Blog do Eliomar

Categorias para Ceará

Exposição demorada de secretário causa bocejo em parlamentares e fome nas galerias

A exposição que o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, coronel Francisco Bezerra, faz, neste momento, na Assembleia Legislativa, é rica em números e expõe que o governo estadual aplicou, e muito, no setor.

Nas galerias, algumas pessoas indagam o porquê do pouco resultado, enquanto outros fazem seu protesto.

Entre alguns parlamentares, alguns já bocejam e há outros querendo saber se a exposição do secretário Francisco Bezerra vai acabar na hora do… “chá das cinco”.

chadascinco

Presença de Coronel Bezerra dá direito a "Sessão Swat"

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A presença do secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, coronel Francisco Bezerra, teve seu momento “Sessão Swat”.

Um vídeo foi apresentado para os parlamentares e galerias expondo as ações do Comando Integrado de Segurança do Nordeste, uma estratégia que congrega o aparelho policial dos estados desta região com objetivo de coibir o crime.

Aliás, o secretário Coronel Bezerra foi eleito, nesta semana, o novo presidente do Conselho de Segurança Pública do Nordeste, que congrega todos os secretários estaduais de Segurança Pública e também todos os superintendentes de PF e PRF da região.

Cid, o que foste fazer mesmo no Cocó?

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Com o título “Negociar o que já foi prometido?”, eis artigo do jornalista Demitri Túlio, publicado no O POVO desta quarta-feira, que abora a polêmica em torno da construção de viadutos em área do Cocó. Demitri, bom observar, é um apaixonado e um defensor do Parque do Cocó como ninguém. Confira:

De início achei elogiável a iniciativa do governador Cid Gomes (PSB) em ter com os ocupantes do Parque do Cocó. Foi pra lá, fez questão de repetir, de caso não pensado e quase por acaso. Um cidadão que, passando por ali, de repente se deparou com o acampamento do #ocupeococó e resolveu descer para conversar sobre o tempo e vento.

Pois bem, também de início, achei corajosa a postura de ele chegar por lá e se dispor a dialogar com jovens cibernéticos e lideranças de outras gerações que se entrançam há 27 dias na margem do rio Cocó. Um ambiente leve e, ao mesmo tempo, tenso.

Típico dos lugares de resistência e sua diversidade personagens.

Mas fui amofinando com o discurso do governador. Cheguei a acreditar que Cid Gomes, experiente que é, teria mais habilidade política que o prefeito Roberto Cláudio (PSB) e resolveria, fácil, a pendenga Cocó X viadutos.

Não foi bem assim e, até agora, não entendo o motivo da visita ao acampamento do #ocupeococó. Ele fez de conta que fez uma proposta irrecusável e se chateou com a falta de convencimento e arrogância dos que estão “morando” debaixo das castanholeiras.

Propôs na última segunda-feira o que já havia garantido no dia 21/5/13. Está no O POVO, na primeira página, manchete principal do jornal: “Parque do Cocó: Governo vai oficializar área até o fim do ano” (leia no http://bit.ly/12VkGJq).

Por meio do secretário-executivo do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), na época, João Paulo Cavalcante, mandou dizer que se comprometia em resolver a situação que se arrasta desde o primeiro governo de Tasso Jereissati (1986).

O secretário de Cid afirmou ao repórter Bruno de Castro que havia “uma ordem do governador para não se chegar a janeiro (de 2013) sem isso (a legalização das poligonais do parque)”.

Certo, naquela semana, Cid Gomes estava pressionado pelo Ministério Público Federal e precisava neutralizar o impacto de um novo ajuizamento pela legalização definitiva da área. O MPF, baseado em estudos, trazia fato novo. A maior parte das áreas indenizáveis estaria em terreno de marinha. Portanto, com grande possibilidade de estarem ilegais. Para pobres e ricos.

A proposta que Cid teve a coragem de fazer, apresentada como “vitória” para os acampados do Cocó e a Cidade, na verdade, é sinal de que sua palavra é volátil. Joga para a opinião pública a falsa impressão de que o governador tentou uma solução pacífica com os “radicais” do parque. Agora, lavou as mãos.

