Blog do Eliomar

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Santa Casa pede misericórdia

Em Brasília, o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, Luís Marques, manteve contatos ontem no Ministério da Saúde. Hora de apelar por mudanças na tabela do SUS, dentro de uma estratégia nacional dos hospitais, que vivem na pindaíba por causa da defasagem nos procedimentos.

Luís Marques, que permanece em Brasília neste feriado, agendou para a quarta-feira uma outra missão. Vai conversar com parlamentares federais em busca de emendas ao Orçamento Geral da União 2011. Essas emendas viriam como complementação financeira para a Santa Casa, conforme o provedor.

E por falar em Santa Casa, o hospital pede misericórdia à Prefeitura de Fortaleza que vem atrasando repasses do SUS. “Hoje nós atendemos 100% pacientes do SUS e a Prefeitura é quem faz esse repasse, que está bem atrasado”, reclama Luis Marques.

Por Dilma – Cid e Luizianne fazem campanhas separadas

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“Ninguém assume o racha, mas o fato é que o governador Cid Gomes (PSB) e a prefeita Luizianne Lins (PT) estão fazendo campanhas paralelas para a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Desde a semana passada, cada um segue rumo diferente, e em nenhum momento sentaram-se na mesma mesa para traçar estratégias que fortaleçam o nome da petista no 2º turno.

A mais nova ação isolada acontecerá hoje, durante reunião entre Luizianne, membros do diretório estadual, prefeitos e parlamentares.

Na semana passada, Cid – que acumula a presidência estadual do PSB – também convocou reuniões para discutir a campanha de Dilma no Ceará. Uma foi na quinta-feira, com os presidentes regionais de 15 partidos que apoiaram sua reeleição, e outra na no dia seguinte, com parlamentares recém-eleitos. Em nenhum dos encontros a prefeita esteve presente. Foi representa pelo 1º e 2º vice-presidentes do PT, deputado José Guimarães e Antônio Carlos.

Desde o 1º turno que Cid e Luizianne estão afastados politicamente. A petista não participou de nenhum evento de campanha pela reeleição do governador, assim como não foi convidada para gravar nem sequer um programa eleitoral.

Para agravar a situação, Dilma indicou Cid para ser seu coordenador de campanha no Ceará – posto que Luizianne ocupava – e seu irmão, Ciro Gomes (PSB), como coordenador nacional no Nordeste. A prefeita chegou a afirmar que poderia abandonar a campanha caso Ciro assumisse o comando. Acabou voltando atrás e encabeça agora o chamado “outubro vermelho”, uma série de atividades no Estado pró-Dilma.

Lavando as mãos

Tentando abafar a crise, José Guimarães argumenta que cada um faz campanha do jeito que quiser. “Se eles (Cid e Luizianne) não se entendem, o problema não é meu, não”, afirmou. Em seguida, deixou bem claro que não vai tentar reaproximar a prefeita e o governador. “Eu lá vou me meter numa cumbuca dessa. Me meto na campanha da Dilma”.

Já Antônio Carlos argumenta que um partido como o PT não pode abrir mão de suas simbologias, e que os atos de campanha promovidos apenas pela sigla irão garantir ainda mais votos para Dilma. “Na campanha para o Senado deu certo, e nós elegemos nossos dois candidatos”.”

(O POVO)

Ciro acompanha a sucessão na Câmara Municipal

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“Ciro Gomes (PSB) está acompanhando a eleição para a nova mesa diretora da Câmara Municipal. Anda conversando com vereadores.

Já pediu até para que Eliane Novais (PSB), eleita deputada estadual, retome atividades na Casa para votar.

Em quem? Eis a dúvida.

(Coluna Vertical, do O POVO)

Greve dos bancários pode estar chegando ao fim

“A nova proposta de reajuste de 7,5% apresentada nesta segunda-feira aos representantes dos bancários pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) pode acabar com a greve da categoria, que já dura 13 dias.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), pela proposta o aumento real será de 3,08% para quem ganha até R$ 5.250. Já aqueles com salários acima desse valor podem optar pelo mais vantajoso: aumento fixo de R$ 393,75, ou 4,29% a título de reposição da inflação.

Em geral, os 7,5% também serão aplicados nos benefícios, como vale-refeição e outros.

Para o piso salarial, a proposta é elevar de R$ 1.074,46 para R$ 1.250, reajuste de 16,33%.

A Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que tem regra básica de 90% do salário mais adicional, terá 14,28% de aumento no adicional, com teto ampliado de R$ 2.100 para R$ 2.400.

– A proposta avançou. Tem aumento real maior, valorização do piso e melhora no adicional da PLR – destaca o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, lembrando que a proposta será avaliada pelos trabalhadores em assembleias em todo país nesat terça-feira.

– A expectativa é boa. Mas até lá, o movimento será mantido – afirmou o dirigente sindical, referindo-se à greve que atingiu nesta segunda-feira mais de 8 mil agências em todo o país.”

(Globo)

NO CEARÁ – Nesta quarta-feira, às 17 horas, na sede sindical, em Fortaleza, os bancários realizarão assembleia geral para avaliar a proposta. Informa para o Blog o diretor da entidade, Marcos Saraiva.

