Blog do Eliomar

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Juá Forró terá "Meteoro da paixão"

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O cantor Luan Santana, a sensação nacional do momento com o sucesso “Meteoro da paixão’, é a grande atração do X Juá Forró, o festão junino de Juazeiro do Norte (Região do Cariri). O evento ocorrerá de 18 a 23 de junho próximo.

Segundo o prefeito Manuel santana (PT), ao todo, serão sete atrações nacionais e várias atrações locais. Haverá até uma “Carroça do Forró”, um trio elétrico que animará arraiás na periferia do município.

Nesse período, de acordo com santana, Juazeiro do Norte recebe muitos turistas, o que incrementa a economia do local. Ele não estimou público.

DETALHE – Luan Santana não canta forró. É a coqueluche da pop music sertaneja.

Dnit busca verbas para segunda etapa de duplicação da BR-116

O superintendente estadual do DNIT, Guedes Ceará, está em Brasília. Ali, tenta recursos para a execução da segunda etapa do projeto de duplicação da BR-116, no trecho Pacajus-Boqueirão do Cesário. O projeto está orçado em R$ 2,8 milhões e o objetivo do orgão é concluir a sua elaboração até o fim deste ano. Esse valor, adiantou, é só para o projeto. O valor da execução ainda será estudado.

Guedes Ceará confirmou que em julho próximo haverá a inauguração da ponte sobre o rio Cocó. “Nós estamos começando a asfaltar os acessos”, disse par ao Blog. A  cerimõnia contará com a presença do ministro dos Transportes e da cúpula nacional do DNIT.

Um dia de novenas pelo "Ficha Limpa"

Nesta quarta-feira, ocorre a tradicional novena de Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro, na Igreja de São Raimundo (Bairro Rodolfo Teófilo), em Fortaleza. Ainda estão previstas novenas às 17h30min, às 18h30min e às 19h30min.

Os padres redentoristas estão abordando em todas as novenas um só tema: a luta dos brasileiros pela aprovação do projeto “Ficha limpa”. Aquele que quer expurgar da vida política os aproveitadores.

(Foto – Paulo Moska)

Caixa realizará "Feirão da Casa Própria" no Cariri

Cerca de 50% de incremento nas vendas registrou o 6º Feirão da Casa Própria, se comparado com igual evento de 2009. Eis o cálculo feito pelo  diretor do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, Armando O feirão ocorreu no Parque de Feiras do Sebrae, no último fim de semana, em Fortaleza, e ofereceu cerca de 20 mil imóveis. “Foi um sucesso de vendas para a Caixa, construtoras e imobiliárias”, diz.

Armando Cavalcante adiantou que, empolgado pelo saldo positivo, a Superintendência da CEF no Interior decidiu realizar um feirão do gênero em Juazeiro do Norte (Região do cariri). A data já esdtá até acertada: dia 6 de juho próximo.

Memorial Pontes Neto ganha novas instalações

O presidente da Assembleia Legislativa, Domingos Filho (PMDB), vai inaugurar, às 9 horas desta sexta-feira, as novas instalações do Memorial Pontes Neto. No espaço, o visitante tem acesso aos principais acontecimentos políticos e à trajetória dos ilustres personagens que fizeram e ainda fazem parte da História do Brasil e do Ceará. Tudo isso reunido num dos memoriais mais modernos da América do Sul.

Domingos Filho assim define o Memorial: “O espaço constitui-se numa fonte de informação importante para que se possa perceber como problemas cotidianos, em diferentes momentos históricos, ganharam expressão e interpretação para a construção de nossa realidade.”

Projeto da Unilab vai para o Senado

A Câmara dos Deputados aprovou a redação final do projeto que cria a Universidade Internacional de Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que será instalada, a partir deste ano, no município de Redenção (Região Metropolitana de Fortaleza).

Mauro Benevides (PMDB), que foi relator da matéria, anunciou formalmente que o projeto seguirá, na tarde desta quarta-feira, para apreciação no Senado. A expectativa é de que dentro de 30 dias a Casa que ele presidiu decida a respeito dessa matéria.

Na Fecomércio, mandato até próxima Copa

O empresário Luiz Gastão vai tomar posse em novo mandato à frente da Federação do Comércio do Ceará. A festa ocorrerá às 19 horas da próxima segunda-feira, mas não em Fortaleza.

Dessa vez, o ato acontecerá no auditório do Crato Tênis Clube, na cidade do Crato (Região do Cariri). Gastão cumprirá mandato até 2014.

Na ocasião, será entregue o Troféu Clívsk Arrais Maia a dois empresários do comércio: José Alves de Oliveira e Francisco Alberto Bezerra.

MP-CE quer reforçar a preservação do patrimônio histórico e cultural no Estado

O Ministério Público do Estado, por meio da coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CAOMACE), procuradora de justiça Sheila Pitombeira, apresentará, na próxima terça-feira, às 8h30min, no auditório da PGJ, o projeto “Preservação e Identidade Cultural (Que História é essa?)”. O objetivo é promover ações de preservação do patrimônio histórico-cultural do Ceará.

O projeto pretende também sensibilizar, mobilizar e articular os prefeitos para que implantem políticas públicas voltadas à preservação do patrimônio histórico-cultural dos municípios, entre outras ações. Segundo a procuradora Sheila Pitombeira, o projeto viabilizará a legitimação da discussão e a mobilização social e política em torno das ações de preservação do patrimônio histórico-cultural do Estado. Quer também incluir mais ainda a academia com suas informações técnico-científicas.

