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A presença das facções nas eleições

Da Coluna Política, do jornalista Érico Firmo, no O POVO desta terça-feira, eis o título é A presença das facções nas eleições”. Confira:

A onda de atentados criminosos em Fortaleza, simultânea a várias convenções partidárias, alerta para uma das questões mais preocupantes destas eleições: a presença das facções no processo político. No mundo todo, o crime organizado atua em frentes diversas. Têm braços econômicos, dentro da Polícia, no aparelho de Justiça – e esse último ponto tem sido desvendado no Ceará. Não haveriam de ficar fora da política, obviamente. As facções criminosas em atuação no Estado são um risco nessa eleição, não apenas pela violência que ameaçam espalhar. Os grupos estão enraizados nas comunidades. Possuem capacidade de influenciar o voto de grandes contingentes da população. Um dos maiores riscos das eleições que se avizinham é das facções criminosas emplacarem sua própria bancada parlamentar. Feito isso, estará dado passo para elas se firmarem em definitivo como atores no jogo de forças da sociedade cearense.

Grupos criminosas lançarem candidato não é a novidade. O Rio de Janeiro conhece essa realidade já há tempos. As milícias em particular. Em 2016, escutas telefônicas apontaram que haveria facção financiando centenas de candidatos pelo Brasil. Nos últimos anos, houve vários casos, no Ceará inclusive, de vereadores presos acusados de envolvimento com tráfico de drogas.

A diferença é a forma como as facções estão presentes e exercem influência em territórios de Fortaleza e pelo Ceará. O potencial eleitoral se multiplicou.

E, se eleitos, serão parlamentares que provavelmente estarão nas bases de apoio dos governos. Eventualmente, serão daqueles discretos, dos quais pouco se houve falar. Mas, colocarão suas reivindicações na mesa do Poder Executivo.

Não sei se as facções serão determinantes para escolher o próximo governador. Não tenho elementos para afirmar que poderão influenciar uma eleição majoritária. Elas podem, é claro, desgastar quem está no cargo, por meio de sua ação. Mas, o alcance disso é incerto.

Mais provável e não menos perigoso é que usem a presença em comunidades para direcionar o voto para candidatos ligados a elas. E, fazendo isso, podem transformar os mandatos em maneiras de influenciar as ações dos governos.

As facções são hoje um problema grande. Mas, podem se tornar maiores, mais fortes. Podem adquirir outra natureza, potencialmente ainda mais perigosa. É questão à qual Ministério Público e Polícia Federal precisam estar de olho.

Tasso chama governo de “frouxo” e Camilo evita o confronto

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“Eu não vou entrar na política baixa e desrespeitosa. Para cada ataque que vier de lá, eu vou responder com muito trabalho”, disse ontem o governador Camilo Santana (PT) durante jantar com aliados, no Marina Park Hotel, em Fortaleza. A declaração é uma resposta ao senador Tasso Jereissati (PSDB) que, em clima de convenção tucana, domingo último, chamou o Governo Estadual de “frouxo”, ao criticar a reação da gestão petista diante dos ataques de facções criminosas nos últimos dias.

“Temos hoje o Estado do Ceará dominado pelas facções criminosas. E não é que elas estejam em toda parte. Elas dominaram o Estado do Ceará. E são mais fortes do que o Governo do Ceará porque o Governo do Ceará é frouxo e não tem coragem”, discursou Tasso no momento da formalização da candidatura do general Guilherme Theophilo (PSDB) ao Governo.

O petista reuniu centenas de aliados, da Capital e Interior, para um jantar com uma palestra de prestação de contas do Governo. Chegaram junto do governador, o pré-candidato ao Senado, Cid Gomes (PDT), e o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB), que tentará reeleição.

Nos bastidores, parlamentares da base de Camilo na Assembleia Legislativa davam como certa que a chapa para a eleição local: os candidatos ao Senado que pedirão votos para o governador serão Cid e Eunício. O emedebista, porém, em uma candidatura isolada.

