Blog do Eliomar

Categorias para Ceará

Quadrilha armada explode caixas eletrônicos, incendeia carro e atira contra Polícia

Cerca de 10 homens armados explodiram dois caixas eletrônicos, incendiaram um carro e atiraram contra a Polícia, neste domingo (6), no município de Penaforte, a 544,8 km de Fortaleza.

Os caixas eletrônicos pertencem ao Bradesco e ao Banco do Brasil, no entanto, somente neste último havia dinheiro. Não há informação da quantidade de dinheiro levado do banco.

A quadrilha estaria em três veículos e um deles teria sido queimado após a ação. Ao fugir, eles atiraram no destacamento e em um carro da Polícia Militar (PM) de Penaforte.

(O POVO Online)

Luizianne quer saber se Camilo vai continuar projeto do Cid com a grife do PT

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A ex-prefeita Luizianne Lins disse neste domingo (6), no Vila do Mar, que não deverá compor o palanque do candidato apoiado pelo governador Cid Gomes, o petista Camilo Santana. Apesar de pertencer ao mesmo partido de Camilo, Luizianne Lins afirmou que “não vou estar no palanque, porque os aliados que ele (Camilo) escolheu não me cabem”. A ex-prefeita, porém, ressaltou que não fará campanha contra o petista.

“Mas eu vou querer saber dele (Camilo) se ele vai continuar projeto do Cid com a grife do PT”, comentou Luizianne. “Ele é do PT, mas é muito claro que ele é uma indicação do governador e da família do governador”, lamentou.

Luizianne revelou que deverá se encontrar com o ex-presidente Lula, esta semana, quando pedirá orientação política para a questão do Ceará. “Vou mostrar para o Lula a forma como eles (aliados de Camilo) falam do PT”, adiantou.

Eunício faz caminhada na Beira Mar

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O candidato do PMDB ao Governo do Ceará, Eunício Oliveira, realiza caminhada na tarde deste domingo (6), a partir das 15 horas, na Beira Mar, ao lado do vice Roberto Pessoa, do candidato a deputado estadual Capitão Wagner e demais candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.

O candidato da coligação “Ceará de Todos” (PMDB / PR / PSDB / DEM / PPS / PRP / PSC / PSDC / PTN) deverá conversar com os frequentadores do cartão postal de Fortaleza para ouvir os principais anseios do eleitorado.

Eliane Novais busca força na história do Passeio Público

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O grande Baobá e a história política do Passeio Público devem inspirar a luta da candidata Eliane Novais (PSB) ao Governo do Ceará. O local foi escolhido pela candidata para a apresentação da sua chapa, que possui como vice o jovem empresário Leonardo Bayma e a ambientalista Geovana Cartaxo para o Senado, além da apresentação do plano de governo.

Segundo a candidata, o Passeio Público é um dos equipamentos culturais mais simbólicos de Fortaleza, um local de forte relação histórica com a cidade e com o Estado.

Oposição arrisca tudo

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Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (6):

Dez entre dez observadores que se dedicam a analisar o quadro político e eleitoral da sucessão cearense apostam que a disputa para o Governo do Estado vai ser resolvida em um só turno. O motivo é simples: das quatro candidaturas, duas são politicamente obsoletas e não possuem alianças. As outras duas são fortes, terão um poderoso caixa de campanha e são donas de latifúndios no horário eleitoral gratuito.

Chances diminutas de haver segundo turno não é uma boa notícia para Eunício Oliveira (PMDB), o candidato que saiu da órbita governista e montou uma aliança com o PSDB de Tasso Jereissati. A lógica diz que a oposição quase sempre tem melhores chances de vencer quando consegue levar a disputa para o segundo turno contra o candidato do Governo.

O governista Camilo Santana (PT) vem montado numa aliança bancada por duas máquinas. A Federal e a estadual. O petista é apoiado por dois governos que são bem avaliados. Sabe-se bem o significado eleitoral de tal circunstância. Ainda mais em um Estado com as características sociais e econômicas do Ceará.

