Blog do Eliomar

Categorias para Ceará

O day after da greve

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Passada a greve dos policiais militares e bombeiros, há quem avalie: o governador Cid Gomes terá que repensar sua equipe da área da segurança pública, que menosprezou o movimento e o deixou em situação política complicada.

Houve quem avisasse o Governo do crescimento da insatisfação da tropa, mas a cúpula da Segurança minimizou o movimento, alegando que era coisa de um pequeno grupo.

O que os policiais militares acordaram com o Governo

1. Anistia geral para quem participou da greve e para aqueles que cecaram o carro do governador Cid Gomes durante visita dele a uma estação do Metrofor, no Centro. Na ocasião, os PMs faziam uma caminhada de protesto;

2. Incorporação ao salário da gratificação de R$ 850,00 que era concedida apenas aos policiais militares que cumpriam jornada das 22 às 6 horas;

3. Vale-refeição subiu para R$ 224,00;

4. Redução de jornada de trabalho para 40 hroas semanais, com o Governo pagando extra no caso de precisar do policial fora do expediente;

5. Criada comissão para tratar de mudanças do Código Militar.

DETALHE – O que causou esstranheza é que, em nenhum momento, o governador Cid Gomes apareceu para a negociação. Nem para fazer um pronunciamento.

Termina a greve dos policiais militares

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“Os policias militares e bombeiros do Ceará decidiram encerrar a greve na madrugada desta quarta-feira, 4. Em reunião, líderes governistas e grevistas entraram em acordo para voltar às atividades. Em seguida, o documento também foi aprovado pelo governador do Estado, Cid Gomes, e pela categoria, em assembleia.
Entre os trechos do acordo, estão a apresentação dos policiais militares nos quartéis até a meia-noite desta quarta-feira, com anistia geral de processos abertos desde primeiro de novembro de 2011.
Outra cláusula da proposta incorpora R$ 850 para todos policiais ativos, inativos, pensionistas, tanto da polícia militar como bombeiros militares. Mais 7% de aumento dado a servidores.
O pedido de 40 horas semanais – e não mais 44h – também foi acatado. Sem efetivo, policiais militares e bombeiros militares receberão extra. Também deve ser criado o Código de Ética e Disciplina.
O acordo também prevê a anulação da liminar da desembargadora Sérgia Miranda, com dispensa de multas individuais e para entidades. O governo também deve apresentar proposta no Congresso para anistia às manifestações de primeiro de novembro – Metrofor – e 30 de dezembro – greve.
A categoria estava em greve há cinco dias.

ReuniãoO encontro que formalizou o acordo entre grevista e governo teve início as 9h de terça-feira, 3. Participaram os líderes do movimento grevista, Flávio Sabino (Associação de Cabos e Soldados), Pedro Queiroz (da entidade nacional da categoria), e o capitão Wagner Souza (suplente de deputado, no exercício do mandato) e Fernando Oliveira (Procurador Geral do Estado), Andréia Coelho (Defensora Pública Geral do Estado) e Socorro França (Procuradora-geral de Justiça) e o Valdetário Andrade Monteiro (Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Ceará).”

(O POVO)

Policiais civis voltam à greve

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Policiais civis decidiram, em assembleia geral, nesta noite de terça-feira, voltar à greve. As viaturas das Delegacias de Homicídios, Denarc, DRFVC e da 34ª DP já estacionaram as viaturas em frente à Superintendência da Polícia Civil. A Polícia da Região do Jaguaribe, segundo a diretoria do Sinpoci, já parou também.

Diretores da entidade segfuem agora em direção às delegacias plantonistas para convocar os associados a entregarem as chaves das delegacias aos delegados e virem apoiar o movimento paredista na praça, em frente a sede da Superintendência.

Barracas estão sendo montadas nesse local para servir de ponto de concentração do movimento. A luta é por melhores condições salariais.

O Sinpoci diz que a Polícia Militar já conseguiu promessa de aumento salarial, enquanto a categoria, em cinco  meses, fez a paralisação conforme a lei e não conseguiu êxito. A Força Sindical e o Sindicato Mova-se prometem apoio ao movimento com alimentos e carros.

Com fim ou não da greve, alguém vai ter que pagar o preço político

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Com o fim da greve, uma certeza política. O governador Cid Gomes (PSB) terá que fazer mudança na cúpula da Segurança Pública ou na área do Comando da Polícia Militar que, com o episódio da greve na tropa, acabou sem condições políticas para continuar seu trabalho.

