Blog do Eliomar

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A voz das ruas estava apenas hibernando

Com o título “Pais mudo não muda”, eis artigo da professora e jornalista Adísia Sá, que pode ser conferido no O POVO desta terça-feira. Para Adísia, as manifestações registradas no País mostram que a voz do povo estava apenas hibernando. Confira:

A frase/título do artigo não é minha e, sim, da cantora Sandy: “Um país mudo não muda”. Quando não se esperava a voz das ruas, eis que ela brada, firme: ela apenas estava hibernando, juntando forças – como o velho urso – para ecoar país afora. E o momento foi dos mais significativos: dia de jogo Brasil e em Fortaleza.

A ida ao Castelão juntou gente de todos os quadrantes da cidade, simplesmente para assistir à partida ansiosamente aguardada. Mas eis que o que Le Bom chama de “alma coletiva” surgiu inteira: “quaisquer que sejam os indivíduos que a compõem (‘multidão psicológica’), por mais semelhantes ou dessemelhantes que possam ser seu tipo de vida, suas ocupações, seu caráter ou sua inteligência, o mero fato de se haverem transformado em multidão, dota-os de uma espécie de alma coletiva. Essa alma os faz sentir, pensar e agir de um modo completamente diferente daquele como sentiria, pensaria e agiria cada um deles isoladamente.”

Daí, a surpreendente reação da multidão em situações absolutamente destituídas de características, digamos, “revolucionárias” ou transformadoras.

Fortaleza, quarta-feira, dia 19 do corrente, viveu momentos de incomuns emoção e reação coletivas: os torcedores caminhavam para o Castelão e, de repente, bateu um só coração, bradou uma só voz, viveu um só sentimento: não ao que aí está posto. Alguns alucinados, perdidos na multidão, tentaram mudar o rumo da manifestação, mas, não encontrando apoio, perdeu-se no vazio de sua agitação.

É verdade que houve exagero da parte de elementos isolados e a reação policial mudou o rumo de seu objetivo maior, que era garantir a ordem e honrar o direito de cada um de nós viver aquele dia ansiosamente aguardado. Mas, ao fim, a vitória da Seleção apagou os desencontros, fez esquecer as desavenças e a multidão – presente ou frente à televisão ou ao pé do rádio – vibrou com os seus jogadores.

Outro fato me tocou: o Hino Nacional cantado pelos torcedores verde/amarelo/azul e branco, como se todos fossem um e um fosse todos. Um dia inesquecível, sem dúvida, para ser cantado em prosa e verso, repetido por gerações e, espero, imitado noutros acontecimentos.

De parabéns a torcida cearense que lotou o Castelão e encheu de alegria e orgulho este coração de oito décadas.

* Adísia Sá

adisiasa@gmail.com
Jornalista.

Profissionais da saúde farão marcha com destino ao Palácio da Abolição

Profissionais da Saúde do Estado realizarão uma passeata nesta quarta-feira com destino ao Palácio da Abolição, sede do governo cearense. Eles vão se concentrar, a partir das 8 horas, no Habib’s da Avenida Abolição, de onde marcharão com faixa e cartazes estampando a palavra de ordem “Copa para quem? A Saúde pede socorro!”

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindsaúde) organiza a manifestação, que vai agregar funcionários do setor público e privado.

A pauta é bem diversificada: piso salarial para os profissionais da Enfermagem, jornada de 30 horas semanais, mais recursos para a saúde pública e contra o corte das gratificações dos servidores de nível médio da saúde do Estado, exigindo seu imediato retorno. Também o pagamento da gratificação de produtividade dos servidores grevistas, relativa aos meses de novembro de 2012 e março deste ano.

 

Por que excluir partidos políticos das manifestações?

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Com o título ‘O Gigante acordou?”, eis artigo do advogado e professor Marcelo Uchoa. Ele observa, entre alguns aspectos do texto, não ser justo que o contingente envolvido nas manifestações pelo País queira, por exemplo, excluir a participação de partidos políticos nesse processo. Confira:

Vez por outra, a sociedade se depara com certos comportamentos de massa inusitados e difíceis de explicar. Os acontecimentos dos últimos dias, em centenas de cidades brasileiras, são exemplos disso. Sem foco ou bandeiras definidas, há quem associe os protestos ao Maio de 68, na França, ocasião em que “o proibido proibir” expressou a crise existencial da juventude de então, que se postava contra tudo e contra todos que representassem o conservadorismo no pensar e no agir. Algo que também aconteceu no movimento espanhol dos Indignados, de 2011, apesar de que ali o gatilho da explosão social não foi uma crise existencial coletiva, mas a crise do desemprego.

