Blog do Eliomar

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Bom dia, sol!

Eis o sol descortinando nesta manhã de terça-feira, numa Fortaleza ainda vivendo a ressaca da última chuva. Chegou meio tímido, naquela de que pode se esconder de novo. É que a Funceme prevê chuvas isoladas em todo o Estado. Mas a cidade amanhece torcendo por menos sufoco.

Que o sol ajude a secar os muitos alagamentos e, também, como gosta o cearense, a roupinha de mais um dia.

(Foto – Paulo MOska)

Ceará terá novo radar meteorológico

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“O Ceará vai ganhar, até maio, um novo radar meteorológico. O equipamento permitirá calcular com precisão a chegada de chuvas, sua intensidade, as áreas a serem atingidas, bem como a ocorrência de descargas elétricas e granizo, em todas as regiões do Estado. Segundo a Funceme, o radar está sendo instalado na serrinha de Santa Maria, no pico de 700 metros de altitude, no município de Quixeramobim (Sertão Central) e terá uma área de cobertura útil de 400 quilômetros. Com o alcance, fica assegurado o monitoramento de todas as regiões do Ceará, assim como parte dos estados do Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Segundo o gerente de departamento da Fundação Cearense de Pesquisa e Meteorologia (Funceme), Antônio Geraldo Ferreira, para a implantação do novo radar estão sendo investidos R$ 12 milhões por parte do Governo Estadual, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia. Com o novo equipamento, o monitoramento do tempo será feito em tempo real e possibilitará ações preventivas. Ele afirma que, se a chuva vier para o Estado como uma frente fria, a informação será obtida com uma antecedência de seis horas.

A escolha do local, segundo o gerente, foi criteriosa, uma vez que Quixeramobim é o centro geográfico do Ceará e foi escolhido o pico mais alto, local livre de obstáculos.”

(Com assessoria técnica da Funceme)

Mesa da AL – Cid diz que não há favorito

 

Na condição de presidente regional do PSB, o governador Cid Gomes afirmou, nesta segunda-feira, após a solenidade de posse dos novos dirigentes do TCM, que “não há essa história de favoritismo de um nem de outro. Estou fazendo com que haja unidade”. Estão disputando o cargo de presidente Welington Landim e Zezinho Albuquerque, ambos do PSB. Cid disse que ambos “são dois grandes amigos do peito”.

O governador Cid Gomes (PSB) afirmou ainda, após o ato realizada no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza, que não tem preferência entre os dois nomes da sua base. “Os dois companheiros são do PSB, não tenho como manifestar preferência. Meu papel nisso, muito mais como presidente do partido do que como governador, é procurar chegar a um entendimento. É fundamental que a mesa da Assembleia seja eleita de forma a proporcionar que cada partido tenha direito a sua representação, partido ou bloco, e que todos possam estar satisfeitos”, disse.

Cid Gomes, entretanto, deixou claro que os principais cargos da Assembleia devem ser ocupados pelo PT e PSB. “Deverá sair dos quadros desse bloco o presidente e as demais posições, vice-presidência e primeira secretaria da Assembleia”.

DIÁLOGO

O governador Cid Gomes disse, ainda, que mantém diálogo com deputados federais cearenses para unificar o discurso da bancada cearense. Em pauta, eleição para presidência do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. “Tive um almoço com a bancada do PSB semana passada, conversei com mais dois deputados federais e devo, ao longo dessa semana, conversar com outros deputados. A idéia é que a gente possa, em torno de posicionamentos, buscar a unidade da bancada federal. Essa mensagem eu tenho levado a cada um dos deputados federais”, afirmou.

Cid lembrou que está previsto para o mês que vem a eleição da Mesa Diretora do Senado e da Câmara. Até lá, quer um discurso alinhado entre os federais do Ceará. “No dia primeiro de fevereiro a gente tem que uma questão importante, que é a decisão do presidente da Câmara Federal e presidência do Senado. Eu vou procurar, no diálogo, ver se a gente consegue unificar uma posição de toda bancada do Ceará.”

LANDIM

Ainda durante a solenidade, o deputado Welington Landim afirmou que “essa história de quem tem tantos votos é conversa de notícia plantada na imprensa”, disse ao responder uma pergunta sobre o assunto. Welington declarou que a maioria do plenário está de seu lado: “E eu nem preciso dizerpor ai pelas colunas”, arrematou. 
“MEU QUERIDO”

Logo após o encerramento da solenidade de posse de Manoel Veras, chamou a atenção da imprensa o forte abraço da prefeita Luizianne Lins com o governador Cid Gomes. Na saída da Câmara Municipal, a petista justificou o gesto carinhoso. “Ele é meu querido”. Em seguida, disse que o teria presenteado com uma gravata.

Surge o Dendê Sol, banco de economia solidária

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A Comunidade do Dendê, bairro da periferia de Fortaleza, ganhou, nesta noite de segunda-feira, uma instituição financeira na área da chamada economia solidária. Trata-se do Dendê Sol, um banco que oferecerá pequenos empréstimos com juros baixos para garantir a abertura de negócios para moradores.

