3), de uma reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), em Belém.

Ali eles apresentaram o modelo do Observatório da Fiec e as soluções oferecidas. Na plateia, o presidente da Fiepa, José Conrado Azevedo Santos, diretores, além de superintendentes e gestores do Sesi e do IEL do Pará.

Muchale e Edvânia apresentaram a metodologia e resultados dos projetos, bem como o sistema de informação do Observatório e sua atuação no desenvolvimento da indústria cearense como contribuição que o Sistema S pode oferece ao setor industrial e à sociedade.

(Foto – Fiec)

Fortaleza será sede da Feira de Artesanato e Cultura do Brasil

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Seu Espedito Seleiro é um dos convidados especiais do evento.

Fortaleza receberá, no período de 29 deste mês até 7 de abril, no Centro de Eventos, a maior Feira de Artesanato e Cultura do Brasil (Fenacce). Será a primeira e atrairá para a capital cearense a arte produzida por artesãos de 25 estados brasileiros, além de 12 países.

“A expectativa de público durante o evento é de cerca de 50 mil pessoas, mas já estamos confiantes que, os cearenses, que tem o artesanato tão enraizado na cultura, e são tão calorosos e receptivos, eles vão abraçar o evento e que poderemos chegar até 100 mil visitantes em 10 dias”, afirma a coordenadora da Fenacce, Stella Pavan.

Alinhar artesanato, inovação e sustentabilidade será um dos pilares da feira. Os visitantes poderão conhecer de perto, por exemplo, como é possível transformar produtos recicláveis em peças artesanais, ajudando assim a reduzir o impacto ambiental.

A feira contará com cerca de 130 estandes com até 300 expositores. Além disso, a programação terá uma ala voltada toda para o compartilhamento de experiências através de palestras de artesãos renomados no mercado e oficinas, onde será possível aprender a fazer diversos trabalhos manuais. Para participar, basta que o visitante se inscreva antes de cada oficina.

Espedito Seleiro

Considerado um dos grandes nomes do artesanato mundial, o cearense nascido no município de Arneiroz terá participação na Fenacce. Com 80 anos a serem completados neste ano, o Mestre da Cultura, reconhecido pelo Governo do Estado e pelo Ministério da Cultura foi recentemente homenageado pela escola de Samba União da Ilha, do Rio de Janeiro.

O artesão será um dos expositores e ainda estará presente na feira.

SERVIÇO

*Horário- Das 16 às 22 horas (segunda a sexta-feira)

*Nos finais de semana das 14 às 22 horas

*Entrada: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (estudantes)

(Foto – Divulgação)

Fortaleza ganhará a Praça do POVO

A Praça Jornalista Demócrito Dummar, que fica em frente ao O POVO, no bairro Joaquim Távora, em Fortaleza, já tem data para ser inaugurada pelo prefeito Roberto Cláudio.

O ato ocorrerá a partir as 17 horas do próximo sábado, com uma programação artística e cultural.

Demócrito, bom destacar, presidiu o jornal O POVO por cerca de 40 anos.

(Foto – Dário Gabriel)

Servidores estaduais cobram reajuste salarial

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Ei, Camilo!!!

Vários servidores estaduais indagam: “Governador, vai ter reajuste para categoria neste 2019? Se for afirmativo, quando finalmente sairá o anúncio, já que a data-base por lei é janeiro de cada ano?

Outra indagação dos servidores vai para a Secretaria do Planejamento: “Procede a informação de que enquanto não for anunciado oficialmente o índice de reajuste pelo governo, todos os processos de requerimento de aposentadoria em trâmite continuarão parados?”

(Foto – Divulgação)

No Ceará tem disso sim… Geoturismo e geoparque

Com o título “Geoturismo e geoparque”, eis artigo de Joaquim Cartaxo, arquiteto e superintendente estadual do Sebrae. Ele expõe a importância de um nicho turístico chamado geoparque. Confira:

Visitar locais de relevância geológica ou paleontológica, conhecer e desfrutar de manifestações culturais e contribuir para o desenvolvimento sustentável de um território: estes são princípios que caracterizam o geoturismo, atividade que é um dos três pilares de sustentação de um geoparque.