O preço pelo fim do movimento sairá muito caro para a imagem do Governo e alguém vai ter que pagar tanto desgaste político.

Esse é o pensamento corrente entre aqueles que fazem parte do chamado núcleo da confiança do Palácio da Abolição.

Greve na PM – Movimento pode chegar ao fim. Agora, só depende Cid Gomes

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“A decisão agora está na mão do governador Cid Gomes, para encerrar a greve de policiais militares e bombeiros, que já dura cinco dias. Há pouco, a procuradora geral de Justiça, Socorro França, no papel de intermediadora, ligou para o comando de greve e fez a proposta, já aceita.

Foram atendidas três das seis reivindicações dos grevistas. São elas:

1) O governo pagará R$ 859,00 a policiais que atuam no turno C (madrugada) com este valor sendo incorporado ao salário;

2) Todos os policiais, sem exceção, saem das 44 horas para 40 horas semanais;
3) Será concedida a anistia ampla e irrestrita a todos os que participaram do movimento grevista nos últimos cinco dias.

Tão logo a proposta feita pela procuradora foi repetida pelo telefone, o comando e os policiais grevistas acampados no prédio da 6ª Companhia do 5º Batalhão da PM, no bairro Antônio Bezerra, se reuniram e aceitaram o que foi sugerido.

As outras três reivindicações, o Governo só aceitará negociar com a paralisação encerrada. O fim da greve seria hoje, mas a volta ao trabalho será a partir de amanhã – se o governador selar o acordo.

O documento já está sendo enviado de volta ao Palácio da Abolição, com a assinatura dos líderes do movimento grevista, Flávio Sabino (Associação de Cabos e Soldados), Pedro Queiroz (da entidade nacional da categoria) e o capitão Wagner Souza (suplente de deputado, no exercício do mandato). Também deverá assinar o documento o procurador geral do Estado, Fernando Oliveira.

A decisão sobre o fim da greve deve sair nas próximas horas.

O POVO estava na sala no momento da negociação.

Deputado diz que escapou de assalto no calçadão da Praia de Iracema

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O deputado estadual João Jaime (PSDB) escapou de assalto, nesta tarde de terça-feira, quando fazia cooper no calçadão Praia de Iracema. O parlamentar contou assim, em nota para o Blog, essa situação:

Caro Eliomar,
Acabo de escapar de ser assaltado no calçadão da praia de Iracema. Dois jovens, de aproximadamente 20 anos – um botou o revólver na minha cabeça e dizia que se eu corresse, ele atirava. O outro me revistou e, como não encontrou nada, disse para eu me virar e andar sem olhar para trás . Segui em frente e fui andando e procurando alertar às pessoas que seguiam.
Foi uma experiência que não quero pra ninguém.
Sugiro que, quem puder, não saia de casa. Estamos fora do  estado de direito. O caos, pelo visto, se instalou em Fortaleza e quem devia, não esta fazendo pela população. Qualquer um, nesse momento, pode ser uma vitima fatal. Felizmente, hoje não era o meu dia. Agradeço a Deus.

DETALHE – João Jaime é do PSDB, mas integra a base de apoio do Governo Cid Gomes (PSB).

A greve da PM, o caos e o governador

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Com o título “A Instalação do caos”, o professor-doutor Fernando Schemelzer de M.  Bezerra, da Universidade Federal do Ceará, assim avalia o movimento grevista dos policiais militares e bombeiros e a atuação do Governo do Estado nesse processo. Confira:

IRRESPONSABILIDADE. Essa é a palavra que mais se adequada à situação atual. De quem? De todo o Poder Público. Do governador, da Polícia Militar, passando pelos parlamentares e chegando ao Judiciário. Todos são corresponsáveis pela situação de caos que vive Fortaleza. É bom lembrarmos que já vivíamos uma grande insegurança devido a ineficiência e ineficácia das ações sociais e policiais para diminuir a crescente onda de violência que se expande no Estado.

Agora, imagine isso sem a presença da força policial repressiva… É literalmente a instalação do caos. Mesmo que a imprensa “chapa branca” tente diminuir a dimensão do fato dizendo que tem muitos boatos, a verdade é que a bandidagem tomou os bairros e ruas da cidade promovendo arrastões e assaltos a mão armada. E como fica a população nesse momento? Abandonada. Voce assiste nos programas de TV às pessoas implorando ao governador uma solução, enquanto ele não se pronunciou, o que deveria ter feito como autoridade maior do Estado, até mesmo para tranquilizar a população.

