Blog do Eliomar

Categorias para Ceará

Manuel Veras assume TCM em posse concorrida

Em ato dos mais concorridos, o conselheiro Manuel Veras tomou posse, nesta manhã de segunda-feira, em ato na Câmara Municipal de Fortaleza, no cargo de presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Ele substituirá Ernesto Saboya.

Entre as presenças, o governador Cid Gomes (PSB), a prefeita Luizianne Lins (PT), o presidente em exercício da Assembleia, Francisco caminha, e o presidente do Tribunal de Contas da União, Ubiratan Aguiar.

Veras prometeu dar continuidade ao trabalho de modernização do TCM e reforçar as ações no plano da fiscalização.

Ruth Cavalcante – Amor à liberdade

417 2

Conversar com Ruth Cavalcante é fazer um passeio por boa parte dos momentos importantes da história da democracia do País. Mas não aquela história que a gente lê na bibliografia fundamental, não a história que nos é transmitida. Faço referência à história da qual a população participa, a história feita, vivida e interpretada. Ex-presa política, líder de movimentos estudantis e sociais, educadora, militante, hoje mãe de três, avó de uma, irmã de muitos, Ruth volta a editar cenas que marcaram as décadas de 1960 e 1970.

Encabeçou muitos títulos de vanguarda. Da época, foi a primeira mulher na diretoria do DCE. Também foi a única, no Congresso de Ibiúna, em 1968, que teve prisão preventiva. E ainda foi a primeira do gênero a ser presa no Hospital Militar – nem prisão feminina existia para preso político. E foi de lá, do hospital, que ela protagonizou uma das fugas mais faladas da história recente. Fez que era a irmã, ludibriando soldados de um quartel todo. Na trilha sonora, Gal Costa cantava Coração vagabundo. Ainda chegaram a dizer que era Jerry Adriani, mas era a voz fina da Gal que dava asa à Ruth: “Meu coração não se cansa / De ter esperança / De um dia ser tudo o quer quer / Meu coração de criança / Não é só lembrança / De um vulto feliz de mulher”.

Exilada, viveu no Chile e na Alemanha. Não folgou – sempre houve um jeito para exercer sua missão de educadora, mas ela aprendeu um bocado também. O detalhe é que a Ruth ativista também era a Ruth mulher, irmã de 19, nascida em uma família grande, que queria ter filho. Mesmo na Alemanha, mesmo no exílio. E nasceu a Mariana, que, com Síndrome de Down, mudou toda a história da mãe. Ruth deu um descanso na educação freiriana, foi estudar educação especial. Queria logo voltar ao Brasil, ficou na Alemanha para cuidar da filha. “Decidi ficar na Alemanha até que a Mariana tivesse condição de vir. Decidi emocionalmente ficar na Alemanha por causa dela”. Coisa de mãe.

Foi a Mariana quem inspirou o Centro de Desenvolvimento Humano (CDH), que Ruth preside. O Centro oferece cursos de educação e saúde norteados pela educação biocêntrica. Atua também com a proposta de Paulo Freire, quando cuida da alfabetização de adultos. Na conversa a seguir, ela se lembra e nos lembra de valores essenciais a qualquer tempo. Dentre eles, destaco o que ela deixou mais marcado – a gratidão pela solidariedade dos tantos que a ajudaram. Parece que é isso o que move Ruth até hoje.

O POVO – Você é mais conhecida pela atuação contra a ditadura. Qual é a lembrança mais forte que você tem dessa época?

Ruth Cavalcante – Todas essas minhas participações vieram de uma consciência plena de querer estar presente. Nós somos de uma geração que tinha como premissa viver a vida coletiva. Isso era muito presente no movimento estudantil, nos movimentos sociais que a gente tinha. E eu sou movida pela vivência, pela convivência. Quando eu entrei pro movimento estudantil, eu já era uma profissional da educação. Eu trabalhava no Movimento de Educação de Base, já tinha experiência como educadora.

OP – Você tinha quantos anos?

Ruth – Eu entrei na faculdade com 23 anos. Era mais madura que meus colegas, que tinham 18, 19… E eu já era uma profissional da educação. O Movimento de Educação de Base foi o movimento de grande profundidade com as massas populares. Era através do rádio, para as áreas subdesenvolvidas do País. E o Movimento de Educação de Base, o MEB, tinha como um dos assessores Paulo Freire. Eu fazia a assessoria do Paulo Freire. Essa visão do diálogo, da libertação principalmente, estava muito presente. O movimento estudantil pra mim foi uma consequência já desse meu engajamento social e político. Entrei na faculdade já naturalmente como uma liderança nesse sentido. Da diretoria toda do DCE, eu era a única mulher.

OP – Qual era seu cargo no DCE?

Ruth – Eu fui vice-presidente. O conselho do DCE tinha várias mulheres que eram presidentes de diretório; eu era presidente de diretório. Nós fomos eleitos para ser delegados no Congresso de Ibiúna. Foi minha primeira prisão no Congresso em Ibiúna. Foram presos quase mil estudantes, em 12 de outubro de 1968.

OP – Você imaginou que poderia ser presa?

Ruth – A probabilidade era alta de isso existir. Porque o congresso era semiclandestino, a União Nacional dos Estudantes já estava proibida. Nós éramos 30 delegados do Ceará. Desses 30, havia 10 mulheres. Dessas 10 mulheres, eu fui a única que tive prisão preventiva das mulheres.

OP – Por quê?

Ruth – Porque eles já rastreavam a história anterior. O Paulo Freire já tinha sido preso como um subversivo e eu já trabalhava no MEB dentro da proposta freiriana. Juntou a minha vida profissional com minha vida política e eu fiquei sendo mais perseguida.

OP – Quantos dias ficou presa?

Ruth – Nessa prisão em São Paulo, nós passamos todos uma semana presos. Foi toda uma mobilização nacional para soltar os estudantes, porque todas as lideranças do País estavam presas. Todas. E eu vim de lá com a prisão preventiva decretada. Eu estava aqui como vice-presidente do DCE dando um curso sobre o método Paulo Freire. A gente começou esse curso no fim de novembro. Em dezembro, veio o Ato Institucional número 5; foi no dia 13, uma sexta-feira. No dia 16, eu fui dar uma satisfação à turma. E, nesse momento, fui presa pela segunda vez. Como já tinha prisão preventiva vinda de Ibiúna, São Paulo, foi muito mais fácil para eles me localizarem. Eles (militares), nessa época, com o AI-5, podiam invadir a universidade e levar preso sem ordem de prisão.

OP – Foi presa quantas vezes?

Ruth – Duas. Em Ibiúna e essa daqui. Essa daqui, na hora em que eu fui presa, eu já entrei com a ideia de que eu iria fugir, de que eu não ia ficar.

OP – Já tinha algum plano?

Ruth – Eu lia muito Papillon, eu lia muito essas histórias de gente que fugia da prisão. Eu disse: ‘Eu não vou ficar’. E não foi tão complicado, porque não tinha prisão feminina pra presa política.

OP – Foi aí que você ficou presa no Hospital Militar.

Ruth – Foi. Preso político não é junto de preso comum. Tinha prisão pra preso político homem, e não tinha pra mulher. Me botaram no hospital por isso. Era novidade prender mulher.

OP – É aquela fuga espetacular?

Ruth – É, pois é, é famosa. (risos) Eles me botaram num quarto no último andar, um quarto isolado. Eu ficava só, com guarda na porta. Eu muito perigosa, né? (risos)

OP – Quanto tempo você passou presa?

Ruth – Passei quatro meses até fugir. Eu tinha toda uma organização. Comecei a conquistar as enfermeiras. À noite, eu dava curso sobre política para elas. Os soldados foram outros que eu conquistei até que eu pedi pra eles, na hora das visitas, eles não ficarem ali, porque eu queria falar com as minhas visitas de modo mais íntimo. Mas era pra eu combinar com minha família. Ela participou.

OP – Quem da sua família?

Ruth – Meus irmãos, que eram militantes também. Hoje, se sabe que 30 pessoas sabiam dessa fuga. Não sei como a polícia não ficou sabendo também. Tinha o pessoal do Partido, eu fazia parte da Ação Popular, os advogados que acompanhavam, tinha minha família, tinha o pessoal que me acolheu fora.

OP – Era muito fácil vazar.

Ruth – Era muito fácil vazar. Mas as pessoas estavam tão comprometidas que eles (Polícia) não ficaram sabendo, de jeito nenhum. Então, o plano foi o seguinte. Eu tenho uma irmã, a Neuma, que tem a mesma estatura minha. Ela entrou com uma peruca, uma roupa e com outra roupa que eu trocaria, porque minha roupa era lavada em casa. E eu vesti a roupa com que ela entrou. O personagem que entrou saiu, que era de peruca, de óculos bem grandes, vestido de manga comprida pra cobrir também porque eu tava muito branca. Aí, eu saí.

OP – E ela ficou lá no quarto?

Ruth – A Neuma entrou com o Oswald Barroso e o Fonsêca, que foram meus companheiros no Partido. Eles se arriscaram nessa missão. E eram mais duas irmãs no quarto. Eu saí com os dois e elas ficaram no quarto. Os mesmos quatro que entraram saíram. Eu tinha que pegar a identidade dela lá embaixo. Ela entrou com o Oswald e o Fonsêca e eu saí com eles dois. Só que a questão é que ficou uma pessoa a mais, uma visita a mais. Mas eu já tinha milimetricamente pensado em tudo. Eu saí do quarto cinco minutos antes de terminar a visita. E elas saíram cinco minutos após minha saída; era a hora que saía todo mundo, as visitas dos outros doentes. Elas se confundiram no meio da multidão.

OP – Você sabe que isso poderia ter dado errado e seria muito pior pra você?

Ruth – Poderia e foi isso o que o nosso advogado, o doutor Pádua Barroso, disse: ‘Todo preso tem direito a buscar a sua liberdade. Agora, o risco é ser pego em flagrante. Se ela for pega em flagrante, aí, complica demais a vida dela’. Mas aí eu não tive a menor dúvida de que eu tinha que fazer isso. Mas só fiz por causa de algo que existia naquela época, fortíssimo, que é a solidariedade. As pessoas, de fato, se arriscavam umas pelas outras.

OP – As pessoas se ajudavam por que sentido?

Ruth – Pelo sentido político, mas também pelo sentimento de solidariedade das pessoas, que era muito alto. Todas as pessoas que participaram desse fato se arriscaram. E não era risco qualquer. Era risco de vida. A pessoa que me emprestou o sítio quando eu fui depois, o motorista que me conduziu…

OP – Você saiu ao som de Jerry Adriani mesmo?