O que é o geoparque? A Unesco, que oferece a chancela para estes equipamentos em todo o planeta, conceitua geoparque como um local onde há determinado número de sítios geológicos com especial importância em termos de qualidade científica, raridade, apelo estético ou valor educativo. Segundo essa organização mundial, a maioria destes sítios presentes no território do geoparque deve fazer parte do patrimônio geológico, mas o seu interesse também pode ser arqueológico, ecológico, histórico ou cultural.

Para além da riqueza geológica, paleontológica e cultural, o geoparque configura-se como equipamento promotor de desenvolvimento territorial sustentado na busca da preservação do patrimônio geológico para futuras gerações (geoconservação); na promoção da educação, ensino e pesquisa sobre temas geológicos, paleontológicos e ambientais (geoeducação) e no estímulo à prática de um turismo que fortaleça a identidade da população com a região dela, impulsione a geração de empreendimentos e negócios locais voltados para hospedagem, artesanato, gastronomia, produção cultural (geoturismo).

Sem menosprezar os dois outros, o geoturismo é, na prática, o pilar fundamental para a sustentação de um geoparque e colaboração intensa com desenvolvimento do território onde ele está inserido. O geoturismo possui a capacidade de despertar na população o sentimento de valorização dos recursos ambientais e patrimônio cultural como elementos que podem contribuir para dinamizar a economia local. Por meio dele também é fomentada toda uma rede de pequenos negócios, em sua maioria, ligados aos segmentos da economia criativa. Em suma: natureza e economia criativa, associadas nas possibilidades de gerar oportunidades de negócios, trabalho, renda e obtendo como resultante o desenvolvimento sustentável do território.

*Joaquim Cartaxo,

Superintendente do Sebrae/CE e arquiteto.

Assembleia Legislativa debaterá a Nova Previdência

A Assembleia Legislativa vai promover debate sobre a proposta de reforma da Previdência Social do governo de Jair Bolsonaro. A iniciativa é do deputado Carlos Felipe (PCdoB), que defende aprofundamento dos itens da chamada “Nova Previdência”.

Carlos Felipe teme prejuízos para a classe trabalhadora.

O debate ocorrerá na próxima quinta-feira, a partir das 13 horas, no Auditório Murilo Aguiar.

(Foto – ALCE)

Campos Sales ganhará uma estátua de Nossa Senhora da Penha

A cidade de Campos Sales (Região do Cariri Oeste) está investindo no turismo religioso.

Uma estátua de Nossa Senhora da Penha, padroeira, de 31 metros de altura, é erguida ali ao preço de R$ 1,3 milhão. O prefeito Moésio Loyola informa que conseguiu o apoio financeiro por meio de emendas de parlamentares.

Ele também vai investir na implantação de um parque de eventos, só que aguardando recursos do Ministério do Turismo.

(Foto – Paulo MOska)

 

SSPDS diz não dispor da estatística de resolutividade dos homicídios contra adolescentes

Com o título “Segurança Pública – SSPDS diz não dispor da estatística de resolutividade dos homicídios contra adolescentes”, eis a coluna do jornalista Thiago Paiva, no O POVO desta segunda-feira. Um questionamento às estatísticas da pasta. Confira:

Em 6 de agosto de 2018, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) anunciou que todos os homicídios cometidos contra crianças e adolescentes passariam a ser investigados com prioridade no Ceará. Atitude necessária, acertada e prevista na Constituição. Priorizar a apuração dos assassinatos dos nossos jovens é uma das recomendações feitas pelo Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CCPHA).

Entretanto, nem à época do anúncio, nem depois, a SSPDS informou como se daria a execução dessa prioridade, ou mesmo o acompanhamento do cumprimento da medida, que foi definida por meio de um ofício circular, emitido a todos delegados do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O documento foi assinado pelo diretor da unidade,
Leonardo Barreto.