Na verdade, o que difere o movimento brasileiro do movimento francês, aproximando-o do espanhol (aqui o estopim foi o aumento das passagens de ônibus) é, além da mobilização pública via redes sociais, a manifestação aberta de aversão às estratégias de ação dos partidos políticos convencionais, o que de certa forma pode ser perigoso à democracia, na medida em que desconsiderar a importância dos partidos significa, por igual, fechar os olhos para a força que detêm no sistema representativo, em outras palavras, abrir mão do debate nos recintos constitucionalmente legitimados para servir de caixa de ressonância da sociedade, os parlamentos, espaços estes que continuarão sendo ocupados pelos setores mais conservadores e economicamente privilegiados da sociedade.

Apesar disso, há um recado evidente, sobretudo aos partidos políticos de esquerda, principalmente para os que ocupam as estruturas de poder, no sentido de que revejam suas estratégias internas de como e em função de quê ou quem se deve fazer política, e, principalmente, sobre seu modo de governar, reconciliando-se com a ética e os princípios sociais que justificaram sua existência, e os quais lhe possibilitaram interagir à frente da massa em outros movimentos relativamente recentes do Brasil, como o “Diretas Já” e o “Fora Collor”, ambos, porém, com bandeiras centrais bem delineadas.

É redundante dizer que o direito de livre manifestação é um bem fundamental que não pode ser cerceado pelo Estado, independentemente de ser ideologicamente politizado ou norteado por bandeira social definida, menos ainda mediante desmedida repressão policial. Por outro lado, também é redundante afirmar que a todas as pessoas deve ser garantido o direito de ir e vir, assim como à propriedade privada e aos bens públicos também deve ser assegurada proteção contra o vandalismo. Estão aí os calos do momento atual, pois os excessos precisam ser aparados, em nome do interesse alheio, e, em alguns casos, da própria coletividade.

Mas o que parece não ser redundante é explicar que o “gigante” não acordou propriamente. Na verdade, um contingente bastante significativo de pessoas acordou e decidiu expor suas indignações. Mas a luta sempre existiu e, junto com ela, sempre estiveram militantes dispostos ao enfrentamento. Por isso, nem é justo, nem faz o menor sentido, a grande massa ignorar a contribuição de filiados e partidos políticos, isolando-os da discussão sobre a melhoria do país. E tampouco fazer ouvidos de mercador à sua experiência em manifestações abertas, pois é importante ter em conta que “o levar gente para as ruas” é uma ação que demanda segurança e liderança definidas. Sem isso, não apenas vidas, mas, também, as aspirações em jogo, são postas, desnecessariamente, em risco.

A propósito, espera-se que, doravante, não apenas os partidos, mas também os governos, revejam suas posturas, abrindo-se mais ao diálogo e à transparência. A corrupção, para que seja combatida, deve antes ser exposta, algo que, por questão de justiça, reconheça-se, vem ocorrendo nos últimos anos, no Brasil, graças à evolução do processo democrático e ao amadurecimento de suas instituições públicas. Que saiam fortalecidas e continuem assim.
Outro bom recado merece ser igualmente compreendido: que nenhuma “grande obra” mais (faraônica, por seus custos e estrutura, ou polêmica, por seus impactos ambientais) e mesmo uma ação controversa ou de efeitos destoantes das dos padrões executivos convencionais devem ser assumidas ou tocadas pelo poder público, sem que haja, antes, um plebiscito, um referendo, enfim, uma ampla consulta popular. É o caso, por exemplo, do Governo do Ceará questionar a população sobre o Acquário, a Ponte Estaiada, e a Prefeitura do Rio, sobre a oportunidade das Olimpíadas de 2016. Quem sabe ainda haja tempo de desconstituí-las, sem maiores prejuízos, se a população, em sua maioria, assim pretender.