A iniciativa tem a chancela do Banco Palmas, que atua nesse segmento no Conjunto Palmeiras, e o apoio do deputado federal Eudes Xavier (T).

Xô, crack! Ceará tem ampliada ação de apoio a usuário de drogas

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e o Ministério da Saúde aprovaram projetos de sete comunidades terapêuticas do Estado que atuam em ações de apoio a usu´pariso do crack e outras drogas. O Ceará foi o quinto colocado no número de projetos aprovados. De acordo com o presidente do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas (Cepod), Hermann Normando, o Ceará contará com mais 123 leitos, para tratar dos usuários de drogas.

Em todo País foram aprovados 78 projetos provenientes de 12 Estados e do Distrito Federal (DF). Eles serão beneficiados com o apoio financeiro do Governo Federal para utilização de 985 leitos de acolhimento aos usuários de drogas em comunidades terapêuticas de 76 municípios.

O Governo Federal destinou R$ 410 milhões para as ações imediatas previstas no Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, que serão utilizados na execução dos projetos aprovados. O Plano foi instituído pelo Presidente da República, através do Decreto
nº 7.179 de 20 de maio de 2010, para tratar da prevenção, do tratamento e da reinserção social dos usuário de drogas lícitas e ilícitas. A ideia é estruturar, integrar, articular e ampliar as ações
voltadas para dependentes químicos, contemplando a participação dos familiares e a atenção aos públicos vulneráveis como crianças e adolescentes.

Aprovados em todo País – 78

Estados beneficiados – 13

Total de leitos – 985

NO CEARÁ

Aprovados – 7

Total de Leitos – 123

Comunidades Beneficiadas no Estado

Associação Ágape – 20 leitos

Projeto o Martelo de Jesus – 20 leitos

Obra Social Nossa Senhora da Glória Fazenda Esperança – 20 leitos

Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade – 20 leitos

Centro de Recuperação Nova Vida – 20 leitos

Fazenda Esperança – 20 leitos

Crema – 3 leitos

(Com SSPDS e MJ)

Cid quer Dilma inaugurando Hospital do Cariri

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O secretário da Saúde do Estado, Arruda Bastos, promete para a segunda quinzena deste mês a inauguração do Hospital Regional do Cariri. A parte de equipamentos e movelaria já está quase pronta. A data ainda não foi fechada porque o governador Cid Gomes quer trazer a presidente Dilma Rousseff.

Segundo o secretário, o HRC será o maior hospital do gênero montado no Interior nordestino. Recebeu cerca de R$ 45 milhões de investimentos. Contará com 209 leitos e prevê o atendimento de 1,3 milhão de moradores da Região do Cariri.

Ainda de acordo com Arruda Bastos, um total de 800 funcionários atuará na unidade, que será gerida pelo sistema de organização social.

(Foto – Paulo Moska)

Hospital Universitário sob nova direção

O Hospital Universitário Walter Cantídio ganhu novo diretor. Trata-se do professor Eugênio Lincoln Campos Maia, que foi empossado, ensta segunda-feira, durante solenidade presidida pelo reitor da UFC, Jesualdo Farias. Na ocasião, o reitor destacou a marca de 500 transplantes de fígado realizados pela equipe do HUWC, o que faz a unidade uma referência no setor em todo o País.

Na ocasião, o reitor entregou um bisturi de argônio ao professor Huygens Garcia, coordenador do Serviço de Transplante de Fígado do HUWC, que só perde em número de transplantes apenas para os centros do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, e do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

Sindicato dos Engenheiros pressiona Cagece por acordo com pessoal terceirizado

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Teresa Neumann – Em busca de um final feliz.

O Sindicato dos Engenheiros do Ceará puxa reunião, nos próximos dias, com empresas terceirizadas que trabalham para a Cagece. A presidente da entidade, Teresa Neumann, vai tentar fechar acordo salarial que, no âmbito da cúpula da Cagece, virou torneira fechada.

Ela diz que defenderá o cumprimento dos acordos fechados com cada segmento dos terceirizados. Lamenta Teresa Neumann que a Cagece, órgão estadual, empurre para as terceirizadas essa decisão quando ela responde pelos contratos que firma no setor.

Poderia fazer as empresas cumprirem cláusula que não prejudicassem o pessoal, acentua a presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado.
 

HOMENAGEM SOLENE

A Câmara Municipal de Fortaleza fará sessão solene em homenagem aos 83 anos de fundação do O POVO. Iniciativa do presidente da Casa, Acrísio Sena (PT). Falta só acertar a data.

TEMPO DE PIABA

Termina dia 31 de maio o defeso do pargo. Já o defeso da lagosta, só em 30 de junho. O presidente do Sindipesca, José Maria Veras, diz que o setor vive, no momento, em clima de rede fraca. Pargo e lagosta têm ótima cotação no mercado.

