Blog do Eliomar

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Lúcio visita Sobral antes de Cid Gomes

O candidato a governador pelo PR/PPS, Lúcio Alcântara, visitou a cidade de Sobral (Zona Norte) neste sábado. Tendo ao lado o seu vice, Cláudio Vale, e o postulante ao Senado, Alexandre Pereira (PPS), Lúcio foi recebido com simpatia pelos conterrâneos do governador e candidato à reeleição, Cid Gomes (PSB). 

Lúcio circulou pela Praça de Cuba,visitou o Mercado Central e ganhou abraços de populares. Também foi ao tradicional “Beco do Cotovelo” e sua visita foi anunciada ao vivo pelo programa do radialista Ivan Frota, da Rádio Tupinambá. A caminhada lucista terminou no comitê central, que fica na Rua Randal Pompeu, 202, quase esquina com a Praça da Catedral.

Ali, Lúcio lembrou obras que realizou como governador como o Instituto Médico Legal, a construção da Avenida Pericentral, reforma do Hemocentro e urbanização da margem do Rio Acaraú.

(Foto – Nely Rosa)

DETALHE – Cid Gomes, com sua carvana eleitoral, estará nesta noite de sábado em Sobral numa grande caminhada.

PSOL-CE entra com ação contra candidato que defende a pena de morte

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Da assessoria de imprensa do PSOL do Ceará, recebemos nota sobre medida tomada pelo partido contra o candidasto a deputado estadual Sílvio Frota (PRTB), que defende a pena de morte. Confira:

Em diversos pontos da cidade de Fortaleza, estão sendo afixadas propagandas do candidato a deputado estadual, Sílvio Frota (PRTB), nas quais ele defende a pena de morte. Considerando-as irregulares pelo ataque à ordem constitucional, bem como aos direitos humanos e fundamentais e à dignidade da pessoa humana, o PSOL-CE entrou com representação no Ministério Público Eleitoral solicitando a cassação do registro de candidatura de Frota, bem como a retirada dessas propagandas.

Conforme explica a representação apresentada pelo partido, “O Representado, candidato a deputado estadual, tem feito da pena de morte sua principal bandeira de campanha. Nos últimos dias, a cidade foi tomada em seus principais cruzamentos, por centenas de banners de propaganda de sua candidatura. Em tais banners lê-se, em letras garrafais, dentre outras coisas: “BASTA. PENA DE MORTE JÁ!”. Os tais banners são afixados em postes de iluminação pública e/ou sinalização de tráfego, em franco descumprimento ao que preceitua a lei eleitoral.”.

A Constituição Federal trata, em seu art. 5º, dos direitos e garantias individuais e coletivos. Neste artigo, defende-se que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” e se estabelece que não haverá pena de morte, salvo em caso de guerra declarada. O parágrafo 4° da Carta Magna, por sua vez, elenca as chamadas cláusulas pétreas, ou seja, o que não pode ser objeto de modificação. Dentre eles estão “os direitos e garantias individuais”.

Tendo em vista tais preceitos, os advogados Rodrigo Vieira e Wálber Nogueira, elaboradores da peça jurídica, argumentaram que as peças são irregulares. Para eles, “O que o candidato está diretamente defendendo é que a sociedade recorra a meios violentos para solucionar problemas graves de natureza sistemática, induzindo os eleitores que são vítimas da violência ou da falta de segurança pública à alternativa de recorrerem à vingança privada como solução dos conflitos e dramas pessoais.”.

O PSOL defende os direitos humanos, a igualdade e a solidariedade. O partido defende que não serão as velhas formas de tratar os problemas vivenciados pela sociedade que resolverão a questão da segurança pública. “É preciso justiça social; dar oportunidade às pessoas; possibilitar que elas possam ter uma outra visão da vida e um outro projeto de mundo. Isso não será resolvido com prisões, muito menos com a pena de morte”, defende a candidata do PSOL ao Governo do Ceará, Soraya Tupinambá. Por isso, segundo o presidente do PSOL-CE, Moésio Mota, “o partido não podia ficar calado e deixar ver o conservadorismo tomar conta das ruas. Se as eleições são espaços privilegiados para travar o debate político, nós temos que fazê-lo.”.

PSOL do Ceará.

Terminais de atendimento bancário… hum!

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Usar terminais de atendimento da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil em vários supermercados de Fortaleza virou um tormento. Em pontos como os supermercados Frangolândia e Center Box, um terminal desses funciona e na outra semana não funciona. Ou então fica sem dinheiro.

O mais curioso nisso tudo é que esse equipamento tem sempre como vizinho um terminal de atendimento Banco 24 horas, que raramente dá problema. A clientela não anda gostando nada disso.

"Veja" traz matéria sobre o Ceará

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Essa é do Blog de Reinaldo Azevedo e consta em reportagem da nova edição da Veja:

Documentos em poder da Polícia Federal envolvem o governador do Ceará, Cid Gomes, e seu irmão, o deputado Ciro Gomes (PSB) em um esquema de corrupção que desviou 300 milhões de reais das prefeituras do estado entre 2003 e o fim do ano passado. Raimundo Morais Filho, empresário que participava da lambança, deixou tudo registrado em 27 gigas de memória, de que VEJA tem cópia. Laurélia Cavalcante, delegada federal que investiga o caso, foi atropelada por um carro não-identificado nas ruas de Fortaleza. Morais Filho escreveu um outro relato em que se diz ameaçado.

Cid nega qualquer irregularidade. Ciro, que já anunciou a disposição de construir “uma nova hegemonia moral e intelectual no país” diz não conhecer o empresário: “Jamais fiz com ele ou com qualquer pessoa essa sórdida prática que estão querendo me imputar”.

VAMOS NÓS – Em contato com este Blog, a Assessoria de Imprensa do governador Cid Gomes (PSB) voltou a rebater tais denúncias neste sábado. Em contato com a assessora da campanha de Cid, Cristianne Sales, ela também negou esse fato.