Fortaleza embarca só pensando em vitória

Bechara (C) na expectativa de entrar no 2º tempo.

“Vencer ou vencer”, eis a ordem dada ao time do Fortaleza pelo preparador físico Wladimir de Jesus, que responderá pelo comando da equipe durante partida decisiva desta terça-feira à tarde na Bahia. O “Leão” precisa gnhar do Fluminense, de Feira de Santana, se quiser continuar integrado às equipes que participam do Campeonato do Nordeste.

Wladimir informou que está levando no banco de reservas Rinaldo e Bechara e admitiu que, dependendo da necessidade durante a partida, aproveitará os dois. O Fortaleza embarcou nesta tarde de segunda-feira já escalado com o seguinte grupo: Fabiano (Gol), Reginaldo, César, Turato; Leandro, Coquinho, Goiano e Eduardo; Paulo Izidoro e Vinícius no ataque.

(Foto – Paulo Moska)

TJ fará audiência sobre processos de crianças assistidas por unidades de acolhimento

“A equipe da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) promoverá, na próxima quarta-feira, a partir das 9 horas, audiência para verificar a situação processual de crianças e adolescentes assistidas por duas unidades de acolhimento institucional. O encontro acontecerá, excepcionalmente, na sede do Fórum Clóvis Beviláqua, concentrando processos de crianças e adolescentes do Espaço Aquarela, localizado à Avenida Lineu Machado, nº 1880, no bairro João XXIII, e da Associação Beneficente O Pequeno Nazareno, no Sítio Gereaú, em Maranguape. As duas unidades acolhem 63 internos.

Nas 17 audiências concentradas já realizadas, a equipe da CIJ verificou a situação jurídica, social e habitacional de 334 crianças e adolescentes. O primeiro relatório parcial foi encaminhado ao CNJ. No total, 23 unidades serão visitadas. O objetivo das audiências da CIJ é verificar a situação pessoal e processual de cada uma das crianças e adolescentes abrigadas, cumprindo, assim, determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), através da Instrução Normativa nº 02, de 30 de junho de 2010. A mobilização do CNJ objetiva diagnosticar a situação de cada acolhido.

As audiências, presididas pelo desembargador Francisco Gurgel Holanda, são assistidas por juízes das Varas da Infância e da Juventude de Fortaleza e por representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública. Também participam das reuniões representantes do Conselho Tutelar, das Secretarias de Saúde, de Habitação, de Educação, de Assistência Social e de Direitos Humanos da Prefeitura de Fortaleza e das Secretarias do Trabalho e Desenvolvimento Social e de Saúde do Governo do Estado.”

(Site do TJ-CE)

Dia de Xuxa – Secretaria do Esporte promove festa para a criançada no entorno do Castelão

Será que o karateca Ferrúcio entrará nessa programação?

Por determinação do secretário do Esporte do Estado, Ferrúcio Feitosa, o entorno do Estádio Castelão vai se transformar, a partir das 9 horas desta terça-feira, num verdadeiro parque da criançada. Cerca de 500 crianças das Vilas Olímpicas do Conjunto Ceará, Messejana, Genibaú, Castelão e Canindezinho vão se divertir na área. Haverá futebol de sabão, super tobogã e escalada, cama elástica, kid play, pintura facial, escultura em balão de encher, entre outras brincadeiras, além de animação por conta de palhaços.

De acordo com a Sesporte, ainda haverá um balanço radical, high jump e bungee trampolim, flyer radical, mini-golf, malabarismo com bolas, perna de pau e pratos, entre outras brincadeiras e surpresas. Tudo até o fim da tarde deste Dia das Crianças.

Fogo atinge salão paroquial de Igreja

Apenas danos materiais resultaram de um incêndio registrado, na manhã desta segunda-feira, no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora da Saúde, no Mucuripe, em Fortaleza. Segundo o subtenente Erisvaldo Santos, do Corpo de Bombeiros, que atendeu à ocorrência, o fogo ainda tem razão desconhecida e somente a perícia poderá apontar as causas.

As chamas, segundo o subtente, ficaram restritas ao salão paroquial e não atingiram as dependências da igreja. Alguns arquivos e móveis ficaram destruídos. Quando o fogo começou, o salão estava fechado e não havia ninguém no local.

PR do Ceará pode ficar neutro na disputa de segundo turno para presidente

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Lúcio, em campanha, não recebeu acenos de Dilma.

O presidente regional do PR, Lúcio Alcântara, cogita não reunir o partido para discutir qual direção os filiados da legenda tomarão no que diz respeito ao segundo turno da disputa presidencial. Lúcio encontra-se, neste feriadão, em seu sítio no município de Guaramiranga (Maciço de Baturité).

Demonstrando certa indiferença, disse que vem conversando com uma e outra liderança do PR para saber qual seria a melhor alternativa: Serra (PSDB) ou Dilma (PT). Particularmente, Lúcio não se manifestou, embora no primeiro turno tenha vestido a camisa da campanha pró-Dilma.