FATIA OFICIAL

O governador Cid Gomes recebe em audiência amanhã, no Palácio da Abolição, onde já despacha, o presidente regional do PTB, deputado federal José Arnon (foto ao lado). O PTB quer ocupar espaços no segundo escalão.

Mesa da Assembleia – Ex-líder do Governo tem simpatias por Zezinho

A bancada estadual do PT fará reunião nesta semana, num dos gabinetes do Poder Legislativo, para discutir participação na futura Mesa Diretora da Assembleia. A informação é do secretário do Desenvolvimento Agrário, o deputado licenciado Nelson Martins que, no fim deste mês, reassumirá cadeira de deputado para votar na eleição da nova mesa.

Nelson Martins não quis adiantar preferências da bancada, ressaltando que o novo presidente sairá do PSB, que é a sigla de maior representação na Assembleia após as eleições.

Na disputa, estão Zezinho Albuquerque e Welington Landim. Indagado sobre preferido, Nelson, ex-líder do Governo, bem que tentou evitar declarações, mas lembrou que Cid Gomes teria interesse por Zezinho.

MCT quer capacitação tecnológica do Ceará como modelo para o País

Mercadante e Ariosto – parcerias. 

Uma equipe do Ministério da Ciência e Tecnologia conhecerá de perto, nesta semana, os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs), Núcleos de Informação Tecnológica (NITs) e Centros de Inclusão Digital (CIDs) – projetos tocados pelo governo estadual.

O ministro Aloísio Mercadante quer adotá-los como modelo para o País e, com esse objetivo, recebeu, na semana passada, em seu gabinete de trabalho, o deputado federal Ariosto Holanda (PSB), autor desses projetos que são voltados para a capacitação profissionalizante.

Mercandante se interessou porque além do Ceará, essas ações apresentam bons resultados também em Minas Gerais. O modelo cearense ali foi adotado e ganhou expansão.

(Foto – Assessoria do MCT)

Vaga de advogado – TJ-CE define na 6ª feira mais uma lista tríplice para desembargador

O Pleno do Tribunal de Justiça do Ceará vai se reunir às 9 horas da próxima sexta-feira para fechar lista tríplice a ser encaminhada para o governador. A informação é do presidente da OAB estadual, Valdetário Monteiro. Dessa lista, sairá mais um desembargador no chamado quinto constitucional da Ordem.

Na lista sêxtupla a ser reduzida para tríplice estão os advogados Ernando Uchoa Sobrinho, Zacarias Vasconcelos, Moacenyr Félix, Marcos de Paula Pessoa, Adriano Costa e Carlos Alberto Forte.

Presidente da Câmara Municipal decide não implantar reajuste dos vereadores

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O presidente da Câmara Municipal, Acrísio Sena (PT), confirmou, nesta segunda-feira, durante entrevista coletiva, o que já era esperado: não vai implantar o reajuste dos vereadores que havia sido aprovado no fim do ano passado. Com o aumento, o salário subiria de R$ 9 mil para cerca de R$ 15 mil.

Acrísio Sena seguiu a orientação da assessoria jurídica da Câmara Municipal e recomendações do Tribunal de Cotas dos Municípios e da Procuradoria Geral do Município que alertavam sobre a inconstitucionalidade da matéria. O reajuste só poderia ser definido para uma nova legislatura, o que não seria o caso.

Manuel Veras assume TCM em posse concorrida

Em ato dos mais concorridos, o conselheiro Manuel Veras tomou posse, nesta manhã de segunda-feira, em ato na Câmara Municipal de Fortaleza, no cargo de presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Ele substituirá Ernesto Saboya.

Entre as presenças, o governador Cid Gomes (PSB), a prefeita Luizianne Lins (PT), o presidente em exercício da Assembleia, Francisco caminha, e o presidente do Tribunal de Contas da União, Ubiratan Aguiar.

Veras prometeu dar continuidade ao trabalho de modernização do TCM e reforçar as ações no plano da fiscalização.

Ruth Cavalcante – Amor à liberdade

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Conversar com Ruth Cavalcante é fazer um passeio por boa parte dos momentos importantes da história da democracia do País. Mas não aquela história que a gente lê na bibliografia fundamental, não a história que nos é transmitida. Faço referência à história da qual a população participa, a história feita, vivida e interpretada. Ex-presa política, líder de movimentos estudantis e sociais, educadora, militante, hoje mãe de três, avó de uma, irmã de muitos, Ruth volta a editar cenas que marcaram as décadas de 1960 e 1970.

