Blog do Eliomar

Categorias para Ceará

Seara da Ciência oferece 155 vagas para alunos de escolas da rede pública

“A Seara da Ciência, equipamento de difusão científica da Universidade Federal do Ceará, está ofertando 155 vagas em cursos básicos gratuitos de Astronomia, Física, Matemática, Química e Biologia, destinados a alunos de escolas públicas do Ceará. Vagas remanescentes poderão ser ocupadas por estudantes de instituições particulares. Jovens do ensino médio são o principal público-alvo, mas, no Curso de Astronomia, também serão aceitos alunos de oitavo e nono ano do ensino fundamental.

A matrícula será feita por ordem de chegada. Os interessados devem comparecer à Seara de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 11h30min e das 14h30min às 17h30min, levando carteira de estudante e declaração de matrícula, emitida pela escola.

SERVIÇO

Seara da Ciência – Rua Dr. Abdênago Rocha Lima, s/n (ao lado da entrada do Campus do Pici pela Avenida Humberto Monte).

(Site da UFC)

TCM alerta: é hora de apresentar as contas de governo

Termina, na próxima quinta-feira, o prazo para que os presidentes de câmaras municipais encaminhem ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) as contas municipais do ano de 2013. A novidade é que, a partir de agora, isso deve ser feito por meio eletrônico e não mais em papel. Apesar de o envio ao TCM ser um dever do poder legislativo, a chamada Conta de Governo deve ser prestada pelo prefeito. Essa obrigação do chefe do poder executivo municipal precisa ser cumprida anualmente até 31/01.

A Constituição Estadual determina que, antes de serem remetidas ao TCM, elas fiquem durante sessenta dias à disposição dos contribuintes, para exame e apreciação, e que poderão questionar-lhe a legitimidade, nos termos da lei. Mas não só nesse período elas podem ser consultadas. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina que fiquem durante todo o exercício, no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico da prefeitura responsável pela elaboração, para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade.

Vice-reitor da UFC integra grupo que repensará formação médica da África do Sul

henrycampos

O vice-reitor da Universidade Federal do Ceará, Henry Campos, embarca, na próxima quarta-feira, para a África do Sul.

Ele foi indicado pelo Ministério da Saúde para se engajar a um grupo de notáveis desse País, que tratará de uma completa reformulação do processo de formação dos profissionais de saúde sul-africanos.

Henry participará da primeira de uma série de reuniões sobre esse projeto.

(Foto – Paulo MOska)

TJ do Rio exige qualificação para administrador judicial

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro passou a exigir que seus magistrados escolham administradores judiciais com qualificação comprovada por curso de especialização em administração judicial. A imposição foi criada por meio do Ato Executivo Conjunto 52, da corte fluminense. Especialistas da área veem a medida como “pioneira”.

A norma determina que os juízes das varas empresariais devem enviar à presidência do tribunal uma lista com nomes de profissionais aptos a exercer a função de administrador judicial, com a comprovação de certificação de conclusão de “Curso de Especialização em Administração Judicial” da Escola Superior de Administração Judiciária (Esaj), ou curso ministrado em outra instituição de ensino, porém reconhecido pela Corte.

Os nomes enviados são encaminhados à Corregedoria-Geral da Justiça, para o recém-criado “Cadastro de Administradores Judiciais”.

(Valor Econômico)

Heitor Férrer de olho no Senado

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foto heitor ferrer

O deputado estadual Heitor Férrer está colocando seu nome à disposição para o Senado pelo PDT. Mas quer ser “um candidato independente”. França Cajado, um dos fundadores do partido no Ceará, articula politicamente.

Bom lembrar que o presidente de honra do PDT, Flávio Torres, que chegou a assumir o Senado durante licença de Patrícia Saboya – hoje conselheira do TCE, avisou que não pensa e não quer seu nome nessa disputa.