Entre as entidades envolvidas nesse projeto estão o Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico Nacional (IPHAN), Secretaria de Cultura do Estado, Secretaria de Turismo do Estado, Secretaria de Educação do Estado, Secretarias de Cultura, Turismo e Educação dos Municípios, UFC, Unifor, Uece, Famor e Urca.

(Com site do MP-CE)

Ministro da Agricultura abrirá o PEC Nordeste

“O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, confirmou ontem que vem abrir o Seminário da Agropecuária Nordestina – PEC Nordeste. O evento ocorrerá de 14 a 17 de junho, no Centro de Convenções e deverá reunir cerca de 4 mil participantes, segundo o coordenador do evento e vice-presidente da Agricultura do Ceará (Faec), José Flávio Saboya.

Durante o PEC Nordeste, além de exposições voltadas para o setor, haverá oficinas com técnicos do governo Federal e do Governo do estado. Para o evento, também está confirmada a senadora Kátima Abreu (DEM-TO), que é presidente da Confederação Nacional da Agricultura.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Vem aí o IX Tejubode

Vem aí a nona edição da tradicional festa do Tejubode. De 21 a 23 deste mês, no Parque Joãozão. A Feira de Ovinos e Caprinos é oportunidade de negócios e parcerias para os produtores locais e continua sendo a razão de ser do evento, mas a programação cresce a cada ano. Em 2010 haverá a segunda edição do Festival de Gastronomia, exposição e venda de artesanato, desfiles de moda, apresentações culturais e shows de forró em todas as noites.

A saudade do sociólogo e amigo de Cláudio Pereira

Eis uma mensagem do professor Pedro Albuquerque, que mora no Canadá, sobre o jornalista Cláudio Pereira, ex-presidente da extinta Fundação Cultural de Fortaelza e que nos deixou na última semana:

Cláudio Roberto de Abreu Pereira. Cláudio Pereira era como o chamávamos nos anos 60. Hoje, Pereira. Pessoa mais querida que ele, impossível. Querida e digna. Terna e amorosa. Generosa e desprovida de preconceitos. Sua identidade mantinha-se em permanente recursividade em torno desses valores. Daí sua abertura ao mundo, à criatividade e a necessárias rupturas. Libertário e agitador cultural. Um rebelde que jamais perdeu a sensatez e a ternura.

Como nós, ele veio daqueles tenebrosos tempos de combate à ditadura. Foi o mais revolucionário, pois empunhou arma sem balas: a da cultura, para sensibilizar pessoas.

Com a arte, alcançava corações e mentes e ultrapassava os alambrados da UFC. Ativo e irriquieto como até hoje e sempre, participou das lutas do DCE e, junto a jovens igualmente dadivosos, criou o GRUTA – Grupo Universitário de Teatro e Arte. Com este. quebrou silêncios e inércias, desmistificou a imposição da história e do pensamento únicos, descortinou outros olhares, outras visões de mundo.

Com as Caravanas Culturais fez teatro, música e humor percorreram sertões, mares e cariris do Ceará. Foi além fronteiras: Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e outras plagas. Realizava, assim, a mais generosa revolução: a de congregar os diferentes e gentificar pessoas, como caminhos dos sonhos que sonhávamos juntos, pelos quais foi preso e torturado.

Éramos eu, ele e o Assis Maguinho, apoiados no Nogueira (querido artista plástico que nos deixou), e nos talentos de nossos queridos Antônio José Soares Brandão, o Brandão, e Delberg Ponce de Leon, os redatores do BISU – Boletim Informativo Semanal Universitário, nome por ele “bolado”.

Com amor maior, falarão sobre ele a Martine, sua esposa e companheira inseparável, o Félix Ximenes, (e)terno amigo-irmão, o Augusto Pontes que, por certo, o receberá com cerveja e cuba-libre. E os remanescentes do GRUTA, a boemia e a cultura. Sua presença-ausência suave-brasa estará para sempre recepcionada por sua Fortaleza amada.

Quanto aos nossos sonhos, estes continuarão a ser sonhados com sua história, seu exemplo e sua alma magnânima. Na condição de um ausente-presente na hora da despedida,deixo, em sua homenagem, este testemunho feito de amor. E ficarei daqui de muito longe carpindo saudade que muito dói.

Mas, a imagem que dele fica em mim é a da vida, a de seus desafios à própria natureza em percursos incansáveis tangidos por sua fascinação maior: a de rodear-se de gente.

Cláudio Pereira! Inesquecivelmente, Pereira! Presente!

* Pedro Albuquerque, de Ottawa-Canada.

São Gonçalo do Amarante faz passeata contra abuso sexual

Karlos  Emanuel Soares (São Gonçalo do Amarante ) – Crianças e adolescentes de São Gonçalo do Amarante (Região Metropolitana de Fortaleza) realizaram, nesta terça-feira, uma passeata com faixas e cartazes pelas principais ruas da cidade para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. “É preciso que os jovens e as crianças saibam identificar um ato de abuso sexual, para que eles mesmos possam denunciar esse tipo de violência. Por esse motivo que há seis anos nós realizamos esta passeata para marcar essa data tão importante”, explicou a secretária da Ação Social, Magnólia Rocha.