Parece claro que a opção da aliança PMDB-PSDB foi unir forças, atraindo também o PR, para fazer frente ao governismo e tentar vencer logo no primeiro turno. Conta para isso com a folgada liderança de Eunício nas pesquisas e o peso político de Tasso.

Havia outro caminho. Uma alternativa mais usual nessas situações seria diluir as candidaturas. Em vez de jogar todas as fichas numa só aliança e num só candidato ao Governo, permitir as condições para o surgimento de outras possibilidades.

Talvez tenha sido um grave erro da oposição ter relegado o PSB ao isolamento ou, como parece, tornar a candidatura do partido apenas uma linha auxiliar de ataque ao governismo. Melhor é que a sigla tivesse uma aliança (com o PR, por exemplo) e apresentasse uma candidatura independente.

Há uma obviedade nisso tudo. A saber: quanto mais candidaturas disputando a simpatia do eleitorado, maiores são as chances da eleição ser levada ao segundo turno. Por analogia, quanto menos candidatos, menores as chances do segundo turno ou maiores as chances da eleição ser resolvida no primeiro. Como queiram.

Camilo faz visita ao Mercado Central

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O candidato do PT ao Governo do Ceará, Camilo Santana, visitou na manhã deste domingo (6) as dependências do Mercado Central, no Centro de Fortaleza, em sua primeira atividade de campanha. Ao lado do governador Cid Gomes, do prefeito Roberto Cláudio, do candidato Mauro Filho (Senado), da candidata Izolda Cela (vice-governadora) e do secretário do Turismo de Fortaleza (Setfor), Salmito Filho, Camilo Santana falou com os permissionários e frequentadores do local.

Segundo o candidato do PT, a recepção foi a melhor possível, pois os permissionários estão satisfeitos com os rumos da gestão Roberto Cláudio e das ações do secretário Salmito Filho, voltadas para o Mercado Central.

Após a visita, Camilo Santana seguiu para Quixeramobim, terra do deputado federal José Guimarães, que também esteve no Mercado Central.

El Niño deverá voltar em setembro ao Brasil

A seca que desde 2012 castiga o Nordeste deverá se repetir em 2015. Apesar de menor intensidade dos anos anteriores, o fenômeno El Niño deverá voltar ao Brasil em setembro deste ano e se estenderá pelos primeiros meses de 2015, período que deveria registrar as maiores chuvas nos estados nordestinos, principalmente o Ceará.

Na maior seca dos últimos 80 anos no Nordeste – 2012/2013 -, cerca de 4 milhões de reses morreram por falta de água e alimentação. 70% da safra de algodão foi perdida, além de 29% da safra de feijão. O prejuízo com a seca no período chegou aos R$ 3,2 bilhões.

(com agências)

Luizianne registra candidatura e faz caminhada neste domingo

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A ex-prefeita Luizianne Lins registrou neste sábado (5) a sua candidatura a deputada federal, com o número 1313.

Neste domingo (6), ela inicia o corpo a corpo com uma caminhada pelo Vila do Mar, a partir das 10 horas, com início no antigo polo de lazer. Às 11 horas, Luizianne Lins concede entrevista à imprensa, quando deverá avaliar o atual quadro político no Estado.

Vamos nós – A expectativa é que Luizianne Lins seja uma puxadora de votos para uma boa bancada do PT na Câmara Federal.

Eunício registra candidatura e entrega plano de governo à Justiça Eleitoral

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O candidato do PMDB ao Governo do Ceará, Eunício Oliveira, registra a candidatura “Ceará de Todos” e entrega o plano de governo, no fim da tarde deste sábado (5), junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, no Centro. Todos os candidatos têm até as 19 horas deste sábado para regularizar suas postulações às eleições de outubro.