Nessa fase da campanha ele, no entanto, não contou com apoio da coordenação nacional de Dilma em sua campanha para o Governo. Esse fato deixou lideranças do PR revoltadas, pois como são da base lulista, queriam algum tipo de manifestação. Dilma, como candidata, manteve-se equidistante da disputa, mas Lula, o principal cabo eleitoral da petista, ocupou e pediu votos para Cid Gomes (PSB).

Concurso – UFC inscreve para professor assistente do Centro de Tecnologia

“Estão reabertas até 18 deste mês as inscrições para professor assistente do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza. É oferecida uma vaga no Departamento de Engenharia de Teleinformática – setor de estudo Sistemas Embarcados, com regime de 40 horas semanais de trabalho.

 Os candidatos devem ter diploma de graduação e título de mestre, no mínimo. O edital n° 257/2010, onde constam as informações do concurso, encontra-se no endereço: www.srh.ufc.br/editais.htm.”

(Site da UFC)

TCU condena ex-prefeito de Crateús ao pagamento de R$ 275 mil

“O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-prefeito de Cratéus (CE) Paulo Nazareno Soares Rosa ao pagamento de R$ 275.824,93, valor atualizado, ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os recursos eram destinados ao Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos (Peja). 

Paulo Nazareno não comprovou a regular aplicação do dinheiro repassado à prefeitura para atender despesas com as ações do programa. A omissão no dever de prestar contas impossibilitou a averiguação do destino dado ao recurso público. 

O ex-prefeito também foi multado em R$ 15 mil e tem 15 dias para pagar a multa e o valor da condenação. Cópia do acórdão foi enviada aos responsáveis, à Coordenação-Geral de Acompanhamento de Prestação de Contas do FNDE e à Procuradoria da República no Ceará. O ministro-substituto Weder de Oliveira foi o relator do processo. Cabe recurso da decisão.”

(Site do TCU)

Prefeito de Iguatu vira rei dos baixinhos

Nesta terça-feira, o município de Iguatu (Centro-Sul) promoverá um dos maiores evento infantis do interior do Ceará: a “Cidade da Criança”. A realização é da Prefeitura Municipal e ocorrerá em sua terceira edição. Para este ano, segundo o prefeito Agenor Neto (PMDB), estão confirmadas as participações de atraçõesnacionais como a cantora Kelly Key, Carla Perez e os palhaços Patati e Patatá.

Tudo ocorrerá no Pátio do Iguatu Festeiro e terá duração de três dias. Haverá parque de diversões, exibição de filmes no Cine Telha, peças teatrais e também shows em um circo que já está montado no local. A criançada ainda terá oficinas e poderá mostrar seu talento em festivais de dança numa tenda eletrônica cordenada por DJs de Iguatu e da Região do Cariri. A programação, segundo Agenor Neto, é gratuita.

(Com site Iguatu.Net)

Escola de Saúde Pública abre seleção para Residência Médica 2011

“A Secretaria da Saúde do Ceará (SESA) inscreve até o dia 22 deste mês para seleção 2011 na área de Residência Médica e Residência em Medicina de Emergência. A seleção é coordenada pela Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), por meio da Coordenadoria de Residências em Saúde. Para a Residência Médica, estão sendo ofertadas 211 vagas para 46 especialidades. Os residentes serão lotados nos hospitais da rede pública estadual: Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ), Hospital de Saúde Mental de Messejana (HSMM), Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) e Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária Dona Libânia(Dona Libânia) .

Para a Residência em Medicina de Emergência do Complexo Emergencial Fortaleza e Santa Casa de Misericórdia de Sobral, serão oferecidas 10 vagas para o programa inicial de 03 anos e 06 vagas para R4 Opcional, a serem distribuídas nos hospitais participantes do complexo emergencial.

ETAPAS

Para os dois processos seletivos, as inscrições constam de duas etapas. A pré-inscrição, que deverá ser efetuada no site da ESP-CE (www.esp.ce.gov.br), acontece de 08 a 21 de outubro, enquanto a confirmação de inscrição, no período de 08 a 22 de outubro, deverá ser feita após o envio da documentação exigida no edital, com o respectivo comprovante de pagamento. A taxa de inscrição é R$ 200,00 (duzentos reais).

A seleção constará de prova escrita e entrevista, com análise curricular, sendo a primeira de caráter eliminatório. A prova escrita está marcada para o dia 7 de novembro, às 8 horas, na Faculdade Christus – Sede Dom Luis, na Avenida Dom Luis, 911, bairro Meireles. O gabarito da prova objetiva será divulgado após sua realização e afixado nas dependências da Faculdade Christus. O resultado final será divulgado no site da ESP-CE (www.esp.ce.gov.br) no dia 01 de dezembro.

SERVIÇO 

Mais informações na Coordenadoria de Residências em Saúde da ESP-CE (fones – (85) 3101.1424/3101.1415) e nos editais publicados no site da ESP-CE (www.esp.ce.gov.br).”

(Com Site da ESP-CE)

Vandalismo – Espigão da Beira Mar amanhece pichado

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Do coordenador dos Amigos da Beira Mar, Tadashi Enomoto, este Blog recebeu essa denúncia:

Prezado Jornalista  ELIOMAR
 
Os coopistas e turistas estão INDIGNADOS com os “pichadores” que estão destruindo, antes da
sua inauguração, o “Espigão”, localizado na esquina da avenida Rui Barbosa com a Beira Mar. O local é muito agradável, bonito e de muita frequência, mas exige agora que a polícai aja imediatamente.
 
