Blog do Eliomar

Categorias para Ceará

Cid Gomes faz carreata no terreiro da turma do Lúcio Alcântara

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Depois que Lúcio Alcãntara (PR) fez campanha em Sobral (Zona Norte), onde Cid Gomes (PSB) também passou por lá no sábado, agora foi a vez da campanha cidista invadir o terreiro de gente forte da cúpula do Partido da República.

Nesta manhã de domingo, Cid, ao lado dos candidatos ao Senado José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB), realizou uma carreata, com saída da sede de Maracanaú, administrada pelo prefeito e coordenador-geral da campanha lucista, Roberto Pessoa, e terminando com ato no distrito de Pajuçara.

Quem conferiu, observou muitos, carros, motos e bicicletas e um  barulhaço da chamada “Turma do Lula”. A caravana está confiante na vitória de Cid logo no primeiro turno. Pelo menos é o que apontam as últimas pesquisas.

MPE entra com representação contra jornal do Sindicato dos Bancários

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“O  Ministério Público Eleitoral  encaminhou representação ao Tribunal Regional Eleitoral questionando a matéria  constante na edição de n° 1147 do periódico “Tribuna Bancária”, de responsabilidade do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Ceará, com tiragem semanal de 11.500 exemplares.  Para a Procuradoria Regional Eleitoral,  ficou evidenciada propaganda do Sindicato em favor dos  candidatos  Dilma Roussef, Cid Ferreira Gomes, Eunício Oliveira e José Pimentel.

Para o Procurador Eleitoral Auxiliar Márcio Torres,  é vedado aos sindicatos fazerem propaganda em favor de qualquer candidato  e, ainda, utilizar-se do jornal tipo tablóide para materializar a propaganda,  com a violação da norma do art. 43 da Lei n° 9.504/97.

O Sindicato, além de veicular a propaganda no jornal impresso, reproduziu o conteúdo no seu  site de internet. Entendeu o procurador que  não pode ser realizada propaganda na  internet em sítios eletrônicos  de pessoas jurídicas privadas, com ou sem fins lucrativos, tendo requerido liminar para imediata retirada da matéria do respectivo site de internet.

Podem ser aplicadas aos infratores  multas eleitorais que variam de R$ 1.000,00 a R$ 10.000,00 (pelo jornal impresso) e de  R$ 5.000,00  a R$ 30.000,00 (pela veiculação na internet).” 

(Site do MPE)

Luizianne faz campanha no Interior

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A prefeita Luizianne Lins (PT) fará campanha, nesta terça-feira, no Interior do Estado. Mais precisamente no município de Itapipoca.

Ali, ela estará ao lado dos candidatos a deputado federal pelo PHS, Francisco Caminha, e da candidata a deputada estadual Luiza Lins (PT) em um minicomício.

VAMOS NÓS – Quando é mesmo que a coordenação da campanha de Cid Gomes (PSB) vai convocar a prefeita Luizianne Lins para um compromisso eleitoral?

Billy Paul é show!

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Um show incrível. Billy Paul arrasou durante apresentação nesta madrugada de domingo, no Clube Náutico, que comemorou seus 81 anos de fundação. Foram quase duas horas de muita bossa, ginga e descontração, com direito a muita água para um artista consagrado e que mostrou pique aos 76 anos.

Billy Paul, vencedor do Grammy com “Me and Mrs. Jones”, estava no palco com duas vocalistas que também arrasaram. Ele esbanjou estilos: do pop mais convencional ao soul. Mostrou agudos de primeira, sem dispensar a voz baixa e rouca passando romantismo quando foi necessário.

Mas o show foi maravilhoso e cativou um “Náutico” superlotado. Sem falar na apresentação do grupo cearense “Caribbean Kings” – veio depois, que dispensa comentários. O presidente Guedes Neto comemorou o resultado.

(Foto – Paulo Moska)

Morre Araújo de Castro, um dos fundadores do PDT cearense

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Morreu nesta madrugada de domingo o ex-vereador Araújo de Castro, um dos fundadores do PDT. Vítima de câncer, era “brizolista” de origem e vinha questionando posturas do seu partido no Estado, alegando afastamento do ideário da legenda.

O corpo está sendo velado na Funerária Ethernus (Rua Padre Valdevino) e o enterro ocorrerá às 17 horas, no Cemitério Parque da Paz.

