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Quem é o artilheiro mais bonito: Artur, do Ceará, ou Gustagol, do Fortaleza?

Várias leitoras, principalmente, deste Blog mandaram uma sugestão bem curiosa, mas, de qualquer forma, interessante no campo das amenidades esportivas.

A sugestão: Qual desses artilheiros é o mais bonito: Gustavo, o “Gustagol”, do time do Fortaleza, ou Artur, do time do Ceará?

Foto: Mateus Dantas/ O POVO

Foto: Júlio Caesar/ O POVO

 

 

Vossa Majestade… o Supremo Tribunal Federal

Com o título “O diálogo do Diálogo com o Monólogo, Vossa Majestade, o Supremo Tribunal Federal”, eis artigo do sindicalista Antonio Ibiapino da Silva, filiado ao PT. Confira:

Vossa Majestade, talvez tenha sido bom, mas também pode ter sido uma ilusão tê-lo conhecido e acreditado em vossa sabedoria e, sobretudo, no espírito de justiça que se lhe imputam.

Sempre me esforcei para acreditar que Vossa Majestade estaria acima de qualquer interesse que fosse além da justiça em si. Em minha ingenuidade acreditei que a política, os negócios, as classes sociais e seus interesses específicos não faziam parte do eixo central de atuação de Vossa Majestade, e, que o vosso papel era o de promover a justiça para todos; porque a justiça por sua própria natureza só tem razão de ser, se for na forma de um bem supremo.

Em Bom Dia, Senhor Courbet, Jorge Coli faz uma extraordinária reflexão sobre alguns pontos inerentes à ética e a justiça. Coli cita um episódio ocorrido no governo de Napolião III, o traidor da República e usurpador da vontade popular, quando este através de seu ministro tenta aliciar um artista.

Por sorte Majestade, o artista em vez de se render à nulidade, reage com uma negativa e escreve uma carta, que com o tempo, se torna um grande documento alusivo a dignidade humana. Como disse Jorge Coli em sua palestra, passo a palavra a Courbet:

Senhor Ministro

Foi na casa de meu amigo Jules Dupré, em I’Isle-Adam, que soube da inclusão no Jornal Oficial de um decreto que me nomeia Cavaleiro da Legião de Honra.

Esse decreto, do qual minhas opiniões bem conhecidas sobre as recompensas artísticas e sobre os títulos nobiliários deviam ter me poupado, foi determinado sem meu consentimento, e é o senhor, Senhor Ministro, que pensou dever tomar a iniciativa.

Não tema que eu desconheça os sentimentos que o guiaram. Chegando ao ministério depois de uma funesta administração que parecia ter escolhido a tarefa de matar a arte em nosso país, e que o teria conseguido pela corrupção ou pela violência se não houvesse encontrado aqui e ali alguns homens de coragem para contrariá-la, o senhor desejou assinalar sua chegada a esse posto por uma medida que contrastasse com as atitudes de seu predecessor.

Esse procedimento o honra, Senhor Ministro, mas permita-me dizer-lhe que ele não poderia mudar em nada nem minha atitude, nem minhas determinações.

Minhas opiniões de cidadão se opõem a que eu aceite uma distinção que provém da ordem monárquica. Essa condecoração da Legião de Honra que, em minha ausência e para mim, o senhor estipulou, meus princípios a recusam.

Em tempo algum, em caso algum, por nenhuma razão, eu a teria aceitado. Ainda menos hoje, quando as traições se multiplicam de todos os lados e a consciência humana se contrista com tantas polinódias interesseiras. A honra não está nem em um título, nem em uma fita, ela está nos atos e nos motivos dos atos. O respeito a nós próprios e a nossas ideias constitui a maior parte dela. Honro-me mantendo-me fiel aos princípios de toda a minha vida; se eu os desertasse, deixaria a honra para tomar os símbolos dela.

Meu sentimento de artista também opõe-se a que eu aceite uma recompensa que me é outorgada pela mão do Estado. O Estado é incompetente em matéria de arte. Quando decide recompensar, usurpa o gosto público. Sua intervenção é inteiramente desmoralizante, funesta ao artista, que ela engana a respeito do seu próprio valor, funesta à arte, que ela aprisiona nas conveniências oficiais e que ela condena à mais estéril mediocridade; seria sábio para ele abster-se. O dia em que nos deixar livres, terá preenchido seus deveres em relação a nós.