Eleições 2014 – Eunício comanda o PMDB como comanda seus negócios

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Com o título “Democracia em panos verdes”, eis artigo do publicitário e poeta Ricardo Alcântara. Ele aborda a postura do PMDB com relação ao processo presidencial e ainda, em termos locais, que Eunício Oliveira comanda o partido como se comandasse seus negócios. Confira:

Não importa quem será o próximo presidente da República: tudo fará o PMDB para penetrar em seu governo mediante métodos de há muito praticados: a força de sua bancada no congresso será usada para castrar qualquer intenção de moralidade. São regras de pano verde: cargos pra cá, votos pra lá. Fazem uma política de cassino: elegem presidentes do congresso nacional para atuarem como crupiês, distribuindo cartas marcadas e fazendo girar dados viciados. É assim e assim é. A urdidura coloca os termos constitucionais sob pressão permanente, democracia paga ao elevado custo de sua insignificância de fato. Nenhum vestígio de interesse público sobrevive à sua corrosão sem que se pague o soldo. É tudo cash.

Pois o partido tem candidato declarado ao governo do Estado do Ceará. Ele se chama Eunício Oliveira, senador e empresário, não necessariamente nessa ordem. O senador dirige a sessão local da sigla como dirige suas empresas: ele manda, ponto. Não conheço fatos que liguem seu nome a nenhuma impropriedade específica. Sei apenas que comanda o partido ao lado de gente como José Sarney, Romero Jucá e Renan Calheiros e com eles se entende bem. Quem são eles? Vá ao google. Basta.

Será candidato contra um nome indicado pelo governador, mas nunca se ouviu do senador qualquer reserva a seu governo. À sua candidatura, justifica com uma motivação personalista: trata-se de “um sonho”. Seremos seu brinquedinho, então. Para chegar lá, planeja ajuntar ressentimentos daqueles a quem o apetite voraz e o oportunismo sem limite dos Ferreira Gomes fizeram inimigos pessoais onde em qualquer lugar civilizado deveriam estar apenas adversários políticos. Daí, irá arrancar de Lula e Dilma um pacto de neutralidade na disputa local. Digo “arrancar” porque não se trata de persuasão. É uma continha: o senador senta para a conversa com um punhado de votos à mão. É o velho PMDB e seus modos.

Vazio de maior substância – até aqui, apenas fisiologismo ancorado no mérito duvidoso de sua bem recompensada contribuição ao distribuitivismo lulista – o discurso de Eunício Oliveira carece de bons antecedentes. Qual sua causa? Ora, o poder.

Cid, Eunício e tantas emoções

foto cid e eunício

Da Coluna Vertical, no O POVO desta segunda-feira:

Quem foi ao show do cantor Roberto Carlos na noite do último sábado, no Castelão, não conferiu só uma boa apresentação, apesar de um som com certas falhas, principalmente quando o “Rei” conversava com os fãs. Nos camarotes, detalhes nada pequenos da política sucessória já apontavam para uma futura disputa eleitoral de script cheio de emoções.

O pré-candidato Eunício Oliveira (PMDB) circulou alguns camarotes naquela de “Esse cara sou eu!”, enquanto Cid Gomes recebia, no camarote do Governo, amigos de fé como Leônidas Cristino, Zezinho Albuquerque e Izolda Cela, governamentáveis do Pros, além do prefeito Roberto Cláudio, e do irmão Ciro Gomes. Mas Cid evitou eleições. Queria tirar o estresse. Curtiu o “Rei” feito fã de carteirinha, com direito a posar em fotos, ciceroneado pelo humorista Tom Cavalcante, apresentador da noite, que pediu ao público para entoar um “parabéns a você” para o Rei. É que dia 19, ele muda de idade.

Bem, enquanto Eunício, com o vice-prefeito Gaudêncio Lucena do lado, reiterava, no camarote da CDL – ali também estava o senador José Pimentel (PT) – que quer não só o apoio de Cid como “de todos os cearenses” para chegar à montanha e ficar bem mais perto do Abolição, o empresariado, entre cidistas e eunicistas, apostava: a cavalgada 2014, ao contrário do que canta o Rei, não terá estrada colorida.

HSBC é autuado por descumprir tempo de espera para atendimento

O Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) autuou o HSBC por descumprir o tempo máximo de espera para o atendimento de clientes. O auto de infração ocorreu, após denuncia por telefone de diversos consumidores que esperavam há aproximadamente duas horas por atendimento na agência situada na avenida Santos Dumont, 3581, no bairro Aldeota. A fiscalização ocorreu às 13 horas de sexta-feira e verificou a presença de consumidores que esperavam na fila desde as 10h58min por atendimento.