Indefinição

Para o presidente do PDT, André Figueiredo, porém, ainda não há definição sobre o lançamento de apenas uma candidatura. O assunto vai ser discutido hoje em reunião do diretório estadual. “O PDT não deliberou ainda. Existe indicativo do lançamento da candidatura apenas do Cid, mas o Ciro e o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, estão dialogando talvez na expectativa também de apresentar um segundo candidato que necessariamente não seria eu. Mas a tese de ter duas candidaturas ainda não foi vencida”.

Questionado sobre a resolução do PT de lançar nome ao Senado caso o PDT lance dois candidatos, Figueiredo defendeu mais candidaturas. “Eu acho que seria ótimo o PT lançar candidato. Quanto mais candidatos tivermos ao Senado, melhor para o Congresso Nacional. Acho que o PT deveria sim lançar um candidato”, sugeriu.

Por outro lado, Cid adiantou que a legenda deverá apresentar apenas um nome para uma das vagas, que seria o dele. “O PDT deverá lançar um candidato só. Eu vou defender que o PDT lance apenas um candidato. Amanhã (hoje) vamos ter a reunião do diretório”, afirmou. Sobre a definição da própria candidatura, o ex-governador disse que “está bem encaminhado”.

Os próximos dias são de definições sobre as alianças proporcionais, que passarão pelo crivo do ex-governador Cid Gomes.

(O POVO – Repórter Wagner Mendes/Foto – Divulgação)

Lia Gomes, irmã de Ciro e Cid, apregoa boicote ao MDB

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Lia Gomes, irmã do pré-candidato à Presidência Ciro Gomes e pré-candidata a deputada estadual pelo PDT, defendeu um boicote a políticos do MDB nas eleições de outubro. Em evento com trabalhadores rurais no município de Varjota, no Ceará, na última quarta-feira, 25, Lia pediu “pelo amor de Deus” para que os eleitores não votaem em candidatos do número 15.

“Aqui no Ceará, pelo amor de Deus, não votem em ninguém que começa com 15, nem senador, nem governador, nem presidente, nem deputado federal. Risquem o 15 da lista de vocês”, afirmou. Ao portal Estadão, a candidata reiterou que as pessoas devem ser informadas do “mal” que políticos do MDB já fizeram ao Brasil.

Declaração foi dada em um contexto em que o governador Camilo Santana (PT) – integrante do grupo Ferreira Gomes – tenta costurar aliança com o senador Eunício Oliveira, que busca reeleição e é filiado ao partido que Lia propõe um boicote. “Bom, de forma alguma, acho que a tendência natural desse processo é um apoio ao senador (Eunício)”, afirmou o petista em entrevista ao O POVO no último dia 18 de julho.

(Foto- Facebook)

O PSDB/PROS e a fila do lanche

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A convenção do PSDB/Pros registrou um detalhe que lembrou velhas práticas da política: a distribuição de lanche entre militantes. Só o presidente estadual do Pros, deputado estadual Capitão Wagner, que bradava “eu vim de graça” para a claque, não viu.

(Foto – Paulo MOska)

Cerca de três mil pessoas comparecem a palestra de Camilo no Marina Park

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A palestra “Estratégias para o Desenvolvimento do Ceará”, proferida pelo governador Camilo Santana (PT), reuniu na noite desta segunda-feira (30), no Marina Park Hotel, no Centro, cerca de três mil pessoas.

O evento também foi marcado por um jantar, ao preço de R$ 1 mil, diante do lançamento de sua pré-candidatura à reeleição.

Camilo só não conseguiu colocar lado a lado o ex-governador Cid Gomes (PDT) e o atual presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB). Há possibilidade dos dois comporem chapa majoritária com Camilo, como candidatos ao Senado.

Enquanto Cid Gomes se mostrou alheio a Eunício, o mesmo não se pode dizer dos ex-adversários políticos Genecias Noronha, Domingos Neto e Domingos Filho.