Obrigado.
 
Tadashi Enomoto
Coordenador dos Amigos da Beira Mar.

PT fará reunião em feriado santo para tratar da campanha pró-Dilma no Ceará

O Partido dos Trabalhadores realizará nesta terça-feira, feriado santo, reunião no Hotel Praia Centro. A convocação, feita pela presidente regional da legenda, a prefeita Luizianne Lins, envolve os prefeitos, vice-prefeitos e dirigentes do PT do Interior. O encontro foi marcado para as 10 horas.

O objetivo, segundo o coordenador-executivo da campanha dilmista no Estado, vereador Acrísio Sena, é acertar uma programação de campanha pró-Dilma no Estado no que diz respeito ao partido.

A prefeita Luizianne Lins, garante Acrísio Sena, estará presente.

Serra vem ao Ceará em campanha

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O candidato derrotado do PSDB/DEM ao Governo do Estado, Marcos Cals, ao lado do empresário Pedro Fiúza, que foi seu postulante a vice, encontra-se, nesta segunda-feira, em São Paulo. Ali, os dois terão encontro com a senadora Marisa Serrano (PDB/MTS), da coordenação-geral da campanha do tucano José Serra neste segundo turno. Segundo Marcos Cals, o objetivo é receber orientações para a campanha pró-Serra no Ceará.

“A nossa meta é aumentar o número de votos do Serra. Queremos, pelo menos, 30% dos votos”, disse Marcso Cals. No primeiro turno das eleições, o tucano obteve apenas 16%.

Marcos Cals disse que a ordem é a tucanada reforçar a campanha em todo o Interior e na Capital, mobilizando seus filiados. Ele reconheceu que o trabalho eleitoral é difícil, mas disse que Serra tem amplas perspectivas de vitória.

O candidato José Serra deve vir ao Ceará na segunda quinzena deste mês em campanha. A data está sendo acertada: pode ser 16 ou 17 próximos, conforme Marcos Caks. Isso, dentro de uma stratégia de reforçar o candidato no Nordeste, região onde a grande maioria dos votos do primeiro turno foi para Dilma Rousseff.

Cid Gomes: "O Tasso se precipitou""

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O rosto ainda denuncia o cansaço de uma campanha eleitoral que segue em 2010, apesar de ele já ter sido reeleito, no último dia 3, com 61,2% dos votos do eleitorado cearense. Cid Gomes, governador do Ceará, anuncia que só descansará depois de “eleger” Dilma Rousseff, do PT, presidente da República, esforço que ainda não lhe permitiu parar para pensar no próximo governo, que começa em 1º de janeiro do próximo ano. Um “novo governo”, segundo adianta na entrevista, concedida aos editores do O POVO na noite da última quinta-feira, dia 7, na residência oficial. Nela, o governador, confirmado no cargo para mais quatro anos, fala da campanha, reclama dos adversários pelo “denuncismo”, relata alguns detalhes da articulação de bastidores que levou ao rompimento com o senador Tasso Jereissati e anuncia a intenção de criar uma secretaria específica para o problema das drogas. Confira os trechos principais da entrevista.

O POVO – Que características essa campanha teve que para o senhor foram marcantes, principalmente quando a gente compara com a de 2006?

Cid Gomes -Em 2006, eu era novidade. Com apoio expressivo. Apresentado pelo Lula, pelo Ciro (Gomes). E tinha aí uma referência da administração em Sobral. Nessa eleição, mantive os mesmos apoios. Agora, a administração de governo já deu um choque de realidade em muita gente. Pro bem e pro mal. Muita gente ficou satisfeita com as ações de governo. Uma parte, nem tanto. Houve alguma frustração, algum problema. Estou dizendo isso tentando ser o mais frio possível, mas saio feliz da campanha. Tive mais votos do que na eleição passada. É verdade que o eleitorado aumentou.

OP – Sai desgastado, também? Foi uma eleição na qual o senhor sofreu muitas críticas e algumas acusações.

Cid – Olha, isso aí não é queixa do processo eleitoral. Do processo eleitoral, no que toca à participação das pessoas, eu não tenho nenhuma queixa. Só absoluta gratidão pelo reconhecimento. O poder desgasta, né? Mas a grande maioria renovou esse crédito, o que me deixa eternamente grato. Agora, eu não posso deixar de manifestar uma preocupação. Eu, pessoalmente, fiquei absolutamente magoado com o nível que a campanha, não por parte do eleitorado, tomou na eleição.

OP – Isso foi uma coisa nova para o senhor, depois de tantas eleições?

Cid – É uma coisa nova na política do Ceará e absolutamente preocupante. Na minha cabeça, o que se montou foi uma quadrilha para, ardilosamente, planejar uma armadilha ali para a eleição. Eu fiquei absolutamente chocado com o nível a que chegou.

OP – O senhor atribui a quem?

