Blog do Eliomar

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CDL e BNB fecham parceria que garante linha de credito para capital de giro

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza e o Banco do Nordeste do Brasil celebram parceria para o lançamento do Cartão Empresarial BNB/CDL, cartão com limite pré-aprovado para capital de giro destinado à aquisição de insumos/estoques pelos associados das CDLs cearenses, em condições diferenciadas.

O acordo está sendo fechado durante almoço, que ocorre neste momento, na sede da CDL, contando com as presenças dos presidentes da CDL de Fortaleza, Freitas Cordeiro, e do Banco do Nordeste, Nelson Antônio de Souza, e membros das respectivas diretorias.

 

Era Cid e o teste de fogo neste segundo turno

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Com o título “Um importante teste para o cidismo”, eis artigo de Emanuel Freitas, doutorando em Sociologia na UFC. Ele faz uma avaliação da Era Cid e diz que o grande teste de força política do governador ocorre neste segundo turno, quando muitos esperavam a vitória de Eunício Oliveira logo na primeira fase da disputa. Confira:

A compreensão dos resultados eleitorais deste domingo exige um olhar mais atento para a “Era Cid”, marcada por importantes rompimentos durante os momentos eleitorais. Já quando de sua primeira candidatura, em 2006, seu grupo rompeu com o então governador Lúcio Alcântara. Depois, em 2010 foi a vez de Tasso Jereissati (PSDB), em 2012 Luizianne Lins (PT) e, em 2014, Eunício Oliveira (2014).

Luizianne levou seu grupo dentro do PT à cristianização da candidatura de Camilo, pois “não apoiaria nenhum nome escolhido pelos Ferreira Gomes”.  Tasso Jereissati conduziu sua campanha como uma prestação de contas de seus mandatos de governador, apresentando-se como “independente” e formatando-se como o anti-ethos de Cid Gomes. Eunício Oliveira apresentou um forte discurso de opositor, denunciando o descaso da gestão e prometendo um “novo tempo” para o Ceará.

Por sua vez, Cid Gomes tratou de responder, a seu modo, a cada um desses opositores. Desqualificou Eunício como “milionário ambicioso” e Luizianne Lins como “alguém que vive de factoides”. Para responder às críticas de Tasso dedicou uma tarde inteira para publicações em sua página no Facebook.

 

Vejamos os resultados das urnas desse domingo. Dos 22 deputados federais mais votados, 13 são da coligação de Camilo Santana. Mas importantes nomes de oposição a Cid, como o de Luizianne Lins, lá compareciam. Já na lista de deputados estaduais mais votados, os mais disparados eram Capitão  Wagner e Heitor Férrer, mas em grande parte nomes ligados a Cid pareciam compor a nova Assembleia Legislativa, entre eles seu irmão, Ivo Gomes. 

Do embate entre Tasso e Mauro Filho, prevaleceu a voz anti-cidista do tucano.

Mas, sem dúvida, é no resultado para o governo que Cid tem o que comemorar: numa apertada disputa, conseguiu com que seu candidato fosse ao segundo turno à frente do segundo colocado, tendo crescido unicamente como o “candidato de Cid”. O teste final será no último domingo de outubro.

Emanuel Freitas

emanuel.freitas@ufersa.edu.br
Doutorando em Sociologia (UFC).

Camilo diz que não vai pedir a presença de Dilma e Lula em seu palanque

camlosantana

“Eu não quero causar constrangimento a ninguém”, disse, nesta segunda-feira, o candidato a governador pelo PT, Camilo Santana, ao ser indagado se iria pedir a presença de Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, em seu palanque, neste segundo turno das eleições.

Camilo, que foi entrevistado pelo jornalista Rui Lima, na Rádio O POVO/CBN, acentuou que não fez tal cobrança no primeiro turno, porque entendia a situação da presidente. Dilma tem como candidato a vice o peemedebista Michel Temer.

Ele garantiu que, neste segundo turno, continuar fazendo a pregação dos seus projetos, que avalia como os melhores para o Estado e para dar prosseguimento ao clima de desenvolvimento bancado pela gestão de Cid Gomes.