Recordo-me quando, em 2005, a Al Qaeda colocou bombas em ônibus e metrôs em Londres e, no mesmo dia, a Rainha estava em rede nacional tranquilizando a população, falando das ações do Governo e dizendo que “eles” não iriam intimidar o povo Inglês. Isso é questão de atitude.  Mas, por que isso acontece? Porque somos um País sem planejamento a médio e longo prazo. Somos os da ação imediatista, aquela que repercute de pronto e põe o político e seus bajuladores nos holofotes da mídia. É desse jeito que esse País tem vivido nas últimas décadas, apesar de alguns avanços.

Para não ser injusto, com as raríssimas exceções, reflita e cite uma ação pública estratégica planejada a longo prazo nas áreas críticas de saúde, educação e segurança. Dificilmente você achará. De que adianta sermos a sexta economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, mas com nossos péssimos indicadores sociais como extrema pobreza, analfabetismo e uma corrupção imperante?

Espero que a sempre curta memória dos brasileiros consiga lembrar-se de fatos como esse quando estiver escolhendo os seus representantes.

* FERNANDO SCHEMELZER DE M. BEZERRA,

Prof-Dr da Universidade Federal do Ceará.

Sindicato Apeoc se solidariza com PMs grevistas e pede suspensão das aulas

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O Sindicato Apeoc manda nota para o Blog com sua posição sobre a greve dos policiais e bombeiros militares que, após nova negociação realizada nesta tarde de terça-feira, continua. Eis a posição de quem sabe o que é greve e como ocorre conversa com o Governo do Estado. Bom lembrar que os professores passaram cerca de 90 dias de greve. Confira:
NOTA DO SINDICATO-APEOC

O Sindicato-APEOC em face da paralisação dos trabalhadores e trabalhadoras da segurança pública do Estado do Ceará, vem a público manifestar sua solidariedade ao movimento apelando para imediata negociação.

Diante do evidente clima de insegurança, quadro que não coaduna com o processo de ensino-aprendizagem e preocupação com a integridade física da comunidade escolar, cobramos que o Governo do Estado e a Prefeitura de Fortaleza determinem a suspensão temporária do funcionamento das escolas públicas enquanto perdurar a situação atual.

Reginaldo Pinheiro.

Presidente em exercício do Sindicato APEOC.

Um padre e o sermão da solidariedade

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Do Padre Haroldo Coelho, que esteve, neste fim de tarde de terça-feira, prestando solidariedade aos policiais e bombeiros militares em greve, recebemos a seguinte nota:

Caro jornalista Eliomar,

A sociedade não pode ficar de braços cruzados face à greve dos irmãos e irmãs policiais e bombeiros. A primeira qualidade de um governante é ter a capacidade de diálogo com seu povo. Infelizmente não é o que está acontecendo da parte do senhor Governador. Argumenta-se que é preciso respeitar o Código Militar, que veda aos militares entrar em greve.

Não esqueçamos que há um outro Código que supera a tal proibição: aquele do direito à vida, à dignidade, ao salário condigno e às condições de trabalho que jamais devem ser humilhantes para os nossos policiais militares.

Tenho a impressão que o nosso jovem governador perdeu de vista a sua capacidade de diálogo, pois confunde autoridade com prepotência. Toda a sociedade deve estar solidária com esta greve, pois estamos convencidos de que a segurança dos grevistas é a segurança de todos nós.

Padre Haroldo Coelho – Professor Aposentado da UECE  e Sociologo, filiado ao PSOL.

(Foto – Cláudio Barata)

Policiais e bombeiros rejeitam proposta do governo

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“Policiais Militares e Bombeiros em greve acabam de rejeitar a proposta de negociação apresentada na tarde desta terça-feira, 3, pelo Governo do Estado.

De acordo com o presidente da Associação dos Profissionais de Segurança Pública do Ceará (Aprospec), capitão Wagner Sousa, o governador Cid Gomes ofereceu a anistia de todos os PMs, além da incorporação de gratificação do turno C aos militares.

Caso aceitassem a proposta, a categoria passaria a ganhar R$ 450 a mais de gratificação. No entanto, os grevistas pedem R$ 850, além de promoções, jornada de trabalho de 40 horas semanais, auxílio alimentação, extinção do código disciplinar e criação de um código de ética.