Encabeçou muitos títulos de vanguarda. Da época, foi a primeira mulher na diretoria do DCE. Também foi a única, no Congresso de Ibiúna, em 1968, que teve prisão preventiva. E ainda foi a primeira do gênero a ser presa no Hospital Militar – nem prisão feminina existia para preso político. E foi de lá, do hospital, que ela protagonizou uma das fugas mais faladas da história recente. Fez que era a irmã, ludibriando soldados de um quartel todo. Na trilha sonora, Gal Costa cantava Coração vagabundo. Ainda chegaram a dizer que era Jerry Adriani, mas era a voz fina da Gal que dava asa à Ruth: “Meu coração não se cansa / De ter esperança / De um dia ser tudo o quer quer / Meu coração de criança / Não é só lembrança / De um vulto feliz de mulher”.

Exilada, viveu no Chile e na Alemanha. Não folgou – sempre houve um jeito para exercer sua missão de educadora, mas ela aprendeu um bocado também. O detalhe é que a Ruth ativista também era a Ruth mulher, irmã de 19, nascida em uma família grande, que queria ter filho. Mesmo na Alemanha, mesmo no exílio. E nasceu a Mariana, que, com Síndrome de Down, mudou toda a história da mãe. Ruth deu um descanso na educação freiriana, foi estudar educação especial. Queria logo voltar ao Brasil, ficou na Alemanha para cuidar da filha. “Decidi ficar na Alemanha até que a Mariana tivesse condição de vir. Decidi emocionalmente ficar na Alemanha por causa dela”. Coisa de mãe.

Foi a Mariana quem inspirou o Centro de Desenvolvimento Humano (CDH), que Ruth preside. O Centro oferece cursos de educação e saúde norteados pela educação biocêntrica. Atua também com a proposta de Paulo Freire, quando cuida da alfabetização de adultos. Na conversa a seguir, ela se lembra e nos lembra de valores essenciais a qualquer tempo. Dentre eles, destaco o que ela deixou mais marcado – a gratidão pela solidariedade dos tantos que a ajudaram. Parece que é isso o que move Ruth até hoje.

O POVO – Você é mais conhecida pela atuação contra a ditadura. Qual é a lembrança mais forte que você tem dessa época?

Ruth Cavalcante – Todas essas minhas participações vieram de uma consciência plena de querer estar presente. Nós somos de uma geração que tinha como premissa viver a vida coletiva. Isso era muito presente no movimento estudantil, nos movimentos sociais que a gente tinha. E eu sou movida pela vivência, pela convivência. Quando eu entrei pro movimento estudantil, eu já era uma profissional da educação. Eu trabalhava no Movimento de Educação de Base, já tinha experiência como educadora.

OP – Você tinha quantos anos?

Ruth – Eu entrei na faculdade com 23 anos. Era mais madura que meus colegas, que tinham 18, 19… E eu já era uma profissional da educação. O Movimento de Educação de Base foi o movimento de grande profundidade com as massas populares. Era através do rádio, para as áreas subdesenvolvidas do País. E o Movimento de Educação de Base, o MEB, tinha como um dos assessores Paulo Freire. Eu fazia a assessoria do Paulo Freire. Essa visão do diálogo, da libertação principalmente, estava muito presente. O movimento estudantil pra mim foi uma consequência já desse meu engajamento social e político. Entrei na faculdade já naturalmente como uma liderança nesse sentido. Da diretoria toda do DCE, eu era a única mulher.

OP – Qual era seu cargo no DCE?

Ruth – Eu fui vice-presidente. O conselho do DCE tinha várias mulheres que eram presidentes de diretório; eu era presidente de diretório. Nós fomos eleitos para ser delegados no Congresso de Ibiúna. Foi minha primeira prisão no Congresso em Ibiúna. Foram presos quase mil estudantes, em 12 de outubro de 1968.

OP – Você imaginou que poderia ser presa?

Ruth – A probabilidade era alta de isso existir. Porque o congresso era semiclandestino, a União Nacional dos Estudantes já estava proibida. Nós éramos 30 delegados do Ceará. Desses 30, havia 10 mulheres. Dessas 10 mulheres, eu fui a única que tive prisão preventiva das mulheres.

OP – Por quê?

Ruth – Porque eles já rastreavam a história anterior. O Paulo Freire já tinha sido preso como um subversivo e eu já trabalhava no MEB dentro da proposta freiriana. Juntou a minha vida profissional com minha vida política e eu fiquei sendo mais perseguida.

OP – Quantos dias ficou presa?

Ruth – Nessa prisão em São Paulo, nós passamos todos uma semana presos. Foi toda uma mobilização nacional para soltar os estudantes, porque todas as lideranças do País estavam presas. Todas. E eu vim de lá com a prisão preventiva decretada. Eu estava aqui como vice-presidente do DCE dando um curso sobre o método Paulo Freire. A gente começou esse curso no fim de novembro. Em dezembro, veio o Ato Institucional número 5; foi no dia 13, uma sexta-feira. No dia 16, eu fui dar uma satisfação à turma. E, nesse momento, fui presa pela segunda vez. Como já tinha prisão preventiva vinda de Ibiúna, São Paulo, foi muito mais fácil para eles me localizarem. Eles (militares), nessa época, com o AI-5, podiam invadir a universidade e levar preso sem ordem de prisão.

