Blog do Eliomar

Categorias para Ceará

“Belchior – O Silêncio do Amor” será lançado nesta quarta-feira

Será lançado nesta quarta-feira, às 19h30min, no Ideal Clube, mais um livro sobre a obra e o cantor Belchior. O título é por demais interessante: “Belchior – O Silêncio do Amor”.

O médico Russen Moreira Conrado assina a obra como escritor e, principalmente, como fã apaixonado pelas belas composições desse cearense que ainda encanta gerações.

Cid Gomes e os 12 apóstolos

Se não tem pão, vai café mesmo…

De Cid Gomes, candidato ao Senado pelo PDT, falando no auditório do Marina Park Hotel, nessa noite de segunda-feira, buscando animar a “militância” em torno da reeleição do governador Camilo Santana (PT), e, inclusive pedindo apoio para o senador Eunício Oliveira (MDB), que não estava presente:

“Estamos aqui representados pelo número de apóstolos que Jesus Cristo reuniu à sua mesa durante a Santa Ceia É o número 12 (do PDT). É o número emblemático pra gente. Como o governador é um ‘caba’ assim destacado, a gente soma um e dá 13 (do PT, de Camilo), depois volta de novo pro 12. Começa no senador com 12 e alguma coisa… Tem uma hora que dá uns três assim a mais (15, do MDB de Eunício) e depois volta de novo pro 12”, disse Cid.

VAMOS NÓS – Haveria algum Judas nessa Santa Ceia?

(Foto – Divulgação)

Operação Panelada – Camilo e Roberto Cláudio fazem corpo a corpo no Mercado São Sebastião

O governador Camilo Santana (PT) e o prefeito Roberto Cláudio visitam o Mercado São Sebastião, no Centro de Fortaleza, em clima de campanha. Com eles, vários parlamentares e lideranças comunitárias.

Os dois ouvem queixas e sugestões de quem circula pelo local e, também, da clientela.

O deputado federal Chico Lopes (PCdoB), que postula reeleição, está no grupo, que não dispensou almoço à base do cardápio bem cearense: com panelada, rabada, buchada e cuscuz.

(Fotos – D. Moura)

Vereador de SP repercute matérias do O POVO sobre denúncias de estupro e aplicativos de transportes

Com o título “Vidas em risco”, eis artigo do vereador Adilson Amadeu (PTB), de São Paulo, que pode ser conferido no O POVO desta terça-feira. Ele repercute a série de matérias do O POVO sobre acusações de estupro e falsificação e cadastro de aplicativos de transportes. Confira:

Um dos maiores jornais impressos do Nordeste, O POVO – de Fortaleza, trouxe neste fim de semana uma série de matérias especiais sobre inúmeras irregularidades que vêm sendo praticadas pelas empresas de aplicativos com relação à fragilidade no sistema de cadastro de seus motoristas.

O caso foi motivado por denúncias de estupro de – até agora – dez mulheres que acusam um motorista particular da plataforma de transporte que burlou o sistema e vem sendo investigado pela polícia (o autor já confessou seis deles).

Como preza o bom jornalismo, a partir da denúncia, os jornalistas cearenses se debruçaram sobre o fato, suas causas e consequências. O resultado foi uma apuração completa, com uma série de desdobramentos do modelo desregulamentado implantado por aplicativos de carros particulares.

Após quatro anos de discussões enviesadas por uma falsa premissa que evocava a tecnologia e de uma narrativa construída e pautada sempre por interesses comerciais, a verdade finalmente começa a aparecer. E ela é mais profunda do que se julgava. Além da insegurança no modelo, diversos estudos em grandes metrópoles pelo mundo apontam para um modelo completamente anárquico que vem colocando sob xeque a mobilidade urbana das cidades.

O aspecto mais contraditório (e assustador) de toda essa situação é que basta um mínimo de regras possíveis que objetivem proteger a vida do próprio cidadão para que as empresas refutem qualquer modelo que conceda segurança ao sistema e equilíbrio ao mercado.

Cabem então mais perguntas. Uma empresa que não se submete às regras pode ser considerada séria? Que sequer checa antecedentes criminais de seus motoristas? Ou sob outro prisma, uma empresa que não se responsabiliza pelo próprio serviço prestado é digna de escolha do consumidor? Os questionamentos começam a se multiplicar em várias partes do mundo.

Interessante notar como o padrão de vitimização segue o mesmo roteiro, seja aqui no Brasil ou até mesmo nos Estados Unidos. Mais interessante ainda é notar o comportamento apelativo das empresas em busca de apoio desesperado da população para que continuem operando sem responder a ninguém.

O fato, que começa a ficar cada vez mais claro, é que nunca foi uma questão corporativa. É algo muito além disso. Resta saber qual caminho o Brasil irá escolher – o do caos e da anarquia ou o do lema preconizado pelo filósofo francês Auguste Comte, que inclusive ilustra a nossa bandeira verde-amarela, “a ordem por base, o progresso por fim”.

Adilson Amadeu

vereador da Câmara municipal de São Paulo – PTB

Maçonaria ganha destaque na Assembleia Legislativa

Sob a presidência do primeiro-secretário da Casa, Audic Mota (SD), a Assembleia Legislativa comemorou, nessa segunda-feira, o Dia Nacional do Maço A sessão foi concorrida, homenageou nomes ilustres da maçonaria com atuação em diversos setores. A iniciativa partiu de Audic, endossada por unanimidade.