Combate ao crack vira mote eleitoral

Eis artigo do professor Antonio Mourão Cavalcante intitulado “Drogas e Eleições”, onde ele aborda o caso do combate ao crack como mote para atrair o eleitorado. Confira:

“Eu tinha medo e acabou acontecendo. A droga, sobretudo o crack, virou tema central das campanhas eleitorais. Os políticos se esforçam por apresentar soluções mágicas: mais repressão, mais traficantes na cadeia. E tudo está resolvido! Mais simplista impossível…

Longe de significar uma rima, nem é uma solução. Esse discurso significa que ainda continuamos boiando na compreensão e, por consequência, num encaminhamento com resultados consistentes.

Onde a coisa deu certo, a ênfase não foi posta na repressão, nem no tratamento, apesar de extremamente necessários. O mais radical – no sentido de ir às raízes – é fazer uma prevenção de qualidade. Chegar antes.

No caudal dessa assertiva, investir maciçamente nas matrizes
dos valores sociais, tão abandonadas e tão desprestigiadas: a família, a escola e a comunidade.

As políticas sociais conseguiram abstrair a família. É programa para recém-nascido, criança, adolescente grávida, jovem adulto, idoso, mulher, GLS, trabalho infantil, etc. E as iniciativas para fortalecer os laços familiares? Há muito tempo escuto falar que “família reproduz modelos caducos de dominação das pessoas.” Melhor que ela se acabe!

A escola não consegue ensinar, muito menos formar. Virou uma espécie de ajuntamento coletivo. Os professores foram destituídos do papel de guias dos jovens. Assim, quebra-se o eixo por onde os valores poderiam ser edificados. Escola hoje é sinônimo de abandono e bagunça.

Atônita, a sociedade se esgarça. Pede mais polícia, mais repressão. Paradoxalmente desesperada, afoga-se na busca de uma felicidade comprada – dinheiro e consumo – e, na consideração que o vizinho é um inimigo. Estamos isolados por muros e cercas elétricas. Sim, deveria falar da imprensa. Ela faz mais que noticiar. Escancara o desespero em manchetes que reforçam a prática de políticas repressivas. Vira clamor!

Enquanto isso, na TV, o Tiririca e o Lula, alternando a propaganda eleitoral, repetem bordões de felicidade e gaiatice. Pobre Brasil!

Antonio Mourão Cavalcante -Médico, antropólogo e professor universitário.

a_mourao@hotmail.com

VAMOS NÓS – Um detalhe que o professor Mourão não citou é que o caso do combate ao crack virou tema de campanha eleitoral porque atrai a simpatia de pais e consta como preocupação da família. Portanto, é bater nessa tecla para conseguir votos nesse nicho e atrair jovens.

Qual o futuro do Jornalismo Impesso?

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ALAN RUSBRIDGER

Eis artigo que captamos do Blog Gente de Mídia, do querido Nonato Albuquerque que, por sua vez, captou de uma dica do twitter da jornalista Fátima Sudário, editora do O POVO. O título é por demais sugestivo e vale a epenas ser lido, digerido e discutido nas redações e nas faculdades da área.

O futuro do jornalismo digital

Joseba Elola, IHU – Instituto Humanitas Unisinos

 Rusbridger dirige o prestigioso jornal britânico The Guardian, que conta com o segundo site de fala inglesa mais visitado do mundo entre os jornais de qualidade. Ele sempre está à frente de seu tempo, um visionário, um viciado em novas tecnologias. Ele afirma que o iPad e os aplicativos do iPhone são grandes passos na revolução digital das mídias.

 

Alan Rusbridger teve, há um ano, em suas mãos uma informação que não podia publicar. Referia-se a uma empresa petrolífera. Estava amarrado de pés e mãos por uma ordem judicial. Assim que pôde, pôs uma mensagem em seu Twitter – rede social de mensagens curtas – que, lembra, dizia algo como: “Desculpem, não podemos publicar a história de uma companhia que eu não posso nomear por razões que não posso dizer”.

Rusbridger conta que, em questão de 24 horas, os usuários do Twitter se encarregaram de desvendar de que companhia se tratava, quais eram os documentos comprometedores e o que impediu o jornal britânico de publicar a reportagem.

A bola se tornou tão grande que a história acabou estourando, e foram revelados os abusos ambientais e contra a saúde em que a empresa petrolífera Trafigura da Costa do Marfim havia incorrido.

Essa é a força da revolução digital. Estas são as vantagens das novas ferramentas. Quem afirma com entusiasmo é Alan Rusbridger, diretor do lendário jornal britânico The Guardian, um jornalista radicalmente convencido de que o melhor ainda está para vir, de que as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias nos levarão a um melhor jornalismo.

O site do seu jornal, guardian.co.uk, é o segundo mais importante do mundo dentre os jornais de qualidade de fala inglesa, atrás do The New York Times. Afirma ter 35 milhões de usuários únicos, um terço deles norte-americanos. O velho jornal de Manchester, que nasceu em 1821, é hoje referência da esquerda que mora do outro lado do Atlântico.

Rusbridger se senta em uma cadeira perto da enorme janela que ilumina o seu escritório. Seu cabelo está um pouco bagunçado, não usa gravata, não aparenta ter nem de longe seus 56 anos de idade. Dá a impressão de ser um homem sereno. Faz dez minutos de ioga todas as manhãs e toca piano e clarinete. Além disso, é um autêntico friki, no sentido mais tecnológico do termo, um autêntico viciado nos dispositivos da nova geração. A primeira coisa que ele fez foi pegar o gravador digital com o qual esta entrevista foi gravado e observá-lo atentamente. Virou-o, passou as mãos. “Hum, deve ser um modelo muito recente”, reflete.

“O Twitter é a ferramenta jornalística mais poderosa que apareceu nos últimos… hum… dez anos”, afirma, depois de vacilar e pensar bem se são dez, quinze ou vinte anos. Ele fala olhando para as águas do canal que passa debaixo do seu escritório, situado em um rutilante edifício de vidro, plantado no meio de uma velha Londres de marca industrial.