(Fotos: Leitor do Blog)

Metade dos alunos do Ceará foi vítima de violência na escola

Mais da metade dos alunos do 1º e 2º anos de 50 escolas do ensino médio da rede pública do Ceará e do Rio Grande do Sul, ouvidos em uma pesquisa inédita nos finais dos anos 2016 e 2017, relataram ter sofrido algum tipo de violência no ambiente escolar. Xingamentos, brigas e bullying em redes sociais são as principais reclamações dos jovens, segundo levantamento realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) sob encomenda do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Coordenada pela socióloga Miriam Abramovay, responsável pela Área de Juventude e Políticas Públicas da Flacso, a pesquisa tinha como objetivo analisar como as agressões afetavam o desempenho escolar desses alunos e definir estratégias para alterar esse cenário.

“É um tema novo que as escolas não se atêm. Os governos não se dão conta que a questão da violência nas escolas, além de fazer mal para os jovens e professores, diretores e famílias, tiram os alunos de sala. Existe uma correlação muito forte entre a violência escolar e abandono escolar”, lamentou a professora.

Miriam Abramovay ainda ressaltou as semelhanças sobre as situações de violência, de pouco diálogo com professores e diretores e de exclusão desses estudantes em relação ao universo escolar mesmo em estados com características locais tão diversas. O diagnóstico foi constatado em questionários, mas também em relatórios elaborados pelos próprios jovens, onde descreviam questões como o que era ser jovem no Brasil, o que é violência nas escolas, a relação com os professores, entre outros temas.

A socióloga não esconde o choque com os relatos. Nas histórias, os estudantes mais afetados pela violência descrevem isolamento, estresse e até automutilação. “O que mais nos chocou foi a questão do suicídio e a automutilação. Nos grupos locais, quando tocávamos no tema, comecei a comprar caixas de lenço de papel porque as pessoas começam a chorar compulsivamente. Foi um trabalho muito duro”, lembrou.

Segundo ela, o contato mostrou que esses sentimentos não eram conhecidos entre os próprios jovens. “Eles não se conhecem. Estão juntos, brincam, zoam, mas não se conhecem, não sabem o que está acontecendo na vida de cada um. Naqueles grupos que trabalhamos tudo parecia uma surpresa entre eles”, contou a socióloga.

A partir desse trabalho, os próprios alunos desenvolveram um plano de ação para mudar o cenário. “Não foi uma grande mudança porque não houve tempo para isto”, avaliou Miriam, lembrando que a ação prática durou menos de um ano em função de greves e do movimento de ocupação de escolas que marcou aquele ano.

“Mas tivemos mudanças contundentes nas relações sociais entre eles. Eles diziam ter criado relações sociais mais fortes”, afirmou.

A socióloga destaca desde a maior participação dos estudantes nas decisões tomadas nos conselhos escolares até transformações pequenas do cotidiano que dependiam do convencimento das direções das escolas como a instalação de bebedouros com água gelada e a troca do uniforme de uma das unidades – motivo de reclamação de alunos por ser quente demais.

O plano, aplicado em algumas das escolas que participaram do programa, foi batizado de “O papel da educação para jovens afetados pela violência” e acabou virando um guia que será lançado amanhã (31), em São Paulo, e que poderá ser usado, gratuitamente, por qualquer rede de ensino do país.

(Agência Brasil / Foto: Arquivo)

PPS,PPL, PRTB e Patriotas fecham em torno da reeleição de Camilo

Alexandre Pereira (PPS), Cid Gomes e Danilo Serpa, este dirigente do Porto do Pecém.

Patriotas, PPL, PRTB e PPS farão convenção estadual conjunta no próximo sábado, dia 4, a partir das 9 horas, no Pirata Bar. Na ocasião, selarão parceria em termos de cargos proporcionais e endossarão a reeleição do governador Camilo Santana (PT).

A convenção deve contar com a presença do ex-governador Cid Gomes, responsável por articulações pró-Camilo. No fim de semana, Cid conferiu encontro do PSB estadual.