Cid – Eu atribuo muito claramente ao Roberto Pessoa (PR, prefeito de Maracanaú), ao advogado dele, que se chama Paulo Goyaz, e, obviamente, o Lúcio Alcântara (PR) foi o instrumento disso. Eu estou falando isso, mas, sinceramente… Porque essa coisa é preocupante para mim. É preocupante para o futuro do Estado. Não se pode estar vendo isso e simplesmente fazer de conta que não existiu. Mas eu tomei todas as providências que tinha de ter tomado. Estão processados por mim os partidos, a coligação, a revista (Veja), e as pessoas físicas estão processadas por mim. Eu entrego à Justiça. Não vou ficar remoendo. Meu coração, sinceramente, não tem espaço. Estou registrando aqui pela preocupação com a política do Estado. A política do Estado não pode ficar vulnerável a esse tipo de maquinação.

OP – O senhor falou da parte do ex-governador Lúcio Alcântara, mas teve também o deputado Marcos Cals (PSDB)…

Cid – Eu processei os dois. Pra mim, quem montou foi a campanha do Lúcio. Pra mim é claro isso. Deve ter alguma investigação. Imagino que a Justiça vá cuidar disso. O advogado, esse Goyaz, junto com o Adler (Girão, do PR, ex-prefeito de Morada Nova), levaram o cara (empreiteiro Raimundo Morais Filho, o Moraizinho, que teria denunciado suposto vínculo do governador e de seu irmão, deputado federal Ciro Gomes com esquema de desvio de recursos estaduais e federais destinados a Prefeituras) lá para Brasília, fizeram uma gravação. Mesmo nessa gravação não tendo nenhuma referência ao meu nome. Os caras ficaram maquinando. Isso foi urdido.

OP – O comportamento do deputado Marcos Cals…

Cid – Foi de aproveitador.

OP – O fato de ele, seu ex-secretário, ter feito isso machucou ou magoou mais o senhor?

Cid – Não, não. De jeito nenhum. Eu nunca tive, assim, amizade com o Marcos Cals. O convidei para ocupar uma secretaria (Justiça, no primeiro governo). Ele aceitou. Pronto. Convivemos três anos e meio como secretário e governador. Nunca tive intimidade com ele, sabe, ter uma decepção. Absolutamente natural. Eu o processei, também, porque ele, como aproveitador, quis pegar isso e repercutir também. Na medida em quem ele repercute o negócio, está botando na boca dele. Então, vai ter que provar agora.

OP – O senhor falou que não tinha relação mais próxima com o Marcos Cals. Com o Tasso (Jereissati) é diferente. Como foi tê-lo do outro lado?

Cid – Olha, a gente tem uma relação histórica com o Tasso. Eu nunca escondi nada de ninguém. Eu tentei até a última hora fazer aqui uma composição em que se preservasse a candidatura do Tasso.

OP – Ele se precipitou?

Cid – Ele absolutamente se precipitou. Ele se precipitou. Eu tava trabalhando quando sou surpreendido por uma declaração. Fiquei no pior dos mundos.

OP – Qual era o desenho que o senhor tinha feito para a coligação?

Cid – O desenho era claro. E, se você for ver o histórico, eu, primeiro, pelas atribuições de governador, tentei adiar ao máximo os limites da campanha. Porque eu era governador, tinha de dar conta do trabalho de governo, muita coisa que tinha de fazer, então tentei ao máximo adiar. Vinham me perguntar sobre sucessão, eu dizia: “Não trato de sucessão antes de resolver a questão nacional”. Depois que se resolveu a questão nacional, eu disse: “Não posso tratar da questão sem conversar com meu partido”. E as reuniões do meu partido, eu fiz três, foram públicas. A imprensa teve acesso. É só ver o que o meu partido dizia. Não era nem eu. Queria nem que ficasse comigo. Mas como nessas coisas se dá uma identidade de pensamento, meu partido dizia: “Olha, vamos manter a aliança com o PT, o PT fica na vice, eu tenho um compromisso público com o Eunício (Oliveira, senador eleito, do PMDB). E a outra vaga, vamos votar no Tasso”. O meu partido disse isso em todas as reuniões. Fiz uma reunião no Cariri, fiz uma reunião em Sobral e fiz uma reunião em Baturité. Ouvi todas as seções nessas três reuniões. E o sentimento, é claro que isso não era uma opinião consensual, mas, majoritariamente, o sentimento do partido era esse. Eu fui ao Lula. Estou dizendo isso agora, que já passou. Eu fui ao Lula e propus ao Lula isso. Achando eu, entendendo eu que era melhor para mim, claro, mas era pela eleição da Dilma (Rousseff, candidata do PT è Presidência) também, porque, de certa forma, a gente estaria neutralizando.

OP – O Lula respondeu o quê?

Cid – Ele ficou de ver com o PT. E depois a resposta veio pelo PT. O PT nacional: não, que já tinha tido muitos sacrifícios. O PT, em nome de composições, em vários lugares já tinha se sacrificado. Que o Senado era importante e essa vaga para o Senado era prioridade para o PT. Isso já aconteceu depois de ele já… Não tinha concluído ainda. O primeiro senador (Tasso) anunciou que ia ter uma candidatura (própria ao Governo). Fica para o registro histórico isso aí, como aconteceram as coisas.