Entre os homenageados, o ex-governador, Gonzaga Motam o ex-presidente do Tribunal de Contas da União, Ubiratan Aguiar, o coronel Sérgio Pedrosa, o jornalista Antônio Viana e Francisco Madeiro Bernardino. As Lojas Maçônicas Deus e Milagres nº45, Cavaleiros da Harmonia nº 59, Obreiros da União nº 74, Defensores da Ordem nº 93 e Bezerra de Menezes nº 117 também foram destacadas na sessão.

(Foto – ALCE)

João Amoêdo, candidato a presidente pelo Partido Novo, e Bernardinho visitarão Fortaleza

1147 5

O candidato à presidência da República pelo Partido Novo, João Amoêdo, cumprirá agenda em Fortaleza, no próximo dia 29. Com ele, virá o ex-técnico da seleção de vôlei brasileira, Bernardinho, que é filiado à legenda. Eles darão palestra na Estácio FIC, quando vão expor os valores e princípios do partido. A agenda de Amoêdo ainda está sendo fechada, mas a ideia é que outra faculdade da Capital também receba a palestra.

Amoêdo ainda terá reunião com os seis candidatos a deputado federal pelo Novo no Ceará. São eles: Rodrigo Nóbrega, Rodrigo Marinho, Fredy Bezerra, Samara Pontes, Marcelo Medeiros, Alexandre Muzzio, Jeane Freitas.

João Amoedo é executivo com passagens pelo Unibanco e Itaú. Afastou-se do mercado financeiro para criar o Partido Novo.

(Foto – Divulgação)

TJ do Ceará julga pedido de prisão domiciliar para 164 detentos

Está na pauta desta terça-feira (21) da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJCE) pedido de habeas corpus (HC) para 165 detentos do Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II), localizado em Itaitinga (Grande Fortaleza). Trata-se de um dos 13 pedidos de HC coletivo em favor de presos que já progrediram para o regime semiaberto, mas, na prática, seguem em regime fechado. Nessa situação estão, pelo menos, 3.354 pessoas, segundo a Defensoria Pública, autora das ações.

A ação pretende que os detentos tenham prisão convertida para domiciliar, já que não existem no Ceará estabelecimentos penais adequados ao semiaberto. A própria Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) reconhece a situação, em ofício, afirma a Defensoria. O texto do HC cita ainda as condições insalubres a que são submetidos os detentos. Faltam condições básicas de higiene, os presos não têm condições de trabalhar ou estudar e são coagidos por organizações criminosas, exemplifica. “Não se deve sequer cogitar a possibilidade de simples transferência das pessoas atualmente custodiadas no complexo prisional para outros presídios do Ceará, sob pena de somente se transferir o problema de lugar, e não o solucionar”. “Não existe uma colônia agrícola ou industrial sequer no Estado, que permita a remissão e a ressocialização do preso”, critica Carlos Alberto Mendonça, defensor responsável pela ação. Ele afirma que o IPPOO II é controlado por uma facção criminosa.

O parecer do Ministério Público Estadual (MP-CE), no entanto, recomendou que o HC fosse negado. Além de atecnia no pedido, a promotoria apontou que decisões do TJCE afirmam que superlotação ou ausência de estabelecimento adequado para o regime semiaberto não são argumentos válidos para concessão de prisão domiciliar.

Além disso, afirma, deve ser analisado, caso a caso, a concessão do benefício. “Os apenados que se encontram mais tempo no regime com falta de vagas deveriam ser preferencialmente beneficiados àqueles que acabaram de ingressar no suposto regime”, diz o texto.

A defensoria havia pedido liminar para conceder o benefício já em junho último, mas a solicitação foi indeferida.

Com capacidade para 452 internos, o IPPOO II abrigava 1117 pessoas, quando o HC foi impetrado. São 546 presos provisórios e 354 no regime fechado. Portaria de 2012 aponta a unidade como voltada para detentos do regime semiaberto.

(O POVO – Repórter Lucas Barbosa)

Sobral é a cidade com maior percentual de vacinação contra pólio e sarampo no Ceará

A cidade de Sobral (Zona Norte) alcançou, no Dia D da campanha de vacinação contra a pólio e sarampo, 78,76% da meta estabelecida para crianças de 1 a menores de 5 anos.

Desde o dia 6 de agosto, data de início da campanha, foram vacinadas, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, 9.134 crianças.

Com isso, Sobral se apresenta como o município com a maior cobertura vacinal do Estado, quando comparado com outros municípios cearenses do mesmo porte populacional.

“Sobral está com um percentual acima da média nacional e estadual que é de 49,24% e 59,11%, respectivamente”, revela o secretário da Saúde, Gerardo Cristino.

A meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é vacinar 95% do público-alvo. A campanha nacional vai até o dia 31 de agosto.