Aceite, portanto, Senhor Ministro, que eu decline a honra que o senhor acreditou fazer-me. Tenho cinquenta anos e sempre vivi livre; quando morrer, quero que digam de mim: aquele nunca pertenceu a nenhuma escola, a nenhum regime, a não ser o regime da liberdade.

Queira receber, Senhor Ministro, com a expressão dos sentimentos que acabo de lhe expor, minha mais distinta consideração.

Gustave Goubert.

Vossa Majestade, em vossa opinião, este homem é ou não é digno de apresso? E por que um homem sozinho, que em tese não teria maiores compromisso com a sociedade foi capaz de se elevar ao píncaro da dignidade humana, e Vossa Majestade que por dever de oficio teria a obrigação de defender a pátria e a justiça se acovarda de tal modo a não se dignar a pelo menos tecer uma opinião contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, que se não para Vossa Majestade, mas para o mundo foi a maior faça da história do Brasil?

Lamento que com tanta experiência e com tantos saberes, Vossa Majestade não tenha percebido ainda que os trezentos e sessenta e sete vigaristas armaram uma tramoia para enganar a nação e desmoralizar para sempre a Constituição, que como deve saber Vossa Majestade, significa luz no caminha de quem busca liberdade, justiça social e a democracia!

Se não para o Brasil, que no dizer do estrangeiro nada mais é do que uma Republica de Bananas; mas para o mundo, os vigaristas do parlamento e os vigaristas do poder econômico produziram um dos maiores espetáculo da historia da humanidade; digno de ser chamado: A Maldita Comedia e contristar a consciência do planeta.

O espetáculo foi tão grosseiro, que no dia seguinte os jornais do mudo inteiro o traduziram como ridículo e degradante: “Pela esposa Paula, pela sobrinha Helena, pela tia que me criou quando eu era pequeno, pelo neto Gabriel, pelos corretores de seguro do Brasil, pelos evangélicos, pelo petróleo, pela ditadura militar, pelo torturador Brilhante Ustra, terror da Dilma Rousseff, pelo Brasil que deve seguir o exemplo de Rui Muniz, prefeito de Montes Claro. Baboseira, baboseira e baboseira!”

Não seria papel de Vossa Majestade corrigir aquela degradante faça? Vossa Majestade, não poderia pelo menos dizer que o Brasil não é a Republica dos Bananas e nem tampouco está sujeito as cabalas da CIA, polícia secreta do capitalismo dos Estados Unidos?

Vossa Majestade, não vês que a nossa pátria está entregue a uma quadrilha vulgar, que a cada dia retira direito dos pobres e entrega nossas riquezas aos ricos?

Majestade, alguém me disse que o salário da presidenta Cármem Lúcia é R$ 37.476,93, eu não sei se é verdade, mas como em nosso país desde que criaram a Republiqueta do Paraná, qualquer coisa que seja dita em nome de qualquer interesse se torna verdade; vamos imaginar que esse valar seja realmente verdadeiro. Assim sendo, Majestade, o salário mínimo que é de R$ 954,00, representa 2,5% do salário da presidenta do Supremo. E ainda assim o chefe, o chefe da nação, teve a coragem de suprimir R$ 10,00 desses pobres coitados que vivem a passar fome!

Vossa Majestade acredita? Não é mentira não, tem provas! Se Vossa Majestade quiser pode perguntar aos operários, eles iram confirmar.

Majestade, tudo que fizeram até agora foi através da corrupção e da violência, e se não houvessem encontrado aqui e ali alguns homens e mulheres de coragem para contrariá-los já teriam feito muito mais desgraças.

Vossa Majestade ainda lembra-se do Padre Antonio Vieira? Se lembrares, conheces o sermão da Quinta Dominga da Quaresma, pregado na igreja maio da cidade de São Luiz do Maranhão, no ano de 1654. Nesse dia ele disse: “A verdade é filha legítima da justiça, porque a justiça dá a cada um o que é seu. E isso é o que faz e o que diz a verdade, ao contrário da mentira. A mentira ou vos tira o que tendes, ou vos dá o que não tendes; ou vos rouba, ou vos condena.”

Sobre isso, qual é a vossa opinião, Majestade?

Enquanto te mantiveres calado falarei um pouco sobre o Eterno Retorno do Mesmo, tese cosmológica ou imperativo ético? Uma reflexão de Scarlett Marton, sobre o que escreveu Nirtzsche.

E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terá de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!”. – Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: “Tu és um deus, e nunca ouvi nada mais divino!”

Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa: “Quero isso ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?” Pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?”