Segundo a Lei Estadual nº 13.312/2013, que dispõe sobre o atendimento ao consumidor nos caixas das agências bancárias, o tempo máximo de espera é de 15 minutos, em dias normais; e até 30 minutos em véspera ou em dia imediatamente seguinte a feriados, em data de vencimento de tributos, em data de pagamento de vencimentos a servidores públicos e em data de início e final de cada mês.

O HSBC tem o prazo de 10 dias para apresentar defesa. Caso seja constatada a irregularidade, o Decon pode aplicar penalidade de multa de 200 a 3 milhões de Ufirces.

Lúcio Brasileiro em clima de festa

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Beto Studart, Luciana Dummar e o aniversariante.

O jornalista Lúcio Brasileiro comemorou nesse domingo, no Cumbuco (Caucaia), mais um ano de vida. Com apoio de Paulo César Santa Cruz, reuniu amigos em clima de lista das mais afetivas.

A presidente do Grupo de Comunicação O POVO, jornalista Luciana Dummar, e o presidente eleito da Federação das Indústrias do Estado, Beto Studart, estavam entre os convidados.

(Foto – Paulo MOska)

Ministro almoça na Fiec

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O ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, será recebido para almoço nesta segunda-feira, a partir da 12 horas, na sede da Federação das Indústrias do Estado (Fiec). O almoço chega como uma gentileza da entidade ao ministro que, na última semana, levou um grupo de empresários cearenses, para ver o andamento das obras da transposição do rio São Francisco.

O presidente da Fiec, Roberto Macedo, comandará, ao lado do presidente eleito da entidade, Beto Studart.

Tasso lamenta falecimento de Byron

O ex-senador Tasso Jereissati lamentou o falecimento do ex-presidente do Banco do Nordeste, Byron Queiroz, vítima de complicações decorrentes de uma úlcera, nesse sábado (5), aos 66 anos.

“O Byron foi um grande amigo, um homem excepcionalmente eficiente na sua profissão, tendo conseguido grandes resultados por todos os lugares onde passou. Um homem profundamente injustiçado, o que ele não merecia”, comentou Jereissati, por meio de sua assessoria de imprensa.

Tasso se encontra nos Estados Unidos, onde cumpre agenda empresarial. Ao tomar conhecimento da morte de Byron Queiroz, ainda nesse sábado, conversou com familiares do ex-presidente do Banco do Nordeste, quando prestou solidariedade.

No primeiro Governo Tasso, Byron Queiroz foi secretário de Planejamento.

Presidente da Assembleia Legislativa diz que “cultura nordestina perde uma de suas referências”

“Com grande tristeza, recebemos, a notícia do falecimento do ator e comentarista de cinema José Wilker. Natural de Juazeiro do Norte, ele levou a todo o País o talento do cearense, por meio de grandes atuações no cinema, no teatro e na televisão, ao longo de quase 50 anos de carreira.

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, por meio de seus 46 deputados e do conjunto de servidores, se junta a todos os cearenses na despedida de um de seus mais ilustres filhos. A cultura nordestina perde uma de suas referências”.

Deputado Zezinho Albuquerque, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará

A crônica de uma decisão

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Da coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo(6):

Sexta-feira foi o dia do “fico”. Fica Cid Gomes, o governador. Fica Domingos Filho, o vice-governador. Acabou por se confirmar o plano inicial nutrido por Cid durante quase todo o segundo mandato. Porém, não foi esse o plano que a ele se impôs nos últimos dias.

Com a candidatura de Eunício Oliveira em campo, o governador passou a considerar necessário eleger o irmão Ciro senador. Para isso, bastava Cid abdicar do Governo para deixar Ciro elegível. Simples, não? Sim, mas havia algo a resolver. No caso, quem assumiria o Governo com a saída de Cid.

Ora, caberia ao vice assumir a tarefa. Afinal, Domingos Filho havia sido escolhido pelo próprio Cid para a vice. Antes, como deputado e como presidente da Assembleia, deu todas as demonstrações de apreço e fidelidade ao governador.

Ainda no PMDB, Domingos dizia que não era “peemedebista”, mas sim “cidista”. Depois, saiu da sigla para se juntar ao Pros, o asilo político de Cid e companhia. No Governo, assumiu tarefas importantes e foi um vice de comportamento exemplar. Muito discreto, e sem jamais causar desconfortos ao titular.