“Vamos às ruas ouvir a população, saber o que ela quer para a segurança, para a educação, para a saúde, para a convivência com a seca”, ressaltou Eunício.

As espumas das ondas da história

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Em artigo no O POVO deste sábado (5), o historiador e professor Airton de Farias sugere uma fragilidade das lideranças políticas no grupo dos Ferreira Gomes. Confira:

Fernand Braudel dizia que os acontecimentos são as espumas das ondas da história. As estruturas econômicas e sociais dizem muito mais. Tal premissa ajuda a entender melhor as eleições de 2014. Ao lado das peculiaridades locais, ficou claro nos últimos meses a influência das conjunturas nacionais, igual outros momentos da história cearense. Denotou-se mais uma vez a fragilidade estrutural das lideranças políticas de um estado periférico como o Ceará.

O grupo dos Ferreira Gomes (FG) viu-se em dificuldades. Pelas leis, não poderia escolher ninguém do núcleo familiar como candidato. Os correligionários mais fiéis não tinham capital político suficiente para se aventurarem sós numa eleição difícil. A perturbar ainda, os interesses dos próprios correligionários, ansiosos por quinhões que garantissem seus privilégios no Estado. Os FG comandam, mas têm de fazer concessões, para manter a fidelidade do grupo.

Daí tanta hesitação quanto a candidatura oficial. Como trunfo para o governador, as boas relações com o poder político nacional, aliado importante que é de Dilma e Lula. O problema é que o principal candidato opositor, Eunício Oliveira, igualmente era aliado destes.

Eunício, vendo o arco de alianças costurado pelo governador (fincado em inúmeras prefeituras interioranas e micropartidos), sabendo da influência da máquina pública nas eleições locais, decidiu ousar, aproximando-se do PSDB de Tasso e Aécio. Se vai conseguir fortalecer a candidatura, o tempo responderá, mas essa foi uma ótima brecha para Cid. Talvez não sendo o que de fato desejava, Cid optou pela tática de colar a sobrevivência de seu grupo ao capital político de Lula e Dilma. Matou dois coelhos com uma só cajadada: entregou a cabeça da chapa ao PT, escolhendo, porém, alguém suficientemente dócil a sua liderança, o desconhecido (pela população) Camilo Santana. Jogada de mestre. Não por acaso, a seguir, uma das primeiras declarações de Eunício foi de que “tem gente querendo ser dono de Lula”. Esse parece que será um dos principais motes da campanha.

Ao que consta, a eleição girará em torno de acusações pessoais e promessas gerais de melhorias na educação, segurança, etc., como se isso dependesse apenas da vontade de alguém. Possivelmente não haverá debate sobre as estruturas de nossa sociedade, cujo modelo de desenvolvimento vem ainda do governo do Coronel Virgílio Távora (1963-66), baseado num industrialismo e grandes obras.

Passado meio século, parece claro que apenas isso não mudará a realidade do Ceará, um dos locais socialmente mais injustos e violentos do País. A pobreza, os problemas crônicos de saúde e educação e as grades em nossas janelas são bons argumentos para pedir esse debate.

Possivelmente não haverá debate sobre as estruturas de nossa sociedade cujo modelo de desenvolvimento vem ainda do governo do coronel Virgílio Távora.

Mais de meio milhão de pessoas já passaram pelo Fan Fest em Fortaleza

Cerca de 570 mil pessoas já passaram pelo Fan Fest em Fortaleza, na Praia de Iracema, desde o início da Copa. A Arena Castelão recebeu cerca de 350 mil torcedores, em seis jogos do Mundial, com uma média de ocupação em 98%, por partida.

Os números foram apresentados neste sábado (5), no Centro de Eventos, durante balanço das secretarias Especial da Copa (Secopa), do Turismo (Setur), Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), além da Copa Municipal (SecopaFor).