(Foto – Arquivo)

Para além do Bolsa Família…

Com o título “Para além do Bolsa Família”, eis artigo do professor universitário e sociólogo André Haguette, que pode ser lido no O POVO desta segunda-feira. Ele aborda o programa de renda mínima criado pelo governo federal. “Ir para além do Bolsa Família faz-se, portanto, necessário e urgente, embora somente ocorrerá se movimentos sociais e a sociedade civil organizada empurrarem os governantes a praticar intervenções políticas estruturantes capazes de incluir a todos na ordem econômica vigente”, diz o texto. Confira:

O programa Bolsa Família veio para ficar. E é bom que assim seja. Ele nasceu da Lei nº 10.836, que unificou os programas federais de transferências de renda já existentes: Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Programa Nacional de Acesso à Alimentação e Auxílio Gás, que visavam dar assistência financeira a milhões de pobres e miseráveis no País. O programa, todavia, necessário ontem como hoje, se caracteriza por ser meramente compensatório, sem ter como finalidade promover políticas estruturantes capazes de incluir seus beneficiários na ordem produtiva vigente. Daí sua insuficiência. Frei Betto escreveu que “a estrutura social do Brasil, desigual e perversa, permanece intocada”.

Chico de Oliveira, por sua vez, explica que essa Lei é uma “espécie de derrota do apartheid”, já que “ao elegermos Lula, parecia ter sido borrado para sempre o preconceito de classe e destruídas as barreiras da desigualdade”. Mas o Bolsa Família, ao invés, “despolitizou a questão da pobreza e da desigualdade”, transformando-a num fenômeno burocrático, administrativo, “contábil”. Sim, o programa despolitizou, nutrindo o bolso, não a consciência crítica; tornou seus beneficiários dependentes do Estado e das eleições; e ainda dispensou ações realmente intervencionistas na forma de organização de nossa sociedade. Prisioneiros de suas bolsas, dependentes do Estado e dos governos para manter e ampliar o valor da bolsa, criou-se uma massa de manobra eleitoral. Se o lulismo apoia-se nessas classes trabalhadoras desorganizadas, desideologizadas e pragmáticas, outros partidos iludem-nas com promessas da manutenção do Bolsa Família e futuros aumentos do valor da bolsa, sendo politicamente útil a todos os partidos. O programa, decerto, alivia a miséria, mas cobra um custo alto: a autonomia cidadã.

Isso se deve, explica Carlos Nelson Coutinho, ao fato de o Bolsa Família ser obra da “pequena política”, o que ocorre quando a política não passa de disputa pelo poder entre diferentes elites, que convergem na aceitação da realidade social como ela é, sem visar sua transformação; aceitam a realidade como “natural”, tentam remediá-la mas jamais revirá-la. A “grande política”, ao contrário, visa o que interessa verdadeiramente ao conjunto da população; planeja e executa uma mexida nos arranjos societários causadores da pobreza e da desigualdade social, sem se satisfazer com soluções técnicas e administrativas.

Em agosto de 1981, bem antes, portanto, da criação do Bolsa Família, o sempre lúcido Beni Veras escrevia: “Se o nosso sistema econômico não é capaz de dar às nossas populações alguma forma honesta e correta de sobrevivência, o que se pode esperar delas? Ou uma revolta, ou o crime e o marginalismo”. Se a “pequena política” do Bolsa Família cancelou, ao menos por hora, a revolta, o crime e o marginalismo se espalham, de alto a baixo da estrutura social. Ir para além do Bolsa Família faz-se, portanto, necessário e urgente, embora somente ocorrerá se movimentos sociais e a sociedade civil organizada empurrarem os governantes a praticar intervenções políticas estruturantes capazes de incluir a todos na ordem econômica vigente. “O pior mal, escreveu Jean Paul Sartre, é aquele ao qual nos acostumamos”; nos acostumamos à miséria… dos outros.

André Haguette

haguetteandre@gmail.com

Sociólogo e professor da UFC.

Presidente da Funcap será professor emérito da UFC

O professor Tarcísio Pequeno, que preside a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Ceará (Funcap). vai recebe título de Professor Emérito da Universidade Federal do Ceará. O ato ocorrerá às 19 horas desta quinta-feira (2), no auditório da Reitoria (Campus Benfica), informa a assessoria de imprensa da Instituição.