Ocorre que agora, sete meses depois da divulgação, a coluna procurou saber a quantas andava essa iniciativa. No entanto, surpreendentemente, a SSPDS informou que não dispõe da estatística de resolutividade dos inquéritos por faixa etária. A pasta reconhece, portanto, que não tem como comprovar que a determinação está sendo seguida.

A situação é lamentável e curiosa, sobretudo em uma gestão que tanto se ufana dos investimentos em tecnologia voltada à segurança pública. Em tempos de Big Datas e Centros de Inteligência, a SSPDS foi incapaz de fazer tal levantamento e, desta forma, de cumprir com o nobre compromisso firmado.

Vale lembrar que o CCPHA foi instituído em 2016 e, à época, o órgão analisou, de maneira qualitativa, as estatísticas de morte violenta dessa população no Estado. Uma das conclusões do grupo foi justamente que a não responsabilização (indiciamento) dos autores dos homicídios acarreta em uma sensação de impunidade e, consequentemente, na reincidência nos crimes.

À coluna, o coordenador técnico do CCPHA, Thiago de Holanda, afirmou que o comitê não irá recuar na análise da execução da medida. O órgão irá monitorar o andamento dos inquéritos por meio do fluxo de processos que chegam à Justiça, caso a caso, levando em conta o tempo de investigação, fase de inquérito e indiciamentos concretizados. Holanda cobrou ainda que a SSPDS estabeleça mecanismos que permitam o acompanhamento dessas estatísticas, dando transparência às informações.

Voltando aos números, na resposta enviada ao O POVO, a SSPDS disponibilizou o restante da demanda solicitada. Foram encaminhados os números da resolutividade geral dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que incluem todos os casos de homicídio doloso, feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio. E o cenário não é bom.

Conforme os dados do Sistema de Gerenciamento e Elucidação de Homicídios (SGH) da Polícia Civil, em janeiro último, a solução dos crimes de homicídio no Ceará caiu pela metade, diminuindo dos 30%, registrados no mesmo período de 2018, para 14,8%, nos 31 primeiros dias de 2019.

O detalhe é que foi também em janeiro passado que o Ceará enfrentou o maior ciclo de ataques e atendados criminosos já registrado no Estado. E por determinação do secretário André Costa, o DHPP participou ativamente das investigações desses crimes em série. A apuração da 15ª onda de ataques foi priorizada. Já a investigação das mortes dos adolescentes, até agora, e ao que tudo indica, não.

Também em janeiro – período em que as facções criminosas impuseram um cessar fogo entre si, priorizando a guerra ao Estado -, assim como as estatísticas gerais de homicídios diminuíram, a epidemia dos assassinatos de adolescentes sofreu uma redução brusca no Ceará.

Naquele intervalo, 14 pessoas, com idade entre 12 e 17 anos, foram mortas. O resultado 75,4% inferior ao constatado em janeiro de 2018, quando 57 jovens foram assassinados.

O resultado reforça e demonstra o quanto as facções criminosas podem interferir nas estatísticas de criminalidade no Estado, e o quanto é importante identificar, punir e impedir a reincidência dos autores de crimes contra a vida. A priorização dessa apuração precisa sair do papel.

*Thiago Paiva,

Jornalista do O POVO.

Santa Casa de Fortaleza terá novamente Luiz Marques como provedor-mor

A Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza realizará, na próxima quinta-feira, às 9 horas, em sua sede, uma assembleia para escolha de sua nova diretoria.

Há, no entanto, uma definição: Luiz Marques, atual provedor, será reeleito.

Já a parte relacionada aos mordomos, virá com duas novidades: os ingressos de Beto Studart, que preside a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), e a arquiteta Neuma Figueiredo, que, anualmente, realiza a Casa Cor Ceará.