Sim, também propôs reflorestar dois hectares de mangue, caso se desfaça o acampamento. Outro absurdo. Independente do #ocupeococó e os viadutos, isso já deveria ter sido tocado. E preocupante: a legalização, agora, está atrelada à saída dos acampados?

* Demitri Túlio

demitri@opovo.com.br

Repórter Especial do O POVO.

Secretário diz que Ronda é exemplo para o Brasil

cornelbezerra

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, coronel Francisco Bezerra, continua expondo, com números, os resultados dos investimentos em vários setores de sua pasta.

Ele destacou que o Programa Ronda do Quarteirão vai se expandir ainda mais para o Estado e que vem dando bons resultados. Disse ser um exemplo para todo o Brasil.

DETALHE – Nas galerias, também, um grupo se define como “PMs demitidos” e está com a boca fechada com esparadrapo.

Em Camocim, parte do teto de quadra esportiva desaba

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Por volta do meio-dia da última segunda-feira (05), parte do teto da quadra de esportes do Colégio Liceu Deputado Murilo Aguiar, situado em Camocim (Litoral Leste), desabou. Procurado para falar sobre o caso o professor Clairton Lourenço, diretor da Instituição, informou que o fato pode ter sido causado por uma forte ventania. No momento do desabamento, não havia ninguém na quadra.

A coberta da quadra teria sido trocado recentemente, mas a estrutura de ferro que faz a sustentação continuou a mesma. O desgaste mais o fato dos fortes ventos podem ter contribuído para o desabamento parcial da cobertura. “Informamos o fato à Secretaria de Educação do Estado, que ficou de enviar nesta quarta-feira (07) um engenheiro para avaliar os estragos e providenciar a recuperação da parte destruída”, disse o diretor.

(Blog Camocim Online)

Coronel Bezerra pede "justiça" aos críticos e expõe investimentos da SSPDS

cornelbezerra

O secretário da Segurança pública e Defesa Social do Estado, coronel Francisco Bezerra, expõe, neste momento, no plenário da Assembleia Legislativa, todo o organograma de funcionamento da sua área. Ele comparece à Casa atendendo a convite, segundo informou o presidente Zezinho Albuquerque, dentro de um ciclo de palestras que vem ouvindo os secretários estaduais.

Com o Coronel Bezerra, o comandante da PM, Coronel Werislieki Matias, e o diretor-geral da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas, além de outros dirigentes de órgãos vinculados.

Coronel Bezerra inciou fala pedindo “justiça” aos que criticam a pasta no que diz respeito aos dados da violência no Ceará e destacou investimentos. Recebeu algumas vaias das galerias ocupadas por populares com cartazes cobrando transparência ou solução de alguns crimes.

Ele expõe resultado dos “muitos investimentos” realizados pela administração estadual. “Só neste governo, 50 novas delegacias foram construídas, mais do que duplicando o atendimento à população interiorana”, destacou.

Aquecendo o debate, tucano critica política de investimentos na segurança do Ceará

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Essa é do deputado estadual João Jaime (PSDB), agora há pouco no plenário da Assembleia Legislativa, numa espécie de “aquecimento” para o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, coronel Francisco Bezerra, que, dentro de instantes, será sabatinado pelos parlamentares sobre a onda de violência no Ceará:

– Por que que 40% dos crimes ficam no B.O. e não são investigados?

O parlamentar chegou a afirmar também: “Dizem que nunca na história se investiu também em segurança como neste governo, mas podemos dizer que nunca na história do Ceará se investiu tão mal em segurança como este governo”.

Antes do titular da Seguramnça, um tiroteio entre líder e ex-líder do governo cidista

O líder do Governo na Assembleia, José Sarto, ocupa a tribuna da Casa, neste momento. Ele prepara o terreno para o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, coronel Francisco Bezerra, convidado a expor ações da pasta a partiri das 11 horas desta quarta-feira.

O titular da SSPDS deverá expor número de investimentos, situação que encontrou o aparelho policial e, principalmente, explicar para alguns poucos parlamentares da oposição o porquê de estatísticas elevadas de homicídios no Estado.

Enquanto Sarto revelou que o problema da violência é nacional, o ex-líder do governo na Assembleia, Antonio Carlos, levantou a tese de que há um fracasso na área da segurança.