Majestade, o que vás fazer diante do retorno do mesmo, da mentira, da violência e da morte da justiça? Se a resposta for nada, então como vais ficar de bem contigo mesmo?

Para Vincent Défourny, representante da UNESCO no Brasil; há no país uma defasagem entre os ideais apresentados na Declaração Universal dos Direitos Humanos e a realidade social do país. “De um lado, temos no Brasil um país que assinou a declaração e que, teoricamente, a assume, mas que, de outro lado, ainda carece da sua real implementação.”

Défoury fala sobre a realidade do país antes do golpe. Certamente seria muito mais caustico agora, quando a quadrilha que assaltou o poder acaba de retirar direitos consignados na Consolidação das Leis do Trabalho desde 1943. E nesse eterno retorno do mesmo, veremos a volta da fome, da criança abandonada e o crescimento desenfreado da violência. É… O termo é este! Porque violência atrai violência! É a lei do retorno, ou seja, e a ação violenta de quem foi transformado em criminoso, contra os criminosos fabricantes de criminosos!

Majestade, em poucos dias um homem poderá ser prezo, mesmo sem nenhuma prova cabal contra ele. Para isso bastou a Republiqueta do Paraná decidir de forma vil e indigna como fez Herodes contra aquele outro homem que morreu na cruz. E enquanto isso Majestade, centenas de milhares de ladrões continuarão livres para roubar e vender a preço de bananas as nossos riquezas. Eles retirarão do Brasil e entregarão às grandes corporações internacionais para que se tornem cada vez mais ricas e arrogantes contra nós mesmos. E enquanto isso Majestade, os filhos daqueles operários que ganham apenas 2,5% do salário da presidenta do Supremo morrerão nas portas dos hospitais por falta de médicos e até por falta de coisas menores como gases e dipirona, por exemplo.

E neste caso, como vais ficar de bem contigo mesmo Majestade?

Majestade, a consciência humana se contrista com tantas polinódias interesseiras. E se há esse sentimento é porque está na hora de se reconhecer que a honra não está nem em um título, nem em uma fita, ela está nos atos e nos motivos dos atos. No respeito a nós próprios e as nossas ideias.

Majestade, a quadrilha está livre e com todas as prerrogativas para impulsionar o crime à pátria e a democracia; se por covardia ou porque os tribunais estão impedidos de agir todo rigor da lei não cair sobre ela, e se, neste caso, os juízes em seu conjunto não renunciarem, não me restará outra coisa senão apiedar-me de sua honra e compadecer-me da mácula sem precedentes que cairá sobro o poder judicial.

A nação aguarda retorno e que não seja o eterno retorno do mesmo.

*Antonio Ibiapino da Silva

Sindicalista e do PT.

Centro de Referência em Educação e uma ajuda que saiu pelo ladrão

Com o título “Há males que vêm para o bem”, eis artigo do jornalista Carlos Viana. Ele expõe situação absurda do Centro de Referência em Educação e Atendimento Especializado do Ceará e velhos problemas de infraestrutura. Confira:

O Centro de Referência em Educação e Atendimento Especializado do Ceará (Creaece), um equipamento da Secretaria da Educação do Ceará, referência no apoio educacional a pessoas com deficiência (PCD) interrompeu, no último dia 25 de janeiro, suas atividades após a fiação e motores do ar-condicionado terem sido furtados. A previsão, segundo a própria Seduc é que as atividades sejam normalizadas no dia 5 de março.

Há pelo menos dois anos a troca da fiação era solicitada, porque havia várias quedas de energia e o temor era de um incêndio.

“ Graças “ a Deus criminosos acabaram furtando os fios e agora, mesmo causando tanto transtorno aos diversos alunos que utilizam os serviços do Centro, a fiação será trocada.

Mas isso não é suficiente. É preciso que a Seduc dê mais atenção ao local, uma vez que ali são atendidos, diariamente, vários alunos da rede pública de ensino com alguma deficiência, sem falar em vários funcionários que também são PCD.

Além da troca da fiação, é necessário que o Creaece tenha manutenção constante, pois um incêndio ali seria catastrófico.

Outro ponto que precisa de atenção é a segurança pois, mesmo a poucos quarteirões da avenida 13 de Maio, o entorno do equipamento é deserto e são comuns relatos de assaltos nas proximidades.

O público do Creaece é formado, em sua grande maioria, por pessoas carentes que só conseguem ir até lá porque possuem o cartão de gratuidade nos ônibus. São pessoas que sequer têm dinheiro para comprar um lanche ou pegar um transporte alternativo para chegar com um pouco mais de segurança e conforto.