O título de Professor Emérito é concedido a docentes que atingiram alto grau de projeção no exercício de suas atividades acadêmicas. O professor Tarcísio Pequeno possui graduação em Engenharia Civil pela UFC (1970), mestrado em Informática pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro (1977) e doutorado em Informática (Computação) pela mesma instituição (1981), com estágio sanduíche na Universidade de Waterloo, no Canadá (1979).

a relação de Tarcísio com a UFC, porém, vem de antes, pois seu pai, Haroldo Cipriano Pequeno, foi docente da Escola de Agronomia, uma das instituições fundadoras da UFC. O pai costumava levá-lo ao Campus do Pici durante as férias. Em 1971, Tarcísio ingressou como professor da UFC no Instituto de Física, que depois se tornou o Departamento de Física.

Com destacados conhecimentos em computação, liderou a instalação do Núcleo de Processamento de Dados (NPD) da UFC, atual Secretaria de Tecnologia da Informação (STI). Em 1981, tornou-se o primeiro doutor em Informática (Computação) oriundo do Ceará e, em 1985, criou o curso de graduação plena em Ciência da Computação na UFC, vinculado ao Centro de Ciências da Universidade. Aposentou-se da Instituição em 2007.

Tarcísio Pequeno foi professor na PUC-RJ, membro da Diretoria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Diretoria da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), do Comitê Assessor em Ciência da Computação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de representante da área de Ciência da Computação na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Entre os temas de sua atuação acadêmica estão inteligência artificial, lógica, filosofia da linguagem, filosofia da mente, filosofia da ciência e, mais recentemente, processos de decisão e ciência da cidade.

SERVIÇO

*Reitoria da UFC – Avenida da Universidade, 2853, Benfica.

(Foto – Divulgação)

Paracuru comemora o Dia Municipal da Dança

A cidade de Paracuru (Litoral Oeste) acaba de instituir o Dia Municipal da Dança. O projeto de lei n º1.814 foi sancionado pelo prefeito Eliabe Albuquerque.

A data será comemorada anualmente em 5 de agosto, uma homenagem ao aniversariante Flávio Sampaio, paracuruense responsável pela transformação da cidade em um dos mais importantes centros de formação em dança no Ceará, com reconhecimento nacional e internacional.

Neste primeiro ano de celebração, a partir das 20 horas, na Praça de Eventos, haverá apresentação dos espetáculos Bolero de Ravel e For Life, com bailarinos da Paracuru Cia de Dança e da Escola de Dança de Paracuru, e Cinco Canções para um Coração Vagabundo, que terá a participação do grupo Um Samba Pro seu Zé. A noite será marcada também pela entrega da comenda “O Bailarino Pescador” a Flávio Sampaio.

(Foto – Divulgação)

Eleições 2018 – A vaidade do PT dificulta a união das esquerdas

Com o título “As Eleições Presidenciais e os Equívocos Exclusivistas do PT”, eis artigo de João Arruda, sociólogo e professor universitário. Ele aborda o cenário da disputa presidencial. Ele bate duro no petismo, que dificulta a união das esquerdas por conta de sua “vaidade, pelo personalismo e pelo nocivo sentimento hegemonista do Partido dos Trabalhadores”. Confira: 

Há um pressuposto sócio-antropológico, universalmente aceito, que diz ser o homem o único animal não especializado, sendo ele, o construtor da sua própria história. Dando consequência a esse postulado, o pacifista indiano Mahatma Gandhi foi categórico quando afirmou que “o nosso futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”. Essa premissa axiomática deve ser observada por todos aqueles que têm compromisso com os destinos da nossa nação.

No Brasil de hoje, o presente está a nos exigir humildade, firmeza e rapidez em nossas ações. O tempo urge! Não podemos nos dar ao luxo de cair em aventuras. Se não tivermos clareza, determinação e muita responsabilidade com o que fazemos a curto prazo, estaremos condenados a pagar um preço muito alto no futuro próximo. Infelizmente, o nosso futuro político está sendo negligenciado, sendo tratado irresponsavelmente por parte da esquerda brasileira.

Estamos a menos de 70 dias das eleições que poderão redefinir os novos rumos da sociedade brasileira e o tabuleiro sucessório encontra-se, para as forças da esquerda, ainda bastante confuso. A extrema direita e o centro-direita, pragmáticos e objetivos, já definiram os seus candidatos, representados, respectivamente, por Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin. No espectro da esquerda, por idiossincrasias, vaidades e por puro equívocos políticos, o quadro é de uma perigosa dispersão suicida.