O custo das alianças políticas no Ceará

Em artigo no O POVO deste sábado (5), o professor do Instituto de Cultura e Arte da UFC, Jamil Marques, avalia os desafios das candidaturas Camilo Santana e Eunício Oliveira. Confira:

É inegável que a indicação de Camilo Santana (PT) para disputar o Governo do Estado surpreendeu. Também é fato que a decisão de Cid Gomes em bancar um candidato filiado ao Partido dos Trabalhadores gerou uma série de custos políticos locais e nacionais.

Mesmo que a opinião de Luizianne Lins tenha contado pouco ou nada no processo que resultou em um nome do próprio PT, o contrapé será inevitável caso a ex-prefeita vá de encontro a um colega de partido. Mas há algo em que ela está correta: os petistas cearenses precisam refletir sobre seus rumos, a fim de apagar a impressão de que foi o Pros a determinar se o partido da presidente teria ou não candidato – e quem seria. Na convenção que ratificou o registro de Camilo, até o vermelho sumiu do banner.

Eunício Oliveira, por sua vez, sempre desconfiou do próprio favoritismo. Quis estabelecer uma data para que agremiações de maior peso manifestassem inclinação à sua candidatura. Contudo, foi o peemedebista quem teve de esperar a cartada de Cid. Agora, a esperança do senador é conseguir, pelo menos, a neutralidade da presidente Dilma – o que também parece improvável. As reclamações dos peemedebistas já estão em campo, apontando a incoerência partidária dos Ferreira Gomes (como se o PMDB fosse um poço de virtudes ideológicas) e a suposta “traição” a alguém que foi aliado até poucos meses atrás. Ora, querer sair de “ludibriado” a uma altura dessas é sinal de que Eunício não tem administrado bem as alianças.

Os apoiadores de Cid, por sua vez, ficaram divididos entre a aceitação do petista, a inconformidade silenciosa ou a divergência pública (mas ponderada). Sabem que o grupo liderado pelo governador obteve vitórias importantes nos últimos anos: Cid conseguiu combinar a reeleição em 1º turno com a hegemonia na Assembleia Legislativa. Somando isso ao apoio firme do prefeito de Fortaleza, o atual governador vive um cenário que não foi experimentado nem mesmo por Tasso Jereissati.

Encerradas as convenções partidárias, resta saber qual será a influência de dois candidatos fortes ao Governo do Estado na decisão de voto dos cearenses para a Presidência.

A arte do encontro, embora haja tanto desencontro

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (5), pelo jornalista Érico Firmo:

“Nada mais doce, nada mais terno, do que um ex-inimigo”, dizia Nelson Rodrigues. Desse ponto de vista, a eleição no Ceará é um poço de ternura, de um nível de glicose fatal para diabéticos. Os encontros que se processam em nome de interesses ou inimigos em comum é espantoso. Vale lembrar algumas frases das personagens envolvidas, num passado nem pouco distante.

“Vocês (PT) é que não respeitam o povo do Ceará. Não respeitam. O PT não respeitou o povo do Ceará”, Ciro Gomes, ao criticar a escolha de José Airton pelo PT para concorrer a governador, em 2002. Em entrevista aos jornalistas Fábio Campos e Rodrigo de Almeida, publicada pelo O POVO em 20 de outubro de 2002. Ciro ainda acrescentou: “Em três meses, ele (José Airton) iria destruir o Estado do Ceará”.

Passados 12 anos, período no qual esteve junto do PT, Ciro apoia um petista – de outro perfil, é verdade – para suceder seu irmão, Cid Gomes.

Na mesma época, mais duro ainda foi Tasso Jereissati (PSDB) com seu hoje candidato ao Governo do Estado, Eunício Oliveira (PMDB). Em 28 de outubro de 2002, após a confirmação da eleição de Lúcio Alcântara contra José Airton, ele declarou: “Derrotamos o poder econômico corruptor de Eunício de Oliveira (na época deputado federal, que apoiara Airton no segundo turno). Derrotamos o projeto de fascismo do embuste do Moroni Torgan. A coligação mais fajuta que eu já vi na minha vida”.

