Blog do Eliomar

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Moradores do Residencial José Euclides vivem o pesadelo da falta de água

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Do leitor Rômulo Silva, recebemos a seguinte nota, em tom de queixa. Confira:

Caro jornalista Eliomar de Lima,

Desde o dia 9 de abril que nós, moradores do Residencial José Euclides, entregue no bairro do Jangurussu, estamos sofrendo com a falta de água principalmente nos apartamentos nos terceiro e quarto andares de todos os blocos das quadras de 8 a 10, contando que, cada bloco, dispõe de 16 apartamentos.

Depois de muitas reclamações, a Cagece informou a alguns moradores que o problema era com a Construtora e que viria de São Paulo um técnico para resolver o problema. Na confusão entre construtora e Cagece, estamos penando e, em alguns momentos, comprando água em garrafões – usando até quatro deles por dia.

Nesses dias, tivemos um momento em que a água foi fornecida, mas veio muito suja. Ou seja, sem condições  para o consumo.

O fato tem por coincidência a entrega dos restantes dos apartamentos no início e abril. Foram várias as denúncias, inclusive junto ao órgão de defesa do consumidor, e nada se tem de solução. Uma das moradores telefonou para a Arce, que fiscaliza a Cagece, e que mandou ligar para a Acofr, do município, que fiscaliza a Cagece. Nesse caso, precisa se ter um número fixo. Barramos sempre na burocracia e nada resolvido. Pedimos seu apoio.*

*Rômulo Silva

Em nome dos moradores do Residencial José Euclides Gomes.

Demócrito Dummar

Editorial do O POVO desta quarta-feira (25) ressalta a trajetória do jornalista Demócrito Dummar à frente do Grupo de Comunicação O POVO. Confira:

Hoje, é preciso falar de saudades. De alguém que nos deixou, há exatos dez anos, nesta doída data, sem dizer adeus. Falamos de Demócrito Dummar, o último presidente do Grupo de Comunicação O POVO a se juntar ao time de dirigentes que o precederam e já haviam transposto a dimensão espaço-temporal da vida terrena, encabeçados pelo fundador Demócrito Rocha, seu avô materno.

Este ao lançar O POVO, em 1928, idealizou-o para ser catalizador e mensageiro dos novos tempos, então em ebulição nas entranhas de uma ordem sociopolítica incivilizada e carcomida pelo mandonismo oligárquico. E sua leitura estava correta, pois, dois anos depois, explodia a Revolução de 1930, responsável pelo encontro do Brasil com a modernidade.

Essa capacidade prospectiva e esse espírito combativo tornaram-se as balizas que iriam permitir ao jornal atravessar as contradições históricas de um país em busca de um destino aparentemente ao alcance da mão, mas de concretização sempre fugidia. Duas ditaduras, entremeadas por um período de 19 anos de democracia não plenamente pluralista interpuseram-se naquele caminho que antes parecera claro ao fundador e nublaram a paisagem idealizada.

Coube a Demócrito Dummar encarnar, na etapa histórica que lhe correspondeu (1985 a 2008), o reavivamento dos ideais originários, inconformistas e inovadores do fundador. Quando ele assumiu o comando do jornal, chegava ao fim a mais recente ditadura civil militar. Demorara mais de duas décadas. A reconstrução democrática exigia alguém de mente aberta, arguta, criativa e de grande capacidade de diálogo para liderar O POVO. Com a leitura correta da conjuntura, teve consciência de que o jornal tinha de solidificar um compromisso inarredável com a democracia e ajudá-la a consolidar-se para evitar a volta a um passado de relativismo institucional e golpes de estado.

Conscientizara-se de que a sociedade tinha de aprender novamente a debater, depois de décadas de censura. Abriu as páginas de Opinião para todas as correntes ideológicas, da direita à esquerda; do pensamento conservador ao libertário e a todas expressões religiosas (fomentando o ecumenismo cristão e o encontro inter-religioso). Ao mesmo tempo, animou as artes em todas as suas expressões.

Fez uma aposta na revolução da informação e na sociedade do conhecimento, ensejando a exploração das várias plataformas de comunicação. Foi, sobretudo, um ser dialogal, solidário, fraterno e escrupuloso na defesa da pluralidade e na escuta do outro. Seu exemplo persiste como referência segura e luminosa, nestes tempos novamente nublados.

1º de Maio – Governo do Estado adotará o feriadão

A Prefeitura de Fortaleza não vai “imprensar” a segunda-feira, 30. O decreto de ponto facultativo é improvável, de acordo com a Comunicação do Paço Municipal, mas o Governo do Estado adotará essa medida e os servidores terão feriadão de quatro dias. Bom lembrar que isso é em razão do Dia 1º de Maio, alusivo ao trabalhador.

Na Assembleia Legislativa, o clima também será de feriadão, enquanto a Câmara Municipal de Fortaleza não confirmou o feriadão dos seus servidores.

O Tribunal de Justiça do Estado terá expediente normal, no dia 30 de abril, em todas as unidades do Poder Judiciário na Capital e Interior do Estado.

Prefeituras do Interior do Estado se dividem quanto ao ponto facultativo. Por exemplo, Aracoiaba (Centro-Norte) não terá expediente, salvo serviços essenciais, enquanto Pacajus (Região Metropolitana) terá expediente normal.

Governo
Repartições estaduais terão ponto facultativo, conforme decreto publicado no último dia 20. De acordo com o texto, seria “contraproducente a manutenção do expediente” no dia 30 de abril.

Os servidores, porém, terão de compensar as horas de folga da data, devendo fazer uma hora extra por dia até completar o número de horas devidas. O decreto sugere que “preferencialmente” sejam pagas no fim do expediente, das 17 às 18 horas.

Estão assegurados neste feriadão e no ponto facultativo do Estado serviços de saúde, segurança, fornecimento de água, do Hemoce, Serviço Móvel de Urgência (Samu), além de serviços da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce).

(O POVO Online – Repórter Lucas Braga)

Ex-conselheiro do TCM é nomeado para a equipe de Camilo Santana

Hélio Parente, conselheiro em disponibilidade do Tribunal de Contas do Ceará (TCE), foi nomeado como assessor para Assuntos Internacionais do Gabinete do governador Camilo Santana (PT). Ou seja, entra no lugar de Antonioi Balhmann, que deixou a pasta para voltar à Câmara dos Deputados. Publicada no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira, 20, a nomeação contraria o artigo 82 da lei orgânica da Corte, que impede os conselheiros de ocuparem qualquer outro cargo ou função, com exceção do magistério.

A regra vale também para aqueles que estão em disponibilidade. Parente atuava no Tribunal de Contas do Município (TCM), mas foi posto em disponibilidade em dezembro do ano passado, quando o órgão foi extinto. Titulares de um cargo vitalício que deixou de existir, ele e os demais membros do colegiado só podem ocupar vagas no TCE quando os atuais conselheiros se aposentarem. Eles também não podem ocupar função que não seja equivalente nem ser exonerados. Dos sete conselheiros nessa condição, apenas Ernesto Saboia saiu da disponibilidade e assumiu vaga no TCE. Domingos Filho conseguiu, por decisão judicial, a autorização para se filiar a partido político e pretende disputar vaga para o Senado nas próximas eleições.
Hélio Parente havia tentado restabelecer o direito de advogar na Ordem dos

Advogados do Brasil – Ceará (OAB-CE), mas teve o pedido negado pelo órgão. Em entrevista ao O POVO em janeiro, ele não se mostrou otimista com a abertura de vaga no TCE e sinalizou que não se prenderia ao cargo.

A vaga para qual Parente foi nomeado era ocupada por Antônio Bahlmann, que foi exonerado do cargo para disputar um novo mandato na Câmara dos Deputados.

O POVO buscou a assessoria de comunicação do TCE para saber quais seriam as alternativas do conselheiro em disponibilidade caso ele queira exercer o cargo público, mas não obteve retorno.

Ontem, Hélio Parente ressaltou que ainda não tomou posse no Governo e, se o fizer, vai optar pelo salário do cargo de secretário e não de conselheiro. “Em respeito à população cearense, devo informar que a minha disponibilidade me permite perceber um salário maior, sem nenhuma contrapartida ao Estado, enquanto que, assumindo essa função para a qual fui nomeado, passarei a prestar relevantes serviços à polução com vencimento menor”, disse.

Hélio, antes de ser nomeado ao TCM, teve uma relação de longa data com o grupo dos Ferreira Gomes. Foi assessor parlamentar de Cid, Ivo e Ciro Gomes, além de assessor jurídico da presidência da Assembleia Legislativa na gestão do então deputado Roberto Cláudio. Por meio da assessoria de comunicação, o Casa Civil do Governo do Estado informou que “analisa o caso”.

(O POVO – Foto – Paulo MOska)

Moradores do Abrigo Desembargador Olívio Câmara ganham uma noite de lazer

O repórter do Blog com essa turma animada.

Nessa noite de terça-feira, no Leguste Pizzaria, na avenida Jovita Feitosa, no bairro Parquelândia, os moradores do Abrigo Desembargador Olívio Câmara, do bairro Antônio Bezerra, ganharam um momento de lazer, com direito a rodízio de pizzas.

O abrigo conta com 68 adultos com problemas mentais e que são apoiados pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social. No encontro, as presenças de Humberto Maia, assistente social, e de Delânia Costa, professora, sob a chancela do controlador do estabelecimento, Orlando Lima.

O encontro foi promovido com a coordenação do querido Joãozinho Girão, que apoia times de futebol da periferia de Fortaleza e, com Orlando, não apenas joga, como também proporciona lazer para entidades do gênero.

(Foto – Paulo MOsKa)

Heitor Férrer sugere que governo amenize a crise da Santa Casa

A suspensão do atendimento clínico e das cirurgias, desde o último dia 12, denunciam mais uma crise na Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza. Foi o que lamentou nesta terça-feira (24), no plenário da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado Heitor Férrer (SD).

“A Santa Casa está passando por uma crise financeira e o governo não socorre aquela a instituição em nome do povo do Estado. Quando chega no máximo ao dia 15, por falta de dinheiro, 50 cirurgias por dia deixam de ser feitas. Em 12 dias úteis, são 600 cirurgias que deixam de ser feitas. O governo tinha como dar esse suporte. Essas cirurgias não realizadas é uma condenação de pena de morte oficial, é uma forma de crime que governo pratica contra o cearense”, disse Heitor.

O parlamentar afirmou ainda que fará um requerimento para a realização de uma audiência com o provedor da Santa Casa, Luiz Marques, e o governador Camilo Santana em busca de uma solução para o caso.

“A Santa Casa tem mais de 300 leitos, um centro cirúrgico de primeiro mundo. É um hospital-escola. O estado deveria agradecer por contar com uma instituição com o espaço físico e o quilate dos profissionais que a Santa Casa tem”, destacou.

(Foto: Arquivo)

Coleção Terra Bárbara – Ricardo Guilherme assina livro sobre Antonieta Noronha

O ator, diretor e escritor Ricardo Guilherme assina o livro biográfico sobre Antonieta Noronha. É mais uma publicação que está saindo do forno da Coleção Terra Bárbara, de Edições Demócrito Rocha.

Perfil

Antonieta Noronha nasceu em Sobral, no dia 14 de agosto de 1936 e começou a atuar aos 18 anos. Ela participou do Programa de Calouros da Ceará Rádio Clube e A Voz de Ouro ABC da rádio Uirapuru, além de integrar o Grande Coral do Conservatório Alberto Nepomuceno e cursar Arte Dramática da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Em 1964, Antonieta concluiu o curso e entrou no elenco da Comédia Cearense e do Teatro Novo, que era dirigida pelos diretores Marcus Miranda, B. de Paiva e Haroldo Serra. A atriz interpretava comédia, drama e tragédia. Na televisão, Antonieta atuou como a fofoqueira Olinda, do programa Dois na Berlinda, ao lado de Praxedinho.

No cinema, a estreia se deu com o filme “Dora Doralina” (1982), com Vera Fischer e Cleide Yácones. Foi premiada como atriz nos filmes ”O amor não acaba às 15h30min”,” Deixa-me ficar” e ”Tempo da Ira”. No filme brasileiro ”Central do Brasil”, trabalhou ao lado de Fernanda Montenegro.

Também estão no seu currículo as produções: ”Luiza Homem”, ”Milagre em Juazeiro” e ”A Lenda do Gato Preto”. Em 2004, a então Fundação de Cultura, Esporte e Turismo (Funcet) inaugurou o teatro que leva seu nome com o espetáculo ”Um minuto de silêncio”

O futuro de Vitor Valim

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O deputado federal Vitor Valim voltou a admitir disputar vaga de deputado estadual pelo PROS, sua nova legenda. Ele diz estar consultando seus apoiadores e que tem conversado sobre o assunto com o presidente regional do partido, o deputado estadual Capitão Wagner, pré-candidato à Câmara Federal.

Para Vitor, o Capitão Wagner, com seu prestígio eleitoral, poderá puxar uns três outros nomes da sigla para Brasília, mas ele confessa: não descarta deixar de lado o vaivém Fortaleza-Brasília.

(Foto – Agência Câmara)

Quer saber como nasce e morre uma estrela?

O astrônomo Dermeval Carneiro, coordenador regional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e coordenador do Planetário Rubens de Azevedo, do Centro Dragão do Mar, dará palestra na sede do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Ceará (Adufc-Sindicato), nesta quinta-feira, às 18h30min. Ele falará sobre o tema “Nascimento e Morte de Estrelas”.

Ele vai expor o processo de formação dos astros, desde a concepção até o seu desaparecimento e como esses fenômenos interferem no desenvolvimento do universo.

Demerval falará ainda sobre a experimentação feita, há quase 100 anos, no município de Sobral, pelo físico alemão Albert Eistein, que permitiu a comprovação da Teoria da Relatividade, um marco para a física moderna.

(Foto – Divulgação)

Terminal de Passageiros do Antônio Bezerra ganha estação do Sistema Bicicleta Integrada

Nesta quarta-feira, ‪às 9 horas, mais uma estação do sistema Bicicleta Integrada será inaugurada pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT). Desta vez no Terminal Antônio Bezerra, com patrocínio do Shopping Riomar.

A nova estação integra um conjunto de sete equipamentos com este perfil, com a gestão municipal ampliando ainda mais a integração modal na cidade entre transporte público e bicicletas, com estações de bikes compartilhadas próximas a estações de transporte e com cadastro por meio do Bilhete Único.

(Foto – Arquivo)

 

Segurança Pública – Um problema que é mais com a União?

Com o título ” A falta que faz a União”, eis artigo de Maia Júnior, secretário do Planejamento e Gestão do Ceará. Ele mostra que o governo federal pouco investiu em segurança pública, deixando os Estados com tal atribuição. Mas sem verbas. Confira:

Há mais de três décadas o poder Central do Brasil, a União, vem concentrando receitas tributárias e transferindo responsabilidades para estados e municípios sem os correspondentes recursos para bancá-los. Primeiro na Saúde, depois na Educação. E também vem contribuído pouco para o esforço em relação à Segurança Pública.

De acordo com pesquisador José Roberto Afonso, da Fundação Getúlio Vargas, em 2016 a União investiu menos de 10% do total gasto em Segurança no País – e, deste montante, quase 60% foram direcionados à Polícia Federal. Estados (84,5%) e municípios (5,7%) bancaram todo o resto.

E essa equação tem deixado encargos maiores principalmente para os estados mais pobres. Em proporção da Receita Corrente Líquida (RCL), em 2016 São Paulo gastou 7,6%, enquanto o Ceará desembolsou 11,28%. Disparidade que deve ter aumentado, considerando os expressivos investimentos que o Ceará vem realizando. Entre janeiro de 2015 e dezembro deste ano, por exemplo, o Estado pretende concluir a efetivação de mais de 9 mil pessoas para diversos órgãos do sistema de segurança estadual – somente para as polícias Militar, Civil, Bombeiros e agentes penitenciários estão previstas 4.017 novas contratações até o final de 2018.

O que falta à União, nesse momento, é demonstrar mais vigor no combate ao crime no Brasil – até porque em relação ao contrabando de armas e o tráfico de drogas, que estão repercutindo de forma contundente nos índices de violência nos estados – é do poder federal a competência principal para coibir.

Hora, portanto, de revisitar o pacto federativo brasileiro. E de cobrar mais investimentos em segurança de todos os entes públicos. Sem esquecer, evidentemente, de atentar para políticas que garantam maior acesso a serviços essenciais para a população pobre e de gerar mais oportunidades para a juventude. De ações, enfim, que reduzam efetivamente a enorme desigualdade social que ainda prevalece no Brasil.

Maia Júnior maia.junior@seplag.ce.gov.br Secretário do Planejamento e Gestão do Ceará

CCJ analisa propostas de Tasso que impõem mais racionalidade a gastos públicos

Critérios de desempenho podem passar a orientar a remuneração de contratos firmados pela administração pública. É o que determina o PLS 319/2017, a ser analisado na reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) desta quarta-feira (25). O texto é do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE)  prevê que, na contratação das obras e serviços, inclusive de engenharia, poderá ser estabelecida remuneração variável vinculada ao desempenho da empresa contratada, com base em metas, padrões de qualidade, critérios de sustentabilidade ambiental e prazo de entrega definidos no instrumento convocatório e no contrato. Esse rol de exigências para os contratos com remuneração variável deverá constar do edital da licitação. Para isso, é necessário alterar a Lei de Licitações e Contratos (Lei 8.666/1993).

“A Lei de Licitações não considera a possibilidade de a remuneração do contratado ser atrelada ao alcance de metas, traduzidas em parâmetros de desempenho. Do nosso ponto de vista, essa restrição não condiz com as necessidades de determinados serviços de engenharia” — diz Jereissati no texto. Ele também mencionou estudo do Banco Mundial de 2005, segundo o qual países que adotaram contratos baseados em performance reduziram entre 10% e 40% seus custos de manutenção de rodovias, em comparação com os contratos baseados em especificação de métodos de execução.

O relator, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), defendeu a aprovação da proposta, que poderá trazer melhores resultados nas contratações e redução de custos. O pagamento da remuneração máxima prevista no contrato passará a depender da satisfação dos padrões mínimos de qualidade estabelecidos pela administração pública.

“Privilegia-se, dessa forma, as contratadas que bem desempenham suas obrigações contratuais, permitindo-se que a remuneração das demais seja estabelecida em um patamar inferior. Cuida-se, assim, de um modelo remuneratório extremamente justo, do qual toda a sociedade se beneficiará”, acredita Anastasia.

Por ser terminativo, se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, o PLS 319/2017 será enviado, caso aprovado, à Câmara dos Deputados.

Carros

Outra proposta em pauta que busca reduzir gastos públicos é o PLC 97/2017, que limita o uso de carros oficiais somente à representação oficial da Presidência e Vice-Presidência da República, da Presidência do Senado e à Presidência da Câmara dos Deputados. Também estende a permissão à Presidência do Supremo Tribunal Federal, aos ministros de Estado, aos comandantes das forças militares e ao chefe de Estado-Maior das Forças Armadas.

Permite ainda o uso ao servidor que tenha necessidade imperiosa de afastar-se, repetidamente, em razão do cargo ou função, da sede do serviço respectivo, para fiscalizar, inspecionar, diligenciar, executar ou dirigir trabalhos que exijam o máximo de aproveitamento de tempo. Os automóveis atualmente utilizados para representação oficial deverão ser destinados ao uso nas áreas de segurança pública, educação e saúde, determina ainda o projeto.

Na prática, o projeto veda o uso de automóveis oficiais por titulares de cargo ou mandato eletivo, magistrados federais, membros do Ministério Público Federal, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Advocacia da União e da Defensoria Pública da União. Segundo o autor, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), essa restrição é uma forma de moralizar o serviço público e acabar com regalias.

Para o relator, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), não se pode mais permitir a continuidade do abuso dos carros de representação, “ainda mais quando vivemos quadra da vida nacional em que se requer e se impõe o rigor fiscal e a economia dos gastos públicos”.

Essa restrição dividiu opiniões. O senador Sérgio Petecão (PSD-AC) apresentou voto em separado pela rejeição do PLC 97/2017. Apesar de destacar “o elevado mérito do projeto no que se refere ao princípio da moralidade que norteia a administração pública”, Petecão sustentou que a proposta é inconstitucional por invadir a competência privativa dos Poderes da União de regular o funcionamento interno de seus órgãos. Caso seja aprovado, o texto segue para análise em Plenário.

(Agência Senado)

Lula não deve exercer influência decisiva na escolha do candidato…

Com o título “Lula e os outros”, eis artigo do publicitário e escritor Ricardo Alcântara. Ele faz uma avaliação das pesquisas presidenciais e arrisca dizer que o ex-presidente, em razão de um cenário pulverizado, não influenciaria tanto na escolha do candidato. Confira:

Tão fecunda foi sua passagem pela presidência que, oito anos depois, Lula da Silva é ainda o centro de gravidade em 2018. Não será candidato e ele sabe: a Lei da Ficha Limpa é explícita no veto a condenados em segunda instância. Seu nome permanece no cenário de disputa por objetivo estratégico: preservar seu espólio eleitoral para transferi-lo para outro nome no momento certo. O mais é propaganda.

Candidatos progressistas, Ciro Gomes e Marina Silva comemoram: pesquisas eleitorais recentes os indicam como herdeiros da maior parte dos votos de Lula. Os índices ainda modestos dos candidatos mais alinhados com o ex-presidente (Fernando Haddad, Manuela D´ávila e Guilherme Boulos) reforçam a tese de que o voto lulista migraria na direção do centro.

Menos, gente. Há dois aspectos a considerar: qualquer nome indicado por Lula e apoiado pelos movimentos sociais terá, de saída, uns 15% de votos, e, numa campanha com uma penca de candidatos, é voto suficiente para gerar algum protagonismo, e por outro lado, a provável candidatura de Joaquim

Barbosa tende a dispersar ainda mais o eleitorado reformista.

Pulverizados, ninguém será beneficiado de modo decisivo pelos votos de Lula: são muitos os que, de algum modo, representam um ou outro aspecto mais relevante do seu projeto político. Significa dizer, por outros meios, algo que a esquerda não desejaria ouvir, mas que resulta de um cálculo: Lula da Silva não deverá exercer influência decisiva na escolha do candidato, embora exerça influência sobre o discurso de todos eles.

Claro, no segundo turno sua influencia será maior, mas, ainda assim, terá efeitos igualmente excludentes porque, tanto quanto sua liderança eleitoral, a rejeição a ele é também muito expressiva e alguns daqueles que buscarão representar sua bandeira de combate à pobreza recusarão de todo modo associar-se aos desvios de conduta que marcaram os treze anos em que seu partido dirigiu a nação. A ver.

*Ricardo Alcântara

opiniao@opovo.com.br

Escritor e publicitário.

Funasa faz balanço das ações com prefeituras do Cariri

A Funasa está promovendo, nesta terça-feira, no auditório da Universidade Regional do Cariri (Urca), no Campus Crajubar, o II Encontro Regional com Municípios do Ceará.

Na coordenação dos trabalhos, o superintendente estadual do órgão, Ricardo Silveira.

No Cariri, o órgão possui 20 convênios e investe mais de R$ 84 milhões em abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e drenagem, segundo Silveira. O objetivo é avaliar o que já foi feito e preparar novas ações naquela banda do Estado.

(Foto – Revista Ceará)

 

Dnocs conclui trabalho de manutenção da barragem do Castanhão

O diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Ângelo Guerra, informa ter concluído o projeto de recuperação da barragem do açude Castanhão.

Até as válvulas dispersoras passaram por manutenção, adiantou o dirigente da autarquia.

Agora, é torcer por muita chuva.

(Foto – Paulo MOska)

Hospital César Cals usa plasma em tratamento de feridas em diabéticos

Equipe da Estomaterapia do HG César Cals.

Um novo tratamento, realizado pelo serviço de Estomaterapia. do Hospital Geral Dr. César Cals, está fazendo o uso de plasma sanguíneo, rico em plaquetas, para o tratamento de feridas. Os resultados são positivos e vem proporcionando melhorias aos pacientes com pé diabético. A aplicação do plasma é feita uma vez por semana. nos pacientes e é realizada também a limpeza e troca do curativo biológico. “O tratamento pretende estimular o organismo à regeneração orgânica das lesões tanto na ferida, quanto nas terminações nervosas”, explica Ricardo Oliveira Lima, enfermeiro estomaterapeuta do hospital.

De acordo com a enfermeira Amelina de Brito Belchior, também da equipe, para que a utilização do plasma fosse possível, foi necessário validar todo o tratamento, desde a coleta de sangue até a aplicação. Esse processo durou mais de seis meses no laboratório do HGCC, com a realização da adaptação de protocolos, rotinas e ações de acordo com a literatura clínica especializada. Somente depois de tudo isso é que o tratamento passou a ser utilizado.

“É feita a coleta de sangue do próprio paciente, em torno de 30 ml, que é levada para o laboratório. Lá é realizada a centrifugação e, em seguida, a coleta da porção rica em plaquetas. Essa porção é aplicada diretamente na lesão”, explica Amelina, que está desenvolvendo uma pesquisa para a especialização em relação ao tratamento disponível no HGCC. É essa porção que possui fatores de crescimento, como fibroblastos e citocinas anti-inflamatórias, que ajudam na cicatrização e regeneração dos tecidos orgânicos.

Esse mesmo tratamento, de acordo com a equipe de Estomaterapia, é utilizado mais pelos dentistas, em alguns procedimentos, em cirurgias de estética e ortopédica. No serviço público ainda não é utilizado, especialmente o uso em feridas, iniciado pelo HGCC e o único a fazer uso da técnica. Início desde fevereiro de 2018.

(Com SESA – Foto – HG César Cals)

Eleições 2018 – O general de Tasso Jereissati

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Da Coluna Política, do O POVO desta terça-feira, assinada pelo jornalista Érico Firmo, uma análise sobre o desejo do PSDB, via senador Tasso Jereissati, de querer apostar num general para a disputa governamental. Confira:

A oposição no Ceará não tem nome para ser candidato. Então, escolheu um perfil. A estratégia faz sentido. Se não tem alguém competitivo, busca-se perfil mais à feição do que se acredita que deseje o eleitor. Fosse definir por nome, haveria dois competitivos: Tasso Jereissati (PSDB) ou Capitão Wagner (Pros). Um não quer de jeito nenhum. Outro poderia se viabilizar. Mas, fez movimentos que desagradaram o bloco. E oscilou entre as declarações de que seria candidato e de que não seria. Publicamente falou mal dos possíveis aliados. Não ficou clima para Wagner ter apoio real dos demais.

Sem o capitão, o bloco caminha para escolher o general. O motivo e o mote são claros: segurança. Essa será a tecla na qual o candidato de oposição a Camilo Santana (PT) irá bater. Quando Tasso estava no segundo mandato de governador e explodiu a crise na Polícia, ele recorreu a um general para ser secretário. De lá para cá, outros dois passaram pelo cargo. Agora, pelas mãos de Tasso, um general pode concorrer ao governo.

Não deixa de ser irônico que o homem responsável por derrotar os antigos coronéis venha a lançar um general a governador. A carga embutida é repleta de simbolismos. A imagem de militares na política agrega componentes que agradam muita gente: ideia de eficácia na segurança, de força, ordem. Por outro lado, é uma imagem pesada, carregada, associada a autoritarismo – dado o histórico das Forças Armadas no poder. É uma imagem conservadora.

Não é necessariamente ruim, mas é algo que a oposição estadual nunca se assumiu. Para não ir longe, em 2014, Eunício Oliveira (MDB) disputou com Camilo o posto de candidato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado. O Capitão Wagner que flertou, ou flerta, com Jair Bolsonaro (PSL) já quis se filiar ao Psol.

Há militares de esquerda, obviamente. Generais inclusive. E capitães – vide Luís Carlos Prestes e Carlos Lamarca. Não parece o caso de Guilherme Theophilo, herdeiro de uma tradicionalíssima, sesquicentenária, família de militares. De todo modo, o fato de a oposição assumir uma candidatura conservadora sem disfarces ajuda a deixar as coisas claras para o eleitor.

A chance de a empreitada ser vitoriosa me parece remota. Não me parece que o general imagine que vai estrear na política, num estado que não é o seu, e se veja eleito governador de cara. Também a oposição não se move como quem espere a vitória. Para o grupo de partidos, um resultado honroso já estará de bom tamanho. Assim como, para Theophilo, desempenho capaz de projetá-lo para eleições futuras será bastante proveitoso. O que vier além disso será muito lucro.