Blog do Eliomar

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Ceará ganha Atlas Linguístico

“O Atlas Linguístico do Estado do Ceará – ALECE, resultado de pesquisa que levou 17 anos para ser concluída e que se estendeu a várias regiões do Estado, vai ser lançado no próximo dia 20, quinta-feira, às 19 horas, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará. Em dois volumes, a obra é um mapeamento da língua falada no Ceará, com informações capazes de subsidiar estudos de linguistas, lexicógrafos, gramáticos, historiadores, sociólogos e pedagogos.

O lançamento do ALECE, que recebeu apoio do Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura, é parte da programação que a UFC promove pelos seus 55 anos de instalação, efeméride a ser comemorada em junho de 2010.

A ideia de elaboração do Atlas surgiu ainda nos anos 1970, dentro do Núcleo de Pesquisa e Especialização em Linguística, do Centro de Humanidades da UFC. Nele se diferenciam os falares de homens e mulheres, de escolarizados e não-escolarizados. É o sétimo do Brasil, depois dos produzidos na Bahia, Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Paraná e Rio Grande do Sul.

Sob coordenação do Prof. José Rogério Fontenelle Bessa, a equipe que liderou as pesquisas do Atlas é formada por alguns dos mais importantes estudiosos da área, como José Alves Fernandes, José Pinheiro de Souza, Alexandre Caskey, Hamilton Cavalcante de Andrade, Mário Roberto Zagari, Ignácio Ribeiro P. Montenegro e José Carlos Gonçalves.”

(Site da UFC)

Ex-Ouvidora do MPE manda nota para o Blog

Este Blog recebeu da ex-ouvidora geral do Ministério Público do Estado, Rita Maria de Vasconcelos Martins, nota onde ela explica o porquê da não publicização ainda do que esse organismo fez em seu período. Ela deixou o cargo neste mês.

Prezado Senhor,

Antes do encerramento do mandato de Ouvidora Geral do Ministério Público alencarino, deixei o segundo Relatório Circunstanciado das atividades empreendidas pela Ouvidoria, como reza a Lei Estadual nº 14.093/08, que criou a nossa Ouvidoria.

Contudo, para dar publicidade, necessita ser revisto e aprovado pelo egrégio Colégio de Procuradores de Justiça cearense, e pela douta Procuradora Geral de Justiça.

Certamente após o trâmite das etapas legais o grande público será conhecer das demandas registradas e solucionadas, dos conflitos sociais assistidos nas comunidades por balcão de Ouvidorias (Estaduais e Municipais), e ainda, pela parceira com Núcleos de Mediação Comunitária e Lideranças Comunitárias.

Certa de ter alcançado a meta social a que me propus ao assumir o cargo de Ouvidora Geral do Ministério Público biênio 2008/2010, coloco-me à disposição de V. Sa. para oferecer as explicações julgadas pertinentes.

Atenciosamente,

Rita Maria de Vasconcelos Martins.
Procuradora de Justiça.

Alan Neto, o "Trem Bala" chega à estação dso 45 anos de jornalismo

Foto: Fco Fontenele

Que bela entrevista traz as “PáginasAzuis” , do O POVO, nesta segunda-feira. O pesonagem ajuda: chama-se Alan Neto, jornalista, radialista e colunista do O POVO que comemora 45 anos de batente. Alan hoje comanda o programa “Trem Bala” , na POVO/CBN, a maior audiência no horário, e, nesta entrevista, abre um pouco o jogo de quem não esconde, vez em quando, a timidez. Confira:
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Alan Neto escolheu ser um personagem. Era Simplício, mas aproveitou a deixa do artista francês. “O Hider, meu irmão, passa no Centro e tá passando um filme do Alan Delon. Ele chega em casa e diz: -Arrumei um pseudônimo pra ti-“. Nesta entrevista, realizada na Redação do O POVO, final de expediente, o “homem do Trem Bala“ conta suas versões.

Zagueiro “perna-de-pau“. Repórter amador enquanto a voz engrossava. Profissional do rádio, do jornal e da televisão. Jornalista “no peito e na raça“. Boêmio “da água mineral“. Contrarregra e “galã de meia tigela“. Apaixonado pela eterna cantora do rádio. Pai de Alana, a bailarina que quis ser psicóloga. Avô de Júlia, a “petúnia“. Devoto de Nossa Senhora das Graças e do Menino Jesus de Praga. Um gentleman, para quem o conhece.

Em síntese, são 45 anos de jornalismo, casados com um viver intenso. Alan vai driblando o tempo, divide a bola com a nova geração. Sabe ganhar o jogo. É fiel a si.

Ele acompanhou a fase de ouro do basquete cearense, os artistas do Irapuan Lima, o balé da filha. Divertiu-se. Diverte-se, aliás, ao cirandar com a neta, um de seus risos.

“Pé de ouro“ desde a mocidade, há 44 anos faz par com Ivanilde Rodrigues. Não almoça fora de casa, de jeito nenhum. E, mesmo que o trabalho se vá pela noite, ele volta, para as conversas cotidianas da madrugada com a mulher. Ivanilde, que “canta como um rouxinol“, é seu bolero maior. “É o amor da minha vida“, faz questão de registrar, nos bastidores da edição.

