Blog do Eliomar

Categorias para Ceará

TCU condena ex-prefeito de Crateús ao pagamento de R$ 275 mil

“O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-prefeito de Cratéus (CE) Paulo Nazareno Soares Rosa ao pagamento de R$ 275.824,93, valor atualizado, ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os recursos eram destinados ao Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos (Peja). 

Paulo Nazareno não comprovou a regular aplicação do dinheiro repassado à prefeitura para atender despesas com as ações do programa. A omissão no dever de prestar contas impossibilitou a averiguação do destino dado ao recurso público. 

O ex-prefeito também foi multado em R$ 15 mil e tem 15 dias para pagar a multa e o valor da condenação. Cópia do acórdão foi enviada aos responsáveis, à Coordenação-Geral de Acompanhamento de Prestação de Contas do FNDE e à Procuradoria da República no Ceará. O ministro-substituto Weder de Oliveira foi o relator do processo. Cabe recurso da decisão.”

(Site do TCU)

Prefeito de Iguatu vira rei dos baixinhos

Nesta terça-feira, o município de Iguatu (Centro-Sul) promoverá um dos maiores evento infantis do interior do Ceará: a “Cidade da Criança”. A realização é da Prefeitura Municipal e ocorrerá em sua terceira edição. Para este ano, segundo o prefeito Agenor Neto (PMDB), estão confirmadas as participações de atraçõesnacionais como a cantora Kelly Key, Carla Perez e os palhaços Patati e Patatá.

Tudo ocorrerá no Pátio do Iguatu Festeiro e terá duração de três dias. Haverá parque de diversões, exibição de filmes no Cine Telha, peças teatrais e também shows em um circo que já está montado no local. A criançada ainda terá oficinas e poderá mostrar seu talento em festivais de dança numa tenda eletrônica cordenada por DJs de Iguatu e da Região do Cariri. A programação, segundo Agenor Neto, é gratuita.

(Com site Iguatu.Net)

Escola de Saúde Pública abre seleção para Residência Médica 2011

“A Secretaria da Saúde do Ceará (SESA) inscreve até o dia 22 deste mês para seleção 2011 na área de Residência Médica e Residência em Medicina de Emergência. A seleção é coordenada pela Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), por meio da Coordenadoria de Residências em Saúde. Para a Residência Médica, estão sendo ofertadas 211 vagas para 46 especialidades. Os residentes serão lotados nos hospitais da rede pública estadual: Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ), Hospital de Saúde Mental de Messejana (HSMM), Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) e Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária Dona Libânia(Dona Libânia) .

Para a Residência em Medicina de Emergência do Complexo Emergencial Fortaleza e Santa Casa de Misericórdia de Sobral, serão oferecidas 10 vagas para o programa inicial de 03 anos e 06 vagas para R4 Opcional, a serem distribuídas nos hospitais participantes do complexo emergencial.

ETAPAS

Para os dois processos seletivos, as inscrições constam de duas etapas. A pré-inscrição, que deverá ser efetuada no site da ESP-CE (www.esp.ce.gov.br), acontece de 08 a 21 de outubro, enquanto a confirmação de inscrição, no período de 08 a 22 de outubro, deverá ser feita após o envio da documentação exigida no edital, com o respectivo comprovante de pagamento. A taxa de inscrição é R$ 200,00 (duzentos reais).

A seleção constará de prova escrita e entrevista, com análise curricular, sendo a primeira de caráter eliminatório. A prova escrita está marcada para o dia 7 de novembro, às 8 horas, na Faculdade Christus – Sede Dom Luis, na Avenida Dom Luis, 911, bairro Meireles. O gabarito da prova objetiva será divulgado após sua realização e afixado nas dependências da Faculdade Christus. O resultado final será divulgado no site da ESP-CE (www.esp.ce.gov.br) no dia 01 de dezembro.

SERVIÇO 

Mais informações na Coordenadoria de Residências em Saúde da ESP-CE (fones – (85) 3101.1424/3101.1415) e nos editais publicados no site da ESP-CE (www.esp.ce.gov.br).”

(Com Site da ESP-CE)

Vandalismo – Espigão da Beira Mar amanhece pichado

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Do coordenador dos Amigos da Beira Mar, Tadashi Enomoto, este Blog recebeu essa denúncia:

Prezado Jornalista  ELIOMAR
 
Os coopistas e turistas estão INDIGNADOS com os “pichadores” que estão destruindo, antes da
sua inauguração, o “Espigão”, localizado na esquina da avenida Rui Barbosa com a Beira Mar. O local é muito agradável, bonito e de muita frequência, mas exige agora que a polícai aja imediatamente.
 
Obrigado.
 
Tadashi Enomoto
Coordenador dos Amigos da Beira Mar.

PT fará reunião em feriado santo para tratar da campanha pró-Dilma no Ceará

O Partido dos Trabalhadores realizará nesta terça-feira, feriado santo, reunião no Hotel Praia Centro. A convocação, feita pela presidente regional da legenda, a prefeita Luizianne Lins, envolve os prefeitos, vice-prefeitos e dirigentes do PT do Interior. O encontro foi marcado para as 10 horas.

O objetivo, segundo o coordenador-executivo da campanha dilmista no Estado, vereador Acrísio Sena, é acertar uma programação de campanha pró-Dilma no Estado no que diz respeito ao partido.