GALERIAS – Há manifestantes nas galerias da Casa, com cartazes. Alguns expondo números de homicídios ou cobrando providências e solução para alguns casos.

Ceará passará a status de "Área Livre de Febre Aftosa com Vacinação"

neslmartins

O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, estará em Fortaleza no próximo dia 21. Aqui, ele assinará portaria definindo o Ceará como “Área Livre de Febre Aftosa com Vacinação”. Atualmente, o Estado é considerado “Área de Médio Risco com Vacinação”. A nova certificação quer dizer, na prática, que o Ceará cumpriu todas as exigências estabelecidas pela pasta nas últimas campanhas de vacinação. “Agora vamos ampliar os negócios agropecuários e melhorar o padrão genético do nosso rebanho”, comemora o secretário estadual do Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins.

Os altos índices de vacinação contra a febre aftosa foram a principal exigência do Ministério. Em 2012, o Ceará bateu todos os recordes e vacinou 93,99% do rebanho. Na primeira etapa deste ano, um novo recorde foi quebrado e 94,62% dos animais foram imunizados. A meta estabelecida era que pelo menos 90% do rebanho recebesse a vacina em 80% das propriedades do Estado. Mas outros fatores também pesaram na decisão. O governo estadual investiu na reestruturação da Adagri criando 15 novos escritórios (passando de 25 para 40) e seis escritórios regionais da agência, responsável pela sanidade animal e vegetal no Estado. Também autorizou a contratação de 40 veterinários, 21 agrônomos e 79 agentes agropecuários. Um convênio com o MAPA possibilitou a compra de novos veículos e equipamentos para as unidades na capital e no interior.

Além do Ceará, o reconhecimento nacional chega a mais sete estados: Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, além do Estado do Pará, na Região Norte do País.

Servidores do IJF fazem ato por mais segurança no hospital

iane parente

Categoria em momentos finais de concentração.

Terminou agora há pouco ato público realizado por servidores do IJF Centro cobrando mais segurança para o hospital. O ato reuniu cerca de 70 profissionais de cada setor para não causar transtornos às atividades do instituto. A iniciativa foi da Associação dos Servidores do IJF, com apoio do Sindicato dos Servidores e empregados Públicos de Fortaleza (Sindifort).

Durante o ato foi lembrado o caso recente de um jovem que foi assassinado, com três tiros, por outro jovem, quando deixava o IJF. Ficou acertado que as entidades buscarão envolver o Ministério Público para que acelere medidas de segurança prometidas pela direção do instituto.

Já a direção do IJF, em nota, informa estar implantando, até o fim deste ano, um plano de segurança para o hospital.

(Foto – Iane Parente)

UFC abre novos concursos para professor efetivo em Fortaleza

Estão abertas até 5 de setembro as inscrições para novos concursos públicos de professor efetivo – denominação de adjunto-A, com exigência do título de doutor, na Universidade Federal do Ceará. Em todas as vagas, o regime de trabalho é de 40 horas semanais, com dedicação exclusiva. Os interessados devem efetuar taxa de inscrição no valor de R$ 201,00. Veja abaixo as oportunidades abertas:

Edital nº 281/2013 – Instituto de Educação Física e Esportes, uma vaga para o setor de estudo “Desenvolvimento e Aprendizagem Motora Aplicadas à Educação Física e Esportes”.

Edital nº 282/2013 – Centro de Tecnologia, uma vaga no Departamento de Engenharia Química, no setor de estudos “Engenharia do Petróleo”; Centro de Humanidades, uma vaga do Departamento de Letras Estrangeiras, setor de estudo “Língua Inglesa e suas Metalinguagens”, e uma vaga no Departamento de Psicologia, no setor de estudo “Processos Psicossociais e Construção da Realidade: Psicologia Social do Trabalho e das Organizações”; Centro de Ciências Agrárias, uma vaga do Departamento de Tecnologia de Alimentos, setor de estudo “Engenharia de Alimentos”, e uma vaga no Departamento de Engenharia de Pesca, no setor de estudo “Tecnologia do Pescado / Tecnologia do Frio e do Calor”; e Centro de Ciências, no Departamento de Estatística e Matemática Aplicada, sendo duas vagas para o setor de estudo “Probabilidade e Estatística” e uma vaga para o setor de estudo “Matemática Computacional”.

