Blog do Eliomar

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Comércio ainda sem saldo do prejuízo por conta da greve dos policiais militares

 

O presidente da Federação do Comércio do Estado (Sistema Fecomércio), Luiz Gastão, afirmou, nesta quarta-feira, ainda não ter condições de mensurar os impactos econômicos provocados no comércio por causas da greve dos policiais e bombeiros militares, principalmente nessa terça-feira. “Os comerciantes trabalham com base em expectativas de lucro diárias, sendo inviável se precisar um número fechado em relação a prezuízos”, diz ele.

Luiz Gastão, no entanto, afirma que o impacto no comércio e no turismo do Ceará “foi muito grande” já que muitas lojas, restaurantes, bares e outros tipos de estabelecimentos comerciais ficaram fechados ou sem fluxo de consumidores em diversos pontos da cidade, como Centro, Monsenhor Tabosa, Praia do Futuro, Praia de Iracema, Shoppings, entre outros.

Ele lamentou os efeitos da greve dos PMs, mas ponderou: “Nesta história, não há vencedores nem vencidos. O diálogo é sempre a melhor forma de se resolver as coisas.” Para o lider empresarial, ão era necessário ter se chegado ao extremo, para que a situação fosse resolvida.

Depois do Réveillon, agora tudo é Pré-Carnaval!

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Essa informação é do site da Prefeitura de Fortaleza:

A secretaria Executiva Regional I iniciou, nesta quarta-feira, o cadastramento para ambulantes e vendedores com barracas fixas, que pretendem trabalhar nos blocos de pré-carnaval da área. O prazo de atendimento vai até o próximo dia 11.

Para a realização do cadastro, é necessário apresentar RG, CPF e comprovante de residência no setor de Serviços Urbanos (Rua Dom Jerônimo, 20 – Farias Brito), das 8 às 12 horas, e das 13 às 17 horas.

SERVIÇO 

Mais informações: 3433-6873.

Quando um pedido de “Socorro” valeu a pena

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Se há uma pessoa que merece elogios ao longo do processo de negociação durante a greve dos policiais e bombeiros militares, essa é Socorro França, que está entregando, a partir das 19h30min desta quarta-feira, no Gran Marquise Hotel, o cargo de procuradora-geral de Justiça do Estado para o promotor Ricardo Machado.

Sempre com o celular ligado, sempre conversando com os líderes dos PMs grevistas e sempre tentando contornar problemas junto ao Palácio da Abolição, quase não dormiu. Mas nunca se escondeu de ninguém.

Socorro França fez a ponte entre Governo, PMs em greve e imprensa, pois repassava sem problemas todas as informações. Vez em quando, ficava triste com o desenrolar dos fatos, mas nunca perdeu o otimismo e a confiança de que tudo acabaria num acordo. Pesou seu lado cristão misturado com aquele seu jeito conciliador de ser.

Dessa vez, valeu a pena alguém pedir “Socorro” durante esse grave problema chamado greve na Segurança, cujas repercussões futuras só o tempo dirá.

Greve na PM – “Por um dia, nos governou o caos”

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Com o título “O dia em que o Ceará parou”, eis artigo do publicitário e poeta Ricardo Alcântara. Ele aborda a greve dos policiais e bombeiros militares e a postura do Governo do Estado no episódio. Confira:

O 3 de janeiro de 2012 será lembrado por um tempo como o dia em que o estado do Ceará baixou as portas. Fechou. E ficou o sentimento de que seu governo não foi competente para evitar que as coisas chegassem a tal ponto.

Às três da tarde, quem trafegava pelas principais avenidas da capital já percebia o alcance do pânico: lojas com portas cerradas e multidões de trabalhadores nos pontos de ônibus, indo se esconder dentro de casa.

O pânico tomou conta também das (até alguns anos atrás) pacatas cidades do interior, onde, recentemente, já houvera explodido os índices de violência e de consumo de drogas. No medo das pessoas, a força da greve.

A incapacidade de diálogo do governo, já demonstrada durante a greve dos professores, garantiu à dos policiais máxima adesão e a cidade ficou entregue à própria sorte. Na prepotência do governo, o combustível da greve.

O governo tratou com negligência as reivindicações dos policiais e fez péssima avaliação sobre o potencial do movimento. Não seria correto, agora, conferir responsabilidade somente aos policiais que se retiraram das ruas.