São cegos, surdos, cadeirantes e autistas que, cotidianamente vão ao Creaece em busca de aprendizado e, por conseguinte, de um futuro melhor, mais digno.

Mas essa dignidade passa pela manutenção e segurança do Creaece.

Quando aluno do ensino médio fui beneficiado com o excelente trabalho desenvolvido pelo Creaece, (à época com outro nome), e sei de sua relevância para a educação das pessoas com deficiência que, como eu, querem estudar e profissionalizar-se.

As pessoas com deficiência, que já sofrem tanto para ter acesso à educação precisam de mais atenção.

*Carlos Viana

bpcarlosviana@gmail.com

Jornalista do O POVO.

Capitão Wagner – Riscos e fragilidades de uma candidatura

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Com o título “Riscos e Fragilidades de Wagner”, eis tópico da Coluna Política desta sexta-feira, assinada pelo jornalista Érico Firmo no O POVO. Confira:

A disposição de Wagner para ser candidato envolve aceitar riscos. Nos últimos 60 anos, dois governadores foram eleitos como opositores ao Poder Executivo de plantão. Um foi Parsifal Barroso, em 1958. O outro foi Cid Gomes, em 2006. É uma empreitada incerta e, se perder, o Capitão fica sem mandato.

Camilo construiu bases sólidas para a reeleição. Costurou aliança que dá tranquilidade da qual Cid Gomes nunca desfrutou. Teve méritos, como atravessar sem sobressaltos a crise econômica na qual muitos estados foram à bancarrota. E os resultados na educação e infraestrutura são expressivos. Na saúde, conseguiu erradicar o surto de sarampo. Mas, os problemas persistem. Na segurança, há o desastre.

No saldo final, Camilo é favorito para se reeleger. Caso decida arriscar o mandato — e desistir da perspectiva de eleger robusta bancada para o Pros, seu futuro partido — Wagner sabe que será para entrar como azarão.

Essa perspectiva havia sido afastada na virada do ano e retornou porque a situação de Camilo na segurança só piora. O Capitão nem via chance. Agora, enxerga alguma.

Entre idas e vindas, Wagner criou alguns problemas para si. Um de seus grandes trunfos é a militância mais barulhenta e articulada entre todos os grupos políticos do Ceará na atualidade. O Capitão é mais arejado e esclarecido que a quase totalidade dos apoiadores — por isso mesmo os lidera. Em nome de agradar essa base, ele se abraçou ao que há de mais retrógrado e repugnante na política brasileira.

Chegou a gravar vídeo com Jair Bolsonaro (PSC-RJ), a quem chamou de presidente. A aproximação entre eles foi motivo, aliás, do afastamento de Tasso Jereissati (PSDB). O Capitão pensava fazer um giro, mas pode ter feito um girau. Na mesma época, Bolsonaro começou a ser alvo de denúncias e questionamentos sobre aumento de patrimônio e uso indevido de verbas. Além do cálculo que Wagner talvez não tenha feito: o pior desempenho de Bolsonaro nas pesquisas é no Nordeste, onde passa longe do apelo de outras regiões.

Agora, Wagner já trata de tentar se distanciar. Mas, esse tipo de movimento deixa nódoas.

Governo assina acordo pró-requalificação do Distrito Industrial do Cariri

A Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará assinou, nesta sexta-feira (23), durante a abertura do Fórum de Oportunidades e Promoção da Cultura Exportadora no Cariri, no Centro de Convenções do Crato , o Termo de Requalificação do Distrito Industrial do Cariri. Com isso, o D.I da região será requalificado e ganhará adequação para uso múltiplo, agrupando outras atividades de pequeno porte, de serviços, equipamentos públicos. O acordo vai servir ainda para a elaboração do Plano Diretor da área, com investimentos dos cofres estaduais no valor de R$ 1,33 milhão. Em um segundo momento, será realizado um estudo sobre as novas vocações empresariais para a área, adianta a assessoria de imprensa da SDE.

Segundo o secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado, Cesar Ribeiro, a requalificação do Distrito Industrial do Cariri, autorizada com recursos do MAPP pelo governador Camilo Santana, vai incentivar “cada vez mais o desenvolvimento da indústria, comércio e serviços da região”. O D.O está localizado estrategicamente entre as cidades do Crato, Juazeiro e Barbalha.

O Fórum Realizado pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), e pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e sua Secretaria-Executiva do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE). O prefeito José Arnon, de Juazeiro do Norte, e o presidente da Cegás, Hugo Figueiredo. Mário Lima, presidente da ZPE, também esteve no encontro.

O Fórum de Oportunidades e Promoção da Cultura Exportadora no Cariri, apresenta discussões acerca de importância do comércio exterior para a competitividade das empresas e também apresenta a estrutura do Governo do Ceará e do Governo Federal para dar suporte aos interessados em fazer comércio exterior. A iniciativa é da SDE, com apoio do Ministério da Indústria e a Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Zonas de Processamento de Exportações (ZPE). O ministro Marcos Jorge de Lima (MDIC) participou dos debates.

Na programação, órgãos como o MDIC, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), com o Porto do Pecém e a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE Ceará), apresentaram suas estruturas e soluções que visam estimular a exportação. O ministro, em sua fala, fez um balançom positivo da economia.

Camilo e Eunício em mais uma solenidade que promete verbas federais para o Ceará

O governador Camilo Santana (PT), ao lado do presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB) e do ministro das Cidades, Alexandre Baldy, assinou, nesta manhã de sexta-feira, no Palácio da Abolição, acordo de um pacote de obras intitulado Ceará Veloz.

Trata-se de um conjunto de ações que promete acelerar o crescimento da economia cearense e objetiva estimular investimentos e melhorar o ambiente de negócios. Eis as projeções:

– Prevê a injeção de R$ 8,7 bilhões em mais investimentos públicos somando 524 mil empregos e R$ 2,6 bilhões em massa salarial no Ceará.

– Com projeção adicional de tributos de R$ 1,8 bilhão oriundos de arrecadações de Cofins, ICMS, Imposto de Importação, PIS/PASEP, IPI, CSSL, IRPJ e outros pagamentos que incidem sobre a produção.

*Eixos de organização

Os cinco pontos desenvolvidos, com previsão de investimentos no total de R$ 8,7 bilhões, são:

– Simplificação e Desburocratização, tornando mais simples e direta a formação de parcerias com o setor público, investimentos de R$ 1,2 bi;

– Infraestrutura Econômica, com investimentos em rodovias, aeroportos, portos, barragens e adutoras, investimentos de R$ 3,6 bilhões;

– Infraestrutura Social, com investimentos em saúde, educação, segurança, assistência social, investimentos de R$ 2,9 bi;

– Economia do Conhecimento, com investimentos em pesquisa e desenvolvimento de projetos inovadores, investimentos de R$ 843 milhões; e,

– Oportunidades de Negócios, construindo PPPs e concessões, incentivos fiscais e grandes acordos de investimentos e hubs, investimentos de R$ 3,2 bilhões.

A Crise de Intolerância exige um novo Pacto Social

Com o título “A crise de intolerância está pedindo um novo pacto social”, eis artigo de Guálter George, editor de Política do O POVO.  “Os sinais dos últimos tempos indicam uma espécie de esgotamento no modelo de sociedade que tem sido a garantia de uma eficaz convivência entre diferentes, situação que nos é nova e que exige imediata atitude…”, alerta o articulista. Confira:

O Brasil precisa de um novo pacto social. Ou, pelo menos, de repactuar este que há anos tem garantido a paz relativa de suas ruas e cidades, mesmo em meio a um quadro de injustiças e desigualdades que qualquer estudo mais sério realizado aponta entre os mais graves de um mundo já marcado por desequilíbrios. Os sinais dos últimos tempos indicam uma espécie de esgotamento no modelo de sociedade que tem sido a garantia de uma eficaz convivência entre diferentes, situação que nos é nova e que exige imediata atitude de resposta daqueles que detêm algum nível de responsabilidade sobre o destino das pessoas. E não falo apenas de quem ocupa cargo público, com ou sem mandato popular.

O problema a considerar, de início, é que não temos um líder, nesse momento, que se considere naturalmente apto a conduzir esse processo. O leque disponível de opções, independente da realidade que apontarem pesquisas de intenção de votos sobre os aptos a comandar o País a partir de 2019, não aponta ninguém capaz de representar qualquer perspectiva de reaproximar diferentes, de juntar lados, de criar um sentimento único ao pensar o futuro do País. Polarizamos demais as coisas nos últimos tempos, 0u deixamos que polarizassem, o que torna mais difícil a procura por uma saída.

O que é certo, insista-se, é que a pacificação da sociedade precisa entrar com urgência na agenda da política nacional, sob pena de agravamento de um quadro que já parece assustador o bastante.

Ninguém precisa deixar de enxergar o mundo da maneira como acredita, não é de busca pelo pensamento único de que se está falando, mas, da construção de consensos possíveis, a partir dos quais apareçam espaços para que se volte a respirar como era possível fazer antes. O asfixiante Brasil de agora nega uma bela história de tolerâncias que geraram exemplos para o mundo.

Para citar um, f0i aqui que se conseguiu aplicar de maneira eficazmente própria, quase única, um sincretismo religioso que até então assegura a todas as fés um digno tratamento de consideração. Por que deixar que algo de tanto valor se perca num ambiente de ódio que nega um caminho que o País decidiu trilhar, lá atrás, pela convivência pacífica e o respeito mútuo?

A política, com suas p0larizações mesquinhas, artificialmente criadas algumas delas, é muito responsável pela situação crítica. Portanto, deve-se mesmo cobrar inicialmente da política que as soluções apareçam, muito embora a sociedade em geral também esteja precisando se envolver mais com o processo. O drama da insegurança pública nos estados, para recorrer a uma outra referência popular importante, não pode ser enfrentado apenas à base das intervenções federais, de força-tarefa, de reforços na ação de combate à criminalidade etc. É preciso ter consciência de que as causas da violência, que são econômicas e sociais, também, precisam ser atacadas de maneira simultânea para recolocarmos as coisas em ordem.

O Brasil não precisa negar seus graves problemas, do presente e do passado, para reencontrar um nível de civilidade que perdeu-se, por alguma razão. Precisamos reaprender a nos aceitar, mesmo diferentes, como meio de assegurar tranquilidade ao dia-a-dia de cada um. Independente das disputas políticas e crises econômicas.

Guálter George gualter@opovo.com.br Editor de Política

Incra entrega títulos de propriedade no Ceará

A parlamentar destacou a entrega dos títulos rurais.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, regional do Ceará, fez a entrega de títulos de terras em Quixeré (Vale Jaguaribano), na manhã desta sexta-feira (23). A medida atende à expectativa do governo federal de acelerar a titularização de terras no Brasil, informa a assessoria de imprensa do órgão. Desde do início deste ano foram entregas títulos no Ceará, mais precisamente em Novo Oriente, Quiterianópolis, Crateús e Tamboril.

A entrega dos registros foi articulada pela deputada estadual Aderlânia Noronha (SD) e pelo deputado federal Genecias Noronha. O objetivo, segunda a Aderlânia, é “dinamizar a vida do homem do campo, dando segurança jurídica e um aumento significativo na renda familiar de cada produtor.

O prefeito de Quixeré, Santiago Bessa, enfatizou, no ato, a importância da emissão dos títulos: “É um sonho antigo da comunidade e fico feliz por estar saindo do papel. É uma conquista importante para nosso município”.

Ministro da Fazenda vem posar de presidenciável em Fortaleza

Boa parte do PIB cearense vai prestigiar nesta sexta-feira, às 15 horas, uma palestra do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no Hotel Gran Marquise.

O tema do evento, promoção do Lide, Fiec e CDL Fortaleza, é sugestivo: “Brasil – Conquistas da Economia e Desafios para 2018”.

Mas a maioria do empresariado que o Blog tem ouvido não apostado fichas no Meirelles presidenciável.

Presidente da Adece também vai deixar o cargo

A presidente da Agência do Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), Nicolle Barbosa, confirmou para o Blog que vai mesmo deixar o cargo e disputar cadeira de deputada federal.

Ela é também presidente estadual do PSC e afirma que quer, nessa missão, tocar projetos que planejam ações de desenvolvimento não só para o Ceará, mas, também, para a região Nordeste.

Nicolle assegura ainda que o PSC do Ceará vai marchar apoiando a reeleição do governador Camilo Santana (PT).

FUI!

Além de  Nicolle, deixarão cargos em abril, de olho em mandato, Inácio Arruda (Ciência e Tecnologia), Dedé Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Mauro Filho (Fazenda), Josbertini Clementino (Trabalho), Fernando Santana (Adjunto de Gabinete do Goveno) e Jesualdo Farias (Cidades). Henrique Javi (Saúde) deve mesmo sair em breve para assumir cargo na Unimed.

Secretário da Saúde pede demissão, mas governador não aceita

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O físico Henrique Javi, secretário da Saúde do Ceará, foi ao governador Camilo Santana (PT) pedir demissão. Recebeu convite da nova diretoria da Unimed para assumir a superintendência da cooperativa.

O governador não aceitou o pedido, mas há expectativas de que Javi acabará deixando a administração, dentro da reforma do secretariado a ser feita por Camilo, que tem alguns assessores decididos a postular mandato.

Aliás, o convite que a Unimed fez a Javi é tentador. Pelo salário bom e porque ele ficaria livre das dores de cabeça da pasta, uma das mais criticadas pela população.

Chove em mais de 70 municípios do Ceará

A Funceme registrou chuvas, até as 8h30min desta sexta-feira, em mais de 70 cidades cearenses. Para este dia, há previsão de nebulosidade variável, com chuva em todas as regiões. Confira as 10 maiores:

Neruoca (Posto: Meruoca) : 82.0 mm

Granja (Posto: Sambaiba) : 69.0 mm

Quiterianópolis (Posto: Santo Antônio) : 61.0 mm

Quixeramobim (Posto: Assentamento Novo Canaa) : 58.0 mm

Aracoiaba (Posto: Furnas) : 49.0 mm

Morrinhos (Posto: Morrinhos) : 47.0 mm

Caririaçu (Posto: Caririacu) : 47.0 mm

Campos Sales (Posto: Campos Sales) : 39.0 mm

Uruburetama (Posto: Uruburetama) : 38.0 mm

Fortaleza (Posto: Fund.ma.nilva(agua Fria)) : 37.0 mm

Prefeito decide sobre reajuste dos servidores até a próxima quarta-feira

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta sexta-feira:

O prefeito Roberto Cláudio (PDT), em contato com este colunista, informa que, até a próxima quarta-feira, divulgará tudo sobre reajuste para os servidores municipais. Por enquanto, os estudos são realizados pela Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão, no que não quis adiantar se virá aumento ou se a categoria ficará sem reajuste, o que ocorreu no exercício passado.

Bom destacar que o governador Camilo Santana, parceiro em quase tudo do prefeito, já concedeu 3%, mas deve dar outras melhorias para algumas categorias. Será que RC seguirá essa cartilha camiliana?

No caso dos municípios, os gastos do Executivo com pessoal pode chegar até a 54% da Lei de Responsabilidade Fiscal e o limite prudencial é 51% (parágrafo único, art. 22, da LRF). Isso garante, segundo o Sindifort, representante dos servidores, que o prefeito Roberto Cláudio pode dar um reajuste bem maior que o percentual dado por Camilo Santana.

Um estudo feito por Aécio Oliveira, economista e professor da UFC, mostra que em 2016 o gasto com pessoal na Prefeitura foi somente de 48,05% da LRF, bem abaixo até do limite prudencial de 51% e do limite máximo de 54%.

O Sindifort reivindica 9,42% de reajuste relativo à reposição da inflação dos anos de 2016 e 2017 e avalia que, como o ano é de eleições, RC não vai querer queimar o filme da reeleição do governador.

Spaece – Matemática desafia o Estado a melhorar índices de aprendizagem

Cada vez mais próximo de garantir que todas as crianças da rede pública de ensino saibam ler e escrever na idade certa, o Ceará enfrenta, agora, o desafio de assegurar que os estudantes de 5º e 9º anos concluam as séries sabendo operar cálculos matemáticos.

O cuidado com a disciplina foi reforçado logo quando caiu o nível de aprendizagem em Matemática dos alunos do 5º ano da rede, segundo resultados do Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica (Spaece) divulgados no ano passado. Com escolas e municípios em alerta, foi possível reverter essa situação para que a curva voltasse a ser crescente. Pelos resultados mais recentes do Spaece, divulgados ontem pelo governador Camilo Santana (PT), a proficiência média em Matemática dos alunos do 5º ano, que era 227,4 em 2015 e caiu para 225 em 2016, cresceu para 229,2 em 2017, depois que o Estado passou a orientar estratégias de ensino específicas para os municípios.

Segundo Márcio Brito, coordenador de Cooperação com os Municípios da Secretaria da Educação (Seduc), para reverter a queda foi preciso dobrar carga horária e reformular a formação dos docentes da rede. “Tínhamos uma formação que era em cima de conteúdo e fizemos a transição para uma formação em cima de prática pedagógica. Para sair de uma questão conteudista pra uma didática”. Secretário da pasta, Idilvan Alencar adiantou que essa estratégia deve ser aplicada, agora, no 9º ano. “A ideia é que (a Matemática) seja ligada ao cotidiano dos estudantes. Que eles consigam entender não como uma simples operação, mas como um processo da vida cotidiana”.

Além disso, foram desenvolvidos novos materiais didáticos para os estudantes e de orientação pedagógica para os educadores. Uma avaliação semestral também passou a diagnosticar com antecedência as principais dificuldades dos alunos, para que seja possível melhorar o aprendizado deles antes mesmo de outra edição do Spaece.

Mesmo assim, a melhoria da proficiência em Matemática na rede pública é ainda muito incipiente. Entre 2016 e 2017, o nível de aprendizagem “muito crítico”, o mais baixo da escala, aumentou 2,7% para os alunos do 5º ano. Ao passo que, no 9º ano, o nível “muito crítico” subiu de 30,26% em 2016 para 33,67% em 2017, mesmo que tenha havido melhora no nível “adequado”, que, em relação a esta série, saiu de 7,15% em 2016 para 9,54% em 2017. A situação da aprendizagem em Matemática fica mais clara quando se observam as estatísticas por município.

Em relação ao 5º ano, dos 184 municípios que compõem o Estado, 49 foram avaliados com níveis “adequados” de aprendizagem, 129 “intermediários” e seis “críticos”. Os últimos sendo Quixadá, Caucaia, Ibaretama, Ipaumirim, Icó e Umari, de acordo com a Seduc. Já a respeito do 9º ano, somente o município de Frecheirinha foi avaliado como “adequado”. Outros 32 foram considerados “intermediários” e 151 “críticos”.

“Nossa meta é reduzir pela metade esses ‘críticos’. É um desafio ousado”, projetou o governador Camilo Santana.A meta, segundo ele, deve valer já para 2018.

Ciências

De acordo com o coordenador de Cooperação com os Municípios da Seduc, Márcio Brito, o ensino de Ciências entre o 6º e o 9º ano também deve começar a ser pactuado com os municípios, para orientar alunos em pesquisas de iniciação científica.

(O POVO – Repórter Luana Severo)

Titular da Seuma vai à CDL expor novo Código da Cidade

O presidente da CDL de Fortaleza, Assis Cavalcante, e diretoria, vão receber, nesta segunda-feira (26), às 12 horas, para um debate-almoço, a secretária municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Águeda Muniz.

Ali, Águeda vai expor projetos que visam a desburocratização e melhoria do ambiente de negócios em favor do varejo da Capital.

De acordo com Assis Cavalcante, na pauta a otimização dos processos de licenciamento, via Fortaleza Online, e o pacote de ações para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da cidade por meio do Programa Fortaleza Competitiva.

Também entra em discussão o novo Código da Cidade.

Pastor Everaldo lança candidatura de Paulo Rabello e diz que não há nada acertado no Ceará

O presidente do Partido Social Cristão (PSC), pastor Everaldo Pereira, lançou na noite desta quinta-feira (22), em Fortaleza, a candidatura do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, ao Palácio do Planalto.

O dirigente do PSC, no entanto, afirmou que não há nada acertado com relação a apoio à candidatura ao Governo do Ceará.

Jogos Escolares do Ceará – Solenidade lançamento ocorrerá nesta sexta-feira no Castelão

A Secretaria Estadual do Esporte, em parceria com a Secretaria da Educação (Seduc), fará, às 14h30min desta sexta-feira (23), no Auditório Blanchard Girão, da Arena Castelão, o lançamento dos Jogos Escolares do Ceará 2018.

Na ocasião, haverá uma explanação sobre tudo o que envolve o certame estudantil cearense: do calendário dos jogos ao regulamento geral (ambos publicados no site), além do formato da competição estadual e nacional, que passará por grandes mudanças de acordo com as novas medidas do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Estarão presentes nesse ato o titular da Sesporte, Euler Barbosa, e representante da Seduc, CREDEs, federações, técnicos e escolas participantes

 

BNDES diz que está faltando projetos de investidores, enquanto banco está com dinheiro sobrando

“Onde estão vocês que não vão pegar as linhas (de crédito) do BNDES? Por favor, se apresentem”. A provocação é do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, na noite desta quinta-feira (22), na Federação das Indústrias do Estado (Fiec), ao reclamar da falta de projetos de micros, pequenos e médios empresários, além dos pequenos municípios.

“Nós, inclusive, estamos devolvendo dinheiro para o Ministério da Fazenda, porque o dinheiro está no caixa, mas não há demandante em volume suficiente para que consuma uma parte importante desse caixa”, reclamou o dirigente do BNDES.

Paulo Rabello elogiou a situação fiscal e orçamentária do Ceará e se mostrou favorável à privatização da Cagece.