Blog do Eliomar

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Câmara Municipal aprova projeto que cria o Comitê de Monitoramento e Preservação das Lagoas

A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou, nesta terça-feira, a criação do Comitê Municipal de Monitoramento e Preservação das Lagoas de Fortaleza. A iniciativa é da vereadora Larissa Gaspar (PPL) por meio do projeto de indicação nº 703/2017.

Pelo texto, o Comitê deverá ficar vinculado à Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) e promoverá o monitoramento e a preservação das lagoas de Fortaleza, contemplando a participação do Poder Público e da sociedade civil, de forma integrada.

Ainda está com atribuição do Comitê denunciar e receber denúncias de casos de poluição, degradação e aterramento das lagoas na cidade. O colegiado, de acordo com o texto, deverá propor anualmente estudo e diagnóstico acerca das condições ambientais das lagoas e entorno.

(Foto – CMFor)

Unimed Ceará construirá hospital em Juazeiro do Norte

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A Unimed Ceará deve implantar, ainda neste ano, mais duas novidades para a clientela: o Cartão Virtual e o Registro Eletrônico de Saúde. Informa o presidente estadual da operadora, Darival Bringel, sem dar maiores detalhes.

Darival adianta que, ainda neste mês, deverá apresentar para médicos da Região do Cariri o anteprojeto do futuro Hospital Regional Unimed, que será construído em Juazeiro do Norte, com capacidade para 120 leitos.

Na condição de diretor de Mercado e Desenvolvimento da Unimed Brasil, ele seguiu para Foz do Iguaçu, onde participará do simpósio de Unimed do Paraná. O tema ali em discussão: Cenários da Economia e Eleições 2018.

(Foto – Paulo MOska)

Jornalista Luís Sérgio Santos lança a biografia de Parsifal Barroso

O Instituto Myra Eliane lançará, nesta terça-feira (5), às 19 horas, na Livraria Cultura, a biografia do ex-governador Parsifal Barroso, que chegou a ser também senador e deputado. O autor é o professor e jornalista Luís Sérgio Santos. A obra faz parte das comemorações do aniversário de 60 anos da eleição do biografado para o executivo estadual.

Para o autor, o Governo de Parsifal (1959-1963) é um traço na historiografia do Ceará. “Normalmente se pula do governo Sarasate para o governo Virgílio Távora e isso me chamou a atenção. Foram três anos de pesquisa intensa. Dei minha contribuição preenchendo esse vazio e resgatando a incrível e precoce história de Parsifal”, afirma.

A obra

O livro ‘Parsifal – Um Intelectual na Política’ destaca o percurso da vida de um dos maiores políticos na história do país, tanto sua vida profissional quanto pessoal e intelectual. Antes de governar o Ceará, foi o ministro mais jovem do então presidente, Juscelino Kubitschek, à frente da pasta estratégica do Trabalho, Indústria e Comércio, em tempos turbulentos, com greves em todos os setores. Sua atuação como docente também comprova o escopo de suas ideias, amparadas por seus estudos de ciências sociais e História do Brasil e da região.

Eleito Governador em 1958, sobre Virgílio Távora, Parsifal teve uma gestão marcada pelo planejamento. Trouxe energia elétrica para o sul do Ceará, criou a Secretaria de Saúde, criou as bases da Universidade Estadual do Ceará (Uece) com a Escola de Veterinária, reestruturou a Secretaria de Educação, entre outros feitos descritos na obra.

Instituto Myra Eliane

O Instituto Myra Eliane, fundado em 2016 com base em Fortaleza (CE), atua no fomento à educação. Na frente editorial, já são três obras lançadas: a reedição do livro O Cearense (Parsifal Barroso), Olga Barroso – Na vanguarda da vida (Juarez Leitão), e Parsifal – Um intelectual na política.

SERVIÇO

*Livraria Cultura – Avenida Dom Luís, 1010 – Loja 8 – Aldeota

*Mais Informações – (85) 3456.3262

O Golpe de chuteiras

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Com o título “O Golpe de chuteiras”, eis artigo de Fernando Costa, sociólogo e publicitário. Ele aborda as diferenças entre os golpes de 1964 e o de 2017 no País. Confira:

O golpe militar de 1964 pariu um desastre de quase um quarto de século. O golpe judicial de 2017, financiado pela plutocracia paulista, está a parir uma tragédia sem precedentes na história deste País.

O fim do regime constitucional, o STF e a republiqueta da primeira instância, com sede em Curitiba, rasgaram e jogaram na lata do lixo da história a Constituição Federal de 1988. O fantoche Temer, imposto à nação pelos golpistas, tornou-se um constrangimento maior que qualquer discurso da injustiçada Presidenta Dilma. E ainda tem quem clame por uma intervenção militar. um Exército que não conseguiu até agora pacificar uma favela no Rio de Janeiro.

Pela primeira vez na história do Judiciário brasileiro, e quem sabe do mundo, uma pessoa foi condenada e presa por convicção do juiz e não por provas, obviamente que estou falando do Presidente Lula Livre.

O Supremo Tribunal Federal, apequenado pela pressão midiática mais uma vez, assim como em 1964, sancionou o golpe. Romero Jucá e Sérgio Machado sabiam muito bem do que estavam falando quando foram grampeados.

A recente chamada greve dos caminhoneiros, na verdade um locaute do cartel dos empresários do setor de transporte de cargas, que dominam a distribuição de produtos via rodovia num País de dimensões continentais, e se não me falha a memória, com mais de oito mil quilômetros de litoral, sem se falar na malha fluvial, mostrou o tamanho do estrago que a classe dominante é capaz de fazer à Pátria, que eles idolatram tanto com seus patos inflados e seus patos manipulados com camisas amarelas.

E por falar nas camisas amarelas parece que pela primeira vez teremos uma visão real do que é uma Copa do Mundo de Futebol, são times, apenas times, pelos quais torcemos disputando um campeonato. E parafraseando Nelson Rodrigues, o último representante da direita culta deste País, vamos torcer para que essa seleção não seja o golpe de chuteiras.

*Fernando Costa

fernando@vervecom.com.br

Sociólogo e publicitário.

Vice-prefeito de Maracanaú bate em Camilo, que é amigo de Eunício, que ajuda o prefeito de Maracanaú

Firmo e Eunício – Juntos por Maracanaú.

Enquanto o tucano Roberto Pessoa, vice-prefeito de Maracanaú (RMF), bate no Governo do Estado, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), anuncia a liberação de R$ 120 milhões para essa cidade gerida pelo também tucano Firmo Camurça.

Eunício, hoje, é ligadíssimo ao governador Camilo Santana(PT).

(Foto – Divulgação)

Geografia da UFC ganha prêmio da União da Geomorfologia Brasileira

O Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará conquistou o prêmio de Melhor Dissertação de Mestrado em Geomorfologia. Foi concedido pela União da Geomorfologia Brasileira, que se reuniu no Crato, durante o XII Simpósio Brasileiro de Geomorfologia.

A dissertação, cujo título é “Geomorfologia Cárstica da Casa de Pedra – Martins – RN”, é de autoria de Pedro Edson de Face Moura e teve a orientação do professor-doutor Rubson Pinheiro Maia, bolsista CNPq/Pq2 e membro permanente do Programa.

(Foto – Evilázio Bezerra)

Creci/CE está sob nova direção

O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) está sob nova direção. Na última reunião plenária da entidade, Apolo Scherer Albuquerque formalizou a sua saída da presidência dessa autarquia federal, abrindo vez para o vice-presidente Tibério Benevides.

Tibério é bacharel em História pela UECE e corretor de imóveis há mais de 30 anos , hoje atuando como autônomo.

Apolo Scherer deixa o comando do Creci/CE após sete anos de atuação e três décadas em atividades classistas. Nesse período, ajudou a implantar associações atuantes no mercado imobiliário, como a AADIC, foi presidente do Secovi e dirigiu redes de corretores como a RIC, Sindimóveis, Ceará Rede Imóveis e Rede de Corretores Autônomos. Ele vai se dedicar às atividades empresariais como corretor de imóveis no município do Eusébio (Região Metropolitana de Fortaleza).

A tragédia partidária cearense revisitada

Com o título “A tragédia partidária cearense revisitada”, eis artigo do cientista político Filomeno Moras. Ele aborda o que chama de “desinstitucionalização dos partidos” o que ocorre no Ceará. Confira:

O Palhaço Tiririca, quando da sua campanha vitoriosa para deputado federal, há quatro anos, repetia o mantra: “Vote no Tiririca, pior do que tá não fica”. Se se considerar a realidade partidária cearense, é um caso sério do que o que já era ruim ficou pior. O trágico tornou-se mais trágico. Senão, veja-se.

Há quatro anos, escrevi um artigo com o título idêntico – apenas sem o “revisitada” – ao deste (“Segunda Opinião”, 7/5/2014), do qual retiro as seguintes considerações: 1. a observação dos fatos demonstrava que, no Ceará, partidos políticos de fato pouco significavam. A não ser, em obediência à prescrição constitucional, segundo a qual monopolizam a função representativa, ou seja, pertencer a um partido é condição necessária à elegibilidade, aspectos outros das suas existências e potencialidades não eram valorizados; 2. o noticiário da conjuntura escancarava a dimensão trágica da vida partidária estadual; 3. generalizava-se o discurso da lealdade/deslealdade, da gratidão/ingratidão, da atenção/desatenção pessoais, enfim, a regra era a fulanização, em detrimento de estruturas e processos; 4. não se via a apresentação de um programa, de uma diretriz, de uma linha de ação que apontasse para além da racionalidade instrumental, de ocasião.

De fato, a existência de partidos tende a constituir um “sistema partidário”, ou seja, a interação que as agremiações desenvolvem, entre si, diante de leis, instituições e mecanismos que regem o processo eleitoral e o processo parlamentar e que acabam por indicar o amadurecimento político-democrático de uma sociedade. Num Estado federativo, a multiplicidade e a diversidade dos padrões das unidades subnacionais, padrões econômicos e sociais, políticos e culturais, tendem, ademais, a constituir “subsistemas partidários”, com consequências evidentes em relação ao centralismo partidário.

Publicação do final da década de 1990 dá conta de que, concernente à realidade cearense, a análise da série histórica de eleições para mandatos federais e estaduais, após a redemocratização, observava indícios de institucionalização – embora devessem ser vistos com cautela – de um subsistema partidário, decorrentes dos seguintes indicadores: 1. as eleições legislativas encontravam-se razoavelmente associadas, com os votos dados aos mesmos partidos para os planos federal e estadual; 2. as taxas de alienação eleitoral (abstenções, e votos nulos e em branco) diminuíam; 3. a existência de algum tipo de identificação partidária em torno do eixo situação-oposição.

Nos últimos dezoito anos, todavia, a situação vem num crescendo de desinstitucionalização dos partidos e do subsistema partidário estadual. A título de ilustração, observem-se duas situações. O PSDB, praticamente “partido único” durante a década de 1990, agora possui uma bancada parlamentar ínfima e tem que buscar, por conta da anemia de quadros, um oficial-general recém-saído do serviço militar ativo para lançá-lo candidato a governador do Estado. O PT, que tem o chefe do Executivo estadual nos seus quadros e como suposto candidato à reeleição está propenso, a crer na imprensa (“O Povo”, 22/5/2018), pode compor uma coalizão eleitoral com mais 23 partidos, reunindo desde o PDT dos irmãos Ferreira Gomes às pequenas siglas de esquerda, dos ditos “golpistas” do MDB e de outros partidos aos oportunistas de diversas extrações.

Por tudo, não é ocioso lembrar a constatação/profecia formulado por Samuel Huntington, em outro contexto temporal, que, de outro modo e em outras circunstâncias, interpela ainda hoje os que se preocupam com a qualidade do regime democrático.

*Filomeno Moraes,

Professor universitário e cientista político.

Crea-CE cobra do prefeito a inspeção predial

O presidente da entidade, Emanuel Mota, esteve com o prefeito Roberto Cláudio (PDT) quando cobrou uma ação para intensificar as fiscalizações nesse sentido. RC prometeu enviar o novo projeto de lei, aperfeiçoando a atual legislação, ainda na primeira quinzena deste mês de junho e dar cumprimento imediato às fiscalizações.

Emanuel Mota havia criado uma comissão, com a qual se reúne periodicamente, para tratar do tema, uma vez que “Fortaleza se encontra em processo de envelhecimento necessitando, portanto, que essa legislação se torne ativa em prol da segurança da sociedade”, diz o dirigente do Crea.

(Foto – Divulgação)

Presidente do Sinduscon/CE e os efeitos da greve dos caminhoneiros

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta terça-feira:

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Ceará, André Montenegro, vem ressaltando a necessidade de se repensar a carga de impostos e os efeitos da crise provocada pela paralisação dos caminhoneiros.

A queixa do empresário cearense não é isolada. Há um movimento nacional sobre as dificuldades da área.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lançou documento que destaca o impacto negativo dos aumentos dos preços do asfalto e da greve caminhoneiros, que deixaram a atividade no limite.

(Foto – Divulgação)

Eunício Oliveira emplaca mais um diretor no BNB

O advogado Aloísio Carvalho é o novo diretor financeiro e de Crédito do Banco do Nordeste. Ocupa a vaga que era do presidente Romildo Rolim. O cargo a ser ocupado por Aloísio estava sendo acumulado pelo diretor de Administração, Cláudio Freire.

Aloísio é um nome ligado ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), também responsável pela indicação de Romildo. Já foi secretário-adjunto da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com o aval do então do líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira. Também já foi o superintendente federal da Pesca no Ceará.

No currículo, secretário de Finanças da gestão do falecido prefeito Juraci Magalhães e secretário-executivo da SSPDS (Governo Cid Gomes). Chegou a disputar a Prefeitura de Fortaleza pelo PMDB, indicado por Juraci.

(Blog do Jocélio Leal)

Camilo cumpre agenda no eixo Canindé-Fortaleza

O governador Camilo Santana (PT) assina, nesta manhã de terça-feira, a ordem de serviço para revitalização do Corredor Religioso de Canindé. No mesmo ato, instala o sistema de videomonitoramento e inaugura a Delegacia 24 horas do município.

No final da tarde, Camilo cumprirá agenda a la prefeito: vai assinar a ordem de serviço do pacote de obras para a Regional V, em Fortaleza , mais precisamente na Praça Apolo XI (Parque Santa Rosa).

Ibama e Aprece vão criar brigadistas para combater incêndio florestal

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta terça-feira:

O Ceará registra, anualmente, muitas queimadas, fenômeno que, por conta dos seis anos de estiagem, ampliou-se. Se os casos se registravam mais no Sertão Central, hoje ocorrem em todas as regiões. É

o que revela o superintendente estadual do Ibama, Herbert Lobo, adiantando que, por causa de tal situação, o órgão vai fechar parceria com a Associação das Prefeituras do Ceará (Aprece) e oferecer cursos para a formação de brigadistas no combate a incêndios florestais.

O primeiro curso deve ser oferecido na segunda quinzena deste mês, com a meta de o Estado formar, até agosto próximo, 500 brigadistas. “Esse curso é fundamental. O Ceará vive sob a ameaça da desertificação. Nosso objetivo é preservar o bioma caatinga e nossos recursos hídricos”, explica Lobo. Os detalhes técnicos e burocráticos dessa parceria serão finalizados nesta semana.

Por falar em Ibama, o que de concreto o órgão tem feito com relação a algo que queima a paciência dos ambientalistas por anos: a pesca predatória da lagosta?

Ciro abre em Fortaleza seminário internacional sobre Segurança Pública

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Com palestra do presidenciável Ciro Gomes, será aberto às 18 horas desta terça-feira o Seminário Internacional sobre Segurança Pública. A realização é da Assembleia Legislativa. O encontro vai se estender até a sexta-feira com conferências, mesas e fóruns. Ciro falará sobre o tema “Pacto federativo e a segurança pública no Brasil” no auditório do Anexo II, do Poder Legislativo.

O objetivo do evento, segundo o presidente da Casa, Zezinho Albuquerque (PDT), é oferecer à sociedade cearense e brasileira alternativas que contribuam para solucionar o problema da violência que aflige o País, com ênfase na realidade do Ceará.

Os participantes terão acesso a quatro conferências, realizadas sempre às 18 horas, seis mesas com debates entre especialistas de diversas áreas, que interagem com a temática da segurança pública, além de oito fóruns. Com o foco na construção de diálogos pelo direito à vida, à liberdade e à paz, o evento reúne pesquisadores, estudantes e representantes do Poder Público em quatro dias de debates e propostas.

Programação

A programação das conferências a serem realizadas no seminário inclui debates sobre o sistema internacional de proteção dos direitos humanos na quarta-feira (06/06), com o embaixador José Augusto Lindgren, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e, na quinta-feira (07/06), sobre a política de reversão à violência urbana em Medellín, na Colômbia, com o comunicador social Jorge Melguizo.

Já a conferência de encerramento do seminário, na noite de sexta-feira (08/06), discutirá “A inteligência como ferramenta de prevenção e combate à violência: o HUB da segurança pública no Ceará”, com o ministro extraordinário da Segurança Pública no Brasil, Raul Jungmann.

O Seminário Internacional sobre Segurança Pública é organizado pelo Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da AL e conta com a parceria da Universidade Estadual do Ceará (Uece), da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor).

SERVIÇO

*Prédio-Anexo II da Assembleia Legislativa – Rua Barbosa de Freitas, 2674.
*Programação e inscrições: https://al.ce.gov.br/seminario-internacional-de-seguranca-publica

(Foto – Fábio Lima)

Em guerra interna, PCC avança sobre países vizinhos

São quase 17 mil km de vizinhança do Brasil com dez países. Nos territórios de fronteira, as facções brasileiras compram briga ou fazem morada. Expandem seus ‘negócios’ na base da força. O Primeiro Comando da Capital (PCC) tomou o trono de Jorge Rafaat Toumani.
Até dois anos atrás, o brasileiro, de 56 anos, era o todo-poderoso da região entre Pedro Juan Caballero (Amambay/Paraguai) e Ponta Porã (Mato Grosso do Sul), um dos principais pontos da entrada de cocaína para o território brasileiro.

Paraguai de um lado, Brasil do outro, separados por ruas. Rafaat era o grande ordenador das remessas de drogas e armas a partir daquele ponto da fronteira para as facções brasileiras. A opção para matá-lo foi pouco discreta: usaram uma metralhadora calibre Ponto 50, que abate até helicóptero. O jipe de Rafaat, um Hammer blindado, ficou bem avariado.

Dois chefes do PCC, Gegê do Mangue (Rogério Jeremias de Simone) e Paca (Fabiano Alves de Souza), estavam estabelecendo morada entre o Ceará e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Também circulavam pelo Paraguai e Colômbia. Eram, até então, os principais nomes da cúpula da organização criminosa fora dos presídios.

Estavam silenciosos perto dos mares cearenses. Compraram uma bela casa num condomínio de luxo em Aquiraz, andavam em carrões entre a Beira Mar e o Beach Park, tinham uma casa de veraneio em Beberibe, litoral leste (a 85 km da Capital). Trouxeram a família. Não eram só férias. Foram executados em fevereiro último, logo após o Carnaval, na Região Metropolitana de Fortaleza.

As mortes de Rafaat, Gegê e Paca evidenciam elos indissociáveis entre o crime brasileiro e as zonas fronteiriças. Rafaat era “O Barão”, “O Padrinho”, também o chamavam de “Saddam”. Vivia na terra vizinha, livre e temido, mesmo condenado no Brasil a 47 anos de cadeia – o caso envolvia um carregamento de cocaína de quase uma tonelada. Barão supria de drogas PCC e Comando Vermelho simultaneamente.

Gegê e Paca costuravam negócios do PCC na Bolívia. Articulavam a compra de cocaína e armas e a distribuição pelo Brasil. A facção é a brasileira mais bem montada em solo estrangeiro. Já teria passado ao nível de cartel. Havia suspeitas de que, da fronteira, poderiam montar algum modo de controlar o PCC a partir de Fortaleza. A tese não foi provada. Teriam desviado dinheiro do grupo para comprar as mansões e os carros e se desgarrarem financeiramente. Foram considerados traidores. Morreram executados por colegas de facção dentro de uma aldeia indígena em Aquiraz.

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(O POVO – Repórter Cláudio Ribeiro)

“Lisca Doido” deve comandar o Ceará contra o Botafogo

A página Jorginho virou de forma muito rápida no Ceará. Em plena madrugada de ontem, quando o clube informava o desligamento do ex-lateral horas depois da derrota para o Cruzeiro, uma negociação com Lisca “Doido” já era costurada nos bastidores. Alegando motivos pessoais, Jorginho pediu demissão e deixou o Alvinegro com 0% de aproveitamento após dez dias de trabalho. Na manhã de ontem, o carioca e membros da sua comissão técnica estiveram no clube para se despedir dos jogadores e dos funcionários. Logo após a saída, o ex-comandante do Vovô passou a ser cotado para assumir o Vasco.

Enquanto Jorginho dava o “adeus” no Porangabuçu, Lisca confirmava ao O POVO o convite para assumir o Ceará. Mais tarde, em novo contato, admitiu que encontraria os dirigentes no Rio de Janeiro. E por lá o gaúcho de 45 anos, que salvou o Alvinegro do rebaixamento da Série B para a C em 2015, acertou os últimos detalhes e assinou contrato com o clube.

Por volta das 21 horas, Lisca já estava no ônibus com a delegação do Ceará – o time enfrenta o Botafogo amanhã, no Engenhão-RJ. Trinta minutos depois, o time oficializava o acerto nas redes. O professor “maluco” já deve comandar a equipe diante do Fogão. O técnico tentará levar o Ceará à primeira vitória no Brasileirão e iniciar reação contra rebaixamento.

No termômetro das redes sociais é fácil perceber que Lisca não é unanimidade entre os torcedores do Ceará. Mas o gaúcho tem a confiança da diretoria do Alvinegro, que era a mesma – presidida por Robinson de Castro – em 2015, ano do “milagre” contra a degola. Ele deixou o Vovô em 2016, saindo com boa relação com os dirigentes. O perfil motivador do técnico deve ser a principal aposta da diretoria alvinegra para reverter a situação na Série A.

Além de ter salvado o Ceará, Lisca conseguiu livrar o Guarani da queda da Série B para a C, no ano passado. Agora tem a missão de, mais uma vez, tirar o time cearense da parte de baixo da tabela. No Vovô, Lisca comandou o clube em 28 jogos entre outubro de 2015 e março de 2016, conquistando 18 vitórias, seis empates e quatro derrotas.

O último clube de Lisca foi o Criciúma, onde teve uma passagem relâmpago. Por lá, comandou o Tigre em apenas quatro jogos, obtendo um aproveitamento de 33% (uma vitória, um empate e duas derrotas).

(O POVO/Foto – Fábio Lima)