A mobilização de instituições, sociais e autônomas, por uma mediação foi reveladora de como o governo perdeu rapidamente as condições de resolver o impasse com seus servidores. Por um dia, nos governou somente o caos.

O governo ficou sem discurso. Perdeu a voz, perplexo com a descoberta súbita de sua impotência, iludido que estava sobre o ilimitado alcance de sua vontade – nada soberana, como foi forçado a se dar conta tardiamente.

E o estado lá, cidade por cidade, entregue ao pânico. E por quê? Porque o governo deu ao movimento grevista todas as credenciais para expor sua máxima irresponsabilidade sob um manto aceitável de indignação.

Aquela imagem de esposas de policiais secando os pneus das viaturas disse tudo: a adesão das famílias deu ao extremismo dos grevistas um teor de humanidade que só os mais incompetentes governos concedem à desordem.

O governo não exercitou a tolerância no limite necessário para convencer a sociedade de que toda a irresponsabilidade estava do outro lado. O que se viu? Um governo mudo, desprovido de um discurso competente para a crise.

Crise que demonstrou, sem retoques, o grau de liderança do Secretário de Segurança e seu controle sobre a tropa: zero vírgula zero. O governo negociou mal, expôs o comando ao esvaziamento súbito e deverá substituí-lo.

Convocado para a missão como um “pé de boi” – conhecedor das rotinas do quartel e traquejado no trato com a tropa – o que se revelou sobre Francisco Bezerra foi que nem disso, o singelo feijão com arroz, soube dar conta.

Dizer que as partes entraram em acordo não retrata os fatos: o governo foi submetido a uma rendição. Outra versão seria desproporcional à distância deixada entre a intransigência inicial e os termos finais admitidos.

O dia será lembrado como aquele em que o autoritarismo governamental, até então protegido pela couraça de uma aliança partidária de coerência duvidosa, revelou toda a sua fragilidade. Coube à sociedade demonstrá-lo.

* Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta.

PMs e bombeiros deixam quartel após fim da greve

“Os policiais militares e bombeiros envolvidos nas manifestações de greve da PM estão deixando, na manhã desta quarta-feira, 4, o quartel onde se concentrava o movimento, na 6ª Companhia do 5º Batalhão, no bairro Antônio Bezerra. O clima é de tranquilidade e apenas poucos policiais permanecem para fazer a limpeza do local.

De acordo com o capitão Wagner Sousa, presidente da Associação dos Profissionais de Segurança Pública do Estado do Ceará (Aprospec), todas as motos que haviam sido retidas pelos manifestantes já voltaram às ruas, por não terem tido os pneus secados. Um caminhão do reboque está no local para transportar as viaturas da Polícia que necessitam de reparos.

Cerca de 30 carros da Polícia foram liberados para patrulhamento nesta manhã, mas a maioria das viaturas ainda está no quartel. Segundo o capitão, os policiais e bombeiros têm até a manhã de quinta-feira, 5, para se apresentarem nos postos de trabalho, mas muitos deles já retomaram as atividades.

Além do capitão Wagner, outro líder do movimento, o presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (Aspramece), Pedro Queiroz, também está no local para coordenar a retirada dos manifestantes. Os alimentos não-utilizados durante a estadia dos policiais serão doados.

Cidade volta à normalidade

Aos poucos, a rotina da cidade volta ao normal após o acordo entre policiais militares e Governo do Estado, que deu fim à greve dos policiais. Em várias ruas da Capital cearense, comércios reabriram na manhã desta quarta-feira, 4, após a onda de medo que tomou conta da cidade ontem.

Agentes da Autarquia municipal de Trânsito (AMC) informaram que vão retornar gradativamente às atividades hoje. As linhas de ônibus da capital também circulam em sua totalidade, segundo informou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro), Domingo Neto.

Fim da greve

Os policias militares e bombeiros do Ceará decidiram encerrar a greve na madrugada desta quarta-feira, 4. Em reunião, líderes governistas e grevistas entraram em acordo para voltar às atividades. Em seguida, o documento também foi aprovado pelo governador do Estado, Cid Gomes, e pela categoria, em assembleia.

A proposta incorpora R$ 850 para todos policiais ativos, inativos, pensionistas, tanto da polícia militar como bombeiros militares. Mais 7% de aumento dado a servidores.

O pedido de 40 horas semanais – e não mais 44h – também foi acatado. Sem efetivo, policiais militares e bombeiros militares receberão extra. Também deve ser criado o Código de Ética e Disciplina.”