Já o PDT parte com Ciro Gomes, o melhor situado nas pesquisas de intenção de voto e o mais preparado entre todos os nomes cotados no campo das esquerdas. Além de sua exitosa e bem avaliada experiência como gestor – ex-governador, ex-prefeito e ex-ministro da fazenda-, Ciro Gomes tem apresentado à nação um consistente programa de governo, contendo as reformas capazes de nos tirar da maior crise político-institucional da nossa história, crise esta que, para sermos honestos, tem o DNA petista. Firmeza e autoridade moral para implementar as reformas que o Brasil precisa não faltam ao candidato pedetista.

O PCdoB, por sua vez, mantém a candidatura da Manuela D’Avila, mas já sinalizou disposição de retirá-la em nome da unidade das esquerdas, porém, inexplicavelmente, encontra-se imobilizado, vacilante, esperando alguma decisão do PSB.

Os socialistas, por sua vez, continuam sendo uma grande incógnita. Partido estratégico para o sucesso eleitoral das esquerdas em outubro próximo, também se encontra paralisado. Com grande força eleitoral no Nordeste, em Minas Gerais e em Brasília, além de ter o comando do governo do Estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, o PSB é um caso típico da distorção patológica que vem contribuindo para fragilizar a vida partidária brasileira. Mesmo tendo a maioria dos seus Diretórios Regionais favorável à candidatura Ciro Gomes, o PSB encontra-se refém dos interesses mesquinhos do governador de Pernambuco e vice-presidente nacional do partido, Paulo Câmara, que insiste em negociar o apoio do seu partido ao PT, em troca do apoio do PT pernambucano à sua reeleição.

Finalmente, a união das forças de esquerda vem sendo inviabilizada pela vaidade, pelo personalismo e pelo nocivo sentimento hegemonista do Partido dos Trabalhadores, que insiste, equivocadamente, em uma candidatura legalmente impedida. Ora, sem entrar no mérito da condenação de Lula, a realidade é bastante adversa para os propósitos petistas: Lula encontra-se preso e legalmente impedido de disputar as eleições presidenciais, pois foi condenado em segunda instância, o que o torna ficha suja, segundo a Lei da Ficha Limpa, ironicamente sancionada por ele.

Não adianta tergiversar, dando uma de dono da verdade ou criando narrativas convenientes e melodiosas aos ouvidos da militância. A realidade é insofismável. Vamos ser honestos: o PT e o seu candidato Lula não estão acima da lei, como querem fazer acreditar os seus dirigentes e parte da sua militância. Só existem duas possibilidades do ex-presidente ser candidato: 1- Se o TSJ ou STF fizerem um novo julgamento, declarando Lula inocente; ou 2- se o Congresso Nacional se reunir e revogar a Lei da Ficha Limpa. Ambas as opções me parecem inexequíveis.

Como disse anteriormente, o tempo urge, não podemos protelar o que se coloca como inadiável. Se os partidos do campo da esquerda não tomarem uma decisão de unidade até o dia 5 de agosto, data limite para que eles façam as suas convenções e indiquem os seus candidatos, o dia seguinte pode ser tarde demais. Espero não lamentar o suicídio político das esquerdas e não ter que repetir a máxima de que a esquerda não se une nem na cadeia.

*João Arruda

Sociólogo e professor da UFC.

DPU abre inscrições para concurso de redação

 

A Defensoria Pública da União (DPU) está com inscrições abertas para o seu IV Concurso de Redação. Criado para promover a discussão de temas que permeiam a realidade e incentivar o debate em salas de aulas, o concurso é destinado a alunos do ensino fundamental e médio e instituições de ensino técnico do país, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA), e estudantes em situação de privação de liberdade matriculados em escolas da rede pública. A informação é da assessoria de imprensa desse organismo.

Em 2018, o tema escolhido é a “Promoção dos direitos humanos e garantia do acesso à Justiça”, em homenagem aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948. Serão premiados estudantes de todos os 26 estados do Brasil e Distrito Federal e os três estabelecimentos de ensino da Rede Pública que melhor realizarem o Plano de Mobilização. A premiação inclui a entrega de tablets aos primeiros colocados e R$ 10 mil para compra de equipamento escolar para as escolas vencedoras.

SERVIÇO

*Para participar, as Redações e Planos de Mobilização deverão ser inseridos na Plataforma do Concurso de Redação da DPU, disponível no site do concurso (https://concursoderedacao.dpu.def.br/), até o dia 12 de outubro de 2018.

MDB vai homologar a candidatura pró-reeleição de Eunício Oliveira no próximo sábado

O MDB vai realizar no próximo sábado, a partir das 9 horas, no Clube AABB (Bairro Dionísio Torres), em Fortaleza, sua convenção estadual.

Hora de homologar a chapa para a disputa proporcional e, principalmente, o nome do senador Eunício Oliveira para a reeleição. O governador Camilo Santana (PT) está na lista dos convidados desse encontro.

Bom lembrar que Camilo já admitiu que a “parceria administrativa” que tem como Eunício – liberação de recursos federais e aprovação de empréstimos externos, tem o caminho natural de se transformar em “parceria eleitoral”.

(Foto – Agência Senado)

Cearense é primeira brasileira a ganhar ouro em Olimpíada Internacional de Química

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A estudante cearense Ivna de Lima Ferreira Gomes, de 16 anos, foi medalhista de ouro na Olimpíada Internacional de Química, que aconteceu, neste mês, na República Tcheca e Eslováquia. Esta é a primeira vez que uma mulher brasileira cearense conquista esse título.

Além de Ivna, mais dois estudantes de Fortaleza foram medalhistas na competição. João Victor Moreira Pimentel (16), levou a medalha de prata e Orisvaldo Salviano Neto (17), conquistou o bronze. Vinícius Figueira Armelin, de São Paulo, também representou o Brasil e conquistou o ouro.

Todos os participantes passam por dois exames – um prático e outro teórico -, tendo avaliações, e os 10% mais bem pontuados são premiados com a medalha de ouro.

De acordo com o site da olimpiada (50t IChO 2018), participaram 76 países. Ao todo, 35 alunos conquitaram o ouro. Esse foi o melhor desempenho do Brasil na história de todas as modalidades de olimpíadas científicas.

Um sonho realizado

Moradora do bairro Benfica, Ivna conta ao O POVO Online que foi incrível participar da olimpíada e conquistar a medalha de ouro. “É a concretização de um sonho que eu nem ousava sonhar há algum tempo, e a recompensa por quase 4 anos de muito estudo pra essas competições”.

Para a estudante, a premiação não foi importante só para ela, mas para que todos os participantes dos próximos anos vejam que é, sim, possível. “E para que todas as meninas que se interessam pela ciência se sintam representadas e encorajadas a sonhar alto, independente dos estereótipos de gênero e dos obstáculos que são, muitas vezes, impostos às meninas”, conclui.

Ivna participou em 2017 da IChO e foi medalhista de prata. No mesmo ano, foi ouro na Olímpiada Ibero-americana de Química.

(O POVO Online – Repórter Matheus Nunes/Foto – Arquivo Pessoal)

Granada é deixada no 20º Distrito Policial e coquetel molotov é lançado contra a Polícia Ambiental

Segue, nesta segunda-feira, 30,a onda de ataques a ônibus e prédios públicos e privados na Grande Fortaleza. Durante a madrugada e esta manhã, dois prédios policiais foram alvos de ações criminosas. Uma garrafa com coquetel molotov foi atirada contra o Batalhão de Polícia de Meio Ambiente (BPMA), na avenida Governador Raul Barbosa, e uma granada foi deixada no 28º Distrito de Polícia, em Maracanaú. É o quarto dia de ataques.

O primeiro ataque ocorreu por volta das 3 horas da madrugada. Conforme informações da Tenente Luziane ao O POVO Online, a arma química atingiu uma viatura que se encontrava fora da sede, mas o veículo não sofreu grandes danos. O fogo foi rapidamente controlado pelos policiais de plantão. O prédio não foi danificado.