Mas, Domingos é de Tauá, no árido Sertão dos Inhamuns. Não é de Sobral e nem da Região Norte. Sua tradição política familiar é outra. Portanto, por mais fiel e dedicado que tenha sido, não era homem da absoluta confiança do grupo do governador.

Na reunião da tarde de quinta-feira, quando perguntado, Domingos disse que sua intenção era assumir o Governo caso Cid decidisse sair. Declarou que se assim fosse iria trabalhar para viabilizar-se como candidato ao Governo. Também disse que caso não conseguisse a indicação, apoiaria com vigor o nome do partido.

No entanto, não eram esses os planos do governador. O projeto era o seguinte: Cid sai. Domingos também sai. Assim, o governo cairia no colo de Zezinho Albuquerque, o presidente da Assembleia amigo-irmão de Cid e Ciro.

Domingos bateu pé. Sugeriram-lhe outras possibilidades. Um Ministério, por exemplo. Dilma não se oporia. Que tal uma vaga vitalícia em um tribunal de contas? Ou um mandato parlamentar? O vice manteve-se firme.

Diante da legítima resistência, na noite de quinta-feira Ciro formulou um “aventureiro” que a crônica política leu como um injusto ataque dirigido a Domingos. No dia seguinte,

Cid enterra o plano de renunciar e declara que levará o mandato até o fim.

Trocando em miúdos, o projeto é entregar o poder a um membro do grupo. A ninguém mais.

E combinaram com os russos?

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Em artigo enviado ao Blog, o presidente do PSB-CE e membro da Executiva PSB Nacional, Sérgio Novais, comenta da permanência de Cid Gomes à frente do Governo e a relação com o vice-governador Domingos Filho. Confira:

Depois de alguns dias de fatos e especulações políticas, o jogo de poder dos Ferreira Gomes foi aberto. A saída do Governador tinha alguns objetivos imediatos e de curto prazo. Vejamos: inicialmente garantiria alguma consistência à chapa a ser apresentada pelo Pros, pois o irmão mais falante seria candidato ao Senado. Logo a seguir teríamos a eleição pelos deputados, do presidente Zezinho Albuquerque, governador tampão (pasmem, com votos já garantidos até de alguns opositores). Em seguida teríamos a ascensão natural do deputado Tim Gomes à presidência da Assembleia Legislativa (ou seja, a fila do grupo político dos Ferreira Gomes ia andar – motivações pela luta do poder que avizinha-se).

Seguindo o raciocínio, teríamos o já ex-governador (o irmão mais dissimulado) continuar a ser governador de fato, porém, sem ter de ouvir vaias e sem precisar responder à situação caótica da segurança pública e ao abandono da falta de água no interior. Os problemas acumulados nos últimos 7,5 anos, seriam transferidos ao novo “gestor”. Novas esperanças, novas promessas, novas gincanas, novos atores no palco do poder. Livre de algumas atribuições do poder, o ex- governador, do seu apê, comandaria o governo e a campanha política simultaneamente. Receberia uma liderança política e ligaria para o governador de plantão para fazer o jogo político de acordo com seus interesses (não teria sido assim, em 2010, na sua reeleição, com o esquema dos kits sanitários?). Este trabalho seria dividido com o irmão mais velho que, disputando o Senado, imporia o voto casado, ao Senado e ao Governo, uma barbada! Toda a máquina, todo poder, todo dinheiro, toda perseguição para ganhar a eleição. Para completar a cena, Arialdo Pinho operando e Canabarro maquiando os atores na televisão.

O cenário e os atores escolhidos já exercitaram estes papéis em outros espetáculos. A peça só teria certeza de bilheteria com o elenco treinado, tudo pensado por aqueles que traíram Tasso (o criador), Luizianne (a confiante) e muitos outros do interior do Ceará e da capital, onde o PSB se inclui. Poucos, que conheço, escaparam desta sanha. No plano nacional, Eduardo Campos sentiu o mau cheiro da traição e exigiu a retirada deles do partido. Aqui no Ceará, Eunício tenta afastar-se.

Aí onde entra um dos maiores gênios do futebol, Garrincha. Conta a lenda que pediram certa vez ao anjo das pernas tortas para sair driblando todos pela direita para então fazer o cruzamento que resultaria no gol. Vivo, o craque brasileiro questionou: vocês combinaram com os russos (referindo-se ao time adversário)?