Hoje, Tasso está ao lado de parte dessa “coligação fajuta”. Embora seja verdade que o DEM de Moroni apoia Eunício, mas o ex-deputado, pessoalmente, está com Cid Gomes (Pros).

Por falar em Tasso e Ciro, há mais aspecto curioso nesta eleição, envolvendo os dois. Em entrevista ao jornalista J. Ciro Saraiva, publicada no livro Depois dos Coronéis, Ciro dá um depoimento sobre seu envolvimento na eleição de 2010. “Eu, por exemplo, não pedi votos a ninguém para o Senado, me mantive calado, mesmo diante das injustiças, por gratidão, por respeito, por carinho”.

Naquela ocasião, Tasso concorria à reeleição pela oposição. E o bloco governista lançou, justamente, Eunício e José Pimentel (PT) para as duas vagas. Os dois acabaram eleitos, com forte engajamento de Cid. Mas, conforme o próprio Ciro afirma, ele não trabalhou pelos candidatos. Lavou as mãos, mais ou menos como o próprio Tasso fez em 2006, em relação a Cid. Apesar disso, Ciro complementa na entrevista: “Mas o interesse público do Ceará foi atendido”, diz, ao se referir à eleição de Pimentel e Eunício – esse último sobre quem diz poucas e boas agora.

Desta vez, o candidato a senador contra Tasso é Mauro Filho (Pros). Deputado estadual ligadíssimo a Ciro, lançado na vida pública por ele, na Prefeitura de Fortaleza e, depois, no Governo do Estado, sempre em funções absolutamente estratégicas. Não dá para imaginar que faça “corpo mole” desta vez. Assim, será o primeiro embate estadual para valer entre Ciro e Tasso.

Anatel recebe chamada do MP; Vai atender?

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O Ministério Público Federal no Ceará deu até o início da segunda quinzena de julho para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se manifestar sobre a deficiência dos serviços prestados pelas operadoras de telefonia móvel no Estado. A procuradora Nilce Cunha Rodrigues teve como base o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apontou a falta de investimentos das operadoras, apesar do crescimento da demanda.

Segundo o relatório da CPI presidida pelo deputado Wellington Landim, com relatoria do deputado Fernando Hugo, os usuários sofrem com a ausência de sinal, queda nas chamadas, lentidão na internet, cobranças indevidas, dificuldade de acesso à banda larga móvel, preços exorbitantes e dificuldades para cancelar o vínculo com as prestadoras.

Eleição Frankenstein

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Em artigo enviado ao Blog, o jornalista Francisco Bezerra, o Bezerrinha, lamenta os remendos nas alianças partidárias nas eleições deste ano. Confira:

“Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade”. Sócrates, filósofo grego.

Os partidos brasileiros são realmente autistas. Ou surdos, para ficar no mínimo. Eles não conseguiram ouvir as vozes roucas das ruas, nem tampouco entenderam as questões de fundo nas manifestações de junho de 2013. Os manifestantes não tinham como alvo ninguém em particular, mas o repúdio era para todos os políticos e partidos de um modo generalizado.

Em todos os logradouros, praças e locais públicos, havia uma voz uníssona: partidos e políticos, não. As agremiações foram escorraçadas dos protestos como cães sarnentos. Não escapou nenhum da sanha dos que estiveram fazendo, de forma ordeira, o que é legítimo numa democracia: protestar contra o que não concordam. Mas, mesmo nos movimentos espontâneos, há sempre os oportunistas de plantão que se aproveitam das circunstâncias para se apropriarem de bandeiras alheias. As manifestações foram perdendo fôlego na medida em que grupos fundamentalistas se misturaram aos populares que pediam mais saúde, educação e ética na política.