“Quando o Twitter apareceu, pensei que isso não tinha nada a ver com o jornalismo. Fui tão estúpido. Durante três meses, pensei: ‘Sou muito velho para isso’. ‘Só 140 caracteres, deu’. Eu estava completamente errado. Os meios de comunicação que tiverem uma visão muito estreita do que é o jornalismo e de como ele é feito estão condenados”.

Rusbridger dá um exemplo recente para explicar a força da revolução digital. Há duas semanas, o The New York Times publicou uma obscura matéria sobre Rupert Murdoch e escutas ilegais. Revelava que um jornalista do tabloide News of the World, de propriedade de Murdoch, havia feito grampos para obter informações e que o então diretor do jornal, Andy Coulson, hoje diretor de comunicação do novo primeiro-ministro, David Cameron, estava a par disso. “Durante 48 horas, ninguém neste país fez eco da história”, relata Rusbridger. “Nem a BBC nem a Sky News disseram alguma coisa. No entanto, no Twitter, milhares de usuários clamavam: ‘O que está acontecendo que isso não virou notícia?’. Chegou um momento em que o poder das pessoas fez com que a história se tornasse impossível de ignorar por parte da mídia. E esse é apenas um exemplo”.

Eis a entrevista.

Está claro que os meios de comunicação tradicionais estão falhando em alguma coisa, estão fazendo alguma coisa errada…
Sim. Aí está o Wikileaks, que se converteu em uma marca confiável, o site para filtrar documentos. O que aconteceu para que os jornais tradicionais tenham sido superados, do ponto de vista da confiança das pessoas, por um australiano e um grupo de hackers localizados em diferentes partes do mundo? O que eles fizeram e o que nós não fizemos?

Talvez os meios de comunicação tradicionais se misturaram muito com o poder político com o econômico, com as grandes empresas? Talvez se esqueceram do que é preciso relatar?
As pessoas gostariam que nós investigássemos essas grandes empresas, esses centros de poder, que fizéssemos reportagens das boas. Mas esse tipo de jornalismo é caro, e pensamos que não é muito sexy, e por isso deixamos de fazê-lo.

A ironia aflora. Rusbridger, de discurso límpido e clarividente, não pode ser mais britânico: acompanha o início de cada intervenção com esses pequenos gaguejos tão característicos do inglês mais polite.

Ele defende que, precisamente por esse abandono de funções da imprensa tradicional, uma Internet aberta e colaborativa é essencial: “Essa filosofia de estar aberto, publicar, relacionar, de fazer com que a informação esteja disponível, é uma ideia simples e poderosa. Como um meio de comunicação, você tem duas opções: você pode fazer parte desse mundo aberto ou dizer: ‘O que fazemos é tão valioso que vamos esconder aqui'”.

No que se refere ao seu meio de comunicação, ele é claro: “O conservador, agora, é ser radical. Pensando no futuro do The Guardian, para conservá-lo, devo ser conservador ou radical com a Internet? Vendo as possibilidades de futuro do papel, que não parecem ser muito boas, se eu quero ser conservador na questão de proteger o The Guardian, meu instinto me diz que devo ser mais radical no digital”.

Você é um firme defensor da web aberta e tem clareza de que os sites pagos não são o caminho a seguir.
É o que o meu instinto me diz. A web é uma questão de estar aberto, de vincular informação. Jornalisticamente, eu acho que é melhor fazer parte desse sistema: se você está aberto e colabora, toda a informação que existe ali fará com que você ganhe em riqueza, em poder e lhe dará recursos que você não vai conseguir por sua própria conta. Assim, acho que há um imperativo jornalístico e outro financeiro para estar aberto. Lincando a outros sites, publicando talvez materiais de outros, tornamo-nos uma plataforma de conteúdo e não só em editores do nosso. Acho que essa é uma ideia que tem muita força.

Instinto, instinto. Rusbridger pronuncia essa palavra seis vezes durante a entrevista. Foi seu instinto que o levou a apostar sem rodeios na web em 1998. Desde o início, no The Guardian, tinham clareza de que precisavam de tecnologia e de uma boa equipe de desenvolvedores. Investiram mais de 12 milhões de euros na construção de um site sob medida. Apostaram logo na interatividade, na vertente social, abraçaram os blogs.

O processo de integração entre a cultura digital dos recém-chegados e os jornalistas do papel foi paulatino, lento, medido. Esse, diz, é um dos fatores que ajudam a explicar seu sucesso: “Se você faz a integração muito depressa, você oprime as pessoas do papel. Você tem que deixar que as pessoas assimilem as coisas pouco a pouco”.

Há quatro anos, em um momento em que algumas companhias de comunicação cortavam o acesso de seus funcionários ao Facebook para evitar distrações, Rusbridger obrigou seus jornalistas a abrir uma página na rede social, a colocar fotos, vídeos. E fez o mesmo há dois anos com o Twitter. Ele diz que, dos 640 jornalistas da redação que elaboram o The Guardian, o The Observer (jornal dominical) e o site, 90% já são “jornalistas digitais”.

Como vocês vão competir com os meios da nova era, que contam com quadros de funcionários muito mais estreitos? Devemos esperar novas perdas de postos de trabalho nos jornais?
Eu não sei qual vai ser a renda, por isso não sei a resposta a essa pergunta. Neste momento, o dinheiro não está aí, mas a indústria pode mudar… Meu instinto me diz que será difícil manter o tamanho dos quadros que tivemos no passado.

De fato, aqui no The Guardian houve cortes de funcionários, e, no ano passado, 50 jornalistas abandonaram a casa. Essa é a parte mais difícil do processo?
Em dois anos, perdemos 80 pessoas, mas todos os que foram embora fizeram isso voluntariamente. Não tivemos que fazer demissões obrigatórias. É muito difícil, perdemos pessoas muito valiosas, mas todos optaram por ir embora.