(Foto – Paulo MOska)

Ceará ganha associação que lutará contra arbitrariedades praticadas no campo tributário

O empresário e advogado Arcelino Calado assumiu a presidência da Associação Nacional dos Contribuintes de Tributos, regional do Ceará. A entidade, que está iniciando suas atividades no País, terá, entre seus objetivos, lutar pela aprovação do projeto que cria o Código de Defesa do Contribuinte, recentemente entregue ao ministro da Economia Paulo Guedes. O presidente eleito no Estado iniciará uma maratona de reuniões junto aos parlamentares cearenses em busca de apoio.

Phillipe Silveira, diretor-executivo da associação, informa que a entidade terá ainda como objetivo atuar “de forma coletiva nas ações que visam a recuperação de tributos pagos indevidamente, bem como defender seus associados das arbitrariedades cometidas pelo fisco.”

A entidade promete criar um Canal de Atendimento para receber denúncias de eventuais arbitrariedades praticadas pela administração tributária. Cerca de 40 empresas de setores como indústria, atacadistas, varejistas e prestadores de serviço já solicitaram filiação.

SERVIÇO

*Associação Nacional dos Contribuintes de Tribuntos, no Cearpa – Avenida Dom Luis 807, 21ª Andar, Meireles, Fortaleza (ececassociacao@gmail.com).

Museu da Indústria inscreve projetos em seu edital de ocupação

O Museu da Indústria seleciona projetos artísticos e culturais que integrarão a sua pauta de programação 2019.

De acordo com a assessoria de imprensa da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), as inscrições são gratuitas e se estenderão até 31 deste mês de março.

SERVIÇO

Museu da Indústria – Rua Dr. João Moreira, 143 – Centro de Fortaleza.

*Mais Informações – (85) 32013901.

(Foto – Divulgação)

Bancada federal cearense e prefeitos afinam discurso para a Marcha sobre Brasília

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Domingos Filho coordenou encontro com Nilson Diniz (Cedro), presidente da Aprece.

A bancada federal cearense tomou café, nesta segunda-feira, com cerca de 60 prefeitos. O encontro, sob o comando de Domingos Filho (PSD), coordenador da bancada, ocorreu na sede da Associação dos Municípios do Ceará (Aprece).

O objetivo foi fechar pauta de reivindicações dos prefeitos para a Marcha sobre Brasília, que ocorrerá em abril próximo. Muitos chefes de executivo municipais manifestaram preocupação com queda de arrecadação do FPM.

Participaram da reunião, além de Domingos Filho, os seguintes deputados: Capitão Wagner (PROS), Roberto Pessoa (PSDB), Eduardo Bismarck (PDT), Jaziel Pereira (PR), Denis Bezerra (PSB), André Figueiredo (PDT), José Guimarães (PT), Heitor Freire (PSL), Leônidas Cristino (PDT), Mauro Filho (PDT), Robério Monteiro (PDT) e José Airton (PT).

(Foto – Divulgação)

Uribam Xavier – “Mariana, Brumadinho e a Lógica do Capital”

Com o título “Mariana, Brumadinho e a Lógica do Capital”, eis artigo de Uribam Xavier, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará. Ele aborda essas tragédias e um cenário de impunidade quo permanece neste País. Confira:

Quando ouvimos falar de globalização ou mundialização do mercado capitalista parece uma coisa boa, tem gente que vibra, parece até que todos os indivíduos do planeta serão incluídos pelas suas promessas chamadas de progresso, desenvolvimento ou qualidade de vida. Todavia, com o processo de globalização do capitalismo, a maior parte da população é excluída, são expulsas para fora do mercado e é fácil de visualizar porque são transformadas em moradores de ruas, em miseráveis, em sem tentos, em sem terra, em refugiados de guerras, em imigrantes, em desempregados. É excluído do mercado quem não pode ser mercado, ou seja, mão de obra a ser explorada. E o que é o mercado? Mercado é a necessidade com dinheiro; se você tem necessidade e não tem dinheiro, você não é mercado, você é um miserável, um excluído, um condenado da terra, como nos diz Frantz Fanon.