OP – Foi presa quantas vezes?

Ruth – Duas. Em Ibiúna e essa daqui. Essa daqui, na hora em que eu fui presa, eu já entrei com a ideia de que eu iria fugir, de que eu não ia ficar.

OP – Já tinha algum plano?

Ruth – Eu lia muito Papillon, eu lia muito essas histórias de gente que fugia da prisão. Eu disse: ‘Eu não vou ficar’. E não foi tão complicado, porque não tinha prisão feminina pra presa política.

OP – Foi aí que você ficou presa no Hospital Militar.

Ruth – Foi. Preso político não é junto de preso comum. Tinha prisão pra preso político homem, e não tinha pra mulher. Me botaram no hospital por isso. Era novidade prender mulher.

OP – É aquela fuga espetacular?

Ruth – É, pois é, é famosa. (risos) Eles me botaram num quarto no último andar, um quarto isolado. Eu ficava só, com guarda na porta. Eu muito perigosa, né? (risos)

OP – Quanto tempo você passou presa?

Ruth – Passei quatro meses até fugir. Eu tinha toda uma organização. Comecei a conquistar as enfermeiras. À noite, eu dava curso sobre política para elas. Os soldados foram outros que eu conquistei até que eu pedi pra eles, na hora das visitas, eles não ficarem ali, porque eu queria falar com as minhas visitas de modo mais íntimo. Mas era pra eu combinar com minha família. Ela participou.

OP – Quem da sua família?

Ruth – Meus irmãos, que eram militantes também. Hoje, se sabe que 30 pessoas sabiam dessa fuga. Não sei como a polícia não ficou sabendo também. Tinha o pessoal do Partido, eu fazia parte da Ação Popular, os advogados que acompanhavam, tinha minha família, tinha o pessoal que me acolheu fora.

OP – Era muito fácil vazar.

Ruth – Era muito fácil vazar. Mas as pessoas estavam tão comprometidas que eles (Polícia) não ficaram sabendo, de jeito nenhum. Então, o plano foi o seguinte. Eu tenho uma irmã, a Neuma, que tem a mesma estatura minha. Ela entrou com uma peruca, uma roupa e com outra roupa que eu trocaria, porque minha roupa era lavada em casa. E eu vesti a roupa com que ela entrou. O personagem que entrou saiu, que era de peruca, de óculos bem grandes, vestido de manga comprida pra cobrir também porque eu tava muito branca. Aí, eu saí.

OP – E ela ficou lá no quarto?

Ruth – A Neuma entrou com o Oswald Barroso e o Fonsêca, que foram meus companheiros no Partido. Eles se arriscaram nessa missão. E eram mais duas irmãs no quarto. Eu saí com os dois e elas ficaram no quarto. Os mesmos quatro que entraram saíram. Eu tinha que pegar a identidade dela lá embaixo. Ela entrou com o Oswald e o Fonsêca e eu saí com eles dois. Só que a questão é que ficou uma pessoa a mais, uma visita a mais. Mas eu já tinha milimetricamente pensado em tudo. Eu saí do quarto cinco minutos antes de terminar a visita. E elas saíram cinco minutos após minha saída; era a hora que saía todo mundo, as visitas dos outros doentes. Elas se confundiram no meio da multidão.

OP – Você sabe que isso poderia ter dado errado e seria muito pior pra você?

Ruth – Poderia e foi isso o que o nosso advogado, o doutor Pádua Barroso, disse: ‘Todo preso tem direito a buscar a sua liberdade. Agora, o risco é ser pego em flagrante. Se ela for pega em flagrante, aí, complica demais a vida dela’. Mas aí eu não tive a menor dúvida de que eu tinha que fazer isso. Mas só fiz por causa de algo que existia naquela época, fortíssimo, que é a solidariedade. As pessoas, de fato, se arriscavam umas pelas outras.

OP – As pessoas se ajudavam por que sentido?

Ruth – Pelo sentido político, mas também pelo sentimento de solidariedade das pessoas, que era muito alto. Todas as pessoas que participaram desse fato se arriscaram. E não era risco qualquer. Era risco de vida. A pessoa que me emprestou o sítio quando eu fui depois, o motorista que me conduziu…

OP – Você saiu ao som de Jerry Adriani mesmo?

Ruth – Não (risos). Não era Jerry Adriani. O mais certo era ter sido a Gal Costa, com aquela música Coração vagabundo. Nos jornais, saiu que era Jerry Adriani. Tudo isso fazia parte também, porque eu botava a música bem alto na hora da visita pra ninguém escutar o que a gente estava conversando.

OP – Você foi pra onde?

Ruth – Eu passei 15 dias num sítio, aqui em Fortaleza, enquanto baixavam mais os boatos, porque todas as fronteiras foram cercadas.

OP – Você era considerada um perigo medonho.