Alan se declara ainda torcedor do Ferroviário. Desliga o celular, não abre e-mail. Recusa-se ao aborrecimento. Nunca teve nem carteira de motorista. Enfim, conduz a vida na valsa.

O POVO – Alan, começa falando de como foi sua carreira…
Alan Neto – Comecei na Rádio Iracema. Tinha 14, 15 anos, quando houve o lançamento da pedra fundamental, na (rua) Tristão Gonçalves. Eu jogava pelada, na calçada, e olhei pra dentro, tinha o (radialista) Armando Vasconcelos, que é meu primo. E fui assistir à solenidade. Depois, disse pra ele: “Armando, sou filho do Zé Júlio, teu tio. E gostaria de trabalhar em rádio“. Ele disse: “Passa aqui“. Um ano depois, eu fui. E ele me mandou pro (radialista) Aécio de Borba, compor o departamento de Futebol. Ele me mandou pra ser repórter amador, fazendo cobertura de basquete, futebol de salão, voleibol.

O POVO – Você gostava de jogar?
Alan Neto – Era um zagueiro perna-de-pau! (gargalhadas).

O POVO – Mas jogava…
Alan Neto – Era o capitão!

O POVO – O dono da bola…
Alan Neto – Era o dono da bola, eu comandava! (risos) Aí, fui cobrir basquete, na época de ouro do basquetebol, e resolvi aderir ao basquete. Fui o maior “mão-de-pau“! Nunca consegui fazer uma cesta, na minha vida!

O POVO – Nessa época, você ainda não brincava com bordões?
Alan Neto – Não. Nem falava. A voz estava engrossando…

O POVO – Só levantava a notícia pra passar para o locutor…
Alan Neto – Pronto. O redator era o Astrolábio Queiroz, e o Chico Alves, chefe do departamento esportivo.

O POVO – No rádio, você passou quanto tempo?
Alan Neto – Um bom tempo. E o Chico Alves preparava as matérias do jornal O Estado. Era o editor. Um dia, ele faltou e mandou eu fazer. Foi uma lástima. Fiz uma série de matérias de Fortaleza, Ceará, Ferroviário… Uma série de erros também, não tinha prática.

O POVO – Quando veio a oportunidade para ser titular e não um sobressalente?
Alan Neto – Um dia, o Chico Alves disse: “Não quero mais rádio. Você quer comandar o programa?“. Eu disse, “Você, falando com o Zé Parente (diretor-presidente), tô no ato!“.

O POVO – O Zé Parente topou?
Alan Neto – Topou. Aí, eu disse: “Vou fazer um programa diferente“. O programa não tinha audiência e publicidade. A Gilete patrocinava todos os programas esportivos. Eu disse: “Vou meter a Gilete aqui, por minha conta“. Comecei a anunciar: “A partir de segunda-feira, um programa revolucionário, com patrocinador espetacular: a Gilete“ (risos). O Zé Parente: “Você é louco? Que negócio de Gilete é esse?“. “Tem Gilete nenhuma, seu Zé. Quero, através da Gilete, atrair clientes“. Ao cabo de dois meses, comecei a atrair publicidade.

O POVO – E a Gilete fez patrocínio?
Alan Neto – Nunca! (risos) Mas atraí, pelo menos, cinco grandes patrocinadores locais. “Gilete? Então é porque o cara é bom. Vamos ouvir“.

O POVO – Teve alguma ameaça física em virtude dessas situações que você criava?
Alan Neto – Tinha demais! Eu dizia: “Se não for verdade aqui, que desmintam em outro canto, ora!“ (risos). O cara desmentia. “E desde quando a versão dele é a verdadeira e a minha não é?“. Aí, criava o problema! (risos) Mas driblava…

O POVO – O que o Zé Parente achava?
Alan Neto – Ele dizia: “Você é um louco“. Chamava o Flávio (Ponte, irmão) pra me repreender. “Alan, você está espalhando muito boato“. “E daí? Futebol é um boato“. Fez tanto sucesso que o Zé Parente me deu mais meia hora. A primeira coisa que eu fiz foi: “Não quero mais Esporte no Ar. Vou botar Programa do Alan“.

O POVO – Mas seu nome não é Alan Neto…
Alan Neto – Não, meu nome é Manoel Simplício de Barros Neto. Com Simplício, eu não ia a lugar nenhum! (gargalhadas) Eu disse: “Tenho que ir atrás de um nome novo“. O Hider, meu irmão, passa no Centro e tá passando um filme do Alan Delon (risos). Ele chega em casa e diz: “Arrumei um pseudônimo pra ti. Tá passando um filme com Alan Delon! Põe Alan Neto!“. “Pronto!“ (risos). Foi quando comecei a retirar o nome, paulatinamente. Colocava: Simplício Alan Neto (gargalhadas). E o bode que criou na minha família! Tive que explicar. Eles aceitaram.Tempos depois, fiz a retificação no registro: Manoel Simplício Alan de Barros Neto.

O POVO – Já agregando: como você voltou para jornal?
Alan Neto – Wildo Celestino, o Didi, que era o editor da Gazeta de Notícias, ouvia muito o meu programa. Eu me encontro com ele, ele disse: “Topa fazer uma coluna na Gazeta?“. “Topo!“. Eu já redigia, pra Rádio Iracema, notícia esportiva. Fui pra Gazeta e fiz uma coluna. Lá vem o Hider, de novo. Como encontrar um título? O Hider sugeriu: “Põe -Confidencialmente-“. Não passei 20 dias na Gazeta.