A prefeita Luizianne Lins, garante Acrísio Sena, estará presente.

Serra vem ao Ceará em campanha

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O candidato derrotado do PSDB/DEM ao Governo do Estado, Marcos Cals, ao lado do empresário Pedro Fiúza, que foi seu postulante a vice, encontra-se, nesta segunda-feira, em São Paulo. Ali, os dois terão encontro com a senadora Marisa Serrano (PDB/MTS), da coordenação-geral da campanha do tucano José Serra neste segundo turno. Segundo Marcos Cals, o objetivo é receber orientações para a campanha pró-Serra no Ceará.

“A nossa meta é aumentar o número de votos do Serra. Queremos, pelo menos, 30% dos votos”, disse Marcso Cals. No primeiro turno das eleições, o tucano obteve apenas 16%.

Marcos Cals disse que a ordem é a tucanada reforçar a campanha em todo o Interior e na Capital, mobilizando seus filiados. Ele reconheceu que o trabalho eleitoral é difícil, mas disse que Serra tem amplas perspectivas de vitória.

O candidato José Serra deve vir ao Ceará na segunda quinzena deste mês em campanha. A data está sendo acertada: pode ser 16 ou 17 próximos, conforme Marcos Caks. Isso, dentro de uma stratégia de reforçar o candidato no Nordeste, região onde a grande maioria dos votos do primeiro turno foi para Dilma Rousseff.

Cid Gomes: "O Tasso se precipitou""

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O rosto ainda denuncia o cansaço de uma campanha eleitoral que segue em 2010, apesar de ele já ter sido reeleito, no último dia 3, com 61,2% dos votos do eleitorado cearense. Cid Gomes, governador do Ceará, anuncia que só descansará depois de “eleger” Dilma Rousseff, do PT, presidente da República, esforço que ainda não lhe permitiu parar para pensar no próximo governo, que começa em 1º de janeiro do próximo ano. Um “novo governo”, segundo adianta na entrevista, concedida aos editores do O POVO na noite da última quinta-feira, dia 7, na residência oficial. Nela, o governador, confirmado no cargo para mais quatro anos, fala da campanha, reclama dos adversários pelo “denuncismo”, relata alguns detalhes da articulação de bastidores que levou ao rompimento com o senador Tasso Jereissati e anuncia a intenção de criar uma secretaria específica para o problema das drogas. Confira os trechos principais da entrevista.

O POVO – Que características essa campanha teve que para o senhor foram marcantes, principalmente quando a gente compara com a de 2006?

Cid Gomes -Em 2006, eu era novidade. Com apoio expressivo. Apresentado pelo Lula, pelo Ciro (Gomes). E tinha aí uma referência da administração em Sobral. Nessa eleição, mantive os mesmos apoios. Agora, a administração de governo já deu um choque de realidade em muita gente. Pro bem e pro mal. Muita gente ficou satisfeita com as ações de governo. Uma parte, nem tanto. Houve alguma frustração, algum problema. Estou dizendo isso tentando ser o mais frio possível, mas saio feliz da campanha. Tive mais votos do que na eleição passada. É verdade que o eleitorado aumentou.

OP – Sai desgastado, também? Foi uma eleição na qual o senhor sofreu muitas críticas e algumas acusações.

Cid – Olha, isso aí não é queixa do processo eleitoral. Do processo eleitoral, no que toca à participação das pessoas, eu não tenho nenhuma queixa. Só absoluta gratidão pelo reconhecimento. O poder desgasta, né? Mas a grande maioria renovou esse crédito, o que me deixa eternamente grato. Agora, eu não posso deixar de manifestar uma preocupação. Eu, pessoalmente, fiquei absolutamente magoado com o nível que a campanha, não por parte do eleitorado, tomou na eleição.

OP – Isso foi uma coisa nova para o senhor, depois de tantas eleições?

Cid – É uma coisa nova na política do Ceará e absolutamente preocupante. Na minha cabeça, o que se montou foi uma quadrilha para, ardilosamente, planejar uma armadilha ali para a eleição. Eu fiquei absolutamente chocado com o nível a que chegou.

OP – O senhor atribui a quem?

Cid – Eu atribuo muito claramente ao Roberto Pessoa (PR, prefeito de Maracanaú), ao advogado dele, que se chama Paulo Goyaz, e, obviamente, o Lúcio Alcântara (PR) foi o instrumento disso. Eu estou falando isso, mas, sinceramente… Porque essa coisa é preocupante para mim. É preocupante para o futuro do Estado. Não se pode estar vendo isso e simplesmente fazer de conta que não existiu. Mas eu tomei todas as providências que tinha de ter tomado. Estão processados por mim os partidos, a coligação, a revista (Veja), e as pessoas físicas estão processadas por mim. Eu entrego à Justiça. Não vou ficar remoendo. Meu coração, sinceramente, não tem espaço. Estou registrando aqui pela preocupação com a política do Estado. A política do Estado não pode ficar vulnerável a esse tipo de maquinação.