A categoria está de braços cruzados desde a última quinta-feira, 29, na 6ª Companhia do 5º Batalhão da PM, onde permanece a espera de uma nova proposta de negociação do Governo do Estado.

A tentativa de negociação na tarde de hoje se deu por meio de ligações telefônicas entre o Capitão Wagner e o procurador-geral do Estado, Fernando Oliveira.”

(O POVO Online)

Procuradoria da República acompanhará atuação da Força Nacional e do Exército

“O Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) decidiu instaurar procedimento administrativo para acompanhar a atuação do Exército Brasileiro e da Força Nacional de Segurança Pública no controle das ações de segurança pública durante a paralisação da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar no Estado.

A portaria determinando a instauração do procedimento foi expedida na tarde desta terça-feira, 3 de janeiro. Mais cedo, membros do MPF se reuniram com representantes do Governo do Estado e do Exército para manter entendimentos acerca da atividade de controle a ser desenvolvida pela instituição. Participaram das reuniões os procuradores da República Francisco de Araújo Macedo Filho, Alessander Sales e Fernando Braga.

Cabe ao Ministério Público Federal acompanhar as ações desenvolvidas pelo Exército Brasileiro e pela Força Nacional de Segurança Pública, no que diz respeito a eventuais abusos e possíveis omissões. Também é dever do MPF investigar o possível cometimento de crimes comuns e de atos de improbidade administrativa por parte de autoridades federais envolvidas nas ações de segurança pública no Estado do Ceará. ”

(Site do MPF-CE)

Greve na PM – Bancários divulgam nota pedindo suspensão das atividades

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Mais uma entidade manda nota para o Blog expondo sua posição acerca da greve dos policiais e bombeiros militares. Dessa vez, o Sindicato dos Bancários do Ceará. É a pregação por acordo de uma categoria que sabe muito bem o que é uma greve e suas consequências. Confira:

NOTA OFICIAL

O Sindicato dos Bancários do Ceará apela ao Governo do Estado e ao Comando de Greve de Policiais e Bombeiros Militares para que seja aberto um canal de diálogo urgente como forma de solucionar o impasse e garantir à sociedade cearense os serviços de segurança pública e bancária, a integridade física e o direito de ir e vir dos trabalhadores cearenses.

A entidade clama para que essa situação seja contornada o quanto antes, com o intuito de solucionar a instabilidade institucional instaurada na capital Fortaleza e em vários municípios do Estado. O Sindicato repudia ainda a ação de aproveitadores que se beneficiam do cenário para criar uma atmosfera de pânico na nossa sociedade, entretanto, faz-se necessária uma solução urgente, pois os trabalhadores e a população em geral estão sendo os principais prejudicados.

O Sindicato segue firme na luta em defesa da segurança dentro das unidades bancárias, buscando condições de trabalho dignas e objetivando a integridade de todos, população e bancários. Somente em 2011 foram realizados 49 ataques a bancos no Ceará e a entidade vem tomando providências para cobrar dos banqueiros mais investimento em segurança e proteção à vida.

O Sindicato dos Bancários informa que já cobrou das direções dos bancos providências com relação à segurança dos funcionários, ameaçados, como toda a população, pelos “arrastões” promovidos em Fortaleza, devido à ausência de policiamento decorrente da greve em questão.

A entidade alerta ainda que está reivindicando aos banqueiros a adoção de medidas para garantir a segurança de clientes, usuários, bancários, trabalhadores do asseio e conservação, vigilantes e reivindicando que as atividades sejam suspensas e os funcionários liberados até que se solucione a questão.

Sindicato dos Bancários do Ceará.

Líder classista lamenta que Governo parece não saber negociar com grevistas

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O presidente da Associação dos Lojistas do Centro de Fortaleza, Maia Júnior, lamentou o cenário de lojas fechadas no Centro da Capital em razão da greve dos policiais militares e bombeiros. Ele diz que essa situação representa um “prejuízo grande” para o comércio, clientela e também para o próprio Estado em matéria de arrecadação.

Maia Júnior, em tom de desabafo, chegou a lamentar que o governo do Estado não saiba negociar com grevistas. Houve o episódio com os professores, numa paralisação que demorou quase três meses, e, agora, impasse com os policiais militares e bombeiros. O desabafo foi durante entrevista ao programa “Mercado e Negócios”, da rádio O POVO/CBN, apresentado pela jornalista Neila Fontenele.