Após a passeata, os estudantes se reuniram em frente a Secretaria Municipal da Educação (Seduc) para prestigiarem apresentações artísticas e culturais, como a Banda de Música Municipal Aldenor Barbosa, a Banda Hits, o Grupo de Flauta Doce da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Cultura (Sejec), a encenação teatral do artista Osmildo Oz e a apresentação musical do padre Marcílio.

Juiz da Comarca de Irauçuba proíbe menores de 16 em clubes

“O juiz da Comarca de Irauçuba, Raimundo Lucena Neto, proibiu o acesso e a permanência de adolescentes, menores de 16 anos, em eventos festivos realizados nos clubes da cidade.
 
Conforme a Portaria nº 4/2010, o magistrado determinou também que jovens entre 16 e 18 anos só podem comparecer aos clubes de Irauçuba acompanhados dos pais ou responsáveis. O Conselho Tutelar daquele município fiscalizará o cumprimento da medida.
 
O descumprimento da decisão do juiz pode acarretar multa ao proprietário do estabelecimento ou ao empresário, responsável pelo evento. No caso de reincidência, poderá haver até fechamento do local.”

(Site do TJ-CE)

FCDL lança o Guia do Comércio

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL) lançará na próxima quinta-feira, às 8 horas, durante café da manhã, em seu auditório, um conjunto de ações em favor do comércio. São três projetos com linhas de tomada de decisões estratégicas para o empresariado local que quer ver seu empreendimento crescer.

Será apresentado o projeto Radar do Comércio, uma publicação mensal, constando vários indicadores gerados pelo IBGE, através da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Logo depois, a FCDL-CE presidida pelo
empresário Honório Pinheiro, mostrará a peça Boletim do Comércio Varejista, uma publicação trimestral, contendo análise da Conjuntura Macroeconômica e o Produto Bruto do Comércio do Ceará.

O Radar tem como função divulgar os índices mensais, tendo como referência o mês anterior e o Boletim de divulgar o balanço dos últimos três meses no tocante a evolução e crescimento do setor varejista, cujos dados dessas duas publicações serão fornecidos pelo IPECE.

No lançamento, um dos destaques é o Guia do Comércio Varejista do Ceará. Trata-se de um catálogo das empresas comerciais cearense. Em suas páginas, o leitor interessado terá informações das empresas cadastradas de acordo com  cada segmento, além de servir como vitrine para as empresas que desejarem a inserção de publicidade da marca e dos seus principais produtos comercializados. Também poderá ser utilizado como fonte de pesquisa para os grandes fornecedores das empresas cearenses. O Guia será editado em meio eletrônico, com acesso de consulta rápida, e por impressão.

Ceará ganha Atlas Linguístico

“O Atlas Linguístico do Estado do Ceará – ALECE, resultado de pesquisa que levou 17 anos para ser concluída e que se estendeu a várias regiões do Estado, vai ser lançado no próximo dia 20, quinta-feira, às 19 horas, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará. Em dois volumes, a obra é um mapeamento da língua falada no Ceará, com informações capazes de subsidiar estudos de linguistas, lexicógrafos, gramáticos, historiadores, sociólogos e pedagogos.

O lançamento do ALECE, que recebeu apoio do Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura, é parte da programação que a UFC promove pelos seus 55 anos de instalação, efeméride a ser comemorada em junho de 2010.

A ideia de elaboração do Atlas surgiu ainda nos anos 1970, dentro do Núcleo de Pesquisa e Especialização em Linguística, do Centro de Humanidades da UFC. Nele se diferenciam os falares de homens e mulheres, de escolarizados e não-escolarizados. É o sétimo do Brasil, depois dos produzidos na Bahia, Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Paraná e Rio Grande do Sul.

Sob coordenação do Prof. José Rogério Fontenelle Bessa, a equipe que liderou as pesquisas do Atlas é formada por alguns dos mais importantes estudiosos da área, como José Alves Fernandes, José Pinheiro de Souza, Alexandre Caskey, Hamilton Cavalcante de Andrade, Mário Roberto Zagari, Ignácio Ribeiro P. Montenegro e José Carlos Gonçalves.”

(Site da UFC)

Ex-Ouvidora do MPE manda nota para o Blog

Este Blog recebeu da ex-ouvidora geral do Ministério Público do Estado, Rita Maria de Vasconcelos Martins, nota onde ela explica o porquê da não publicização ainda do que esse organismo fez em seu período. Ela deixou o cargo neste mês.

Prezado Senhor,

Antes do encerramento do mandato de Ouvidora Geral do Ministério Público alencarino, deixei o segundo Relatório Circunstanciado das atividades empreendidas pela Ouvidoria, como reza a Lei Estadual nº 14.093/08, que criou a nossa Ouvidoria.

Contudo, para dar publicidade, necessita ser revisto e aprovado pelo egrégio Colégio de Procuradores de Justiça cearense, e pela douta Procuradora Geral de Justiça.

Certamente após o trâmite das etapas legais o grande público será conhecer das demandas registradas e solucionadas, dos conflitos sociais assistidos nas comunidades por balcão de Ouvidorias (Estaduais e Municipais), e ainda, pela parceira com Núcleos de Mediação Comunitária e Lideranças Comunitárias.

