Blog do Eliomar

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Presidente do Sindicato dos Vigilantes é reeleito

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O presidente do Sindicato dos Profissionais Vigilantes e Empregados em Serviços de Segurança, Vigilância e Transporte de Valores Outros do Estado do Ceará (Sindvigilantes), Geraldo da Silva Cunha, 48, foi reeleito após o encerramento da apuração que ocorreu às 3 horas da madrugada de segunda-feira. Ele cumprirá um quarto mandato consecutivo à frente da entidade. Com 50,7% dos votos (935), ele venceu os adversários que encabeçavam as chapas 2 (Jonas Rodrigues de Moura, 27,4%, equivalente a 507 sufrágios) e 3 (Daniel Borges da Silva, 20,9%, correspondente a 385 votos), no pleito que teve a assistência do Ministério Público do Trabalho (MPT).

A apuração começou às 9h30 da manhã de ontem. Segundo o procurador regional do Trabalho Francisco Gérson Marques de Lima, a demora se deu porque o processo foi totalmente manual (uso de cédulas em papel, depositadas em urnas tradicionais). Ele acrescenta que o grande número de votantes (1.845 trabalhadores, do total de 3.590 aptos) e de urnas (43) instaladas por todo o Estado também fez com que o trabalho de apuração fosse estendido. O quórum exigido pelo estatuto do Sindicato era de 1/3 dos eleitores aptos (1.197 votantes).

O MPT assumiu a assistência do processo eleitoral para a entidade no final de 2010 a pedido dos próprios trabalhadores. A votação ocorreu na quinta e sexta-feira, 25, em vários pontos do Estado, razão pela qual a apuração começou apenas no domingo, após recolhidas todas as urnas.  Segundo dados da Polícia Federal, o Ceará tem cerca de 12 mil vig ilantes legalizados, dos quais quatro mil sindicalizados.

(Com MPT-CE)

PCdoB fala em ter candidato a prefeito de Fortaleza

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“Embora hoje joguem do mesmo lado, PT e PCdoB podem ter de se enfrentar na disputa pela Prefeitura de Fortaleza, em 2012. Após reunião do comitê estadual, ontem, a sigla comunista anunciou que terá candidato próprio ao cargo, independentemente do desejo petista de indicar um dos seus para a sucessão da atual chefe do Executivo, Luizianne Lins (PT). “Partido que não entra em eleição majoritária é sempre time de segunda divisão”, justificou o presidente do PCdoB do Ceará, Carlos Augusto Diógenes, o Patinhas.

Mais que uma tentativa de “reinserção” – conforme explicou o dirigente – na linha de frente da política estadual, a decisão do PCdoB também representa um princípio de mal estar com o PT, que já sinalizou que se considera o responsável natural pela escolha do candidato à Prefeitura. “Achamos que não é bem assim, não concordamos com essa ideia. O que o PT faz é uma imposição. O PCdoB apoiou Luizianne no segundo turno de 2004 e em 2008. Agora, zera tudo”, avisou Patinhas.

Segundo ele, o mais cotado para o embate é o senador Inácio Arruda – que foi derrotado por Luizianne há sete anos, quando ele tentou chegar ao comando do Executivo da Capital –, mas o deputado federal Chico Lopes também está entre os “prefeituráveis”.

Questionado se a deliberação é irreversível, Patinhas preferiu se resguardar, para o caso de uma futura mudança na postura da sigla. “Não podemos dizer que é irreversível, se não vamos estar fazendo a imposição que o PT faz. O PCdoB é aberto ao diálogo. Vamos colocar nossa candidatura para o governador, a prefeita, e vamos pedir apoio a eles”, disse.

A consolidação da decisão e a escolha do pré-candidato sai no próximo dia 15 de agosto, após uma série de conferências municipais que o PCdoB pretende promover.

PT defende aliança

Prefeito de Fortaleza em exercício e um dos mais próximos de Luizianne, o presidente da Câmara, Acrísio Sena (PT), evitou bater de frente com os aliados e disse que “cada partido tem autonomia para definir a melhor estratégia”. Entretanto, ponderou que considera “mais interessante para Fortaleza que o projeto de unidade no campo popular democrático permaneça” de pé.

Acrísio voltou a afirmar que o PT tem prioridade na indicação. O governador Cid Gomes (PSB) também já chegou a se manifestar a favor da suposta legitimidade petista em escolher um candidato.

Ontem, O POVO tentou falar com o senador Inácio Arruda através de seu celular e de sua assessoria, mas não foi localizado. Chico Lopes não atendeu aos telefonemas feitos para seu celular.”

(O POVO)

Projeto de deputado cearense vai virar modelo nacional

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“O deputado federal Ariosto Holanda (PSB) vai se reunir hoje, em Brasília, no Ministério da Integração Nacional, com representantes dessa pasta e técnicos do Dnocs, Codevasf, CNPq, Finep e Conselho Nacional de Institutos Federais de Tecnologia. Na pauta, detalhes finais de projeto de sua autoria que será encampado pelo MIN e que será desenvolvido em todo o Brasil: a implantação de centros tecnológicos voltados para a capacitação de irrigantes, com garantia de assistência tecnológica.

O projeto prevê a execução de 35 unidades, com respaldo e cursos baancados com apoio dos Institutos Federais Tecnológicos, e será lançado em março em Brasília. A ordem é formação para uma agricultura moderna, segundo Ariosto.

“A presidente Dilma quer combater a miséria com educação. Esse projeto tem essa meta”, acentuou o parlamentar.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Gonzaga Mota expõe no O POVO sua trajetória, acordos e rompimentos políticos

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“Aos 68 anos, o ex-deputado e ex-governador Gonzaga Mota trocou a política pela literatura. Acaba de lançar um livro com compilação de artigos de sua autoria, diz já ter encaminhado uma obra de poesias para a editora e trabalha, agora, numa autobiografia. Outros dois projetos literários ocupam suas preocupações no momento. Apesar disso, a política ainda o entusiasma como tema de discussão, pelo que demonstra o resultado de duas horas e meia de conversa com O POVO, na tarde da terça-feira, dia 22.