Também no mesmo programa, o presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Central, Juarez Elias, afirma que as 17 horas todas as lojas estarão fechadas por falta de segurança, embora ele informe ter pedido apoio da Guarda Municipal e a garantia dada de apoio, por parte da 10ª Região Militar, que fica em frente ao local.

Greve na PM – Deputado clama para que a fogueira das vaidades seja apagada

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Com o título “Bom Governo?”, eis artigo que manda para o Blog o deputado estadual Roberto Mesquita (PV). Ele analisa a greve dos policiais militares e a postura do Governo do Estado.

O cidadão tem o direito à livre manifestação e ordeiramente reivindicar uma melhor qualidade de vida. Tem a liberdade assegurada de procurar dar aos filhos uma educação de qualidade, uma boa alimentação, e o mais importante, sonhar que seus rebentos tenham uma vida melhor e feliz. O policial, que é o cidadão que escolheu esta profissão, vê negado o seu direito de preservar à própria cidadania. Todavia, ajuda a construir a dos outros. É perverso imaginar que os policiais e juízes não podem se utilizar do instrumento da greve, com a argumentação de que seus ofícios são essenciais ao estado democrático de direito.
Aplaudir a manifestação dos policiais, não seria, neste momento de intranquilidade do Estado, a melhor forma de reconhecer a sua importância. No entanto, o povo, que é o dono do poder, clama para que a fogueira das vaidades seja apagada com as águas cristalinas do respeito, da compreensão, do bom senso, e, acima de tudo, do interesse coletivo.
Dialogar, negociar, não diminui ninguém. Tampouco subestimar  é uma arma eficaz. Estranha bifurcação a estrada da vida nos mostra: policial não pode fazer greve, é inconstitucional. No entanto, a cidadania, bem maior do ser humano, exige atitudes. A família e o meio social cobram providências do indivíduo que escolheu a missão de proteger e dar segurança, para que ele passe a gritar implorando atenção, já que balbuciar não adianta.
O Governo tem uma responsabilidade singular, é obrigado a valorizar a todas as profissões. Contudo, não tem conseguido granjear respeito de muitas delas, talvez por jactar-se de ser o estado que , proporcionalmente, no Brasil, mais investimentos faz em todas as áreas; de ter um caixa abarrotado de dinheiro; de impor a sociedade leis que maltratam o segurado do ISSEC (antigo IPEC) quando no limite do desespero apelam à justiça; de tentar criar ao seu redor e de seu palácio uma área de segurança transitória e permanente; de conceder
desconto de 50% na água consumida pela indústria do homem mais rico do Brasil, enquanto o pequeno produtor  é ignorado; de manter ao seu dispor e dos secretários uma esquadrilha de aviões e helicópteros locados com contratos milionários; de permitir que o empréstimo consignado do funcionalismo público estadual tenha as mais altas taxas
de juros do mercado.
Os servidores cabisbaixos, algumas vezes humilhados, não conseguem se sentir parte deste progresso, cantado em prosa e verso.
Governador! Retaliar, punir, processar, são atitudes dispensáveis neste momento. Descer os degraus do pedestal construído com a argamassa do orgulho e da soberba deve ser a atitude tomada imediatamente. Ter esta postura, ao contrário do que imagina, vai engrandecê-lo.
O movimento grevista não tem vencedor e nem vencido, mas uma população
atônita, em estado de pânico e medo. O povo, a quem todo poder deve se submeter exige aos entes em conflito que restabeleçam a paz no nosso Estado.
* Roberto Mesquita
Deputado Estadual
Partido Verde

AMC anuncia paralisação de atividades. Direção do órgão nega

Está paralisada a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC). Os agentes de transito decidiram paralisar as atividades na tarde desta terça-feira, segundo o agente de trânsito Ednardo Araújo, diretor do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindfort), em razão do clima de insegurança na cidade.

Os pneus das viaturas estão sendo esvaziados, de acordo com Ednardo. Os agentes do turno da tarde não saíram para as ruas e estão concentrados em frente à sede da autarquia.

Ainda segundo Ednardo, em conversa com os dirigentes do órgão, os agentes decidiram paralisar as atividades por conta da “falta de segurança em toda a cidade”. “Seria irresponsável, tanto por parte do sindicato como da chefia, já que não temos segurança nas ruas. A gente roda em toda a cidade e não vê um policial militar ou policial do Exército, como foi prometido pelo Governo do Estado”, justificou Ednardo.

O agente informou ainda que a categoria reconhece o direito de greve dos policiais, mas espera que a situação seja resolvida “o mais breve possível”.

OUTRO LADO

O presidente interino da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), Fernando Bezerra, disse que não procede a informação de que o órgão paralisou as atividades nesta terça-feira, 3. “Estão alegando que não tem segurança para ir às ruas. Mas eu asseguro que a AMC não vai parar”, disse ele.
Segundo ele, os profissionais que entraram no turno desta tarde participarão de reunião às 17h30 para que orientações sejam repassadas à categoria. No início da tarde, o diretor do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindfort), Ednardo Araújo, afirmou que a categoria havia decidido paralisar as atividades, por conta da “falta de segurança em toda a cidade”.

“Seria irresponsável, tanto por parte do sindicato como da chefia, já que não temos segurança nas ruas. A gente roda em toda a cidade e não vê um policial militar ou policial do Exército, como foi prometido pelo Governo do Estado”, justificou Ednardo.

Greve na PM – TJ manda fechar unidades judiciárias

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O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Arísio Lopes da Costa, baixou a Portaria N° 16/2012, página 02, Caderno Administrativo, datado desta terça-feira, determinando o FECHAMENTO DE TODAS AS UNIDADES JUDICIÁRIAS DO ESTADO DO CEARÁ. A medida foi tomada em virtude da insegurança que reina no Estado, decorrente da greve dos policiais e bombeiros militares.
As unidades funcionarão em regime de plantão.
Já o Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado orienta a categoria anão cumprir mandados judiciais durante a vigência da ordem do presidente do Tribunal de Justiça.

Garantia Safra 2011/2012 tem adesão até o próximo dia 20

Tem novo prazo para pagamento do boleto de adesão ao Garantia Safra 2011/2012, informa a assessoria de imprensa da Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado. Agricultores cadastrados no programa podem cumprir tal procedimento até o próximo dia 20. Segundo o coordenador estadual do Programa Garantia Safra, Arimatéa Gonçalves, a preocupação em ampliar o prazo se deu após constatação do alto índice de inadimplência. Em torno de 248 mil agricultores inscreveram-se no programa, mas até o dia 30 de dezembro faltavam aproximadamente 50 mil candidatos pagarem seus boletos, conforme relatório da Caixa Econômica Federal.

Segundo Arimatéa, a informação foi repassada para o secretário Nelson Martins e a SDA conseguiu estender o prazo, permitindo que os agricultores tenham mais tempo para regularizar a situação junto ao programa. “Nós queremos que os 248 mil agricultores tenham oportunidade de pagar esse boleto. Assim, atenderemos quase que de forma universal o público com perfil para o Garantia Safra”, frisou.

De acordo com o coordenador, o agricultor que procurar as agências da Caixa ou lotéricas para efetuar o pagamento do boleto vencido no dia 02/01/2012 deve se dirigir ao Sindicato dos Trabalhadores/as Rurais de seu município, aos postos da Ematerce, ou entrar em contato com a Coordenação Estadual do Garantia Safra pelo telefone (85) 3101.8087 para comunicar o fato.

Greve da PM – OAB-CE mostra preocupação com segurança e apregoa conciliação

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A diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, regional Ceará, mandou nota para o Blog expondo sua preocupação com a segurança da população em meio à greve de policiais militares e bombeiros. Ao mesmo tempo, apregoa bom senso e conciliação entre as partes. Confira:

NOTA OFICAL

A Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Ceará (OAB-CE), na condição de mediadora, juntamente com outras entidades, e profundamente preocupada com a segurança da população cearense pugna pela imediata conciliação entre o Governo do Estado e os Policiais Militares e Bombeiros.

Para a solução urgente do conflito, é necessário o prosseguimento do canal de negociação, aberto no dia 31 de dezembro e retomado na tarde desta segunda-feira, 2, com a presença da Procuradora Geral de Justiça, Socorro França; do presidente da OAB-CE, Valdetário  Andrade Monteiro; do Procurador Geral do Estado, Fernando Oliveira; e do presidente da APROSPEC, capitão Wagner Sousa.

Os pleitos dos militares são antigos, merecendo detida análise por parte do Poder Executivo, pois trata-se de uma categoria imprescindível a manutenção da ordem pública. Não se pode olvidar, todavia, que a paralisação total das atividades policiais está comprometendo a segurança pública, pondo em risco a integridade física e patrimonial dos cearenses.

A defesa intransigente da legalidade e do estado democrático de direito devem coexistir com a solução pacífica do conflito.

DIRETORIA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, SEÇÃO CEARÁ