No 28º DP, a granada foi deixada pela manhã. A área do ataque foi isolada. O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) está no local.

Ataques

Na última sexta-feira, 27, os transportes públicos de Fortaleza e da Região Metropolitana foram recolhidos após pelo menos cinco ônibus terem sido incendiados na região. Os ataques seguiram durante todo o final de semana com ações criminosas nos coletivos e em prédios públicos e privados.

O titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, confirmou durante coletiva de imprensa realizada no último domingo, 29, que os ataques foram motivados em represália a mortes de três suspeitos de envolvimento em assaltos a ônibus e carros-forte na quinta-feira, 26, em Amontada.

Ao todo, 24 ataques a veículos e prédios foram registrados desde a última sexta-feira.

(O POVO Online)

Vlado. Presente!

Com o título “Vlado. Presente!”, eis artigo de Hélio Leitão, ex-presidente da OAB/CE e ex-secretário da Justiça e Cidadania do Estado, que pode ser lido no O POVO desta segunda-feira. Ele aborda sobre direitos humanos no País Confira:

Ganha novo impulso a batalha judicial para que não sejam aplicados os efeitos da lei nº 6683/79 (a chamada Lei de Anistia) a agentes públicos, civis ou militares, que tenham perpetrado graves violações de direitos humanos no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979.

Na esteira dos precedentes Barrios Altos vs Peru, Almonacid Arellano vs Chile e Gomes Lund vs Brasil, a Corte Interamericana de Direitos Humanos volta a condenar o estado brasileiro, agora no caso Herzog e outros vs Brasil, por grave e massiva violação de Direitos Humanos, “…pela falta de investigação, bem como do julgamento e punição dos responsáveis pela tortura e pelo assassinato de Vladimir Herzog, cometidos em um contexto sistemático e generalizado de ataques à população civil, bem como pela aplicação da Lei de Anistia nº 6683/79 e de outras excludentes de responsabilidade proibidas pelo Direito Internacional em casos de crimes contra a humanidade…”.

Em português claro, o Tribunal de San José deu mais uma vez pela invalidade das leis de auto- anistia, reafirmando entendimento já consolidado na jurisprudência dos tribunais e órgãos de direitos humanos.

É tempo de o Brasil se curvar aos ditames do direito internacional dos direitos humanos e às regras da boa justiça transicional, revisitando o seu passado e punindo os autores crimes de lesa-humanidade, a exemplo do que fizeram, na América Latina, Argentina, Peru, Chile e Uruguai.

A sorte já foi lançada. Há duas ações sobre o tema em tramitação no Supremo Tribunal Federal. Uma delas, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 153, proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, julgada improcedente, contra cujo acórdão foram manejados embargos declaratórios ainda em 2011, inexplicavelmente ainda não decididos.

Uma outra ADPF, aforada pelo PSOL – Partido Socialismo e Liberdade, que recebeu o número 320, com propósitos semelhantes, encontra-se em pleno curso, aguardando desfecho.

Levemos à barra do tribunal os torturadores e homicidas que agiram em nome do estado ou sob os seus olhares coniventes, assegurando-lhes, claro, o devido processo legal.

O holocausto de Vlado não terá assim sido em vão.

*Hélio Leitão

helioleitao@hlpadvogados.com.br

Advogado e ex-secretário da Justiça e Cidadania do Ceará.

Futura Trends 2018 – Pauta do seminário debaterá os Impactos Tecnológicos no Futuro dos Negócios

Regiane Romano, Ceo/Cio da Vip-Systems Informática & Consultoria Ltda, perita judicial, escritora, consultora, professora universitária e doutora em Administração, está entre os conferencistas do VIII Seminário Futura Trends 2018.

Ela abordará as “Tendências Globais e Impactos Tecnológicos no Futuro dos Negócios” e as 17 tecnologias que irão impactar as relações no mercado de consumo.

O Futura Trends será realizada no próximo dia 10, no Teatro RioMar Papicu, a partir das 13 horas.

SERVIÇO

*Informações e inscrições no site www.seminariofuturatrends.com.br.

(Foto – Divulgação)