Certa de ter alcançado a meta social a que me propus ao assumir o cargo de Ouvidora Geral do Ministério Público biênio 2008/2010, coloco-me à disposição de V. Sa. para oferecer as explicações julgadas pertinentes.

Atenciosamente,

Rita Maria de Vasconcelos Martins.
Procuradora de Justiça.

Alan Neto, o "Trem Bala" chega à estação dso 45 anos de jornalismo

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Foto: Fco Fontenele

Que bela entrevista traz as “PáginasAzuis” , do O POVO, nesta segunda-feira. O pesonagem ajuda: chama-se Alan Neto, jornalista, radialista e colunista do O POVO que comemora 45 anos de batente. Alan hoje comanda o programa “Trem Bala” , na POVO/CBN, a maior audiência no horário, e, nesta entrevista, abre um pouco o jogo de quem não esconde, vez em quando, a timidez. Confira:
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Alan Neto escolheu ser um personagem. Era Simplício, mas aproveitou a deixa do artista francês. “O Hider, meu irmão, passa no Centro e tá passando um filme do Alan Delon. Ele chega em casa e diz: -Arrumei um pseudônimo pra ti-“. Nesta entrevista, realizada na Redação do O POVO, final de expediente, o “homem do Trem Bala“ conta suas versões.

Zagueiro “perna-de-pau“. Repórter amador enquanto a voz engrossava. Profissional do rádio, do jornal e da televisão. Jornalista “no peito e na raça“. Boêmio “da água mineral“. Contrarregra e “galã de meia tigela“. Apaixonado pela eterna cantora do rádio. Pai de Alana, a bailarina que quis ser psicóloga. Avô de Júlia, a “petúnia“. Devoto de Nossa Senhora das Graças e do Menino Jesus de Praga. Um gentleman, para quem o conhece.

Em síntese, são 45 anos de jornalismo, casados com um viver intenso. Alan vai driblando o tempo, divide a bola com a nova geração. Sabe ganhar o jogo. É fiel a si.

Ele acompanhou a fase de ouro do basquete cearense, os artistas do Irapuan Lima, o balé da filha. Divertiu-se. Diverte-se, aliás, ao cirandar com a neta, um de seus risos.

“Pé de ouro“ desde a mocidade, há 44 anos faz par com Ivanilde Rodrigues. Não almoça fora de casa, de jeito nenhum. E, mesmo que o trabalho se vá pela noite, ele volta, para as conversas cotidianas da madrugada com a mulher. Ivanilde, que “canta como um rouxinol“, é seu bolero maior. “É o amor da minha vida“, faz questão de registrar, nos bastidores da edição.

Alan se declara ainda torcedor do Ferroviário. Desliga o celular, não abre e-mail. Recusa-se ao aborrecimento. Nunca teve nem carteira de motorista. Enfim, conduz a vida na valsa.

O POVO – Alan, começa falando de como foi sua carreira…
Alan Neto – Comecei na Rádio Iracema. Tinha 14, 15 anos, quando houve o lançamento da pedra fundamental, na (rua) Tristão Gonçalves. Eu jogava pelada, na calçada, e olhei pra dentro, tinha o (radialista) Armando Vasconcelos, que é meu primo. E fui assistir à solenidade. Depois, disse pra ele: “Armando, sou filho do Zé Júlio, teu tio. E gostaria de trabalhar em rádio“. Ele disse: “Passa aqui“. Um ano depois, eu fui. E ele me mandou pro (radialista) Aécio de Borba, compor o departamento de Futebol. Ele me mandou pra ser repórter amador, fazendo cobertura de basquete, futebol de salão, voleibol.

O POVO – Você gostava de jogar?
Alan Neto – Era um zagueiro perna-de-pau! (gargalhadas).

O POVO – Mas jogava…
Alan Neto – Era o capitão!

O POVO – O dono da bola…
Alan Neto – Era o dono da bola, eu comandava! (risos) Aí, fui cobrir basquete, na época de ouro do basquetebol, e resolvi aderir ao basquete. Fui o maior “mão-de-pau“! Nunca consegui fazer uma cesta, na minha vida!

O POVO – Nessa época, você ainda não brincava com bordões?
Alan Neto – Não. Nem falava. A voz estava engrossando…

O POVO – Só levantava a notícia pra passar para o locutor…
Alan Neto – Pronto. O redator era o Astrolábio Queiroz, e o Chico Alves, chefe do departamento esportivo.

O POVO – No rádio, você passou quanto tempo?
Alan Neto – Um bom tempo. E o Chico Alves preparava as matérias do jornal O Estado. Era o editor. Um dia, ele faltou e mandou eu fazer. Foi uma lástima. Fiz uma série de matérias de Fortaleza, Ceará, Ferroviário… Uma série de erros também, não tinha prática.

O POVO – Quando veio a oportunidade para ser titular e não um sobressalente?
Alan Neto – Um dia, o Chico Alves disse: “Não quero mais rádio. Você quer comandar o programa?“. Eu disse, “Você, falando com o Zé Parente (diretor-presidente), tô no ato!“.

O POVO – O Zé Parente topou?
Alan Neto – Topou. Aí, eu disse: “Vou fazer um programa diferente“. O programa não tinha audiência e publicidade. A Gilete patrocinava todos os programas esportivos. Eu disse: “Vou meter a Gilete aqui, por minha conta“. Comecei a anunciar: “A partir de segunda-feira, um programa revolucionário, com patrocinador espetacular: a Gilete“ (risos). O Zé Parente: “Você é louco? Que negócio de Gilete é esse?“. “Tem Gilete nenhuma, seu Zé. Quero, através da Gilete, atrair clientes“. Ao cabo de dois meses, comecei a atrair publicidade.

O POVO – E a Gilete fez patrocínio?
Alan Neto – Nunca! (risos) Mas atraí, pelo menos, cinco grandes patrocinadores locais. “Gilete? Então é porque o cara é bom. Vamos ouvir“.

O POVO – Teve alguma ameaça física em virtude dessas situações que você criava?
Alan Neto – Tinha demais! Eu dizia: “Se não for verdade aqui, que desmintam em outro canto, ora!“ (risos). O cara desmentia. “E desde quando a versão dele é a verdadeira e a minha não é?“. Aí, criava o problema! (risos) Mas driblava…

O POVO – O que o Zé Parente achava?
Alan Neto – Ele dizia: “Você é um louco“. Chamava o Flávio (Ponte, irmão) pra me repreender. “Alan, você está espalhando muito boato“. “E daí? Futebol é um boato“. Fez tanto sucesso que o Zé Parente me deu mais meia hora. A primeira coisa que eu fiz foi: “Não quero mais Esporte no Ar. Vou botar Programa do Alan“.

O POVO – Mas seu nome não é Alan Neto…
Alan Neto – Não, meu nome é Manoel Simplício de Barros Neto. Com Simplício, eu não ia a lugar nenhum! (gargalhadas) Eu disse: “Tenho que ir atrás de um nome novo“. O Hider, meu irmão, passa no Centro e tá passando um filme do Alan Delon (risos). Ele chega em casa e diz: “Arrumei um pseudônimo pra ti. Tá passando um filme com Alan Delon! Põe Alan Neto!“. “Pronto!“ (risos). Foi quando comecei a retirar o nome, paulatinamente. Colocava: Simplício Alan Neto (gargalhadas). E o bode que criou na minha família! Tive que explicar. Eles aceitaram.Tempos depois, fiz a retificação no registro: Manoel Simplício Alan de Barros Neto.

O POVO – Já agregando: como você voltou para jornal?
Alan Neto – Wildo Celestino, o Didi, que era o editor da Gazeta de Notícias, ouvia muito o meu programa. Eu me encontro com ele, ele disse: “Topa fazer uma coluna na Gazeta?“. “Topo!“. Eu já redigia, pra Rádio Iracema, notícia esportiva. Fui pra Gazeta e fiz uma coluna. Lá vem o Hider, de novo. Como encontrar um título? O Hider sugeriu: “Põe -Confidencialmente-“. Não passei 20 dias na Gazeta.

O POVO – Por quê?
Alan Neto – Eu estava no PV, e o (Antônio Pontes) Tavares era o editor de Esportes daqui (O POVO). Aí, eu tô sentado na tribuna da imprensa, ele falou: “Quer levar a tua coluna pro jornal O POVO? Teu irmão já tá lá. Quero esse mesmo estilo. Vamos estrear daqui a um mês“.

O POVO – E qual era o estilo? Era o mesmo da Rádio?
Alan Neto – Era notícia de bastidores…

O POVO – Mas, verdadeiras!
Alan Neto – Verdadeiras! (gargalhadas) E eu ia trazer boato pro jornal, rapaz? (risos).

O POVO – Como você conseguia essas notícias de bastidores se, na Rádio, inventava um bocado de coisa?
Alan Neto – Começaram a aparecer as fontes: “Essa notícia, tu pode dar pela metade. A outra metade, não dá“ (risos). “Que notícia pela metade, homem!“.
O POVO – As melhores fontes eram quem? Jogadores, dirigentes…
Alan Neto – Jogador, nem tanto. Eram dirigentes e, principalmente, aquele pessoal que cerca os dirigentes. Diretor de futebol queria plantar informação. Até plantava em troca de duas notícias exclusivas.

O POVO – A prática, hoje, é a mesma?
Alan Neto – Não.

O POVO – Como é a relação, hoje, com esse tipo de fonte? Durante sua carreira, você criou uma experiência para saber filtrar…
Alan Neto – Eu checava. Não tinha uma fonte só num lugar. A pior fonte é o presidente de clube. Porque ele quer que dê a notícia conveniente do clube, não quer que dê o outro lado.

O POVO – No jornalismo, a fonte boa é aquela que nunca aparece… Na sua trajetória, você usou muito esse tipo de artifício?
Alan Neto – Massagista é bom. O médico do clube. O médico é ótimo porque não recebia dinheiro, na época, e era uma forma de se vingar. “Não quero que meu nome apareça“. “Não aparece“.

O POVO – Como você foi aprendendo a ser jornalista? Na marra?
Alan Neto – No peito e na raça. Era o dom. Pegava o estilo de um, de outro. Meu grande padrinho, aqui, foi seu Costa (José Raymundo Costa). Seu Costa descobriu o potencial que eu tinha pra repórter.

O POVO – Ele lhe dá uma oportunidade como repórter, para você fazer aquela sessão “Tintim-por-tintim“…
Alan Neto – Foi um desastre! Como eu não tinha boa redação, na época, mandava pra ele revisar minha coluna. Quando ele revisava e tirava os erros, eu vinha pra máquina e redigia.

O POVO – Um dia, ele disse: “Você vai fazer reportagem…“
Alan Neto – Ele disse: “Vamos descobrir outro campo pra ti. Quero criar uma página semanal. É um fato da semana, e você, com a sua veia de repórter investigativo, vai atrás e mostra os fatos reais“. Não fui na quarta semana! Um foi uma besteirinha, o outro também. Aí, um crime no Monte Castelo! Que fria eu entrei, rapaz! (risos). Comecei a receber telefonema: “Se essa matéria sair, você morre!“ (risos).

O POVO – Como foi sua saída para o Diário do Nordeste?
Alan Neto – Foi traumática! O Diário estava sendo implantado pelo Edson Queiroz. Ele disse: “Quero quatro do jornal O POVO: Sílvio Carlos, Lúcio Brasileiro, Alan Neto e Regina Marshall“. Me deram jornal, rádio e televisão.

O POVO – Foi sua primeira cantada para televisão…
Alan Neto – Pagaram três salários por três fontes diferentes.

O POVO – Você já tinha quanto tempo de jornal?
Alan Neto – Uns 20 e poucos anos. A Regina acertou rápido, o Sílvio também, o Lúcio, a dona Albanisa brecou e eu tinha que dizer ao seu Costa, que era meu padrinho aqui… Foi um auê! Expliquei: “São três salários e eu não posso perder, tô casado“. Fui e tive uma convivência boa lá.

O POVO – O que lhe trouxe de volta?
Alan Neto – O Demócrito (Dummar).

O POVO – A amizade?
Alan Neto – A amizade. Esse calor humano.

O POVO – E sua mulher o influenciou a voltar?
Alan Neto – Ela disse: “Ele volta!“ (risos).

O POVO – A Ivanilde, você conheceu no rádio. Ela cantava, e você cantou ela lá (risos)?
Alan Neto – Dei uma cantada nela! Ela me chamou de “galã de meia tigela!“ (gargalhadas). Ela era noiva!

O POVO – Qual era a rádio?
Alan Neto – Rádio Iracema. Eu digo, “mas que olhos lindos os seus!“ (gargalhadas). Fiz amizade com a mãe dela, dona Celeste, e pronto! (gargalhadas).

O POVO – A Ivanilde era uma das grandes cantoras do rádio…
Alan Neto – Era. Ela e a Ayla (Maria). Era pau a pau! A Ayla, na Ceará Rádio Clube.

O POVO – A conquista demorou muito?
Alan Neto – Foi através da mãe dela! Eu dizia: “Dona Celeste, esse namorado dela não quer nada! Ele já veio buscar ela aqui?“. “Nunca!“. “E quem manda deixar ela em casa?“. “Você!“. “Então? Sou seu candidato!“.

O POVO – Antes da Ivanilde, você era galanteador?
Alan Neto – Eu tinha umas namoradas por aí (risos).

O POVO – Isso não é segredo, pode sair na entrevista…
Alan Neto – Pode! (risos).

O POVO – Você fazia o contrário do jornalista: não bebia, não fumava…
Alan Neto – Não jogava. Mas gostava da noite: era boêmio da água mineral e da Coca-Cola (risos). Sempre gostei da noite.

O POVO – Você dança, né, Alan?
Alan Neto – E bem! E ela (Ivanilde) dança pouco!

O POVO – Quanto tempo de casados?
Alan Neto – Estamos fazendo 44 anos.

O POVO – Ainda da sessão não beber, não fumar. Você também não dirige…
Alan Neto – Não.

O POVO –
E, naquela Fortaleza que você começou a trabalhar, andava muito a pé?
Alan Neto – Muito. Tudo era no Centro, pertinho. Sempre morei no Centro: Princesa Isabel, Tristão Gonçalves, Imperador, Liberato Barroso… E tem também a história do Irapuan Lima, rapaz!

O POVO – O que foi?
Alan Neto – Ele tinha um programa de auditório e inventou de ter um contrarregra. O Irapuan Lima é meu primo. E eu, pra ficar mais perto da Ivanilde (risos), fui ser contrarregra. Ela cantava lá. Ele inventa d-eu ir buscar os artistas! Uma pândega! Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Elza Soares. No Excelsior Hotel ou no Savanah. Resolvi fazer raiva ao Nelson Gonçalves. Cheguei e disse: “Se arrume que o Irapuan está lhe esperando às 5 e meia da tarde“. Ele disse: “Só saio daqui quando eu quiser“. “O auditório tá cheio, rapaz, e você ainda tá nu da cintura pra cima. Coisa mais feia!“. “Você quer mandar na minha vida?“. Era uma pândega! E ele ia reclamar do Irapuan: “Não mande mais aquele seu secretário magrelo que ele é muito chato!“. Um dia, ele traz o Belini pra participar do programa.

O POVO – O jogador?
Alan Neto – Foi a maior decepção. O Belini no auge, jogador do Vasco. Aquele portento de homem, lá vou eu atrás no Excelsior Hotel. E o Belini nada de falar. O auditório cheio. O Irapuan apresenta, e o mulheril: “Belini, Belini!“. Quando o homem fala, com aquela voz do Dom Aloísio Lorscheider… (gargalhadas). Foi uma ducha de água fria nesse auditório! O Irapuan: “Tu sabia que esse homem tinha a voz fina e não me disse nada?“. “Como é que eu podia saber se ele nem falou comigo!“ (risos).