Nesta ponta, dita população também deverá estar disponível, não apenas para decidir sobre o gasto público, como para fiscalizá-lo. E mais, num exercício individual de resistência, é fundamental que cada cidadã e cada cidadão do país procure ser ético em seus atos cotidianos, pois a ética só existe por inteiro. Ou se é ou não se é, de modo que cobrar de outrem aquilo que não se faz é, no mínimo, hipocrisia.

Finalmente, é torcer para que os protagonistas das atuais mobilizações mantenham-se sempre animados e atentos às discussões políticas, cobrando direito de voz nos mecanismos de participação direta (que bem podem ser ampliados), assim como participando ativamente do cotidiano da vida pública nos palcos institucionais disponíveis (parlamentos, orçamentos e planos participativos, audiências públicas, conselhos, plenárias partidárias, assembleias sindicais, associativas e estudantis, etc.), pois são ali, em auditórios normalmente vazios, onde as coisas se decidem. Ninguém há de ignorar que do Congresso Nacional, assembleias legislativas e câmaras municipais é que saem as emendas, leis, diretrizes gerais, resoluções sobre orçamentos, votação de membros de tribunais contábeis, enfim, a fiscalização que tão propaladamente se busca hoje efetivar.

* Marcelo Uchôa
Advogado e professor de Direitos Humanos da Unifor.

Movimento Crítica Radical lança no O POVO primeira edição da revista "De Saída"

A revista “De Saída”, do Movimento Crítica Radical, será lançada nesta terça-feira, às 18h30min, no Espaço O POVO de Cultura e Artes. A publicação, em sua primeira edição, bate duro no Capitalismo e apregoa a emancipação humana.

O lançamento contará com as presenças de Jorge Paiva, Rosa da Fonseca e Maria Luíza Fontenele, os coordenadores do Movimento Crítica Radical que ficou conhecido por suas ações de questionamento principalmente no plano da política.

Plebiscito para reforma política. Você apoia?

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Com o título “Constituinte exclusiva por meio de aprovação do povo”, eis Editoral do O POVO desta terça-feira. Aborda a proposta da presidente de convocar plebiscito para tratar de uma Assembleai Constituinte que trate sobre reforma política. Confira:

A presidente Dilma Rousseff propôs em reunião com governadores e prefeitos de capitais a adoção de cinco pactos nacionais envolvendo responsabilidade fiscal, reforma política, saúde, transporte e educação. A decisão mais importante foi a proposição de um plebiscito para a convocação de uma Constituinte Exclusiva destinada a realizar a reforma política que o Congresso Nacional não consegue emplacar. Antes, ela havia se reunido com os representantes do Movimento Passe Livre.

A proposta de consultar o povo sobre a convocação de uma Constituinte Exclusiva foi realmente a mais impactante. Ela atende à necessidade de adequar o sistema político ao cidadão, já que ficou constatada a defasagem existente entre representados e representantes. Para Dilma, essa é a forma correta de resolver o impasse que impede a aprovação da reforma política pelo Congresso.

Com a proposta do plebiscito, a presidente sana a principal objeção de ordem doutrinária apresentada por especialistas do Direito contrários à modificação das regras de emenda à Constituição pelo Congresso Nacional, em virtude de este ser um poder derivado, e as regras terem sido estabelecidas pelo poder constituinte originário. Ou seja, é inconstitucional o Congresso mudar isso. 

A questão muda de figura se quem vai legitimar a Constituinte Exclusiva é a própria fonte originária do poder – o povo – por meio de plebiscito. Aí, então, essa objeção não tem mais razão de ser.

Com a Constituinte legitimada pelo povo, haverá o passo seguinte: a escolha dos representantes que serão eleitos exclusivamente para fazer a reforma política (pensa-se, inclusive, em permitir, também, que pessoas sem partidos possam candidatar-se). Por segurança, quem tiver essa responsabilidade não poderá aspirar a cargos eletivos, nos oito anos seguintes ao término dos trabalhos constituintes.

Dessa forma, além de defender a regulamentação da democracia participativa, o cidadão poderá – por meio de seu candidato – apresentar outras propostas para o aperfeiçoamento da representação política. Não há como deixar de louvar a iniciativa clara e enfática da presidente Dilma de atender à voz das ruas e, assim, fortalecer as instituições democráticas.