(O POVO ONline)

Servidores do Poder Judiciário ameaçam greve

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O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Ceará (SindJustiça) marcou para o próximo dia 13, a partir das 14h30min, em sua sede, uma assembléia geral. Segundo a direetoria da entidade, a pauta inclui, entre alguns itens, a possibilidade de uma greve.

O servidores do TJ não engoliram o corte de R$ 130 milhões que o Governo do Estado fez no orçamento do Poder Judiciário para este ano.

Eis a pauta completa:

1- Movimentação em prol da implantação imediata da Isonomia Vencimental.

2- Jornada Semanal de quarenta horas.

3- Deflagração de movimento paredista.

4- Informes Gerais.

CCJ do Senado define prioridades 2012

A Comissão de Constitutição e Justiça do Senado vai priorizar, neste ano, a votação de quatro matérias consideradas fundametais para o Executivo e, também, para a sociedade e o Legislativo.

Segundo o presidente da CCJ, Eunício Oliveira, constarão como prioridades de votação o Estatuto da Juventude, a reforma administrativa do Senado, a regulamentação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a reforma do Código Penal. 

Eunício Oliveira reconhece que há aspectos polêmicos entre essas matérias, mas lembra que o ano é eleitoral e há necessidade de enxugar a pauta também. Antes que tudo acabe em campanha.

Dinheiro cortado do orçamento do Poder Judiciário foi para o Eixão das Águas

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O presidente da OAB do Ceará, Valdetário Monteiro, esteve reunido com os servidores do Judiciário para tratar sobre o corte de R$ 130 milhões no orçamento 2012 do Poder. Aprofundou o tamanho do prejuízo.

“Entre setembro de 2012 e agosto de 2011, o gasto só com pessoal foi de R$ 485 milhões. A previsão do orçamento para pessoal neste ano caiu para R$ 462 milhões, o que exige revisão com suplementação”, diz Valdetário.

Da verba de manutenção do TJ, foram cortados R$ 21,6 milhões. Para onde foi esse dinheiro do Judiciário? Valdetário informa: para o Projeto Eixão das Águas. “Estamos dispostos a entrar com ação civil pública contra o Estado, mas isso não impede a negociação”, avisa o dirigente da OAB.

Quadrilha ataca destacamento policial e assalta agência do Banco do Brasil de Solonópole

“Uma quadrilha formada por 10 a 15 homens, fortemente armados, assaltou o Banco do Brasil do município de Solonópole, na madrugada desta quarta-feira, 4, por volta de 2 horas da madrugada. Segundo informações do coronel Edvar Azevedo, comandante do 11º Batalhão Provisório de Quixadá, parte do grupo atacou o destacamento da PM do município, atirando contra o prédio, enquanto outros assaltantes explodiram parte do banco.

De acordo ainda com o coronel, os caixas eletrônicos não foram violados. Os suspeitos conseguiram acessar o cofre-forte da agência. Ainda não se sabe quanto foi levado pela quadrilha.

O coronel Edvar relatou ainda ao O POVO Online que a explosão provocou um grande estrago na agência. “Eles usaram muito explosivos, algumas paredes foram demolidas. A lage do primeiro piso rompeu e não ficou um vidro inteiro”, contou o coronel.

Na ação, os assaltantes usaram metralhadora calibre ponto 30, escopetas e pistolas. Eles teriam fugido em uma Hilux de cor escura e um caminhão Mercedes 710. O coronel informou ainda que o bando teria se dirigido em direção ao município de Orós.

Vinte viaturas de municípios próximos estão auxiliando nas investigações.”

(POVO Online)

Associação critica escolha do novo titular da Procuradoria Geral de Justiça

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“O fato de o governador Cid Gomes (PSB) não ter nomeado, para o cargo de procurador-geral de Justiça, o membro do Ministério Público mais votado na eleição interna levanta discussão sobre a autonomia da Procuradoria Geral de Justiça do Ceará (PGJ-CE). Hoje, quem vai tomar posse como procurador-geral é o promotor Ricardo Machado, que ficou em 2º lugar na preferência dos votantes, com 149 votos.