* Mais detalhes sobre os processos seletivos estão nos editais citados, que podem ser acessados no site da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da UFC (www.progep.ufc.br).

(Site da UFC) 

Médicos fazem corpo a corpo em Brasília contra projeto Mais Médicos

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A Federação Nacional dos Médicos está reunida em Brasília, nesta quarta-feria, para avaliar a série de mobilizações que realiza em todo o País contra projetos do governo federal como o Ato Médico e o Programa Mais Médicos, este abrindo para a importação de médicos para atuarem no Interior do País.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, José Maria Pontes, seguiu para o encontro que deverá servir também para ações políticas de pressão da categoria médica junto ao Congresso Nacional.

Defensor dos viadutos reage ao inconsequente patrulhamento messiânico dos eleitos

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Com o título “O Monólogo dos insanos”, eis artigo do professor João Arruda, da UFC, que volta a abordar a polêmica em torno da construção de dois viadutos no encontro da avenida Antonio Sales e Engenheiro Santana Júnior. Por defender o projeto, João Arruda se diz alvo dos “herdeiros de uma tradição anacrônica e autoritária” e de “minoritários da esquerda cearense que teimam em não se reciclar”. Confira:

Para indignação dos que têm os valores democráticos e a tolerância política como dogma de convivência sociopolítica, a prática de inflexibilidade de posição de alguns grupos reacionários, travestidos de esquerda, que atuam no cotidiano da política brasileira, chega ao limite do que deve ser socialmente tolerável. Não tenho nenhuma dúvida de que essas práticas agressivas estereografam, com perfeição, a turvez de algumas mentes insanas.

O fortalezense está assistindo, atônito, a um período de grande e irracional intolerância política por parte de grupos pseudo ambientalistas. Essa prática poderá ficar registrada na nossa história como a era negra do Macartismo tupiniquim. A título de esclarecimento, o Macartismo foi o termo qualificador do período pós segunda guerra
mundial nos EEUU, caracterizado por terríveis perseguições e intolerâncias políticas. Nele, o Establishment definia os limites possíveis dentro do qual o cidadão teria para pensar, agir e se comportar, e a ultrapassagem desses limites seria penalizado com prisões, assassinatos, execrações públicas, etc.

Essa mesma prática estamos presenciando em Fortaleza. Herdeiros de uma tradição anacrônica e autoritária, setores minoritários da esquerda cearense teimam em não se reciclar. Dotados de uma visão messiânica e acreditando terem sido escolhidos para salvar o mundo dos erros dos ímpios, esses reacionários contumazes assumem uma postura agressiva e intolerante. Afinal, eles, os eleitos,, os escolhidos, por serem detentores das verdades divinas, passaram a definir o que seria o comportamento politicamente correto e estabeleceram os limites de como o cidadão comum deverá pensar, agir e se comportar, decretando o escárnio e a execração pública como penalidades aos que ousarem ser infiéis aos seus modelos e dogmas sagrados.

Coitados dos que ousam desafiá-los, duvidando das suas verdades infalíveis! Assim como outros fortalezenses que ousaram questionar a prática e a visão equivocada dos eleitos, tenho sido vítima da agressão e da calúnia
de alguns dementes inconsequentes. Mas, enquanto existir um espaço para eu poder manifestar a minha indignação ou a minha discordância em relação a fatos do cotidiano da cidade, podem ter certeza de que não me deixarei
intimidar frente ao INCONSEQUENTE PATRULHAMENTO MESSIÂNICO DOS ELEITOS.

As agressões aos que ousam discordar e aos que não observam os preceitos dos iluminados são por demais conhecidas. O caso mais emblemático desse quadro de irracionalidade dantesca foi a forma insultuosa e deseducada como os autodenominados “defensores do Cocó” receberam o governador Cid Gomes na noite de segunda-feira. Visando abrir um diálogo mais consistente com o grupo, o governador ponderou que a obra dos viadutos não atinge o mangue do Cocó e propôs, sem tergiversar, que, em troca da área ocupada pela construção dos viadutos, algo em torno de 0,18ha, ele se comprometia a regulamentar o Parque do Cocó – reivindicação antiga dos ambientalistas -, a adicionar 20.000m² de manguezal para compensar os 2.000 m² de área exótica desmatada e a multiplicar em 10 vezes o plantio do número de árvores sacrificadas. Infelizmente, a intenção do diálogo do governador foi transformada, pelos destemidos defensores da natureza, numa agressiva cantilena monologal.