OP – Como o senhor vê o futuro dessa relação?

Cid – Ah! (Silêncio)

OP – O senhor acha que ele tem reagido mal?

Cid – Olha, deixa eu dizer uma coisa. Eu, em 1988, é uma parte da minha biografia que não se conhece muito, fui candidato a vice-prefeito lá de Sobral, do padre Zé (Linhares, deputado federal). Naquele tempo, era negócio de voto de papel, de cédula. Você ficava dois, três dias lá no local da apuração. Nós perdemos no último dia. E eu fiquei a apuração o tempo inteiro. Foi a minha primeira experiência, eu tinha 25 anos de idade. Quando fui saindo do local da apuração, lembro demais, na AABB de Sobral, numa Belina branca do meu pai, que ele tinha me emprestado, os vencedores rodearam a Belina. Eu estava sozinho. E, olha, sabe esses pesadelos que você tem. Você acorda. Pronto. Eu vivi um pesadelo ali. Dentro do carro, sozinho, e a turma invadindo, batendo no carro e eu sem poder sair. Aquilo ali foi um pesadelo, mas me serviu de grande lição. Eu acho que o vitorioso não pode tripudiar em cima do derrotado. O ganhador ele tem de ser respeitoso com o perdedor. Eu acho que o vitorioso tem de ser generoso. Eu fiz esse histórico e eu não vou mais dar declaração sobre o Tasso. Não vou mesmo. Ele tentou isso a campanha inteira. Eu não fiz na campanha. deixa aí. O tempo… o tempo e a história vão se encarregar de dizer o que aconteceu.

OP – Passando para os aliados. O senhor teve um papel fundamental na reeleição da prefeita Luizianne Lins em 2008. Agora, ela disse que não participava do horário eleitoral porque não era convidada. Ela realmente não participou por uma opção da campanha?

Cid – A Luizianne foi fundamental para a definição do apoio do PT (a ele) em 2006. E eu, digo isso clara e publicamente, fiquei absolutamente grato, reconhecido a esse apoio. E já dizia, logo dois anos antes da eleição municipal: se ela fosse candidata a prefeita, em sinal do meu reconhecimento e da minha gratidão, a apoiaria. Pronto. Pronto. Eu tenho muito esse sentimento de débito e crédito. Eu me sentia devedor dela e honrei uma dívida apoiando-a. Tocando inclusive na minha família, porque a Patrícia (Saboya, ex-cunhada e deputada estadual eleita pelo PDT) era candidata. A minha irmã, quer dizer… Enfim, teve muitos problemas. Mas eu, em cima do que considero coerência, gratidão, apoiei. Pronto. Eu quero manter a relação com a Luizianne, quero preservar a relação com o PT, mas… Pronto.

OP – Para 2012, o senhor está liberado.

Cid – (Risos dos jornalistas e assessores, discreto riso do governador) (pausa) Isso foi uma conclusão sua. (Risos dos jornalistas e assessores) Eu quero preservar a minha relação com o PT.

OP – Está valendo a pena essa relação, administrativamente?

Cid – Eu, no que puder, apoio. Ajudo. Com muito prazer. Pela cidade. E por ela (Luizianne). Tenho carinho por ela.

OP – O que representa a mudança em relação ao vice? Não apenas a mudança do partido, o PT pelo PMDB.

Cid – Não há da minha parte uma única queixa ao (Francisco) Pinheiro (atual vice-governador e deputado estadual eleito pelo PT). Feliz de alguém que possa ter o Pinheiro como companheiro e eu me julgo feliz de ter tido e estar tendo, até 31 de dezembro, o Pinheiro como companheiro de chapa e como companheiro da política. Graças a Deus. Torci muito para que ele se elegesse deputado estadual. É uma grande figura.

OP – Com relação ao deputado Domingos Filho (vice eleito), é um perfil diferente.

Cid – O Domingos é mais próximo de mim, não é do que o Pinheiro. Do que o PT. É mais próximo de mim. (Pausa) Estou só nas meias palavras. Partindo do pressuposto de que, para bom entendedor, meia palavra basta.

OP – A interlocução dele com a Assembleia vai ser útil no cenário de uma Assembleia potencialmente mais hostil?

Cid – Ele está saindo. Na hora em que ele assume o Governo, ele sai da Assembleia. Mas a capacidade de articulação política dele é um fator importante para o futuro.

OP – Mas o senhor está preparado para uma Assembleia mais hostil?

Cid – (Pausa) Bom. Sei não se vai ser mais hostil, não. Sinceramente. Adahil (Barreto, do PR) fez oposição radical e não se elegeu. Vasques (Landim, do PR) fez oposição radical e não se elegeu. Heitor (Férrer, do PDT) fez oposição e se elegeu. E aí chega a filha do Roberto Pessoa (Fernanda Pessoa, do PR), não sei qual vai ser a postura dela,

OP – Em relação à oposição atual, acabou aí. Mas tem na oposição agora o PSDB.

Cid – No PSDB, tenho muitos amigos lá. Vamos ver qual vai ser a postura. Alguns do PSDB até votaram em mim nessa eleição. Alguns dos eleitos. Alguns dos eleitos votaram em mim.