Quem o escolheu foi Cid, tendo em mãos os nomes dos três membros que receberam maior quantidade de votos na eleição realizada no início de dezembro. Para o presidente da Associação Cearense do Ministério Público (ACMP), Francisco Rinaldo de Sousa Janja, a participação direta do chefe do Poder Executivo na constituição do cargo de procurador-geral de Justiça pode gerar uma relação de “gratidão” entre os entes públicos – fator que, segundo ele, prejudica a autonomia do Ministério Público.

Por isso, a ACMP atua pelo fim das prerrogativas constitucionais que delegam ao chefe do Poder Executivo nos estados o direito de escolher, a partir de listra tríplice, o nome do novo procurador-geral de Justiça. Na eleição do ano passado, a entidade pressionou pela nomeação do promotor João de Deus Duarte da Rocha, que ficou em 1º lugar na eleição interna, com 156 votos. “Nós tivemos, inclusive, apoio do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que enviou nota ao governador falando da importância da nomeação do mais votado”, acrescentou Janja.

Segundo ele, não havendo participação do chefe do Poder Executivo na escolha do procurador-geral, existiriam menos “pedidos” da classe política no trabalho do MPE-CE. Janja ressaltou que respeita as prerrogativas do governador e que considera Ricardo um nome capaz de fazer uma boa administração à frente da PGJ-CE.

Expectativas

Para a ACMP, Ricardo Machado assume a chefia da PGJ-CE com o desafio de ampliar o corpo técnico que assessora o trabalho dos procuradores e promotores de Justiça. Esta é, segundo ele, uma das demandas mais urgentes a serem contempladas pelo novo procurador geral.

“Além disso, temos ainda uma luta antiga pela autonomia financeira do Ministério Público. Acho que um dos desafios do novo procurador é batalhar pelo repasse de verbas estaduais”.

Desde a última segunda-feira, O POVO tenta contato com o novo procurador-geral Ricardo Machado. A assessoria de imprensa da PGJ-CE informou que ele está se inteirando da situação administrativa da PGJ-CE antes de dar entrevistas e que só na próxima semana falaria com a imprensa. O procurador-geral também não atendeu a ligação em seu telefone celular feita na noite de ontem.”

O day after da greve

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Passada a greve dos policiais militares e bombeiros, há quem avalie: o governador Cid Gomes terá que repensar sua equipe da área da segurança pública, que menosprezou o movimento e o deixou em situação política complicada.

Houve quem avisasse o Governo do crescimento da insatisfação da tropa, mas a cúpula da Segurança minimizou o movimento, alegando que era coisa de um pequeno grupo.

O que os policiais militares acordaram com o Governo

1. Anistia geral para quem participou da greve e para aqueles que cecaram o carro do governador Cid Gomes durante visita dele a uma estação do Metrofor, no Centro. Na ocasião, os PMs faziam uma caminhada de protesto;

2. Incorporação ao salário da gratificação de R$ 850,00 que era concedida apenas aos policiais militares que cumpriam jornada das 22 às 6 horas;

3. Vale-refeição subiu para R$ 224,00;

4. Redução de jornada de trabalho para 40 hroas semanais, com o Governo pagando extra no caso de precisar do policial fora do expediente;

5. Criada comissão para tratar de mudanças do Código Militar.

DETALHE – O que causou esstranheza é que, em nenhum momento, o governador Cid Gomes apareceu para a negociação. Nem para fazer um pronunciamento.

Termina a greve dos policiais militares

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“Os policias militares e bombeiros do Ceará decidiram encerrar a greve na madrugada desta quarta-feira, 4. Em reunião, líderes governistas e grevistas entraram em acordo para voltar às atividades. Em seguida, o documento também foi aprovado pelo governador do Estado, Cid Gomes, e pela categoria, em assembleia.
Entre os trechos do acordo, estão a apresentação dos policiais militares nos quartéis até a meia-noite desta quarta-feira, com anistia geral de processos abertos desde primeiro de novembro de 2011.
Outra cláusula da proposta incorpora R$ 850 para todos policiais ativos, inativos, pensionistas, tanto da polícia militar como bombeiros militares. Mais 7% de aumento dado a servidores.
O pedido de 40 horas semanais – e não mais 44h – também foi acatado. Sem efetivo, policiais militares e bombeiros militares receberão extra. Também deve ser criado o Código de Ética e Disciplina.
O acordo também prevê a anulação da liminar da desembargadora Sérgia Miranda, com dispensa de multas individuais e para entidades. O governo também deve apresentar proposta no Congresso para anistia às manifestações de primeiro de novembro – Metrofor – e 30 de dezembro – greve.
A categoria estava em greve há cinco dias.