Essa situação de estreiteza política, que nada constrói e que tanto prejudica a dinâmica administrativa da cidade, não pode perdurar. A falta de compromisso com o bem estar dos nossos munícipes, principalmente com o dos mais humildes, aqueles que diariamente usam o transporte coletivo para chegar ao seus trabalhos, tem sido a marca registrada do cotidiano político desses grupos. A cidade não pode continuar a ser refém desses movimentos inconsequentes.

Tendo em vista essa patologia insana, eu reafirmo o que já escrevi aqui nesse prestigioso Blog do Eliomar de Lima: “após termos sido vítimas de uma administração municipal permissiva e inoperante, que, entre as dezenas de erros e omissões administrativos, teve a irresponsabilidade de tornar a mobilidade urbana de Fortaleza na mais caótica entre todas as capitais brasileiras, é inadmissível que, agora, quando o novo gestor de Fortaleza tenta intervir para dar uma maior racionalidade ao trânsito e, em consequência, melhorar a mobilidade da nossa cidade, um pequeno e
heterogêneo movimento, alguns sem nenhuma representatividade sócio-política, tente impedir que o fortalezense possa ter uma melhor qualidade vida”.

Nesse sentido, e contando com a opinião favorável da maioria esmagadora da população fortalezense, o prefeito Roberto Cláudio tem legitimidade para solicitar o imediato cumprimento da reintegração de posse da área e a
dar início a essa obra de construção desses viadutos, equipamentos fundamentais para a concretização do corredor de ônibus expresso, que ligará o terminal de Antônio Bezerra ao terminal de Papicu, beneficiando mais de 200.000 o fortalezenses.

* João Arruda,

Professor da UFC. 

Artur Bruno diz que cúpulas do PT estadual e da Capital vivem clima de letargia

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Esta é da Coluna Vertical, do O POVO desta segunda-feira:

As direções do PT no Estado e em Fortaleza estão acéfalas. Quem faz a crítica não é um simples filiado do partido, mas o deputado federal Artur Bruno, que conta os dias para que chegue o Processo de Eleição Direta (PED) da legenda, marcado para novembro. Nessa ocasião, ocorrerá a renovação da direção estadual, que tem o comando da ex-prefeita Luizianne Lins, e da direção da Capital.

Bruno se diz “incomodado” com a letargia do partido diante de tantos episódios do momento como as manifestações das ruas e, principalmente agora, quando se discutem obras polêmicas e não se vê o PT reunido.

“Até segunda-feira, nós, o grupo do professor Pinheiro (titular da Secult) e o grupo do vereador Acrísio Sena vamos definir candidatos para o Estado e para Fortaleza”, avisa Bruno.

Cid Gomes volta à rotina das viagens

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O governador Cid Gomes (PSB) cumpre agenda em Brasília, nesta quarta-feira. Uma série de reuniões no Banco Mundial, onde o Estado conta com vários projetos apoiados financeiramente.

Ontem, mesmo tendo passado parte da madrugada conversando com manifestantes do Cocó, o governador voou para o Rio. Ali, tratou de financiamentos do BNDES para o Estado

Caso Cocó – O Poder viu-se forçado a ceder e negociar

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Da Coluna Política do O POVO, assinada, nesta quarta-feira, pelo jornalista Érico Firmo, eis o tópíco “Fim de uma era dos espasmos do passado”. Confira:

A madrugada de segunda para terça-feira foi momento histórico, divisor de águas na política do Ceará. Pela primeira vez, movimento como o que ocorre no Parque do Cocó levou o governador a se deslocar até eles na tentativa de negociação. Vitória, sem dúvida, para os “maconheiros”, “burgueses”, “ecodesocupados”, “ecochatos”, idiotas, ridículos, conforme adjetivação que os áulicos lhe vinham atribuindo. Esse grupo tão esculachado alcançou o que nenhuma mobilização obteve antes deles. Mesmo com aval do Poder Judiciário e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) para as obras seguirem em frente, Cid Gomes (PSB) foi até lá, sentou na roda, ouviu muitas e boas, na tentativa de convencer os manifestantes a deixarem seu aliado, o prefeito Roberto Cláudio (PSB), construir o viaduto. O poder viu-se forçado a ceder e negociar.

Assim como, no Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) desistiu de demolir o parque aquático Julio Delamare – cuja reforma para o Panamericano de 2007 custou em torno de R$ 10 milhões, coisa de país rico, sabe como é. Também o estádio de atletismo Célio de Barros não irá mais ao chão, bem como o Museu do índio. Foi forçado a recuar diante da queda vertiginosa de popularidade e das resistências à derrubada, ao arrepio da lei, de bens tombados, assim como o era a marquise do Maracanã, que foi destruída no mais descarado vandalismo de Estado. Da mesma forma como Dilma Rousseff (PT) também teve de voltar atrás em relação ao programa Mais Médicos, em relação a medida cujos méritos até foram aqui apontados, mas que pecou pela falta de diálogo.

Nenhum dos gestores tomou a atitude acima mencionada por gosto. Todos os fatores são sintomas de um tempo que acabou. A época do trator chegou ao fim. Depois da efervescência social que o Brasil vivenciou, os governantes não têm mais condições de fazer as coisas pela força, por cima de pau e pedra, doa a quem doer. Esse passado foi soterrado pelas ruas.

Posturas como as que a coluna criticou no último sábado, da agressão e da baixaria em vez do diálogo, são espasmos cadavéricos de um tempo que as ruas sepultaram, embora sejam muitos os governantes que insistem em não entender isso. Pouco a pouco, caem na real. Aliás, ao ir até os manifestantes, Cid vai na contramão desse comportamento. Que sirva de exemplo a muitos de seus aliados, gente cuja posição está longe de ter a mesma relevância, mas cujo comportamento destila não só arrogância e prepotência, mas também falta de educação, grosseria e despreparo para a função pública.

(Foto – Fco Fontenele)

Motoristas da CTC paralisam atividades por tempo indeterminado

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Ceca de 300 trabalhadores da Companhia de Transportes Coletivos (CTC) paralisaram as atividades nesta manhã de quarta-feira. Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas do Ceará, Domingos Neto, a paralisação é por tempo indeterminado.

A categoria reivindica pagamento de salário atrasado, mas fechou luta contra a possibilidade de terceirização do serviço de transporte escolar, hoje realizado pela CTC. A Prefeitura abriu licitação para contratar empresa, prometendo aos motoristas da CTC que a maioria será aproveitada, mas, segundo Domingos Neto, não há diálogo aberto sobre o assunto até agora.

Motoristas da CTC cobram audiência com o secretário municipal da Educação, Ivo Gomes.

Quem são os acampados no Parque do Cocó?

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acampados

Um projeto alternativo aos viadutos do Cocó, que não avance em um milímetro sequer na área do Parque, é o denominador comum entre os manifestantes que há 27 dias estão acampados no local, para tentar impedir as obras da Prefeitura de Fortaleza. Cerca de 300 pessoas, com idade de 16 até 83 anos, estariam engajadas ao movimento – dessas, 40 dispostas a ficar todos os dias. Questionados pelo O POVO sobre qual a condição para o fim da ocupação, houve divergência entre alguns dos presentes. Ainda não parece haver total clareza sobre o que exatamente os fará voltar para casa.

Bastante heterogêneo e sem líderes definidos, o grupo inclui estudantes, agrônomo, geógrafo, ex-policial, surfista, artistas, aposentados, pessoas de partidos ou sem identificação com legendas, entre outros perfis que se revezam entre as obrigações diárias e o alojamento. Alguns possuem histórico de militância nas áreas ambiental e urbanística, outros aderiram à “luta” após a onda de protestos deste ano.

Com o passar dos dias entre as árvores do Cocó, a lista de reivindicações ficou mais extensa. Entre outros pontos, os manifestantes demandam mudanças na lógica de mobilidade urbana do Governo e da Prefeitura, com obras que deem mais atenção a pedestres, ciclistas e transportes coletivos, e a legalização do Parque do Cocó, requerida pelo Ministério Público Federal e prometida pelo governador Cid Gomes (PSB) na visita surpresa feita na última segunda-feira.

O grupo reconheceu a necessidade de desafogar o trânsito entre as avenidas Engenheiro Santana Júnior e Antônio Sales, mas sustentou que há opções além do viaduto. Perguntados se não estariam tentando impor opiniões de forma intransigente, conforme vem apontando defensores do viaduto, os manifestantes alegaram que possuem respaldo “Eu sinto que a maioria das pessoas apoia o movimento”, afirmou o professor Fábio Ferreira, da rede estadual.

Estilo de vida

Tal apoio, no entanto, coexiste com a hostilidade. No período em que O POVO esteve no Cocó, entre 15h30min e 18 horas de ontem, foram vários os motoristas e passageiros que gritaram “vagabundos”, “desocupados” e “vão trabalhar” para os manifestantes. No mesmo intervalo, no entanto, houve doações de água mineral e comida.

Segundo os ocupantes do Cocó, as doações chegam por meio de moradores do entorno, de anônimos que passam pelo acampamento e dos próprios envolvidos, incluindo vereadores. Eles também fazem “pedágios” periódicos nos semáforos, pedindo dinheiro para o movimento. “Em meia hora a gente consegue levantar R$ 100,00”, disse Rafael Lima. Segundo ele, é possível se manter com R$ 70,00 por dia.”

(O POVO)

Secretário mais criticado de Cid vai à Assembleia

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“Está marcada para hoje, na Assembleia Legislativa, a aguardada visita do secretário da Segurança do Estado, Francisco Bezerra. Ele terá a oportunidade e o dever de, finalmente, responder às críticas e questionamentos sobre a pasta, de longe a mais criticada do governo Cid Gomes (PSB). Em meio aos índices elevados de criminalidade e ao descompasso institucional da secretaria – apesar dos pesados investimentos – paira série de questionamentos aos quais Bezerra poderá responder.

Muito além das críticas de cunho político, o secretário tem explicações a dar, principalmente, sobre números. Os recentes dados sobre violência deixam evidente o momento de crise sem precedentes que o Estado atravessa na área de segurança pública. Conforme mostrado no O POVO de ontem, o número de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) em Fortaleza cresceu 27,53% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Ações recorrentes contra bancos na Capital e no Interior também se tornaram marca negativa. O número de roubos a pessoa, assaltos a ônibus e furtos também cresceram este ano.

Casos emblemáticos nas últimas semanas se transformaram em símbolos do cenário preocupante. Entre eles os assassinatos do comerciante Antônio Teixeira Azevedo, no Centro, do padre Elvis Marcelino Lima, na Praia de Iracema, e a morte, ainda não esclarecida, do motorista Darlan de Castro, durante blitz policial em Paracuru.

Números e casos que tornam cada vez mais questionável o Ronda do Quarteirão, programa criado em 2007 e que se tornou o símbolo do Governo do Estado na área se segurança, sem, contudo, conseguir traduzir investimentos em resultados. Em 2011, quando Bezerra assumiu a secretaria, o orçamento para a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) foi de R$ 942,3 milhões. Em 2012, R$ 1,38 bilhão. Este ano, R$ 1,67 bilhão.”

(O POVO)

Visita de Cid ao Cocó expõe prefeito às críticas

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“A visita de Cid Gomes (PSB) ao acampamento de ativistas contrários aos viadutos no encontro das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior, no Cocó, acirrou ontem os debates nas principais Casas Legislativas do Ceará. Criticando sobretudo ausência de Roberto Cláudio (PSB) durante passagem do governador, vereadores e deputados de oposição acusaram o prefeito de Fortaleza de “ceder” autonomia da gestão municipal para o executivo estadual.

“Confirma o que todos já sabiam: que o governo estadual não exerce apenas influência sobre a gestão Roberto Cláudio; mas sim uma tutela, um controle”, diz Ronivaldo Maia (PT). Segundo o petista, o prefeito deveria ter “corrido” para a reunião entre Cid e manifestantes, na noite da segunda-feira. “A obra é municipal. E foi o Roberto Cláudio que foi eleito prefeito”. Durante a campanha eleitoral do ano passado, foram comuns críticas de opositores à candidatura de Roberto Cláudio por conta da proximidade do prefeito com a gestão estadual.

Na Câmara Municipal, a discussão esquentou após Carlos Mesquita (PMDB) subir à tribuna da Casa para defender a visita de Cid Gomes e a derrubada de árvores do Cocó para construção dos viadutos. “Os manifestantes perderam chance de ouro de debater soluções para o Meio Ambiente do Estado (…) é protesto vencido”.

Em resposta, Toinha Rocha (Psol) defendeu a ocupação da área do Cocó e cobrou diálogo entre manifestantes e governo. Além dela, outros vereadores da oposição, como Capitão Wagner (PR) e Acrísio Sena (PT), afirmaram que a intervenção de Cid para obra da Prefeitura feriu autonomia da gestão municipal.

O líder do governo na Câmara, Evaldo Lima (PCdoB), defendu impacto positivo da obra para mobilidade urbana da região e rechaçou a tese de “ausência” do prefeito no caso. “Roberto Cláudio já recebeu e conversou extensivamente com manifestantes. A visita do Cid demonstrou apenas uma orientação, também do Estado, pelo diálogo”, diz.

Na Assembleia Legislativa, debate do tema se deu sobretudo entre os deputados Antônio Carlos (PT), Eliane Novais (PSB) e o líder do governo na Casa, Dr. Sarto (PSB). “A população já vê o prefeito como alguém muito ligado ao governador. Aí em uma pauta dessas, quem vai é o governador? Pra mim Cid fragilizou o prefeito”, diz Antônio Carlos.

Novais, presente na visita do governador, criticou proposta de Cid de demarcar oficialmente o Cocó em troca da liberação da área dos viadutos por ativistas. “Cocó não é moeda de troca”. Já Sarto elogiou atitude de Cid e destacou que RC também já demonstrou interesse pelo diálogo como solução do impasse. (colaborou Marcos Robério)

Vereadores que apoiam projeto dos viadutos

Adail Júnior (PV)

Adelmo Martins (PR)

Benigno Júnior (PSC)

Carlos Dutra (PSDB)

Carlos Mesquita (PMDB)

Casimiro Neto (PP)

Cláudia Gomes (PTC)

Didi Mangueira (PDT)

Elpídio Nogueira (PSB)

Evaldo Lima (PCdoB)

Fábio Braga (PTN)

Germana Soares (PHS)

Iraguassú Teixeira (PDT)

Joaquim Rocha (PV)

José do Carmo (PSL)

Mairton Félix (DEM)

Márcio Cruz (PR)

Marcos Aurélio (PSC)

Paulo Diógenes (PSD)

Professor Elói (PSB)

Vaidon (PSDC)

Wellington Sabóia (PSC)

Ziêr Férrer (PMN)

Apesar de defenderem a obra, maioria dos vereadores ouvidos destacou a necessidade de se ampliar diálogo com a população. O vereador Acrísio Sena (PT) disse que concorda com a construção dos viadutos, desde que o governo se comprometa com a oficialização do Parque do Cocó.

Vereaores contra o projeto dos viadutos

Capitão Wagner (PR)

João Alfredo (Psol)

Ronivaldo Maia (PT)

Toinha Rocha (Psol)

Os vereadores Alípio Rodrigues (PTN) e Martins Nogueira (PSB) preferiram não opinar. Eulógio Neto (PSC) afirma que o melhor a ser feito é ouvir a população sobre caso.

Ausentes ao término da sessão de ontem

A Onde É (PTC)

Antônio Henrique (PTN)

Bá (PTC)

Deodato Ramalho (PT)

Gelson Ferraz (PRB)

Guilherme Sampaio (PT)

John Monteiro (PTdoB)

Leda Moreira (PSL)

Leonelzinho Alencar (PTdoB)

Magaly Marques (PMDB)

Tamara Holanda (PSDC)

Vitor Valim (PMDB)

Walter Cavalcante (PMDB)

(O POVO)