Pois bem, nem o recado dado no ano passado fez com que os políticos que comandam os partidos fizessem um mea culpa ou uma autocrítica. A prova é o processo eleitoral em curso. Sem nenhum pejo, os políticos brasileiros fizeram, usando os partidos como biombo, todo tipo de negociata para a formação das alianças em todos os níveis.

As coligações armadas lembram o personagem Frankenstein ou o Moderno Prometeu (Frankenstein: ortheModernPrometheus, no original em inglês), mais conhecido simplesmente por Frankenstein. Ele é protagonista daquele romance de terror gótico com inspirações do movimento romântico, de autoria de Mary Shelley, escritora britânica que ganhou as telas de cinema em várias versões. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório.

Os péssimos exemplos emanaram de Brasília. Os partidos viraram, assim, apenas uma sopinha de letras que isoladas não tem nenhum valor. Num cenário eleitoral sem verticalização, quando ninguém é obrigado a seguir diretriz nacional, nos corredores obnubilados dos poderes, os líderes partidários negociaram apoios desavergonhados, onde, como na lei de Gerson, o melhor é levar vantagem em tudo. Não importando a que custo. As histórias cabeludas são de fazer corar um frade de pedra.

Como nas últimas cinco eleições presidenciais, a não ser que haja uma grande zebra, tucanos e petistas vão polarizar mais uma vez a disputa. O noviço em disputas nacionais, Eduardo Campos, não deve empolgar o eleitorado. Como o povo não e besta fica fácil perceber o tamanho do arrivismo do ex-governador pernambucano que até ontem era um intransigente defensor do modo petista de governar a nação. Quando governador, Pernambuco foi o estado que mais carreou verbas para obras estruturantes. Assim como num passe de mágica o neto de Miguel Arraes se transformou no mais virulento crítico do governo Dilma. A sua candidatura, pasmem os senhores, virou linha auxiliar dos tucanos. Miguel Arraes deve estar estremecendo no caixão, posto que foi um dos mais destacados líderes da esquerda no século passado.

Destarte, o tempo é do liberou geral. Nos estados, as coligações são as mais esdrúxulas. Tem PT com PSDB, PSDB com PC do B, DEM com comunistas, progressistas com reacionários, verde com vermelho, e por aí vai. São alianças sem nenhuma coerência. O objetivo para os donos dos partidos é se dar bem.

Em tempo: o caso mais escancarado de fisiologismo foi o do PV do Ceará. O presidente estadual da sigla, Marcelo Silva, é acusado pelos próprios colegas de partido de ter se vendido ao Pros. Poucos dias depois de ter declarado apoio ao candidato de situação, a cara metade dele ganhou secretaria estadual do Meio Ambiente. Pegou muito mal para os verdes.

Sindicato da Polícia Civil diz que categoria foi enganada por titular da SSPDS

Em nota enviada ao Blog, o Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpol/CE) se diz enganado pelo secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Servilho Paiva, no trâmite governamental para o reajuste nos vencimentos dos policiais civis. À véspera para o fim do prazo para a liberação do reajuste no serviço público estadual, que se encerra neste sábado (5), a diretoria do Sinpol/CE aponta um “jogo de empurra” entre as secretarias estaduais para que o processo ficasse inviável.

Segundo a nota, após readequar a margem de reajuste solicitada pelo sindicato, a SSPDS enviou de forma “oficiosa” a proposta para a Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado do Ceará (Seplag), que repassou a solicitação à Procuradoria Geral do Estado (PGE). Segundo ainda a nota, a PGE constatou atecnias, o que gerou o retorno do processo e perda do prazo.

Novas empresas devem chegar ao Ceará, diz presidente do SindMóveis

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Terceira feira mais importante do país, a Top Móvel 2014 deverá reunir em Fortaleza mais de 80 participantes de todo o país, em evento a ser realizado logo após a Copa do Mundo. A informação é do presidente do SindMóveis, Júnior Osterno, que informou ainda que novas empresas deverão estar se instalando no Ceará, nos próximos meses, principalmente em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza.