Blog do Eliomar

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Barracas da Praia do Futuro – Uma questão também cultural

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Eis artigo do jornalista Magela Lima intitulado “O Futuro da Praia do Futuro”. Ele aborda a polêmica decisão da Justiça Federal de mandar retirar todas as barracas de praia dessa banda da orla fortalezense. Confira:

Há quem tenha se acostumado a pensar e entender a Geografia como uma área do conhecimento interessada essencialmente por mapas, números, composições de solo, relevo, questões climáticas e afins. Há, no entanto, uma Geografia quietinha, discreta, focada, sobretudo, em conceitos de ordem cultural, que se avivou muito claramente, para mim, ao logo da última semana a partir da polêmica em torno das barracas da Praia do Futuro.

A decisão do juiz José Vidal Silva Neto determinando a retirada das 154 barracas que ocupam a faixa de praia não mexe só com os espaços físico, territorial e público de Fortaleza. Mexe, decisivamente, com o espaço cultural dessa cidade que, por vezes, teima em não querer ter cultura.

Foi ler as notícias nos jornais para que me viesse à lembrança a discussão da francesa Nelly Richard sobre o valor simbólico que a experiência cotidiana imprime aos espaços.

Em resumo, ela discrimina duas possibilidades de compreensão. Diz que place (lugar) é um território desprovido de sentido; e que space (espaço), ao contrário, é aquele em que, com o tempo, fica impregnado de valores. Eis aí a questão-chave para se debater o futuro da Praia do Futuro. Não se trata de pensar as barracas como um índice do excesso e do desrespeito ao uso do espaço, em tese, público. Elas são mais. Embora irregulares, elas são a cara de Fortaleza, nosso cartão-postal, nosso Cristo Redentor.

Claro, onde não há regras, impera o reino da esperteza. Há, sim, empresários ali mal intencionados, que construíram verdadeiros castelos numa terra que julgavam ser de ninguém. Enganaram-se. A Praia do Futuro tanto é uma faixa territorial pertencente à União, como é também um patrimônio de Fortaleza. E, como tal, deve ser tratada. A legalidade, acredito, é plenamente possível sem que se ponham a baixo as nossas barracas. Sobretudo, se cada um e todos dessa cidade compreenderem o sentido do que é “nosso”.

Magela Lima – Editor-executivo (interino) do Núcleo de Cultura e Entretenimento

magela@opovo.com.br

Novo ministro do STF pode sair até dezembro. Cearense está no páreo

“O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), para a vaga de Eros Grau, que se aposentou, será indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até dezembro. Logo depois da eleição presidencial, o presidente vai consultar o sucessor ou sucessora para tomar a decisão. Isso não quer dizer, no entanto, que o julgamento do Ficha Limpa será concluído este ano. O novo ministro poderá pedir vista.

Estão no páreo o cearense Cesar Asfor Rocha, do STJ, o advogado e federal José Eduardo Cardozo (SP), Luiz Edson Fachin, o ministro do STJ Luiz Fux, e Teori Albino Zavascki.”

(Informe JB – JB Online)

Canindé investe em pavimentação

Canindé – O prefeito de Canindé, Claudio Pessoa (PSDB), acompanhado de secretários, vereadores e lideranças, assinou um pacote de ordens de serviços voltados para a pavimentação de vbárias ruas do município.

Com essas ações, já são onze as ruas atendidas, num total de 30, que serão beneficiadas com calçamento em pedra tosca. Segundo Pessoa, virá também o saneamento básico, exigência dos moradores.

ESP-CE muda data de seleção e deixa 900 inscritos em expectativa

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A prova de seleção para Residência Médica da Escola de Saúde Pública do Estado, marcada para 7 de novembro, foi adiada para 12 de dezembro, o que pegou os inscritos de surpresa. Essa mudança foi comunicada no último dia de inscrições – sexta-feira última.

Os inscritos na seleção – mais de 900 candidatos, querem saber os motivos do adiamento, já que não foi liberado nada nesse sentido por parte da comissão organizadora do certame.

DETALHE – O dia 12 de dezembro cai na mesma data de provas da Residência Médica para o SUS de São Paulo. Muitos cearenses já estavam inscritos também nessa seleção.

Beto Studart em revista

O empresário Beto Studart é o destaque da revista Público A, em sua edição de número 14, que será lançada, com coquetel, nesta quarta-feira, a partir das 20 horas, no Regina Diógenes Gourmet  – Pátio Cocó.

De espírito arrojado e com trânsito também na área política, Beto Studart é ainda adepto da chamada responsabilidade social. Apoia projetos filantrópicos sem querer a velha publicização. A revista dedica a capa a esse senhor que, acima de tudo, tem como marcas o otimismo e a simplicidade.

Criação do Conselho Estadual de Comunicação Social na pauta da OAB nacional

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O caso do projeto de indicação que cria o Conselho Estadual de Comunicação Social, cuja autoria é a deputada petista Rachel Marques, está na pauta desta segunda-feira, em Brasília, do encontro do Colégio de Presidentes de OABs estaduais.

O presidente da OAB-CE, Valdetário Monteiro, que participará das discussões, voltou a classificar a matéria como “inconstitucional” e um absurdo às liberdades.

O projeto, inclusive, já recebeu sinalização da parte do governador Cid Gomes (PB) de que não será sancionado.

Presidente do Sinduscon/CE disputará reeleição

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon), Roberto Sérgio, é candidato à reeleição. Ele diz que tomou essa decisão incentivado por segmentos da área que avaliam como positiva sua gestão, principalmente na luta que empreende para tirar o “Programa Minha Casa, Minha Vida” do governo federal, do papel no Estado. 

A tendência é um pleito de chapa única.. O pleito foi marcado para o dia 4 de novembro.

Feliz aniversário, Fagner!

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O cantor e compositor cearense Raimundo Fagner completou 61 anos de vida no último dia 13. Vários fãs não se esqueceram da data. O professor Fernando Machado Albuquerque, de Coreaú, nos mandou mensagem com o título “Simplesmente, Fagner” exaltando o artista. Confira:

Quero, com essa prosa-poética, prestar-lhe uma singela homenagem, como forma de parabenizá-lo e, principalmente, claro, reverenciá-lo, porquanto se trata de um dos maiores cantores e compositores vivos do Ceará. Desse nosso Ceará arretado, celeiro de personagens ilustres nas mais diversas searas do conhecimento humano.

Traduzir Fagner é uma obrigação “porque eu sou cearense, porque sou brasileiro/sou apaixonado pelo meu lugar/eu trago no peito um amor verdadeiro/eu sou da Terra da Luz, eu sou do Ceará!”.

Desde a adolescência, aprendi a ouvir Fagner. Fui amadurecendo e, com a maturidade, descobri nele o prazer de desvendar algo sobre o existencialismo humano, muito embora outro poeta cearense, ou melhor, outro titã de nossa poesia – no caso, Francisco Carvalho, tenha afirmado que “é preciso reconhecer que a poesia é hoje um teatro sem platéia, uma ribalta às moscas.”

Talvez Francisco Carvalho quais dizer que predominam na atualidade composições musicais sem letra, formando uma imensa babel, com trocadilhos de gosto duvidoso. Todavia passam rápido como nuvens de verão. Já a palavra trabalhada, a linguagem carregada de elementos figurativos, com significações várias, presente constantemente em Fagner, representa arte literária, de conteúdo perene, para ser lida, cantada e ouvida em qualquer época.

Só quem ama, como disse Bilac, é capaz de ouvir e entender as estrelas. Quem curte poesia pura, de qualidade, conversa com Deus, com o cosmos, com o infinito e navega por mares nunca dantes navegados, sem nunca ter perdido o senso. 

Que Fagner saiba que ele representa, para o Brasil, e, sobretudo, para nós do Ceará, uma árvore abundante, cujos frutos são saboreados toda vez que escutamos, detidamente, sua voz maviosa.

* FERNANDO MACHADO ALBUQUERQUE,  

Analista Judiciário Adjunto, professor e acadêmico de Direito. E fã.

Pedro Fiúza comandará PSDB de Fortaleza

O empresário Pedro Fiúza, que foi vice na chapa de governador do tucano Marcos Cals, será o novo presidente do PSDB de Fortaleza. A informação é dada por ele, acrescentando que seu objetivo é oxigenar a legenda na Capital e prepará-la para o embate eleitoral de 2012. Atualmente, esse comando está sem titular depois que a ex-deputada estadual Tânia Gurgel saiu, alegando problemas de relação com o então dirigente Carlos Matos.

Pedro Fiúza espera ganhar assim maior visibilidade política, dentro da estratégia acertada pela cúpula estadual tucana de apostar na formação de novas lideranças e trabalhar nomes que possam ter condições de competir eleitoralmente. Fiúza, no entanto, não se define como postulante à Prefeitura.

Após Ceará, mais três Estados querem criar conselhos de comunicação

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“Pelo menos mais três Estados se preparam para criar conselhos de comunicação com o objetivo de monitorar a mídia, a exemplo do já ocorrido no Ceará, informa reportagem de Elvira Lobato, publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

O governo de Alagoas, do PSDB, estuda transformar um conselho consultivo em deliberativo, com poder semelhante ao do cearense.

No Piauí, um grupo de trabalho nomeado pelo ex-governador Wellington Dias (PT) propôs a criação de órgão para, entre outras funções, vigiar o cumprimento das regras de radiodifusão.
Na Bahia, governada pelo PT, o conselho seria vinculado à Secretaria de Comunicação Social do Estado.

Nos três casos, há envolvimento do Executivo. Em São Paulo, tramita projeto similar ao do Ceará. A criação dos conselhos foi recomendação da Conferência Nacional de Comunicação, convocada pela gestão Lula.

Entidades da área criticam as iniciativas. A Abert (do setor de rádio e TV) teme a simulação de “clamor para justificar” o controle social sobre a mídia pelo governo federal.”

(Folha Online)

Carro da Arquidiocese de Fortaleza envolve-se em acidente com vítima na BR-222. Padre é encontrado morto

Um acidente envolvendo um carro da marca Gol (NUS-9131) pertencente à Arquidiocese de Fortaleza, foi registrado nesta madrugada de segunda-feira, na BR 222, quilômetro 77, no município de São Luís do Curu.

O motorista, um senhor gordo, cabelos grisalhos e aparentando entre 50 e 60 anos, foi encontrado morto dentro do carro com vários ferimentos, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

O carro estava fora da pista e abalroado numa cerca de madeira de uma casa, segundo a policia Rodoviaria Federal, que aguarda a chegada do rabecão.

ATUALIZAÇÃO – Segundo a Polícia Rodoviária Federal e a Arquidiocese, no carro está o corpo do padre Josenir, da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro, situada no bairro Alto Alegre, em Fortaleza.

Adauto Bezerra lamenta derrota de Tasso

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A política, os políticos principalmente, ainda tratam Adauto Bezerra como indispensável às suas necessidades. Alguns bajulam mesmo, de acordo com a demanda. Batem na porta, apertam sua mão ou o assediam para pedir apoio ou dinheiro mesmo. Não foi nesta última eleição que isso deixou de acontecer. Na anterior para a sucessão estadual, isso também se deu. Leia a entrevista que você saberá dos personagens. Aos 84 anos, com vários mandatos de deputado estadual, federal e 35 anos após ter assumido como governador do Ceará, o coronel continua poderoso.

Nestas Páginas Azuis, Adauto comenta pela primeira vez publicamente como é ver Tasso Jereissati ser sucedido politicamente – ou, ao pé da letra, assisti-lo perder uma eleição. Senador até dezembro próximo, Tasso derrotou o coronel na acirrada campanha de 1986 ao governo do Estado. “Tasso não é um homem para voltar a ser enclausurado. (…) Acho que não era a hora da substituição dele”.

O coronel confessa não ter ligado para ele após o desfecho das urnas para não parecer desforra. “Não telefonei porque poderia até pensar ‘o Adauto me telefonar na hora da minha derrota?’, ‘será que é vingança do Adauto dizer isso, porque eu o derrotei?’. Não se trata disso. Foi grande governador, grande senador”.

Adauto admite que nunca esqueceu a pecha que ganhou 24 anos atrás, “força do atraso”, dada pelos adversários. Não usou a palavra vingança, mas confessou numa resposta curta: “Eu aguardei”. Em seguida, relata o pedido feito pessoalmente em seu apartamento por Ciro Gomes – “o mais cáustico” na época, segundo descreve. Era para que o coronel declarasse apoio ao irmão dele, Cid, quando saiu eleito ao governo, em 2006.

A rotina de Adauto hoje é ocupada de voluntarismo, negócios e família. Às 7h30min, abre seu expediente como mordomo (gestor das contas) da Santa Casa de Fortaleza. Vangloria-se hoje de ter “compromissos a pagar, mas dívidas atrasadas, nenhum centavo”. Nos fins de semana, ajuda jovens dependentes de drogas no Eusébio.

Também não deixa de ir ao seu Bic Banco diariamente, despachar, atender pedidos de dinheiro e favores ou ler. Quando a equipe do O POVO chegou, meia hora atrasada por causa de engarrafamentos, Adauto folheava, pelo meio, a biografia do jornalista cearense Lira Neto sobre o Padre Cícero. “Tenho que conhecer o homem, né? Eu o vi morto”. O Padim era amigo de seus pais.

Pela disposição de Adauto em falar – sobre brigas de Virgílio com o ex-governador Gonzaga Mota, sobre sua saúde e de quando fez o testamento num leito cirúrgico, sobre os filhos, sobre violência, a morte de sua sobrinha no Paraguai – sobre muita coisa, é recomendável ler a íntegra da entrevista no portal O POVO Online (www.opovo.com.br).

O POVO – Vamos começar a entrevista já falando sobre o senador Tasso Jereissati?

Adauto Bezerra – Eu poderia dar uma ideia? Por que não começamos lá do passado?

OP – Claro. Pois por qual parte o senhor quer começar?

Adauto – Comecei minha vida pública quando fui eleito pela primeira vez em 1958.

OP – Qual era o partido?

Adauto – UDN (União Democrática Nacional). Aí vieram os governos Parsifal Barroso, Virgílio Távora, Plácido Castelo, veio César Cals, o Adauto Bezerra, Virgílio de novo, Gonzaga Mota…

OP – Aí veio a eleição que o senhor disputou com o Tasso, em 1986.

Adauto – Lembro que quando saí do governo fui deputado federal. Vim ser vice do “Totó” (ex-governador Gonzaga Mota, 1983-1987).

OP – Como o senhor virou político?

Adauto – No meu caso, foi um acaso. Eu era tenente e meu irmão Humberto também. Servíamos em Recife. A campanha era a de 1954. Meu pai foi vereador, presidente da Câmara de Juazeiro do Norte. O candidato à época era meu padrinho José Geraldo da Cruz. Em maio, plena campanha, meu pai teve um infarto. Foi fulminante, ele morreu. Daí, o Zé Geraldo, que era o prefeito, estava em Recife e foi à minha procura e do Humberto. “Perdi a minha campanha, meu compadre acaba de morrer e não tenho mais pra onde sair. Talvez tenha até que desistir”. Eu e Humberto conversamos: “vamos honrar o compromisso do pai”. A vitória foi maravilhosa. Como éramos gêmeos, viramos “Os Bezerras”, “Os meninos”, “Os tenentes” que ganharam a eleição. Aí começou o nome a entrar na onda da especulação.

OP – Quantos anos tinha?

Adauto – 28 anos. Era primeiro tenente. O Zé Geraldo, eleito prefeito e empossado, venho transferido para Fortaleza e ele me pediu para ajudar e eu ser o ponto de contato dele (em Fortaleza) para a prefeitura. No final disse “meu afilhado, você vai ser deputado. Juazeiro não tem deputado”. Já tinha sido promovido a capitão, 29 anos, meu nome cresceu na cidade. Não tinha experiência. Pra surpresa minha fui o mais votado de Juazeiro.

OP – A que o senhor atribui ter sido o mais votado?

Adauto – Meu pai. “É o filho do Zé Bezerra”. Comprei um Jeep 1954. Rodei todo o Cariri, distrito por distrito, só voltava à noite. Geralmente ia fardadinho. O Jeep parava, eu ficava em pé. Daqui a pouco tinha 20 pessoas e eu dava o recado. A UDN elegeu 16 e fui o oitavo mais votado. Na segunda eleição, já fui o mais votado do Estado. Na terceira, mais votado. Na quarta, o mais votado. Na escolha para governador, veio o Petrônio Portela (político piauiense) sondar quais seriam os melhores candidatos para levar ao presidente Geisel. Era 1974. Fui escolhido. A comunicação foi por telefone.

OP – A comparação pode parecer esdrúxula, mas o senhor vê alguma semelhança na carreira política dos irmãos Adauto e Humberto e dos irmãos Cid e Ciro?

Adauto – Pode até parecer. É que eu e o Humberto somos iguais em tudo. Às vezes, num almoço, eu com meu prato e ele afastado, quando terminamos, o que estava no meu prato estava no dele. Somos irmãos quase siameses. Eles às vezes distoam. Você não vê que o Ciro é mais língua solta? Ao passo que o Cid é calmo, tranquilo, sereno, ouve muito, fala pouco. É o comportamento de cada um.

OP – Qual é a sensação de perder uma eleição?

Adauto – Sempre tive uma vida pensando no melhor e também no pior. Sabendo subir a escada degrau por degrau, e sabendo que depois do último degrau você tem que descer. Tem que saber a hora certa. Quando não sabe, o próprio tempo se encarrega de dizer. Tive 32 anos de mandato, deputado federal, estadual, governador e vice-governador. Dei a minha cota. Outro veio. Veio o Tasso. E faço justiça: até a minha época, a política era mais de clientelismo.

OP – O senhor aceita a crítica?

Adauto – Eu fiz, fiz. É autocrítica. Vamos raciocinar. Você é um prefeito, mora a 400 km de Fortaleza e quer falar com o governador. É barrado, não entra. Nunca fiz isso, mandava entrar. Podia atrasar, ficava esperando, mas atendia. E todos pediam um empregozinho. Era a professora, o delegado, servente, vigia, essas coisas. O Tasso fez uma inovação. “Sou administrador, cada prefeito cuide de sua administração e eu vou fazer a minha”. Ficou meio distante, se isolou. Vamos reconhecer, ele foi um bom governador, um bom senador. Não posso deixar de reconhecer.

OP – O senhor votou nele?

Adauto – A minha idade… (Risos) Eu fui dispensado.

OP – Era o momento de Tasso ter sido alijado de um cargo público?

Adauto – Não. Acho que ele é muito jovem para dizer “vou desistir, não quero mais, vou cuidar dos meus netos”. Eu não diria isso. Ele pode aparecer de novo na crista da onda e voltar a ser governador, senador. Pra que dizer isso?

OP – O senhor acha que ele disse isso por mágoa?

Adauto – Ele começou com 60 e poucos por cento e caiu, seguiu numa linha de descida. Ele sempre foi muito ligado aos Ferreira Gomes. E no final os dois não votaram nele. Deve ter ficado com algum ressentimento. O próprio Lúcio também, poderia estar unido. Mas isso é um direito de todos. Ninguém quer ficar subordinado a vida inteira. Quer autonomia. Isso é natural de toda atividade.

OP – O Tasso perdeu para o Lula?

Adauto – Foi.

OP – É histórico na política do Ceará quando o Gonzaga Mota passa para o outro lado e resolve apoiar Tasso. Seria similar a hoje?

Adauto – Eu era o vice-governador e disse muitas vezes “Gonzaga Mota, você é governador porque o Virgílio indicou seu nome. A força era dele”. “Mas Adauto, eu quero ter meu partido, quero ser um chefe político também”. “É um direito seu, mas não dá para você conviver sem rompimento?”. “Mas o Virgílio não me dá espaço”. “Fique à vontade, eu fico com o Virgílio porque comecei com ele e vou começar com ele”. “Mas Adauto, poderíamos ficar nós dois”. “Não, se você quiser ficar, vamos ficar os três”. Ele dizia: “faço todo acordo com você, não quero é com o Virgílio no meio”. “Então você não me terá porque não vou abandonar o Virgílio”. Meu pai começou com o pai do Virgílio, comecei com o Virgílio, por que eu iria largar esse homem? Não havia perigo.

OP – Que leitura o senhor faz desse cenário, onde está se consolidando um grupo muito forte politicamente, o dos Ferreira Gomes?

Adauto – O pessoal diz que o ciclo de poder não ultrapassa 20 anos. Quando se chega aos 20 anos de poder, tem 20 de realizações. Não passou 20 anos de graça, porque foi julgado 20 anos. Aí chegou a época de não ser mais reeleito. Acabou? Não. As obras vão falar. Tasso não é um homem para voltar a ser enclausurado. O que faltou? Comunicação.

OP – O senhor chegou a manter contato com o Tasso?

Adauto – Não telefonei porque poderia pensar “o Adauto me telefonar na hora da minha derrota?”, “será que é vingança do Adauto dizer isso, porque eu o derrotei?”. Não se trata disso. Olha o que falei, grande governador, grande senador. Acho que não era a hora da substituição dele. Ele ainda tem muito o que fazer. Chegou a hora de descer a escada.

OP – E o que o senhor acha dos novos senadores?

Adauto – Peço a Deus que eles (José Pimentel e Eunício Oliveira, eleitos) se comportem muito bem, que pelo menos cheguem ao que o Tasso chegou, por ter representado muito bem o Estado. E o Cid, digo a vocês, ninguém melhor do que ele para governar o Estado atualmente.

OP – Se o senhor tivesse votado nessa eleição, teria sido nele?

Adauto – Com toda certeza. Quer ver o telegrama que mandei pra ele? (Pede à secretária o telegrama. Quando o gravador é religado, começa contando uma história ocorrida em sua sala). Veio um deputado aqui, tive pena dele. Ô baixinho pra trabalhar.

OP – Quem é?

Adauto – Heitor Férrer (deputado estadual reeleito, do PDT). Esse rapaz chegou aqui com um pacotinho de santinhos na mão. Um por um, entregando. “Mas Heitor, o que é isso?”. “Minha campanha é essa, não tenho dinheiro, não tenho nada. Tudo que consegui até agora foram R$ 12 mil”. Aí dei uma ajuda pra ele. Esse menino pulou (levanta as mãos), “coronel, o senhor me salvou”. É um rapaz sério, bom deputado. É de oposição, mas não é por oposição. Dá o fato.

OP – Quem mais o senhor ajudou?

Adauto – Meu sobrinho José Arnon (deputado federal reeleito, do PTB).

OP – O Cid veio pedir ajuda?

Adauto – Não.

OP – O Lúcio Alcântara veio?

Adauto – Estou meio distante dele. Não veio, não.

OP – Marcos Cals apareceu?

Adauto – Quero muito bem àquele rapaz. Deveria ter sido preparado para ser o candidato, mas o pegaram de última hora e jogaram dentro do rio que só tinha piranha. (Exibe o telegrama enviado a três candidatos e pede que seja lido).

OP – (O primeiro foi para Cid Gomes) “Sua reeleição é fruto de um trabalho feito com inteligência, espírito público, honestidade e competência. Parabéns”. (O segundo foi para Heitor Férrer) “Mais uma vez seu trabalho é reconhecido pelo povo que você representa com seriedade, espírito público, honestidade e competência. Parabéns”. (O terceiro, para Tin Gomes, vice-prefeito de Fortaleza, eleito deputado estadual, do PHS). “Faço votos que seu espelho na Assembleia seja meu grande amigo João Frederico”.

Adauto – Era o pai dele, foi meu colega deputado e era um grande deputado. É isso. Puxei saco de alguém aqui?

OP – Quando foi acusado de fazer parte das “forças do atraso” (em 1986), como se sentiu?

Adauto – O Ciro era o mais cáustico sobre isso. O Tasso também usou. Eu aguardei…

OP – Preferiu ouvir calado?

Adauto – Eu aguardei… (faz uma pausa) e esperei o tempo passar. Mas um dia, lá no meu apartamento, chega o Ciro. Foi pedir para eu fazer parte do apoio ao irmão dele, o Cid. “Vou apoiar”. Na primeira eleição do Cid (ao governo estadual, em 2006).

OP – Qual foi sua reação?

Adauto – “Vou apoiar, vou trabalhar. Rapaz muito bom”. E trabalhei muito (principalmente na região do Cariri). Não guardo ressentimento de nada. A vida é curta, você tem que pensar no melhor, fazer o bem. Vou ficar com rancor e ódio? Aquilo faz mal a mim.

OP – O senhor deixou de ajudar quem o criticou?

Adauto – Nunca entrou uma pessoa aqui para dizer “coronel, me dê uma ajuda para comprar um remédio” e eu não dar. Quer saber quantas pessoas eu abasteço com remédio? (Volta a chamar a secretária). Chega doente, pra fazer cirurgia, comprar remédio, mas eu dou o remédio. Não dou o dinheiro. Chegam pessoas que todo mês a gente dá remédio pra elas. (Pergunta para sua secretária, Tercimar) É você que compra?

Tercimar – Sou eu que compro. E o senhor que paga (risos).

Adauto – Tem um bocado.

Tercimar – No mínimo quatro semanalmente.

Adauto – Tem até mulher de deputado. É mensalidade mesmo. Porque se a gente não der, morrem. Todos são casos de câncer.

Tercimar – Vêm pedidos de ajuda, de gás, passagens…

OP – Parece que o senhor ainda não deixou de ser governador?

Adauto – (Risos) Não. A minha sala é cheia toda vida?

Tercimar – Constantemente. Agenda, então, lotada.

OP – Quando o senhor encontrou com o Ciro, lembrou a ele que tinha sido chamado de força do atraso? Ele pediu desculpas?

Adauto – Não, nunca pediu desculpas. Para mim o assunto nunca existiu. O assunto que ele levou lá era eu apoiar o irmão dele.

OP – Em algum momento teve vontade de revidar?

Adauto – A única coisa que eu e meu irmão temos um pouco de diferença é o temperamento. Ele me chama de “irmã Paula”, porque tudo que vem aqui eu procuro ajudar. Ele não. Eu não fui atrás dele, ele veio à minha procura.

OP – Como avalia o governo Lúcio?

Adauto – O Lúcio? (Pausa) É o seguinte: o Lúcio é inteligente. Como senador, bem melhor que como governador. Porque governador tem que ter decisão. Certo ou errado, quem decide é o governador. O Lúcio é mais “vamos deixar, vamos ver, se for possível a gente faz”. Não é meu sistema.

OP – E a Era Lula?

Adauto – O Lula foi e é um bom presidente. O Lula fez a estabilidade econômica do País. O Lula fez com que o empresário pudesse trabalhar com mais tranquilidade. Os bancos do Nordeste e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) puderam injetar mais recursos gerando mais riqueza e mais emprego. Ninguém pode negar, foi um bom presidente.

OP – Quais são seus afazeres, normalmente?

Adauto – Às sete e meia estou na Santa Casa. Às 9h30min aqui (no Bic Banco). Saio ao meio-dia. Vou pra casa almoçar. Às duas, volto e dou o segundo expediente aqui. Às cinco e meia, a massagista vai lá ou vou na academia. Ou então vou caminhar.

OP – Na Beira Mar?

Adauto – Beira Mar. Mas não levo segurança comigo, não.

OP – Vai só?

Adauto – Vou. Quem quiser pegar um velho de 84 anos pode vir. Não vou correr (risos). Só vou pedir “não precisa bater, o que você quer…”.

OP – O senhor não tem medo de ser sequestrado?

Adauto – Eu? De jeito nenhum. Não adianta, querendo sequestrar não há quem evite.

OP – Coronel, tenho curiosidade num assunto bastante delicado para sua família.

Adauto – Não, tudo bem.

OP – É a sobre a morte de sua sobrinha Ana Amélia (assassinada no Paraguai, em agosto de 2002). O episódio foi fatalidade, tentativa de sequestro? Houve algo mais além do que veio a público?

Adauto – As Polícias do Paraguai e daqui apuraram. Mas chegaram à conclusão que quiseram parar o carro para roubar. Tentativa de assalto. Quando meteram o tiro, era para o carro parar e fazer o assalto, mas acertou a menina.

OP – Aceitaram como fatalidade?

Adauto – Fatalidade.

OP – A família contratou alguém para investigar lá?

Adauto – Se tem sabido quem era, cabôco tinha morrido. Tinha. Trazia pra cá, ia fazer o enterro bonito dele.

OP – Chegaram a dizer alguma vez que o senhor estava em lista de sequestrável?

Adauto – Eu? (risos) A Polícia Federal pegou uma gravação entre pistoleiros. Um dizia pro outro: “Ninguém vai se meter com os coronéis. Porque eles são bons e não tem problema nenhum. Ninguém pode mexer lá com eles”. Foi a notícia que me chegou.

OP – Alguém pensou em sequestro, mas outro descartou logo.

Adauto – Sou muito amigo do Mainha (Ildefonso Maia Cunha, condenado por homicídios no Ceará, que hoje cumpre pena em regime aberto). Muito amigo não, conheço o Mainha. Nos apertos ele vem aqui. Ou vai em Guaramiranga. Não é muito melhor se ter uma fonte de informação como o Mainha do que ter um inimigo como o Mainha? Sabe como ele se identifica (à secretária)? Professor Diógenes.

OP – Como compara a criação de seus primeiros filhos e do filho mais novo, de nove anos?

Adauto – Os mais antigos, eu cometi um erro grande, porque me dediquei demais à política e esqueci um pouco a criação deles. Com esse agora, não. Ele é muito ligado a mim. Ele viajou e, para cada dia, deixou uma mensagem pra mim. No café da manhã está lá a mensagem dele. Não é bom?

OP – O senhor se sente bem tendo sido pai já na terceira idade?

Adauto – É um atestado vivo que tenho para mostrar que ainda estou firme (risos).

OP – O senhor bebe ou fuma?

Adauto – Não bebo nem fumo. A gente vai levando, o tempo passando, não sinto nada. Quase morri. Fiz uma cirurgia, aí tive medo.

OP – Cirurgia de quê?

Adauto – Fui às bodas de ouro do Ivens Dias Branco (empresário). Ele lá serviu um vinho muito bom. Eu talvez tenha exagerado. Fui dormir, duas da manhã acordei com isso (descreve uma palpitação cardíaca mais acelerada). “Silvana (esposa), abra a janela, não tô me sentindo bem. Ligue para o doutor Cabeto” (cardiologista Carlos Roberto Martins Rodrigues). Ele disse que eu tinha o átrio muito acelerado, “vai ficar na UTI. Está 98% entupido no braço direito e 75% no esquerdo. O senhor não pode mais sair do hospital”.

OP – Quando foi isso?

Adauto – Há dois anos. No dia 16 de outubro. “Vai ter que operar”. Eu disse: “Cabeto, vamos pra São Paulo?”. Ele falou que eu não podia sair daqui porque na viagem de avião, eu não suportaria. Nesse período de espera você apavora um pouco. Aí eu disse “Cabeto, eu queria ir lá em casa, escrever. Queria fazer um testamento”. “Não tem problema, chama o cartório”.

OP – Teve medo de morrer?

Adauto – Ora, mas… Foi o (pessoal do) Cartório Machado. Chegou lá, eu disse o que queria. Botei uma (ponte) mamária e uma safena.

OP – O que a gente não perguntou que o senhor acha que deveria ter sido perguntado?

Adauto – Esta é uma pergunta muito boa (risos). O que eu me esqueci? (mais risos) Olha, a vida é muito curta. Você pensa que 84 anos… eles se passaram sem eu sentir que passaram. E o que me resta é muito pouco, então… olhe para o vizinho, veja o que pode estar faltando, dê uma ajuda. Se ele caiu, dê a mão. Humildade. Ninguém pode ser arrogante, prepotente. Porque as coisas acontecem. Quando você menos espera pode estar em cima de uma cama, desenganado, a qualquer hora pode desaparecer e o que você leva? Será que leva? A vida termina aqui? E a outra? Fernando Pessoa já dizia: A vida é uma grande reta, mas lá na frente é uma curva. O corpo fica na curva e o espírito continua. Para onde é que vai?

OP – O senhor tem medo de viajar nessa curva?

Adauto – Não tenho porque sei que tenho que ir mesmo. O que peço a Deus é para não ser aquele doente prostrado, que viva na mão dos outros, dando trabalho. Se for, acabou. Às vezes eu penso em ser cremado, não sei pra quê enterro.

PERFIL

José Adauto Bezerra nasceu em 3 de junho de 1926, em Juazeiro do Norte, 20 minutos depois do irmão gêmeo Humberto. Ambos seguiram carreira militar e, de volta ao Ceará, entraram na política. Adauto foi deputado estadual (1958-1975). Foi indicado governador pelo presidente Geisel (1975-1978). Formou a tríade dos coronéis-governadores, com Virgílio Távora e César Cals. Foi deputado federal (1979-1982) e vice na chapa com o governador Gonzaga Mota. Em 1986, perdeu a disputa ao governo para Tasso Jereissati. Na era Collor, presidiu a Sudene (1990-1991).  política, os políticos principalmente, ainda tratam Adauto Bezerra como indispensável às suas necessidades. Alguns bajulam mesmo, de acordo com a demanda. Batem na porta, apertam sua mão ou o assediam para pedir apoio ou dinheiro mesmo. Não foi nesta última eleição que isso deixou de acontecer. Na anterior para a sucessão estadual, isso também se deu. Leia a entrevista que você saberá dos personagens. Aos 84 anos, com vários mandatos de deputado estadual, federal e 35 anos após ter assumido como governador do Ceará, o coronel continua poderoso.

(O POVO)

ACC leva homem do fotossensor para falar sobre seu caso de sucesso

A Associação Comercial do Ceará promoverá nesta segunda-feira, a partir das 7h45min, em sua sede, palestra do ex-presidente do Centro Industrial do Ceará, Baltazar Neto. Ali, ele estará  como empresário bem sucedido.

Baltazer Neto falará sobre a atuação de sua empresa que explora o serviço de fotossensor em Fortaleza.

A palestra integra o programa “Casos de Sucesso”, que a Associação Comercial do Ceará (ACC) vem tocando neste ano. O objetivo é também a troca de experiências empresariais.

Cid e Luizianne unidos por Dilma

“Lado a lado, o governador Cid Gomes (PSB) e a prefeita Luizianne Lins (PT) pediram votos para a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) em carreata, ontem, depois de quase quatro meses sem dividirem espaços públicos pela cidade. Até então, eles vinham fazendo campanhas isoladas e cada um sempre seguia um rumo diferente do outro.

A realização do evento foi decidida em reunião no último sábado entre as duas lideranças. Esse foi o primeiro encontro entre eles para tratar da agenda de campanha de Dilma em Fortaleza.

Com concentração em frente às obras do Hospital da Mulher – construção da Prefeitura que já gerou discursos polêmicos da oposição contra a prefeita por conta do atraso – a carreata percorreu cerca de 30 km, terminando na Praça 31 de Março, na Praia do Futuro.

Além de Cid e Luizianne, os senadores eleitos Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) também participaram do evento, junto com vereadores e deputados estaduais e federais aliados ao governador e à prefeita.

Cid afirmou que nesta semana a campanha pró-Dilma também vai se concentrar no Interior do Estado, com manifestações promovidas pelas lideranças locais dos municípios. “Nós já realizamos uma grande carreata no Cariri e organizamos uma série de encontros regionais de apoio à Dilma, que se encerrou neste sábado em Sobral. Agora teremos atividades na Capital”, disse o governador.

Tanto Luizianne quanto Cid confirmaram caminhada da candidata do PT, amanhã, que terá concentração na Praça do Ferreira. Os dois também prometeram comparecer ao evento de campanha.

O governador justificou a ausência do irmão Ciro Gomes (PSB) na carreata. Segundo Cid, o irmão está fazendo campanha para Dilma pelo resto do Brasil, já que é um dos coordenadores nacionais da campanha da petista. Ciro e Luizianne são desafetos políticos – eles já protagonizaram diversas trocas de críticas em público.

Resultado nas urna

Apesar da agenda repleta de atividades de mobilização em prol da candidata do PT e das pesquisas eleitorais apontarem vantagem de até 12 pontos de Dilma sobre o tucano José Serra (PSDB), a prefeita prefere não falar de vitória antes do resultado nas urnas. Para ela, o clima de “já ganhou” não pode atrapalhar a militância petista na última semana de campanha.

Sem salto 

“Eu não gosto de salto alto na política. Temos que esperar o resultado no próximo domingo para comemorarmos a vitória de Dilma”, ponderou Luizianne.”

(O POVO)

Centro Pediátrico da Criança será inaugurado na próxima 4ª feira

“Tudo pronto para a inauguração, na próxima quarta-feira, às 18h30min, do Centro Pediátrico do Câncer (CPC), projeto idealizado pela Associação Peter Pan e Hospital Infantil Albert Sabin. A unidade, que vai operar como anexo do HIAS, foi construída com a doação de entidades da sociedade civil e será a única no Norte e Nordeste com sete leitos de UTI nessa área de atendimento. Nos mais de três mil metros quadrados divididos em cinco pavimentos, foram aplicados R$ 7,5 milhões.

O governador Cid Gomes, ao lado dos secretários Fátima Catunda (Trabalho e Desenvolvimento Social) e Arruda Bastos (Saúde) e lideranças empresariais e de entidades parceiras, participará do ato de inauguração. A meta do CPC é trabalhar com a missão de se transformar em referência no Estado em transplantes de medula óssea.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Deputado Roberto Cláudio é cotado para a pasta da Saúde do Estado

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O deputado estadual reeleito Roberto Cláudio (PSB) é o mais cotado para ocupar a Secretaria da Saúde do Estado. Além de ser médico, reúne outro ingrediente que o governador Cid Gomes (PSB)  procura: tem especialização em gestão na área da saúde nos EUA.

Cláudio não fala no assunto, mas tem a simpatia do segmento de saúde. Na con dição ded vice líder do governo, atuou bem. É tido como um cidista de origem. Era do PHS, mas acabou indo para o PSB convidado pelo próprio governador.

Assessoria de Rachel Marques diz que ela está doente e que não fugiu do debate

Da assessoria de imprensa da deputada estadual Rachel Marques (PT), este Blog recebeu a seguinte nota: 

Venho a público reafirmar a importância do projeto de indicação Nº 72/2010, que prevê a criação do Conselho Estadual de Comunicação Social do Ceará.

Como comunicado à imprensa, que nos últimos dias vem solicitando depoimentos e entrevistas para os seus veículos, encontro-me atualmente em licença médica e não me distanciando do debate, como vem afirmando alguns jornais e emissoras de televisão. Não foi publicado pelos jornalísticos a informação de meu estado de saúde, que a minha assessoria vem repassando.

A imprensa e outros interlocutores vem afirmado ser a proposta de Conselho de Comunicação um ataque a liberdade de expressão e um mecanismo de censura. Longe disso, os conselhos são mecanismos democráticos, que integram os interesses de determinado setor, a exemplo dos conselhos de educação, saúde e assistência social, que têm como finalidade principal servir de instrumento para garantir a participação popular, o controle social e a gestão democrática das políticas e dos serviços públicos, envolvendo o planejamento e o acompanhamento da execução destas políticas e serviços públicos, no caso específico, uma política pública estadual de comunicação.

O projeto foi uma das propostas aprovadas na Conferência Nacional de Comunicação, realizada em 2009, com a participação de empresários, como a ABRA – Associação Brasileira de Radiodifusão, capitaneada pela TV Bandeirantes e a Rede TV e a TELEBRASIL – Associação Brasileira de Telecomunicações, redigida em conjunto com a Rede Cearense pela Comunicação (RedCom), organização composta por 30 entidades estaduais.

O Conselho de Comunicação é uma demanda antiga das organizações sociais, movimentos sociais, jornalistas e empresários, que promovem a participação social na comunicação no Brasil e está previsto na Constituição, no Artigo 224, que diz “Para os efeitos do disposto neste capítulo, o Congresso Nacional instituirá, como seu órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na forma da lei”, com direito a constituição de organismos similares nos estados.

Rachel Ximenes Marques

Deputada Estadual – PT Ceará.

VAMOS NÓS – Votos para que a parlamentar se recupere da virose e entre nesse debate dos mais interessantes.

"Tempestade" atinge Fafá no show de Manzotti

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Admiro o padre Reginaldo Manzotti e sua pregação, mas, confesso, lamentei, nesse III Evangelizar, realizado sábado, no aterro da Praia de Iracema, em Fortaleza, ter ouvido a cantora Fafá de Belém não ser tratada como merece. Ela foi convidada para integrar a gravação do DVD ao vivo do religioso, dividindo o palco com o padre na canção “A tempestade vai passar”.

Pois é, Fafá, cujo talento é reconhecido internacionalmente, foi vítima do tom que lhe impuseram na gravação. Teve que se esgolear para cantar essa música, pois seu parceiro de palco, Manzotti, mostrou não ter qualidades vocais de um grande cantor. No popular, em meio a um cenário nacional de tantas vozes estritentes de dupla sertaneja ou gritaria de bandas de forró ou coisa que o valha, ele escapa. Mesmo desafinando vez em quando. 

Como cantor, o Padre Manzotti aprovou como um excelente pregador. Voz pequena, mais para locutor de rádio e só. Não estamos aqui sendo contra a carreira artística dele que, no próprio evento, deixou claro: ali fazia um show de fé e não show de megastar. Nesse aspecto, Manzotti não mentiu e isso prova que o religioso sabe o que faz. Mas se não tem tantos dotes como cantor, ninguém pode menosprezar a sua capacidade maravilhosa de comunicador. Nisso, o padre é uma verdadeira bênção.

Gente de Imprensa é…

Eis aí o jornalista e radialista Wilson Ibiapina, um dos mais respeitados da área em Brasília e que, acima de tudo, prima pela humildade. Diariamente pode ser ouvido na rádio Verdes Mares AM, dentro do Rádio Notícias Verdes Mares, com boas informações e opiniões variadas.

Encontrá-lo para um bate papo é certeza de aprendizado.

(Foto – Paulo Moska)