O próprio ambiente onde a entrevista aconteceu, o pequeno escritório de trabalho do seu apartamento, é pura política. Por exemplo, fotos com político e de políticos ornamentam a parede.
Gonzaga Mota fala de tudo. De como virou candidato a governador em 1982, de como fez de Tasso seu sucessor quatro anos depois, das dificuldades que enfrentou no governo e após deixá-lo, dos rompimentos que protagonizou e da dependência que diz ter hoje da pensão de ex-governador que recebe. Confira aguns trechos da entrevista:

O POVO – O senhor está aposentado da política de maneira definitiva?
Gonzaga Mota – Nunca gosto de dizer nunca mais. Diria que tenho ainda um por cento de probabilidade de ser político, para 99 por cento de intenção de não mais disputar cargo eletivo. Por que isso? Entrei muito cedo na política, quase todas as pessoas com as quais me relacionei tinham idade para ser meu pai, aprendi a fazer política com um cidadão chamado Virgílio Távora, que já não existe mais. Então, minha faixa política não se confunde com a minha faixa etária, que, na verdade, é formada pelos que estão hoje no poder ou na oposição. É o Michel Temer, o (José) Serra, Lula, o Agripino (Maia), o Hugo Napoleão, entendeu? A minha faixa política, infelizmente, com “I” maiúsculo, quase todos já faleceram. Biologicamente, claro, mas deixaram muito, realizaram muito e ainda estão prevalecendo muito suas propostas, ideias, sua forma de ver as coisas. Essa é uma situação que me desestimulou muito.

OP – O senhor diria que vivemos uma crise de nomes na política, nacional ou cearense?
Gonzaga – Não, acho que temos grandes valores hoje. Temos sim, na oposição e na situação. Evitarei citar nomes para não cometer injustiças…

OP – Não dá pra citar um, pelo menos, que lhe chame mais atenção?
Gonzaga – Não é bom citar, posso esquecer algo. Me poupe desse sacrifício porque eu posso ser injusto, a memória arrisca falhar.

OP – A política, mais do que os políticos, mudou muito comparada àquela da época em que o senhor começou?
Gonzaga – Muito, mudou muito. Naquela época em que entrei, que era um tempo de transformação, de mudança radical no processo político brasileiro, vivíamos a redemocratização, havia mais romantismo. Eu convivia com gente como Ulysses Guimarães, Aureliano Chaves, Marco Maciel, José Richa, Franco Montoro, e, digamos assim, um pós-adolescente, com 36 anos, aprendi muito. Passei, então, a tentar viver aquele momento histórico do País.

OP – Era mais difícil fazer política naquela época, que era de recomeço do processo democrático.
Gonzaga – Não sei se era mais fácil ou mais difícil, ocupei cargos distintos, fui secretário, depois governador, depois deputado por três legislaturas, mas, penso eu, naquela época havia mais romantismo, mais idealismo. Hoje, parece, o pragmatismo prevalece demais.

OP – O senhor disse que aprendeu a fazer política com o ex-governador e ex-senador Virgílio Távora? Como é que ele chegou ao seu nome para o cargo de secretário de Planejamento lá nos 70? Já existia alguma relação política, então?
Gonzaga – Nenhuma, nenhuma. Eu conhecia o Virgílio por já ter votado nele uma vez, quando era ainda um garoto, na época em que ele se candidatou ao governo. Enfim, me formei em Economia, pela UFC, e depois, na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, cursei a pós-graduação. Lá fiz boas amizades, principalmente com o diretor da faculdade, que era, então, o professor Mário Henrique Simonsen. Uma figura de alto respeito, que tinha sido ministro, que nas décadas de 60, 70, 80. talvez tenha sido o principal economista do Brasil. O primeiro plano de governo do Virgílio tinha sido coordenado por Hélio Beltrão, um homem também de grande respeitabilidade, competentíssimo, e ele, querendo seguir o mesmo caminho, foi até o Simonsen, de quem era muito amigo, e lhe pediu para indicar um nome para coordenar seu novo plano de governo. Era outubro, novembro, de 1978, por aí, ele já tinha sido eleito pelo Colégio Eleitoral….
OP – Lembrando-se, ainda, que era a primeira eleição direta para governador desde o golpe militar.
Gonzaga – Seria uma eleição disputadíssima.

OP – O Aécio tinha o apoio de quem?
Gonzaga – Dos virgilistas. Também do pessoal ligado ao Manoel de Castro.

OP – Ele também era secretário na época, não era?
Gonzaga – Era o homem forte do governo, à frente da Secretaria de Governo. Aécio era uma espécie de primeiro-ministro. É uma pessoa muito boa, quero muito bem a ele. Então, era o Aécio e o Adauto naquela briga toda e eu na minha. Desisti de ser federal, vencido pelas dificuldades, e fui ao doutor Camilo comunicar que queria voltar a trabalhar no BNB no dia 2 de abril, para fugir do dia da mentira, dia 1° (risos). Ele disse que tudo bem e eu voltaria para o mesmo posto que ocupava quando sai, ou seja, a chefia da assessoria de recursos humanos. Se não me falha a memória, no dia 24 de março, eu de férias, tinha ido à praia com a mulher e meu filho caçula, os maiores estavam na aula, ali no Santo Inácio, tinha umas barraquinhas ainda modestas, acho que nem a 31 de Março existia, ainda, tomei uma cervejinha, comi um peixinho tal, minha biquara assada, enfim, de férias mesmo. Voltei pra casa, almocei e fui dormir. Era 24 de março, se não me falha a memória. Estou dormindo, coisa de duas e meia, três horas da tarde, quando a empregada chega chamando, ‘doutor Luiz, doutor Luiz, o gabinete do Governador quer falar com o senhor’. Pensei comigo: vixe, rapaz, gabinete do Governador? Não fiz nada!? O que é que houve? É o doutor Manoel, disse ela. O Manoel de Castro estava no Governo porque o Virgílio estava em Brasília e naquela época era assim, toda vez que o governador se ausentava, uma viagem aqui perto, ao Recife, exigia a passagem do cargo. Levantei, fui ao telefone e o capitão, ajudante de ordens dele, disse que era para esperar que o doutor Manoel queria falar comigo. Doutor Manoel era gente muito boa, era bonachão, e disse: ‘caba vei, bote a gravata, o paletó e venha pra cá, para o meu gabinete, porque tá cheio de jornalista. Tem mais jornalista do que gente e eu quero que você venha pra cá porque eles querem lhe ouvir. Você é candidato a governador’. Eu, surpreso: como é doutor Manoel? E ele: ‘faça o que eu tou dizendo. Até logo’. Baixei o telefone imaginando que era um trote, só podia ser. Ai, liguei de volta para o gabinete e o ajudante de ordens confirmou, pediu para ir pra lá, no Palácio da Abolição. Rapaz, quando entrei na sala, de fato, havia mais jornalista do que gente. Eu me dava muito bem com os jornalistas, mas…

OP – Entre a conversa por telefone e a chegada ao gabinete o senhor não conversou sobre o assunto com mais ninguém?
Gonzaga – Nada, com ninguém. Fui pra lá como cego num tiroteio.

OP – Os jornalistas sabiam mais do que o senhor?
Gonzaga – Tudo. Eu não sabia de nada, realmente, quando cheguei e o doutor Manoel mandou logo eu sentar na cadeira de governador, na cabeceira da mesa. Eu sentei e ai foi TV, os gravadores na minha boca, mas os jornalistas eram meus amigos, jamais foram lá para me colocar numa fria. Agora, questionaram porque tinha sido eu o escolhido. E, enfim, respondi o que era possível responder. Depois fui pra casa e quando cheguei lá, morava ali na Santos Dumont, coisa de 18 horas, 18 e 30, havia mais carro do que no enterro de Getúlio (Vargas). Era muita gente! Acabaram a minha casa, invadiram, quebraram coisas etc. Era a história do sol nascente, todo mundo querendo dar parabéns, Fortaleza quase que em peso. Senti a necessidade, depois, de fazer uma visita ao Aécio e fui até ele. Afinal, eu era ligado ao Virgílio, me dava muito bem com o Adauto (Bezerra), como até hoje me dou, mas o Aécio era apoiado pelo Virgílio. Só sei que aconteceu assim, agora, como eu fui escolhido é uma coisa que vocês vão morrer de achar graça.

OP – Foi o famoso pacto dos coronéis, pacto de Brasília?
Gonzaga – Exatamente. O doutor Leitão de Abreu, que era o homem forte do governo (João Baptista) Figueiredo, é quem estava coordenando as sucessões estaduais. Lembrando-se que eram as primeiras eleições diretas para governos estaduais em muitos anos…

OP – O nome já estava no colete como alternativa?
Gonzaga – Acho que não. É que a briga estava tão grande, a disputa entre Aécio e Adauto, especialmente, que quase exigia o aparecimento de um outro nome. O que acontece é que o doutor Leitão foi inteligente, deu uma de advogado.

OP – E quanto ao acordo que teria dividido o governo em partes iguais para os três coronéis, ficando um por cento, apenas, para o senhor nomear à vontade?
Gonzaga – Se houve este tal acordo onde menos funcionou foi no meu governo. É uma injustiça que se faz ao Virgílio, ao Adauto e ao César, porque a maioria dos secretários quem nomeou fui eu. De cara, só pra lhe dizer, escolhi os secretários de Fazenda, Planejamento e Segurança Pública, além do comandante da Polícia Militar. Dá meio governo, considerando-se a importância estratégica dos cargos. Botei o Firmo (de Castro), botei o Osmundo (Rebouças), o Feliciano (de Carvalho) e o Luna na PM. Fiz mais, inclusive, porque naquela época o normal era trazer um nome do Exército para comandar a Polícia e eu coloquei um oficial da própria PM, entendeu? Fui muito aplaudido pelos militares da corporação por isso. E há outros casos, aqueles que não indiquei pessoalmente, mas que o Virgílio, o Adauto e o próprio César chegavam pra mim e conversavam, consultando-me. O que eu achava de um Luiz Marques, por exemplo, o melhor secretário de Obras que o Ceará já teve.

OP – E a campanha eleitoral, como foi? Parece-me que o senhor obteve o maior percentual de votos da história do Ceará para um candidato ao governo..
Gonzaga – Não mudou não?

OP – Não, o Cid parecia que o faria, mas não conseguiu. Quem eram os adversários do senhor?
Gonzaga – Havia o Mauro (Benevides, do PMDB), o Américo (Barreirra, pelo PT), e eu.

OP – Qual foi o período das gonzaguetas?
Gonzaga – Oitenta e quatro, oitenta e cinco, a época lá do Colégio Eleitoral, a derrota do Maluf etc. Foi uma retaliação grande, grande. O Firmo, então, foi aos empresários e propôs. Os empresários foram solidários, sou grato a eles, e a gente pôs em prática o plano de pagar o ICM com as gonzaguetas. Assim eu levei o Estado.

OP – E se não existissem as gonzaguetas?
Gonzaga – Fechava o Estado, porque não tinha de onde tirar o dinheiro. Por isso é que considero um símbolo da resistência democrática.

OP – Do ponto de vista político, no entanto, foi um desgaste para o senhor.
Gonzaga – Foi, porque o povo não entende. O importante é que, graças a Deus, os cearenses deram essa grande colaboração à redemocratização ao aceitarem as gonzaguetas. Caso contrário, não teria havido redemocratização. Quero deixar bem claro esse negócio das gonzaguetas porque acho que comete injustiça, não em relação a mim, mas em relação a um símbolo da resistência democrática.

OP – Outro episódio marcante foi o da campanha das Diretas Já. Em que contexto o senhor se transformou no primeiro governador a aderir?
Gonzaga – Sempre fui um democrata, sempre fui um democrata. Por isso é que aderi à campanha das diretas e fiquei mal visto dentro do PDS, embora muito bem visto perante a opinião pública. A ponto de ter sido aplaudido de pé dentro do Canecão, no Rio de Janeiro.

OP – Já discutimos o processo que levou à indicação do nome do senhor como candidato ao governo. E a escolha por Tasso Jereissati para disputar sua sucessão, como aconteceu?
Gonzaga – Foi muito simples o lançamento da candidatura dele. Apesar de, na verdade, nem o CIC querer, inicialmente, o Tasso como candidato.

OP – Mas, como é que o senhor chegou nele?
Gonzaga – Monocraticamente. O CIC queria a candidatura de outro associado, o Beni Veras, e o Tasso foi um nome escolhido por Gonzaga Mota. Gosto muito do Beni, mas eu queria ganhar a eleição do Adauto, qual o governador que não quer ganhar uma eleição, fazer o sucessor. O Lula, ai, fez o que fez para ganhar a eleição de cabo a rabo, como ganhou. O CIC é uma instituição que prestou relevantes serviços ao Ceará. Há 30 anos, claro, não se tinha pesquisas científicas, como existem hoje, as pesquisas eram empíricas. Não era uma coisa de qualidade, dois pra lá, dois pra cá, não tinha o grau de confiabilidade dos dias atuais, variância, Enfim, foi uma decisão monocrática, minha. Chamei o Tasso lá em casa e disse a ele que iria lançá-lo candidato ao governo do Estado. Ele questionou por que eu não lançava o Beni. Daí você vê, então, que o Beni era o nome que o CIC já definira para a eventualidade de um lançamento de candidatura ao Governo. Foi uma atitude correta do Tasso, inclusive.

OP – Por que não o Mauro Benevides, um dos nomes mais fortes do PMDB do Ceará na época?
Gonzaga – Eu fiz as pesquisas empíricas e nelas o Adauto tinha 70% enquanto o Mauro aparecia com 10%, 5%. O Adauto era muito forte, especialmente no Interior.

OP – O sentimento entre as pessoas era no sentido de querer algo novo? Isso pesou?
Gonzaga – Pode até ter pesado, mas o que pesou mais foi o desempenho de Tasso na campanha que foi muito bom. Surpreendente, até.

OP – O próprio Tasso diz que no começo achava que não ia ganhar. E o senhor?
Gonzaga – Eu achava (que Tasso venceria). Quando lancei o Tasso foi com a certeza de que ganharia, mesmo que no começo ele tivesse 1%, contra 40% do Adauto.

OP – De onde vinha essa certeza? Do Plano Cruzado, de quê?
Gonzaga – Foi o Plano Cruzado, foi a estrutura logística do Tasso, que era muito boa, o fato de ele ser novo, tudo isso influiu. Mas, chamei o Tasso e disse que seria ele o candidato e que eu só ouviria duas pessoas para obter a concordância. Caso elas concordassem, ele já sairia dali candidato. Um era o chanceler Airton Queiroz e o outro o diretor do Incor na época, doutor Fúlvio Pileggi, que era o médico dele no Brasil. O Airton era porque eu precisava do aval da família e, devo dizer, tanto ele quanto o doutor Pileggi foram muito corretos.

OP – O Tasso eleito governador também haveria rompimento..
Gonzaga – Eu nunca rompi.

OP – O senhor participou, por exemplo, da montagem da equipe do governo Tasso?
Gonzaga – Nada. Não indiquei nem um ascensorista.

OP – A história que ele nos contou uma vez confirma que não houve um rompimento formal, mas que o desencontro deveu-se ao fato de deputados ligados ao senhor chegarem até ele um dia já com uma divisão de cargos feita..
Gonzaga – Não. O que fiz foi chamá-lo, depois da vitória e antes da posse, para que ele pusesse uma pessoa de sua confiança como secretário ainda no final de minha gestão. E deixei claro que não queria um só cargo. Ele colocou o Airton Angelim como secretário de Governo. Agora, se chegou algum gonzaguista…

OP – O que ele disse é que o grupo já chegou para conversa com tudo definido: Cagece é de fulano etc etc. E que ele já mandou aquele pessoal de lá para a oposição. Agora, como é que se deu o desgaste entre os dois, entre o senhor e ele?
Gonzaga – Nunca houve nada assim, entre mim e o Tasso, particularmente. O problema, acho, foi com alguns áulicos do Tasso, certamente com receio, não alimentado por mim, de que eu viesse a me transformar no grande líder do Ceará. Por quê? Adauto derrotado; César Cals derrotado para o Senado; Virgílio derrotado. O Tasso, diretamente, nunca recebi dele qualquer atitude brusca, tanto é verdade que ele me chamou para ser do PSDB alguns anos depois. Agora, alguns áulicos do Tasso, e não citarei nomes, a maioria está ai, viva.

OP – A maioria dos deputados ligados ao senhor foi para o lado do Tasso?
Gonzaga – Somente dois ficaram comigo, realmente: o Antônio Câmara e o Franze Moraes. Todos passaram para o governo e acompanharam o Tasso.
Eu, inclusive, prejudiquei a vida política do Câmara, porque se ele tivesse me largado, me deixado, como outros fizeram, ele seria governador do Ceará, tranquilamente. A fidelidade dele a Gonzaga Mota levou os meus assessores a não darem oportunidade. Fiquei sem nada, sem mandato, e, inclusive, o Sarney havia prometido um ministério pra mim, que nunca aconteceu. Fui vítima de uma perseguição mesquinha por esses áulicos, mas a história vai mostrar quem foram eles. Passei quatro anos sofrendo, sem mandato, voltei a dar aula na faculdade, pedi licença do BNB para interesse particular e…

OP – Sendo chamado de força do atraso.
Gonzaga – Sendo chamado de força do atraso, quando fui o primeiro a lutar pela redemocratização a partir do PDS e sustentei o Estado em meio a grandes dificuldades. Mas, não tenho ódio, mágoa ou rancor.

OP – Quanto à situação em que Tasso recebeu o Estado, o quadro econômico era tão ruim quanto ele próprio disse? Falava-se, por exemplo, em seis meses de salários atrasados.
Gonzaga – Fui vítima, no período em que deixei o governo, de calúnias, de injúrias, até em assassinato tentaram envolver o meu nome. Até, até. Houve um determinado homicídio aqui em Fortaleza e apontaram pessoas ligadas a mim como responsáveis por ele. E pessoas, áulicas, levaram aos jornais, à imprensa que eu tinha sido um dos elementos que mandou fazer aquele ato criminoso, aquela barbaridade. Foi uma coisa tão grosseira que o ex-secretário de Segurança, doutor Feliciano de Carvalho, foi à televisão me defender. Reclamou que era um absurdo aquilo, era uma calúnia etc. Mas, até nisso tentaram me envolver. Agora, o mais interessante de tudo é que as pessoas ligadas a mim que se tentou acusar de envolvimento com o crime, gente de quem gosto até hoje, passaram para o governo. Foram aceitas no governo.

OP – O argumento do Tasso era que recebeu o governo com seis meses de salários atrasados, o Estado devendo tudo, caixa desmilinguido, muito funcionário sem trabalhar, folha de pessoal inchada…
Gonzaga – Muito exagero dele. Houve, realmente, uma crise financeira, crise motivada pela retaliação que sofri para redemocratizar esse País. É bom que a juventude saiba disso. Havia dificuldade, como todo governo começa com dificuldade. Além da discriminação, foram dois anos de seca e dois de enchentes. O que acontece é que estava colocado um projeto de poder, os áulicos queriam um projeto de poder, não era um projeto de governo.

OP – Agora em 2010 o senhor votou em quem para governador?
Gonzaga – No Cid Gomes, por causa de uma pessoa: Domingos Filho (candidato a vice-governador). Porque ele é parente do Antônio Câmara, que foi o maior amigo que tive na política. Há duas coisas que matam: a inveja e a ingratidão.

OP – No Tasso, candidato a senador, o senhor votou?
Gonzaga – Votei.

OP – Ele foi um bom senador?
Gonzaga – Foi.

OP – Como é a vida do senhor, hoje?
Gonzaga – A minha vida é a de um cidadão de classe média, aposentado do Banco do Nordeste, não, lá eu fiz um PDV, da UFC e do INSS. Tenho 68 anos de idade, gosto de política, acompanho, mas não participei de nada desde a última eleição, em razão da minha condição de saúde. Agora quero me dedicar mais à literatura, gosto muito de escrever. Vou, inclusive, publicar agora um livro de poesias e estou com três livros no prelo. Um, já sendo escrito com ajuda do meu amigo Mário César e o professor Francisco Moreira, o de poesia está pronto, já mandei para a editora, embora só queira lançar em maio, acabei de lançar um outro. Além disso, tem outros dois nos quais pretendo trabalhar, um seria “Política, momentos históricos”, voltado mais para minha participação na redemocratização, e, finalmente, mais outro onde pretendo fazer uma análise histórica do capitalismo cearense posterior à proclamação da República. Como ocorreram algumas fortunas no Ceará e como algumas delas desapareceram ao longo do tempo.

OP – Vai mexer num vespeiro, certamente.
Gonzaga – Estou pensando, inclusive, em escrever na forma de romance, com nomes fictícios (risos).

OP – O senhor, como deputado federal, foi relator do Plano Real. Como é que foi esse episódio?
Gonzaga – Sem dúvida. Eu diria, desculpe, que fiz o dever de casa, também. Fui presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, a mais importante junto com a de Constituição e Justiça. Era uma comissão da qual fazia parte gente como Roberto Campos, Delfim Neto, Maria da Conceição Tavares, aquele que faleceu e que era um grande economista, Ieda Crusius. Luiz Gushiken, Kandir, fui presidente da Comissão de Economia, fui relator de vários projetos, um deles é este do genérico. Não estou querendo dizer que sou o responsável, pelo amor de Deus.

OP – Como foi enfrentar o Tasso?
Gonzaga – Normal. O único debate que aconteceu na TV ele não foi. Já disse que não tenho ódio, rancor ou mágoa de ninguém, faria tudo de novo. Agora que eu fui caluniado, injuriado, perseguido de uma maneira brutal..

OP – O senhor já chegou a conversar sobre essa questão com o próprio Tasso?
Gonzaga – Nunca. Nem vou.

(O POVO)

Campanha da Fraternidade não será lançada na quarta-feira de cinzas, avisa arcebispo

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O arcebispo de Fortaleza, dom José Antõnio de Aparecido Tose, confirmou, neste domingo: a divulgação da Campanha da Fraternidade 2001, cujo tema é “Fraternidade e Ecologia”, ocorrerá na quinta-feira pós-Carnaval e não na tradicional quarta-feira de cinzas.

“Nós fizemos essa mudança ano passado e deu certo. Conseguimos maior espaço na mídia, o que é importante para difundirmos o objetivo da campanha”, acentuou dom José Antônio. Ele observou que uma coletiva na quarta-feira de cinzas não ganhava maior dimensão, por conta do balanço do Carnaval e outras informações acerca do período.

A entrevista coletiva para o lançamento da CF-2011 ocorrerá na quinta-feira, às 15 horas, na casa arquiepiscopal.

(Foto – Paulo  MOska)

PSC terá candidato a prefeito de Fortaleza em 2012

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Confiante de que o PSC vai sobreviver à Reforma Política que o Congresso ensaia fazer, o presidente regional da legenda, Gideon Queiroz, afirmou, neste domingo, que o partido terá candidato a Prefeito de Fortaleza em 2012.

“Vamos ter candidato a prefeito. Faz parte da nossa tradição. O PSC aproveita essas eleições para crescer. Estamos trabalhando para conquistar três cadeiras na Câmara Municipal”, explicou o dirigente partidário.

Sobre o nome que disputará a Prefeitura, avisou: “Vamos, mais uma vez, com o pastor Neto Nunes. Ele tem trabalho, apoio de setores evangélicos e pode fazer a diferença”, destacou Gideon Queiroz. Neto Nunes disputou a última eleição municipal e, no pleito de 2010, tentou e não conquistou cadeira de deputado federal.

VAMOS NÓS – Será que agora vai dar tudo certo, pastor Neto?

Novela sobre vaga de suplente na Assembleia pode ser resolvida nesta 2ª feira

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Coronel Amarílio briga pela vaga.

A Procuradoria Jurídica do Poder Legislativo do Ceará aguarda, para esta segunda-feira, decisão, por parte do Tribunal de Justiça do Estado, sobre Agravo Regimental interposto pelo procurador-geral da Casa, Reno Ximenes, no processo que discute a vaga no parlamento estadual.

O caso surgiu em decorrência de mandado de segurança proposto pelo Coronel Amarílio Melo, suplente do PSB, com liminar deferida pelo desembargador Lincoln Araújo.

No recurso, o procurador Reno Ximenes alega ilegitimidade do suplente do PSB propor a ação, afirmando que se a vaga é do partido, só o partido pode propor a ação. Reno alega o princípio da anualidade no direito eleitoral na Constituição Federal e argumenta a definição de coligação e coeficiente eleitoral do Código Eleitoral dentre diversos argumentos constantes na peça de agravo.

MPT-CE apura eleição do Sindicato dos Vigilantes

“Os trabalhadores da atividade de vigilância no Estado do Ceará conhecerão, ainda hoje, a chapa vencedora para o comando do seu sindicato. A apuração terá início às 9h30min deste domingo, na sede do Ministério Público do Trabalho (Av. Padre Antonio Tomás, 2110 – Aldeota). O MPT assumiu a coordenação do processo eleitoral para a entidade no final de 2010 a pedido dos próprios trabalhadores. A votação ocorreu na quinta-feira, 24, e sexta-feira, 26, em vários pontos do Estado. A disputa pelo comando do Sindicato d os Profissionais Vigilantes e Empregados em Serviços de Segurança, Vigilância e Transporte de Valores Outros do Estado do Ceará (Sindvigilantes) envolve três chapas, ligadas a diferentes centrais sindicais de trabalhadores. As urnas foram guardadas na sede do MPT, onde se dará a apuração, sob a supervisão do procurador regional do Trabalho Francisco Gérson Marques de Lima. 

 A Comissão Eleitoral foi formada por três profissionais de outras categorias e de entidades que não integrem centrais. Cada chapa pôde indicar um membro para acompanhar os trabalhos da Comissão, com direito a voz. A primeira eleição sindical coordenada pelo MPT na história recente do Ceará foi a do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintro), realizada em dois turnos em janeiro e fevereiro de 2010. Em novemb ro último, o MPT acompanhou, também a pedido, a realização da eleição no Sindicato dos Policiais Federais (Sinpof). “Este tipo de atuação do MPT tem caráter excepcional a fim de viabilizar uma eleição tranqüila, democrática e transparente”, enfatiza Gérson Marques.”

(Site do MPT-CE)

Em mensagem para o Blog, promotor de Aracati alerta sobre devastação de falésias

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A situação das falésias na praia de Canoa Quebrada, em Aracati (Litoral Leste), agrava-se cada vez mais. Ali, barraqueiros precisam sobreviver, mas a natureza vem sendo devastada e colocando em risco a tudo e a todos, segundo alerta o promotor de justiça de Aracati, Cledson Ramos. Eis a mensagem que ele manda para o Blog: 

Caro jornalista Eliomar de Lima,

Permita-me uma rápida apresentação: sou promotor de justiça titular da 1ª Promotoria de Aracati, atuando, portanto, na 1ª Vara desta comarca, onde corre a Ação Civil Pública que trata do problema das barracas de praia construídas próximas às falésias de Canoa Quebrada, sobretudo no que diz respeito ao fator segurança.

Como deve ser de seu conhecimento, eis que, durante a última semana, alguns veículos de comunicação informaram à população a respeito da “voçoroca” que se abriu naquelas falésias, podendo-se citar como exemplos as seguintes reportagens:

Buraco imenso divide praia de Canoa Quebrada e preocupa moradores
http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=312424&modulo=178

Aracati decreta situação de emergência
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=939282

Gostaria, no entanto, de informar também que desde o dia 8 de fevereiro deste ano (antes, portanto, de tais reportagens), nós do Ministério Público Estadual em Aracati entramos com um PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO dirigido ao Tribunal de Justiça do Ceará, conforme se vê no arquivo que lhe enviamos.

Em suma, tal qual se vê na referida peça, o pedido se baseia na abertura deste verdadeiro “cânion”, bem como no estudo do CREA/CE que conclui taxativamente que “há necessidade de transferência de todas as barracas de praia para um local apropriado” e que “O Poder Público não pode ficar omisso diante da atual situação encontrada em Canoa Quebrada, precisando intervir urgentemente”.

Pois bem. Sobre este estudo, bem como o aludido PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO, a sociedade ainda não tomou ciência e, portanto, desconhece o real perigo da situação.

Veja-se que ainda nesta semana caiu um grande trecho da falésia da praia de Redonda, no vizinho Município de Icapuí:

Parte de falésia desmorona em Icapuí
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=938616

Indaga-se: se fosse em Canoa Quebrada, com dezenas de trabalhadores e turistas nas barracas, quantos seriam soterrados? Quantos sairiam feridos ou mesmo mortos?

Acreditamos, pois, ser da máxima urgência e interesse público a divulgação do caso.

Seguem ainda, em anexo, um “arquivo zipado” com as fotos juntadas ao PEDIDO DE RECONSIDEREÇÃO e a CONTRA-MINUTA do recurso que se encontra no Tribunal de Justiça do Ceará, que, espera-se, não tarde em seu julgamento, já que a natureza não espera por ninguém e vidas humanas estão em risco.

Atenciosamente, 

Cledson Ramos,

Promotor de Justiça de Aracati. 

Crateras estão surgindo na Avenida Abolição

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Do coordenador do Movimento Amigos da Beira Mar, em Fortaleza, Tadashi Enomoto, recebemos esse alerta endereçado à Prefeitura. Confira:

Prezados Jornalista Eliomar de Lima,

Eis a situção do asfalto em frente ao Clube do Náutico, na Avenida Abolição: já está começando a apresentar crateras. Se a Prefeitura fizer logo um “Tapa-Buracos”, com pouco serviço pode-se resolver o problema e evitar um problemão.

Abraços,

Tadashi Enomoto
Coordenador dos Amigos da Beira Mar.

VAMOS NÓS – Quer fazer como Tadashi e ajudar o Município na prevenção contra algum tipo de problema? É só entrar em contato com o Blog (www.eliomarmar@uol.com.br). Envie seu alerta, sua foto e contribua como cidadão.

OAB/CE muda regras da eleição de presidente. Veda jantares e publicidade

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A Ordem dos Advogados do Brasil, Secção do Ceará, em reunião realizada neste sábado, em sua sede, das 9 às 16h30min, deliberou por indicativo de alteração no Regimento Interno da entidade, disciplinando principalmente os processos eleitorais subseqüentes. Dentre várias alterações, o secretário-geral da OAB, Cleto Gomes, infomrou alguns itens para o Blog:

1 – Pagamento de Anuidades de Inadimplentes

O advogado só poderá votar se estiver em dias com as obrigações pecuniárias junto a OAB/CE com 30 dias de antecedência do dia da eleição.

Esta deliberação evita que eventual Chapa Concorrente ao pleito venha a pagar anuidade de advogado inadimplente para conseguir o seu voto, além de concorrer de forma desigual com outra chapas com menos poder aquisitivo.

2 – Cafés da Manhã, Almoços e Jantares

Ficou terminantemente vedada a realização de cafés da manhã, almoços e jantares pelas Chapas Concorrentes ao Pleito.

Esta deliberação evita que uma Chapa Concorrente que detenha mais recursos financeiros possa realizar estes tipos de eventos, enquanto que outra com menos poder aquisitivo possa participar do certame em posição igualitária.

3 – Dia das Eleições

Só poderão ter acesso ao local de votação advogados(a) e pessoas credencias pela Comissão Eleitoral.

As Chapas Concorrentes não poderão contratar milhares de pessoas para adentrarem e circularem no interior do local de votação.

4 – Pessoas estranhas às eleições

Não poderá haver acesso de pessoas vinculadas a determinada Chapa Concorrente ao arredor do local de Votação (estimado em 300 metros).

Esta deliberação evita que pessoas não vinculadas a Ordem possa dificultar o acesso do advogado(a) no momento da votação, mediante pagamento de valor pecuniário.

5 – Publicidade

Não poderá haver publicidade em televisão, rádios e jornais.

Esta deliberação visa que Chapa Concorrente com menos poder aquisitivo possa participar do pleito em igualdade de condições.

A reunião foi interrompida porque não houve acordo sobre o tema: votação em um único local, com mais de três acessos para ingresso do advogado (que exclui o local de costume); ou, em um único local que tenha mais de três locais de acesso e amplo espaço para estacionamento e comporte mais de 15.000 advogados (a). Mais uma reunião deverá ocorrer no próximo sábado depois do Carnaval.

Pra Cleto Gomes, essa reunião deu sinais de haverá “uma profunda reforma política nas eleições da OAB/CE, matéria que nunca foi discutida nem aprovada em gestões anteriores.”

Bandas de forró eletrônico e suas músicas de gosto duvidoso

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Com o título “O Som do Ceará: A indústria da música fortalecendo o machismo, o álcool e a poluição sonora”, eis artigo de Alexandrina Mota, que integra a Associação Cearense de Forró. Ela bate duro nas bandas do forró eletrônico e suas músicas de letras duvidosas. Confira:

Apologia a bebida alcoólica, paredões de som e completo desrespeito à mulher. É assim que as bandas cearenses de maior destaque estão destruindo a nossa música genuína, denominando esse ritmo, de gosto duvidoso, de forró.

“Abre o som”, “Deixa o Som Tocar”, “Beber e Raparigar”, “Bebendo Pinga, Bebendo Cerveja”, “Beber, Cair e Levantar”, “Bebo Pra Carai”, “Cachaça, Mulher e Gaia”, “Cachaceiro”, “De Bar Em Bar, De Mesa Em Mesa”, “Eu bebo”, “Motivos Pra Beber”, “Eu bebo”, “Ele Bebe, Ele Fuma, Ele foge”, “De Rapariga Eu Entendo”, “Lapada Na Rachada”, “Locadora de mulher”, “Maria Gasolina”, “Mulher Fuleira”…

Esses são alguns dos “hits” que levam milhares de adolescentes e jovens a introjetarem a cultura do desrespeito ao meio ambiente, onde o melhor é o que faz mais barulho, o incentivo ao consumo de bebidas alcoólicas que na maioria das vezes está atrelado a direção perigosa e o sexismo com a completa desqualificação da mulher.

Acidentes são frequentes na volta de festas e muitas vidas já foram ceifadas, mas a cada dia a indústria deste tipo de música – capitaneada por empresas capitalistas que só visam o lucro, se expande e domina o mercado.

O que mais me chama atenção é o poder público compactuar com essa degradação cultural, contratando a peso de ouro essas atrações. O que se gasta com ações educativas para prevenir gravidez na adolescência, alcoolismo, políticas para a juventude, para igualdade de gênero e respeito ao meio ambiente, são em um só evento postas abaixo.

É fato que a sociedade está começando a se insurgir contra essa “praga”, exemplo disso foi a mobilização no período do pré-carnaval de Fortaleza que culminou com a aprovação da “lei do paredão”.

O momento é oportuno para aprofundar a discussão. O carnaval está chegando e em dois meses teremos as festas juninas. É importante que com a vitória da “lei do paredão”, avancemos e façamos uma requalificação das festas juninas em Fortaleza e em nosso estado do Ceará, que estão totalmente descaracterizadas. A idéia é que as nossas raízes culturais sejam preservadas, que o modismo não sobreponha a tradição e que os cearenses não se envergonhem da sua produção musical.

Como “gonzagueana”, nordestina, cearense, cabocla da minha terra querida, Tejuçuoca, estou otimista. Acredito que os nossos governantes não continuarão compactuando com esse desastre.

* Alexandrina Mesquita Mota Brito, fisioterapeuta, especialista em Auditoria em Saúde e Psicomotricidade Relacional e Membro da Associação Cearense do Forró. 

Prefeito Acrísio Sena cai na folia

O prefeito em exercício Acrísio Sena (PT) participará do encerramento do Pré-Carnaval de Fortaleza, a partir das 19 horas, no Aterrinho da Praia de Iracema. O destaque fica por conta do show em homenagem ao compositor cearense Evaldo Gouveia, autor de sucessos de carnavais ao lado de Jair Amorim.

O encerramento contará com o bloco Unidos da Cachorra, Nayra Costa, Marcos Café, Adelson Viana, Davi Duarte, Academia, Breculê, Lidu e o próprio Evaldo. da comemoração.

Quer adotar um gatinho?

O Grupo de Apoio ao Bem-Estar Animal (GABA) promove neste domingo, das 9 às 17 horas, no calçadão da avenida Beira – em frente ao Clube Náutico, a VI Feira de Adoção de Animais. Dessa vez, o objetivo é incentivar a adoção de gatinhos. Segundo a coordenação do GABA, na feira, estarão expostos cerca de 30 animais e os interessados em adotá-los devem apresentar, na ocasião, carteira de identidade, comprovante de endereço e ser maior de 18 anos.

A participação na VI Feira de Adoção de Animais pode ir além de adotar um gatinho. O GABA aceitará também doação de ração, medicamentos, materiais pet em geral ou mesmo qualquer outro tipo.

Energia elétrica – Deputados querem devolução de R$ 7 bi a consumidor

Chico Lopes (PCdoB) engrossa o movimento.

“Um grupo de deputados quer que as concessionárias de energia elétrica devolvam ao consumidor o que receberam indevidamente durante sete anos. Estimativa feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que um equívoco de cálculo fez com as empresas recebessem R$ 1 bilhão a mais por ano no período de 2002 a 2009. A devolução dos recursos, estimados inicialmente em R$ 7 bilhões, está prevista no Projeto de Decreto Legislativo 10/2011, apresentado na última quarta-feira (23) na Câmara.

Segundo a proposição, as distribuidoras cobraram na conta de luz, durante sete anos, uma contribuição com o pretexto de custear o fornecimento de energia em localidades e sistemas isolados do país. A cobrança foi considerada irregular pelo TCU. No último dia 25 de janeiro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a decisão tomada em dezembro de 2009 de desobrigar as concessionárias de restituir os valores aplicados irregularmente.

A proposta apresentada na Câmara susta “os efeitos normativos” da agência reguladora. Na justificativa do projeto de decreto legislativo, os deputados que assinam a proposta acusam a Aneel de “negar o direito dos consumidores brasileiros de serem ressarcidos do erro da metodologia de cálculo que elevou ilegalmente as tarifas de energia elétrica” entre 2002 e 2009.

“Mas esse cálculo não levou em conta o crescimento do número de consumidores e as distribuidoras arrecadaram mais do que foi efetivamente gasto na manutenção desses sistemas. Essa arrecadação excedente é proibida pelas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica”, aponta a assessoria do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), um dos responsáveis pela apresentação do projeto. O parlamentar pernambucano disse ao Congresso em Foco que a iniciativa já reúne 180 assinaturas de parlamentares na condição de “co-autores” da matéria.

“No plenário, não tenho a menor dúvida de que vamos conseguir a aprovação, até porque é um direito dos consumidores brasileiros. Temos um apoiamento quase unânime”, avalia Eduardo, para quem o valor cobrado indevidamente dos consumidores pode dobrar, feitas as correções inflacionárias. “Não menos que R$ 7 bilhões – o Tribunal de Contas da União [TCU] disse que a dívida estava calculada em R$ 1 bilhão por ano [entre 2002 e 2009]. Mas esse valor pode chegar a R$ 15 bilhões. Só vamos ter essa certeza quando esse levantamento for finalizado pela Aneel.”

Segundo a justificativa do projeto de decreto legislativo, o pagamento indevido de tarifas fere dispositivos da Constituição, do Código de Defesa do Consumidor e da própria Aneel, na definição de direitos e deveres do consumidor, “em especial do direito ao ressarcimento pelos valores cobrados indevidamente (artigos 76 a 78 da Resolução Aneel n.º 456, de 2000; e o artigo 113 da Resolução Aneel nº 414, de 2010)”. Eduardo da Fonte diz que, em vez de funcionar como agência reguladora, a Aneel demonstra estar a serviço das distribuidoras de energia elétrica.”

(Portal Uol)

NO CEARÁ, o deputado federal Chico Lopes (PCdoB) engrossa esse grupo de parlamentares que questiona reajustes da tarifa de energia elétrica. Essa luta do parlamentar é antiga e, em reajustes definidos pela Aneel para a Coelce, Lopes, ao lado do deputado estadual Lula Morais, sempre questiona na Justiça. Na próxima semana, Lopes e Lula deverão ir ao TRF-5ª Região conferir como vai processo que movem contra a Coelce.

Dnocs reassentará famílias das terras da barragem Figueiredo

O diretor-geral do DNOCS, Elias Fernandes, anunciou, nesta sexta-feira, que, em parceria com o Governo do Estado, já deu início à construção das casas do reassentamento das famílias atingidas pela construção da barragem Figueiredo nos municípios de Alto Santo e Iracema, uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento. A barragem está em fase de conclusão e terá capacidade de acumular 520 milhões de metros cúbicos de água.

Estão sendo construídas 120 casas de igual padrão, com área de 100 m², sendo 33 na comunidade de São José dos Famas, 55 na Agrovila e 32 na comunidade de Boa Esperança. Segundo o diretor de Desenvolvimento Tecnológico e Produção do DNOCS, Rennys
Frota, que visitou o local, as famílias dessas comunidades serão beneficiadas também “com postos de saúde, praça, escola, quadra de esporte, creche, igreja, saneamento e toda a infraestrutura necessária para se ter uma condição de vida com qualidade”.

Elias Fernandes adiantou que o DNOCS, juntamente com o Instituto do Desenvolvimento Agrário do Ceará (IDACE), pretende inaugurar e entregar as 33 primeiras casas até o fim do mês de março.