Polícia em clima de "Operação Cinderela" no entorno do Dragão do Mar?

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Quem vai a shows na Praça Verde (Dragão do Mar) pode rezar.

A fartura de policiais, que se vê circulando à vontade na área, desaparece quando dá meia-noite. É nessa hora que marginais aguardam, nas esquinas, quem está saindo do show.

O engraçado é que há uma farta divulgação da programação que o Dragão desenvolve no momento e que tem a ver com a Copa das Confederações, pois leva ao palco atrações internacionais.

 

Presidente do Sindiônibus gostou do pacote de Dilma

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A Associação Nacional de Transporte Urbano (ANTU) fará encontro em Brasília, nesta terça-feira. Hora de avaliar os impactos do pacote anunciada pela presidente Dilma Rousseff na área do transporte coletivo que, entre algumas medidas, aponta para redução da alíquota do PIS/Cofins.

O presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, gostou das medidas, mas adianta que uma pauta completa a ser encaminhada para o governo ainda será acertada pela ANTU .

Presidente da CUFA nacional participa de reunião de Dilma com movimentos sociais

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A presidente Dilma Rousseff vai se reunir, nesta terça-feira, em Brasília, com representantes dos movimentos sociais. No grupo, estará o presidente nacional da Central Única das Favelas (CUFA), o cearense Preto Zezé.

Ele adianta que a CUFA quer primeiro ouvir a presidente para, em seguida, acertar uma pauta de reivindicações que possam diminuir o abismo social registrado no País.

Diretor da Abratt vê pacote de Dilma na área do transporte como "conjunto de expectativas"

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O pacote lançado por Dilma Rousseff no plano do transporte e que traz redução de alíquota do PIS/Cofins. O diretor da Associação Brasileira de Transportes Terrestres (ABRATT), Paulo Porto, avaliou, ensta terça-feira, o pacote e disse que o setor tem tentando, com projetos no Congresso, baratear o custo no transporte rodoviário interestadual.

Paulo Porto adianta, inclusive, que o setor de transporte rodoviário chega a ser mais caro do que o transporte aéreo. “Há um conjunto de expectativas, diz o diretor das Abratt.

Bancada federal do PT e cúpula nacional avaliarão Governo Dilma e manifestações

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A bancada federal do PT vai ter reunião, nesta tarde de terça-feira, em Brasília, com o presidente nacional da legenda, ui Falcão. Hora de avaliar o cenário político das manifestações que se registram no País e que questionam o governo petista.

O deputado federal Eudes Xavier, que viajou nesta madrugada de terça-feira para Brasília, falou sobre o encontro, deu sua opinião acerca do pacote lançado por Dilma e aproveitou para se posicionar contra a PEC 37, aquela que limita o poder de investigação do Ministério Público. Sobre o pacote, Eudes Xavier disse que o PT teve a sensibilidade de ouvir as ruas.

Dentro da missão de sempre questionar o governo Cid Gomes (PSB), Eudes Xavier lamentou o investimento de R$ 200 milhões que vem sendo aplicado na construção do Acquario do Ceará.

Fortaleza terá novo protesto na 5ª feira

“Os movimentos cearenses que pedem mudanças no Brasil agendaram para quinta-feira, dia 27, um novo protesto em Fortaleza. A manifestação parte da avenida Dedé Brasil em direção à Arena Castelão no dia em que Espanha e Itália se enfrentam em uma das semifinais da Copa das Confederações. O primeiro ato dos grupos aconteceu na quarta-feira passada, 19 – dia em que Brasil e México se enfrentaram – e terminou em confronto com a Polícia.

s detalhes da nova manifestação foram definidos, na noite de ontem, em encontro inicialmente denominado “Assembleia Geral Anticapitalismo” que reuniu cerca de 300 pessoas na Praça da Gentilândia, no Benfica. Marcada a princípio para a unificação das pautas pelas quais o grupo pretende lutar, em pouco mais de 3 horas o que se acordou foram as reivindicações que estarão em cartazes e vozes no próximo protesto. As dezenas de propostas de luta foram apresentadas, mas não discutidas.

Os manifestantes pretendem pedir na quinta-feira, entre outros pontos, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a saúde pública e mais 10% para a educação pública, redução da passagem de ônibus da Região Metropolitana de Fortaleza para R$ 2 e o fim das remoções para obras da Copa em Fortaleza.