Ruth – Não (risos). Não era Jerry Adriani. O mais certo era ter sido a Gal Costa, com aquela música Coração vagabundo. Nos jornais, saiu que era Jerry Adriani. Tudo isso fazia parte também, porque eu botava a música bem alto na hora da visita pra ninguém escutar o que a gente estava conversando.

OP – Você foi pra onde?

Ruth – Eu passei 15 dias num sítio, aqui em Fortaleza, enquanto baixavam mais os boatos, porque todas as fronteiras foram cercadas.

OP – Você era considerada um perigo medonho.

Ruth – Ah, era perigosíssima. E saiu no jornal: Comunista fria e calculista. (risos) Era perigosíssima.

OP – Mas teve um tom frio e calculista aí.

Ruth – Que teve, teve. (risos) Eu fiquei nesse sítio enquanto as fronteiras eram liberadas. Aí, eu fui pra Recife, passei alguns meses lá. Foi quando o Partido me solicitou pra eu ir pra São Paulo. Fiquei fazendo ponto de contatos com a direção da Ação Popular, porque esse meu feito fez com que eu fosse uma pessoa merecedora de confiança. Eu era a pessoa que fazia contato com todas as lideranças de todos os setores com a direção nacional.

OP – E daí até o seu exílio?

Ruth – Depois, o cerco foi aumentando. Pra todos, não só pra mim. Prenderam a minha irmã, a Neuma, a que tinha me ajudado, pra que ela revelasse onde a gente estava. Foi quando a gente decidiu ir pro Chile. Eu já era casada com o João de Paula, o pai da Mariana, que também era perseguido. Nós chegamos no Chile em fevereiro. Quando foi em setembro, teve o golpe. Foi outro drama. Nós ficamos perseguidos. Só o fato de ser estrangeiro já era motivo pra você ser preso.

OP – Você fala do golpe de Estado no Chile, do Allende (Salvador Allende, em 1973).

Ruth – Sim, do Allende. Nós ficamos num refúgio durante quatro meses, era tipo uma prisão também, só que eram 600 pessoas. Foi uma experiência muito rica – conviver com 600 pessoas durante quatro meses numa situação de extremo estresse. Todos os setores se organizaram. Por exemplo, o pai da Mariana, que é médico, se organizou com um médico pra cuidar das doenças que apareciam ali. Nós, professores, íamos dar aula pros filhos pequenos dos que estavam ali.

OP – Tinha gente de onde ali?

Ruth – Tinha gente de toda a América Latina. Foi a primeira vez que eu me senti latino-americana na minha vida. E também vi a necessidade de aprender espanhol, porque nós somos o único país estrangeiro da América Latina. Nesse refúgio, vinham as embaixadas entrevistar as pessoas pra aceitar ou não nos seus países. A Alemanha me aceitou. Muitos países não me aceitaram, porque faziam primeiro uma pesquisa no Brasil pra ver como é que era. E eu com essa fama… (risos).

OP – Fria e calculista desse jeito, ninguém queria.

Ruth – Ninguém queria. Aí, a Alemanha na época tava numa situação muito complicada, de muita repressão, e ela estava querendo melhorar sua imagem no mundo. Então, abriu muitas vagas pros exilados no Chile. Aí, nós fomos pra Alemanha.

OP – Você também viveu um tempo muito rico lá.

Ruth – Lá também. Foram seis anos. Os outros países davam simplesmente o passaporte de entrada. Na Alemanha, davam passaporte de entrada, bolsa de estudo e uma casa pra morar. Por quê? Porque a gente entrou na lei dos refugiados da Alemanha Oriental. E é a lei da anistia melhor que tem no mundo.

OP – Como você lidava com a cultura, com a língua?

Ruth – A primeira coisa que a gente teve que fazer foi um curso de um ano pra depois fazer uma prova e entrar na universidade. E aí, eu fiz meu curso de psicopedagogia lá. Eu já estava casada há sete anos com o João de Paula, decidimos ter um filho. Foi quando a Mariana nasceu com Síndrome de Down.

OP – Vocês estavam com quanto tempo lá quando ela nasceu?

Ruth – Ela nasceu em 77, a gente estava com três anos lá. Mas a gente já era casado há sete. E eu sempre tive vontade de ter filho. O meu lado desse instinto materno é muito forte. Eu vim de uma família de muitos irmãos, a minha vontade de ter filho era muito grande e eu não podia por causa dessa circunstância toda.

OP – E foi o lugar ideal?

Ruth – Foi o lugar ideal, porque tinha toda a infraestrutura. A gente já estava vivendo em plena liberdade mesmo, fazendo os cursos que queria fazer e também foi ideal a condição para ela nascer. Porque, com a condição de Síndrome de Down dela, ela tinha acesso ao que tinha de mais moderno pra situação dela, nos ajudou muito.

OP – Foi quando você foi estudar educação especial.

Ruth – Foi, porque, antes, toda a minha direção de estudo era pra educação de adulto. Aí, quando a Mariana nasceu, eu resolvi entrar nessa e foi ela que inspirou o CDH.

OP – E você voltou logo que houve a anistia?

Ruth – Da Alemanha, voltei assim que houve a anistia.

OP – Você tinha vontade de voltar pro Brasil?

Ruth – Todos os dias, todos os dias.

OP – Mas você gostava da sua vida lá na Alemanha?