Pelos 4 anos do Blog

Do radialista Jonas Melo e da jornalista Cris Melo, recebemos a seguinte nota:

Grande jornalista Eliomar de Lima!

Nós não poderíamos deixar de parabenizá-lo pelo grande trabalho que você faz na imprensa cearense. O tempo passa rápido, não é mesmo Eliomar?!  E,  já são 4 anos de muita imformação e serviços prestados pelo Blog do Jornalista Eliomar de Lima, que tem ética, credibilidade e procura a imparcialidade na notícia. Desejamos ao companheiro de imprensa muita sorte, saúde e paz de espírito para continuar por mais 200 anos na luta em defesa da verdade, e sempre defendendo os que não têm vez e nem voz nesta sociedade capitalista e cruel.

Atenciosamente,

Jonas Mello e Cris Mello

www.jonasmelloradialista.blogspot.com

Funcap lança editais no valor de inovação tecnológica no valor de R$ 28 milhões

A Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) vai lançar, nesta segunda-feira, ao meio-dia, na sede da Federação das Indústrias do Ceará (FIEC), três editais voltados para o apoio a ações de inovação tecnológica.

Esses editais juntos totalizam R$ 28 milhões em recursos não-reembolsáveis. Serão beneficiadas empresas de diferentes ramos da atividade econômica.

O ato será comandado pelo presidente da FIEC, Roberto Macêdo. Esses editais integram o Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe Integração).

(Foto – Paulo Moska)

Expoece começa neste domingo

Tudo pronto para a Expoece 2010. A abertura ocorrerá a partir das 16 horas deste domingo, tendo à frente o secretrio do Desenvovimento Rural, Antônio Amorim. Neste ano, o evento, que se estenderá até o dia 26, deverá movimentar negócios da ordem de R$ 1o milhões com leilões de bovinos, equinos e caprinos, segundo expectativas da organização.

A Expoece também contará com shows de bandas de forró e haverá cobrança de ingresso – R$ 2,50, sempre a partri das 9 horas. O Parque de Exposições da SDR, situado na avenida Bezerra de Menezes, local do evento, abre às 8 horas. Entre novidades, um pesque-pague e uma casa de farinha.

Ciro repudia matéria da Veja e diz que vai à Justiça

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O deputado federal Ciro Gomes (PSB) mandou nota para o Blog rebatendo acusações feitas pela revista Veja sobre possível envolvimento seu e do seu irmão, Cid Gomes, num esquema “milionário” envolvendo prefeituras cearenses. Neste Blog, veiculamos nota do Blog de Reinaldo Azevedo dessa revista. Ciro acionará a Justiça contra “denncias fabricadas´a 15 dias das eleições”. Confira:

NOTA À IMPRENSA

1. Nego e repudio, com veemência, qualquer acusação contra minha conduta, tanto no plano pessoal, como no exercício dos cargos que tive a honra de ocupar ao longo de 30 anos de vida
pública.

2. Tomarei todas as providências jurídicas cabíveis para resguardar minha reputação e para processar os autores dessa sórdida trama.

3. Peço aos eleitores que se mantenham alertas contra “denúncias” fabricadas a 15 dias das eleições. Elas representam
uma grave ameaça à Democracia, pois pretendem, com
acusações levianas e mentirosas, alterar a vontade popular que
se manifesta na preferência pelo Cid em todas as pesquisas.

Fortaleza, 18 de setembro de 2010

CIRO FERREIRA GOMES.

Abaixo certidão da Procuradoria Geral de Justiça atentando que a operação realizada pela PF não envolve autoridades estaduais ou federais do Estado.

Morre primeira vítima de raiva humana no Ceará

Morreu neste sábado Expedito dos Santos (26), o primeiro caso de raiva humana registrado neste ano no Brasil. Ele estava internado desde o começo do mês no Hospital São José (Bairro Parquelândia), em Fortaleza. No fim da tarde, o diretor do HSJ, Anastácio Queiroz, divulgou a informação.

Expedito foi atacado por uma cadela, que criava e que nunca havia sido vacinada contra a raiva. Ele morava na localidade de Carneiro, em Chaval (425km de Fortaleza)

Cid Gomes divulga nota sobre matéria da Veja e promete reação enérgica

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Do candidato à reeleição Cid Gomes (PSB), este Blog recebeu nota que trata sobre reportagem da Veja acusando o governador e seu irmão, Ciro Gomes (PSB), de terem montado esquema milionário com Prefeituras cearenses, conforme cita o Blog de Reinaldo Azevedo, dessa revista. Confira:

NOTA À IMPRENSA

A propósito de matéria publicada na revista Veja desta semana, e em atenção e respeito aos cearenses, declaro o seguinte:

1. As acusações feitas contra mim são absurdas, indignas e mentirosas. Nunca tive relacionamento com a pessoa mencionada pela matéria. Procuro pautar minha vida pela lisura, pela correção e pelo respeito às leis e ao povo cearense.

2. A revista Veja mente, e esta não é a primeira vez. Ela mentiu quando disse que eu tinha um apartamento em Nova York, mentiu quando lançou falsas acusações sobre a concorrência do Castelão, e mente agora novamente. Trata-se de um comportamento tendencioso, contumaz e mal intencionado para comigo e para com o Ceará.

3. Estou acionando administrativa e judicialmente a Policia Federal para saber se existe algum inquérito em que meu nome seja citado. A partir disso tomarei providências enérgicas e duras.

4. Expresso a minha profunda indignação e repudio veementemente estas acusações e informo que adotarei todas as medidas jurídicas ao meu alcance contra os que produziram tais mentiras.

Fortaleza, 18 de setembro de 2010.

Cid Gomes.

Cantor Nilton César é atração no Ceará

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=jj0rBNaiB4Y[/youtube]

Eis o cantor Nilton César, numa apresentação durante o programa Sílvio Santos (SBT). Ele é a atração deste sábado do 21º Baile da Jovem Guarda da cidade de Ipu e, neste domingo, vai se apresentar no Clube Kukukaya (Vila União), em Fortaleza, dentro do projeto “Jovens Tardes de domingo ” tocado pelo empresário artístico Alexandre Maia.

Nilton Cesar tem história na música popular romântica do País. Para alguns, brega, para outros, um cantor de estilo cativante e que deixou seu nome gravado na memória de muitos fãs. Curtimos (é o novo!) muito esse cantor em nossa adolescência.

Lúcio visita Sobral antes de Cid Gomes

O candidato a governador pelo PR/PPS, Lúcio Alcântara, visitou a cidade de Sobral (Zona Norte) neste sábado. Tendo ao lado o seu vice, Cláudio Vale, e o postulante ao Senado, Alexandre Pereira (PPS), Lúcio foi recebido com simpatia pelos conterrâneos do governador e candidato à reeleição, Cid Gomes (PSB). 

Lúcio circulou pela Praça de Cuba,visitou o Mercado Central e ganhou abraços de populares. Também foi ao tradicional “Beco do Cotovelo” e sua visita foi anunciada ao vivo pelo programa do radialista Ivan Frota, da Rádio Tupinambá. A caminhada lucista terminou no comitê central, que fica na Rua Randal Pompeu, 202, quase esquina com a Praça da Catedral.

Ali, Lúcio lembrou obras que realizou como governador como o Instituto Médico Legal, a construção da Avenida Pericentral, reforma do Hemocentro e urbanização da margem do Rio Acaraú.

(Foto – Nely Rosa)

DETALHE – Cid Gomes, com sua carvana eleitoral, estará nesta noite de sábado em Sobral numa grande caminhada.

PSOL-CE entra com ação contra candidato que defende a pena de morte

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Da assessoria de imprensa do PSOL do Ceará, recebemos nota sobre medida tomada pelo partido contra o candidasto a deputado estadual Sílvio Frota (PRTB), que defende a pena de morte. Confira:

Em diversos pontos da cidade de Fortaleza, estão sendo afixadas propagandas do candidato a deputado estadual, Sílvio Frota (PRTB), nas quais ele defende a pena de morte. Considerando-as irregulares pelo ataque à ordem constitucional, bem como aos direitos humanos e fundamentais e à dignidade da pessoa humana, o PSOL-CE entrou com representação no Ministério Público Eleitoral solicitando a cassação do registro de candidatura de Frota, bem como a retirada dessas propagandas.

Conforme explica a representação apresentada pelo partido, “O Representado, candidato a deputado estadual, tem feito da pena de morte sua principal bandeira de campanha. Nos últimos dias, a cidade foi tomada em seus principais cruzamentos, por centenas de banners de propaganda de sua candidatura. Em tais banners lê-se, em letras garrafais, dentre outras coisas: “BASTA. PENA DE MORTE JÁ!”. Os tais banners são afixados em postes de iluminação pública e/ou sinalização de tráfego, em franco descumprimento ao que preceitua a lei eleitoral.”.

A Constituição Federal trata, em seu art. 5º, dos direitos e garantias individuais e coletivos. Neste artigo, defende-se que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” e se estabelece que não haverá pena de morte, salvo em caso de guerra declarada. O parágrafo 4° da Carta Magna, por sua vez, elenca as chamadas cláusulas pétreas, ou seja, o que não pode ser objeto de modificação. Dentre eles estão “os direitos e garantias individuais”.

Tendo em vista tais preceitos, os advogados Rodrigo Vieira e Wálber Nogueira, elaboradores da peça jurídica, argumentaram que as peças são irregulares. Para eles, “O que o candidato está diretamente defendendo é que a sociedade recorra a meios violentos para solucionar problemas graves de natureza sistemática, induzindo os eleitores que são vítimas da violência ou da falta de segurança pública à alternativa de recorrerem à vingança privada como solução dos conflitos e dramas pessoais.”.

O PSOL defende os direitos humanos, a igualdade e a solidariedade. O partido defende que não serão as velhas formas de tratar os problemas vivenciados pela sociedade que resolverão a questão da segurança pública. “É preciso justiça social; dar oportunidade às pessoas; possibilitar que elas possam ter uma outra visão da vida e um outro projeto de mundo. Isso não será resolvido com prisões, muito menos com a pena de morte”, defende a candidata do PSOL ao Governo do Ceará, Soraya Tupinambá. Por isso, segundo o presidente do PSOL-CE, Moésio Mota, “o partido não podia ficar calado e deixar ver o conservadorismo tomar conta das ruas. Se as eleições são espaços privilegiados para travar o debate político, nós temos que fazê-lo.”.

PSOL do Ceará.

Terminais de atendimento bancário… hum!

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Usar terminais de atendimento da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil em vários supermercados de Fortaleza virou um tormento. Em pontos como os supermercados Frangolândia e Center Box, um terminal desses funciona e na outra semana não funciona. Ou então fica sem dinheiro.

O mais curioso nisso tudo é que esse equipamento tem sempre como vizinho um terminal de atendimento Banco 24 horas, que raramente dá problema. A clientela não anda gostando nada disso.

"Veja" traz matéria sobre o Ceará

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Essa é do Blog de Reinaldo Azevedo e consta em reportagem da nova edição da Veja:

Documentos em poder da Polícia Federal envolvem o governador do Ceará, Cid Gomes, e seu irmão, o deputado Ciro Gomes (PSB) em um esquema de corrupção que desviou 300 milhões de reais das prefeituras do estado entre 2003 e o fim do ano passado. Raimundo Morais Filho, empresário que participava da lambança, deixou tudo registrado em 27 gigas de memória, de que VEJA tem cópia. Laurélia Cavalcante, delegada federal que investiga o caso, foi atropelada por um carro não-identificado nas ruas de Fortaleza. Morais Filho escreveu um outro relato em que se diz ameaçado.

Cid nega qualquer irregularidade. Ciro, que já anunciou a disposição de construir “uma nova hegemonia moral e intelectual no país” diz não conhecer o empresário: “Jamais fiz com ele ou com qualquer pessoa essa sórdida prática que estão querendo me imputar”.

VAMOS NÓS – Em contato com este Blog, a Assessoria de Imprensa do governador Cid Gomes (PSB) voltou a rebater tais denúncias neste sábado. Em contato com a assessora da campanha de Cid, Cristianne Sales, ela também negou esse fato.

Combate ao crack vira mote eleitoral

Eis artigo do professor Antonio Mourão Cavalcante intitulado “Drogas e Eleições”, onde ele aborda o caso do combate ao crack como mote para atrair o eleitorado. Confira:

“Eu tinha medo e acabou acontecendo. A droga, sobretudo o crack, virou tema central das campanhas eleitorais. Os políticos se esforçam por apresentar soluções mágicas: mais repressão, mais traficantes na cadeia. E tudo está resolvido! Mais simplista impossível…

Longe de significar uma rima, nem é uma solução. Esse discurso significa que ainda continuamos boiando na compreensão e, por consequência, num encaminhamento com resultados consistentes.

Onde a coisa deu certo, a ênfase não foi posta na repressão, nem no tratamento, apesar de extremamente necessários. O mais radical – no sentido de ir às raízes – é fazer uma prevenção de qualidade. Chegar antes.

No caudal dessa assertiva, investir maciçamente nas matrizes
dos valores sociais, tão abandonadas e tão desprestigiadas: a família, a escola e a comunidade.

As políticas sociais conseguiram abstrair a família. É programa para recém-nascido, criança, adolescente grávida, jovem adulto, idoso, mulher, GLS, trabalho infantil, etc. E as iniciativas para fortalecer os laços familiares? Há muito tempo escuto falar que “família reproduz modelos caducos de dominação das pessoas.” Melhor que ela se acabe!

A escola não consegue ensinar, muito menos formar. Virou uma espécie de ajuntamento coletivo. Os professores foram destituídos do papel de guias dos jovens. Assim, quebra-se o eixo por onde os valores poderiam ser edificados. Escola hoje é sinônimo de abandono e bagunça.

Atônita, a sociedade se esgarça. Pede mais polícia, mais repressão. Paradoxalmente desesperada, afoga-se na busca de uma felicidade comprada – dinheiro e consumo – e, na consideração que o vizinho é um inimigo. Estamos isolados por muros e cercas elétricas. Sim, deveria falar da imprensa. Ela faz mais que noticiar. Escancara o desespero em manchetes que reforçam a prática de políticas repressivas. Vira clamor!

Enquanto isso, na TV, o Tiririca e o Lula, alternando a propaganda eleitoral, repetem bordões de felicidade e gaiatice. Pobre Brasil!

Antonio Mourão Cavalcante -Médico, antropólogo e professor universitário.

a_mourao@hotmail.com

VAMOS NÓS – Um detalhe que o professor Mourão não citou é que o caso do combate ao crack virou tema de campanha eleitoral porque atrai a simpatia de pais e consta como preocupação da família. Portanto, é bater nessa tecla para conseguir votos nesse nicho e atrair jovens.

Qual o futuro do Jornalismo Impesso?

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ALAN RUSBRIDGER

Eis artigo que captamos do Blog Gente de Mídia, do querido Nonato Albuquerque que, por sua vez, captou de uma dica do twitter da jornalista Fátima Sudário, editora do O POVO. O título é por demais sugestivo e vale a epenas ser lido, digerido e discutido nas redações e nas faculdades da área.

O futuro do jornalismo digital

Joseba Elola, IHU – Instituto Humanitas Unisinos

 Rusbridger dirige o prestigioso jornal britânico The Guardian, que conta com o segundo site de fala inglesa mais visitado do mundo entre os jornais de qualidade. Ele sempre está à frente de seu tempo, um visionário, um viciado em novas tecnologias. Ele afirma que o iPad e os aplicativos do iPhone são grandes passos na revolução digital das mídias.

 

Alan Rusbridger teve, há um ano, em suas mãos uma informação que não podia publicar. Referia-se a uma empresa petrolífera. Estava amarrado de pés e mãos por uma ordem judicial. Assim que pôde, pôs uma mensagem em seu Twitter – rede social de mensagens curtas – que, lembra, dizia algo como: “Desculpem, não podemos publicar a história de uma companhia que eu não posso nomear por razões que não posso dizer”.

Rusbridger conta que, em questão de 24 horas, os usuários do Twitter se encarregaram de desvendar de que companhia se tratava, quais eram os documentos comprometedores e o que impediu o jornal britânico de publicar a reportagem.

A bola se tornou tão grande que a história acabou estourando, e foram revelados os abusos ambientais e contra a saúde em que a empresa petrolífera Trafigura da Costa do Marfim havia incorrido.

Essa é a força da revolução digital. Estas são as vantagens das novas ferramentas. Quem afirma com entusiasmo é Alan Rusbridger, diretor do lendário jornal britânico The Guardian, um jornalista radicalmente convencido de que o melhor ainda está para vir, de que as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias nos levarão a um melhor jornalismo.

O site do seu jornal, guardian.co.uk, é o segundo mais importante do mundo dentre os jornais de qualidade de fala inglesa, atrás do The New York Times. Afirma ter 35 milhões de usuários únicos, um terço deles norte-americanos. O velho jornal de Manchester, que nasceu em 1821, é hoje referência da esquerda que mora do outro lado do Atlântico.

Rusbridger se senta em uma cadeira perto da enorme janela que ilumina o seu escritório. Seu cabelo está um pouco bagunçado, não usa gravata, não aparenta ter nem de longe seus 56 anos de idade. Dá a impressão de ser um homem sereno. Faz dez minutos de ioga todas as manhãs e toca piano e clarinete. Além disso, é um autêntico friki, no sentido mais tecnológico do termo, um autêntico viciado nos dispositivos da nova geração. A primeira coisa que ele fez foi pegar o gravador digital com o qual esta entrevista foi gravado e observá-lo atentamente. Virou-o, passou as mãos. “Hum, deve ser um modelo muito recente”, reflete.

“O Twitter é a ferramenta jornalística mais poderosa que apareceu nos últimos… hum… dez anos”, afirma, depois de vacilar e pensar bem se são dez, quinze ou vinte anos. Ele fala olhando para as águas do canal que passa debaixo do seu escritório, situado em um rutilante edifício de vidro, plantado no meio de uma velha Londres de marca industrial.

“Quando o Twitter apareceu, pensei que isso não tinha nada a ver com o jornalismo. Fui tão estúpido. Durante três meses, pensei: ‘Sou muito velho para isso’. ‘Só 140 caracteres, deu’. Eu estava completamente errado. Os meios de comunicação que tiverem uma visão muito estreita do que é o jornalismo e de como ele é feito estão condenados”.

Rusbridger dá um exemplo recente para explicar a força da revolução digital. Há duas semanas, o The New York Times publicou uma obscura matéria sobre Rupert Murdoch e escutas ilegais. Revelava que um jornalista do tabloide News of the World, de propriedade de Murdoch, havia feito grampos para obter informações e que o então diretor do jornal, Andy Coulson, hoje diretor de comunicação do novo primeiro-ministro, David Cameron, estava a par disso. “Durante 48 horas, ninguém neste país fez eco da história”, relata Rusbridger. “Nem a BBC nem a Sky News disseram alguma coisa. No entanto, no Twitter, milhares de usuários clamavam: ‘O que está acontecendo que isso não virou notícia?’. Chegou um momento em que o poder das pessoas fez com que a história se tornasse impossível de ignorar por parte da mídia. E esse é apenas um exemplo”.

Eis a entrevista.

Está claro que os meios de comunicação tradicionais estão falhando em alguma coisa, estão fazendo alguma coisa errada…
Sim. Aí está o Wikileaks, que se converteu em uma marca confiável, o site para filtrar documentos. O que aconteceu para que os jornais tradicionais tenham sido superados, do ponto de vista da confiança das pessoas, por um australiano e um grupo de hackers localizados em diferentes partes do mundo? O que eles fizeram e o que nós não fizemos?

Talvez os meios de comunicação tradicionais se misturaram muito com o poder político com o econômico, com as grandes empresas? Talvez se esqueceram do que é preciso relatar?
As pessoas gostariam que nós investigássemos essas grandes empresas, esses centros de poder, que fizéssemos reportagens das boas. Mas esse tipo de jornalismo é caro, e pensamos que não é muito sexy, e por isso deixamos de fazê-lo.

A ironia aflora. Rusbridger, de discurso límpido e clarividente, não pode ser mais britânico: acompanha o início de cada intervenção com esses pequenos gaguejos tão característicos do inglês mais polite.

Ele defende que, precisamente por esse abandono de funções da imprensa tradicional, uma Internet aberta e colaborativa é essencial: “Essa filosofia de estar aberto, publicar, relacionar, de fazer com que a informação esteja disponível, é uma ideia simples e poderosa. Como um meio de comunicação, você tem duas opções: você pode fazer parte desse mundo aberto ou dizer: ‘O que fazemos é tão valioso que vamos esconder aqui'”.

No que se refere ao seu meio de comunicação, ele é claro: “O conservador, agora, é ser radical. Pensando no futuro do The Guardian, para conservá-lo, devo ser conservador ou radical com a Internet? Vendo as possibilidades de futuro do papel, que não parecem ser muito boas, se eu quero ser conservador na questão de proteger o The Guardian, meu instinto me diz que devo ser mais radical no digital”.

Você é um firme defensor da web aberta e tem clareza de que os sites pagos não são o caminho a seguir.
É o que o meu instinto me diz. A web é uma questão de estar aberto, de vincular informação. Jornalisticamente, eu acho que é melhor fazer parte desse sistema: se você está aberto e colabora, toda a informação que existe ali fará com que você ganhe em riqueza, em poder e lhe dará recursos que você não vai conseguir por sua própria conta. Assim, acho que há um imperativo jornalístico e outro financeiro para estar aberto. Lincando a outros sites, publicando talvez materiais de outros, tornamo-nos uma plataforma de conteúdo e não só em editores do nosso. Acho que essa é uma ideia que tem muita força.

Instinto, instinto. Rusbridger pronuncia essa palavra seis vezes durante a entrevista. Foi seu instinto que o levou a apostar sem rodeios na web em 1998. Desde o início, no The Guardian, tinham clareza de que precisavam de tecnologia e de uma boa equipe de desenvolvedores. Investiram mais de 12 milhões de euros na construção de um site sob medida. Apostaram logo na interatividade, na vertente social, abraçaram os blogs.

O processo de integração entre a cultura digital dos recém-chegados e os jornalistas do papel foi paulatino, lento, medido. Esse, diz, é um dos fatores que ajudam a explicar seu sucesso: “Se você faz a integração muito depressa, você oprime as pessoas do papel. Você tem que deixar que as pessoas assimilem as coisas pouco a pouco”.

Há quatro anos, em um momento em que algumas companhias de comunicação cortavam o acesso de seus funcionários ao Facebook para evitar distrações, Rusbridger obrigou seus jornalistas a abrir uma página na rede social, a colocar fotos, vídeos. E fez o mesmo há dois anos com o Twitter. Ele diz que, dos 640 jornalistas da redação que elaboram o The Guardian, o The Observer (jornal dominical) e o site, 90% já são “jornalistas digitais”.

Como vocês vão competir com os meios da nova era, que contam com quadros de funcionários muito mais estreitos? Devemos esperar novas perdas de postos de trabalho nos jornais?
Eu não sei qual vai ser a renda, por isso não sei a resposta a essa pergunta. Neste momento, o dinheiro não está aí, mas a indústria pode mudar… Meu instinto me diz que será difícil manter o tamanho dos quadros que tivemos no passado.

De fato, aqui no The Guardian houve cortes de funcionários, e, no ano passado, 50 jornalistas abandonaram a casa. Essa é a parte mais difícil do processo?
Em dois anos, perdemos 80 pessoas, mas todos os que foram embora fizeram isso voluntariamente. Não tivemos que fazer demissões obrigatórias. É muito difícil, perdemos pessoas muito valiosas, mas todos optaram por ir embora.

O The Guardian arrecadou no ano passado 48,6 milhões de euros por meio do seu braço digital (cerca de 10% das receitas, tendo faturado 490 milhões de euros). Vendeu 120 mil aplicativos para o iPhone, programas que permitem a leitura do jornal no celular da Apple. “Estamos só há seis meses na revolução dos aplicativos”, diz. “É cedo para saber de que modo eles vão mudar o mundo”.

Rusbridger adora o iPad: “Ele oferece uma forma fantástica de consumir notícias. É um passo adiante na revolução digital, o primeiro dispositivo em dez anos que lhe obriga a voltar a imaginar como você ordena a informação, como você encontra seu caminho nele, como você o mistura com outras mídias”. O The Guardian está cozinhando em fogo baixo o seu aplicativo para o iPad. Rusbridger não quer um aplicativo “retro”, como o do The New York Times ou do Financial Times. Ele pensa que o novo dispositivo requer uma nova linguagem.

“Sou um viciado em tecnologia, é preciso ser. Eu compro tudo o que sai. Os novos leitores, os novos telefones. Até você não os provar e os sentir, não sabe como funciona a coisa”. Para explicar o momento em que nasceu seu vício pelos dispositivos eletrônicos, ele se levanta, solícito, e começa a vasculhar entre as caixas de papelão atrás da sua mesa de trabalho. Orgulhoso, extrai de seu cemitério de velhos aparelhos o seu primeiro computador, um Tandy TRS-80.

Seu fascínio pela tecnologia nasceu no dia em que essa relíquia caiu em suas mãos. Foi em 1984. Descobriu uma ferramenta que lhe permitia enviar suas crônicas com o número de palavras exato: os editores já não amputariam o fim de suas colunas, onde ele costumava alojar as suas piadas.

Tal era a sua experiência, que, em 1986, em uma viagem para cobrir a visita da família real à Austrália, conseguiu sozinho transmitir uma crônica por telefone: para isso, se pôs em contato direto com a empresa telefônica australiana, conseguiu um código e telefonou para uma pequena empresa londrinense que era a única capaz de converter esse código e redirecioná-lo a um computador da redação do The Guardian. Ele conseguiu transmitir sua crônica em dez minutos. Ditá-la por telefone, como se costumava fazer então, teria levado 90 minutos. “Devemos ser inteligentes com todas as novas plataformas que estão surgindo e encontrar a forma de adaptar o nosso jornalismo e as plataformas ao software e aos hábitos dos leitores”.

Em que ponto da revolução digital nos encontramos agora?
Ainda estamos em uma fase incrivelmente precoce. Por isso, é cedo para dizer que as operações digitais nunca vão poder sustentar o jornalismo, ou para dizer que não vemos claro o plano de negócios. Não há por que tomar decisões drásticas tão cedo.

Os diretores de jornais, na nova era digital, parecem ser menos independentes do que antes das exigências do negócio e das pressões das empresas jornalísticas. Concorda?
Sim, acho que é verdade. É porque tudo se tornou mais complicado. Não digo que antes fosse fácil, mas você sabia de onde vinha o dinheiro: publicidade e exemplares vendidos. Agora, as decisões tem a ver com a tecnologia, o jornalismo e a publicidade. São mais tridimensionais. Os diretores têm que intervir mais nessa conversa, e isso nos distrai da tarefa de editar.

E nesse sentido, combinando essa menor independência com o fato de que a tecnologia abre novas portas, você diria que hoje fazemos um jornalismo melhor do que no passado?
Sim. O The Guardian está chegando a um público infinitamente maior do que antes. O seu impacto e sua influência internacionais são muito maiores. Usando as ferramentas que estamos empregando, o que oferecemos aos leitores é mais amplo, mais profundo e responde a mais perguntas do que nunca.

> Alan Rusbridger, diretor do The Guardian desde 1995 e editor-chefe da Guardian News & Media, 56 anos.

> Repórter, colunista, assistente de direção do The Guardian. Rusbridger passou por todos os postos. Foi correspondente em Washington do jornal London Daily News.

> Os dados. O site do The Guardian tem 35 milhões de usuários únicos. É o segundo site mais importante entre os jornais de qualidade de fala inglesa, depois do The New York Times. Um terço de seus usuários únicos estão na América do Norte. O jornal imprime 286 mil exemplares.

> Sua aposta. Está cozinhando em fogo baixo um aplicativo para o iPad. Diz que um novo suporte requer uma nova linguagem.

> Ele. É casado e tem duas filhas. Faz dez minutos de ioga por dia e toca piano e clarinete.

(Fonte – jornal El País (12/09/2010); com tradução de Moisés Sbardelotto e revisão do IHU On-Line.

O Pacto, Salmito e o sonho?

“O “Pacto por Fortaleza – A cidade que queremos até 2020” fará seu segundo encontro de trabalho hoje, das 8 às 13 horas, no auditório da Câmara Municipal. Os trabalhos serão coordenados pelo presidente da Casa, Salmito Filho, envolvendo membros dos cinco eixos temáticos: “Segurança Pública e Cidadania”, “Mobilidade Urbana”, “Resíduos Urbanos e Geração de Renda”, “Qualidade de Vida” e “Desenvolvimento Econômico e Social”.

Cada grupo colocará resultados do que tem coletado de propostas junto à sociedade, o que será avaliado para ser incluído em uma agenda de compromisso. Essa agenda, segundo Salmito, será apresentada à Prefeitura e ao Governo do Estado em dezembro.

Detalhe: Após o encontro, Salmito, sempre lista como “prefeiturável”, rumará para Sobral. Ali se engajará numa caminhada pró-Cid Gomes (PSB).”

(Coluna Vertical, do O POVO)