O POVO – Por quê?
Alan Neto – Eu estava no PV, e o (Antônio Pontes) Tavares era o editor de Esportes daqui (O POVO). Aí, eu tô sentado na tribuna da imprensa, ele falou: “Quer levar a tua coluna pro jornal O POVO? Teu irmão já tá lá. Quero esse mesmo estilo. Vamos estrear daqui a um mês“.

O POVO – E qual era o estilo? Era o mesmo da Rádio?
Alan Neto – Era notícia de bastidores…

O POVO – Mas, verdadeiras!
Alan Neto – Verdadeiras! (gargalhadas) E eu ia trazer boato pro jornal, rapaz? (risos).

O POVO – Como você conseguia essas notícias de bastidores se, na Rádio, inventava um bocado de coisa?
Alan Neto – Começaram a aparecer as fontes: “Essa notícia, tu pode dar pela metade. A outra metade, não dá“ (risos). “Que notícia pela metade, homem!“.
O POVO – As melhores fontes eram quem? Jogadores, dirigentes…
Alan Neto – Jogador, nem tanto. Eram dirigentes e, principalmente, aquele pessoal que cerca os dirigentes. Diretor de futebol queria plantar informação. Até plantava em troca de duas notícias exclusivas.

O POVO – A prática, hoje, é a mesma?
Alan Neto – Não.

O POVO – Como é a relação, hoje, com esse tipo de fonte? Durante sua carreira, você criou uma experiência para saber filtrar…
Alan Neto – Eu checava. Não tinha uma fonte só num lugar. A pior fonte é o presidente de clube. Porque ele quer que dê a notícia conveniente do clube, não quer que dê o outro lado.

O POVO – No jornalismo, a fonte boa é aquela que nunca aparece… Na sua trajetória, você usou muito esse tipo de artifício?
Alan Neto – Massagista é bom. O médico do clube. O médico é ótimo porque não recebia dinheiro, na época, e era uma forma de se vingar. “Não quero que meu nome apareça“. “Não aparece“.

O POVO – Como você foi aprendendo a ser jornalista? Na marra?
Alan Neto – No peito e na raça. Era o dom. Pegava o estilo de um, de outro. Meu grande padrinho, aqui, foi seu Costa (José Raymundo Costa). Seu Costa descobriu o potencial que eu tinha pra repórter.

O POVO – Ele lhe dá uma oportunidade como repórter, para você fazer aquela sessão “Tintim-por-tintim“…
Alan Neto – Foi um desastre! Como eu não tinha boa redação, na época, mandava pra ele revisar minha coluna. Quando ele revisava e tirava os erros, eu vinha pra máquina e redigia.

O POVO – Um dia, ele disse: “Você vai fazer reportagem…“
Alan Neto – Ele disse: “Vamos descobrir outro campo pra ti. Quero criar uma página semanal. É um fato da semana, e você, com a sua veia de repórter investigativo, vai atrás e mostra os fatos reais“. Não fui na quarta semana! Um foi uma besteirinha, o outro também. Aí, um crime no Monte Castelo! Que fria eu entrei, rapaz! (risos). Comecei a receber telefonema: “Se essa matéria sair, você morre!“ (risos).

O POVO – Como foi sua saída para o Diário do Nordeste?
Alan Neto – Foi traumática! O Diário estava sendo implantado pelo Edson Queiroz. Ele disse: “Quero quatro do jornal O POVO: Sílvio Carlos, Lúcio Brasileiro, Alan Neto e Regina Marshall“. Me deram jornal, rádio e televisão.

O POVO – Foi sua primeira cantada para televisão…
Alan Neto – Pagaram três salários por três fontes diferentes.

O POVO – Você já tinha quanto tempo de jornal?
Alan Neto – Uns 20 e poucos anos. A Regina acertou rápido, o Sílvio também, o Lúcio, a dona Albanisa brecou e eu tinha que dizer ao seu Costa, que era meu padrinho aqui… Foi um auê! Expliquei: “São três salários e eu não posso perder, tô casado“. Fui e tive uma convivência boa lá.

O POVO – O que lhe trouxe de volta?
Alan Neto – O Demócrito (Dummar).

O POVO – A amizade?
Alan Neto – A amizade. Esse calor humano.

O POVO – E sua mulher o influenciou a voltar?
Alan Neto – Ela disse: “Ele volta!“ (risos).

O POVO – A Ivanilde, você conheceu no rádio. Ela cantava, e você cantou ela lá (risos)?
Alan Neto – Dei uma cantada nela! Ela me chamou de “galã de meia tigela!“ (gargalhadas). Ela era noiva!

O POVO – Qual era a rádio?
Alan Neto – Rádio Iracema. Eu digo, “mas que olhos lindos os seus!“ (gargalhadas). Fiz amizade com a mãe dela, dona Celeste, e pronto! (gargalhadas).

O POVO – A Ivanilde era uma das grandes cantoras do rádio…
Alan Neto – Era. Ela e a Ayla (Maria). Era pau a pau! A Ayla, na Ceará Rádio Clube.