Ruth – Em termos. Pra estudo, é muito bom. O povo alemão, as amizades que nós fizemos, são amizades que duram até hoje. Porque são pessoas muito íntegras, muito comprometidas, mas é uma cultura muito diferente da nossa. Muito diferente. Então, isso toma de você um esforço diário pra você se adaptar. Mas, quando a Mariana nasceu, eu decidi ficar na Alemanha até que ela tivesse condição de vir, até que ela tivesse todos os tratamentos. Eu decidi emocionalmente ficar na Alemanha por causa dela.

OP – Você se arrepende de ter feito ou não ter feito algo?

Ruth – Não, não. Acho que fiz o que eu deveria ter feito. Eu fico gratificada comigo mesmo de ter tido essa ousadia de fazer o que eu fiz. As coisas que poderiam ser consideradas como erro eram circunstâncias da época.

OP – Como é o sua posição político-partidária hoje?

Ruth – Hoje, eu não sou filiada a nenhum partido. Mas sou uma militante da democracia, uma militante socialista. Sempre votei nos candidatos de esquerda e trabalho para eles. Tenho uma ligação muito grande com o pessoal do PCdoB, com o próprio pessoal do PT. PCdoB, porque historicamente eu fui do PCdoB.

OP – Acha que o Lula fez um bom governo?

Ruth – Acho. Acho que o Lula fez o que poderia se fazer. Eu acho que o Lula é um estadista como o Brasil nunca conheceu. No mundo capitalista em que nós vivemos, acho que o Lula fez o melhor governo que o Brasil já teve.

OP – Você se sente uma personagem importante na história da democracia?

Ruth – Importante não. Eu me sinto uma história que está viva, mexendo.

PRÊMIO BERTHA LUTZ, DO SENADO

Ruth Cavalcante é uma das cinco escolhidas para receber o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, prêmio instituído pelo Senado Federal, para agraciar mulheres que tenham oferecido relevante contribuição na defesa dos direitos da mulher e questões de gênero no País. A entrega será em 8 de março, no Dia Internacional da Mulher. “É mais do que uma homenagem. É um reconhecimento não meu. Eu sou apenas uma representante da mulher. É um reconhecimento do espaço que a mulher tem hoje, de Brasil. Não sou eu, não é a minha história individual. Não é a Ruth, é o que eu represento como mulher”, justificou ela.

1979


ANISTIA

Foi concedida em agosto; Ruth voltou ao Brasil em dezembro

1968


IBIÚNA

Ruth foi presa no Congresso de Ibiúna no dia 12 de outubro

PERFIL 

Ruth Cavalcante tem 67 anos. É psicopedagoga, pela Escola Superior de Pedagogia Social de Colônia, na Alemanha. É fundadora e diretora do Centro de Desenvolvimento Humano (CDH) desde 1981. Presta assessoria a órgãos públicos e prefeituras, nas áreas de educação e de grupos de trabalho. É pós-graduada em Educação Biocêntrica e Psicologia Transpessoal. Nasceu em Pedra Branca, a 261 quilômetros de Fortaleza. Tem 19 irmãos. “Eu sou a 13ª do total e sou a quarta do segundo casamento. Eu tive muitos pais e muitas mães”, rememora. Casou, pela primeira vez, com o médico João de Paula Monteiro Ferreira, também ex-perseguido político. Com ele, teve a Mariana, de 33 anos. Do segundo casamento, vieram a Sara, de 28 anos, e o Davi, de 26. Tem uma neta, Mel, de 6 anos.

(O POVO)

Procurador eleitoral falará sobre processos envolvendo parlamentares eleitos

O procurador regional eleitoral Alessander Sales dará entrevista coletiva, a partir das 15 horas desta segunda-feira, para esclarecer todas as dúvidas sobre as representações e recursos encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral.

Na entrevista coletiva, ele informa que vai explicar todo o processo sobre os recursos apresentados ao TRE/CE, envolvendo parlamentares eleitos em 2010. A entrevista ocorrerá no auditório do órgão.

Na mira do MPE, estão parlamentares federais e estaduais reeleitos principalmente e suas prestação de contas com aspectos questionados.

Monteiro fez queixas contra novo comandante da PM do Ceará

153 2

Antes de dar adeus ao Ceará, Roberto Monteiro, ex-secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, encaminhou para a Corregedoria das Polícias um farto material com queixas sobre o novo comandante da Polícia Militar do Estado, coronel Werisleik Matias.

Nada vazou sobre queixas de Monteiro que, em entrevista às Páginas Azuis, do O POVO, na semana passada, fez desabafo sobre a situação da Polícia cearense.

Monteiro foi embora para Curitiba, onde mora sua família, e reconheceu não ter tido condições de realizar o trabalho que queria. As dificuldades internas são muitas, chegou a reclamar. Cid Gomes nomeou para seu lugar o Coronel Bezerra, com quem tem convivência e amizade de 12 anos desde que era prefeito de Sobral.

Prefeito de Juazeiro do Norte é cassado

80 9

O prefeito de Juazeiro do Norte, Manoel Santana (PT), teve mandato cassado pela Camara Municipal nesta manhã de segunda-feira. Dos 14 vereadores, 13 votaram pela cassação. Com o resultado, Juazeiro do Norte está em pé de guerra. A Polícia está tendo muito trabalho para contar partidários petistas do prefeito e setores da população que queriam seu afastamento.