OP – O senhor falou da parte do ex-governador Lúcio Alcântara, mas teve também o deputado Marcos Cals (PSDB)…

Cid – Eu processei os dois. Pra mim, quem montou foi a campanha do Lúcio. Pra mim é claro isso. Deve ter alguma investigação. Imagino que a Justiça vá cuidar disso. O advogado, esse Goyaz, junto com o Adler (Girão, do PR, ex-prefeito de Morada Nova), levaram o cara (empreiteiro Raimundo Morais Filho, o Moraizinho, que teria denunciado suposto vínculo do governador e de seu irmão, deputado federal Ciro Gomes com esquema de desvio de recursos estaduais e federais destinados a Prefeituras) lá para Brasília, fizeram uma gravação. Mesmo nessa gravação não tendo nenhuma referência ao meu nome. Os caras ficaram maquinando. Isso foi urdido.

OP – O comportamento do deputado Marcos Cals…

Cid – Foi de aproveitador.

OP – O fato de ele, seu ex-secretário, ter feito isso machucou ou magoou mais o senhor?

Cid – Não, não. De jeito nenhum. Eu nunca tive, assim, amizade com o Marcos Cals. O convidei para ocupar uma secretaria (Justiça, no primeiro governo). Ele aceitou. Pronto. Convivemos três anos e meio como secretário e governador. Nunca tive intimidade com ele, sabe, ter uma decepção. Absolutamente natural. Eu o processei, também, porque ele, como aproveitador, quis pegar isso e repercutir também. Na medida em quem ele repercute o negócio, está botando na boca dele. Então, vai ter que provar agora.

OP – O senhor falou que não tinha relação mais próxima com o Marcos Cals. Com o Tasso (Jereissati) é diferente. Como foi tê-lo do outro lado?

Cid – Olha, a gente tem uma relação histórica com o Tasso. Eu nunca escondi nada de ninguém. Eu tentei até a última hora fazer aqui uma composição em que se preservasse a candidatura do Tasso.

OP – Ele se precipitou?

Cid – Ele absolutamente se precipitou. Ele se precipitou. Eu tava trabalhando quando sou surpreendido por uma declaração. Fiquei no pior dos mundos.

OP – Qual era o desenho que o senhor tinha feito para a coligação?

Cid – O desenho era claro. E, se você for ver o histórico, eu, primeiro, pelas atribuições de governador, tentei adiar ao máximo os limites da campanha. Porque eu era governador, tinha de dar conta do trabalho de governo, muita coisa que tinha de fazer, então tentei ao máximo adiar. Vinham me perguntar sobre sucessão, eu dizia: “Não trato de sucessão antes de resolver a questão nacional”. Depois que se resolveu a questão nacional, eu disse: “Não posso tratar da questão sem conversar com meu partido”. E as reuniões do meu partido, eu fiz três, foram públicas. A imprensa teve acesso. É só ver o que o meu partido dizia. Não era nem eu. Queria nem que ficasse comigo. Mas como nessas coisas se dá uma identidade de pensamento, meu partido dizia: “Olha, vamos manter a aliança com o PT, o PT fica na vice, eu tenho um compromisso público com o Eunício (Oliveira, senador eleito, do PMDB). E a outra vaga, vamos votar no Tasso”. O meu partido disse isso em todas as reuniões. Fiz uma reunião no Cariri, fiz uma reunião em Sobral e fiz uma reunião em Baturité. Ouvi todas as seções nessas três reuniões. E o sentimento, é claro que isso não era uma opinião consensual, mas, majoritariamente, o sentimento do partido era esse. Eu fui ao Lula. Estou dizendo isso agora, que já passou. Eu fui ao Lula e propus ao Lula isso. Achando eu, entendendo eu que era melhor para mim, claro, mas era pela eleição da Dilma (Rousseff, candidata do PT è Presidência) também, porque, de certa forma, a gente estaria neutralizando.

OP – O Lula respondeu o quê?

Cid – Ele ficou de ver com o PT. E depois a resposta veio pelo PT. O PT nacional: não, que já tinha tido muitos sacrifícios. O PT, em nome de composições, em vários lugares já tinha se sacrificado. Que o Senado era importante e essa vaga para o Senado era prioridade para o PT. Isso já aconteceu depois de ele já… Não tinha concluído ainda. O primeiro senador (Tasso) anunciou que ia ter uma candidatura (própria ao Governo). Fica para o registro histórico isso aí, como aconteceram as coisas.

OP – Como o senhor vê o futuro dessa relação?

Cid – Ah! (Silêncio)

OP – O senhor acha que ele tem reagido mal?

Cid – Olha, deixa eu dizer uma coisa. Eu, em 1988, é uma parte da minha biografia que não se conhece muito, fui candidato a vice-prefeito lá de Sobral, do padre Zé (Linhares, deputado federal). Naquele tempo, era negócio de voto de papel, de cédula. Você ficava dois, três dias lá no local da apuração. Nós perdemos no último dia. E eu fiquei a apuração o tempo inteiro. Foi a minha primeira experiência, eu tinha 25 anos de idade. Quando fui saindo do local da apuração, lembro demais, na AABB de Sobral, numa Belina branca do meu pai, que ele tinha me emprestado, os vencedores rodearam a Belina. Eu estava sozinho. E, olha, sabe esses pesadelos que você tem. Você acorda. Pronto. Eu vivi um pesadelo ali. Dentro do carro, sozinho, e a turma invadindo, batendo no carro e eu sem poder sair. Aquilo ali foi um pesadelo, mas me serviu de grande lição. Eu acho que o vitorioso não pode tripudiar em cima do derrotado. O ganhador ele tem de ser respeitoso com o perdedor. Eu acho que o vitorioso tem de ser generoso. Eu fiz esse histórico e eu não vou mais dar declaração sobre o Tasso. Não vou mesmo. Ele tentou isso a campanha inteira. Eu não fiz na campanha. deixa aí. O tempo… o tempo e a história vão se encarregar de dizer o que aconteceu.

OP – Passando para os aliados. O senhor teve um papel fundamental na reeleição da prefeita Luizianne Lins em 2008. Agora, ela disse que não participava do horário eleitoral porque não era convidada. Ela realmente não participou por uma opção da campanha?

Cid – A Luizianne foi fundamental para a definição do apoio do PT (a ele) em 2006. E eu, digo isso clara e publicamente, fiquei absolutamente grato, reconhecido a esse apoio. E já dizia, logo dois anos antes da eleição municipal: se ela fosse candidata a prefeita, em sinal do meu reconhecimento e da minha gratidão, a apoiaria. Pronto. Pronto. Eu tenho muito esse sentimento de débito e crédito. Eu me sentia devedor dela e honrei uma dívida apoiando-a. Tocando inclusive na minha família, porque a Patrícia (Saboya, ex-cunhada e deputada estadual eleita pelo PDT) era candidata. A minha irmã, quer dizer… Enfim, teve muitos problemas. Mas eu, em cima do que considero coerência, gratidão, apoiei. Pronto. Eu quero manter a relação com a Luizianne, quero preservar a relação com o PT, mas… Pronto.

OP – Para 2012, o senhor está liberado.

Cid – (Risos dos jornalistas e assessores, discreto riso do governador) (pausa) Isso foi uma conclusão sua. (Risos dos jornalistas e assessores) Eu quero preservar a minha relação com o PT.

OP – Está valendo a pena essa relação, administrativamente?

Cid – Eu, no que puder, apoio. Ajudo. Com muito prazer. Pela cidade. E por ela (Luizianne). Tenho carinho por ela.

OP – O que representa a mudança em relação ao vice? Não apenas a mudança do partido, o PT pelo PMDB.

Cid – Não há da minha parte uma única queixa ao (Francisco) Pinheiro (atual vice-governador e deputado estadual eleito pelo PT). Feliz de alguém que possa ter o Pinheiro como companheiro e eu me julgo feliz de ter tido e estar tendo, até 31 de dezembro, o Pinheiro como companheiro de chapa e como companheiro da política. Graças a Deus. Torci muito para que ele se elegesse deputado estadual. É uma grande figura.

OP – Com relação ao deputado Domingos Filho (vice eleito), é um perfil diferente.

Cid – O Domingos é mais próximo de mim, não é do que o Pinheiro. Do que o PT. É mais próximo de mim. (Pausa) Estou só nas meias palavras. Partindo do pressuposto de que, para bom entendedor, meia palavra basta.

OP – A interlocução dele com a Assembleia vai ser útil no cenário de uma Assembleia potencialmente mais hostil?

Cid – Ele está saindo. Na hora em que ele assume o Governo, ele sai da Assembleia. Mas a capacidade de articulação política dele é um fator importante para o futuro.

OP – Mas o senhor está preparado para uma Assembleia mais hostil?

Cid – (Pausa) Bom. Sei não se vai ser mais hostil, não. Sinceramente. Adahil (Barreto, do PR) fez oposição radical e não se elegeu. Vasques (Landim, do PR) fez oposição radical e não se elegeu. Heitor (Férrer, do PDT) fez oposição e se elegeu. E aí chega a filha do Roberto Pessoa (Fernanda Pessoa, do PR), não sei qual vai ser a postura dela,

OP – Em relação à oposição atual, acabou aí. Mas tem na oposição agora o PSDB.

Cid – No PSDB, tenho muitos amigos lá. Vamos ver qual vai ser a postura. Alguns do PSDB até votaram em mim nessa eleição. Alguns dos eleitos. Alguns dos eleitos votaram em mim.

OP – Essa ideia de uma nova oligarquia incomoda ao senhor?

Cid – Não incomoda porque isso… A oligarquia, veja bem, qual é o conceito básico de oligarquia? É o poder concentrado num pequeníssimo grupo e, como base, o poder econômico. Então vamos lá: nunca existiu no Ceará governo com tantos aliados. E aliados mesmo, não é cooptando não. Tenho aliança com o PT. E em muitos casos a gente tem posturas diferentes. Tenho aliança com o PMDB. Tenho aliança com o PDT, com o PP, só para citar assim alguns mais… Então isso é uma oligarquia? Um conjunto de partidos? E poder econômico, cadê? Aonde? Quem é que tem? O Ciro? Eu? O Ivo (Gomes, deputado estadual reeleito). Agora, por quê? Por que nós gostamos de fazer política?  

OP – O senhor vai trabalhar para o contrário, mas já preparou sua cabeça para, eventualmente, governar com o José Serra na Presidência?
Cid – Eu me recuso a acreditar nisso. Esse talvez seja um pesadelo maior que o da Belina lá na saída do local de apuração. Nem pensar.  
OP – O senhor falava no início das diferenças entre governo e oposição, das dificuldades de ser governo…Cid – É porque governo ajuda e desagrada, também.

OP – Até que ponto, diante disso, o senhor se sente, pessoalmente, insatisfeito com o primeiro governo, com o que foi realizado até agora?

Cid – Eu me sentiria particularmente frustrado (caso tivesse de passar o governo para outro em janeiro de 2011), pela derrota e por não ter conseguido concluir algumas coisas, compromissos que assumi que faria. Como deixar pronto e funcionando um Hospital Regional do Cariri, que até está encaminhado e pode ser até que consiga concluir ainda em 200l, mas o Hospital da região Norte, o metrô, o próprio metrô de Fortaleza, a Policlínica, as escolas de educação profissional todas funcionando, a siderúrgica, a refinaria iniciada, tudo isso é coisa que ainda está por acontecer. Então, sairia frustrado.

OP – O senhor tem uma sucessão encaminhada na Segurança Pública, onde o secretário Roberto Monteiro já antecipou a decisão de sair. O tema foi muito forte no discurso da primeira campanha do senhor e agora, em 2010 fez parte da estratégia dos adversários. O governo foi bem no setor?

Cid – O meu compromisso com a segurança tenho a consciência tranqüila de que cumpri. Pode ir ver lá: era de priorizar a área da segurança pública, alocando nela mais recursos. Era muito claramente isso, porque às vezes as pessoas falam em priorizar, mas quando se vai checar a alocação de recursos a prioridade anunciada não se efetiva, não acontece. Meu compromisso era de priorizar, ampliando o volume de recursos destinados ao setor, em custeio, pessoal e investimentos. Se você for, hoje, o orçamento da Segurança é praticamente o dobro do que era há quatro anos. Assumi o compromisso de implantar o Ronda do Quarteirão, um modelo de policiamento comunitário que foi muito bem explicado, detalhadamente, que haveria uma equipe revezando permanentemente, 24 horas por dia, que haveria um telefone próprio, que estaria sempre naquela região, os policiais seriam sempre os mesmos etc etc. Isso está absolutamente cumprido. Agora, quanto aos indicadores, há alguns que melhoraram… Por exemplo, os seqüestros! Compare os números de 2006 com os desse ano. Em 2006 foram 26 sequestros e agora, em 2010, se não me engano foram dois, até agora, um dos quais ainda está sob investigação para ver se não foi uma simulação.

OP – A crítica que a oposição faz é pelo fato, segundo alega-se, de o senhor gastar muito com segurança pública, mas gastar mal.

Cid – Eu, sinceramente, não acho. Gastei mal em quê? Na viatura? Pra mim isso é uma absoluta demagogia. A escolha da Hillux, por exemplo, é pelo fato de ser um veículo resistente, todo mundo sabe. O que me incomoda é que daí já vêm as insinuações de todo tipo. Olha, vim conhecer o dono da revenda da Hilux em Fortaleza no terceiro ano do governo, durante uma solenidade da Câmara de Dirigentes Lojistas, na qual fui apresentado a ele. Lembro que começaram a bater fotos e eu querendo sair de perto dele porque sei como é a maledicência.

OP – A agenda da Copa do Mundo terá grande importância para o segundo governo. Há algo que preocupe o senhor nesse momento em relação ao cumprimento dos prazos que são exigidos?

Cid – Estaremos na próxima semana assinando salve engano, na Caixa Econômica, assinando os dois investimentos que estarão a cargo do Estado em mobilidade urbana. O VLT Parangaba-Mucuripe e mais duas estações da linha Sul. Quanto ao Castelão ainda existem as pendências judiciais, o que incomoda, evidentemente. É aquela história do Lula: é um pra fazer e dez querendo atrapalhar.

OP – E a Fifa pressionando..

Cid – Não, não, a Fifa não tem nada a ver.

OP – Pressionando por prazos, governador.

Cid – Ah, sim, claro, mas não há interferência dela. Então, você toma pancada por um lado devido a uma alegada falta de concorrência e, pelo outro, pancadas e ações judiciais por demandas das empresas. A concorrência, então, cria mil empecilhos. Se não houvesse concorrência verdadeira será que haveria tanta demanda judicial? Claro que não! 

OP – O senhor já pensou se será governador na época ou se estará em campanha na ocasião?
Cid – (Risos) Estou lhe dizendo que no mês de novembro, agora, eu vou ter ainda que..imagine daqui a quatro anos. Não posso dizer que uma hora qualquer, à noite, sem sono a gente não pense em quatro anos pra frente etc, mas é que são tantos fatores, são tantas as variáves que não adianta.OP – O desenho político do governo, quanto à distribuição interna das forças políticas, se mantém ou pode haver uma mudança significativa?

Cid – Pode haver mudança sim, é um novo governo.

OP – Quanto à estrutura, por exemplo, haverá mudanças. O senhor está pensando em criar novas secretarias, não é verdade? 