O POVO – Você entrevistou o Roberto Carlos, não foi?
Alan Neto – Ele se hospedava com a Wanderlea e o Erasmo na casa do Irapuan. Tanto que ele chamava o Irapuan de “Papai Puan“. O Roberto sempre foi daquele jeito: nunca completa as frases, até hoje (risos). Não rendiam, as entrevistas dele. Com o Pelé, sim, foi o auge da minha carreira como repórter. Foi quando consegui aquela bomba: “A minha última Copa é a de 70“. Agora pra entrevistar esse homem, no Savanah Hotel… Seu Costa: “Cê vá pra lá e traga uma matéria-bomba com o Pelé. Se vire“. Chamo Sérgio Ponte, com um gravador deste tamanho. “Vou começar a distribuir gorjeta com o garçom pra, na hora do almoço do Santos, eles me colocarem dentro“. Pelé ia passando, com a caneta na mão, pra dar um autógrafo. Eu disse: “Não é bem um autógrafo que eu quero teu!“. “O que é?“. “Rapaz, eu tô começando em jornal agora, e o diretor me deu uma missão de levar uma grande notícia porque, se não, serei demitido. E tu começaste no Santos com 17 anos, me ajuda nessa porque eu sou pobre. Veja aqui meu irmão, magro…“ (risos). Aí o Pelé: “Vou dar uma entrevista pra salvar o teu emprego“. “Me dá uma notícia pra primeira página do jornal“. “Bote aí: -Eu encerro a minha carreira, como jogador de futebol, na Copa de 70. Não jogo mais pela Seleção-“. Ganhei a primeira página.

O POVO – Alan, você tem uma performance, e eu queria saber se é natural, ou você vai criando?
Alan Neto – Fui criando, mas me espelhei pelo Flávio Cavalcante. Fui ao programa do Flávio e percebi que, quando o Flávio entrava, era uma coisa completamente diferente do Flávio dos bastidores.

O POVO – A sua coluna, no jornal, na Internet é a mais lida. Você chega a ver os comentários que são feitos lá?
Alan Neto – Não. Não abro e-mail, nada. Porque não quero me aborrecer. E também não quero me envaidecer.

O POVO – Você torce qual time?
Alan Neto – Ferroviário. Lá em casa, eram dez homens. Meu pai torcia Ceará e minha mãe, Fortaleza. “Vai torcer qual, Ceará, ou Fortaleza?“. “Ferroviário. Vou bancar o Robin Hood“. Isso me faz um bem tão grande! Porque ninguém dá murro na cara e nem persegue e nem atira em torcedor do Ferroviário, é ou não é?

O POVO – Ô, Alan, essa tal de Umarizeiras das Lages existe mesmo?
Alan Neto – (risos) Lá vem você! Nasci em Senador Pompeu. Com o nome do meu avô. Meu pai era do Dnocs, viajava pra fiscalizar açude. Nasço com quatro quilos e meio, ó! Fui pesado na balança dum açougueiro (risos)! Minha mãe disse: “Vou botar o nome de Manoel Simplício de Barros Neto! Manda registrar“. Meu avô, quando soube, disse: “Vou criar esse menino“. Com nove meses, fui pra Umarizeira das Lages, que é um condado, né (risos)? Quer dizer, é um distrito de Maranguape! A caminho de Palmácia. Ele me criou, durante oito anos, lá.

O POVO – Você lê muito?
Alan Neto – Leio. São três personalidades diferentes. Onde encontrei meu personagem, foi na TV Jangadeiro. Através do Wagner (Borges), que me levou pra lá: “Quero o Alan Neto polêmico, que bate na mesa. Mas televisão é diferente, você tem que redigir e colocar no teleprompter“. Foi um fracasso. Na época do piloto, eu ia lendo e o meu raciocínio é muito mais veloz e atropelava. E ele queria que eu fizesse o programa só. “Wagner, não vai dar. Sou muito feio. O cara não fica um minuto me olhando na televisão, desliga. Você tem que botar uma mulher bonita, perto de mim, pra ser o contraponto“. Deu certo. E eu disse: “No rádio, faço mungango“. “Faça aí também!“.

O POVO – E o Alan Neto em casa é muito diferente do Alan Neto da TV e do rádio?
Alan Neto & Totalmente.

O POVO – Você é excêntrico pra caramba, cheio de manias. Tinha uma história que você pulverizava o ambiente com desodorante, abre a malinha, dois copos d´água…
Alan Neto & Isso é sexta-feira, quando sai todo mundo, aí, eu pulverizo! Tenho um bocado de mania!

O POVO – Mas em casa, você diz que é totalmente diferente…
Alan Neto & Sou diferente demais até. A Ivanilde diz: “Ele é esquisitão!“. Eu digo, “Não sou esquisitão. O que eu tinha pra conversar contigo, já conversei!“ (gargalhadas).