OP – Essa ideia de uma nova oligarquia incomoda ao senhor?

Cid – Não incomoda porque isso… A oligarquia, veja bem, qual é o conceito básico de oligarquia? É o poder concentrado num pequeníssimo grupo e, como base, o poder econômico. Então vamos lá: nunca existiu no Ceará governo com tantos aliados. E aliados mesmo, não é cooptando não. Tenho aliança com o PT. E em muitos casos a gente tem posturas diferentes. Tenho aliança com o PMDB. Tenho aliança com o PDT, com o PP, só para citar assim alguns mais… Então isso é uma oligarquia? Um conjunto de partidos? E poder econômico, cadê? Aonde? Quem é que tem? O Ciro? Eu? O Ivo (Gomes, deputado estadual reeleito). Agora, por quê? Por que nós gostamos de fazer política?  

OP – O senhor vai trabalhar para o contrário, mas já preparou sua cabeça para, eventualmente, governar com o José Serra na Presidência?
Cid – Eu me recuso a acreditar nisso. Esse talvez seja um pesadelo maior que o da Belina lá na saída do local de apuração. Nem pensar.  
OP – O senhor falava no início das diferenças entre governo e oposição, das dificuldades de ser governo…Cid – É porque governo ajuda e desagrada, também.

OP – Até que ponto, diante disso, o senhor se sente, pessoalmente, insatisfeito com o primeiro governo, com o que foi realizado até agora?

Cid – Eu me sentiria particularmente frustrado (caso tivesse de passar o governo para outro em janeiro de 2011), pela derrota e por não ter conseguido concluir algumas coisas, compromissos que assumi que faria. Como deixar pronto e funcionando um Hospital Regional do Cariri, que até está encaminhado e pode ser até que consiga concluir ainda em 200l, mas o Hospital da região Norte, o metrô, o próprio metrô de Fortaleza, a Policlínica, as escolas de educação profissional todas funcionando, a siderúrgica, a refinaria iniciada, tudo isso é coisa que ainda está por acontecer. Então, sairia frustrado.

OP – O senhor tem uma sucessão encaminhada na Segurança Pública, onde o secretário Roberto Monteiro já antecipou a decisão de sair. O tema foi muito forte no discurso da primeira campanha do senhor e agora, em 2010 fez parte da estratégia dos adversários. O governo foi bem no setor?

Cid – O meu compromisso com a segurança tenho a consciência tranqüila de que cumpri. Pode ir ver lá: era de priorizar a área da segurança pública, alocando nela mais recursos. Era muito claramente isso, porque às vezes as pessoas falam em priorizar, mas quando se vai checar a alocação de recursos a prioridade anunciada não se efetiva, não acontece. Meu compromisso era de priorizar, ampliando o volume de recursos destinados ao setor, em custeio, pessoal e investimentos. Se você for, hoje, o orçamento da Segurança é praticamente o dobro do que era há quatro anos. Assumi o compromisso de implantar o Ronda do Quarteirão, um modelo de policiamento comunitário que foi muito bem explicado, detalhadamente, que haveria uma equipe revezando permanentemente, 24 horas por dia, que haveria um telefone próprio, que estaria sempre naquela região, os policiais seriam sempre os mesmos etc etc. Isso está absolutamente cumprido. Agora, quanto aos indicadores, há alguns que melhoraram… Por exemplo, os seqüestros! Compare os números de 2006 com os desse ano. Em 2006 foram 26 sequestros e agora, em 2010, se não me engano foram dois, até agora, um dos quais ainda está sob investigação para ver se não foi uma simulação.

OP – A crítica que a oposição faz é pelo fato, segundo alega-se, de o senhor gastar muito com segurança pública, mas gastar mal.

Cid – Eu, sinceramente, não acho. Gastei mal em quê? Na viatura? Pra mim isso é uma absoluta demagogia. A escolha da Hillux, por exemplo, é pelo fato de ser um veículo resistente, todo mundo sabe. O que me incomoda é que daí já vêm as insinuações de todo tipo. Olha, vim conhecer o dono da revenda da Hilux em Fortaleza no terceiro ano do governo, durante uma solenidade da Câmara de Dirigentes Lojistas, na qual fui apresentado a ele. Lembro que começaram a bater fotos e eu querendo sair de perto dele porque sei como é a maledicência.

OP – A agenda da Copa do Mundo terá grande importância para o segundo governo. Há algo que preocupe o senhor nesse momento em relação ao cumprimento dos prazos que são exigidos?

Cid – Estaremos na próxima semana assinando salve engano, na Caixa Econômica, assinando os dois investimentos que estarão a cargo do Estado em mobilidade urbana. O VLT Parangaba-Mucuripe e mais duas estações da linha Sul. Quanto ao Castelão ainda existem as pendências judiciais, o que incomoda, evidentemente. É aquela história do Lula: é um pra fazer e dez querendo atrapalhar.

OP – E a Fifa pressionando..

Cid – Não, não, a Fifa não tem nada a ver.

OP – Pressionando por prazos, governador.