A maioria das pessoas do planeta está excluída dos meios de existência, ou seja, elas têm uma vida precária e ameaçada, elas não têm dinheiro porque não têm trabalho , outras são submetidas a trabalhos degradantes, ganhando muito pouco e alguns ao trabalho escravo.
Paradoxalmente, globalização ou mundialização da economia, é, no mesmo processo, produção de exclusão, produção da morte por vários meios, por isso estamos diante de tantos conflitos, guerras, racismo, violência, pobreza e cadeias cheias de jovens pobres e pretos, na sua grande maioria. E se temos pobreza, na realidade empobrecimento, é porque a produção social de riqueza se concentra em poucas mãos. A revista Forbes, é uma revista estadunidense de negócios e economia que faz um ranking das pessoas mais ricas do mundo, por meio dela ficamos sabendo que em 2018, Jeff Bezos, fundador da Amazon, tinha uma fortuna estimada em 112 bilhões de dólares. Portanto, o quadro de concentração de renda é um processo escandaloso e nada ético.

No nosso Brasil, diante das duas tragédias criminosas provocadas pela Companhia Vale do Rio Doce, uma ocorrida na Cidade de Marina, com 19 mortos, e a outra na Cidade de Brumadinho, com mais de 300 mortos, muitos pensam que a causa foi a ganância dos seus
administradores, como se as causas estivessem apenas ou, em ultima instancia, nos interesses e ações individuais dos capitalistas. Num olhar mais profundo, podemos identificar que a causa está naquilo que não aparece de imediato, nas leis do movimento do capital financeiro. São nas leis do movimento do mercado que encontramos a explicação para ganância dos seus administradores, nelas encontraremos sua contradição inerente e inseparável, ou seja, que só existe acumulação de riqueza com produção massiva de pobreza e de violência, não existe desenvolvimento sustentável. Portanto, ter uma sociedade governada pelas leis do mercado, ser normatizado pelos interesses do deus mercado, é conviver com a miséria, o empobrecimento, a guerra e a destruição da maioria da humanidade. É cair na falácia do crescimento econômico como condição de geração de emprego e qualidade de vida para todos.

É pela compreensão das leis do movimento do capital que podemos entender porque o sofrimento da humanidade se naturaliza e as pessoas e o Estado são convidados, cada vez mais, num ato individualista, a darem as costas para o sofrimento da humanidade e para
destruição do planeta. Portanto, não é por falta de Deus em seus corações. Aliás, algumas igrejas, alguns dos que falam de Deus no mundo atualmente, correm de mãos dadas com o mercado em busca de dinheiro e poder, elegem parte de seus semelhantes como inimigos,
julgam e condenam em nome de um deus que já não é amor, perdão e acolhimento de todos.

Certas igrejas, aliadas com a lógica do capital, falam de teologia da prosperidade ao mesmo tempo em que amaldiçoam os povos indígenas, os negros, as mulheres que não se submetem ao modelo patriarcal e ao machismo, são homofóbicas e defendem a heteronormatividade para combater uma certa ideologia de gênero. Tudo isso, claro, a partir de uma interpretação duvidosa e manipulatória da Bíblia, usada para camuflar os interesses reais dos lideres dessas igrejas, que cada vez mais ocupam lugar na política partidária defendendo a ideologia conservadora de extrema direita e acumulando patrimônios materiais.

A mentalidade capitalista, uma mentalidade alienada, não lhe interessa a realidade, mas o saber que ela tem sobre a realidade [representação imaginária]; não lhe interessa a religião, mas a dogmática teológica; não lhe interessa a justiça, mas a manipulação da
jurisprudência como garantia de seus interesses; não lhe interessa a natureza, mas o quanto ele pode dela explorar para alimentar o seu processo de acumulação de riqueza; não lhe interessa a paz, mas a capacidade da guerra como meio de acumular riqueza por meio da
venda de armas. Portanto, a mentalidade capitalista não é uma mentalidade moralista, embora apareça como tal, ela é uma mentalidade que objetiva a lei de movimento de acumulação do capital, ela é uma pulsão de morte, é a expressão do mercado como único
Deus, por isso se fala tanto em fim da história.

