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Inovar para sair da mesmice

Como título “Inovaçao”, eis artigo do superintendente estadual do Sebrae, arquiteto Joaquim Cartaxo. Ele aborda a necessidade daqueles que atuam com pequenos negócios apostarem em inovação. Ou seja, sair da mesmice. Confira:

Atualmente, o mundo passa por grandes transformações onde o predomínio da sociedade urbano-industrial está sendo substituído pelo predomínio da sociedade pós-industrial, de serviços, do conhecimento, digital, dentre outras denominações apontadas.

O certo é que hábitos de consumo, maneiras como nos comunicamos e nos relacionamos, formas como produzimos e consumimos, modelos de negócio vêm experimentando mudanças influenciadas em grande parte pela velocidade dos avanços tecnológicos. Nem mesmo os gigantes do mundo corporativo estão imunes a esse movimento rápido e constante. Muitos deles não foram capazes de acompanhar as transformações e sucumbiram às exigências impostas pela transição em curso.

Como enfrentar o desafio da mudança, no caso de um pequeno negócio? Inovar, inovar, inovar. Mas, não aquela inovação tecnológica de ponta associada a altos investimentos. Resultados significativos de uma empresa podem advir de pequenas mudanças nos procedimentos operacionais ou produtivos. Inovação é algo decorrente da prática, associada ao conhecimento do negócio, processos, clientes, mercado e outros fatores diversos.

Inovar requer o desejo de sair da mesmice, dedicar-se a conhecer o negócio e seu ambiente, para encontrar formas de ser mais eficiente do que os concorrentes, identificar novas oportunidades no mercado, oferecer aos consumidores algo novo ou de uma forma diferente do que é ofertado.

Justamente neste ponto, os pequenos negócios portam as melhores vantagens em relação aos negócios de grande porte. As micro e pequenas empresas são mais ágeis na implementação de mudanças; na maioria dos casos, a sobrevivência delas procede da capacidade de se adaptar rapidamente às mudanças. Sublinhando: a sobrevivência está na aptidão, competência dessas empresas de implantar práticas inovadoras adequadas ao ambiente de clientes, concorrentes e fornecedores em que estão inseridas.

*Joaquim Cartaxo

cartaxojoaquim@bol.com.br

Arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae do Ceará.

A Nicarágua pode virar uma Venezuela?

Com o título “Crônica de um colapso anunciado”, eis artigo do jornalista Jáder Santana, que pode ser conferido no O POVO desta quarta-feira. Ele comenta o caso da Nicarágua, com 250 mortos sob jugo de Daniel Ortega e temor de que seja a próxima Venezuela. Confira:

Há um espectro de desilusão rondando a América Latina. Já são quase 90 os dias de revolta na Nicarágua. 250 mortos divulgados pela imprensa, enquanto a Associação Nicaraguense Pró Direitos Humanos atualiza o número para 310. No poder, ordenando as forças responsáveis por essas estatísticas, está Daniel Ortega, figura medular na Revolução Sandinista e presidente do país desde 2007. Do outro lado, a população insatisfeita com reformas promovidas na seguridade social e com a violência da polícia.

Nas redes sociais, já se pergunta se a Nicarágua será a próxima Venezuela. A analogia não é fútil. Os dois países, como vários outros do continente – incluindo Brasil e Argentina -, compartilham a especificidade de ter tido governos de esquerda de atuação destacada nas últimas décadas do século XX e início dos anos 2000. Chávez, com sua Revolução Bolivariana e a busca por um novo socialismo; e Ortega, filho de um sandinismo que ainda nos anos 1980 iniciou um polêmico projeto de reforma agrária e distribuição de riquezas.

As razões da frustração das populações variam, mas há correspondências entre os desencantos, sobretudo no que diz respeito à ausência de mudanças significativas no modelo de desenvolvimento: enquanto faltaram reformas estruturais, abundaram alianças com a direita e clientelismo político. O modelo, insustentável em um longo prazo, tornou-se algoz da própria esquerda.

Se a Venezuela chavista viu naufragar a certeza de que o valor dos seus preciosos recursos naturais sustentaria por tempo indefinido a ascensão de ricos e pobres, a Nicarágua de Ortega assistiu à promulgação, sem consulta às entidades patronais e associações sindicais, de reformas de seguridade social que terminariam por acentuar o desemprego e o trabalho informal.

No início desta semana, em um período de 24 horas, 17 mortes foram registradas em duas cidades do interior da Nicarágua. As forças de defesa intensificaram a repressão depois que, no sábado, Ortega declarou que pretende permanecer no poder até 2021. Os relatos de terror intensificaram a onda de repúdio contra o presidente. Perdida em sua própria arrogância, é a esquerda que colapsa.

*Jáder Santana

jader.santana@opovo.com.br

Editor do O POVO.

Assembleia aprova criação de 263 cargos na Ematerce

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A criação de 263 cargos para a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) foi aprovado, nesta quarta-feira, pela Assembleia Legislativa. Segundo o líder do Governo, Evandro Leitão (PDT), as novas vagas serão preenchidas por meio de concurso público. Com isso, virá edital do certame nos próximos dias.

Segundo Evandro Leitão, são 196 vagas de nível médio e 67 de nível superior. O Centro de Treinamento e Desenvolvimento (Cetedre) será responsável pela realização do certame.

Evandro leitão destacou que, enquanto muitos dos estados brasileiros estão enfrentando dificuldades para pagar a folha de pessoal, o Ceará paga seus servidores em dia e segue contratando por meio de concurso público.

(Foto – Divulgação)

Instituto Maria da Penha divulga II Boletim Trimestral sobre Violência contra a Mulher no Ceará

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O Ceará fechou o mês de março de 2018 com 414 homicídios (vítimas de ambos os sexos e de todas as idades), o que resultou no primeiro trimestre mais violento desde 2013, com exatos 1.258 homicídios, ou uma média de aproximadamente 14 assassinatos por dia. No segundo trimestre de 2018 houve um pequeno arrefecimento nessa dinâmica de violência e crime (1.101 homicídios, ou seja, uma queda de 12,41 % em relação ao mesmo período de 2017). A informação é do II Boletim Trimestral sobre Violência contra a Mulher no Estado, do Instituto Maria da Penha.

Na comparação acumulada semestre a semestre, no entanto, houve um aumento geral de 2,57% (de 2.299 para 2.358) e de 91% na mortalidade de mulheres (de 122 para 229 mulheres assassinadas). No tocante à “queda” nos homicídios no 2º trimestre de 2018, devemos considerar alguns fatores importantes, como: o recorde histórico de chuvas em abril, a Greve dos Caminhoneiros em maio, e de uma maneira mais sutil e elusiva, o fenômeno do “Regression to the Mean” (“Regressão à Média”)

No que concerne à questão da violência letal contra a mulher no estado não há o que se comemorar no 2º trimestre de 2018, pelo contrário, à contínua e profunda “feminização” dos homicídios no Ceará junta-se a cruel chacina desproporcional de mulheres, fenômenos
diretamente relacionados à expansão do território do crime organizado.

Os impactos dessas mudanças na demografia dos homicídios no Ceará e em estados que apresentam índices de homicídio exorbitantes (Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Pará, entre outros) continuarão a produzir mudanças comportamentais, psicológicas e de saúde profundas e duradouras.

SERVIÇO

*O Boletim na íntegra pode ser encontrado no site do Instituto Maria da Penha aqui.

Defensoria Pública do Ceará reclama por autonomia

 

A Defensoria Pública do Estado informa ter 140 cargos vagos e 30 concursados para convocar. Mas não faz o chamamento, porque o novo regime fiscal do Estado barra a medida, sob a ordem de conter gastos.

Mariana Lobo, titular da DPCE, lembra que há uma exigência da Carta Magna para que, nos próximos três anos, haja oferta de defensores em todos os municípios brasileiros

Ué, a DPCE não é autônoma?

(Foto – Rodrigo Carvalho)

Camilo acerta com Jungmann implementação do Centro Integrado de Inteligência da Polícia Federal

Fávio Basílio, com assessor, expondo o Centro para Camilo e Jungmann.

O governador esteve reunido em Brasília, nesta quarta-feira, com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. O assunto foi a implementação do Centro Integrado de Inteligência do Nordeste.

Ficou definido que, na próxima semana, o Secretário Nacional de Segurança Pública, Flávio Basílio, estará em Fortaleza para tratar dos assuntos relacionados ao equipamento, incluindo definição do local de funcionamento e a estrutura.

Camilo e Jungmann também conversaram sobre a construção de cadeias regionais.

(Foto – Divulgação)

Cariús é maior que Neymar

Com o título “Cariús é maior que Neymar”, eis artigo do jornalista Henrique Araújo, do O POVO. Ele faz uma comparação, com boa técnica de ironia, entre o Ferroviário, agora na Série C, e o comportamento da Seleção Brasileira de Neymar. Confira:

A classificação do Ferroviário para a Série C e o protagonismo de Tutuba “Vida Loka” repõem a singularidade do Ceará (a unidade federativa) no cenário nacional. Após o revés da seleção de Tite na Copa do Mundo, incapaz de empatar um jogo contra a Bélgica e forçar uma disputa de pênaltis, o time cearense mostrou que pode atuar em condições totalmente adversas e sair vitorioso.

Num gramado mais acidentado que a avenida José Bastos, jogando fora de casa e atrás no placar, o Ferroviário deu banho de tática e controle emocional no escrete Canarinho. Sim, Edson Cariús é maior que Neymar. E Tububa já era pistola muito antes de virar modinha. O resultado não poderia ser outro: o Ferrão está na semi. O Brasil, não.

Sem coaching, tecnologias de ponta, patrocinadores milionários e fiando-se apenas nos poderes milagrosos do seu mascote transgressor, o clube da Barra conquistou o acesso à Terceirona num momento em que o Ceará faz uma campanha claudicante na Série A, atraindo holofotes negativos, e o arquirrival Fortaleza começa a passar maus bocados na B, desmistificando o mito Rogério Ceni.

Tradicional agremiação futebolística e salvaguarda da cultura da arquibancada, cabia ao Tubarão a dura missão de restaurar a ordem na capitania do Siará Grande, este pedaço de chão que foi sendo passado de mão em mão por séculos até chegar à dinastia de Sobral. Para evitar vexame maior, o time compreendeu o seu papel histórico na épica batalha contra o Campinense. E não deixou barato.

Numa terra em que túneis ficam submersos duas semanas depois de entregues pela Prefeitura e o mesmo equipamento esportivo (Centro de Formação Olímpica) é inaugurado 17 vezes pelo governo estadual, o acesso do Ferrão é um tapa na cara da sociedade. Gente como a gente, o time desafia bolões dos privilegiados da classe média e debocha da indiferença da geração Playstation, que sabe de cor a escalação de um Manchester City, mas ignora os feitos de um Janeudo ou de um Leanderson.

Sediado na Barra do Ceará, berço da nossa terrinha, e fundado como um braço esportivo de uma estatal, o clube consolida-se como a terceira via do futebol local. Modesto, presta-se ocasionalmente a alegrar os torcedores, papel às vezes ignorado pelos grandes times da Capital, que se converteram em plataformas políticas para os seus presidentes.

Mas não o Tubarão. De trajetória pendular, às vezes flertando com a autogestão, o Ferrão (apelido carinhoso) ou Ferrim (diminutivo ambíguo) combina uma curiosa característica: a vocação para a felicidade e a resistência. Essas duas qualidades se plasmam nos apaixonados seguidores do clube, que, após mais de duas décadas sem conquistas, testa a sua resiliência no dia a dia.

Ora, torcer Ferroviário nunca é apenas deleite, mas a prova cabal de que se está diante de um exercício de fé. Daí a explosão de alegria antes de ontem, logo após a cobrança de pênaltis. Num jogo encarniçado, o time decidiu o seu futuro na marca da cal, privilégio que o Brasil do folgado Willian e do brilhante Firmino não pode experimentar.

Agora, enquanto o mundo espera o domingo de decisão entre as ricas seleções europeias, o cearense vive mesmo é a expectativa da divulgação das datas para os jogos do Ferroviário. Mbappé e Hazard que me desculpem, mas quero ver é Cariús levando o Tubarão até a final.

*Henrique Araújo,

Jornalista do O POVO.

(Fotos – Divulgação e Gazeta Esportiva/AFP)

Decon reforça atendimento à clientela no Aeroporto Internacional Pinto Martins

Neste mês de julho, o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), organismo do Ministério Público do Ceará, reforça equipe em seu posto que opera no Aeroporto Internacional Pinto Martins O objetivo é dar celeridade e resolver queixas e problemas de uma época onde o movimento de passageiros aumenta por conta das férias.

O Decon opera ali 24 horas por dia, todos os dias da semana. No posto, o consumidor pode tirar todas as dúvidas, ser orientado em seus direitos e registrar reclamações contra empresas.

Atendimentos

Em 2017, o órgão realizou 1.132 atendimentos no posto avançado e, do dia 1º janeiro a 1º de julho deste ano, já foram registrados 728 atendimentos. A promotora de Justiça Ann Celly Sampaio, secretária-executiva do Decon, considera que o número de reclamações registradas no aeroporto está diminuindo a cada ano porque as empresas aéreas estão se conscientizando das obrigações com os consumidores.

SERVIÇO

*Contatos – (85) 3392-1430 (Posto Avançado) / 0800-275-8001 (ligações gratuitas, das 8 às 14 horas)

(Foto – Paulo MOska)

Governador cobra recursos em Brasília

O governador Camilo Santana (PT) cumpre agenda, nesta quarta-feira, em Brasília. Serão duas audiências sobre projetos do interesse da gestão.

A primeira com Raul Jungman, ministro da Segurança Pública, sobre liberação de recursos para projetos em andamento na área da SSPDS e o futuro Centro de Inteligência da Polícia Federal.

Outra audiência será no âmbito do Ministério da Saúde.

(Foto – Divulgação

Taxas de Alvarás – Federação das Indústrias apela por diálogo ao prefeito

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A Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) manda nota para o Blog abordando a polêmica em torno do reajuste das taxas de alvarás da Prefeitura de Fortaleza. Confira:

Ao Prefeito Roberto Cláudio

A busca pelo diálogo tem sido um instrumento utilizado à exaustão pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará nesses últimos anos, por entender ser a forma mais transparente de solucionar os problemas que atingem a sociedade de um modo geral. Esse norte tem proporcionado um grande aprendizado que permite compartilhar visões e perspectivas diferenciadas na busca de fins comuns.
Desde a determinação da nova forma de cobrança das taxas de alvarás, pela Prefeitura de Fortaleza, a FIEC busca caminhos para evitar graves impactos sobre a sustentabilidade do setor produtivo. Foram realizadas reuniões com os sindicatos filiados, encontros com representantes do Executivo e com empresários.

A Federação das Indústrias produziu estudos e argumentos em um processo negocial que levou à minimização dos efeitos do decreto. Porém, os empreendedores de Fortaleza, que no seu dia a dia fazem a dinâmica econômica da cidade, sentem dramaticamente o abalo da majoração das taxas, mesmo com a possibilidade de redução, colocada recentemente.

Seja de forma coletiva ou individual, a FIEC tem recebido demandas de empresários para prosseguir com as negociações junto à Prefeitura. Nossos sindicatos filiados afirmam que haverá o aumento de demissões com essa medida. Isso sem contar com o possível fechamento de empresas.

É de amplo conhecimento que as dificuldades enfrentadas pelo país, fruto de uma das mais brutais recessões vivenciadas na história, são agravadas por uma carga tributária cruel. A crise traz impactos a todos e os sacrifícios devem ser compartilhados. Mas o setor produtivo está no limite de suas forças.

A oneração de quaisquer taxas ou tributos é prejudicial à retomada do crescimento que a sociedade tem buscado – quadro agravado pela paralisação dos transportes, a corrida eleitoral e o cenário externo de instabilidade. Tudo isso implica em redução na confiança dos empresários e consumidores, indicador importante para uma recuperação robusta da economia.

Por meio da presente nota, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará clama ao senhor, prefeito Roberto Cláudio, que reconsidere esse posicionamento, reavalie as consequências econômicas dessa medida e retome as negociações. Somente assim, poderemos restabelecer nossa expectativa de enfrentar a crise que atinge a todos.

Federação das Indústrias do Estado do Ceará.

Helio Gois, pré-candidato ao Governo pelo PSL, visita Juazeiro do Norte


Helio Gois ao lado do pré-candidato a deputado estadual Naldo Grangeiro.

O pré-candidato ao Governo do Ceará pelo PSL, advogado Helio Gois, cumpre agenda em Juazeiro do Norte (Região do Cariri). Nesse município, ele participou do ato de pré-lançamento da candidatura de Naldo Grangeiro a deputado estadual por seu partido.

Helio, que promete reforçar o palanque do presidenciável no Ceará, é formado em Direito pela Unifor, mestre em Direito pela UFC e pela Universidade de Heidelberg Ruprecht Karl, na Alemanha. Ele atua como advogado no quadro do escritório Aldairton Carvalho Advogados Associados e é professor na Unifor.

Essa é a primeira eleição que Helio Gois disputará.

(Foto – PSL)

Papa Francisco nomeia dois bispos-auxiliares para Fortaleza

O arcebispo de Fortaleza, dom José Antônio, havia feito a solicitação há meses.

O Papa Francisco nomeou, na manhã desta quarta-feira, 11, como bispo-auxiliar de Fortaleza o padre Valdemir Vicente Andrade dos Santos, atualmente vigário-geral e pároco da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju (SE). Também nomeou o padre Julio César Souza de Jesus como bispo-auxiliar de Fortaleza, atualmente pároco da Paróquia Menino Jesus de Praga,
em Teresina (PI). A informação foi publicada no Jornal “L’Osservatore Romano”, informa o site da Conferência Nacional dos Bisppos do Brasil (CNBB).

Perfis

Padre Valdemir

Nascido em Aracaju (SE), padre Valdemir tem 45 anos. Cursou Filosofia no Seminário Nossa Senhora da Conceição, em Sergipe e em Roma estudou Teologia. Também fez especialização em Eclesiologia, em Roma. Foi ordenado sacerdote em agosto de 2001. Além de pároco em várias localidades do Estado de Sergipe, atuou como reitor do Seminário Sagrado Coração de Jesus no Bairro Industrial; diretor espiritual no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição; chanceler da Cúria de Aracaju; notário nos processos das matérias reservadas à Santa Sé; membro do conselho presbiteral e Colégio de Consultores, entre outras funções.

Padre Julio César Souza de Jesus

Com 47 anos, padre Julio César é natural de Goiânia (GO). É bacharel em Filosofia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú e cursou Filosofia e Teologia no Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus. Possui mestrado em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Em sua atuação pastoral já atuou como vigário paroquial em diferentes paróquias de Teresina (PI). Foi administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Vitória, em Teresina. Também exerceu os ofícios de vice-reitor do Seminário de Filosofia Dom Edilberto Dinkelbor, em Teresina e professor de Filosofia e Direito Canônico, na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Ademais já lecionou Teologia Dogmática e História da Igreja, no Icespi, em Teresina. Por último, exerceu as funções de Diretor Espiritual da Escola Diaconal São Francisco de Assis, em Teresina e Diretor Espiritual da Ordem do Carmelo, em Teresina, entre outras funções.

Morre o radialista Gledson Serafim

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Morreu, nesta manhã de quarta-feira, vítima de complicações de um AVC o radialista Gledson Serafim (69).

Profissional dos mais respeitados na crônica esportiva cearense, Gledson trabalhou na Rádio Verdes Mares AM, onde foi coordenador de programação e plantonista de esportes. Pertencia aos quadros do Grupo de Comunicação O POVO, onde trabalhava na equipe do Timão do POVO, da Rádio O POVO/CBN.

O velório ocorrerá na Funerária São Matheus e o enterro ocorrerá às 10 horas desta quinta-feira, no Cemitério Parque Soil Poente, em Caucaia (RMF). A APCDEC adotou as providências nesse sentido, informa o presidente da entidade, Alano Maia.

(Foto – Facebook)

O Judiciário brasileiro e as interferências político-partidárias

Da Coluna Política, do jornalista Érico Firmo, no O POVO desta quarta-feira, o tópico “Os partidos dos juízes”. Confira:

Diante da polêmica de domingo, veio a público a extensa folha de Rogério Favreto como militante do PT e comissionado de administrações do partido. É alguém que obviamente tem identificação com o partido. A insistência com a qual tentou fazer com que a decisão fosse cumprida o mais cedo possível dá sinais de que a identificação pode ter pesado – e que ele sabia que a decisão seria revista, pois claramente ia de encontro aos tribunais superiores. A questão é que a nomeação de magistrado identificado com partido ou governo não é proibida, muito menos é exceção. A referência vem do próprio Supremo Tribunal Federal (STF).

Dá para formar uma turma inteira do STF com ministros bastante ligados a políticos, pelo menos até serem indicados. De trás para frente: Alexandre de Moraes foi ministro da Justiça de Michel Temer (MDB), secretário da Segurança Pública de São Paulo no governo Geraldo Alckmin (PSDB) e filiado ao PSDB até o ano passado, quando foi escolhido por Temer para o Supremo.

Dias Toffoli foi filiado ao PT, assessor do partido, advogado em campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil quando José Dirceu era ministro e advogado-geral da União no governo Lula.

Gilmar Mendes ocupou série de cargos na época em que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era presidente: assessor do Ministério da Justiça na época em que Nelson Jobim era ministro, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil nas gestões de Clóvis Carvalho e Pedro Parente e advogado-geral da União.

Celso de Mello foi assessor do Gabinete Civil da Presidência e secretário-geral de Saulo Ramos na Consultoria Geral da República, durante o governo José Sarney (MDB). Marco Aurélio Mello foi indicado do primo, Fernando Collor de Mello (PTC).

Favreto chegou ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) pelo quinto constitucional. Passou por votação entre os advogados e depois foi o segundo mais votado no próprio TRF-4, na lista tríplice encaminhada à então presidente Dilma Rousseff (PT), que o escolheu. Não fez concurso, mas passou por mais crivos do que os ministros do STF para chegar à magistratura.

Até hoje, quem passou pela Presidência indicou pessoas alinhadas a elas para o Supremo. É assim aqui e é também nos Estados Unidos, por exemplo. Por que você acha que Jair Bolsonaro (PSC) pretende quase dobrar o número de ministros do STF? Isso, claro, se ele for eleito. Pois tem mandato parlamentar há 27 anos e nunca propôs a ampliação. Quer para si o poder de indicar mais e mais magistrados. Quem ficou indignado com a atuação supostamente partidária de Favreto (foto) deve atentar que Bolsonaro quer seguir o mesmo método de escolha.

(Foto – Montagem BBC News)

Caso dos Alvarás – Vereador quer comissão técnica para esclarecer o que há por trás do reajuste

O vereador Acrísio Sena (PT) está propondo a criação de uma comissão técnica, com urgência, para informar, de fato, o que há sobre aumento de taxas de alvarás. “Uma comissão isenta!”, apela o petista.

Até agora, o que se sabe é que há uma guerrinha de notas oficiais partindo da Federação do Comercio do Estado (Fecomércio), do Sindicato dos Lojistas de Fortaleza (Sindilojas) e, por último, da Federação das Indústrias do Estado (Fiec).

A Prefeitura já divulgou também nota garantindo que não há exageros na cobrança das novas taxas de alvarás, mas, como se observa, o caso promete render muito ainda. Caso não haja disposição para o diálogo com espírito e bolso desarmados.

(Foto – CMFor)

Ferrovia Transnordestina – Obra que já consumiu R$ 6,4 bilhões continua sem entrar nos trilhos

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Com o título “Transnordestina parada”, eis o título do Editorial do O POVO desta quarta-feira. Trata de uma obra importante para a região nordestina, mas que continua sem sair dos trilhos. Confira:

Iniciada em 2006 – durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva -, a previsão original era entregar a ferrovia Transnordestina no ano de 2010. No entanto, depois de consumir R$ 6,4 bilhões, a obra está parada há mais de um ano, como mostrou este jornal em reportagem na edição de ontem. A obra ferroviária, de mais de 1.700 km, se concluída, fará a ligação da cidade de Eliseu Martins (PI) aos portos de Pecém (CE) e de Suape (PE).