Ruth – Ah, era perigosíssima. E saiu no jornal: Comunista fria e calculista. (risos) Era perigosíssima.

OP – Mas teve um tom frio e calculista aí.

Ruth – Que teve, teve. (risos) Eu fiquei nesse sítio enquanto as fronteiras eram liberadas. Aí, eu fui pra Recife, passei alguns meses lá. Foi quando o Partido me solicitou pra eu ir pra São Paulo. Fiquei fazendo ponto de contatos com a direção da Ação Popular, porque esse meu feito fez com que eu fosse uma pessoa merecedora de confiança. Eu era a pessoa que fazia contato com todas as lideranças de todos os setores com a direção nacional.

OP – E daí até o seu exílio?

Ruth – Depois, o cerco foi aumentando. Pra todos, não só pra mim. Prenderam a minha irmã, a Neuma, a que tinha me ajudado, pra que ela revelasse onde a gente estava. Foi quando a gente decidiu ir pro Chile. Eu já era casada com o João de Paula, o pai da Mariana, que também era perseguido. Nós chegamos no Chile em fevereiro. Quando foi em setembro, teve o golpe. Foi outro drama. Nós ficamos perseguidos. Só o fato de ser estrangeiro já era motivo pra você ser preso.

OP – Você fala do golpe de Estado no Chile, do Allende (Salvador Allende, em 1973).

Ruth – Sim, do Allende. Nós ficamos num refúgio durante quatro meses, era tipo uma prisão também, só que eram 600 pessoas. Foi uma experiência muito rica – conviver com 600 pessoas durante quatro meses numa situação de extremo estresse. Todos os setores se organizaram. Por exemplo, o pai da Mariana, que é médico, se organizou com um médico pra cuidar das doenças que apareciam ali. Nós, professores, íamos dar aula pros filhos pequenos dos que estavam ali.

OP – Tinha gente de onde ali?

Ruth – Tinha gente de toda a América Latina. Foi a primeira vez que eu me senti latino-americana na minha vida. E também vi a necessidade de aprender espanhol, porque nós somos o único país estrangeiro da América Latina. Nesse refúgio, vinham as embaixadas entrevistar as pessoas pra aceitar ou não nos seus países. A Alemanha me aceitou. Muitos países não me aceitaram, porque faziam primeiro uma pesquisa no Brasil pra ver como é que era. E eu com essa fama… (risos).

OP – Fria e calculista desse jeito, ninguém queria.

Ruth – Ninguém queria. Aí, a Alemanha na época tava numa situação muito complicada, de muita repressão, e ela estava querendo melhorar sua imagem no mundo. Então, abriu muitas vagas pros exilados no Chile. Aí, nós fomos pra Alemanha.

OP – Você também viveu um tempo muito rico lá.

Ruth – Lá também. Foram seis anos. Os outros países davam simplesmente o passaporte de entrada. Na Alemanha, davam passaporte de entrada, bolsa de estudo e uma casa pra morar. Por quê? Porque a gente entrou na lei dos refugiados da Alemanha Oriental. E é a lei da anistia melhor que tem no mundo.

OP – Como você lidava com a cultura, com a língua?

Ruth – A primeira coisa que a gente teve que fazer foi um curso de um ano pra depois fazer uma prova e entrar na universidade. E aí, eu fiz meu curso de psicopedagogia lá. Eu já estava casada há sete anos com o João de Paula, decidimos ter um filho. Foi quando a Mariana nasceu com Síndrome de Down.

OP – Vocês estavam com quanto tempo lá quando ela nasceu?

Ruth – Ela nasceu em 77, a gente estava com três anos lá. Mas a gente já era casado há sete. E eu sempre tive vontade de ter filho. O meu lado desse instinto materno é muito forte. Eu vim de uma família de muitos irmãos, a minha vontade de ter filho era muito grande e eu não podia por causa dessa circunstância toda.

OP – E foi o lugar ideal?

Ruth – Foi o lugar ideal, porque tinha toda a infraestrutura. A gente já estava vivendo em plena liberdade mesmo, fazendo os cursos que queria fazer e também foi ideal a condição para ela nascer. Porque, com a condição de Síndrome de Down dela, ela tinha acesso ao que tinha de mais moderno pra situação dela, nos ajudou muito.

OP – Foi quando você foi estudar educação especial.

Ruth – Foi, porque, antes, toda a minha direção de estudo era pra educação de adulto. Aí, quando a Mariana nasceu, eu resolvi entrar nessa e foi ela que inspirou o CDH.

OP – E você voltou logo que houve a anistia?

Ruth – Da Alemanha, voltei assim que houve a anistia.

OP – Você tinha vontade de voltar pro Brasil?

Ruth – Todos os dias, todos os dias.

OP – Mas você gostava da sua vida lá na Alemanha?