O vice-governador Domingos Filho, que aderiu ao Pros com sua prole, quis participar do elenco principal, mas sempre ficava fora. Exemplo: como vice-governador tinha suas viagens de avião questionadas, nestes três anos e três meses no cargo, pelo poderoso chefão Arialdo. Domingos sentindo o mesmo cheiro citado, optou por não sair do cargo. Mostrou que, apesar da convivência com os FG’S, não perdeu a dignidade. Merece registro.

Com direito a piloura, encerrou-se o primeiro ato. Neste intervalo vale fazer algumas observações. A chapa situacionista será mais fraca! A fila não andou – o clima na Assembleia na sexta-feira era de velório, poucos riam! O governador vai tentar cumprir suas promessas no Cócó, na Cagece, na segurança, na saúde, com o interior, com os servidores!.. O vice- governador, chamado de aventureiro, fica até quando no partido?

Cabe ao PSB Ceará avançar para a nova política, cada vez mais distante destes jurássicos políticos, cujo objetivo é a perpetuação de privilégios e o autoritarismo. É preciso construir um novo projeto com o povo.

Aumento de casos de sarampo acende alerta para turistas durante a Copa

Turistas e participantes dos jogos da Copa do Mundo no país devem ficar alerta para o aumento do número de casos de sarampo no país nos últimos anos. Em 2013, o Ministério da Saúde registrou 201 casos de sarampo, número cinco vezes maior do que o surto detectado em 2011 e 100 vezes maior do que os números de 2012 (dois casos). Neste ano, 74 casos haviam sido notificados até o início de fevereiro, sendo 70 deles no Ceará e quatro em Pernambuco.  Metade desses casos foi detectado em menores de 1 ano de vida e a maioria entre pessoas sem esquema vacinal completo.

O pediatra e especialista em doenças infecciosas pediátricas do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Leonardo Menezes explicou que os viajantes que tiverem as vacinas desatualizadas ou faltantes devem tomá-las dentro de um prazo de 15 dias antes da viagem ou evento.

“A cada ano temos uma média de 5% de crianças que não são vacinadas no país e conforme os anos vão passando temos uma porcentagem maior da população suscetível à doença”, explicou. “E como a doença é altamente transmissível, as chances de se ter um surto ou epidemia aumentam”. O médico orientou que crianças menores de 6 meses evitem viajar para esses destinos dos grandes eventos.

O sarampo é uma doença infecciosa, viral e muito comum na infância, transmitida por secreções das vias respiratórias, como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse de pessoas infectadas. O período de incubação, entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é de cerca de 12 dias e a transmissão pode ocorrer antes da manifestação da doença e estender-se até o quarto dia depois do aparecimentos das placas avermelhadas na pele.

Os principais sintomas após o período de incubação são febre alta, tosse, conjuntivite não purulenta, fotofobia e coriza. Depois de dois a três dias, nota-se pequenas lesões na mucosa bucal e lesões vermelhas no corpo. As manchas se tornam acastanhadas com descamação fina da pele após três dias. As complicações da doença podem ser diarreia, vômitos, hemorragias, convulsões, encefalites, pneumonia bacteriana secundária e hepatite. Não há tratamento específico disponível.

A vacina do sarampo é recomendada aos 12 meses de vida, por meio da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e aos 15 meses de vida (reforço), com a tetra viral que protege a criança do sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora).

(Agência Brasil)

Anúncio de Cid Gomes em Facebook gera mais de mil comentários e 3,9 mil curtidas

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Mais uma vez, o governador Cid Gomes usou o Facebook como meio oficial de importantes decisões. Nessa sexta-feira (4), a decisão do governador em concluir seu segundo mandato ocorreu primeiro nos bastidores políticos para depois ser confirmado oficialmente pelo próprio Cid Gomes por meio do Facebook.

Mais de 3,9 mil internautas curtiram a decisão do governador, além de 1,1 mil comentários e 840 compartilhamentos até o fim da manhã deste sábado (5). A maioria dos comentários recaiu de cobranças ao Governo, principalmente na área da segurança pública. Mas internautas também elogiaram a decisão do governador, inclusive com lançamento de uma candidatura a presidente da República em 2018.