Relatório da auditoria independente PricewaterhouseCoopers mostra que a empresa responsável pela obra, a Transnordestina Logística S.A. (TLSA), controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), acumulou prejuízo de mais de R$ 149,8 milhões em dois anos; somente em 2017, o passivo foi de R$ 46,1 milhões. No Ceará, o trecho Missão Velha-Pecém, de 527 quilômetros (km) teve apenas 15% do total da obra construída, em dez anos.

O orçamento inicial de R$ 4,5 bilhões já foi estourado; para a conclusão da obra prevê-se a necessidade de mais R$ 7 bilhões em investimentos, elevando o custo final em aproximadamente o dobro do estimado em seu início. A dívida com fornecedores soma R$ 66,3 milhões, conforme o relatório da auditoria; de financiamentos e empréstimos, a TLSA já tem dívida contratada de R$ 607,7 milhões até 2033. Dessa forma os problemas vão se acumulando e, sendo assim, a dificuldade de encontrar um parceiro na iniciativa privada torna-se difícil. “Qual é o investidor internacional que vai alocar recurso com este déficit com fornecedores, instituições financeiras e impostos? Isso sem contar a necessidade de readequação em alguns trechos”, questiona o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), coordenador da Comissão Externa que acompanha as obras da Transnordestina. A fala do deputado é respaldada pelo fato de o governo federal já haver tentado parceria com investidores italianos e chineses, sem sucesso.

A recente greve dos caminhoneiros mostrou, da forma mais inquietadora possível – faltou pouco para chegar-se a um colapso de abastecimento – a necessidade de o Brasil ter alternativas de transporte. E o modal ferroviário seria um dos mais adequados para um País de extensão continental. A Transnordestina, além de ser um instrumento de desenvolvimento para o Nordeste, teria, ainda, a vantagem de apontar para esse caminho. Sucesso, portanto, ao deputado Raimundo Gomes de Matos, que irá reunir-se, ainda este mês, como o ministro dos Transportes, Valter Casimiro, para cobrar providência em relação à obra.

(Foto – DNA Logística)

Chuvas deste mês no Ceará já superam a média histórica para julho

O acumulado de precipitações nos dez primeiros dias deste mês já foi suficiente para superar a média histórica para julho no Ceará. Computado o normal histórico de todas as cidades do Estado, o esperado para o período é de 15,6 milímetros (mm), conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Até ontem, o observado de chuvas já apontava 16,1mm.

“Não são chuvas muito significativas porque a média para julho é baixa”, afirma David Ferran, meteorologista da Funceme.

As precipitações dessa terça-feira em muito contribuíram com o índice. Ontem, a Funceme registrou chuvas em 26 cidades, incluindo todos os municípios que compõem a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Em Pacatuba, ocorreu a maior delas: 94,5mm. Em seguida, vieram Maracanaú (91 mm), Caucaia (74 mm) e São Gonçalo do Amarante (59 mm). Em Fortaleza, foi registrada chuva de 53,4mm, no posto Pici. Pelo normal histórico, em Fortaleza, chove em todo o mês de julho 59,7mm. Os dados foram obtidos em parciais às 14h55min de ontem.

A chuva de ontem trouxe consigo velhos problemas. Alagamentos foram registrados por toda a Capital, como no túnel Eduardo Dourado da Fonte, no Bairro de Fátima.

No bairro Itaperi, uma árvore caiu, arrastando os fios de poste de energia da rua Godofredo de Oliveira. O incidente causou queda de energia, de acordo com Fabrício Rocha, funcionário de um supermercado da região. Ele afirma que ninguém ficou ferido em decorrência do acidente.

Já na rua Engenheiro Edmundo Almeida Filho, no bairro Vila União, paralela ao trilho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o asfalto cedeu e um carro foi engolido pelo buraco. “Isso é inadmissível. Além do prejuízo de chegar atrasado no trabalho, tem o financeiro”, reclamou o motorista do veículo, André Morais, de 28 anos. Ele afirma que vai denunciar o caso à Prefeitura.

(O POVO – Lucas Barbosa, com Matheus Facundo)