Cid – Acho que sim, acho que sim. Devo criar uma secretaria da Pesca, pelo grande potencial que temos no setor e talvez crie uma Secretaria Especial para essa coisa da droga. É complicado porque você tem um sistema matricial, onde, por exemplo, alguém reclama por termos extinguido a secretaria da Juventude. Será que é realmente necessário ter uma secretaria da Juventude? Sinceramente, não é assim que enxergo, acho fundamental ter uma coordenação das políticas para juventude. Juventude está no esporte, está na cultura, na educação, na saúde, enfim, se você cria uma Secretaria na mesma linha estará gerando um problema. Ela, a nova secretaria, vai tirar toda a educação da pasta específica, por exemplo, já que educação é uma coisa focada, basicamente, no jovem.(O POVO)

TCM – Hora de oxigenar a fiscalização

“Os 60 analistas de controle externo recém contratados pelo TCM, depois de aprovados em concurso público, começaram um período de treinamento intensivo antes de passarem a atuar em campo. Serão três meses de trabalho duro, convivendo com as técnicas, normas e detalhes objetivos do cotidiano. Essa mão-de-obra que chega, composta basicamente de jovens, oxigenará em quase 100% as equipes fiscalizadoras.

Ao recebê-los, o presidente da Corte, Ernesto Saboia, além de falar sobre os desafios que terão pela frente, fez uma conclamação, que chamou de “verdadeiro compromisso”: que eles tenham sempre em mente, de agora em diante, que suas ações devem estar focadas para atender “às exigentes demandas de nosso patrão real, que nos paga e nos mantém – a sociedade”. Lindo! Pois que venham os resultados, então.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Fortaleza Antiga – Ferro Carril

Posto Central da Companhia Ferro Carril, em 1912.

 
A Companhia Ferro Carril do Ceará, criada na década de 1870, ganhou autorização de funcionamento de D.Pedro II, através do decreto Nº 5110 de 09  de outubro de 1872. Após alterações em seus estatutos aprovados pela Pricesa Isabel em 1877, a Ferro Carril entrou em pleno funcionamento.
 
No dia 25 de abril de 1880, às sete horas da manhã a Ferro Carril inaugurou o serviço de transporte público em Fortaleza com bondes puxados por burros. Saindo da Praça da Assembléia, eles percorriam os trilhos da linha da Estação e do Matadouro Público.
 
(Fonte: De Ônibus: Cento e quarenta anos nas estradas e cidades do Ceará – Federação dos transportes, Cepimar. 2008)
(Colaboração – Marcos Almeida)

O futuro de Eunício Oliveira

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Com o título “Eunício: 2010 é a cara dele”, o publicitário Ricardo Alcântara nos manda artigo abordando a atuação do senador eleito Eunício Oliveira, um dos nomes de peso e influência do PMDB nacional. Confira:

Apoios políticos com grande capacidade de transferência de voto. Dinheiro, muito dinheiro. Controle de uma estrutura partidária forte. A força que tem as máquinas governistas para “fazer amigos e influenciar pessoas”.
 
Nada disso faltou na campanha de Eunício Oliveira ao senado. De resto, recebeu da militância urbana do PT os votos destinados não especialmente a ele, mas mobilizados com o objetivo declarado de derrotar Tasso Jereissati.
 
Vaidoso ao extremo, Eunício é vulnerável à crítica. Não gosta de ver seu nome associado aos traquejos da esperteza. Não lhe agrada, portanto, avaliações como esta e até já comunicou o fato à justiça. Paciência.
 
Eunício deve sua eleição para o senado a um profissionalismo vocacional, o modo pragmático ao extremo com que toca sua carreira política, e deve nada vezes nada a um improvável talento para liderança popular.
 
Eleito para um longo mandato, terá tempo para empenhar-se na construção de uma imagem que, a despeito dos métodos com que opera, agregue atributos e valores que melhor o identifique com a esperança das pessoas.

Vitórias como a dele, e de outros, revelam como é grande a distância entre um atacadista do voto e um verdadeiro líder político. E como é possível tornar essa diferença tão irrelevante quando o fisiologismo casa e batiza.

Goste ou não dele, admita: esse cara é a cara das eleições de 2010 e, por isso mesmo, de certa forma ele nos representa.

Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta. 

Leitor faz apelo à Coelce

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Este Blog recebeu nota, em tom de apelo e alerta, assinada pelo jornalista e historiador Túlio Muniz. Endereçado à Coelce. Confira:

Caro Eliomar de Lima,

Moro aqui perto do “aterrinho” da Praia de Iracema, em Fortaleza,e gostaria de alertar: há um relógio-padrão elétrico, instalado em um poste da Coelce, prestes a desabar porque a maresia corroeu a caixa de proteção.

Por favor, publique este alerta, porque no tal poste há um transformador e temo que a coisa exploda e fira alguém. Isso, porque o tal relógio está a um metro e meio de altura, na cara de quem passa.

Fica na esquina da rua João Cordeiro com a Beira MAr, bem na faixa de pedestre.

Abraços.

Túlio Muniz.

Eunício: 2010 é a cara dele?

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Com o título “Eunício: 2010 é a cara dele”, o publicitário Ricardo Alcântara nos manda artigo abordando a atuação do senador eleito Eunício Oliveira, um dos nomes de peso e influência do PMDB nacional. Confira:

Apoios políticos com grande capacidade de transferência de voto. Dinheiro, muito dinheiro. Controle de uma estrutura partidária forte. A força que tem as máquinas governistas para “fazer amigos e influenciar pessoas”.
 
Nada disso faltou na campanha de Eunício Oliveira ao senado. De resto, recebeu da militância urbana do PT os votos destinados não especialmente a ele, mas mobilizados com o objetivo declarado de derrotar Tasso Jereissati.
 
Vaidoso ao extremo, Eunício é vulnerável à crítica. Não gosta de ver seu nome associado aos traquejos da esperteza. Não lhe agrada, portanto, avaliações como esta e até já comunicou o fato à justiça. Paciência.
 
Eunício deve sua eleição para o senado a um profissionalismo vocacional, o modo pragmático ao extremo com que toca sua carreira política, e deve nada vezes nada a um improvável talento para liderança popular.
 
Eleito para um longo mandato, terá tempo para empenhar-se na construção de uma imagem que, a despeito dos métodos com que opera, agregue atributos e valores que melhor o identifique com a esperança das pessoas.

Vitórias como a dele, e de outros, revelam como é grande a distância entre um atacadista do voto e um verdadeiro líder político. E como é possível tornar essa diferença tão irrelevante quando o fisiologismo casa e batiza.

Goste ou não dele, admita: esse cara é a cara das eleições de 2010 e, por isso mesmo, de certa forma ele nos representa.

Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta. 

Maísa e Zé Rosa em clima carioca

FLASH SOCIAL

Eis a jornalista, radialista e querida Maísa Vasconcelos, uma das maiores audiências da TV Diário no momento, com seu programa “Sua Manhã”. Nossa estrela passa este feriadão no Rio, para onde seguiu tendo ao lado o amigão, José Rosa, que trabalhou, e muito, na última campanha eleitoral com sua câmera nota 10.

Maísa vive uma das melhores fases de sua carreira. Em todos os sentidos.

(Foto – Paulo Moska)

Vem aí a XXI Semana dos Engenheiros Agrônomos do Ceará

Tudo pronto para a XXI Semana dos Engenheiros Agrônomos do Ceará, cujo tema será “Agronomia: Mudanças Climáticas e Produção de Alimentos”. O encontro ocorrerá a partir de terça-feira e se estenderá até o dia 15. A abertura ocorrerá às 19 hors, no auditório Castelo Branco, da reitoria da UFC.

Na ocasião, haverá a entrega solene da Medalha Guimarães Duque para profissionais que se destacam em prol da categoria e do desenvolvimento das Ciências Agrárias no Estado do Ceará. Neste ano será homenageado o engenheiro agrônomo Landry Leão Ribeiro, que ocupou várias funções como extensionista, funcionário do Banco do Nordeste, além de profícuo articulador na política profissional. Também serão homenageados, com uma placa por relevantes serviços prestados à categoria agronômica:

a) Grupo O POVO de Comunicação, por seu acompanhamento no tema Mudanças Climáticas, tendo inclusive viabilizando um curso a distância sobre o assunto.

b) Sistema Verdes Mares de Comunicação pelos seus programas Nordeste Rural e Diário no Campo, constantemente interagindo com as atividades agronômicas e divulgando as ações dos profissionais desta área.

c) Presidente da FAEC, José Ramos Torres de Melo Filho, por sua pertinácia na condução por 15 anos do AGROPACTO, fórum que discute semanalmente a situação do setor Agropecuário Cearense.

Também receberão uma comenda póstuma os professores: Francisco Martins Holanda e José Braga Paiva pela sua dedicação ao ensino e às políticas profissionais, e que faleceram no último ano.

PROGRAMAÇÃO

A partir do dia 13, o evento será realizado no Centro de Ciências Agrárias (auditório de Zootecnia) e contará com palestras e mesas redondas, sempre com início às 9 horas, de acordo com a programação:

Dia 13 de outubro – “Agronomia e mudanças climáticas no contexto da produção de alimentos” – palestrante: Antonio Rodrigues de Amorim – Secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará. Debatedores: Assis Leite (pres. da Mesa); Rogério César Pereira de Araújo – UFC/ Eisenhower Carvalho Braga Gomes FUNCEME e Instituto Agropolos

Dia 14 de outubro – “Cooperativismo e associativismo” – palestrante Kátia Araújo Ribeiro- Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Ceará (OCB) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Ceará (SESCOOP). Debatedores: Mailde Carlos (pres. da Mesa) e José Ramos Torres de Melo Filho-FAEC/FETRAECE/SEBRAE

Dia 15 de outubro – “Agroecologia e segurança alimentar” – palestrante: Joaquim Pinheiro de Araújo. Debatedores: Helena Araújo (pres. Mesa); Walmir Severo Magalhães- Ematerce, Esplar, Fundação Konrad Adenaur.

"Meirinha" grava filme no Rio

Eis a atriz cearense Karla Karenina, conhecida pela personagem humorística Meirinha. No momento, ela se encontra no Rio de Janeiro, onde se engajou nas gravações do film “Cilada.com”, baseado em seriado de sucesso da tv a cabo.

Karla fará no filme personagem que interpreta no seriado: a diarista confusa. O filme tem ainda o ator Bruno Mazeo como protagonista e promete ser, ano que vem, um dos sucessos de bilheteria do cinema nacional, segundo Karla.

Boa sorte, então.

(Foto – Paulo Moska)

Colisão entre trem e carro de passeio deixa quatro mortos

Quatro pessoas morreram vítimas de um acidente envolvendo um trem cargueiro e um carro de passeio no início da madrugada deste sábado, na avenida São Vicente de Paula, no bairro Arianópoles, em Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza).

Os passageiros do Gol, ano 89 de placas HVR-7458, Joalisson de Oliveira Miranda, 24, Anderson Jaison de Leoni Silva, 23, além de mais dois ainda não foi identificados, morreram no local. Uma vítima foi socorrida pelo SOS Caucaia. A perícia apura as causas do acidente.

UFC ganhará associação de ex-alunos

Associação dos Ex-Alunos da UFC será instalada dia 14

“A Associação dos Ex-Alunos da UFC (Assoex) será instalada dia 14 de outubro, às 19 horas, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará, no Campus do Benfica, em solenidade presidida pelo reitor Jesualdo Farias. A Assoex objetiva estimular a proximidade dos ex-alunos com a instituição, tendo em vista que “o tempo vivido na universidade, e que se reflete na vida profissional dos que por ela passaram, não pode ficar guardado somente como uma grata lembrança”, diz o Prof. Raimundo Holanda, Presidente da entidade recém-criada.

Poderão associar-se os concludentes dos cursos de graduação ou de pós-graduação na modalidade stricto sensu oferecidos pela instituição e os graduados pelas antigas faculdades agregadas, cujos diplomas tenham sido outorgados pela UFC. Serão admitidos como sócios honorários os professores, aposentados ou em atividade, mesmo que não tenham concluído seus cursos na instituição.

Em 55 anos de existência a UFC já graduou, em seus diversos cursos, cerca de 65 mil profissionais que se destacam em diversas áreas do conhecimento. Muitos ocupam ou ocuparam elevadas funções na administração pública e privada, a exemplo do Governador Cid Gomes, ex-aluno do curso de Engenharia Civil; do Presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ernani Barreira, ex-aluno da Faculdade de Direito; do Presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Ubiratan Aguiar, ex-aluno da Faculdade de Direito; César Asfor Rocha, Ministro do Superior Tribunal de Justiça e seu Presidente até o dia 9 de setembro passado; da Prefeita Luizianne Lins, ex-aluna do curso de Comunicação Social.

SERVIÇO

A Assoex já tem seu Estatuto Social registrado em cartório e recebe inscrições através do site www.assoex.ufc.br. Entides de egressos são comuns nos Estados Unidos e em países da Europa. Os associados se empenham em manter o vínculo com as universidades na quais estudaram, procurando apoiar e contribuir com seus avanços.

(Site da UFC)

Os Ferreira Gomes agiram como Brutus?

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Eis artigo do professor Antonio Mourão Cavalcante, que saiu publicado no O POVO deste sábado. O título é interessante – Até tu, Brutus, e diz respeito à postura dos Ferreira Gomes e a candidatura derrotada do senador tucano Tasso Jereissati. Confira:

Shakespeare conheceu profundamente a alma humana. Calcado na História ele construiu a extraordinária tragédia chamada Julius Caesar, um grande conquistador e herói de muitas batalhas. Ampliou enormemente as fronteiras do poderio romano. Mas a inveja dos poderosos haveria de condená-lo à morte. Espalharam que ele desejava ser uma espécie de tirano, destruindo a República.

Para comandar o levante e a morte, o complô foi, dentre outros, coordenado por alguém que Júlio César sempre ajudou ao longo da vida. Uma espécie de filho querido. Brutus. Na escadaria do Senado, com sangue jorrando das artérias dilaceradas, Júlio César ainda teve tempo de constatar, dentre os que lhe apunhalavam, o filho querido. Daí a famosa frase: “Até tu, Brutus, filho meu!”

Desde domingo, quando surgiram os primeiros resultados da apuração para o Senado, configurando a trágica derrota de Tasso Jereissati, me veio à lembrança a história de Júlio César. Tasso jamais pensou que os seus “filhos políticos” – Ciro e Cid – fossem capazes de traí-lo. Mas aconteceu. Falou mais alto a voz do poder, a sedução do poder. Funcionou a aliança mais oportuna no aqui e agora. A fidelidade estava voltada ao poder atual e eles não mais poderiam continuar fiéis ao velho galego.

Os Ferreira Gomes, como Brutus, prestaram-se como instrumentos para a eliminação do próprio criador. A nova aliança, com Lula & Cia, mostrou-se mais atraente e alvissareira. Gratidão mandou lembranças, revelando uma fragilidade intrínseca aos que têm pouca força de caráter.

A comparação enseja, igualmente, a oportunidade para que possamos constatar a precariedade das convicções humanas. Não é a política que é suja ou frágil, mas as convicções de alguns que tentam praticá-la. Com isso eu queria também assinalar que gratidão não se espera. Ela só pode brotar do coração de quem cultiva valores ao longo da existência.

Antonio Mourão Cavalcante – Médico, antropólogo e professor universitário

a_mourao@hotmail.com

Coisa antiga é… faixa agradecendo eleitor pela vitória nas urnas

Eis uma das várias faixas espalhadas por alguns bairros de Fortaleza como a nossa Parquelândia, em Fortaleza. Pode ser conferida na pracinha da Igreja de Santo Afonso (Redonda). Trata-se de uma saudação aos leitores, em tom de agradecimento, pela conquista de mandato.

Os nomes citados são de André Figueiredo, eleito pelo PDT para deputado federal, e Tin Gomes, eleito para deputado estadual pelo PHS. Com certeza, coisa de cabo eleitoral puxa, até porque tal prática é muito ultrapassada, não convence e contribui para poluir a cidade.

(Foto – Paulo Moska)