Ruth – Em termos. Pra estudo, é muito bom. O povo alemão, as amizades que nós fizemos, são amizades que duram até hoje. Porque são pessoas muito íntegras, muito comprometidas, mas é uma cultura muito diferente da nossa. Muito diferente. Então, isso toma de você um esforço diário pra você se adaptar. Mas, quando a Mariana nasceu, eu decidi ficar na Alemanha até que ela tivesse condição de vir, até que ela tivesse todos os tratamentos. Eu decidi emocionalmente ficar na Alemanha por causa dela.

OP – Você se arrepende de ter feito ou não ter feito algo?

Ruth – Não, não. Acho que fiz o que eu deveria ter feito. Eu fico gratificada comigo mesmo de ter tido essa ousadia de fazer o que eu fiz. As coisas que poderiam ser consideradas como erro eram circunstâncias da época.

OP – Como é o sua posição político-partidária hoje?

Ruth – Hoje, eu não sou filiada a nenhum partido. Mas sou uma militante da democracia, uma militante socialista. Sempre votei nos candidatos de esquerda e trabalho para eles. Tenho uma ligação muito grande com o pessoal do PCdoB, com o próprio pessoal do PT. PCdoB, porque historicamente eu fui do PCdoB.

OP – Acha que o Lula fez um bom governo?

Ruth – Acho. Acho que o Lula fez o que poderia se fazer. Eu acho que o Lula é um estadista como o Brasil nunca conheceu. No mundo capitalista em que nós vivemos, acho que o Lula fez o melhor governo que o Brasil já teve.

OP – Você se sente uma personagem importante na história da democracia?

Ruth – Importante não. Eu me sinto uma história que está viva, mexendo.

PRÊMIO BERTHA LUTZ, DO SENADO

Ruth Cavalcante é uma das cinco escolhidas para receber o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, prêmio instituído pelo Senado Federal, para agraciar mulheres que tenham oferecido relevante contribuição na defesa dos direitos da mulher e questões de gênero no País. A entrega será em 8 de março, no Dia Internacional da Mulher. “É mais do que uma homenagem. É um reconhecimento não meu. Eu sou apenas uma representante da mulher. É um reconhecimento do espaço que a mulher tem hoje, de Brasil. Não sou eu, não é a minha história individual. Não é a Ruth, é o que eu represento como mulher”, justificou ela.

1979


ANISTIA

Foi concedida em agosto; Ruth voltou ao Brasil em dezembro

1968


IBIÚNA

Ruth foi presa no Congresso de Ibiúna no dia 12 de outubro

PERFIL 

Ruth Cavalcante tem 67 anos. É psicopedagoga, pela Escola Superior de Pedagogia Social de Colônia, na Alemanha. É fundadora e diretora do Centro de Desenvolvimento Humano (CDH) desde 1981. Presta assessoria a órgãos públicos e prefeituras, nas áreas de educação e de grupos de trabalho. É pós-graduada em Educação Biocêntrica e Psicologia Transpessoal. Nasceu em Pedra Branca, a 261 quilômetros de Fortaleza. Tem 19 irmãos. “Eu sou a 13ª do total e sou a quarta do segundo casamento. Eu tive muitos pais e muitas mães”, rememora. Casou, pela primeira vez, com o médico João de Paula Monteiro Ferreira, também ex-perseguido político. Com ele, teve a Mariana, de 33 anos. Do segundo casamento, vieram a Sara, de 28 anos, e o Davi, de 26. Tem uma neta, Mel, de 6 anos.

(O POVO)

Procurador eleitoral falará sobre processos envolvendo parlamentares eleitos

O procurador regional eleitoral Alessander Sales dará entrevista coletiva, a partir das 15 horas desta segunda-feira, para esclarecer todas as dúvidas sobre as representações e recursos encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral.

Na entrevista coletiva, ele informa que vai explicar todo o processo sobre os recursos apresentados ao TRE/CE, envolvendo parlamentares eleitos em 2010. A entrevista ocorrerá no auditório do órgão.

Na mira do MPE, estão parlamentares federais e estaduais reeleitos principalmente e suas prestação de contas com aspectos questionados.

Monteiro fez queixas contra novo comandante da PM do Ceará

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Antes de dar adeus ao Ceará, Roberto Monteiro, ex-secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, encaminhou para a Corregedoria das Polícias um farto material com queixas sobre o novo comandante da Polícia Militar do Estado, coronel Werisleik Matias.

Nada vazou sobre queixas de Monteiro que, em entrevista às Páginas Azuis, do O POVO, na semana passada, fez desabafo sobre a situação da Polícia cearense.

Monteiro foi embora para Curitiba, onde mora sua família, e reconheceu não ter tido condições de realizar o trabalho que queria. As dificuldades internas são muitas, chegou a reclamar. Cid Gomes nomeou para seu lugar o Coronel Bezerra, com quem tem convivência e amizade de 12 anos desde que era prefeito de Sobral.

