Blog do Eliomar

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Escola Superior da Magistratura do Ceará sob nova direção

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O desembargador Paulo Francisco Banhos Ponte tomará posse, às 17 horas desta quara-feira, como diretor da Escola Superior da Magistratura do Estado (Esmec). O ato ocorrerá no auditório da entidade. O novo diretor, que cumprirá o biênio 2015-2017, teve seu nome referendado durante sessão do Tribunal Pleno, realizada no último dia 5.

Natural de Fortaleza, o desembargador Paulo Ponte é Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Pós-Graduado (Aperfeiçoamento, Especialização e Mestrado) em Direito Público (UFC). Exerce o cargo de Desembargador do TJCE (1ª Câmara Cível) desde 26 de novembro de 2010. É professor adjunto da Faculdade de Direito da UFC e professor da Escola Superior do Ministério Público (da qual foi fundador e primeiro diretor).

Paulo Francisco Banhos Ponte terá como auxiliar imediato o juiz de direito Aluísio Gurgel do Amaral Júnior, que atuará como coordenador-geral da Esmec.

(Foto – TJCE)

Deputado vê queda de popularidade de Dilma como descrença do povo na classe política

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O deputado federal Moses Rodrigue s(PPS) avalia como descrença na classe política o fato de Dilma Rousseff ter caído na preferência do eleitorado. Ele afirma que esse quadro deve ser revertido quando o Congresso Nacional aprovar a tão buscada Reforma Política.

Dedé de Castro – Desaparece um dos últimos jornalistas românticos

Com o título “Dedé de Castro  – desaprece um dos últimos jornalistas românticos”, eis artigo do jornalista Paulo Verlaine, que conviveu com Dedé. Ele conta um pouco da trajetória do amigo e de um tempo em que jornalismo se confundia com ideologia mais do que nunca. Confira:

Com o falecimento de Edmundo de Castro, ocorrido na madrugada de segunda-feira, desaparece um dos últimos ícones da geração genial e romântica do jornalismo cearense. Para mim, baseado na vivência que tive com cada um deles, os seis grandes foram, por ordem alfabética: Durval Ayres, Edmundo de Castro, Fenelon de Almeida, J. C. de Alencar Araripe, Moraes Né e Odalves Lima. Houve outros grandes jornalistas desse período, claro, mas estou a referir-me apenas aos que tive a honra e o prazer de conviver pessoalmente.

Dos seis citados, três – Durval Ayres, Moraes Né e Odalves Lima – eram egressos de O Democrata, jornal do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e se consagraram depois no jornal O Povo. A escola da esquerda que ainda pontifica até hoje nesses inglórios tempos de “nova direita”..

Dedé de Castro era um ex-udenista (simpatizante do antigo partido União Democrática Nacional-UDN), posteriormente convertido ao marxismo e ao PCB. Perambulou (o verbo é esse mesmo, porque ele não era de esquentar lugar e engolir sapos) em todos os jornais de Fortaleza.

Durval Ayres era também escritor consagrado, membro da Academia Cearense de Letras, editorialista de Gazeta de Notícias e O Povo. Um grande romancista, de espírito aberto e desprendido. Estilo elegante no manuseio do texto.

Fenelon Almeida, também escritor, era esquerdista cristão e, nos seus últimos anos, voltado mais para a doutrina espírita, sem jamais abandonar a defesa das causas sociais. Com este convivi mais de perto – foi meu chefe no antigo Departamento de Pesquisa de O Povo – e com ele hauri inesquecíveis lições.
Moraes Né era outro titã do jornalismo cearense. Dotado de impressionante cultura, escrevia sobre qualquer assunto com grande conhecimento de causa. Tinha temperamento explosivo, mas era homem pacato, simples, generoso e sempre disposto a ajudar os que se iniciavam na profissão. Foi o primeiro jornalista cearense a tratar com seriedade do problema do meio ambiente neste Estado. Mas era perfeito em tudo o que fazia.

Odalves Lima, que se destacava como editorialista também no O Povo, tinha um dos melhores textos do Brasil, sem exagero. Um ás das “pretinhas” (gíria usada para designar as letras das velhas, hoje peças de museu, máquinas de escrever).

J. C. de Alencar Araripe destoa do sexteto em termos ideológicos, não de competência e honradez: era, digamos, um centro-direitista, mas sempre valoroso e íntegro, que sabia reconhecer qualidades nos colegas dos quais ele discordava. Fez toda sua carreira no O Povo. Com ele, meu chefe superior (Fenelon era chefe imediato), aprendi ensinamento que nunca esqueço: “Tudo pode ser dito. Depende da maneira com que você diz”.
Parafraseio Shakespeare (Júlio César, no discurso de Marco Antônio) e digo: “Perdoai-me, mas tenho o coração neste momento, no ataúde de Dedé de Castro (Marco Antônio, no texto shakespeariano, referiu-se a César); é preciso calar até que ao peito ele me volte”.
Conheci Edmundo de Castro antes de eu sonhar em ser jornalista. Em 1968, eu com 18, 19 anos, no meu primeiro emprego: operador de telefones da Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos (ECT), ainda com cara de DCT (Departamento dos Correios e Telégrafos), mas a mudança formal de repartição pública para empresa estatal já havia se realizado.

Tomei susto ao saber que, a meu lado, trabalhava, na mesma função, um jornalista consagrado, autor de reportagens famosas e ganhador de vários prêmios de jornalismo. Era o Dedé de Castro, na época um quarentão. O setor: a Radiofonia da ECT. Era difícil (como ainda é hoje sobreviver apenas com salário de jornalista). Não havia discagem direta à distância e as ligações era feitas pelos Correios, em turmas divididas em três turnos: manhã, tarde e noite, ligadas à central no Rio de Janeiro. Éramos da turma da noite. Chamava-me a atenção a maneira altiva com que Dedé tratava os colegas cariocas (alguns, não todos, eram meio boçais), com os quais nos comunicávamos para completar as ligações.

Reencontrei-o dois anos depois no jornalismo, mais famoso ainda. Passamos então a conviver com mais frequência, principalmente nos bares de Fortaleza. Nas conversas, no meio das quais ele se autodenominava Dedé Beira D´Água, aprendi a admirar aquele cidadão de Itapipoca, mais precisamente do Córrego dos Cajueiros, lugar que ele sempre fazia questão de citar. Gostava de repetir o verso da canção Argumento, de Paulinho da Viola: “Sem preconceito, sem mania de passado, seu querer ficar do lado de quem não quer navegar”, que usou como slogan do Unitário, na sua curta e marcante temporada como editor deste jornal dos Diários Associados. Eu vibrava com os prêmios por ele conquistados (foram muitos). Em 1987 ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (o Nobel da imprensa brasileira) com a série “O Nordeste por trás das grades”, publicada no Diário do Nordeste. Dedé de Castro editou também a revista cultural O Saco, fundada pelo poeta e livreiro Manoel Coelho Raposo, que revelou grandes talentos literários: Nilton Maciel, Carlos Emílio Corrêa Lima, Jackson Coelho, entre outros.

A convivência se tornou maior quando fundamos, em 1977, o jornal alternativo Mutirão, juntamente com Francis Vale, Célia Guabiraba, Gervásio de Paula, Maria Luiza Fontenele, Rosa da Fonseca, Luiz Carlos Antero, Agamenon Almeida, Silas de Paula e outros. Edmundo de Castro assinava a coluna O Cacete do Dedé Incomodava muita gente (os poderosos e os coleguinhas petulantes eram seu alvo predileto). Mutirão era mais influenciado pelo pessoal do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), embora abrigasse pessoas de outras tendências.

Em 1985, novo reencontro: desta vez no Diário do Nordeste, onde ele era pauteiro. Dedé foi um mestre do jornalismo, um guru, e nessa condição, teve discípulos, entre os quais eu também me incluo, juntamente com Francisco Bilas (falecido), Carlos Alberto Alencar, Neno Cavalcante, Mozarly Almeida e muitos outros. Nesses intervalos de locais de trabalho, sempre frequentava, periodicamente a casa de Dedé de Castro nas Damas, perto da Casa do Português, onde vivia ao lado da esposa, dona Nenen, e do filho Paulo Afonso, quando este era solteiro. Dedé de Castro foi e sempre será um dos meus tipos inesquecíveis. Adeus, amigo.

* Paulo Verlaine,

Jornalista. 

TCE discutirá aposentadoria parlamentar para Eudoro Santana

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O Tribunal de Contas do Estado debaterá, a partir das 15 horas desta terça-feira, a polêmica em torno da primeira aposentadoria parlamentar, definida pós-emenda 20 à Constituição Federal. O projeto está na pauta da sessão do colegiado e o beneficiado é Eudoro Santana, ex-deputado estadual e pai do governador Camilo Santana (PT).

O benefício atualmente supera R$ 20 mil, aproximando-se do valor pago a um deputado na ativa, que recebe em torno de R$ 25 mil. Na semana passada, o pleno do TCE aprovou, por maioria, com relatório do conselheiro Edilberto Pontes, projeto que autorizou pagamento de supersalários a ex-conselheiros e ex-deputados, o que gerou grande discussão na Casa.

Carnaval 2015 – Uma blitz educativa na avenida Mister Hull

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O vereador Acrisio Sena (PT)  e o Centro de Cidadania e Defesa Social (CCDS) do bairro Antônio Bezerra vão promover uma blitz educativa com os motoristas que se deslocarem para o Carnaval nas praias do litoral cearense. A blitz ocorrerá a partir das 8h30min de sábado, na avenida Mister Hull, perto da Rodoviária dos Pobres.

De acordo com Acrísio sena, serão distribuídos folders orientando sobre os riscos da mistura direção e álcool e haverá entrega de preservativos. Este é o quinto ano consecutivo que a blitz é realizada com apoio dos moradores do bairro.

 

Controladoria Geral das Polícias em clima de Socorro França

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A ex-procuradora-geral de justiça do Estado, Socorro França, assumirá o cargo de controladora-geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) nesta quarta-feira, a partir das 10 horas.

O ato de posse, com a presença do governador Camilo Santana e do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Delci Teixeira, ocorrerá no Teatro Dragão do Mar.

Representantes de entidades ligadas aos policiais civis e militares prometem marcar presença.

Olha os lírios dos campos de Fortaleza

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Da Coluna Política do jornalista Érico Firmo, no  O POVO desta terça-feira:

A jornalista Samaisa dos Anjos mostrou, no O POVO de ontem, que a meta de arborização de Fortaleza ficou até agora pela metade – de oito mil árvores previstas para 2014, só quatro mil foram realmente plantadas (leia acessando o link: http://bit.ly/op015). O que torna ainda mais distante a ambiciosa meta para o ano que vem, de 35 mil árvores.

Há causas objetivas. Em tempos de seca, a umidade do ar fica muito baixa e a manutenção das novas plantas se torna ainda mais difícil. E o processo, normalmente, já é complexo. Sem chuva, a chance de a árvore sobreviver se torna bem mais remota, por mais que haja cuidado e manutenção. Além disso, na própria população há resistência a colocar uma árvore diante de casa, pela necessidade de limpar as folhas e por medo de que um bandido se esconda atrás, por exemplo.

Nenhuma dessas dificuldades é propriamente uma surpresa. Então, o ponto é: se já se sabe de tudo isso, por que se autoriza o desmatamento promovido por grandes empreendimentos, inclusive públicos, diante da promessa de compensação ambiental que esbarrará em tantos obstáculos? Na hora de por a vegetação abaixo, o plantio de novas árvores é tratado como líquido e certo. Depois se descobre que não é tão fácil.

Agora mesmo, como O POVO mostrou na semana passada (leia acessando o link: http://bit.ly/op018), ocorre a derrubada de vegetação no ecossistema do Cocó, para a construção de conjunto habitacional destinado a famílias do Dendê. A causa é a mais nobre possível. A obra beneficiará 1,08 mil famílias. Mas serão suprimidos 12,6 hectares de vegetação. A promessa é de plantar 1,9 mil árvores. Sobre a efetivação desse compromisso, a manchete do O POVO de ontem me deixa com extremas dúvidas.

O mesmo vale para a retirada de árvores do binário Santos Dumont-Dom Luís. Na época, o discurso era de que as árvores seriam replantadas no próprio local. Não foram e não serão. Como O POVO também mostrou ontem, só 40% das plantas transplantadas no ano passado já estão adaptadas ao Horto Municipal. Ou seja, 60% ainda requerem cuidados dos técnicos (leia acessando o link: http://bit.ly/op019). O processo de transplante – como alertavam os biólogos na época – é bastante complexo. Não é como colocar um jarro de um lado para outro. Conforme explica o engenheiro agrônomo Alexandre Kauser, secretário da regional Nordeste da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), apenas entre 10% e 15% das árvores conseguem sobreviver a longo prazo em casos de transplante.

Quanto ao plantio de árvores como compensação pelo desmatamento, mesmo que uma hora ele acabe ocorrendo – é o mínimo que se espera – o problema é que a reposição é muito mais lenta que o desmatamento. A cidade sai perdendo, e não é porque chove pouco ou porque a população resiste e, aí, não se consegue fazer o plantio. É porque se autorizou o corte sem que houvesse condições para a compensação correspondente.

É bastante controversa a ideia de que plantar uma ou vinte árvores no lugar de outra que se derrubou seja uma substituição adequada. Nem vou chegar a esse debate. Admitindo-se como alternativa a compensação ambiental, seria razoável estabelecer que o corte só ocorra após ser efetivado o plantio correspondente. Ou seja, a medida compensatória não seria uma promessa futura. Sua concretização seria condição para que o desmatamento pretendido ocorra. É uma forma de ajustar o desajuste temporal entre prejuízo e reposição. E de evitar que o interesse público seja engabelado por promessas postergadas.

Programa da Sefaz dificulta vida das entidades filantrópicas

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O titular da Sefaz é Mauro Filho.

Entidades filantrópicas estão sendo obrigadas a cadastrar cada nota fiscal que consegue para receber valores do programa “Sua Nota Vale Dinheiro”, da Secretaria da Fazenda do Estado.

Para algumas, o tempo dispendido nisso é mais custoso do que o valor recebido. Um pleito à Sefaz para que reveja tal situação já foi encaminhado há meses. A pasta prometeu rever o caso e nada.

 

Adísia Sá – Lições de economia de água e uma cutucada em Camilo Santana

Com o título “Seca: tragédia anunciada”, eis artigo da jornalista e professora Adísia Sá, que pode ser lido no O POVO desta terça-feira. Ela fala sobre a seca e a necessidade de se economizar água, mas não perde o jeito crítico: dá cutucada para saber o que o governador Camilo Santana (PT) conseguiu de ajuda em Brasília para enfrentar a estiagem. Confira: 

Os prognósticos não são alvissareiros, pelo contrário: assustadores. “A seca deve continuar no Ceará e causar problemas em zonas urbanas” – essa a manchete deste jornal do dia 21 de janeiro próximo passado. Normalmente estaríamos vivendo a quadra chuvosa, mas pelo contrário, estamos passando por uma das mais trágicas secas dos últimos anos.

A tragédia que cai sobre nós é propícia a que sugira aos leitores o “Quinze”, de Rachel de Queiroz, obra nascida ainda nos anos iniciais de sua mocidade. Também é oportuno pedir a todos: “olhem pro céu” e peçam a São Pedro que não nos esqueça. Sugiro, também, a leitura de matéria elaborada pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme/Banco de Dados O POVO, publicada neste jornal dia 21 de janeiro próximo passado).

E peço às donas de casa que poupem água, não exagerem na limpeza, muito menos na lavagem de calçadas, como vejo nas ruas de nossa cidade. Aguar plantas não significa deixar a torneira solta, aberta, escorrendo água horas seguidas. O momento é de respeito aos que, nos bairros mais afastados e, principalmente, no interior do Estado, saem de balde e latas em direção aos açudes buscando água para o preparo do “pão nosso de cada dia.”

E decoremos as informações da Funceme: “Com apenas 20% de volume total nos açudes do Estado, este ano começou com problemas para cidades como Canindé, Crateús, Caririaçu e São Luís do Curu.” Logo, logo a situação pode chegar a calamitosa e, com isso, trazendo interioranos para a capital em busca de socorro e ajuda. As pessoas mais idosas devem ter ainda lembrança do êxodo tomando estradas em busca de socorro na capital e navio para o Amazonas.

Em janeiro a imprensa noticiou que o governador iria à presidente Dilma levando plano de ações necessárias para enfrentar um quarto ano consecutivo de estiagem no Estado. Não li nada a respeito, ou seja, não soube o que conseguiu Camilo Santana. Foi? O que conseguiu?

Adísia Sá

adisiasa@gmail.com

Professora e Jornalista.

A política e os ressarcimentos

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Leitores deste blog lembram: o projeto de implantação da fábrica Gurgel, que faliu, ao lado do projeto da Yamacon, é coisa do Governo Ciro. Na época, era secretário da área o hoje deputado federal Antonio Balhmann (Pros).

O caso surgiu após outro leitor, o professor Heliodoro Porto, questionar sobre o porquê de só cobrar ressarcimento de perdas para o Estado no que diz respeito ao projeto da refinaria de petróleo.

 

Tribunal de Justiça fará mutirão para desentulhar processos em cidades sem juiz

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Da Coluna Vertical, do O POVO desta terça-feira:
 

A presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Iracema do Vale, baixou portaria determinando a realização de mutirão para desentulhar uma série de processos de municípios que não dispõem ainda de juiz titular nem juiz substituto.

Com essa medida, ela espera dar celeridade aos processos e reduzir, no geral, o quadro de acúmulos no âmbito do Judiciário. Dez juízes foram designados para integrar essa força-tarefa que, nos próximos dias, mergulhará fundo nesse trabalho.

Setores da Justiça, no entanto, avaliam que essa ação é um paliativo. Defendem que o TJ faça concurso para juiz.

Eduardo Cunha autoriza nome de Valim na CPI da Petrobras

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O presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), autorizou na noite dessa segunda-feira (9) a inclusão do nome do deputado cearense Vitor Valim (PMDB) na lista da nova CPI da Petrobras, protocolada pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB/SP).

Após pedir a palavra no “Pela Ordem”, enquanto a deputada Luciana Santos (PCdoB/PE) se dirigia à tribuna, o parlamentar cearense pediu deferimento (aprovação) do requerimento 362/2015, que solicitou a inclusão de seu nome na relação dos 182 deputados que assinaram a CPI. Valim reclamou da discordância do Cartão de Autógrafos, que não reconheceu sua assinatura.

“Foi deferido à medida que Vossa Excelência manifestou a contestação da sua assinatura”, afirmou o presidente da Câmara Federal. A nova CPI da Petrobras agora soma 183 assinaturas.

(com agências / foto: reprodução TV Câmara)

Camilo Santana receberá de líder do MST a dirigente docente

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O governador Camilo Santana (PT) cumprirá agenda das mais carregadas nesta terça-feira. São várias reuniões com o secretariado, incluindo encontro com autoridades internacionais e sindicalistas e lideranças rurais. Confira:

9h: Recebe representantes do MST

10h: Reunião com a vice-governadora Izolda Cela e com o secretário da Educação, Maurício Holanda

11h: Recebe o cônsul econômico de Israel no Brasil, Boaz Albaranes

11h45: Reunião com representantes do sindicato Apeoc

14h: Recebe o presidente da Fetraece, Luiz Carlos Ribeiro Lima

15h: Recebe representantes da Sociedade Consular do Ceará

15h30: Reunião com o Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cede)

16h30: Reunião com a Controladoria Geral do Estado (CGE)

17h30: Reunião com a Secretaria da Fazenda (Sefaz)

18h: Reunião com a Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag)

18h30: Reunião com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE)

* Agenda sujeita a alterações ao longo do dia.

PMDB diz que decisão contra Dra. Silvana foi de Zezinho

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O líder do PMDB na Assembleia Legislativa, Audic Mota (PMDB), informa: a decisão da retirada do nome da deputada Dra. Silvana do comando da Comissão de Direitos Humanos da Casa foi  do presidente do Legislativo Estadual, deputado Zezinho Albuquerque (PROS). De acordo com o peemedebista, o partido não recuou. “Quem recuou foi o presidente (da Mesa Diretora)”, disse Audic para o Blog. A retirada de Dra Silvana ocorreu nessa segunda-feira.

A própria deputada afirmou que soube da retirada de seu nome, após Zezinho Albuquerque alertá-la de uma “guerra psicológica”.

A assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa negou a interferência do presidente da Mesa Diretora e ressaltou que as indicações são dos partidos.

“Fundamentalista” e “homofóbica”

A rejeição ao nome da deputada ganhou força depois que o deputado Ivo Gomes (PROS), que atualmente ocupa o cargo de secretário das Cidades, disse em sua página no Facebook que a “Assembleia Legislativa do Ceará e o PMDB preparam-se para repetir a história. Terão um Marco Feliciano pra chamar de seu”. Ivo Gomes também apontou a peemedebista como “uma parlamentar evangélica fundamentalista e homofóbica”.

A reação do deputado do PROS foi motivada por uma declaração de Doutora Silvana, em 2013, quando na tribuna da Assembleia Legislativa a parlamentar justificou uma decisão judicial contra um casamento homoafetivo. “Deus não admite casamento gay, acabou com Sodoma por causa disso”, comentou a deputada na época.

BB da Praça do Carmo sem atendimento nesta terça-feira por manifestação

O Banco do Brasil da Praça do Carmo, no Centro, deverá ter o atendimento suspenso, nesta terça-feira (10), por causa de uma manifestação do Sindicato dos Bancários do Ceará, que acusa a agência de más condições de trabalho, como aparelhos de ar condicionado sem refrigeração e elevadores parados,

Segundo o sindicato, 10 dos 15 andares do BB estão abandonados. Para o sindicato, a Norma Regulamentar 17 (NR-17) do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece regras para as condições ambientais do trabalho estariam sendo descumpridas pelo BB. De acordo com a norma, em locais que exijam solicitação intelectual e atenção constantes são recomendadas, entre outras medidas, um índice de temperatura efetiva entre 20° e 23°.

“Estamos paralisando o BB da Praça do Carmo após várias tentativas de soluções através do diálogo com o banco, que precisa investir para oferecer segurança e condições dignas de trabalho aos funcionários e um atendimento decente. A paralisação cobra medidas do banco que está querendo fazer economia à custa da desgraça dos funcionários e clientes. Queremos solução imediata”, comentou o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

Escola de Samba “Unidos do Acaracuzinho” homenageará boi-bumbá na avenida Domingos Olímpio

A tradicional Escola de Samba Unidos do Acaracuzinho traz neste ano um enredo em homenagem aos bois-bumbás e Raimundo Valdelírio, presidente da escola de samba. “Viva meu boi, salve, salve, o meu boi bumbá, Acaracuzinho traz a lenda pra avenida e o povo vai cantar…”

Com 20 anos de escola e 14 títulos conquistados, Clésia Nascimento, carnavalesca, remete esses títulos a uma dedicação ímpar que escola tem. ”Nós trabalhamos muitos e de forma bastante dedicada, dando prioridade a detalhes. Esses títulos são frutos de grandes trabalhos, que nós, da Unidos do Acaracuzinho, temos e levamos muito a sério.” afirma ele.

A Escola de Samba Unidos do Acaracuzinho desfilará terça-feira (17), na Avenida Domingos Olímpio, no Carnaval de Fortaleza, a partir das 20 horas. Serão 14 alas, bateria, comissão de frente e três carros alegóricos. (Bruna Morais)

Confira a letra do samba enredo:

Samba-Enredo Unidos do Acaracuzinho 2015
Autor: Chico do Cavaco

Viva meu boi
Salve, salve, o meu boi bumbá
Acaracuzinho traz a lenda pra avenida
E o povo vai cantar
Viva meu boi
Salve, salve meu boi bumbá
O boi brasileiro
Hoje é o boi do samba
É a vermelho e branco a desfilar

Popular, salve o folclore brasileiro
Rítmos, crenças e danças contagiam, oh! Quanta beleza
As lendas do boi, festança na avenida que riqueza
Hoje canta o povo
Hoje a festa é na avenida
Celebrar o boi cortejando a alegria

No boi voador
De Maurício de Nassau
Peguei carona e viajei o meu País
Vi maravilhas, que hoje o boi trás a passarela encantada
E dessa viagem, nossa vermelho e branco vem encantar

Em Pernambuco dancei
Frevo e boi de reis, calemba
Bumba meu boi e o rei do Maranhão
Vem das senzalas sua valorização
Meu boi Bumbá, é o amor de Parintins
Em tom azul sou Caprichoso
Meu Sangue é Vermelho
Meu amor e Garantido

No rio tem Folguedo de boi
Vaqueiros da Bahia povoaram o Piauí
Miscigenação multi cultural
Vindas de além mar, hoje encanta o País
No meu Ceará, eu vou cantar a sátira do boi
Homenagear nosso presidente
De limoeiro do Norte, brincante do boi da faceira
Raimundo Valdelírio sempre fez desse boi
À alegria de cantar pra nossa gente

Com o bumba meu boi, eu vou sambar
Meu boi bumbá, sou do nordeste sou do Ceará
Meu voou, fez o povo mais feliz
Sem preconceito, e mostrar nossa raíz
Vem pro Acaracuzinho ser feliz (Bis)