O POVO – Também, 44 anos de casados…
Alan Neto & O que é que tem pra mais dizer, ainda! (risos). Estou brincando! Como ela dorme muito tarde, ela diz: “Bom, se passar de duas da manhã, vou procurar ele no necrotério, no hospital. Que ele chega até duas horas“ (risos). Não durmo e nem almoço fora de casa. Se um diz: “O governador mandou te convidar pra almoçar“. “Rapaz, diz a ele que, se for pra jantar, eu vou“. Vou em casa, almoço, tiro uma soneca de uma hora, faço a pauta do programa, um lanche e saio. Com a Ivanilde, tem uma sintonia muito grande. Como sempre trabalhei à noite, chegava em casa uma hora, duas da manhã. Ela tá vendo televisão e a gente conversa, põe os assuntos em dia da neta.

O POVO – Ela escuta o programa?
Alan Neto & É uma ombudsman chatíssima! Ela acha que eu tenho que fazer o programa pra ela! (risos). Ela diz: “Cara, tu tá muito repetitivo, muito cheio de mungango!“.

O POVO – Ela tem algum time?
Alan Neto & Fortaleza. Ela diz: “Tu puxa a orelha, o nariz!“. Eu digo: “Menina, não é pra ti que estou fazendo o programa! (risos). Tenho que fazer aquilo, ser autêntico!“. A gente conversa, depois, eu vou ler e ela vai dormir. Enfim, temos um relacionamento ótimo. Às vezes, tem coisa chocante. Por exemplo, vem um cara e diz: “Sabia que o teu marido é um pé de ouro?“ (gargalhadas). “Pois é. Ele dança muito bem, e eu não danço nada e ele vai dançar. Pronto“ (risos). Ela acaba logo com o papo aí.

O POVO – E a neta?
Alan Neto & A neta é demais, rapaz! Botei o apelido nela de “petúnia“! Fez um ano. Quem dá a educação a Júlia é a Ivanilde. É impressionante a convivência das duas! Ela diz: “E ali, na televisão?“. “Vo-vô“ (risos). “Olha a Fabiana, a bela! Quem é a bela do vovô?“. E ela diz: “EU!“ (gargalhadas). Quando chego, é o destroço! Ela vem pra cima da mesa, derruba livro, tudo!

O POVO – Qual o papel do avô?
Alan Neto & Bobão de marca maior! Faço trejeito, ela aprende. Faço careta, ela faz. Ela me pega roncando, começa a imitar! É um barato! O pai não tem tempo pra filha, trabalha pela sobrevivência. Vai curtir o neto. Por isso é que Carlos Drummond diz que o neto é o filho com açúcar.

O POVO – Alan, o que você traz dentro da sua maleta?
Alan Neto & Tenho tudo ali dentro. Tem pó de pirlimpimpim (gargalhadas)! Tylenol, remédio pra pressão, o que você pode imaginar.

O POVO – E uns santinhos…
Alan Neto & Também. Sou cercado de santos.

PERFIL

O quinto filho de seu Zé Júlio e dona Zeneida – de uma prole total de dez homens e uma mulher – nasceu em Senador Pompeu (275,1 quilômetros de Fortaleza), no dia de Nossa Senhora das Graças (27 de novembro), com quatro quilos e meio. “Fui pesado numa balança dum açougueiro, rapaz!“, ri-se. Alcançou 1,84 m, ensaiou o basquete, mas nunca marcou uma cesta. No máximo – e porque era o dono da bola -, foi capitão do time de pelada que jogava na calçada da rua Tristão Gonçalves. Criado pelo avô, até os oito anos, no “condado“ de Umarizeira das Lajes, forjou-se homem e personagem na Capital e na imprensa. Nasceu Manoel Simplício de Barros Neto e se inscreve, na história do jornalismo cearense, como Alan Neto.

(O POVO)

Skal Clube promove dois dias de capacitação para a área do turismo

O Skal Internacional de Fortaleza dá prosseguimento aos projetos “Skal Jovem” e o “Skal Empresarial”, nesta segunda e terça-feira, com palestras de Raimundo Peres. Trata-se de técnico com grande experiência no setor de turismo. “O objetivo das palestras é trazer maior capacitação e conhecimento para os jovens que estão se preparando para entrar no mercado do turismo e informações para os empresários do setor”, diz a presidente do Skal, Enid Câmara.

Para os jovens, a palestra terá como tema “Perspectivas do Mercado de Eventos” nesta segunda-feira, às 18 horas, no Oásis Atlântico Imperial. Em seguida, a cerimonialista Norma Zélia falará sobre “Cerimonial de Protocolo”.

Já os empresários participarão de almoço-palestra na terça-feira, ao meio-dia, no Marina Park Hotel. Na ocasião, Raimundo Peres abordará o tema “Potencial de Fortaleza para atrair eventos”.

QUEM É

Raimundo Peres é consultor nas áreas de Planejamento Estratégico e Operacional, Captação e Promoção de Eventos, com mais de 20 anos de experiência no setor do turismo, tendo participado do grupo diretivo da Bahiatursa por mais de 10 anos.

Anuário do Ceará agora no twitter

“O Anuário do Ceará, mais antiga publicação do Ceará, atualmente editado pelo Grupo de Comunicação O POVO, ganhou um perfil no Twitter. Segundo post no microblog, a proposta é divulgar o conteúdo da edição 2010/11 do anuário que será lançada no próximo dia 1º de julho.”

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Curiosidade: na década de 70, o então jovem estudante de arquitetura @joaquimcartaxo foi designer-gráfico do Anuário. O editor era Dorian.less than a minute ago via webAnuário do Ceará
AnuariodoCeara

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(Blog Liberdde Digital)