Dos mais de mil comentários, Cid Gomes somente recebeu apoio de dois políticos com mandatos: o deputado federal Antonio Balhmann e o secretário de Turismo de Fortaleza, o vereador licenciado Salmito Filho, ambos do PROS.

“Governador Cid tem legitimidade, liderança e experiência para decidir qual o melhor caminho possível nesse momento pré-eleitoral a ser trilhado para que o Ceará mantenha-se no rumo certo: ‘mais justo, mais próspero e com oportunidades iguais para todos’. Vamos juntos!”, comentou Salmito Filho.

Eunício diz que PMDB irá ratear Senado, suplência e vice no Governo com aliados

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foto eunício verdinha

O pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado, Eunício Oliveira, disse neste sábado (5) que o PMDB somente ocupará a cabeça na chapa majoritária no Ceará nas eleições de outubro próximo. Segundo Eunício, a vice no Governo, a vaga ao Senado e as duas suplências estarão à disposição dos aliados. Ele foi entrevistado pelo radialista Evandro Nogueira, na Verdinha 810.

Segundo o pré-candidato, o partido estará aberto a conversações com o PROS até o dia 30 deste mês, mas ressaltou que, enquanto isso, o PMDB poderá abrir diálogo com o PSDB e o PR, opositores ao Governo Cid. “O Ciro (Gomes) disse que é importante um governador com boa relação junto ao Governo Federal. Sou amigo da presidente Dilma e do Lula. Além disso, a maior parte dos recursos destinados ao Ceará teve a minha relatoria ou a minha articulação”, comentou Eunício, ao afirmar que se enquadra no perfil do candidato desejado pelos irmãos Ferreira Gomes.

Em caso de rompimento com o governador Cid Gomes, Eunício Oliveira diz não acreditar que a presidente Dilma faria oposição ao PMDB. “O PT sabe que o PMDB é fundamental na reeleição da presidente Dilma. No plano nacional, Dilma e Lula contam com o PMDB. Sem o PMDB não há governabilidade”, ressaltou Eunício.

Como relator da CPI da Petrobras, no Senado, Eunício disse que já conversou com a presidente Dilma Rousseff e a informou que o seu parecer é favorável à instalação da comissão. “A presidente também entende que isso é parte do processo democrático”, afirmou Eunício, que apresentará o relatório na terça-feira (8).

Um giro de 360º. Ou quase isso

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (5), pelo jornalista Érico Firmo:

Após duas turbulentas semanas na política cearense, recheadas de negociações, intrigas, pressões, especulações e boatos, as coisas voltam mais ou menos ao mesmo lugar. Formou-se uma baita confusão, bagunçou o coreto inteiro e, no fim das contas, volta-se ao lugar onde se estava há duas semanas. Cid Gomes (Pros) fica no governo, Ciro Gomes (Pros) não será candidato a nada, o PT caminha para indicar o candidato a senador, o Pros arrastará por mais alguns meses a indefinição sobre seus pré-candidatos. Mas nem tudo permanece tão igual assim.

O desenrolar do processo deixou estremecidas as relações entre o governador e seu vice, Domingos Filho, cujas perspectivas de vir a ser escolhido como candidato do Pros soam hoje bastante remotas. Em relação ao senador Eunício Oliveira (PMDB), Cid e ele chegam ao fim desse processo muito mais distantes do que entraram. As possibilidades de composição entre Pros, PMDB e PT são mais remotas. Enquanto isso, Izolda Cela (Pros), que chegou a ser dada como carta praticamente fora do baralho, parece ter se fortalecido como alternativa ao governo.

No fim das contas, ao levantar a hipótese e negociar o que não se concretizou, Cid não fez bem à sua base de sustentação política. Se no fim de governo o poder do chefe do Executivo começa a se esvaziar, ele antecipou essa possibilidade. Sai, ao menos temporariamente, com menos força do que entrou nesse processo. Daí ser natural que ganhe tempo antes de decidir seu candidato. Não apenas pelo próprio estilo, mas pela necessidade de deixar a poeira assentar, recompor as relações, apaziguar o processo, recuperar a própria saúde e não deixar mais dúvidas sobre sua autoridade de comandante das articulações – que se reduziria significativamente em caso de renúncia.