PT/CE reunirá parlamentares eleitos e reeleitos para fechar estratégias pró-Camilo Santana

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A Executiva Estadual do PT vai reunir, a partir das 8 horas desta terça-feira, em clima de café, no Hotel Amuarama, os deputados estaduais e federais eleitos e reeleitos da sigla.

Segundo o presidente regional do partido, Francisco de Assis Diniz, hora de começar a planejar a campanha pró-Camilo Santana (PT) neste segundo turno.

De Assis comemora a passagem de Camilo para essa segunda fase, quando havia uma expectativa de que o peemedebista Eunício Oliveira poderia faturar a disputa logo no primeiro turno. “Agora é outra campanha e outro cenário!”, acentua o dirigente petista.

Bancada da bola entra em campo político novamente

Pois é, os times de futebol ganharam ou renovaram, nestas eleições no Ceará, mandatos. Nesse campo, a disputa foi bem movimentada mas, no apito final das urnas, pouca surpresa.

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Evandro Leitão (PDT), 70.228 votos, que preside o Ceará, conquistou vaga. Houve o respaldo de quem comandou a pasta do Trabalho e Desenvolvimento Social, mas, também, o fato de ter obtido simpatias da torcida em clima de Série B, do Campeonato Brasileiro. Principalmente depois que o alvinegro goleou por 5 a 1 o Vila Nova em Goiás.

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Osmar Baquit (PSD),  47.553 votos, que comanda o Fortaleza. Embora tenha um trabalho antigo no Interior e bases consolidadas, claro que pesou o desempenho do clube que, antecipadamente, garantiu a classificação para o “mata-mata” da Série C, do Brasileirão.

foto andre figueiredo

Vale lembrar ainda que o deputado federal André Figueiredo (PDT), 125.357 votos, que já presidiu o Conselho Deliberativo do time do Ceará e é torcedor chorão do clube. Foi reeleito. Embora conte com o respaldo do prestígio do Ministério do Trabalho, sob comando do PDT, acabou ganhando divididos, claro, alvinegros.

Que neste 2º turno os pecados da calúnia e difamação não prevaleçam

Com o título “Uma inspiração para o 2º turno”, eis artigo da jornalista Fátima Sudário, que pode ser conferida no O POVO desta segunda-feira. Ela aborda o fato de eleição se misturar com emoção e torce para que nesta campanha pecados como calúnia, difamação e até desinformação não prevaleçam sobre a cidadania. Confira:

Considero a eleição um Natal. Desde criança. Clima de animação e festa que ia chegando aos poucos. Quando percebia, já estava envolvida em pequenos debates, alguns mais leves, outros mais acirrados. Sempre muito animados. De alguma forma, minhas expectativas estavam em pauta. Tempos de esperança. Confiança de que estava à beira de uma virada. Algo que não se cumpria, ou não como eu projetava.

Não lembro outro evento que me tenha feito demarcar a história recente deste País como a eleição. E que história! Mas pela primeira vez o clima não me alcançou, não vivi a festa. Contrário. Foi difícil, sofrido. A crença foi escasseando. A paciência, nem se fala.

Mas restava o dia da eleição. Não tinha como não se contaminar. Nada. Nem militância nem entusiasmo. Sujeira e algumas denúncias. Vi que era uma eleição atípica quando, hora nenhuma, fiquei engasgada pela emoção que esse dia costuma me trazer. Acho que tem a ver com a campanha. Foi feia, asquerosa. Faltou um tantinho que fosse de civilidade. Fico a imaginar o que nos espera no segundo turno. Coragem! É o que a vida quer da gente, diz o mineiro Rosa.

 

Torço, de verdade, para que seja diferente nesses dias que vão se seguir. E se há uma contribuição possível é a reflexão do papa Francisco, bem adequada aos tempos. Em conversa com um grupo de comunicadores, que vale para todos, diga-se, apontou os maiores pecados da mídia. São aqueles que seguem pelo caminho da mentira: a desinformação, a calúnia e a difamação.

 

Considera os três muito graves. A desinformação, para ele, além de grave, é perigosa. Equivale a “dizer a metade das coisas, aquilo que para mim é mais conveniente e não dizer a outra metade. E assim (…) não posso fazer um juízo perfeito, pois não tenho os elementos e não nos dão estes elementos E apelou: “Destes três pecados, por favor, fujam!” 

O papa foi além na mesma fala. Agradeceu a quem busca a verdade. Mas não considera isso o bastante. Quer verdade, bondade e beleza. Juntas e consistentes. “Que venham de dentro, que sejam humanas”. O papa deveria inspirar as campanhas a que vamos assistir.

 Fátima Sudário
fatima@opovo.com.br
Jornalista do O POVO.

Tasso Jereissati e uma noite em algum lugar do passado

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Com o título “Uma noite, há quatro anos”, eis um ensaio do jornalista Érico Firmo sobre a vitória de Tasso Jereissati. O tucano obteve 57,99% dos votos para o Senado. Confira:

Tasso Jereissati (PSDB) viveu ontem uma noite rotineira para ele como para nenhum outro personagem da história do Ceará. Foi sua quinta vitória em eleição majoritária estadual. Depois de ter sido três vezes governador, será pela segunda vez senador. Mas, a repetição embute uma novidade. A diferença remete a uma noite há quatro anos.

Às 20h39min do dia 3 de outubro de 2010, a contabilização dos votos no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) tornou irreversível o improvável. O homem que mais poder teve durante mais tempo na história do Ceará ficou na terceira colocação, com duas vagas em disputa. Ele que, além dos quatro mandatos majoritários que já exercera, foi o principal responsável pela vitória de outros dois governadores e sete senadores. E conhecia pela primeira vez uma derrota sua.

Naquela noite, óculos escuros e olhos inchados tomaram o escritório de Tasso. Ele disse que não mais seria candidato, iria se dedicar a “cuidar dos netos”. Mas, passado o primeiro mês, o sabor amargo foi esquecido. Viajou, redescobriu o prazer de, como define, não ter de dar satisfação. Voltou-se, também, às empresas.

“Depois você entende e se adapta. Nunca é bom, não é agradável perder uma eleição. Mas a gente tem de ter a mesma humildade na vitória que tem na derrota”, disse o agora senador eleito, no início da tarde de ontem, enquanto acompanhava a votação de seu colega de chapa, Eunício Oliveira (PMDB), no Náutico.

Horas depois, às 19h53min, a apuração confirmou que Tasso retornaria ao mandato para o qual não havia sido reeleito quatro anos atrás. Os 2.314.796 votos, 57,91% dos válidos, garantiram aquele que, dessa vez, garante que será mesmo seu último mandato. “Ah, agora eu fiquei desmoralizado, que eu disse isso na última vez. Mas eu não tenho dúvida (de que será a última eleição). Dessa vez, vocês sabem, as circunstâncias me levaram e eu estou muito honrado e feliz com isso”.

Mas não haverá tempo para festejar. Confirmada a vitória, à noite no comitê, prometeu mergulhar no 2º turno, por Eunício e Aécio Neves (PSDB). “Vamos descansar 24 horas, mas vamos pra rua mais fortes do que nunca, pra mostrar ao Brasil inteiro que o Ceará não é esse Estado que todo mundo pensava há 30 anos atrás (…) e voltou novamente à lista dos estados mais pobres, mais atrasados e mais conformados com a pobreza”.

E destacou a importância que atribui à eleição, sobretudo, presidencial: “Não é questão de eleger um governador de estado, de eleger um senador que vocês gostam, mas principalmente é uma questão de salvar o Brasil”.

Dilma quer todos os governadores e senadores eleitos de sua base engajados na campanha

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Membro da coordenação nacional da campanha pró-Dilma Rousseff, o cearense Geraldo Acioly avaliou, nesta segunda-feira, o pleito de segundo turno agora com o tucano Aécio Neves. Para ele, o pleito será bem acirrado, mas com a vantagem de ter menos candidatos, o que favorecerá o debate dos projetos.

Geraldo Acioli informou que nesta terça-feira, em Brasília, haverá reunião da coordenação nacional da campanha de Dilma, no que o presidente nacional do PT, Rui Falcão, está convocando a presença dos governadores e senadores eleitos para acertar estratégias.