Camilo reafirma apoio a Lula e chama José Guimarães de “bacana”

323 1

O governador Camilo Santana (PT) participou, nessa noite de segunda-feira, do ato de lançamento da campanha do deputado federal petista José Nobre  Guimarães, que postulará a reeleição. Foi na sede do PT estadual, ocasião em que Camilo fez discurso reiterando apoio ao nome de Lula para presidente.
Camilo também destacou o parlamentar em seu discurso: “O Guimarães é um grande amigo e defensor do Ceará em Brasília. Ele merece ser reconduzido à Câmara Federal”, afirmou e até chamou o deputado de “bacana”.
Já o candidato ao Senado pelo PDT, Cid Gomes, em entrevistas à mídia, chegou a afirmar que esperava que o governador tivesse “postura de magistrado” no Ceará. Ele se referia à campanha de Lula. Na prática, o PDT tenta evitar que Camilo use o seu palanque para pedir votos para o ex-presidente.

Homicídios caem, mas população cearense continua com medo

269 1

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta terça-feira:

Até o dia 18 de agosto último, o Ceará contabilizou uma média diária de 8.53 homicídios. O índice desse período do ano é o menor do que o número registrado em 2017, quando a média foi de 14.84 assassinatos. Os dados vêm sendo analisados pelo governo estadual e, especialmente, pelo chefe de Gabinete, Élcio Batista, um dos idealizadores do Pacto por um Ceará Pacífico.

Diariamente, ele acompanha o quadro da violência e afirma que os índices têm apresentado redução, mas que é preciso apostar principalmente na sensação de segurança. Élcio tem razão. As pessoas continuam apreensivas, mesmo diante dos investimentos feitos pelo Governo nessa área, como a convocação de mais policiais, instalação de videomonitoramento e ações na área da inteligência.

No fim deste mês, todos esses dados, com maior profundidade, serão divulgados. Vale ressaltar, porém, que em 2017 o sistema de segurança pública no Brasil, em todos os Estados, foi impactado pelas disputas entre facções criminosas, elevando as estatísticas da criminalidade.

(Foto – Divulgação)

“Não, não houve ditadura”, diz General Theophilo

“Não, não houve ditadura no Brasil”. Para o candidato ao Governo do Ceará, General Theophilo (PSDB), o País viveu, na verdade, um “contra-golpe democrático” em 1964, que evitou a implantação do comunismo. A declaração foi dada durante entrevista exclusiva ao O POVO na tarde de ontem, dia em que o candidato também lançou programa de governo.

O militar defendeu que, após evitarem a implantação da estrutura comunista, o poder deveria ter sido devolvido aos civis. “Tivemos erros? Tivemos. Os militares subiram à cabeça, alguns deles exacerbados, os atos institucionais… mas o Brasil precisava ainda de um regime de exceção, não é ditadura, não houve ditadura no Brasil. O regime de exceção é um regime forte”, afirmou.

Theophilo disse ainda ser contra a intervenção das forças armadas federais para conter a insegurança pública. O Exército, conforme o candidato, foi feito para defender o País de invasões externas. “É o que o povo está querendo agora. Engraçado que eles querem intervenção até no nosso Estado”, disse. Sobre torturas, prisões e censuras que perduraram duas décadas sob o regime militar, Theophilo citou a morte de alguns militares e afirmou que os dois lados estavam em uma “guerra suja”. “Uma guerra assimétrica, irregular, que hoje acontece no mundo inteiro”, frisou, ao buscar justificar o maior poder de força do Exército.

À noite, o candidato lançou programa de governo, na sede do comitê do PSDB, no Centro. No evento, Theophilo estava acompanhado de colegas de chapa: sua vice, Emilia Pessoa; os candidatos ao Senado, Tasso Jereissati e Mayra Pinheiro; e o postulante a deputado federal, Capitão Wagner (Pros). Dividiram o palanque, criticaram a gestão atual e destacaram alguns pontos das propostas que deverão ser trabalhadas em campanha.

Mais uma vez, o general afirmou não aceitar indicações políticas se eleito. Se nomeações forem cobradas, ele garantiu que entrega o “boné” e renuncia. Reconhece, entretanto, que a maior dificuldade será aceitar flexibilidades. “Às vezes você tem que admitir um ou outro de outro partido, (…) se for uma pessoa de ilibada confiança com procedimento correto”, complementou.

Na área da segurança, a prioridade, ressaltou, será a repressão às facções criminosas e disse que, caso hajam respostas dos criminosos (como ônibus queimados), a tropa sairá à rua, com possível apoio do Exército. “Duvido que se eu tomar uma atitude dessas eles vão queimar algum ônibus”, apostou.

O serviço de inteligência policial conseguiria, conforme os planos do candidato, identificar locais exatos onde há domínio de criminosos. E armas menos letais evitariam tragédias que envolvessem comunidades dominadas pelas facções. “Armas que assustam, amedrontam, mas não colocam em risco a vida de um civil, de uma criança que possa ‘pegar’ uma bala perdida”, destacou.

Questionado sobre a pesquisa Ibope divulgada na semana passada que apontariam Theophilo com 4% das intenções de voto , o candidato afirmou que outras pesquisas, encomendadas por Tasso Jereissati, o creditam com dois dígitos de intenções de votos. Tasso, porém, não especificou a porcentagem e destacou que a campanha ainda não começou. “As pesquisas que têm valor começam a partir do programa de televisão”, ponderou.

Sobre a repercussão da declaração do general, de que não houve ditadura no Brasil, o principal coordenador de sua campanha, o ex-governador Lúcio Alcântara, ressaltou que “a sociedade está com opiniões muito radicalizadas e, hoje, qualquer coisa encontra repercussões diferentes”.