No dia 28 de setembro de 2009, houve início da votação numa sessão especial da Câmara, para saber se cassava ou não o prefeito, de acordo com relatório de uma Comissão Processante. A Justiça mandou interromper a votação quando já haviam votado nove vereadores. Suspensa a sessão, a Camara Municipal ficou aguardando uma nova decisão judicial, apesar de haver instalado uma nova comissão, esta desfeita pela Justiça.

O líder do prefeito na Câmara Municipal, Adauto Araujo, não compareceu à sessão. Neste momento está sendo aguardada a presença do vice-Prefeito José Roberto Celestino para assumir o cargo de Prefeito.

(Com site Miseria)

MPT do Ceará sob nova direção

100 1

“O Ministério Público do Trabalho (MPT) no Ceará começa o ano sob nova gestão. Assume como novo procurador-chefe para o biênio 2011-2012 o procurador do Trabalho Nicodemos Fabrício Maia. A mudança dá seqüência ao acordo firmado desde 2004 para que a chefia seja renovada, a cada dois anos, utilizando-se o critério de antiguidade entre os membros com atuação no Órgão. Como procuradora-chefe substituta, ele indicou a procuradora regional do Trabalho Fernanda Maria Uchôa de Albuquerque.

Nicodemos Fabrício Maia destaca entre as metas traçadas para sua administração a promoção de cursos de mediação e arbitragem para dirigentes sindicais, a criação do espaço “Agenda Livre” (para que, sem prévia marcação, qualquer trabalhador, cidadão, empresário, sindicalista ou jornalista possa dialogar diretamente com o procurador-chefe), a construção da nova sede, cujas obras já foram iniciadas na Praia de Iracema, e o cumprimento das metas institucionais traçadas nacionalmente no planejamento estratégico do MPT, com ênfase no MPT Digital (sistema que integra informações de todas as Procuradorias Regionais do Trabalho em todo o País e reduz a utilização de papel).

PERFIL – Nicodemos Fabrício Maia é graduado em Direito e licenciado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e bacharel em Teologia pela Faculdade de Teologia Logos. É mestre em Ciências Sociais pela UFRN e professor de Direito na Faculdade Christus. Ingressou no MPT em junho de 1996, quando tomou posse em Natal-RN. Em setembro de 2000, conseguiu lotação provisória em Fortaleza e teve sua remoção definitiva confirmada em março de 2001.”

(Com site MPT-CE)

Chuvas fazem PRF mobilizar todo efetivo

111 1

Todo o efetivo da Polícia Rodoviária Federal, incluindo o pessoal do setor administrativo, está monitorando o trânsito na BR-116. Consequência das chuvas que se registram principalmente na Região Metropolitana de Fortaleza, segundo a assessoria de imprensa do órgão.

Várias colisões traseiras e laterais, alguns capotamentos e saída de pistas constam das ocorrências que são muitas nesta segunda-feira, segundo a PRF. O orgão não liberou número de casos, mas alertou aos motoristas para que evitem trafegar pela BR-116 e entorno onde o sufoco é grande. Há pontos de alagamentos na rodovia causando problemas.

Nas rodovias do Interior, não há casos graves, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

Chove por mais de 10 horas em Fortaleza e Interior registra chuvas acima de 100 milímetros

163 2

Chove em Fortaleza há mais de 10 horas, período suficiente para deixar a cidade com vários alagamentos, trânsito lento e transtornos principalmente na periferia. A Defesa Civil reforçou o plantão, assim como o Corpo de Bombeiros. No aeroporto de Fortaleza, operações são por instrumento.

Alguns sinais estão sem operar como é o caso da avenida João Pessoa com Álvaro Fernandes (Damas), Avenida Carapinima com 13 de Maio, Imperador com Domingos Olímpio e Presidente Costa e Silva com Bernardo Manuel. Essa árvore clicada por este Blog – rua Filgueiras Lima, por trás do Colégio Juvenal de Carvalho, é uma de várias que não resistiram às chuvas.

A Funceme informa que esta segunda-feira deve continuar nublada e com chuva fina. À tarde, chuvas isoladas no Estado e na Capital, onde foi registrada, até agora, chuva de 56,6 milímetros.

NO INTERIOR

Na zona rural cearense, foram registradas chuvas, até agora, em 112 municípios. Houve chuva forte nas seguintes cidades:

Viçosa do Ceará – 164.2 mm 

Cascavel – 160 mm

Amontada – 159 mm

Acarape – 150 mm

Iracema – 149 mm

Santa Quiteriá – 138,6 mm

Morada Nova – 138 mm 

Ocara – 125 mm

Pindoretama –  115 milímetros

(Fotos – Paulo Moska)

Íris Tavares no páreo 2012 em Fortaleza

123 13

Time da loira

A prefeita Luizianne Lins (PT) quer apostar em nomes da sua confiança em 2012 para a Câmara Municipal ou para ser peça de acordo político. A presidente do Imparh, Íris Tavares, por exemplo, se desfiliou do PT de Juazeiro do Norte e se filiou ao PT da Capital.

Íris Tavares não nega pretensões políticas de quem já foi candidata à Prefeitura juazeirense e também deputada estadual. Ela, no entanto, evita tratar do assunto.