Os franceses Rousseau e Proudhon afirmaram que a propriedade é um roubo, nessa afirmação tem relativa verdade, mas o problema não é só a propriedade privada e nem o dinheiro; a propriedade privada é um modo de posse do capital e o dinheiro é uma de suas
determinações, a lógica de acumulação do capital, sim, é o grande problema. Nas tragédias de Mariana e Brumadinho é possível entender isso: quem perdeu a propriedade necessária à reprodução da vida? Quem perdeu parentes, filhos, maridos, mulheres, amigos, amores,
conhecidos? A quem foi impostos bruscamente múltiplos sofrimentos? Quem teve seus sonhos interrompidos? A quem foi imposto à condição de reiniciar a vida a partir da retirada de tudo que custou uma vida inteira para construir? A quem foi imposto à situação de ter que gastar muito tempo de vida enfrentando a burocracia da “justiça” e o desrespeito da Vale para obter algum reparo? A qual executivo ou acionista da Vale foi imposto algo semelhante? Os trabalhadores e a maioria das pessoas sofrem e perdem as suas condições de existência, o capital, quando perde algo, perde apenas parte do trabalho morto que ele expropriou da coletividade. O que perdeu a Vale? Ela perdeu a situação de ocultação de risco para vida das pessoas, para o meio ambiente e a para a existência da cidade, que propositalmente mantinha para que o processo de acumulação de riqueza fosse cada vez maior. O que ela perdeu foi percentuais, números, entre os bilhões que manipula. Seus executivos e seus grandes acionistas continuaram morados em seus luxuosos bangalôs, em suas mansões, continuarão enviando seus filhos para passear e estudar na Europa e Estados Unidos, continuarão a usar seus iates nas praias do caribe e continuaram a ter o apoio do Estado e dos governos, que são eleitos para fazer a vontade do mercado. O que os executivos da Vale vão fazer é deixar o tempo passar, esfriar a memória da população e depois subordinar o judiciário para não arcar
com as responsabilidade inerentes aos atentados criminosos provocados contra a população, o meio ambiente e as cidades de Mariana e Brumadinho. Será mais barato gastar dinheiro comprando a justiça e mantendo dinheiro em caixa dois para eleger políticos do que fazer os devidos reparos.

Enquanto a lama de rejeitos ainda se movimentava, numa espécie de avalanche destruidora, numa autentica reprodução da lógica do capital, o Ministro da Casa Civil, o deputado Onyx Lourenzon, eleito por meio da utilização de dinheiro de caixa dois do sistema de corrupção da JBS, declarava: “para além das vidas ceifadas está o importante trabalho da vale”. Já o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, condenado na justiça por improbidade administrativa, se manifestou afirmado que a tragédia indicava que era preciso acabar com a
indústria de multa aos setores do agronegócio e com a política de fiscalização e licenciamento ambiental, pois estava claro e evidente que são mecanismos que não impedem desastres ambientais. Quem não entendeu o que significa as reformas trabalhista e da previdência, o
processo de privatização de empresas publica, a contenção de gastos públicos e a lei anticrime de Sergio Moro, não percebeu que o neoliberalismo, a lógica de acumulação do capital, significa a morte disfarçada na promessa de desenvolvimento, mais emprego, combate aos privilégios , combate a corrupção e a violência. Tem gente que não consegue perceber que combater a violência, a corrupção, aos privilégios e a pobreza é combater a sua causa: a lógica de acumulação do capital, que normatiza o mercado tornando-o um Deus.

*Uribam Xavier,

Professor do Departamento de Ciências Sociais da UFC.

(Foto Reprodução de TV)