(O POVO – Repórter Sara Oliveira/Foto – Alex Gomes)

Problema na instalação elétrica contribuiu para a morte de adolescente que carregava celular

O resultado do laudo sobre a morte do adolescente Iago Aguiar Mendes, 16 anos, no último dia 7 de junho, em Tianguá, a 336 km de Fortaleza, foi divulgado nessa segunda-feira, 20, em coletiva na Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). As perícias realizadas identificaram que a instalação elétrica do laboratório de informática da escola onde aconteceu a morte do jovem estava fora das normas e o celular da vítima estava com falha de isolamento por conta de danos.

De acordo com a Pefoce, o adolescente recebeu duas cargas elétricas, sendo que uma delas com com maior intensidade e duração de 18 segundos. O fechamento do circuito elétrico por meio do corpo aconteceu por meio do celular, que estava na mão esquerda, e a estrutura da bancada metálica do laboratório, que a vítima estava com o pé esquerdo encostado.

Fernando Viana Queiroz, do Núcleo de Perícia de Engenharia Legal e Meio Ambiente, desmistificou ideias de que a carga teria sido ocasionada pelo cabo USB. ” Especulou-se muito em cima do cabo USB, ele fornece cinco volts e não é suficiente para causar uma lesão que venha proporcionar a morte de uma pessoa”, afirma o especialista.

O engenheiro relata que o laboratório de informática era novo, mas apresentava irregularidades. “Não era para haver abertura da parede que apresentava fios expostos e a bancada era metálica com contato direto com o piso e ainda possuia tomadas”, disse.

Uma análise foi feita no quadro de disjuntores do laboratório, mas não havia um dispositivo responsável por proteger pessoas de risco contra choque elétrico, que também é uma norma. A vítima estava com o celular ligado no cabo USB na parte da frente do computador que estava usando. “Foram feitos vários testes para detectar fuga de corrente e testes com o computador ligado no celular e na USB. Abriu-se todos os componentes elétricos e que se desencontravam em desacordo com a norma”, relatou.

No celular da vítima, o revestimento metálico apresentava uma camada de isolamento, mas não poderia ser totalmente metalizado, conforme a perícia. Justamente para evitar uma quebra de corrente, porém foi verificado que apresentava algumas avarias. Na parte superior, próximo ao fone, também foi identificada uma falha. Havia uma fuga de corrente pelo celular.

O laudo concluiu que a bancada estava energizada por algum erro na instalação elétrica do local. Foi constado que a vítima ficou recebendo a descarga elétrica durante aproximadamente 18 segundos até a intervenção do professor. “Passou corrente, circulou pelo celular, entrou no computador, entrou na rede, passou pela bancada até que se tirou o circuito, que foi a retirada da USB do computador. A vítima deixou de receber a descarga”, relatou.

As câmeras do laboratório registraram que 4 minutos antes de receber a descarga fatal, a vítima recebeu uma outra, mas soltou o celular e 4 minutos depois, pela contração muscular, foi impossível soltar. Foi constatado também que a descarga passou pelo coração nesse percurso.

Conforme a verificação da perícia, uma pessoa poderia receber a mesma descarga que Iago por até 10 segundos e teria torno de 50% de chance de sobreviver, mas ela recebeu acima de 10 segundos. O que levanta a questão da inexistência do aparelho de segurança que deveria existir no laboratório.

Segundo o diretor do Departamento do Interior Norte, da Polícia Civil, delegado Marcos Aurélios Elias de França, o inquérito foi iniciado em junho, após a morte do adolescente. Foram ouvidos o professor e os pais de Iago. A Polícia Civil pediu prorrogação do prazo do inquérito ao Ministério Público do Ceará (MPCE) para aguardar o laudo.

O delegado considerou o laudo bastante conclusivo e que vai apurar a responsabilidade sobre o vazamento de corrente pela bancada metálica. “Vamos procurar informações sobre quem instalou o equipamento, a responsabilidade da escola”, relatou. Ele informou ainda que após a morte do adolescente, o laboratório de informática foi interditado e que vai requerer os documentos de alvará de funcionamento do local. As pessoas responsabilizadas podem ser indiciadas por homicídio culposo.

(O POVO Online – Repórter Jéssika Sisnando/Foto – Reprodução Facebook)

Líderes do PCC foram mortos por facção “associada”, diz Ministério Público do Ceará

Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Sousa, o Paca, ex-integrantes da cúpula nacional do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram mortos por membros de uma organização criminosa aliada à facção paulista. É o que aponta a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e recebida pela Justiça, na última sexta-feira, 17. Dez pessoas se tornaram rés por envolvimento nas execuções.

O POVO teve acesso ao documento que detalha os acertos que culminaram nas execuções ocorridas no dia 15 de fevereiro, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Pelo menos seis dos denunciados pertenciam a um grupo, sem nomeação, considerado “independente” do PCC, que autorizou a ação.

A associação era liderada por Wagner Ferreira da Silva, 32, o Wagninho ou Cabelo Duro, que acumulava posição no alto escalão do PCC enquanto mantinha a própria organização, especializada no tráfico de drogas e armas, roubos e lavagem de dinheiro. Wagner teria planejado e participado diretamente dos crimes. Uma semana após o duplo homicídio, porém, ele foi morto, em suposta queima de arquivo, na entrada de um hotel, no Tatuapé, em São Paulo.