Outra manifestação do grupo está agendada para amanhã, às 18 horas, também na Gentilândia, e será contra o pastor Marco Feliciano, deputado federal pelo PSC e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

As propostas apresentadas ontem pela presidente Dilma Rousseff foram vistas como algo ainda pequeno por manifestantes ouvidos pelo O POVO. “Isso é bonito no papel. A nossa luta é contra o sistema capitalista”, definiu um estudante, que não quis dizer o nome. “Ela apontou questões fundamentais, mas muitas coisas mais concretas deviam ser abordadas”, opina o estudante de Direito Gerson Menezes.

“A Dilma fez o de sempre: sistematizou as propostas governamentais. Mas não respondeu o que as massas pedem”, indicou o estudante de História Marcelo Ramos.”

(O POVO)

Fecomércio pede suspensão do feriado de 5ª feira

“A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio) enviou ontem ofício à Prefeitura de Fortaleza solicitando a Roberto Cláudio (PSB) que suspenda o feriado municipal da próxima quinta-feira, 27, dia em que Itália e Espanha jogam na Arena Castelão pela Copa das Confederações.

Segundo o presidente da federação, Luiz Gastão Bittencourt, o feriado será muito prejudicial ao comércio, visto que na quarta à tarde grande parte dele já deixará de funcionar por causa do jogo entre Brasil e Uruguai, em Belo Horizonte. “Já que não vai mais haver jogo do Brasil em Fortaleza, não vemos razão para ainda haver feriado. Vamos parar na quarta à tarde e na quinta o dia inteiro?”, disse Gastão ao O POVO.

O prefeito Roberto Cláudio instituiu feriados em 19 e 27 de junho, dias de jogos da Copa das Confederações em Fortaleza, por meio de projeto de lei aprovado na Câmara Municipal, com o argumento de que os feriados evitariam engarrafamentos na cidade. O projeto excluiu o dia 23 de junho, já que a partida entre Espanha e Nigéria caiu num domingo.

A iniciativa da Fecomércio foi elogiada pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas), Cid Alves, que diz considerar “inútil” o feriado de quinta. “O prefeito deveria repensar. Se fosse um jogo do Brasil no Castelão, tudo bem. Não sendo, não há necessidade. Não há apelo que justifique”.

Além de já ter havido “inúmeros feriados” no primeiro semestre, acrescenta Alves, os lojistas poderão perder ainda mais dinheiro por causa do provável “imprensado”. “Quarta à tarde o Brasil vai parar. Aí tudo bem. Está dentro do previsto. Agora, uma cidade com dois milhões e seiscentos mil habitantes juntar a quarta à tarde e a quinta toda? A bem da verdade, teremos um feriadão. Muita gente vai emendar”.

Freitas Cordeiro, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, tem a mesma opinião. “Quinta-feira sendo feriado é um desastre para a gente. Um dia todo parado por causa de um evento que só dura 90 minutos. Feriado do meio-dia para frente, aí sim, é aceitável”, diz Cordeiro, salientando que “o comércio já vem sofrendo com as intervenções urbanas para favorecer a Copa”.

(O POVO)

Preço do pão pode aumentar por causa da alta do dólar

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“A quebra na safra de trigo na Argentina levou o Brasil a importar mais cereal dos Estados Unidos e Canadá, deixando os derivados mais sensíveis à alta do dólar, que subiu 5,7% na semana passada. Com isso, o brasileiro poderá sentir, em breve, um aumento no preço do pãozinho.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo nos Estados do Pará, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte (Sindtrigo) e diretor executivo do Moinho Dias Branco, Luiz Eugênio Pontes, com a queda da produção na Argentina, o Brasil passa a importar dos Estados Unidos e do Canadá, com isso o trigo é impactado diretamente pelo dólar, pois “além do preço do produto, é pago também o frete”.

Para diminuir os altos preços das sacas americanas e canadenses, o Governo Federal estabeleceu até 31 de julho, a liberação da cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC), de 10% em relação ao valor da saca, para países que não sejam do Mercosul. Luiz Eugênio diz que a medida não é suficiente, pois a nova safra argentina só começaria a chegar ao Brasil em dezembro, até quando durariam as importações da América do Norte. Portanto, entre agosto e novembro, a taxa incidiria sobre a importação.”