O The Guardian arrecadou no ano passado 48,6 milhões de euros por meio do seu braço digital (cerca de 10% das receitas, tendo faturado 490 milhões de euros). Vendeu 120 mil aplicativos para o iPhone, programas que permitem a leitura do jornal no celular da Apple. “Estamos só há seis meses na revolução dos aplicativos”, diz. “É cedo para saber de que modo eles vão mudar o mundo”.

Rusbridger adora o iPad: “Ele oferece uma forma fantástica de consumir notícias. É um passo adiante na revolução digital, o primeiro dispositivo em dez anos que lhe obriga a voltar a imaginar como você ordena a informação, como você encontra seu caminho nele, como você o mistura com outras mídias”. O The Guardian está cozinhando em fogo baixo o seu aplicativo para o iPad. Rusbridger não quer um aplicativo “retro”, como o do The New York Times ou do Financial Times. Ele pensa que o novo dispositivo requer uma nova linguagem.

“Sou um viciado em tecnologia, é preciso ser. Eu compro tudo o que sai. Os novos leitores, os novos telefones. Até você não os provar e os sentir, não sabe como funciona a coisa”. Para explicar o momento em que nasceu seu vício pelos dispositivos eletrônicos, ele se levanta, solícito, e começa a vasculhar entre as caixas de papelão atrás da sua mesa de trabalho. Orgulhoso, extrai de seu cemitério de velhos aparelhos o seu primeiro computador, um Tandy TRS-80.

Seu fascínio pela tecnologia nasceu no dia em que essa relíquia caiu em suas mãos. Foi em 1984. Descobriu uma ferramenta que lhe permitia enviar suas crônicas com o número de palavras exato: os editores já não amputariam o fim de suas colunas, onde ele costumava alojar as suas piadas.

Tal era a sua experiência, que, em 1986, em uma viagem para cobrir a visita da família real à Austrália, conseguiu sozinho transmitir uma crônica por telefone: para isso, se pôs em contato direto com a empresa telefônica australiana, conseguiu um código e telefonou para uma pequena empresa londrinense que era a única capaz de converter esse código e redirecioná-lo a um computador da redação do The Guardian. Ele conseguiu transmitir sua crônica em dez minutos. Ditá-la por telefone, como se costumava fazer então, teria levado 90 minutos. “Devemos ser inteligentes com todas as novas plataformas que estão surgindo e encontrar a forma de adaptar o nosso jornalismo e as plataformas ao software e aos hábitos dos leitores”.

Em que ponto da revolução digital nos encontramos agora?
Ainda estamos em uma fase incrivelmente precoce. Por isso, é cedo para dizer que as operações digitais nunca vão poder sustentar o jornalismo, ou para dizer que não vemos claro o plano de negócios. Não há por que tomar decisões drásticas tão cedo.

Os diretores de jornais, na nova era digital, parecem ser menos independentes do que antes das exigências do negócio e das pressões das empresas jornalísticas. Concorda?
Sim, acho que é verdade. É porque tudo se tornou mais complicado. Não digo que antes fosse fácil, mas você sabia de onde vinha o dinheiro: publicidade e exemplares vendidos. Agora, as decisões tem a ver com a tecnologia, o jornalismo e a publicidade. São mais tridimensionais. Os diretores têm que intervir mais nessa conversa, e isso nos distrai da tarefa de editar.

E nesse sentido, combinando essa menor independência com o fato de que a tecnologia abre novas portas, você diria que hoje fazemos um jornalismo melhor do que no passado?
Sim. O The Guardian está chegando a um público infinitamente maior do que antes. O seu impacto e sua influência internacionais são muito maiores. Usando as ferramentas que estamos empregando, o que oferecemos aos leitores é mais amplo, mais profundo e responde a mais perguntas do que nunca.

> Alan Rusbridger, diretor do The Guardian desde 1995 e editor-chefe da Guardian News & Media, 56 anos.

> Repórter, colunista, assistente de direção do The Guardian. Rusbridger passou por todos os postos. Foi correspondente em Washington do jornal London Daily News.

> Os dados. O site do The Guardian tem 35 milhões de usuários únicos. É o segundo site mais importante entre os jornais de qualidade de fala inglesa, depois do The New York Times. Um terço de seus usuários únicos estão na América do Norte. O jornal imprime 286 mil exemplares.

> Sua aposta. Está cozinhando em fogo baixo um aplicativo para o iPad. Diz que um novo suporte requer uma nova linguagem.

> Ele. É casado e tem duas filhas. Faz dez minutos de ioga por dia e toca piano e clarinete.

(Fonte – jornal El País (12/09/2010); com tradução de Moisés Sbardelotto e revisão do IHU On-Line.

O Pacto, Salmito e o sonho?

“O “Pacto por Fortaleza – A cidade que queremos até 2020” fará seu segundo encontro de trabalho hoje, das 8 às 13 horas, no auditório da Câmara Municipal. Os trabalhos serão coordenados pelo presidente da Casa, Salmito Filho, envolvendo membros dos cinco eixos temáticos: “Segurança Pública e Cidadania”, “Mobilidade Urbana”, “Resíduos Urbanos e Geração de Renda”, “Qualidade de Vida” e “Desenvolvimento Econômico e Social”.

Cada grupo colocará resultados do que tem coletado de propostas junto à sociedade, o que será avaliado para ser incluído em uma agenda de compromisso. Essa agenda, segundo Salmito, será apresentada à Prefeitura e ao Governo do Estado em dezembro.

Detalhe: Após o encontro, Salmito, sempre lista como “prefeiturável”, rumará para Sobral. Ali se engajará numa caminhada pró-Cid Gomes (PSB).”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Filiadas ao SBT Nordeste farão debate com candidatos a presidente da República

Kézia apresenta também o “Geração jangadeiro”

Já está quase tudo pronto na estruturação de um dos últimos debates do processo eleitoral de 2010, que acontecerá na próxima segunda-feira, 20, 21h30, direto do Recife, transmitido para todo o país do auditório da TV Jornal, integrante da rede SBT NORDESTE. Até agora já confirmaram presença os candidatos José Serra (PSDB/DEM/PTB/PPS/PMN/PT do B), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Só a candidata Dilma Rousseff (PT, PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSC, PSB, PTC, PTN), não confirmou presença.