O POVO – A conquista demorou muito?
Alan Neto – Foi através da mãe dela! Eu dizia: “Dona Celeste, esse namorado dela não quer nada! Ele já veio buscar ela aqui?“. “Nunca!“. “E quem manda deixar ela em casa?“. “Você!“. “Então? Sou seu candidato!“.

O POVO – Antes da Ivanilde, você era galanteador?
Alan Neto – Eu tinha umas namoradas por aí (risos).

O POVO – Isso não é segredo, pode sair na entrevista…
Alan Neto – Pode! (risos).

O POVO – Você fazia o contrário do jornalista: não bebia, não fumava…
Alan Neto – Não jogava. Mas gostava da noite: era boêmio da água mineral e da Coca-Cola (risos). Sempre gostei da noite.

O POVO – Você dança, né, Alan?
Alan Neto – E bem! E ela (Ivanilde) dança pouco!

O POVO – Quanto tempo de casados?
Alan Neto – Estamos fazendo 44 anos.

O POVO – Ainda da sessão não beber, não fumar. Você também não dirige…
Alan Neto – Não.

O POVO –
E, naquela Fortaleza que você começou a trabalhar, andava muito a pé?
Alan Neto – Muito. Tudo era no Centro, pertinho. Sempre morei no Centro: Princesa Isabel, Tristão Gonçalves, Imperador, Liberato Barroso… E tem também a história do Irapuan Lima, rapaz!

O POVO – O que foi?
Alan Neto – Ele tinha um programa de auditório e inventou de ter um contrarregra. O Irapuan Lima é meu primo. E eu, pra ficar mais perto da Ivanilde (risos), fui ser contrarregra. Ela cantava lá. Ele inventa d-eu ir buscar os artistas! Uma pândega! Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Elza Soares. No Excelsior Hotel ou no Savanah. Resolvi fazer raiva ao Nelson Gonçalves. Cheguei e disse: “Se arrume que o Irapuan está lhe esperando às 5 e meia da tarde“. Ele disse: “Só saio daqui quando eu quiser“. “O auditório tá cheio, rapaz, e você ainda tá nu da cintura pra cima. Coisa mais feia!“. “Você quer mandar na minha vida?“. Era uma pândega! E ele ia reclamar do Irapuan: “Não mande mais aquele seu secretário magrelo que ele é muito chato!“. Um dia, ele traz o Belini pra participar do programa.

O POVO – O jogador?
Alan Neto – Foi a maior decepção. O Belini no auge, jogador do Vasco. Aquele portento de homem, lá vou eu atrás no Excelsior Hotel. E o Belini nada de falar. O auditório cheio. O Irapuan apresenta, e o mulheril: “Belini, Belini!“. Quando o homem fala, com aquela voz do Dom Aloísio Lorscheider… (gargalhadas). Foi uma ducha de água fria nesse auditório! O Irapuan: “Tu sabia que esse homem tinha a voz fina e não me disse nada?“. “Como é que eu podia saber se ele nem falou comigo!“ (risos).

O POVO – Você entrevistou o Roberto Carlos, não foi?
Alan Neto – Ele se hospedava com a Wanderlea e o Erasmo na casa do Irapuan. Tanto que ele chamava o Irapuan de “Papai Puan“. O Roberto sempre foi daquele jeito: nunca completa as frases, até hoje (risos). Não rendiam, as entrevistas dele. Com o Pelé, sim, foi o auge da minha carreira como repórter. Foi quando consegui aquela bomba: “A minha última Copa é a de 70“. Agora pra entrevistar esse homem, no Savanah Hotel… Seu Costa: “Cê vá pra lá e traga uma matéria-bomba com o Pelé. Se vire“. Chamo Sérgio Ponte, com um gravador deste tamanho. “Vou começar a distribuir gorjeta com o garçom pra, na hora do almoço do Santos, eles me colocarem dentro“. Pelé ia passando, com a caneta na mão, pra dar um autógrafo. Eu disse: “Não é bem um autógrafo que eu quero teu!“. “O que é?“. “Rapaz, eu tô começando em jornal agora, e o diretor me deu uma missão de levar uma grande notícia porque, se não, serei demitido. E tu começaste no Santos com 17 anos, me ajuda nessa porque eu sou pobre. Veja aqui meu irmão, magro…“ (risos). Aí o Pelé: “Vou dar uma entrevista pra salvar o teu emprego“. “Me dá uma notícia pra primeira página do jornal“. “Bote aí: -Eu encerro a minha carreira, como jogador de futebol, na Copa de 70. Não jogo mais pela Seleção-“. Ganhei a primeira página.

O POVO – Alan, você tem uma performance, e eu queria saber se é natural, ou você vai criando?
Alan Neto – Fui criando, mas me espelhei pelo Flávio Cavalcante. Fui ao programa do Flávio e percebi que, quando o Flávio entrava, era uma coisa completamente diferente do Flávio dos bastidores.

O POVO – A sua coluna, no jornal, na Internet é a mais lida. Você chega a ver os comentários que são feitos lá?
Alan Neto – Não. Não abro e-mail, nada. Porque não quero me aborrecer. E também não quero me envaidecer.

O POVO – Você torce qual time?
Alan Neto – Ferroviário. Lá em casa, eram dez homens. Meu pai torcia Ceará e minha mãe, Fortaleza. “Vai torcer qual, Ceará, ou Fortaleza?“. “Ferroviário. Vou bancar o Robin Hood“. Isso me faz um bem tão grande! Porque ninguém dá murro na cara e nem persegue e nem atira em torcedor do Ferroviário, é ou não é?

O POVO – Ô, Alan, essa tal de Umarizeiras das Lages existe mesmo?
Alan Neto – (risos) Lá vem você! Nasci em Senador Pompeu. Com o nome do meu avô. Meu pai era do Dnocs, viajava pra fiscalizar açude. Nasço com quatro quilos e meio, ó! Fui pesado na balança dum açougueiro (risos)! Minha mãe disse: “Vou botar o nome de Manoel Simplício de Barros Neto! Manda registrar“. Meu avô, quando soube, disse: “Vou criar esse menino“. Com nove meses, fui pra Umarizeira das Lages, que é um condado, né (risos)? Quer dizer, é um distrito de Maranguape! A caminho de Palmácia. Ele me criou, durante oito anos, lá.

O POVO – Você lê muito?
Alan Neto – Leio. São três personalidades diferentes. Onde encontrei meu personagem, foi na TV Jangadeiro. Através do Wagner (Borges), que me levou pra lá: “Quero o Alan Neto polêmico, que bate na mesa. Mas televisão é diferente, você tem que redigir e colocar no teleprompter“. Foi um fracasso. Na época do piloto, eu ia lendo e o meu raciocínio é muito mais veloz e atropelava. E ele queria que eu fizesse o programa só. “Wagner, não vai dar. Sou muito feio. O cara não fica um minuto me olhando na televisão, desliga. Você tem que botar uma mulher bonita, perto de mim, pra ser o contraponto“. Deu certo. E eu disse: “No rádio, faço mungango“. “Faça aí também!“.

O POVO – E o Alan Neto em casa é muito diferente do Alan Neto da TV e do rádio?
Alan Neto & Totalmente.

O POVO – Você é excêntrico pra caramba, cheio de manias. Tinha uma história que você pulverizava o ambiente com desodorante, abre a malinha, dois copos d´água…
Alan Neto & Isso é sexta-feira, quando sai todo mundo, aí, eu pulverizo! Tenho um bocado de mania!

O POVO – Mas em casa, você diz que é totalmente diferente…
Alan Neto & Sou diferente demais até. A Ivanilde diz: “Ele é esquisitão!“. Eu digo, “Não sou esquisitão. O que eu tinha pra conversar contigo, já conversei!“ (gargalhadas).

O POVO – Também, 44 anos de casados…
Alan Neto & O que é que tem pra mais dizer, ainda! (risos). Estou brincando! Como ela dorme muito tarde, ela diz: “Bom, se passar de duas da manhã, vou procurar ele no necrotério, no hospital. Que ele chega até duas horas“ (risos). Não durmo e nem almoço fora de casa. Se um diz: “O governador mandou te convidar pra almoçar“. “Rapaz, diz a ele que, se for pra jantar, eu vou“. Vou em casa, almoço, tiro uma soneca de uma hora, faço a pauta do programa, um lanche e saio. Com a Ivanilde, tem uma sintonia muito grande. Como sempre trabalhei à noite, chegava em casa uma hora, duas da manhã. Ela tá vendo televisão e a gente conversa, põe os assuntos em dia da neta.

O POVO – Ela escuta o programa?
Alan Neto & É uma ombudsman chatíssima! Ela acha que eu tenho que fazer o programa pra ela! (risos). Ela diz: “Cara, tu tá muito repetitivo, muito cheio de mungango!“.

O POVO – Ela tem algum time?
Alan Neto & Fortaleza. Ela diz: “Tu puxa a orelha, o nariz!“. Eu digo: “Menina, não é pra ti que estou fazendo o programa! (risos). Tenho que fazer aquilo, ser autêntico!“. A gente conversa, depois, eu vou ler e ela vai dormir. Enfim, temos um relacionamento ótimo. Às vezes, tem coisa chocante. Por exemplo, vem um cara e diz: “Sabia que o teu marido é um pé de ouro?“ (gargalhadas). “Pois é. Ele dança muito bem, e eu não danço nada e ele vai dançar. Pronto“ (risos). Ela acaba logo com o papo aí.

O POVO – E a neta?
Alan Neto & A neta é demais, rapaz! Botei o apelido nela de “petúnia“! Fez um ano. Quem dá a educação a Júlia é a Ivanilde. É impressionante a convivência das duas! Ela diz: “E ali, na televisão?“. “Vo-vô“ (risos). “Olha a Fabiana, a bela! Quem é a bela do vovô?“. E ela diz: “EU!“ (gargalhadas). Quando chego, é o destroço! Ela vem pra cima da mesa, derruba livro, tudo!

O POVO – Qual o papel do avô?
Alan Neto & Bobão de marca maior! Faço trejeito, ela aprende. Faço careta, ela faz. Ela me pega roncando, começa a imitar! É um barato! O pai não tem tempo pra filha, trabalha pela sobrevivência. Vai curtir o neto. Por isso é que Carlos Drummond diz que o neto é o filho com açúcar.

O POVO – Alan, o que você traz dentro da sua maleta?
Alan Neto & Tenho tudo ali dentro. Tem pó de pirlimpimpim (gargalhadas)! Tylenol, remédio pra pressão, o que você pode imaginar.

O POVO – E uns santinhos…
Alan Neto & Também. Sou cercado de santos.

PERFIL

O quinto filho de seu Zé Júlio e dona Zeneida – de uma prole total de dez homens e uma mulher – nasceu em Senador Pompeu (275,1 quilômetros de Fortaleza), no dia de Nossa Senhora das Graças (27 de novembro), com quatro quilos e meio. “Fui pesado numa balança dum açougueiro, rapaz!“, ri-se. Alcançou 1,84 m, ensaiou o basquete, mas nunca marcou uma cesta. No máximo – e porque era o dono da bola -, foi capitão do time de pelada que jogava na calçada da rua Tristão Gonçalves. Criado pelo avô, até os oito anos, no “condado“ de Umarizeira das Lajes, forjou-se homem e personagem na Capital e na imprensa. Nasceu Manoel Simplício de Barros Neto e se inscreve, na história do jornalismo cearense, como Alan Neto.

(O POVO)

Skal Clube promove dois dias de capacitação para a área do turismo

O Skal Internacional de Fortaleza dá prosseguimento aos projetos “Skal Jovem” e o “Skal Empresarial”, nesta segunda e terça-feira, com palestras de Raimundo Peres. Trata-se de técnico com grande experiência no setor de turismo. “O objetivo das palestras é trazer maior capacitação e conhecimento para os jovens que estão se preparando para entrar no mercado do turismo e informações para os empresários do setor”, diz a presidente do Skal, Enid Câmara.

Para os jovens, a palestra terá como tema “Perspectivas do Mercado de Eventos” nesta segunda-feira, às 18 horas, no Oásis Atlântico Imperial. Em seguida, a cerimonialista Norma Zélia falará sobre “Cerimonial de Protocolo”.

Já os empresários participarão de almoço-palestra na terça-feira, ao meio-dia, no Marina Park Hotel. Na ocasião, Raimundo Peres abordará o tema “Potencial de Fortaleza para atrair eventos”.

QUEM É

Raimundo Peres é consultor nas áreas de Planejamento Estratégico e Operacional, Captação e Promoção de Eventos, com mais de 20 anos de experiência no setor do turismo, tendo participado do grupo diretivo da Bahiatursa por mais de 10 anos.

Anuário do Ceará agora no twitter

“O Anuário do Ceará, mais antiga publicação do Ceará, atualmente editado pelo Grupo de Comunicação O POVO, ganhou um perfil no Twitter. Segundo post no microblog, a proposta é divulgar o conteúdo da edição 2010/11 do anuário que será lançada no próximo dia 1º de julho.”

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Curiosidade: na década de 70, o então jovem estudante de arquitetura @joaquimcartaxo foi designer-gráfico do Anuário. O editor era Dorian.less than a minute ago via webAnuário do Ceará
AnuariodoCeara

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(Blog Liberdde Digital)

Já conferiu exposição de mamães no Shopping Aldeota?

O Shopping Aldeota encerra, neste domingo, a exposição “Mãe: um ser chamado Amor”, do fotógrafo Jelbes Lima. A mostra é aberta ao público e conta com 30 painéis predominantemente em preto e branco de mães cearenses. Um programa imperdível para quem tem sensibilidade.

“Há seis anos venho desenvolvendo um trabalho voltado para grávidas e bebês, mas fugindo do padrão de estúdio. A minha proposta é registrar o dia-a-dia das mães, dentro de suas residências, e realizando as atividades básicas: dando banho, alimentando, brincando etc. Quero mostrar todo o amor que envolve essa relação”, afirma o fotógrafo para o Blog.

Quer pedalar em defesa da educação?

O Sindicato APEOC promoverá, neste domingo, a I Bicicletada: Pedalando em Defesa da Educação”. Todos os profissionais de educação na rede pública de ensino, e aqueles comprometidos com a educação de qualidade são convocados. A largada ocorrerá a partir das 8 horas da sede da Apeoc, que fica na rua Solon Pinheiro, 1306, e termiará no Parque do Cocó.

O objetivo da I Bicicletada é chamar a atenção de todos para a luta em favor da implantação do piso nacional dos docentes e plano de cargos e carreiras da categoria.

Ceará aplicou na saúde valores mais baixos que os determinados pela Constituição

“Balanço feito pelo Ministério da Saúde acerca dos investimentos estaduais no setor aponta que 13 Estados aplicaram em 2008 valores mais baixos que os determinados pela Constituição. Juntos, os governos deixaram de aplicar R$ 3,1 bilhões em hospitais, remédios, exames, cirurgias e equipamentos médicos. A Constituição obriga os Estados a investirem no mínimo 12% de sua arrecadação própria em ações de saúde pública. Os governos estaduais negam irregularidades. 

Segundo o ministério, o Rio Grande do Sul foi o Estado que ficou mais longe da meta (aplicou 4,37% de sua arrecadação na saúde). Completam a lista Minas Gerais, Piauí, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Maranhão, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso e Goiás. Em comparação, o Estado que mais investiu em saúde em 2008, Amazonas, aplicou 21,39% de sua arrecadação.

Apesar do desrespeito à lei, os governadores não são punidos porque se valem da falta de regulamentação da emenda constitucional 29, que desde o ano 2000 determina os 12% para a saúde.”

(Folha Online)

Juventude do PSDB/CE terá encontro com José Serra

 A Juventude do PSDB terá encontro com o pré-candidato a presidente da República, José Serra, que cumprirá agenda bem movimentada nesta segunda e terça-feira no Ceará. O enconto com essa turma ocorrerá a partir das 15 horas de terça-feira, no Marina Park Hotel.

Com os jovens, Serra discutirá ~Mídias e Juventude, tendo ao lado o senador Tasso Jereissati.

SERVIÇO

Kamila Castro, ex-presidente do PSDB Jovem do Ceará e do Brasil, na organização, informa que interessados podem se inscrever pelo telefones (85) 34624545/ (85) 87824010.

Jericoacoara será sede de festival de cinema digital

O município de Jericoacoara (Litoral Oeste) será palco do I Festival de Cinema Digital, que ocorrerá de 9 a 13 de junho. Ao escolher Jeri, organizadores levaram em conta a magia e a beleza do local e também a quebra de seu isolamento geográfico, afinal, a tecnologia digital permite isso.

O encerramento acontece na noite do dia 13 de junho, com a premiação dos vencedores nas categorias de ficção, documentário, animação e experimental. Em seguida, às 22h30min, é a vez do público assistir ao longa “A Ostra e o Vento”, de Walter Lima Jr.

DETALHE – Jeri foi a locação principal do filme, que é baseado no livro homônimo do cearense Moacir Lopes, presença confirmada no Festival.

Amontada ganha Ponto de Leitura

O município de Amontada ganhou, neste sábado, o Ponto de Leitura da Casa dos Nós, uma biblioteca e brinquedoteca comunitária, criada em 2004 e mantida pela Fundação Pirata Marinheiros em parceria com a Prefeitura, que cede uma pedagoga para acompanhar as atividades da instituição. A Fundação Pirata Marinheiros investiu em nova sede com melhor estrutura, que conta novas salas de leitura, brinquedoteca e sala de vídeo.

A Casa dos Nós, que fica localizada na Vila de Caetanos, representa para comunidade um importante espaço de inserção social, onde crianças e jovens encontram livros infantis, material de pesquisa, brinquedos, jogos e reforço escolar. O projeto atende alunos e professores de cinco escolas da região de seis comunidades do entorno da Vila de Caetanos. Em média, a Casa recebe 60 visitas diárias, possui acervo de mais de 3000 livros, e atende diariamente cerca de 35 estudantes para reforço escolar.

HGF é referência na América do Sul no uso de medicamentos biológicos

O Hospital Geral de Fortaleza (HGF) é hoje referência no Brasil e em toda a América do Sul no uso de medimentos biológicos. Por conta disso, o hospital foi convidado e representou o Brasil no Internacional Value Coalition, evento que reuniu, em abril último, reumatologistas de toda a América do Sul e América Central em Santiago do Chile.

O setor de Reumatologia do HGF já faz uso de imunobiológicos desde 2006. Hoje, cerca de 350 pacientes são tratados no setor de reumatologia do HGF com imunobiológicos. Cerca de 90% já sentiram melhoras em sua qualidade de vida. Os medicamentos biológicos são produzidos por meio de células vivas que interagem com proteínas humanas e estão revolucionando o cuidado com as doenças auto-imunes. O custo do tratamento é alto: cerca de 20 mil reais/ano por paciente.

Os imunobiológicos são prescritos aos pacientes que não responderam às terapias tradicionais e que agora se beneficiam dessa nova era de medicamentos. São pacientes com artrite reumatóide, espondilite, lupus, psoríase… A medicação é injetável, sendo aplicada na maioria das vezes uma vez por mês no próprio hospital. As aplicações são realizadas às segundas, quartas, quintas e sextas-feiras no setor de infusão do próprio HGF.

(Com Assesoria do HGF)

Desembargadora proíbe caminhada da maconha em Fortaleza

A desembargadora Sérgia MIranda cassou, neste sábado, a liminar que havia sido concedida em favor da Caminhada da Maconha, marcada para este domingo, na avenida Beira Mar, em Fortaleza.

Com isso, a desembargadora acata pedido do Ministério Público Estadual, alegando que, por mais que a Carta Mgna garanta o direito de se manifestar, a maconha ainda é uma droga ilegal no País.

FM Dom Bosco comemora 9 anos

A FM Dom Bosco está comemorando nove anos de existência. Por conta disso, com apoio da Renovação Carismática Católica – RCC haverá festa no G-4, em frente ao Terminal do Siqueira, a partir das 17 horas.

Os cantores Irmã Kelly Patrícia, Danilo Senna, Adrielle Lopes, Fátima Leite e Banda Dom Maior e Ministério Adoração e Vida prometem a animação.

SERVIÇO

Ingressos no local do evento. Mais informações: 3231-1940

Nordeste Vinte Um – Trabalho escravo em destaque

Eis mais uma edição da revista Nordeste Vinte Um, que aborda o absurdo do trabalho escravo que, como define a reportagem especial da publicação, é uma “chagaq social” que persiste em pleno Século XXI.

Boa também está a matéria sobre Paulo Freire, educador jamais esquecido por aqueles que acreditam na educação como a porta para a libertação do homem.

TRT – 7ª Região tem novo presidente

Tem novo presidente o Tribunal Regional do rabalho – 7ª Região. Foi eleito para o cargo, nesta sexta-feira, e por unanimidade, o desembargador federal Cláudio Soares Pires. Ele terá como vice-presidente o desembargador federal Arízio de Castro.

Cláudio Pires assumirá no lugar do desembargador federal José Antõnio Parente no dia 18 de junho.

VAMOS NÓS – Que dê continuidade ao bom trabalho desenvolvido por José Parente, uma autoridade que deu ao TRT-7ª Região uma dimensão bem mais popular e, principalmente, longe da pompa e das vaidades. OPu seja, aproximou mais a Justiça do trabalho à clientela.

DPU/CE ganha assento no Conselho Penitenciário do Estado

Toma posse, às 9 horas desta sexta-feira, como membro do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará a defensora pública federal Karla Andréa Magalhães Timbó Pinheiro.

Karla Andréa é titular do 2º Ofício Criminal da Defensoria Pública da União. A solenidade de posse ocorrerá no auditório da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado.

DETALHE – O Conselho Penitenciário do Estado do Ceará é presidido por Auigusto Coutinho, que ficou conhecido, quando presidia o sindicato dos agentes penitenciários, por confrontos em favor dessa categoria. Augusto anda calado, reclama seus companheiros.

Sinduscon recebe secretário do Turismo para almoço. No menu, projetos

Ruy Castelo Branco, Roberto Sergio Ferreira, Bismark Maia, Paula Frota, Ricardo Teixeira e Ananias Granja

A diretoria do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) recebeu para almoço, nesta quinta-feira, em sua sede, o secretário estadual do Turismo, Bismark Maia. Na ocasião, Bismarck apresentou as principais obras que prometem incrementar o turismo no Ceará e aquecer o setor de construção civil.

Dentre essas obras, o Acquário do Ceará, que tem o objetivo de gerar um forte potencial turístico, segundo o secretário, e com estrutura comparada a projetos similares no mundo. Esse tipo de empreendimento, afirmou Bismarck, ainda proporcionará a ampliação do número de edificações residenciais e comerciais (pousadas e hoteis) na Capital.

(Foto – Cláudio Barata)

Casa de Privação de Liberdade terá concerto

A Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto receberá umavisita bem diferente no próximo dia 15: a Orquestra Eleazer de Carvalho. Ali, os músicos da orquestra farão um concerto intitulado “Asas da liberdade”, atendendo a um convite da Secretaria da Cultura do Estado.

O concerto, organizado pela Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado, é para 350 internos e seus familiares cadastrados. A Pastoral Carcerária e parceiros da igrejas evangélicas que atuam no local apoiam também a iniciativa.

Fiec abre festa dos seus 60 anos

Jorge Parente entre homenageados.

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) abre, a partir das 19 horas desta quinta-feira, no La Maison Dunas, em Fortaleza, programa festivo dos seus 60 anos de fundação. A solenidade terá início com a entrega da Medalha do Mérito Industrial e da condecoração feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) a personalidades importantes para o setor industrial do Estado. Roberto Macedo, presidente da Fiec, comandará a festa. Confira o currículo dos homenageados deste ano: 

* Alexandre Grendene Bartelle é o presidente de uma das maiores produtoras mundiais de calçados. Nesta noite, ele será homenageado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com a Ordem do Mérito Industrial, maior condecoração da indústria brasileiro. A Grendene tem, no País, são 13 unidades fabris, sendo sete no Ceará. A unidade de Sobral tem 17 anos e é a maior planta instalada no Ceará. A indústria de Sobral encerrou 2009 com 22.937 colaboradores e uma capacidade instalada de 166 milhões de pares por ano. Em todo o País, são 60 mil pontos de venda.

* O chanceler da Universidade de Fortaleza, Airton Vidal de Queiroz, é também o presidente da Fundação Edson Queiroz. Economista por formação superior, Airton Vidal de Queiroz vivenciou a edificação e a expansão dos domínios construídos por seu pai, o também empresário Edson Queiroz. Hoje, a atuação do grupo se estende de Norte a Sul do Brasil, entre mais de dez empresas, distribuídas nas mais diversas áreas de atuação. Na noite de hoje, o chanceler recebe da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) a Medalha do Mérito Industrial.

* O ex-presidente da Fiec – hoje vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e presidente do Conselho Deliberativo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-CE) – Jorge Parente é homenageado da Federação com a entrega da Medalha do Mérito Industrial. Parente contribuiu para colocar a entidade entre os principais ícones do sistema confederativo brasileiro, no que se refere ao segmento industria. Também formado economista, Jorge Parente foi executivo de grandes empresas cearenses e ex-presidente do Centro Industrial do Ceará.

* Um dos idealizadores do curso de Estilismo e Moda da Universidade Federal do Ceará, no fim da década de 80, Vicente Paiva (in memoriam) foi um dos grandes nomes do setor confeccionista cearense. Tanto que coordenou o Programa do Desenvolvimento da Indústria de Confecções do Ceará (Prodic), entre os anos de 2002 e 2009. O empresário – que foi, durante cerca de 30 anos, presidente do Sindicato das Indústrias de Alfaiataria e de Confecção de Roupas de Homem de Fortaleza (Sindroupas) – será homenageado hoje com a entrega da Medalha do Mérito Industrial, concedida pela Fiec.