O petista também avaliou o pleito no Ceará considerando ruim a baixa do PT na Assembleia Legislativa,mas a garantia de Camilo Santana no embate do segundo turno.

Dilma cá e Tasso lá

dilmamarcha  tasso

Da Coluna Vertical, no O POVO desta segunda-feira (6):

O cenário eleitoral no Ceará traz uma particularidade das mais interessantes, que merece ser estudada pelos especialistas: enquanto dá vitória a Dilma Rousseff (PT), garante a ressurreição política de um tucano de peso nacional, no caso o ex-governador Tasso Jereissati.

Isso mostra que o eleitor gosta de apostar em um quadro político dividido. Ou seja, banca um nome da situação, mas recoloca outro da oposição, que poderá no Congresso, dependendo de mudança eleitoral de segundo turno, atuar como um cobrador de tantos projetos estruturantes ainda nos sonhos do cearense, como a refinaria de petróleo.

Tasso foi uma derrota buscada e arquitetada, na última disputa de senador, pelo PT. Hoje retorna pela bênção das urnas e com o amadurecimento necessário para reforçar o que se busca na política: o equilíbrio de forças contra a velha unanimidade burra. Em Brasília ou no Ceará.

As armas de Eunício e Camilo no segundo turno

Após travarem a terceira disputa mais acirrada do País, Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) terão agora pouco mais de três semanas para reajustar o arsenal contra o outro. Com o petista alcançando 47,8% dos votos e o peemedebista 46,4%, os dois já saem do embate com perspectiva de segundo turno dos mais disputados. Com a corrida entrando no “tudo ou nada”, os frutos colhidos ontem nas urnas e a disputa nacional podem ser decisivos na batalha pelo eleitorado.

Contrariando as pesquisas, o resultado deixa pouca margem para avanços: com diferença de 60 mil votos, apenas 5,7% do eleitorado não votou em nenhum dos dois. Além disso, tanto Eliane Novais (PSB) quanto Ailton Lopes (Psol) negam apoio aos ex-adversários. No aperto, ambos terão de improvisar na busca por novos terrenos.

As armas

Neste sentido, Eunício Oliveira terá ao seu lado aliados que saem poderosos das urnas. Candidato que mais contava com a vitória no 1º turno, o peemedebista compensará a colocação em desvantagem com aliados como Tasso Jereissati (PSDB), eleito senador com ampla maioria

Outra figura chave será um antigo desafeto de Cid Gomes (Pros), o Capitão Wagner (PR). O militar foi, inclusive, alvo de ataques dos irmãos Ferreira Gomes durante o processo eleitoral. Sagrando-se o deputado estadual mais votado da história do Ceará, Wagner será fundamental.

Já Camilo Santana não fica atrás. Seu resultado dá novo “gás” à gestão Cid Gomes (Pros), que vem de vários momentos de desgaste durante a campanha. Além disso, o Pros sai do pleito como o partido mais bem votado – por ampla margem – da eleição. Na Assembleia, a legenda teve mais de 20% dos votos totais, elegendo doze deputados.

Outro ponto será o tempo de televisão de cada candidato. Antes, Camilo tinha mais espaço que Eunício. Agora, ambos terão o mesmo tempo.

Disputa nacional

O segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) também deve ser decisivo no Ceará. Articulador da campanha de Camilo, o deputado José Guimarães (PT) sinalizou possível estratégia: “Não tem conversa. É tudo ou nada. O PT nacional, Lula, Dilma, têm que vir”.

Já o coordenador da campanha de Eunício, Gaudêncio Lucena, disse esperar que a neutralidade do PT nacional seja mantida, e descartou a hipótese de Eunício vincular sua imagem à de Aécio. Ele disse que, já amanhã, Eunício vai a Brasília se encontrar com a cúpula do PMDB.

Para o cientista político Valmir Lopes, da Universidade Federal do Ceará, estratégia de Eunício de manter a “estadualização”, brecando presença nacional no Ceará, se mostra agora arriscada. “Investir nesse formato, eu diria que é perder. Os dois precisarão de apoios nacionais”.

(O POVO)