ReuniãoO encontro que formalizou o acordo entre grevista e governo teve início as 9h de terça-feira, 3. Participaram os líderes do movimento grevista, Flávio Sabino (Associação de Cabos e Soldados), Pedro Queiroz (da entidade nacional da categoria), e o capitão Wagner Souza (suplente de deputado, no exercício do mandato) e Fernando Oliveira (Procurador Geral do Estado), Andréia Coelho (Defensora Pública Geral do Estado) e Socorro França (Procuradora-geral de Justiça) e o Valdetário Andrade Monteiro (Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Ceará).”

(O POVO)

Policiais civis voltam à greve

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Policiais civis decidiram, em assembleia geral, nesta noite de terça-feira, voltar à greve. As viaturas das Delegacias de Homicídios, Denarc, DRFVC e da 34ª DP já estacionaram as viaturas em frente à Superintendência da Polícia Civil. A Polícia da Região do Jaguaribe, segundo a diretoria do Sinpoci, já parou também.

Diretores da entidade segfuem agora em direção às delegacias plantonistas para convocar os associados a entregarem as chaves das delegacias aos delegados e virem apoiar o movimento paredista na praça, em frente a sede da Superintendência.

Barracas estão sendo montadas nesse local para servir de ponto de concentração do movimento. A luta é por melhores condições salariais.

O Sinpoci diz que a Polícia Militar já conseguiu promessa de aumento salarial, enquanto a categoria, em cinco  meses, fez a paralisação conforme a lei e não conseguiu êxito. A Força Sindical e o Sindicato Mova-se prometem apoio ao movimento com alimentos e carros.

Com fim ou não da greve, alguém vai ter que pagar o preço político

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Com o fim da greve, uma certeza política. O governador Cid Gomes (PSB) terá que fazer mudança na cúpula da Segurança Pública ou na área do Comando da Polícia Militar que, com o episódio da greve na tropa, acabou sem condições políticas para continuar seu trabalho.

O preço pelo fim do movimento sairá muito caro para a imagem do Governo e alguém vai ter que pagar tanto desgaste político.

Esse é o pensamento corrente entre aqueles que fazem parte do chamado núcleo da confiança do Palácio da Abolição.

Greve na PM – Movimento pode chegar ao fim. Agora, só depende Cid Gomes

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“A decisão agora está na mão do governador Cid Gomes, para encerrar a greve de policiais militares e bombeiros, que já dura cinco dias. Há pouco, a procuradora geral de Justiça, Socorro França, no papel de intermediadora, ligou para o comando de greve e fez a proposta, já aceita.

Foram atendidas três das seis reivindicações dos grevistas. São elas:

1) O governo pagará R$ 859,00 a policiais que atuam no turno C (madrugada) com este valor sendo incorporado ao salário;

2) Todos os policiais, sem exceção, saem das 44 horas para 40 horas semanais;
3) Será concedida a anistia ampla e irrestrita a todos os que participaram do movimento grevista nos últimos cinco dias.

Tão logo a proposta feita pela procuradora foi repetida pelo telefone, o comando e os policiais grevistas acampados no prédio da 6ª Companhia do 5º Batalhão da PM, no bairro Antônio Bezerra, se reuniram e aceitaram o que foi sugerido.

As outras três reivindicações, o Governo só aceitará negociar com a paralisação encerrada. O fim da greve seria hoje, mas a volta ao trabalho será a partir de amanhã – se o governador selar o acordo.

O documento já está sendo enviado de volta ao Palácio da Abolição, com a assinatura dos líderes do movimento grevista, Flávio Sabino (Associação de Cabos e Soldados), Pedro Queiroz (da entidade nacional da categoria) e o capitão Wagner Souza (suplente de deputado, no exercício do mandato). Também deverá assinar o documento o procurador geral do Estado, Fernando Oliveira.

A decisão sobre o fim da greve deve sair nas próximas horas.

O POVO estava na sala no momento da negociação.