Será o primeiro debate regional, nos mesmos moldes das eleições americanas. Unirá a força de dez emissoras de tevê, de 8 Estados, somando já inicialmente cerca de 40 milhões de telespectadores, somente na Região Nordeste. Além disso poderá ser acompanhado em todo o país, por emissoras retransmissoras (o sinal será aberto) e pela internet. Além de poder participar (pelo e-mail debate@sbtnordeste.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , eleitores terão espaço para perguntar com tema livre), o debate SBT NORDESTE também será acompanhado por internautas de todo o país, pela Internet, redes sociais, incluindo o Twitter, onde os jornalistas estarão postando a cobertura para seus veículos.

Com apresentação e moderação do jornalista Carlos Nascimento, o debate terá duas horas de duração, em quatro blocos. Jornalistas representantes dos Estados do Nordeste estarão se revezando, como entrevistadores. Graça Araujo, pela TV Jornal do Recife, Igor Maciel (TV Jornal de Caruaru), Kézya Diniz (TV Jangadeiro), Casemiro Neto ( TV Aratu), Daniel Cabral (TV Ponta Negra), Aarão José (TV Alagoas), Beto Calmon (TV Borborema), Nadja Rodrigues (TV Cidade \verde) e Raquel Sherazade (TV Tambaú).

Haverá momentos de debate e perguntas candidato a candidato, e o cenário proporcionará a mobilidade dos participantes, que poderão ficar mais à vontade e circular durante suas explanações, menos “engessadas”. Um telão de LED de alta tecnologia ( nove metros de largura por cinco de altura) será usado para informações gerais, transmissão de vídeos (perguntas de internautas podem ser gravadas em vídeo), reportagens e efeitos visuais. O auditório tem capacidade para 350 pessoas. Cada candidato poderá levar 15 assessores e cinco convidados especiais. A elite política nacional já confirmou presença.

“Há uma grande movimentação por aqui”, conta Beatriz Ivo, diretora de Jornalismo da TV Jornal, entusiasmada com a repercussão que o evento já está causando, inclusive no interior das campanhas. “Aqui os candidatos se mostrarão melhor, falarão olho no olho e entre si, poderão ser mais bem conhecidos pelo eleitor, que quer ver como eles se comportam”. Questionada sobre a possível ausência da candidata governista, Beatriz Ivo chega a ser otimista. “Dilma Rousseff fala tanto em Nordeste; tem o presidente Lula que é daqui; tantas lideranças políticas regionais… Acredito que devem estar havendo novas conversas para que ela inclua o evento em sua agenda”.

(TV Jornal -PE)

PM apura caso envolvendo policiais e um "bordel"

“O capotamento, na tarde do último dia 24, chamou a atenção de quem passava pela BR-222, entre as cidades de Coreaú e Frecheirinha. Era mais uma Hilux da Polícia envolvida em acidente. Um PM morreu e uma adolescente de 15 anos, que também estava na viatura, ficou gravemente ferida. O que ninguém imaginava é que os policiais, fardados e em horário de serviço, haviam usado o carro da 2ª Companhia do 3º Batalhão para ir até um bordel “se divertir”, conforme denúncia publicada esta semana em portaria do Comando Geral da PM.

A portaria descreve o que teria ocorrido naquele dia. Segundo o documento, por volta de meio-dia, um cabo da unidade policial de Frecheirinha, a 305 quilômetros de Fortaleza, pegou a viatura e, na companhia de um outro policial, foi até o distrito de Ubaúna, em Coreaú, cidade vizinha. O intuito seria “se divertir em um bordel conhecido por ‘Foguim’”, segundo consta na portaria.

Na volta para Frecheirinha, já no fim da tarde, a Hilux capotou. Um dos PMs estava sem cinto de segurança e morreu na hora. O outro fugiu do local. No veículo, estava também uma adolescente de 15 anos, que teria embarcado na viatura no distrito de Ubaúna. Ela foi encaminhada, em estado grave, para a Santa Casa de Misericórdia de Sobral. Conforme O POVO apurou, testemunhas disseram que o policial morto estava sem camisa. A arma dele havia sumido.

O outro policial que estava na viatura só foi encontrado horas depois. Ainda de acordo com a portaria, ele estava em um bar que funciona em um posto de gasolina, em Frecheirinha. O cabo estaria descalço, “parcialmente fardado” e portando a arma do PM que morreu. Era perto de 23 horas e ele foi encaminhado para a sede do 3º Batalhão (Sobral), onde foi autuado em flagrante.

O POVO entrou em contato com o capitão Artunane Alves, responsável pela 2ª Companhia do 3º Batalhão (Tianguá). “O processo corre em segredo de Justiça. O que posso dizer é que o caso está sendo apurado, tanto pela Corregedoria (Geral dos Órgãos de Segurança Pública) como pela Justiça Militar”, diz. Esta semana, o Comando Geral da PM também abriu um Conselho de Disciplina para investigar a denúncia. O caso está sendo mantido em sigilo pelas autoridades.

Três oficiais foram chamados para compor o Conselho, que tem 80 dias para concluir o procedimento. O acusado está afastado de suas funções e pode ser expulso da PM. O POVO opta por não divulgar o nome dos envolvidos porque o procedimento ainda não foi concluído.

E-Mais

O PM acusado está detido no presídio militar, segundo o capitão Artunane Alves, comandante da 2ª Cia do 3º Batalhão.

O POVO entrou em contato com a Santa Casa de Sobral e com o Conselho Tutelar de Coreaú para obter informações sobre a jovem que estava na viatura no momento do acidente. Não houve retorno por parte da assessoria de imprensa do hospital. Já o Conselho informou que nenhuma denúncia chegou até lá.