Seriam membros do grupo comandado por Wagner, que tinha atuação no Guarujá, em Santos, os paulistas: André Luís da Costa Lopes, o Andrezinho da Baixada; Erick Machado Santos, o Neguinho Rick da Baixada; Ronaldo Pereira da Costa, 33; o piloto Felipe Ramos Morais, 31; além de Jefte Ferreira Santos, 21; e da mineira Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos, 45, sendo estes últimos filho e mãe. Todos estiveram no Ceará quando da execução dos traficantes e teriam alguma participação nos crimes.

Conforme o documento, as execuções foram motivadas por “divergências internas e disputas de domínio no mercado do tráfico ilícito de entorpecentes”. Diante da ordem para matar os comparsas, e almejando ascensão na facção, Wagner movimentou todo o grupo em direção a Fortaleza, onde Gegê e Paca estavam estabelecidos, e atuou com apoio dos cearenses Carlenito Pereira Maltas, 39, Tiago Lourenço de Sá de Lima, 31, e Renato Oliveira Mota, 28.

Jussara e Jefte, que teriam a atribuição de cuidar da logística do transporte e lavar o dinheiro da facção de Wagner, e Felipe Morais, que pilotou a aeronave usada no cometimento dos crimes, não foram denunciados pelos homicídios. Na avaliação do MPCE, não havia elementos que comprovassem que os três soubessem da ação premeditada que seria realizada no Ceará.

Felipe também contribuiu com as investigações consideradas determinantes para a elucidação do caso, que posteriormente foram confirmadas com a utilização de imagens das câmeras de segurança do hotel onde o grupo se hospedou, do hangar de onde decolaram, dos radares instalados nas rodovias por onde veículos usados passaram, além de laudos periciais.

Segundo a denúncia, ele repassou ainda informações sobre a facção criminosa à qual pertencia, detalhando “hierarquia e divisão de tarefas entre seus integrantes”, e disse que sua única função era “pilotar” para o grupo.

Os denunciadosMANDANTE>Gilberto Aparecido dos Santos, paulista, 48, o Fuminho. Foragido com prisão decretada. Denunciado por ordenar os crimes, foi acusado de homicídio, com concurso material e de pessoas, por organização criminosa e por manter uma casa de prostituição.PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO DAS MORTES>André Luís da Costa Lopes, o Andrezinho da Baixada, paulista. Foragido com prisão decretada. Foi denunciado por homicídio, com concurso material e de pessoas, e por organização criminosa.>Erick Machado Santos, o Neguinho Rick da Baixada, paulista. Foragido com prisão decretada. Foi denunciado por homicídio, com concurso material e de pessoas, por organização criminosa e uso de documento falso.>Ronaldo Pereira da Costa, 33, paulista. Foragido com prisão decretada. Foi denunciado por homicídio, com concurso material e de pessoas, e por organização criminosa.>Carlenito Pereira Maltas, 39, cearense, conhecido como Carlos ou Ceará. Foragido com prisão decretada. Foi denunciado por homicídio, com concurso material e de pessoas, e por organização criminosa.>Tiago Lourenço de Sá de Lima, 31, cearense. Foragido com prisão decretada. Foi denunciado por homicídio, com concurso material e de pessoas, organização criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso.APOIO LOGÍSTICO E NA FUGA DOS EXECUTORES>Renato Oliveira Mota, 28, mato-grossense. Foragido com prisão decretada. Foi denunciado por homicídio, com concurso material e de pessoas, e por organização criminosa.DENUNCIADOS POR ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA>Jefte Ferreira Santos, 21, paulista. Foragido com prisão decretada.> Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos, 45, mineira. Foragida com prisão decretada.PILOTO DO HELICÓPTEROUTILIZADO NA AÇÃO>Felipe Ramos Morais, 31, paulista. Único preso. Está na carceragem da PF em Fortaleza. Denunciado por falsificação de documento público e por integrar organização criminosa.

(O POVO – Repórter Thiago Paiva)

Vozão arranca empate com o Vasco em São Januário

O Ceará empatou com o Vasco, na noite desta segunda-feira (20), em 1 a 1, no complemento da 19ª rodada do Brasileirão. Wagner, aos 15 minutos da segunda etapa, abriu o placar para a equipe carioca. Tiago Alves, aos 21 minutos, empatou para o Vozão, após cobrança de escanteio. Com três grandes defesas, o goleiro alvinegro Éverson foi o destaque da partida.

Com o resultado, o Vozão chegou aos 17 pontos, mas ainda segue na penúltima colocação na tabela de classificação. O Ceará volta a campo na manhã do domingo (26), no Morumbi, diante do líder São Paulo.

(Foto: Reprodução)

Cid Gomes pede que militância ganhe as ruas de Fortaleza

O ex-governador Cid Gomes, candidato do PDT ao Senado, pediu na noite desta segunda-feira (20), no Marina Park, que a militância ganhe as ruas de Fortaleza em defesa da candidatura Ciro Gomes à Presidência da República e também da candidatura Camilo Santana ao Governo do Ceará.

Cid Gomes esteve à frente do movimento “Juntos com o 12”, organizado pelo prefeito Roberto Cláudio, que apoia as candidaturas de Ciro Gomes para presidente da República, Camilo Santana para governador e Cid Gomes para senador.