Grupo de professores elabora carta em defesa do patrimônio cultural do Estado

97 1

Do professor Platini Fernandes, da Universidade Federal de Goiás, recebemos a seguinte nota:

Caro Eliomar de Lima,

Sou coordenador do Curso de Museologia da Universidade Federal de Goiás, cearense de nascimento e comprometido com as causas da memória e do patrimônio cultural brasileiro, em especial no Ceará. Gostaria de contar com seu apoio na divulgação dessa movimentação dos profissionais, pesquisadores e defensores da memória e do patrimônio cultural no Estado. Estamos divulgando uma carta aberta ao governador Cid Gomes porpondo uma nova política na área do patrimônio cultural. Eis a carta:

CARTA ABERTA AO GOVERNADOR DO CEARÁ POR UMA NOVA POSTURA DIANTE DA ÁREA DE MEMÓRIA E PATRIMÔNIO CULTURAL

Um grupo de professores, profissionais de museus, pesquisadores da memória e do patrimônio cultural entre outros profissionais e interessados, elaborou um documento destinado ao Governador Cid Gomes apresentando o estado das políticas e da gestão cultural no Ceará.

O grupo propõe mudanças que visam a profissionalização e o desenvolvimento da área, o cuidado no trato com o patrimônio e com as comunidades e a melhoria das condições dos profissionais de museus, arquivos e bibliotecas.

Espera ainda, para os próximos dias, ter uma audiência com o Governador onde será feita a entrega da Carta. O evento deverá contar com a presença do novo secretário da Cultura, Professor Francisco Pinheiro.

Atenciosamente,

M. Platini Fernandes
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Federal de Goiás
m.platini@gmail.com

DETALHE – A Carta está publicada neste blog.
http://odemocrato.blogspot.com/2010/12/o-grito-cultura-do-ceara-virando-sucata.html

Cid vai conferir posse no TCM e retomar conversa com deputados estaduais

Cid quando esteve na AL em clima de posse.

O governador Cid Gomes (PSB) vai conferir, às 10 horas desta segunda-feira, na Câmara Municipal de Fortaleza, o ato de posse do conselheiro Manuel Veras como presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Veras substituirá o também conselheiro Ernesto Saboya.

Depois disso, o governador retomará, no Palácio da Abolição, onde já está informalmente instalado, conversas com os parlamentares estaduais. Cid ouve cada um sobre a eleição da futura mesa diretora, mas também expõe interesse de colaborar com projetos regionais.

“Estou ouvindo todos, sem preconceito”, avisa o governador, por meio de assessores.

MESA DIRETORA – Cid Gomes não esconde preferência por Zezinho Albuquerque (PSB) para presidir a Assembleia Legislativa. Está também na disputa Welington Landim, que é do PSB do governador.

Queda de energia provoca prejuízos em comunidades do Trairi

Do secretário de Cultura, Esporte e Juventude de Trairi, Marcos Slves, recebemos a seguinte nota:

Caro Eliomar de Lima, 

Como leitor assíduo do seu Blog, gostaria que senhordivulasse essa denúncia que envolve a Coelce e um desrespeito às comunidades de Munguba, Novo Oriente, Almescegas e Boa Vista, esta no município de Paraipaba. Desde as 8 horas comunicamos a falta de energia à Coelce, que prometeu resolveu e nada.

Na comunidade Munguba, o leite do Programa Fome Zero, por exemplo, que é armazenado em freezer, está perdido. Os comerciantes estão com seus frios (frango, picolés, etc) com prejuízo.

Contamos com o seu apoio.

Márcio Alves,

PT de Maracanaú arquiva processo de expulsão contra vice-prefeito de Maracanaú

130 6

A Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) em Maracanaú (Região Metropolitana de Fortaleza), decidiu, durante reunião realizada nessa noite de sábado, na sede do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais (Sisma), deliberou, por inconsistência de provas e arquivar o processo de expulsão por infidelidade partidária contra o vice-prefeito, Firmo Camurça.

O resultado foi de oito votos  em favor de Firmo Camurça, contra apenas três. Houve ainda uma ausência.

Firmo Camurça era acusado de infidelidade por não ter trabalhado em favor de candidatos a cargos proporcionais do PT. Trabalho em favor de nomes apresentados pelo prefeito Roberto Pessoa (PR). 

Informações para entrevista

Firmo Camurça: 9924.7568

Governo Dilma – Briga por cargos envolve R$ 107 bi de investimentos

124 1

Cearense Sérgio Machado comanda a Transpetro.

“A disputa entre os partidos aliados da presidente Dilma Rousseff para manter os postos que já têm no segundo escalão ou abocanhar novos cargos visa o controle de 102 empresas estatais, sendo 84 no setor produtivo e 18 no setor financeiro. Destas, 66 do setor produtivo e sete do setor financeiro dispõem de R$ 107,54 bilhões para investimentos só neste ano. Ao todo, estão em disputa cerca de 600 cargos. É provável que a maioria seja mantida, pela continuidade do governo.

Trata-se de um butim bilionário capaz de levar os partidos a uma batalha política pelos próximos meses, apesar dos apelos de paz feitos pela presidente da República e da suspensão de novas nomeações para o segundo escalão até que sejam feitas as eleições para as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado.

A guerra compreende também postos estratégicos em ministérios e órgãos, como os Correios, que o PMDB perdeu para o PT. Na Saúde, a disputa pela Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) deu origem à guerra do segundo escalão. Embora os R$ 45 bilhões dessa secretaria não estejam carimbados para investimentos – são repasses ao SUS –, o partido que ocupa o posto tem grande visibilidade no País, o que se traduz em votos.

O novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tomou o posto do PMDB e o passou para seu partido, o PT. Em seguida, avançou sobre a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), que tem orçamento de R$ 5 bilhões e cerca de R$ 1 bilhão para saneamento nas pequenas cidades. Depois de ameaçar votar em favor de um salário mínimo maior, o PMDB conseguiu que Padilha não nomeasse um petista para a Funasa, deixando as negociações suspensas até o mês que vem.

Agora, os peemedebistas lutam para manter Ariovaldo Rosendo na direção do Fundo Nacional da Saúde (FNS). Trata-se de um apadrinhado do ex-ministro Hélio Costa (PMDB). Esse fundo dispõe de R$ 65,2 bilhões.

Feudo

Nesse ritmo, os golpes prometem ser baixos e as rasteiras frequentes. O PT e o PSB, por exemplo, fecharam um acordo que deixará o PMDB ainda mais irritado. Decidiram varrer o partido de todos os cargos que detém no Ministério da Integração, velho feudo peemedebista.

Elias Fernandes, atual diretor-geral do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), é homem de confiança do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). Será demitido pelo novo ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho, do PSB.

Ocorreu o mesmo com o presidente da Codevasf, Orlando Castro, cujo padrinho é o ex-ministro Geddel Vieira Lima (BA). Pelo acordo entre PT e PSB do Nordeste, Castro também será afastado, dando lugar a um socialista, provavelmente Sérgio Novais, presidente do PSB de Fortaleza. Em troca, os petistas do Ceará, que desde 2003 mantêm o controle do Banco do Nordeste, devem permanecer no posto.

Poderosa

Dos R$ 107,54 bilhões que as estatais têm para investimentos, R$ 91,2 bilhões são do sistema Petrobrás. Trata-se de uma empresa que se tornou objeto de desejo, e da qual a presidente Dilma Rousseff não abre mão de controlar. Tanto é assim que, antes mesmo de fechar seu ministério, chamou o presidente José Sérgio Gabrielli para continuar à frente da empresa.

Diante da enormidade da estatal, aos outros partidos resta a luta para não perder os postos que detêm nas suas diretorias. Quem corre maior risco é – de novo – o PMDB. Desde que o deputado Fernando Diniz (MG) morreu, o diretor da Área Internacional da Petrobrás, Jorge Zelada, ficou sem padrinho. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) luta para preservá-lo. O restante da diretoria é rateada entre o PT e o PP.

O PMDB mantém o controle de duas empresas importantes do sistema Petrobrás. Na direção da Transpetro o partido mantém o ex-senador Sérgio Machado, na cota do presidente do Senado, José Sarney (AP), e do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). Machado já foi do PSDB e até liderou o partido no Senado. A Transpetro dispõe de R$ 2,47 bilhões para investimentos. Na presidência da BR Distribuidora está José Luiz de Andrade Neto, nomeado por influência do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Esta empresa conta com R$ 717 milhões para investir em 2011.”

(Estadão)

Maranguapinho e Jaguaribe na lista dos rios mais poluídos do País, segundo ONG Mata Atlântica

737 4

Rio Maranguapinho – alto índice de poluição.

Uma pesquisa da ONG SOS Mata Atlântica constatou que as fontes de água no País estão cada vez mais poluídas e que, diante disso, a saúde da população corre risco. Ao analisar amostras de 43 corpos d’água, em 12 estados e no Distrito Federal, a ONG verificou que nenhuma amostra foi considerada boa ou ótima.

As análises foram feitas ao longo de 2010. Com base em parâmetros definidos pelo Ministério do Meio Ambiente, o estudo revela que em 70% das coletas feitas em rios, córregos, lagos e outros corpos hídricos, a qualidade da água foi considerada regular. Em 25%, a qualidade era ruim e em 5%, péssima.

Em visitas a pontos de educação ambiental da ONG, foi avaliada a qualidade da água para consumo e concluiu-se que as águas precisam de tratamento para qualquer uso, seja para o consumo ou para indústria. Nos locais visitados, também foi constado que o principal agente de poluição é o esgoto doméstico.

Indicadores da falta de saneamento básico, como a presença coliformes, larvas e vermes, lixo e baixa quantidade de oxigênio na água, além de dez propriedades físico-químicas foram testadas pela ONG. Das 43 coletas analisadas, o pior resultado foi a do Rio Verruga, em Vitória da Conquista (BA), e a do Lago da Quinta da Boa Vista, no Rio.

Em condição um pouco melhor, mas ainda considerada regular e, consequentemente imprópria para consumo, estavam as amostras coletadas no Rio Doce, no município de Linhares (ES), e na Lagoa de Maracajá, em Lagoa dos Gatos (PE).

“A poluição está muito mais vinculada à emissão de efluentes domésticos que industriais, ultimamente”, disse o geógrafo do projeto, Vinicius Madazio. “É um problema porque 60% dos brasileiros vivem na [região de] Mata Atlântica”, completou, reivindicando que as políticas públicas de saneamento básico sejam prioridade do governo e da sociedade.

A qualidade da água é um das preocupações da Organização das Nações Unidas (ONU), que declarou o período entre 2005 e 2015 a década internacional Água para Vida. Em 2006, a instituição estimou que 1,6 milhão de pessoas, principalmente crianças menores de cinco anos, morram anualmente por causa de doenças transmitidas pela água.

Procurados, o Ministério do Meio Ambiente e a Agência Nacional de Águas (ANA) não comentaram a pesquisa.

(Agência Brasil)

NO CEARÁ, a pesquisa constatou, por exemplo, alto índice de poluição em rios como o Jaguaribe e o Marnguapinho, este último cruzando a Região Metropolitana de Fortaleza e que é alvo de alguns projetos em favor de moradores de áreas de risco. Já o Jaguaribe sucumbe sem providências.