Prefeito de Juazeiro do Norte é cassado

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O prefeito de Juazeiro do Norte, Manoel Santana (PT), teve mandato cassado pela Camara Municipal nesta manhã de segunda-feira. Dos 14 vereadores, 13 votaram pela cassação. Com o resultado, Juazeiro do Norte está em pé de guerra. A Polícia está tendo muito trabalho para contar partidários petistas do prefeito e setores da população que queriam seu afastamento.

No dia 28 de setembro de 2009, houve início da votação numa sessão especial da Câmara, para saber se cassava ou não o prefeito, de acordo com relatório de uma Comissão Processante. A Justiça mandou interromper a votação quando já haviam votado nove vereadores. Suspensa a sessão, a Camara Municipal ficou aguardando uma nova decisão judicial, apesar de haver instalado uma nova comissão, esta desfeita pela Justiça.

O líder do prefeito na Câmara Municipal, Adauto Araujo, não compareceu à sessão. Neste momento está sendo aguardada a presença do vice-Prefeito José Roberto Celestino para assumir o cargo de Prefeito.

(Com site Miseria)

MPT do Ceará sob nova direção

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“O Ministério Público do Trabalho (MPT) no Ceará começa o ano sob nova gestão. Assume como novo procurador-chefe para o biênio 2011-2012 o procurador do Trabalho Nicodemos Fabrício Maia. A mudança dá seqüência ao acordo firmado desde 2004 para que a chefia seja renovada, a cada dois anos, utilizando-se o critério de antiguidade entre os membros com atuação no Órgão. Como procuradora-chefe substituta, ele indicou a procuradora regional do Trabalho Fernanda Maria Uchôa de Albuquerque.

Nicodemos Fabrício Maia destaca entre as metas traçadas para sua administração a promoção de cursos de mediação e arbitragem para dirigentes sindicais, a criação do espaço “Agenda Livre” (para que, sem prévia marcação, qualquer trabalhador, cidadão, empresário, sindicalista ou jornalista possa dialogar diretamente com o procurador-chefe), a construção da nova sede, cujas obras já foram iniciadas na Praia de Iracema, e o cumprimento das metas institucionais traçadas nacionalmente no planejamento estratégico do MPT, com ênfase no MPT Digital (sistema que integra informações de todas as Procuradorias Regionais do Trabalho em todo o País e reduz a utilização de papel).

PERFIL – Nicodemos Fabrício Maia é graduado em Direito e licenciado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e bacharel em Teologia pela Faculdade de Teologia Logos. É mestre em Ciências Sociais pela UFRN e professor de Direito na Faculdade Christus. Ingressou no MPT em junho de 1996, quando tomou posse em Natal-RN. Em setembro de 2000, conseguiu lotação provisória em Fortaleza e teve sua remoção definitiva confirmada em março de 2001.”

(Com site MPT-CE)

Chuvas fazem PRF mobilizar todo efetivo

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Todo o efetivo da Polícia Rodoviária Federal, incluindo o pessoal do setor administrativo, está monitorando o trânsito na BR-116. Consequência das chuvas que se registram principalmente na Região Metropolitana de Fortaleza, segundo a assessoria de imprensa do órgão.

Várias colisões traseiras e laterais, alguns capotamentos e saída de pistas constam das ocorrências que são muitas nesta segunda-feira, segundo a PRF. O orgão não liberou número de casos, mas alertou aos motoristas para que evitem trafegar pela BR-116 e entorno onde o sufoco é grande. Há pontos de alagamentos na rodovia causando problemas.

Nas rodovias do Interior, não há casos graves, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

Chove por mais de 10 horas em Fortaleza e Interior registra chuvas acima de 100 milímetros

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Chove em Fortaleza há mais de 10 horas, período suficiente para deixar a cidade com vários alagamentos, trânsito lento e transtornos principalmente na periferia. A Defesa Civil reforçou o plantão, assim como o Corpo de Bombeiros. No aeroporto de Fortaleza, operações são por instrumento.

Alguns sinais estão sem operar como é o caso da avenida João Pessoa com Álvaro Fernandes (Damas), Avenida Carapinima com 13 de Maio, Imperador com Domingos Olímpio e Presidente Costa e Silva com Bernardo Manuel. Essa árvore clicada por este Blog – rua Filgueiras Lima, por trás do Colégio Juvenal de Carvalho, é uma de várias que não resistiram às chuvas.

A Funceme informa que esta segunda-feira deve continuar nublada e com chuva fina. À tarde, chuvas isoladas no Estado e na Capital, onde foi registrada, até agora, chuva de 56,6 milímetros.

NO INTERIOR

Na zona rural cearense, foram registradas chuvas, até agora, em 112 municípios. Houve chuva forte nas seguintes cidades:

Viçosa do Ceará – 164.2 mm 

Cascavel – 160 mm

Amontada – 159 mm

Acarape – 150 mm

Iracema – 149 mm

Santa Quiteriá – 138,6 mm

Morada Nova – 138 mm 

Ocara – 125 mm

Pindoretama –  115 milímetros

(Fotos – Paulo Moska)