No último dia 3, O POVO mostrou, com exclusividade, outro procedimento administrativo aberto pelo Comando da PM. Era para apurar o caso envolvendo soldados do Ronda flagrados dormindo nas viaturas, no horário de serviço.Em 2009, O POVO mostrou que viatura do Ronda estaria sendo usada como motel.

CÓDIGO DISCIPLINAR

– O cabo da PM está sendo acusado de cometer as seguintes transgressões disciplinares, previstas no Código Disciplinar da Polícia Militar:

– Afastar-se, quando em atividade militar, com veículo automotor, da área em que deveria permanecer.

– Ingerir bebida alcoólica quando em serviço.

– Ofender a moral e os bons costumes por atos, palavras ou gestos

– Ferir a hierarquia ou a disciplina, de modo comprometedor para a segurança da sociedade e do Estado. 

– A punição pode variar desde uma advertência até a expulsão dos quadros da PM.”

(O POVO)

Cúpulas do PT e PSDC acusadas de usar horário gratuito em benefício de poucos

Candidato pelo PT a deputado estadual, Amilcar Ximenes representa um caso cada vez mais frequente de postulantes que reclamam, junto às respectivas legendas, mais tempo na propaganda eletrônica. Ele pouco aparece. Alegando que o PT estaria beneficiando oito candidatos a deputado estadual, em detrimento de outros 14, Amilcar chegou a entrar com uma representação na Justiça contra a própria legenda.

“Nós estamos questionando a usurpação do programa. O horário eleitoral é um patrimônio público e deve ser compartilhado igualmente”, queixa-se.

Segundo ele, a justificativa apresentada pelo PT é a de que o partido opta por priorizar a propaganda dos “puxadores de voto”, com o objetivo de eleger mais candidatos proporcionalmente.

Dentre os oito ditos “puxadores” estão a mãe e aliado da prefeita de Fortaleza e presidente do PT no Ceará, Luizianne Lins (PT): Luiza Lins (PT) e Antônio Carlos (PT), segundo vice-presidente do PT estadual. Ambos novatos na disputa.

A assessoria de imprensa do PT informou que a executiva do partido é quem delibera sobre a divisão do tempo de propaganda, não divulgando os critérios de definição dos beneficiados. Amilcar espera agilidade no julgamento do processo pelo Pleno do Tribunal Regional eleitoral do Ceará (TRE-CE), para evitar “prejuízos” à sua candidatura.

Ely Aguiar: mais um

Outro que ameaçou entrar na Justiça questionando a divisão dos espaços de seu partido foi o deputado estadual, candidato à reeleição, Ely Aguiar (PSDC).

Ele alega que o presidente estadual da legenda, Gomes Farias, também deputado estadual candidato à reeleição, estaria utilizando o programa do partido em beneficio próprio. “Eu observei que ele ocupava constantemente os espaços e reclamei”, disse.

Aguiar afirmou que o problema foi já foi resolvido. “Diz o partido que foi uma falha na hora que foram fazer a distribuição. Respondi que essa falha aí já se repetiu umas quatro vezes”.

O POVO tentou ouvir o deputado Gomes Farias, mas as ligações não foram atendidas.”

VAMOS NÓS – O protesto de Amilcar Ximenes foi veiculado neste Blog recentemnte e o caso da queixa de Elly Aguiar saiu nesta semana.

Já pensou Sobral sem Dom José?

A cidade de Sobral (Zona Norte) está em festa. Comemora mais um Setembro Dom Jiosé, exaltando a figura de dom José Tupinambá, um bispo além do seu tempo que revolucionou esse município como deixa claro, em seu artigo publicado no O POVO deste sábado, Padre Assis Rocha; Confira:

Estamos iniciando mais um Setembro Dom José, há 11 anos, uma boa invenção da UVA, da Diocese e da Prefeitura de Sobral, juntamente com a Sociedade Civil, para lembrar a grande figura humana, religiosa e missionária, que se fixou, eternamente, no coração e na memória de toda a zona norte do Ceará.

Se no Sul do Estado, as vistas se voltam para o Pe.Cícero, aqui entre nós, o vulto que ainda é referencial e merece respeito, é dom José Tupinambá da Frota. Pelo 11º ano consecutivo, estamos celebrando o Setembro Dom José, como sempre, lembrando seu nascimento no dia 10 de 1882 e sua morte aos 25 de 1959.

É muito fácil recordá-lo pelas suas obras. Elas são um testemunho vivo, histórico, artístico, real de sua passagem entre nós, espalhadas por toda a Cidade. Quem poderá negar?

A saúde, a educação, a imprensa, a assistência social, a infância, a juventude e a velhice sobralenses, ainda se beneficiam dos alicerces aqui implantados, com tanta competência, firmeza e perspectiva de futuro, que, por mais que se quisesse, seria impossível esquecer ou destruir sua obra.

A Diocese de Sobral será, eternamente, devedora desse patrimônio, aqui fincado, graças à tenacidade, ao desprendimento e ao longo alcance da visão de mundo, de progresso e de Igreja, comprometida com a evangelização de pessoas, como fazia Dom José. Ele não era apenas pastor de almas; era também pastor de gente que tem corpo e tem espírito. Ele alimentava os dois.

Às vezes, pessoas desinformadas, desconhecedoras da história de Sobral, ou se fazendo de inocentes, malevolamente, querem atropelar a verdade dos fatos, ou dar uma de espertalhões, pensando que todo mundo é otário. Aparecem dando uma de bonzinhos e vão querendo apoderar-se do que não lhes pertence. Como diz a sabedoria popular, ¨se colar, colou¨. E se a moda pega! Aonde vamos parar?

Os que viveram em Sobral à época de Dom José, sabem de suas andanças pela Diocese, de suas campanhas pelas paróquias, de seus pedidos a quem lhe poderia ajudar, para angariar fundos que viessem complementar os gastos que ele fazia, com o seu patrimônio particular, construindo suas grandes obras em Sobral, já que a sua ousadia era imensa: fazer de Sobral uma nova Roma. A Diocese de Sobral é a única herdeira de todo esse patrimônio: material, social e cultural, deixado por Dom José.

Já pensaram, se a UVA, durante a parceria que fez com a Diocese – unindo o Jornal Correio da Semana com o Expresso do Norte – tivesse forjado recursos legais ou para-legais para se apoderar daquele veterano órgão de imprensa?

E se um Diretor espertalhão encontrasse brechas na lei para tomar o Colégio Sobralense, ou a Rádio Educadora, ou o Colégio Santana, o Abrigo Coração de Jesus, ou a Universidade etc. Não seria o fim?

Será que ainda teria sentido fazer um Setembro Dom José ou recordá-lo como o grande benfeitor dessa terra ou o grande construtor de Sobral, se suas obras fossem usurpadas por outrem?

Vamos viver mais este Setembro Dom José, com todo o respeito que ele continua a merecer dos bons sobralenses – de nascimento ou por adoção – que tanto amamos a Sobral e que guardamos os mais sábios e profundos ensinamentos que Dom José nos legou.

Vamos falar sobre ele, torná-lo conhecido, lembrar sua obra, a fim de que os mais jovens o respeitem e se orgulhem, como nós, do gênio que ele foi.

Padre Assis Rocha – Assessor de Comunicação da Diocese de Sobral.

Fortaleza, paraíso da barulheira do carro de som

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Estamos tentando dormir sossegado desde as 23 horas desta sexta-feira. O problema é que os carros com som alto ou paredões, tocando o tal forró elétrico ou hits internacionais não deixam. É constante o desfile desse abuso em vários pontos de Fortaleza.

Parece, no entanto, que o point preferido é nosso bairro da Parquelândia. Que sono, meu Deus!!

Capes eleva conceito da pós-graduação da UFC

“Cinco programas de pós-graduação da Universidade Federal do Ceará elevaram seus conceitos junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes):os mestrados em Direito e Filosofia passaram do conceito 3 para 4, e os mestrados e doutorados em Enfermagem, Engenharia de Teleinformática e Engenharia Química subiram do conceito 4 para 5.

Foram avaliados ao todo 89 cursos de pós-graduação da UFC, sendo 54 mestrados (48 acadêmicos e seis profissionais) e 35 doutorados. Desse total, três caíram na classificação. A escala de conceitos varia de 1 a 7, sendo que 1 e 2 indicam descredenciamento do programa, e 6 e 7, que o programa é de inserção internacional. Para os programas que têm apenas mestrado, 5 é a nota máxima atribuída.

A avaliação da Capes é realizada a cada três anos e serve de termômetro para indicar a qualidade da formação oferecida pelas instituições de Ensino Superior e aferir a produção científica dos pesquisadores. O período avaliado é relativo a 2007-2009 e da avaliação participaram 2.718 programas de pós-graduação de todo o País.

O Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFC, Gil de Aquino Farias, faz um balanço positivo do processo, argumentando que a Capes está mais exigente com relação à produção científica, tanto no aspecto quantitativo, quanto qualitativo. “As exigências aumentaram para o curso permanecer na mesma categoria porque a produção científica do País aumentou”, explica, ressaltando que os critérios estão mais rigorosos.   

Dois programas da UFC tiveram conceito 6 e são reconhecidos como de inserção internacional: Física e Farmacologia. No caso de Farmacologia, essa nota se repete pela terceira vez consecutiva, enquanto Física recebe o conceito pela quarta vez. Enquanto isso, três cursos de Pós-Graduação caíram em relação à avaliação anterior. São eles os mestrados em Economia Rural (de 4 para 3) e em Engenharia de Transportes (de 5 para 4), assim como o Doutorado em Linguística (de 5 para 4).

Conforme o Pró-Reitor, o Mestrado em Economia Rural deverá passar por uma reestruturação. Ele vê a redução da nota do Mestrado em Engenharia de Transportes como uma sinalização positiva da Capes, já que a Universidade encaminhou o pedido do doutorado, que deverá ser aprovado. Quanto à nota do Mestrado em Linguística, diz que o curso vai recorrer junto à Capes por apresentar perfil de conceito 5. 

O Pró-Reitor adiantou que conversará com todos os cursos avaliados e trabalhará em conjunto para melhorar ainda mais o conceito. Ressaltou que com a boa avaliação do Mestrado em Direito, a expectativa é de que seja aprovado o Doutorado na área, cuja criação está sendo apreciada pela Capes. Há expectativa também de criação do Doutorado em Filosofia.”

(Site da UFC)

Água benta – Sindiagua comemora 27 anos

O Sindiagua, entidade representativa do pessoal da Cagece, comemora nesta sexta-feira, a partir as 19 horas, no Clube Gresse (Bairro Vila União), em Fortaleza, seus 27 anos de fundação. O ato reunirá funcionários, colaboradores e aposentados do setor de saneamento do Estado. Na ocasião, ocorrerá, entre algumas atividades, a entrega da premiação aos vencedores do Campeonato de Futebol Society do Sindiagua.

“São 27 anos de uma trajetória de muitas lutas e conquistas importantes, entre elas a não privatização da água, que garantiu que a Cagece permanecesse até hoje como uma empresa pública a serviço da população”, destaca o coordenador-geral do sindicato, Jadson Sarto.

DETALHE – Bom lembrar que, nesse período, o Sindiagua também fomentou lideranças políticas como o ex-deputado federal Sérgio Novais (PSB) e a vereadora Eliane Novais (PSB), além do deputado estadual Lula Morais (PCdoB).

Tesouro Nacional garante R$ 554 milhões para obras do Castelão, VLT e Metrofor-Linha Sul

Saiu, nesta sexta-feira, a autorização da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para o financiamento das obras de responsabilidade do overno do Estado na Copa 2014. A autorização sai um dia depois da visita feita pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva, á capital cearense, ocasião em que ele fez vistorias técnicas ao estádsio Castelão.

A análise do STN deu como positiva a realização de operação de crédito ao entender que “o proponente CUMPRE os requisitos prévios à contratação” no valor de R$ 554.745.000,00.

Do montante, R$ 351.545.000 são para o estádio Castelão, R$ 170.000.000 são para a construção do VLT Parangaba-Mucuripe e R$ 33.200.000 para as estações do Metrô-Linha Sul.

Agora, é aguardar a data de assinatura da liberação do crédito.

Tasso participa do ciclo de palestras CIC/Fiec

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O senador Tasso Jereissati, que postula reeleição pelo PSDB, dará palestra na próxima segunda-feira, às 19 horas, na Federação das Indústrias do Estado, durante o II Ciclo de Debates Eleições 2010 que está sendo realizado pelo Centro Industrial do Ceará/Fiec.

Tasso falará sobre o tema “Cenários Político e Econômico do Brasil!”, ocasião em que também fará uma prestação de contas do seu mandato, com direito a expor propostas para um novo mandato.

CFN terá que indenizar com R$ 120 mil família de criança atropelada por trem

“A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) fixou em R$ 120 mil o valor da indenização por danos morais que a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) deve pagar ao casal M.C.S. e A.M.S.F., pais de A.S.M., que perdeu as duas pernas, aos oito anos de idade, em decorrência de acidente de trem. A empresa também foi condenada ao pagamento de pensão mensal, no valor de um salário mínimo vigente, até a data em que a vítima complete 70 anos.

“A responsabilidade da empresa concessionária de serviço público é objetiva e decorre do risco administrativo, conforme previsto no artigo 37, § 6º, da Constituição Federal. De acordo com a prova oral carreada aos autos, restou demonstrada a falha no serviço prestado, além da impossibilidade de a vítima atravessar a via férrea por local apropriado”, disse o relator do processo, desembargador Lincoln Tavares Dantas, durante sessão nessa quarta-feira (15/09).

Consta nos autos que A.S.M. voltava para casa na companhia de dois primos. A menina foi atropelada quando passava por entre os vagões do trem que estava parado. O trem partiu sem buzinar, momento em que ela se assustou e caiu no chão por entre os cabos de ferro que unem os vagões.

O acidente ocorreu em 14 de novembro de 2003, no distrito de Croatá, município de São Gonçalo do Amarante, distante 60 Km da Capital. Ela explicou que o local era o único disponível que dava acesso à sua residência, já que não havia passarela ou passagem subterrânea. Os pais da vítima procuraram a CFN no intuito de receber ajuda financeira para o tratamento da filha, que ficou internada no Instituto Doutor José Frota (IJF), mas foi inútil devido ao descaso da empresa.

O casal ajuizou ação de reparação por danos morais e materiais, requerendo indenização da Companhia Ferroviária do Nordeste. Eles alegaram que a filha teve que amputar as duas pernas. Em decorrência, ela perdeu a capacidade laborativa e ficou com deformidade permanente, conforme demonstrado em laudo pericial emitido pelo Instituto Médico Legal (IML), fotografias e depoimentos testemunhais.

Em contestação, a Companhia sustentou que o acidente ocorreu em virtude de culpa exclusiva da vítima, que estava desacompanhada dos pais. Em 17 de outubro de 2005, o juiz da Comarca de São Gonçalo do Amarante, José Cavalcante Júnior, julgou a ação procedente e condenou a empresa a pagar R$ 239.100,00 por danos materiais e R$ 200.000,00 por danos morais. Os valores deveriam ser devidamente atualizados e corrigidos, a ser computados entre a data da sentença e o efetivo pagamento.

“A culpa e a omissão da empresa são gravíssimas. O dano moral causado à criança é imensurável e, talvez, insuperável. Viverá até o fim dos seus dias com a lembrança daquele triste dia”, explicou o juiz na decisão. Inconformada, a empresa interpôs recurso apelatório (nº 597-81.2004.8.06.0164/1) no TJCE, pleiteando a reforma da sentença. Defendeu os mesmos argumentos expostos na contestação, além de solicitar a redução do valor da indenização.

Ao analisar o processo, o desembargador Lincoln Tavares Dantas destacou que, diante da falta de comprovação de obtenção de rendimentos, merece reforma a sentença, para que seja fixada a pensão-indenização em valor igual ao salário mínimo vigente, a partir da data em que a menor completaria 14 anos, devidamente corrigido, até o efetivo pagamento.

O desembargador também votou pela redução dos danos morais para R$ 120 mil, fundamentado nos julgados do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Sobre a quantia, deverá incidir correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a partir de 15 de setembro de 2010. Com o posicionamento, a 4ª Câmara Cível deu parcial provimento ao recurso para reformar a decisão do juiz, mantendo os demais termos da sentença.”

(Site do TJ-CE)

Ministro do Trabalho recebe título de "Cidadão cearense" nesta 6ª feira

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O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, vai receber, às 15 horas desta sexta-feira, na Assembleia Legislativa, o título de Cidadão Cearense. A iniciativa é do deputado Ferreira Aragão, líder do PDT na Casa, explicando que a homenagem é um reconhecimento ao “grande trabalho do ministro à frente da sua pasta”. Aragão diz mais: “Lupi é um defensor dos direitos trabalhistas e seu trabalho tem como foco a geração de empregos e renda no nosso País.”

QUEM É

Carlos Roberto Lupi tem Licenciatura Plena em Administração, Economia e Contabilidade, casado com a jornalista Ângela Rocha e pai de três filhos. Teve o seu primeiro contato com a administração pública em 1983, quando assumiu a coordenação das Regiões Administrativas da Cidade do Rio de Janeiro, no governo do então Prefeito Marcelo Allencar. Foi eleito em 1990 pelo PDT – único partido de sua vida – deputado federal. Em 1992, se licenciou do mandato para assumir a Secretaria Municipal de Transportes do Rio. Em 1999, assumiu a Secretaria de Governo do Estado do Rio.