Quem manda na Polícia do Ceará?

132 3

Eis artigo do professor Antonio Murão Cavalcante, que está publicado no O POVO e em seu Blog (POVO Online). Intitulado “Quem manda na Polícia?”, instiga, por exemplo, o leitor a avaliar melhor entrevista que o ex-secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, Roberto Monteiro, concedeu às Páginas Azuis, do O POVO, nesta semana. Confira:

Nesta semana, dois fatos foram extremamente esclarecedores sobre a situação da Segurança Pública no Ceará. A entrevista com o ex-secretário Roberto Monteiro (Páginas Azuis do O POVO) e o assassinato do pistoleiro Mainha. Por que estes dois episódios são esclarecedores e qual a relação entre eles?

Precisamos começar pela raiz das coisas. Como não é possível a cada cidadão assegurar sua própria integridade, o que ingenuamente alguns pensam – elevando os muros, colocando sistemas de alarme, câmeras especiais, cães farejadores, carros blindados, vigilância armada, numa persecução que lembra mais uma patologia mental, as sociedades mais avançadas criaram, patrocinam e esperam que as instituições policiais possam assegurar o mínimo de conforto à dita população.

As palavras e pensamentos do ex-secretário vão exatamente em sentido contrário. De um modo geral, os policiais cedo descobrem que são poderosos e que, em suas ações, nem sempre honestas, eles podem tudo. Rápido estabelecem alianças com os marginais ou os próprios passam a “ jogar” do outro lado.

Alguns argumentos do Dr. Monteiro: “no caso de Juazeiro (com o afastamento de policiais, no início de dezembro), que foi um caso grave. Ali é uma máfia enorme.” (…) “Nós temos casos aqui escabrosos que se arrastam há anos.” Enfim, nosso dinheiro, arrecadado via impostos, serve para nos destruir, extorquir e matar…

No segundo episódio, a eliminação encomendada de Mainha, ilustra bem a tese anterior. Elementar! A quem interessa o desaparecimento desse “arquivo” vivo? Aproveita-se o momento da transição para queimá-lo. O inquérito concernente ao fato vai durar o tempo do esquecimento, que é muito rápido. Até que outro fato, tão ou mais escabroso venha substituí-lo.

Por isso, mais do que promessas, mais do que concursos, mais do que Hilux blindadas e equipamentos sofisticados ou comandos especiais, é urgente que o governador Cid Gomes (PSB) tome posse de sua polícia e assuma realmente o comando da coisa.

Pelo visto, o Estado patrocina, mas não manda.

Antonio Mourão Cavalcante

a_mourao@hotmail.com

Médico, antropólogo e professor universitário.

O delegado cantor

O delegado aposentado da Polícia Civil João Castelo soltará a voz literalmente neste sábado, a partir das 21 horas, no Restaurante Caravelle.

Ele lançará o CD intitulado “Itinerário da saudade”, onde interpreta sucessos da MPB. O CD terá  renda em favor do Lar Amigos de Jesus, que atende crianças em tratamento contra o câncer.

Pequenos partidos terão vaga no 2º escalão cidista

150 1

PTB terá vaga no segundo escalão.

“Esquecidos durante a composição do primeiro escalão da nova gestão de Cid Gomes, os partidos pequenos serão integrados ao Governo na composição do segundo e terceiro escalão. Foi o que Cid garantiu ao primo e deputado eleito, Tin Gomes (PHS), durante reunião entre os dois, na última quinta.

Segundo Tin, Cid não falou sobre a disputa à Presidência da Assembleia e demais cargos da Mesa Diretora da Casa. Tin, contudo, admitiu estar se articulando para ocupar uma vaga ou na Mesa, ou na presidência de uma das comissões do legislativo.

Terceira maior bancada da Casa, o PT ainda vai reunir seus cinco parlamentares para decidir se irá pleitear uma vaga na Mesa. A escolha de Antônio Carlos como líder de Cid na Assembleia poderá distanciar a sigla da Mesa.”

DETALHE – A bancada do PT fará reunião na próxima semana para tratar sobre mesa diretora. ;

DETALHE 2 – O presidente regional do PTB, deputado federal José Arnon, informou para o Blog que na semana que vem terá audiência com Cid Gomes. O partido deve ocupar espaços no segundo escalão.

Prefeitura vai liberar calendário de pagamento do servidor com 1º parcela do 13º em junho

208 3

 

A Secretaria de Finanças vai divulgar, até o dia 20 próximo, o calendário 2011 de pagamento dos servidores públicos municipais. A informação é do titular do órgão, Alexandre Cialdini. Ele adiantou ainda que o calendário trará a primeira parcela do 13º salário com pagamento já definido para o mês de junho.

“Nós vamos antecipar em junho 40% do valor do 13º salário, seguindo determinação da prefeita Luzianne Lins (PT)”, explicou para o Blog o secretário. Ele comemora que, apesar de dificuldades em 2010 no que diz respeito a reduções do repasse do Fundo de Participação dos Municípios, o desembolso do servidor nunca tenha sofrido atraso.

“Ao contrário, nós antecipamos em alguns meses”, acentua Cialdini. Sobre perdas no FPM, ele contabilizou R$ 28 milhões ano passado e espera que, neste exercício, o governo federal normalize as liberações.