O movimento reuniu cerca de duas mil pessoas e contou ainda com a presença de candidatos a deputado estadual e a deputado federal.

(Fotos: Leitor do Blog)

General Theophilo apresenta plano de governo e critica números do Estado

O candidato do PSDB ao Governo do Ceará, General Theophilo, apresentou na noite desta segunda-feira (20), no comitê central de campanha, no Centro, seu plano de governo.

Ao lamentar os índices de violência no Estado, o General também criticou os números de outras áreas da administração estadual, quando poderiam estar maquiados.

Rodovias na contramão

Com o título “Rodovias na contramão”, eis artigo de Raone Saraiva, jornalista do O POVO. Ele aborda o caso da má qualidade da malha rodoviária e dos custos para empresas da área de transportes de cargas. Confira:

A greve dos caminhoneiros que paralisou o Brasil há cerca de três meses, trazendo danos a todos os setores, mostrou o quanto a economia nacional é dependente das estradas, por onde circulam mais de 60% das mercadorias. Também colocou no centro das discussões a urgente necessidade de diversificar a matriz de transportes do País, além de modernizar e integrar os modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário.

Mas o fato de as rodovias ainda serem o principal modelo de escoamento de cargas, embora represente um grande impasse e deixe o Brasil vulnerável a novos colapsos, não é tão grave quando olhamos para a situação das estradas. O transporte rodoviário, que na década de 1950 foi considerado a opção mais barata e simples para integrar o território nacional, vem enfrentando graves problemas com a baixa qualidade da infraestrutura.

Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelam que apenas 12,4% das rodovias brasileiras são pavimentadas. Desse total, 61,8% apresentam algum tipo de problema, tanto na sinalização quanto na geometria, e são classificados como trechos regulares, ruins ou péssimos.

Para as empresas do setor, a situação gera um custo adicional médio de 27% na operação. Isso porque as más condições do pavimento aumentam os gastos com manutenção dos veículos, o consumo de combustível, os preços dos fretes e, consequentemente, deixam os produtos mais caros para o consumidor final, nas gôndolas dos supermercados, por exemplo.

A qualidade e o crescimento da malha rodoviária não acompanham a demanda por infraestrutura do País. De 2009 para 2017, a extensão de estradas pavimentadas só cresceu 0,5%, ao passo que a frota saltou 63,6% em igual período, com quase 100 milhões de veículos em circulação. Tal disparidade, além de sobrecarregar as estradas, por onde também trafegam mais de 90% dos passageiros, aumenta o risco de acidentes e onera a saúde pública.

Conforme a CNT, no ano passado, foram registrados 58.716 acidentes com vítimas e 6.243 mortes somente nas rodovias federais. Aumentar os investimentos no transporte rodoviário e, ao mesmo tempo, priorizar a diversificação dos modais, será o grande desafio do Governo Federal nos próximos anos, sob o risco de continuarmos seguindo na contramão.

*Raone Saraiva

raonesaraiva@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

Waldonys fará show de aniversário no Teatro RioMar

537 1

O moço completará 46 aninhos.

O cantor e sanfoneiro Waldonys vai comemorar seu aniversário com show, dia 13 de setembro próximo, às 20 horas, no Teatro RioMar. Ele diz que será uma festa com a participação de artistas convidados que promete anunciar em breve. Receberá dos amigos e fãs os parabéns antecipados, já que seu aniversário é no dia seguinte.

Com mais de 30 anos de carreira, este sanfoneiro, que tem Luiz Gonzaga como seu padrinho de profissão, já cruzou muitos ares com sua sanfona, realizando shows dentro e fora do país.

Paralelamente à paixão pela música, é também um amante da aviação e do paraquedismo. Já foi condecorado com o título de Membro Honorário da Esquadrilha da Fumaça, medalhas Mérito Santos Dumont e Bartolomeu de Gusmão, Membro Honorário da Força Aérea Brasileira, e igualmente dos esquadrões Zagal, Rumba e do 2º Eta.

Instituto Maria da Penha endereça carta aos candidatos a presidente, parlamentos e governos

O Instituto Maria da Penha (IMP) lançou, nesta segunda-feira, uma carta aos candidatos a presidente da República, aos parlamentares e aos candidatos aos governos estaduais. Confira:

CARTA AOS PRESIDENCIÁVEIS, PARLAMENTARES E CANDIDATOS AOS GOVERNOS ESTADUAIS

O Instituto Maria da Penha (IMP), com sede em Fortaleza-Ceará, é uma organização sem fins lucrativos criada em julho de 2009, que tem como ícone representante de 51,6% das mulheres brasileiras que estão de Norte a Sul do País, dos grandes centros urbanos às cidades do interior, de todas as classes e etnias, Maria da Penha Maia Fernandes, inspiradora da Lei 11340/06.

A Lei Maria da Penha está completando 12 anos de existência e, em meio a grandes desafios para o seu reconhecimento, eficácia e consolidação enfrenta desde a sua criação a constrangedora realidade dos altos índices de violência contra a mulher que persistem por diversos fatores:

Eixo IV – que corresponde a Garantia dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, Enfrentamento à Exploração Sexual e ao Tráfico de Mulheres e,

Eixo V – diz respeito, a Garantia da Autonomia das Mulheres em Situação de Violência e Ampliação de seus Direitos

A expectativa era que estes 5 eixos ao serem executados pudessem proporcionar o alcance do principal objetivo do Pacto Nacional: “Enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres a partir de uma visão integral desse fenômeno”. Uma visão que deveria ser compartilhada mediante a um compromisso a ser assumido por todos os estados da federação, municípios, órgãos de segurança pública, setores da educação, economia, entre outros. Contudo, o desdobramento do mesmo não foi favorável para obtermos um desenvolvimento progressivo e que permitisse o fortalecimento da Lei Maria da Penha. Deste modo, o cenário que envolve os 12 anos da Lei Maria da Penha, em síntese se apresenta da seguinte forma:

1. O Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, publicou um relatório em março deste ano, noticiado pelo portal G1, mostrando que 12 mulheres são
assassinadas, em média, todos os dias no Brasil. Ainda, de acordo com o Núcleo e o Fórum, a cada duas horas uma mulher é assassinada no país, a maioria por homens com os quais têm relações afetivas — São 4.473 homicídios dolosos em 2017, um aumento de 6,5% em relação a 2016. Do total, 946 são feminicídios (dado considerado subnotificado). Em 2015, 11 estados não registraram dados de feminicídios; em 2017, três ainda não tinham casos contabilizados, isso em decorrência da falta de padronização e de registros que atrapalham o monitoramento de feminicídios no país.

2. A 11ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada em 2017, consolida dados do setor de segurança pública no Brasil em 2016. A pesquisa é realizada anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que utiliza fontes oficiais dos órgãos públicos responsáveis. Sobre assassinatos de mulheres e estupros houve 49.497 ocorrências registradas de estupro no Brasil em 2016 – um crescimento de 3,5% em relação ao ano anterior – o que representa um estupro a cada 11 minutos no país. Segundo o Anuário foram registradas 6.548 tentativas de estupro nesse mesmo ano.

3. Ainda sobre o cenário da violência contra a mulher, no ano em que a Lei Maria da Penha completou 10 anos, em 2016, o Instituto Maria da Penha-IMP, em parceria com a Universidade Federal do Ceará-UFC, iniciou o desenvolvimento de um projeto de Pesquisa sobre as Condições Sócio Econômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher – PCSVDFMulher. A pesquisa, financiada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres-SPM e com a parceria do Banco Mundial, apresenta dados sobre a relação entre a violência contra a mulher e o desenvolvimento socioeconômico na região do Nordeste. De acordo com a PCSVDFMulher aproximadamente, 3 em cada 10 mulheres (27,04%) nordestinas sofreram pelo menos um episódio de violência doméstica ao longo da vida (Relatório Executivo I – PCSVDFMulher 2016)

4. Aproximadamente, 1 em cada 3 vítimas (34%) de violência doméstica na última gravidez reportou ter sofrido agressões físicas durante todos os três trimestres de gestação. (Relatório Executivo I – PCSVDFMulher 2016)

5. Apesar das dificuldades enfrentadas em se acessar dados sobre órfãos da violência doméstica a PCSVDFMulher estima uma taxa alta de prevalência desse tipo de orfandade (mais de dois(duas) órfãos(ãs) por feminicídio). (Relatório Executivo I – PCSVDFMulher 2016)

6. As jovens são as maiores vítimas de violência doméstica durante a gravidez, com destaque NEGATIVO para as três capitais com os piores índices: Natal (11,97 %), Salvador (6,90 %), e Fortaleza (6,29 %) (Relatório Executivo III – PCSVDFMulher 2016)

7. Mais de 2/3 das vítimas de agressão física durante a gravidez são negras ou pardas (Relatório Executivo III – PCSVDFMulher 2016)

8. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS) de 2012 indicam que as mulheres negras são 62,8% das vítimas de morte materna, considerada por especialistas como uma ocorrência evitável com acesso a informações e atenção adequada do pré-natal ao parto.

9. 65,9% das mulheres submetidas a algum tipo de violência obstétrica no Brasil também são pretas ou pardas, segundo o estudo Desigualdades sociais e satisfação das mulheres com o atendimento ao parto no Brasil: estudo nacional de base hospitalar, publicado em 2014, nos Cadernos de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz.

10. O Mapa da Violência 2015 (divulgado em março de 2016): Homicídio de Mulheres no Brasil (Flacso, OPAS-OMS, ONU Mulheres, SPM/2015) informou que entre 2003 e 2013, houve uma queda de 9,8% no total de homicídios de mulheres brancas, enquanto os homicídios de negras aumentaram 54,2%

11. Atualmente, a Rede de Atendimento à Mulher tem 1.474 serviços especializados: serviços de abrigamento (78), centros referência de atendimento à mulher (239), delegacias especializadas de atendimento à mulher/DEAMs (369), núcleos/postos de atendimento às mulheres nas delegacias comuns (131), juizados de violência doméstica e familiar contra a mulher (80), varas adaptadas de violência doméstica e familiar (22), núcleos de defesa dos direitos da mulher da Defensoria Pública (43), promotorias especializadas e núcleos de Ministérios Públicos (59), serviço de promoção da autonomia econômica de mulheres em situação de violência (1), unidades móveis de atendimento (53), serviços de saúde especializados no atendimento à violência sexual (398) e Casa da Mulher Brasileira (4).

12. Em 2013 o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou dados referente ao período de 2009 a 2011, em que ocorreram, em média, 5.572 mortes de mulheres a cada ano, 464 a cada mês, 15,3 a cada dia ou uma morte a cada hora e meia.

13. Também neste mesmo período o IPEA revelou que as mulheres negras foram as principais vítimas em todas as regiões, com 61% dos óbitos, à exceção da Região Sul. Na Região Nordeste, o percentual de mulheres afrodescendentes assassinadas chega a 87%.

14. O estudo do Ipea também avaliou o impacto da Lei Maria da Penha sobre a mortalidade de mulheres por agressões, por meio de estudo de séries temporais. Constatou-se que as taxas de mortalidade por 100 mil mulheres foram 5,28 no período 2001-2006 (antes) e 5,22 em 2007-2011 (depois). Em 2007 houve um sutil decréscimo da taxa no ano 2007, imediatamente após a vigência da Lei.

15. Em 2015 o Mapa da Violência revelou que 55% dos crimes de violência de gênero no Brasil foram cometidos no ambiente doméstico – e que 33,2% dos homicidas eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Isso significa que, a cada 10 mulheres com mais de 18 anos, quatro foram

16. O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde na seção sobre violência de gênero da Nota Técnica “Atlas da Violência 2016″ que em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apresentou o seguinte levantamento: 4.757 mulheres foram mortas por agressão em 2014, aumento de 11,6% em relação a 2004, quando 3.830 foram assassinadas no país.

Sobre o que queremos e, por isso, recomendamos aos(às) presidenciáveis e aos (às) futuros(as) governadores(as) e parlamentares: que sejam responsáveis pelos seus compromissos! Que possam abandonar os discursos eleitoreiros e assumir, com rigor, uma prática cidadã do que se espera de um futuro ou futura gestora, com respeito, integridade e fazendo valer os princípios do Estado Democrático de Direito, cujo princípio inegociável é a preservação e promoção da dignidade humana.

Nossas sugestões se referem a cumprir as recomendações da Organização dos Estados Americanos – OEA, no seu RELATÓRIO N°54/01 – CASO 12.051 MARIA DA PENHA MAIA FERNANDES X BRASIL, de 4 de abril de 2001. A saber:

II Recomendação 4

– Item e) Multiplicar o número de delegacias policiais especiais para a defesa dos direitos da mulher e dotá-las dos recursos especiais necessários à efetiva tramitação e investigação de todas as denúncias de violência doméstica, bem como prestar apoio ao Ministério Público na preparação de seus informes judiciais.

– Item e) Incluir em seus planos pedagógicos unidades curriculares destinadas à compreensão da importância do respeito à mulher e a seus direitos reconhecidos na Convenção de Belém do Pará, bem como ao manejo dos conflitos intrafamiliares.

III – Garantir atendimento humanizado as mulheres vítimas de violência nos postos de saúde e nas unidades que atendam a casos de menor complexidade para que possam ser realizados os primeiros socorros a exemplo de pequenos curativos e medicação para sanar as dores

IV – Garantir às mulheres vítimas de violência sexual o acesso aos benefícios constantes no Art.9 § 3° da LMP, uma vez que é comum mulheres terem esse atendimento negado por falta, nas unidades de saúde, de pessoal qualificado, notadamente nos casos de aborto legal quando os médicos alegam objeção de consciência.

V – Garantir autonomia econômica das mulheres vítimas de violência doméstica, garantindo o pagamento de salários bem como de todos os benefícios concedidos pela empresa nos casos em que for necessário o afastamento do trabalho por um período de 6 meses conforme art 9° §2° inciso II da Lei Maria da Penha.

VI – Adotar como política pública de enfrentamento da VCM a instalação de um centro de atendimento integral e multidisciplinar para mulheres e seus dependentes, conforme consta na lei, em cada município brasileiro.

VIII – Instalação de Casas Abrigos nos Municípios Polos das Regiões para atender as demandas dos Centros de Referência da Mulher

IX- Dar continuidade ao processo de Instalação das Casas da Mulher Brasileira

X – Agilidade no processo de aprovação do Projeto de Lei 5.475/16 que prevê a criação de DDM nos municípios brasileiros com mais de 60 000 habitantes e impõe limitações aos que não fizerem

XI – Criar uma política pública voltada aos órfãos da violência doméstica no país, partindo pela realização de uma pesquisa que os identifiquem e os localizem

XII – Criar um observatório estatal da VCM com sites especializados para rastrear as notícias relativas às violências de gênero

XIII – Criar um programa de Assistência Econômica às vítimas de violência doméstica e familiar contra a mulher.

XIV – Garantir a promoção de programas de reeducação dos autores da violência, conforme consta no inciso V do artigo 35 da Lei Maria da Penha

Nós do IMP acreditamos que é possível uma vida sem violência para mulheres e homens, crianças e jovens, idosos e deficientes. Acreditamos que é possível uma governança que busque a integração estratégica, inteligente e democrática entre Estado e Sociedade. Acreditamos que o Brasil pode ser de fato, um Estado Democrático de Direito cujos representantes possam assumir o compromisso e a responsabilidade de respeitar a diversidade, a igualdade de gênero e garantir a dignidade das mulheres vítimas da violência.
Fortaleza, 17 de agosto de 2018

*MARIA DA PENHA
Fundadora do Instituto Maria da Penha – IMP
Inspiradora da Lei Federal 11340/06.