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A Segurança Pública e a bacia de Pilatos

Com o título “A Segurança Pública e a bacia de Pilatos”, eis artigo do jornalista Haroldo Barbosa. Ele aborda o quadro atual de chacinas e violência no Ceará. Confira:

“Meninas de 13 e 14 anos têm tido seus ossos quebrados, corpos mutilados e vidas ceifadas por serem consideradas ‘marmitas’ de facções, de pessoas de uma facção inimiga”.

O trecho acima é parte de uma Nota do Fórum Popular De Segurança Pública sobre a chacina ocorrida no bairro Cajazeiras na qual 14 pessoas foram assassinadas e alerta para um dos segmentos mais vulneráveis à barbárie e à violência que tomou conta de Fortaleza e do Ceará: as adolescentes. No morticínio em Cajazeiras, três das vítimas eram do sexo feminino e menores de idade.

Longe de ser um fato isolado, como afirma o secretário de Segurança, as chacinas, os assassinados, o medo, a tortura e a crueldade se transformaram em rotina na periferia de Fortaleza e em cidades do interior.
A verdade nua e crua é que o Governo do Ceará perdeu completamente o controle sobre a violência no estado.

Vejamos:

Número recorde de assassinatos em 2017 chegando a 5.114 assassinatos e que continua disparado este ano. E este número não leva em conta os que foram mortos em confronto com a polícia. Pessoas tendo que abandonar seus lares por ordem do crime organizado e com a polícia servindo de escolta, como aconteceu nos bairros Lagamar e na comunidade do Barroso.

Direito de ir e vir restrito com toda a periferia de Fortaleza pichada com as frases “baixe o vidro, tire o capacete”.
Paranoia, linchamentos e reações absurdas como a do indivíduo que disparou dez tiros dentro de um ônibus porque outro homem havia pulado a catraca, matando além deste, uma passageira inocente que voltava do trabalho para casa.

Insegurança dentro do próprio lar, como a de um pai de família que foi retirado à noite de dentro de casa, na frente da mulher e dos filhos, e posteriormente assassinado, simplesmente porque seu irmão era amigo de infância de um integrante de uma facção rival daquela que o atacou.

Mas a face mais perversa do crime se volta contra as adolescentes pobres da periferia de Fortaleza e do interior do estado.

Há casos de meninas sendo arrastadas de dentro de um ônibus para serem torturadas e mortas simplesmente porque se recusaram a fazer um sinal com os dedos ou porque moravam em um bairro de uma facção rival.
Garotas decapitadas e com a cabeça deixada de dentro de caixas de papelão. Garotas torturadas e queimadas. Seviciadas da pior forma possível e enterradas em covas rasas ou com corpos abandonados no meio da rua.

À crueldade dos criminosos e ao sadismo, soma-se o machismo que impera na sociedade. A sensação de impunidade e o medo da população podem estimular outros crimes, como o do maníaco que no réveillon espancou e torturou até a morte sua ex-namorada e ficou depois passeando tranquilamente com o corpo na garupa de uma moto pelas ruas do Mondubim, até se cansar e jogar o cadáver às margens de uma lagoa. Até hoje continua solto, como muitos outros.

Outros governadores, em situações não tão críticas, ao menos trocavam o secretário de Segurança. Camilo Santana nem isso. Começou negando a existência das facções, depois adotou discurso de que a culpa pelos homicídios era das vítimas pois a maioria era envolvida com drogas e mais recentemente passou a culpar o governo federal.

E a Prefeitura? Sua contribuição é armar 100 guardas municipais e instalar duas torres de vigilância, sendo que uma já foi destruída ainda na fase de construção? Isso vai resolver o que?

Se os governos agem assim, cadê a sociedade civil? O que está fazendo o Ministério Público? A OAB? A Igreja? As igrejas? Onde está o movimento Fortaleza Apavorada que por bem menos que a situação atual fez um escarcéu? E o pessoal que para criminalizar o aborto bota trio elétrico na rua, faz show com cantora famosa e passeata na Beira-Mar? Pela morte de crianças e adolescentes não vão mover uma palha? E os partidos que para pedir a prisão ou a não prisão do Lula fazem atos e mais atos? E as centrais sindicais?

Se essas adolescentes tratadas como marmitas, violadas, torturadas e mortas, não fossem jovens pobres da periferia, mas morassem no Dunas, na Aldeota, no Meireles, a situação teria chegado a este ponto? Por que uma frívola briga por batatas em uma sanduicheria vira destaque na mídia e os crimes contra essas jovens só aparecem de forma rápida nos programas policialescos?

Já pensou se elas fossem filhas ou irmãs das “autoridades”? Já pensou se uma delas fosse sua filha ou sua irmã?
A bacia de Pilatos na qual muitos estão lavando as mãos não está cheia de água de rosas, mas sim de sangue inocente. E se nada for feito agora, este sangue em breve poderá ser da sua família.

*Haroldo Barbosa,

Jornalista.

Renascer 2018 – Comunidade Shalom lançará livro que propõe transformar a dor em amor

Vem aí o Renascer 2018.

Trata-se do retiro espiritual promovido pela Comunidade Shalom. Vai acontecer de 10 a 13 de fevereiro, no Ginásio Paulo Sarasate.

Na programação, haverá o lançamento durante esse encontro do livro “Como transformar a dor em amor”. Quem dá detalhes sobre o reitor e o livro é a fundadora do Shalom, Emir Nogueira.

Fortaleza ganhará um Mercado das Flores

O governador Camilo Santana (PT) vai assinar, às 9 horas da próxima quarta-feira (31), a ordem de serviço para a construção do Mercado das Flores. Com ele, estarão o prefeito Roberto Cláudio e outras autoridades.

O Mercado das Flores ocupará área de 1.455 metros quadrados (m²) e será construído na Praça Joaquim Távora, na Avenida Pontes Vieira, entre as Ruas Capitão Gustavo e Fiscal Vieira.

“O Ceará é um dos maiores produtores de flores do país, com forte concentração de plantio na serra da Ibiapaba”, destaca o secretário da Agricultura e Pesca do Estado, Euvaldo Bringel.

Sobre Chacina e o valor da vida humana

Com o título “Sobre chacinas e o valor da vida humana”, eis artigo de Ricardo Moura, jornalista e sociólogo. Ele aborda a repercussão da Chacina de Cajazeiras, que resultou em 14 assassinatos. Confira:

Em 1993, três adolescentes foram executados com tiros na cabeça em um episódio que ficou conhecido como a Chacina do Pantanal. A repercussão foi tamanha que o nome do bairro teve de ser alterado, passando a se chamar Planalto Ayrton Senna. Havia certa intolerância social à existência de um crime como aquele, bem como uma esperança ingênua de que o estigma da violência pudesse ser erradicado com o fim do “Pantanal” e de tudo o que representava.

Passados 25 anos, contudo, o Estado registrou oito chacinas em 2017, com 42 mortos. À exceção da matança ocorrida no Centro de Semiliberdade Mártir Francisca, em Sapiranga, quando 20 homens armados invadiram o centro e mataram quatro internos, nenhuma outra chacina do ano passado gerou qualquer tipo de reação por parte da sociedade. Estamos anestesiados diante de crimes assim, como quem assiste a um filme de terror e necessita, cada vez mais, consumir imagens brutais a fim de se deixar afetar. Os triplos homicídios, como no caso do Pantanal, ocorrem aos montes e não são sequer tratados mais como chacinas.

A Chacina do Curió, até então a maior da história, foi uma oportunidade perdida de promover uma mudança na nossa percepção sobre esse tipo de crime. A nossa indiferença em relação a quem morre também é um componente na dinâmica interna de matanças como essa. É preciso sempre ser mais brutal do que o adversário, em uma disputa insana de crueldade. E isso significa matar cada vez mais pessoas para que se possa, enfim, despertar a atenção de uma Capital que dá de ombros para o que ocorre em sua periferia.

A Chacina de Cajazeiras pode representar uma mudança no modo como lidamos com tais casos? Dada a repercussão internacional que o massacre teve, é possível que haja algum tipo de ação governamental mais decisiva em torno da elucidação do ocorrido e da punição dos responsáveis. É preciso, no entanto, pôr fim à dicotomia entre “cidadão de bem” e “envolvido” no que diz respeito à defesa da vida humana. Todas as vidas são valiosas a despeito da posição social em que se encontram. Assumir plenamente essa afirmação é o primeiro passo para que possamos sair do estado de barbárie em que vivemos.

*Ricardo Moura

ricardombc@gmail.com

Jornalista e sociólogo.

Governo do Ceará continua cobrando verbas da União para a segurança pública

O governador Camilo Santana (PT) vou a lamentar a falta de apoio financeiro do governo federal no plano da segurança pública, dentro do clima de mais uma chacina registrada:

“Nos últimos três anos, não recebi um centavo para a segurança!”

Por sinal, essa queixa pega os governos Dilma (PT) e Temer (MDB).

(Foto – Estadão)

Chacina de Cajazeiras – Secretário diz que três dos 14 mortos tinham antecedentes criminais

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, André Costa, informou, nesta segunda-feira, que apenas três vítimas, do total de 14 na Chacina de Cajazeiras, tinham antecedentes criminais. Foi durante entrevista ao Programa Paulo Oliveira, da Rádio Verdes Mares AM.

Ele não deu detalhes sobre esses casos e não adiantou nomes. “Três pessoas tinham antecedentes criminais. Uma mulher tinha quando foi menor de idade e morreu aos 23 anos. Outros dois já tinham antecedentes formais. As demais não tinham antecedentes”, disse o secretário.

André Costa dedicou esta segunda-feira dar uma série de entrevistas a emissoras de rádio e televisão para adiantar que providências o Estado adota depois da Chacina de Cajazeiras, quando foram assassinadas, no último sábado, 14 pessoas dentro de um clube. A motivação do massacre seria uma disputa de território entre facções.

(Foto – CNEWS)

Dez presos fogem da Cadeia Pública de Senador Pompeu

Uma fuga de 10 presos foi registrada na madrugada desta segunda-feira na Cadeia Pública de Senador Pompeu (Região Centro). O grupo, considerado de alta periculosidade, cavou um um buraco na parede de acesso à parte externa do local. As informações são da Polícia Militar desse município.

Esse grupo seria ligado ao Comando Vermelho (CV), segundo policiais.

(Foto – Arquivo)

 

 

Funceme registra uma segunda-feira de pouca chuva no Interior

Bica do Ipu voltou a ser belo espetáculo na Ibiapaba.

Choveu em 22 municípios cearenses, até 9 horas desta segunda-feira, de acordo co boletim da Funceme. Nada de chuva forte. O órgão prevê nebulosidade variável, com possibilidade de chuva na faixa litorânea. Nas demais regiões, céu parcialmente nublado. Confira as 10 maiores chuvas:

Itapipoca (Posto: Itapipoca) : 30.0 mm

Hidrolândia (Posto: Hidrolandia) : 23.0 mm

Novo Oriente (Posto: Novo Oriente) : 16.5 mm

Redenção (Posto: Redencao) : 13.4 mm

Aracoiaba (Posto: Aracoiaba) : 10.0 mm

Boa Viagem (Posto: Boa Viagem) : 9.5 mm

Independência (Posto: Desejo) : 8.3 mm

Horizonte (Posto: Horizonte) : 7.5 mm

Itapiúna (Posto: Palmatoria) : 6.4 mm

Redenção (Posto: Açude Acarape Do Meio) : 5.4 mm

(Vídeo de leitor do Blog)

Camilo recebe diretor do Porto de Roterdã para acertar parceria em favor do Porto do Pecém

Nem tudo é Chacina das Cajazeiras. A agenda do governador Camilo Santana (PT), tomada no fim de semana por esse massacre que mexeu com a segurança pública, inclui uma outra área de sua gestão: o campo da infraestrutura.

Amanhã, ele receberá, no Palácio da Abolição, René Van de Plas, diretor internacional do Porto de Roterdã, o maior da Europa e um dos cinco maiores do mundo. Segundo Camilo, hora de discutir detalhes da parceria que está sendo costurada, desde o ano passado, entre o Governo, via Porto do Pecém, e Roterdã (Holanda).

A meta é dobrar a capacidade de cargas do Pecém nos próximos 10 anos para 28 milhões de toneladas por ano, tornando esse porto um dos principais portões de entrada e saída de produtos no Nordeste. Atualmente, essa movimentação varia de 12 a 14 milhões de toneladas.

Claro que o fundamental nesse acordo, com garantia de logística de peso e moderna no segmento, é atrair grandes investimentos e investidores.

Fala de secretário da Segurança Pública sobre massacre em Cajazeiras rende memes nas redes sociais

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, afirmou que a chacina no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, foi ação planejada e organizada. Ele comparou com os massacres que ocorrem em outros países, que não são ligados a grupos criminosos.

Apesar da chacina ser a maior da história do Ceará, o secretário afirma que “não há perda de controle”. Ele qualificou o massacre como “caso isolado”.

“Estamos trabalhando, não há motivo para pânico ou temor, estamos acompanhando, engajados”, garantiu Costa.

A frase rendeu memes nas redes sociais.

Confira alguns:

 

Morre o jornalista José Mário Pinto

FORTALEZA, CE, BRASIL, 14-04-2014: José Maria Pinto, repórter do O POVO. José Maria Pinto comemora 58 anos de jornalismo. (Foto: Calima de Almeida/O POVO)

Morreu, nessa noite de domingo, em Fortaleza, o jornalista José Mário Pinto (83). Ele estava internado desde a última quinta-feira, 25, por conta de uma pneumonia. José Mário tinha 61 anos de profissão, e faria 54 anos no O POVO em abril deste ano. O velório acontece no Cemitério Parque da Paz. Às 10 horas desta segunda-feira, no mesmo local, haverá celebração de missa e, em seguida, o sepultameto.

Até outubro de 2016, ele assinava a coluna Turismo S/A no O POVO Online e também atuava como repórter do núcleo de Conjuntura. Ele também assinou a coluna Três Armas.

Refinaria do Ceará – Secretário em ritmo de contatos no Irã

O secretário de Assuntos Internacionais do Ceará, Antonio Balhmann, inicia, nesta segunda-feira, no Irã uma série de encontros com empresas do ramo petrolífero desse país.

Com ele, estarão os investidores chineses interessados em implantar a refinaria cearense. O objetivo é negociar a compra de óleo iraniano para o empreendimento.

Os chineses consideram o óleo da Petrobras muito caro.

 

Morre a jornalista Elvira Sena

Morreu neste domingo (28) a jornalista cearense Elvira Sena, que trabalhou no Diário do Nordeste e na TV Verdes Mares. O corpo está sendo velado na casa onde a jornalista morou, na rua Epifânio Leite, 87, no bairro Jacarecanga.

Elvira trabalhou por muito tempo na Editoria de Polícia do Diário do Nordeste, indo depois para a Editoria de Cidades e depois para a produção da TV Verdes Mares.

(Foto: Arquivo)

Chacina expõe Estados paralelos e mostra Fortaleza na iminência de guerra urbana

Em artigo no O POVO o jornalista Érico Firmo alerta que “Há pequenos Estados paralelos instaurados. E eles estão se fortalecendo”. Confira:

Esse sábado sombrio foi a mais evidente demonstração de força até hoje do terror representado pelos Estados paralelos que tomaram as periferias de Fortaleza. E, também, da ineficácia da resposta do poder público. A chacina no bairro Cajazeiras é o ponto máximo de situação que se arrasta há mais de um ano. Há pequenos Estados paralelos instaurados. E eles estão se fortalecendo.

Essa foi a maior, mas não a única chacina dos últimos anos. O recorde de maior já registrada no Estado havia sido batido há dois anos e três meses e foi novamente superado agora. Nos últimos 12 meses, foram oito crimes do tipo com pelo menos quatro mortos, todos na Região Metropolitana de Fortaleza. A média é de uma chacina a cada um mês e meio. No total, morreram 46 pessoas.

Fortaleza, e o Ceará, acostumaram-se a ser violentas nas últimas décadas. Triste hábito. Porém, essa expressão da criminalidade é diferente da que se tornou usual. O fortalezense, infelizmente, está familiarizado com a abordagem para roubar celular ou a bolsa, com o roubo de carro, a saidinha bancária. Também se tornaram rotineiros os homicídios relacionados a disputas envolvendo drogas. Porém, subiu-se um degrau. O que passou a ocorrer é bem diferente.

Ao logo do ano passado, houve notícias de corpos decapitados, membros decepados, cadáveres incinerados jogados em ruas e terrenos baldios. Lembra coisa do Estado Islâmico. A brutalidade é usada para demonstrar poder.

Os organismos criminosos se apropriaram do controle de territórios na Capital já há alguns anos. Não que a Polícia não entre nesses locais. Faz suas incursões, sim. Mas, uma hora se retira. Quando sai, as facções ditam as regras. Ao tentarem ocupação mais permanente, os criminosos migram de território e o problema recomeça em outro lugar.

Tão assustador quanto as 14 mortes confirmadas pelo secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) é a certeza de que o grupo atacado tentará reagir. A entrevista coletiva do delegado André Costa não deu a confiança de que o aparelho de segurança terá condições, no médio prazo, de antecipar evitar a revanche. O risco de uma guerra se instaurar é considerável.

Instaurar é modo de dizer. Já há uma guerra nas periferias. O que ocorre já choca, ou deveria chocar, há bastante tempo. A guerra está em curso. O que houve na madrugada deste sábado foi apenas seu ponto máximo até agora, numa dimensão que não pode ser ignorada pelo conjunto da cidade. Do País, até.

O secretário André Costa acerta ao dizer não haver motivo para pânico. Menos como diagnóstico e mais como conselho. O medo não costuma ser bom conselheiro. Todavia, a situação realmente preocupa, e muito.

As facções existem já há algum tempo, mas se fortaleceram enormemente ao longo do ano de 2016, quando foram firmadas “tréguas” entre elas. O tempo sem conflitos ajudou a reduzir de forma considerável o número de homicídios em Fortaleza (queda de 39%). Nesse intervalo, grupos criminosos se armaram, organizaram e arregimentaram membros. Em 2017, o pacto foi rompido. A violência bateu recorde, com 5.134 homicídios. Em 2018, foi dado passo além.

A reposta é emergencial e não parece estar encaminhada. O Governo do Estado cobra o Governo Federal. Não há resposta de Brasília, nem no Ceará parece se saber o que fazer. Enquanto isso, o problema aumenta.

A solução não será dada isoladamente pelo Governo do Ceará. As facções são, muitas delas, interestaduais, com braços fora do País. São organizações transnacionais, multinacionais do crime. São Paulo e Rio de Janeiro não conseguiram enfrentá-las sozinhos. O Ceará é que não será capaz mesmo. A articulação precisa ser nacional, mas tem de ir além do discurso de cobrança.

O governador Camilo Santana (PT) tem recorrido à boa relação recém-reconstruída com Eunício Oliveira (MDB) no encaminhamento de demandas com o Palácio do Planalto. Nenhuma tão urgente quanto o enfrentamento aos crimes organizados. O governo cearense precisa pedir socorro. Não dá para continuar como está e a tendência é piorar, se não for feito nada diferente do que foi até agora.

Massacre de Cajazeiras – Cinco suspeitos são identificados pela Polícia

O governador Camilo Santana anunciou no início da tarde deste domingo, 28, em coletiva de imprensa na sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que cinco suspeitos foram identificados pela Polícia por envolvimento no caso da chacina no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, que deixou 14 pessoas mortas.

Segundo Camilo, dois dos suspeitos não atuaram na ação, mas planejaram o crime. Os nomes são mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigações.

O petista convocou nesta manhã a reunião na qual anunciou a criação de uma força-tarefa em resposta à Chacina de Cajazeiras, a maior da história do Ceará, ocorrida na madrugada de sábado, 27.

(O POVO Online)