Deputado diz que escapou de assalto no calçadão da Praia de Iracema

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O deputado estadual João Jaime (PSDB) escapou de assalto, nesta tarde de terça-feira, quando fazia cooper no calçadão Praia de Iracema. O parlamentar contou assim, em nota para o Blog, essa situação:

Caro Eliomar,
Acabo de escapar de ser assaltado no calçadão da praia de Iracema. Dois jovens, de aproximadamente 20 anos – um botou o revólver na minha cabeça e dizia que se eu corresse, ele atirava. O outro me revistou e, como não encontrou nada, disse para eu me virar e andar sem olhar para trás . Segui em frente e fui andando e procurando alertar às pessoas que seguiam.
Foi uma experiência que não quero pra ninguém.
Sugiro que, quem puder, não saia de casa. Estamos fora do  estado de direito. O caos, pelo visto, se instalou em Fortaleza e quem devia, não esta fazendo pela população. Qualquer um, nesse momento, pode ser uma vitima fatal. Felizmente, hoje não era o meu dia. Agradeço a Deus.

DETALHE – João Jaime é do PSDB, mas integra a base de apoio do Governo Cid Gomes (PSB).

A greve da PM, o caos e o governador

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Com o título “A Instalação do caos”, o professor-doutor Fernando Schemelzer de M.  Bezerra, da Universidade Federal do Ceará, assim avalia o movimento grevista dos policiais militares e bombeiros e a atuação do Governo do Estado nesse processo. Confira:

IRRESPONSABILIDADE. Essa é a palavra que mais se adequada à situação atual. De quem? De todo o Poder Público. Do governador, da Polícia Militar, passando pelos parlamentares e chegando ao Judiciário. Todos são corresponsáveis pela situação de caos que vive Fortaleza. É bom lembrarmos que já vivíamos uma grande insegurança devido a ineficiência e ineficácia das ações sociais e policiais para diminuir a crescente onda de violência que se expande no Estado.

Agora, imagine isso sem a presença da força policial repressiva… É literalmente a instalação do caos. Mesmo que a imprensa “chapa branca” tente diminuir a dimensão do fato dizendo que tem muitos boatos, a verdade é que a bandidagem tomou os bairros e ruas da cidade promovendo arrastões e assaltos a mão armada. E como fica a população nesse momento? Abandonada. Voce assiste nos programas de TV às pessoas implorando ao governador uma solução, enquanto ele não se pronunciou, o que deveria ter feito como autoridade maior do Estado, até mesmo para tranquilizar a população.

Recordo-me quando, em 2005, a Al Qaeda colocou bombas em ônibus e metrôs em Londres e, no mesmo dia, a Rainha estava em rede nacional tranquilizando a população, falando das ações do Governo e dizendo que “eles” não iriam intimidar o povo Inglês. Isso é questão de atitude.  Mas, por que isso acontece? Porque somos um País sem planejamento a médio e longo prazo. Somos os da ação imediatista, aquela que repercute de pronto e põe o político e seus bajuladores nos holofotes da mídia. É desse jeito que esse País tem vivido nas últimas décadas, apesar de alguns avanços.

Para não ser injusto, com as raríssimas exceções, reflita e cite uma ação pública estratégica planejada a longo prazo nas áreas críticas de saúde, educação e segurança. Dificilmente você achará. De que adianta sermos a sexta economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, mas com nossos péssimos indicadores sociais como extrema pobreza, analfabetismo e uma corrupção imperante?

Espero que a sempre curta memória dos brasileiros consiga lembrar-se de fatos como esse quando estiver escolhendo os seus representantes.

* FERNANDO SCHEMELZER DE M. BEZERRA,

Prof-Dr da Universidade Federal do Ceará.

Sindicato Apeoc se solidariza com PMs grevistas e pede suspensão das aulas

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O Sindicato Apeoc manda nota para o Blog com sua posição sobre a greve dos policiais e bombeiros militares que, após nova negociação realizada nesta tarde de terça-feira, continua. Eis a posição de quem sabe o que é greve e como ocorre conversa com o Governo do Estado. Bom lembrar que os professores passaram cerca de 90 dias de greve. Confira:
NOTA DO SINDICATO-APEOC

O Sindicato-APEOC em face da paralisação dos trabalhadores e trabalhadoras da segurança pública do Estado do Ceará, vem a público manifestar sua solidariedade ao movimento apelando para imediata negociação.

Diante do evidente clima de insegurança, quadro que não coaduna com o processo de ensino-aprendizagem e preocupação com a integridade física da comunidade escolar, cobramos que o Governo do Estado e a Prefeitura de Fortaleza determinem a suspensão temporária do funcionamento das escolas públicas enquanto perdurar a situação atual.

Reginaldo Pinheiro.

Presidente em exercício do Sindicato APEOC.