(O POVO)

Alarme falso de bomba isola aeroporto de Fortaleza

“O Esquadrão Antibomba da Polícia Federal isolou área próxima aos banheiros no Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, no início da noite desta segunda-feira, 24.

De acordo com a assessoria de imprensa do aeroporto, um “objeto” foi encontrado por volta das 19h em um dos banheiros e houve a suspeita de que fosse explosivo. Porém, a possibilidade já foi descartada.

Segundo a assessoria, nenhum voo foi cancelado e ninguém ficou ferido.”

(O POVO Online)

Filme "Causa e Efeito" terá cenas gravadas no Ceará

“Causa e Efeito”, a mais nova produção da cearense Estação Luiz Filmes e da paulista Mar Revolto, terá filmagens na próxima sexta-feira no Ceará. Uma equipe de dez profissionais fará a gravação de algumas cenas.

No grupo, os atores Maurycio Madruga e Matheus Prestes e o diretor André Marouço. Também vão participar da cena sete atores locais, com destaque para Haroldo Serra e Hiroldo Serra. As filmagens acontecerão nos dias 29 e 30 em três locações agendadas.

Onda de protestos traz tudo de bom e de ruim da democracia, diz ministro do STJ

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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o cearense Raul Araújo, afirmou, nesta segunda-feira, em Fortaleza, que a onda de protestos que se irrompeu no País é algo democrático.

Dentro desse pressuposto, Raul Araújo considera que tais mobilizações também traz o que há de bom na democracia e o que não é bom, no caso o vandalismo e a depredação do patrimônio público.

Festa Junina de Fortaleza abrirá vez para o Maracatu Vozes da África

A Praia de Iracema dará boas-vindas ao ritmo das loas do maracatu cearense com o projeto “Dia 25 é Dia de Maracatu”. Isso, a partir das 18 horas desta terça-feira. O convidado é o “Vozes da África’. A apresentação faz parte da programação da “Fortaleza Junina – Uma homenagem a Elzenir Colares”. O cortejo sairá da Casinha Amarela (Casa de Cultura Digital), seguindo até o Estoril, quando acontecerá a coroação da rainha.

Novidade: o cortejo vai contar com um intérprete de libras (Língua Brasileira de Sinais), que traduzirá simultaneamente as loas e todo o cerimonial do evento para o público surdo que estiver presente no calçadão da Praia de Iracema.

Maracatu Vozes da África

O Maracatu Vozes da África foi fundado em 20 de novembro de 1980, por iniciativa de um grupo de intelectuais, escritores, poetas, folcloristas e carnavalescos, liderados pelo jornalista Paulo Tadeu Sampaio de Oliveira, durante as comemorações da Semana Nacional da Consciência Negra. A primeira apresentação pública aconteceu no carnaval de rua de Fortaleza, em 1981, quando conquistou o título de campeão.

Presidente do CIC: Hora de canalizar energias para uma nova agenda

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nicolebarbosa

Da presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC), Nicole Barbosa, sobre as manifestações que se irromperam no País:

”Esse fenômeno merece toda a atenção dos governantes e da sociedade para entendê-lo e canalizar essa energia para a construção de uma nova agenda político-institucional, que o atual momento histórico do Brasil está a exigir.”

O CIC é o braço político do empresariado cearense.

Aeroportuários em clima de campanha salarial

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O Sindicato Nacional dos Aeroportuários vive clima de campanha salarial. Reivindica da Infraero 6.5% de reajuste e 9,30% de produtividade. Jorge Luis, representante sindical no Ceará, diz que o clima ainda é de taxiamento no diálogo. Ou seja, vai conversar com a Casa Civil. 

Palácio da Abolição recebe grades de proteção

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gradess

Como o “seguro morreu de velho”, como se diz o ditado, a segurança do Palácio da Abolição tomou algumas providências preventivas contra possíveis baderneiros que, infiltrados nas manifestações pacíficas que ainda virão, em Fortaleza, possam tentar depredação contra a sede do Governo cearense: cercou o local com grades de ferro e tapume ao redor da guarita de segurança, que pertinho da entrada do prédio pela Avenida Barão de Studart.

* Do Blog do José Rangel aqui.