Cid – Ah, sim, claro, mas não há interferência dela. Então, você toma pancada por um lado devido a uma alegada falta de concorrência e, pelo outro, pancadas e ações judiciais por demandas das empresas. A concorrência, então, cria mil empecilhos. Se não houvesse concorrência verdadeira será que haveria tanta demanda judicial? Claro que não! 

OP – O senhor já pensou se será governador na época ou se estará em campanha na ocasião?
Cid – (Risos) Estou lhe dizendo que no mês de novembro, agora, eu vou ter ainda que..imagine daqui a quatro anos. Não posso dizer que uma hora qualquer, à noite, sem sono a gente não pense em quatro anos pra frente etc, mas é que são tantos fatores, são tantas as variáves que não adianta.OP – O desenho político do governo, quanto à distribuição interna das forças políticas, se mantém ou pode haver uma mudança significativa?

Cid – Pode haver mudança sim, é um novo governo.

OP – Quanto à estrutura, por exemplo, haverá mudanças. O senhor está pensando em criar novas secretarias, não é verdade? 

Cid – Acho que sim, acho que sim. Devo criar uma secretaria da Pesca, pelo grande potencial que temos no setor e talvez crie uma Secretaria Especial para essa coisa da droga. É complicado porque você tem um sistema matricial, onde, por exemplo, alguém reclama por termos extinguido a secretaria da Juventude. Será que é realmente necessário ter uma secretaria da Juventude? Sinceramente, não é assim que enxergo, acho fundamental ter uma coordenação das políticas para juventude. Juventude está no esporte, está na cultura, na educação, na saúde, enfim, se você cria uma Secretaria na mesma linha estará gerando um problema. Ela, a nova secretaria, vai tirar toda a educação da pasta específica, por exemplo, já que educação é uma coisa focada, basicamente, no jovem.(O POVO)

TCM – Hora de oxigenar a fiscalização

“Os 60 analistas de controle externo recém contratados pelo TCM, depois de aprovados em concurso público, começaram um período de treinamento intensivo antes de passarem a atuar em campo. Serão três meses de trabalho duro, convivendo com as técnicas, normas e detalhes objetivos do cotidiano. Essa mão-de-obra que chega, composta basicamente de jovens, oxigenará em quase 100% as equipes fiscalizadoras.

Ao recebê-los, o presidente da Corte, Ernesto Saboia, além de falar sobre os desafios que terão pela frente, fez uma conclamação, que chamou de “verdadeiro compromisso”: que eles tenham sempre em mente, de agora em diante, que suas ações devem estar focadas para atender “às exigentes demandas de nosso patrão real, que nos paga e nos mantém – a sociedade”. Lindo! Pois que venham os resultados, então.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Fortaleza Antiga – Ferro Carril

Posto Central da Companhia Ferro Carril, em 1912.

 
A Companhia Ferro Carril do Ceará, criada na década de 1870, ganhou autorização de funcionamento de D.Pedro II, através do decreto Nº 5110 de 09  de outubro de 1872. Após alterações em seus estatutos aprovados pela Pricesa Isabel em 1877, a Ferro Carril entrou em pleno funcionamento.
 
No dia 25 de abril de 1880, às sete horas da manhã a Ferro Carril inaugurou o serviço de transporte público em Fortaleza com bondes puxados por burros. Saindo da Praça da Assembléia, eles percorriam os trilhos da linha da Estação e do Matadouro Público.
 
(Fonte: De Ônibus: Cento e quarenta anos nas estradas e cidades do Ceará – Federação dos transportes, Cepimar. 2008)
(Colaboração – Marcos Almeida)

O futuro de Eunício Oliveira

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Com o título “Eunício: 2010 é a cara dele”, o publicitário Ricardo Alcântara nos manda artigo abordando a atuação do senador eleito Eunício Oliveira, um dos nomes de peso e influência do PMDB nacional. Confira:

Apoios políticos com grande capacidade de transferência de voto. Dinheiro, muito dinheiro. Controle de uma estrutura partidária forte. A força que tem as máquinas governistas para “fazer amigos e influenciar pessoas”.
 
Nada disso faltou na campanha de Eunício Oliveira ao senado. De resto, recebeu da militância urbana do PT os votos destinados não especialmente a ele, mas mobilizados com o objetivo declarado de derrotar Tasso Jereissati.
 
Vaidoso ao extremo, Eunício é vulnerável à crítica. Não gosta de ver seu nome associado aos traquejos da esperteza. Não lhe agrada, portanto, avaliações como esta e até já comunicou o fato à justiça. Paciência.
 
Eunício deve sua eleição para o senado a um profissionalismo vocacional, o modo pragmático ao extremo com que toca sua carreira política, e deve nada vezes nada a um improvável talento para liderança popular.
 
Eleito para um longo mandato, terá tempo para empenhar-se na construção de uma imagem que, a despeito dos métodos com que opera, agregue atributos e valores que melhor o identifique com a esperança das pessoas.

Vitórias como a dele, e de outros, revelam como é grande a distância entre um atacadista do voto e um verdadeiro líder político. E como é possível tornar essa diferença tão irrelevante quando o fisiologismo casa e batiza.

Goste ou não dele, admita: esse cara é a cara das eleições de 2010 e, por isso mesmo, de certa forma ele nos representa.

Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta.