Blog do Eliomar

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Chacina de Cajazeiras – Secretário diz que três dos 14 mortos tinham antecedentes criminais

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, André Costa, informou, nesta segunda-feira, que apenas três vítimas, do total de 14 na Chacina de Cajazeiras, tinham antecedentes criminais. Foi durante entrevista ao Programa Paulo Oliveira, da Rádio Verdes Mares AM.

Ele não deu detalhes sobre esses casos e não adiantou nomes. “Três pessoas tinham antecedentes criminais. Uma mulher tinha quando foi menor de idade e morreu aos 23 anos. Outros dois já tinham antecedentes formais. As demais não tinham antecedentes”, disse o secretário.

André Costa dedicou esta segunda-feira dar uma série de entrevistas a emissoras de rádio e televisão para adiantar que providências o Estado adota depois da Chacina de Cajazeiras, quando foram assassinadas, no último sábado, 14 pessoas dentro de um clube. A motivação do massacre seria uma disputa de território entre facções.

(Foto – CNEWS)

Dez presos fogem da Cadeia Pública de Senador Pompeu

Uma fuga de 10 presos foi registrada na madrugada desta segunda-feira na Cadeia Pública de Senador Pompeu (Região Centro). O grupo, considerado de alta periculosidade, cavou um um buraco na parede de acesso à parte externa do local. As informações são da Polícia Militar desse município.

Esse grupo seria ligado ao Comando Vermelho (CV), segundo policiais.

(Foto – Arquivo)

 

 

Funceme registra uma segunda-feira de pouca chuva no Interior

Bica do Ipu voltou a ser belo espetáculo na Ibiapaba.

Choveu em 22 municípios cearenses, até 9 horas desta segunda-feira, de acordo co boletim da Funceme. Nada de chuva forte. O órgão prevê nebulosidade variável, com possibilidade de chuva na faixa litorânea. Nas demais regiões, céu parcialmente nublado. Confira as 10 maiores chuvas:

Itapipoca (Posto: Itapipoca) : 30.0 mm

Hidrolândia (Posto: Hidrolandia) : 23.0 mm

Novo Oriente (Posto: Novo Oriente) : 16.5 mm

Redenção (Posto: Redencao) : 13.4 mm

Aracoiaba (Posto: Aracoiaba) : 10.0 mm

Boa Viagem (Posto: Boa Viagem) : 9.5 mm

Independência (Posto: Desejo) : 8.3 mm

Horizonte (Posto: Horizonte) : 7.5 mm

Itapiúna (Posto: Palmatoria) : 6.4 mm

Redenção (Posto: Açude Acarape Do Meio) : 5.4 mm

(Vídeo de leitor do Blog)

Camilo recebe diretor do Porto de Roterdã para acertar parceria em favor do Porto do Pecém

Nem tudo é Chacina das Cajazeiras. A agenda do governador Camilo Santana (PT), tomada no fim de semana por esse massacre que mexeu com a segurança pública, inclui uma outra área de sua gestão: o campo da infraestrutura.

Amanhã, ele receberá, no Palácio da Abolição, René Van de Plas, diretor internacional do Porto de Roterdã, o maior da Europa e um dos cinco maiores do mundo. Segundo Camilo, hora de discutir detalhes da parceria que está sendo costurada, desde o ano passado, entre o Governo, via Porto do Pecém, e Roterdã (Holanda).

A meta é dobrar a capacidade de cargas do Pecém nos próximos 10 anos para 28 milhões de toneladas por ano, tornando esse porto um dos principais portões de entrada e saída de produtos no Nordeste. Atualmente, essa movimentação varia de 12 a 14 milhões de toneladas.

Claro que o fundamental nesse acordo, com garantia de logística de peso e moderna no segmento, é atrair grandes investimentos e investidores.

Fala de secretário da Segurança Pública sobre massacre em Cajazeiras rende memes nas redes sociais

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, afirmou que a chacina no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, foi ação planejada e organizada. Ele comparou com os massacres que ocorrem em outros países, que não são ligados a grupos criminosos.

Apesar da chacina ser a maior da história do Ceará, o secretário afirma que “não há perda de controle”. Ele qualificou o massacre como “caso isolado”.

“Estamos trabalhando, não há motivo para pânico ou temor, estamos acompanhando, engajados”, garantiu Costa.

A frase rendeu memes nas redes sociais.

Confira alguns:

 

Morre o jornalista José Mário Pinto

FORTALEZA, CE, BRASIL, 14-04-2014: José Maria Pinto, repórter do O POVO. José Maria Pinto comemora 58 anos de jornalismo. (Foto: Calima de Almeida/O POVO)

Morreu, nessa noite de domingo, em Fortaleza, o jornalista José Mário Pinto (83). Ele estava internado desde a última quinta-feira, 25, por conta de uma pneumonia. José Mário tinha 61 anos de profissão, e faria 54 anos no O POVO em abril deste ano. O velório acontece no Cemitério Parque da Paz. Às 10 horas desta segunda-feira, no mesmo local, haverá celebração de missa e, em seguida, o sepultameto.

Até outubro de 2016, ele assinava a coluna Turismo S/A no O POVO Online e também atuava como repórter do núcleo de Conjuntura. Ele também assinou a coluna Três Armas.

Refinaria do Ceará – Secretário em ritmo de contatos no Irã

O secretário de Assuntos Internacionais do Ceará, Antonio Balhmann, inicia, nesta segunda-feira, no Irã uma série de encontros com empresas do ramo petrolífero desse país.

Com ele, estarão os investidores chineses interessados em implantar a refinaria cearense. O objetivo é negociar a compra de óleo iraniano para o empreendimento.

Os chineses consideram o óleo da Petrobras muito caro.

 

Morre a jornalista Elvira Sena

Morreu neste domingo (28) a jornalista cearense Elvira Sena, que trabalhou no Diário do Nordeste e na TV Verdes Mares. O corpo está sendo velado na casa onde a jornalista morou, na rua Epifânio Leite, 87, no bairro Jacarecanga.

Elvira trabalhou por muito tempo na Editoria de Polícia do Diário do Nordeste, indo depois para a Editoria de Cidades e depois para a produção da TV Verdes Mares.

(Foto: Arquivo)

Chacina expõe Estados paralelos e mostra Fortaleza na iminência de guerra urbana

Em artigo no O POVO o jornalista Érico Firmo alerta que “Há pequenos Estados paralelos instaurados. E eles estão se fortalecendo”. Confira:

Esse sábado sombrio foi a mais evidente demonstração de força até hoje do terror representado pelos Estados paralelos que tomaram as periferias de Fortaleza. E, também, da ineficácia da resposta do poder público. A chacina no bairro Cajazeiras é o ponto máximo de situação que se arrasta há mais de um ano. Há pequenos Estados paralelos instaurados. E eles estão se fortalecendo.

Essa foi a maior, mas não a única chacina dos últimos anos. O recorde de maior já registrada no Estado havia sido batido há dois anos e três meses e foi novamente superado agora. Nos últimos 12 meses, foram oito crimes do tipo com pelo menos quatro mortos, todos na Região Metropolitana de Fortaleza. A média é de uma chacina a cada um mês e meio. No total, morreram 46 pessoas.

Fortaleza, e o Ceará, acostumaram-se a ser violentas nas últimas décadas. Triste hábito. Porém, essa expressão da criminalidade é diferente da que se tornou usual. O fortalezense, infelizmente, está familiarizado com a abordagem para roubar celular ou a bolsa, com o roubo de carro, a saidinha bancária. Também se tornaram rotineiros os homicídios relacionados a disputas envolvendo drogas. Porém, subiu-se um degrau. O que passou a ocorrer é bem diferente.

Ao logo do ano passado, houve notícias de corpos decapitados, membros decepados, cadáveres incinerados jogados em ruas e terrenos baldios. Lembra coisa do Estado Islâmico. A brutalidade é usada para demonstrar poder.

Os organismos criminosos se apropriaram do controle de territórios na Capital já há alguns anos. Não que a Polícia não entre nesses locais. Faz suas incursões, sim. Mas, uma hora se retira. Quando sai, as facções ditam as regras. Ao tentarem ocupação mais permanente, os criminosos migram de território e o problema recomeça em outro lugar.

Tão assustador quanto as 14 mortes confirmadas pelo secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) é a certeza de que o grupo atacado tentará reagir. A entrevista coletiva do delegado André Costa não deu a confiança de que o aparelho de segurança terá condições, no médio prazo, de antecipar evitar a revanche. O risco de uma guerra se instaurar é considerável.

Instaurar é modo de dizer. Já há uma guerra nas periferias. O que ocorre já choca, ou deveria chocar, há bastante tempo. A guerra está em curso. O que houve na madrugada deste sábado foi apenas seu ponto máximo até agora, numa dimensão que não pode ser ignorada pelo conjunto da cidade. Do País, até.

O secretário André Costa acerta ao dizer não haver motivo para pânico. Menos como diagnóstico e mais como conselho. O medo não costuma ser bom conselheiro. Todavia, a situação realmente preocupa, e muito.

As facções existem já há algum tempo, mas se fortaleceram enormemente ao longo do ano de 2016, quando foram firmadas “tréguas” entre elas. O tempo sem conflitos ajudou a reduzir de forma considerável o número de homicídios em Fortaleza (queda de 39%). Nesse intervalo, grupos criminosos se armaram, organizaram e arregimentaram membros. Em 2017, o pacto foi rompido. A violência bateu recorde, com 5.134 homicídios. Em 2018, foi dado passo além.

A reposta é emergencial e não parece estar encaminhada. O Governo do Estado cobra o Governo Federal. Não há resposta de Brasília, nem no Ceará parece se saber o que fazer. Enquanto isso, o problema aumenta.

A solução não será dada isoladamente pelo Governo do Ceará. As facções são, muitas delas, interestaduais, com braços fora do País. São organizações transnacionais, multinacionais do crime. São Paulo e Rio de Janeiro não conseguiram enfrentá-las sozinhos. O Ceará é que não será capaz mesmo. A articulação precisa ser nacional, mas tem de ir além do discurso de cobrança.

O governador Camilo Santana (PT) tem recorrido à boa relação recém-reconstruída com Eunício Oliveira (MDB) no encaminhamento de demandas com o Palácio do Planalto. Nenhuma tão urgente quanto o enfrentamento aos crimes organizados. O governo cearense precisa pedir socorro. Não dá para continuar como está e a tendência é piorar, se não for feito nada diferente do que foi até agora.

Massacre de Cajazeiras – Cinco suspeitos são identificados pela Polícia

O governador Camilo Santana anunciou no início da tarde deste domingo, 28, em coletiva de imprensa na sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que cinco suspeitos foram identificados pela Polícia por envolvimento no caso da chacina no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, que deixou 14 pessoas mortas.

Segundo Camilo, dois dos suspeitos não atuaram na ação, mas planejaram o crime. Os nomes são mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigações.

O petista convocou nesta manhã a reunião na qual anunciou a criação de uma força-tarefa em resposta à Chacina de Cajazeiras, a maior da história do Ceará, ocorrida na madrugada de sábado, 27.

(O POVO Online)

Chacina das Cajazeiras: não foi um caso isolado

Em artigo no O POVO, o jornalista Henrique Araújo critica a declaração de “caso isolado” do secretário André Costa sobre a chacina de Cajazeiras. Confira:

De todas as respostas possíveis que um agente público poderia dar para a chacina das Cajazeiras, na madrugada deste sábado, a pior é certamente a de que o massacre foi um evento isolado e similar a atentados terroristas, como os praticados pelo Estado Islâmico.

Mas foi exatamente o que o titular da SSPDS, André Costa, fez. Em coletiva, o delegado afirmou: “No mundo todo há eventos que matam pessoas em boates”. É uma declaração infeliz pela banalidade com que pretende fazer passar o assassinato de que quase duas dezenas de pessoas. Mas não apenas.

O discurso de Costa é a extrapolação de um argumento, corriqueiro e já sem crédito, segundo o qual o crescimento vertiginoso no número de homicídios no Estado deve-se unicamente a um fenômeno nacional. Não é exclusividade do Ceará. Agora, o secretário foi além, ampliando nossas fronteiras. Não se trata mais do Brasil, mas do mundo. Estamos em par com EUA ou França, que não nos fazem mais inveja com os seus “lobos solitários” que explodem casas de shows ou invadem sedes de jornais, matando dezenas de pessoas e ferindo centenas. Temos um terrorismo para chamar de nosso. Um radicalismo made in Ceará.

Claro que tudo isso é falacioso, e a ação que resultou nas 16 mortes pode ser qualquer coisa, menos pontual. Tampouco foi planejada e executada a pretexto único de espalhar o terror entre os cearenses. Às facções interessa menos o medo em si do que a manutenção do controle sobre largas faixas do território local, de modo a garantir o funcionamento das engrenagens do tráfico. A fala de Costa é mais desculpa política a dar num momento grave do que uma resposta que se possa levar a sério.

É, por essa razão, muito parecida com a que o próprio Estado deu não faz tanto tempo, quando os índices de homicídio haviam despencado e os gestores negavam que essa queda pudesse ter relação com suposto acordo entre os bandidos. Hoje se sabe que era precisamente isso, e não a eficiência das políticas de segurança.

Se há algo de internacional na chacina das Cajazeiras, não é o fato de os atiradores terem disparado a esmo, mas a sua repercussão. Hoje, todos os grandes jornais do planeta se referiram ao massacre no Ceará. Está nas manchetes dos portais de “La Nación”, “Post”, “New York Times”, “Independent” e “El País”. Somos notícia, mas pelas razões erradas.

Ironia que tudo isso tenha se dado no exato instante em que o Governo se empenha na melhora da imagem do Estado no exterior, sobretudo depois do anúncio do hub e de outros investimentos no setor de aviação civil. Quanto mais desejamos projetar a fama de lugar de praias bonitas e gente hospitaleira, acentuando nossos predicados como destino turístico, mais uma outra falência (a da segurança) bate
à nossa porta.

Acusado de latrocínio de advogado é condenado a 20 anos de prisão

A juíza Elizabeth Santos Vale Rodrigues, respondendo pela 5ª Vara Criminal de Fortaleza, condenou o réu Ariel Pereira de Souza a 20 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de latrocínio, que resultou na morte do advogado Paulo Sérgio Jucá Alves Garcia. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu no dia 1º de abril de 2017, por volta das 10h40min, dentro de uma filial das Lojas Americanas localizada na Avenida Dom Luís, bairro Meireles. O julgamento ocorreu na última quarta-feira.

O acusado, na companhia de um comparsa, entrou na loja com o intuito de realizar um assalto. Ao avistarem a vítima com o celular na mão, os assaltantes acharam que Paulo Sérgio estava chamando a polícia e, por isso, efetuaram dois disparos contra o advogado, que morreu no local.

Apesar de ter fugido após o crime, Ariel Pereira foi localizado 12 dias depois, no município de Barreira, no Ceará. O comparsa não foi identificado. Conforme a magistrada, o depoimento das testemunhas e a própria confissão do réu comprovam a autoria do crime.

“O conjunto probatório não deixa qualquer margem para dúvidas quanto ao fato de que o réu, em companhia com um indivíduo não identificado, foram os autores do assalto que resultou na morte da vítima. Agindo com identidade de desígnios, previamente combinados para realizar um assalto, os dois infratores saíram andando pelos corredores das Lojas Americanas à procura de uma vítima, pois desejavam roubar bens para consumirem mais entorpecentes”, afirma a magistrada.

REDE Sustentabilidade Ceará diz que bairros pobres de Fortaleza viram reféns das facções

FORTALEZA, CE, BRASIL, 27-01-2018: Maior chacina da história do Ceará deixa vários mortos no bairro Cajazeiras. (Foto: Evilázio Bezerra/O POVO)

A REDE Sustentabilidade Ceará mandou nota para o  Blog. Mostra sua preocupação com relação a tantas chacinas que se registram no Estado. A última delas, a Chacina de Cajazeiras. Confira:

É com uma intensa preocupação que a REDE Sustentabilidade Ceará publica esta nota em relação a Segurança Pública em nosso Estado. Nas primeiras horas desse sábado, dia 27 de janeiro de 2018, o Ceará viveu sua maior chacina da História, 14 pessoas foram assassinadas e diversas outras ficaram feridas no bairro Cajazeiras em Fortaleza.

Esta chacina só expõe a gravidade da situação da Segurança Pública no Ceará, um reflexo da completa ausência do Estado nesta área. Os fatores da insegurança no Ceará são diversos desde a intensa desigualdade social relacionada com a concentração da renda na mão de poucos até a falta de investimentos em Inteligência.

Em Fortaleza, há bairros com elevado e ao mesmo tempo com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), e são justamente nos bairros com baixo IDH, que diversas facções estão se instalando e dominando o dia a dia de várias famílias, deixando-as reféns da brutalidade e do autoritarismo destes criminosos.

Enquanto isso, o Governo do Estado investe mais em festas do que na Polícia Civil e setores de Inteligência, a consequência desta falta de prioridade é termos baixo número de crimes investigados e solucionados, gerando na sociedade a sensação da impunidade.

Esta chacina também mostra a ascensão do índice de criminalidade envolvendo mulheres, dos 14 mortos 10 eram mulheres. É tão lamentável vermos esta realidade, talvez uma amostra da falta de políticas públicas voltadas ao combate da violência contra as mulheres.

Os números da violência no Ceará impressionam. Fortaleza, por exemplo, hoje está entre as capitais mais violentas do país. Só em 2017, foi 5.134 homicídios em todo o Ceará, um aumento de 50,7% em relação a 2016. E em 2018, a média diária já supera a de 2017.

A REDE Ceará se solidariza com as famílias das vítimas desta chacina e dos diversos homicídios que ocorrem diariamente de norte a sul do nosso Estado. A Terra da Luz hoje está escura e chora, e o pior é que o choro ainda vai continuar por algum tempo, quando vemos as atuais autoridades apenas lamentando e sem apresentar nenhuma ação efetiva para evitar novas chacinas.

Seguimos chorando!

*Executiva REDE Sustentabilidade – Ceará

Grupo explode agência bancária em Solonópole e foge sem levar o dinheiro

Uma explosão na madrugada deste domingo (28) rompeu o centro de Solonópole, a 285 quilômetros de Fortaleza, após um grupo de assaltantes tentar levar o dinheiro da agência do Bradesco, na rua Dr. Queiroz Lima.

Uma rápida ação de policiais dos municípios de Milhã, Irapuan Pinheiro, Senador Pompeu, Jaguaretama e Campos Sales teria impedido que o grupo levasse o dinheiro do banco.

Os assaltantes teriam fugido pela estrada de Banabuiú, onde a Polícia encontrou um veículo Saveiro, de placas de Quixelô, até o momento sem queixa de roubo ou furto. Cerca de 10 assaltantes participaram da ação.

(Foto: Leitor do Blog)

Chacina de Cajazeiras – Camilo comandará reunião e vai montar força-tarefa para apurar e acompanhar caso

O governador Camilo Santana (PT) vai comandar reunião, às 11 horas deste domingo, na sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, com vários organismos para fechar um conjunto de medidas em consequência da Chacina de Cajazeiras, a maior da historia do Ceará e que resultou no assassinato de 14 pessoas. O caso envolve briga entre facções criminosas.

Camilo convocou para essa reunião membros da alta cúpula da Segurança do Estado, além de representantes do Ministério Público Estadual, Polícia Federal, Defensoria Pública Estadual, Poder Legislativo e Tribunal de Justiça do Estado.

Ele vai montar uma força-tarefa, segundo sua assessoria de imprensa, para acompanhar a apuração do caso, prestar assistência às famílias e fechar um pacote de medidas com objetivo de enfrentar a onda de ataques provocada por facções no Estado.

Em sua página no Facebook, o governador disse que não aceitará, em hipótese alguma, que “esse tipo de barbárie fique impune”. Várias entidades como a Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado e a OAB estadual repudiam o fato e cobraram medidas da parte do Governo.

A Defensoria Pública já se colocou à disposição das famílias dos mortos na chacina, enquanto parlamentares da oposição já repercutiram o caso, como os deputados estaduais Heitor Férrer (PSB) e Capitão Wagner (PROS). Ambos lamentaram a postura do Governo. Heitor chegou a dizer: “Chegamos ao fundo do poço!”

O Massacre

A Chacina de Cajazeiras ocorreu na rua Madre Teresa de Calcutá, no bairro Cajazeiras, em Fortaleza. Um grupo armado chegou em três veículos, invadiu a festa chamada popularmente por “Forró do Gago” e começou a disparar contra as vítimas.

O fato ganhou repercussão não apenas nacional, mas, também, internacional, com grandes veículos destacando o caso na cidade que em 2014 foi uma das sedes da Copa do Mundo.

Morre Célia Zanetti, uma das fundadoras do Crítica Radical

Célia Zanetti, militante e uma das fundadoras do Movimento Crítica Radical, morreu na noite desse sábado, aos 68 anos, quando lutava contra um câncer. Paulista de nascimento e cearense de coração, ela também era integrante da União das Mulheres Cearenses.

O velório ocorre desde as 2 horas deste domingo (28), na funerária Alvorada, no bairro Farias Brito, e segue até as 15h30min. O sepultamento previsto para as 16h30min, no Cemitério Jardim Metropolitano, no Eusébio (Região Metropolitana de Fortaleza).

Ela era amiga e companheira de lutas da ex-prefeita de Fortaleza, Maria Luiza Fontenel, e da ex-vereadora Rosa da Fonseca.

(Foto – Arquivo)

Chacina expõe Estados paralelos e mostra Fortaleza na iminência de guerra urbana

Com o título “Chacina expõe Estados paralelos e mostra Fortaleza na iminência de guerra urbana”, eis artigo do jornalista Érico Firmo, também colunista de Política do O POVO. Ele comenta o caso da Chacina de Cajazeiras. Confira:

Este sábado sombrio é a mais evidente demonstração de força até hoje do terror representado pelos Estados paralelos que tomaram as periferias de Fortaleza. E, também, da ineficácia da resposta do poder público. A chacina no bairro Cajazeiras é o ponto máximo de situação que se arrasta há mais de um ano. Há pequenos Estados paralelos instaurados. E eles estão se fortalecendo.

Essa foi a maior, mas não a única chacina dos últimos anos. O recorde de maior já registrada no Estado havia sido batido há dois anos e três meses e foi novamente superado agora. Nos últimos 12 meses, foram oito crimes do tipo com pelo menos quatro mortos, todos na Região Metropolitana de Fortaleza. A média é de uma chacina a cada um mês e meio. No total, morreram 46 pessoas.

FORTALEZA, CE, BRASIL, 27-01-2018: Maior chacina da história do Ceará deixa vários mortos no bairro Cajazeiras. (Foto: Evilázio Bezerra/O POVO)

Fortaleza, e o Ceará, acostumaram-se a ser violentas nas últimas décadas. Triste hábito. Porém, essa expressão da criminalidade é diferente da que se tornou usual. O fortalezense, infelizmente, está familiarizado com a abordagem para roubar celular ou a bolsa, com o roubo de carro, a saidinha bancária. Também se tornaram rotineiros os homicídios relacionados a disputas envolvendo drogas. Porém, subiu-se um degrau. O que passou a ocorrer é bem diferente.

Ao logo do ano passado, houve notícias de corpos decapitados, membros decepados, cadáveres incinerados jogados em ruas e terrenos baldios. Lembra coisa do Estado Islâmico. A brutalidade é usada para demonstrar poder.

Os organismos criminosos se apropriaram do controle de territórios na Capital já há alguns anos. Não que a Polícia não entre nesses locais. Faz suas incursões, sim. Mas, uma hora se retira. Quando sai, as facções ditam as regras. Ao tentarem ocupação mais permanente, os criminosos migram de território e o problema recomeça em outro lugar.

Tão assustador quanto as 14 mortes confirmadas pelo secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) é a certeza de que o grupo atacado tentará reagir. A entrevista coletiva do delegado André Costa não deu a confiança de que o aparelho de segurança terá condições, no médio prazo, de antecipar evitar a revanche. O risco de uma guerra se instaurar é considerável.

Instaurar é modo de dizer. Já há uma guerra nas periferias. O que ocorre já choca, ou deveria chocar, há bastante tempo. A guerra está em curso. O que houve na madrugada deste sábado foi apenas seu ponto máximo até agora, numa dimensão que não pode ser ignorada pelo conjunto da cidade. Do País, até.

O secretário André Costa acerta ao dizer não haver motivo para pânico. Menos como diagnóstico e mais como conselho. O medo não costuma ser bom conselheiro. Todavia, a situação realmente preocupa, e muito.

As facções existem já há algum tempo, mas se fortaleceram enormemente ao longo do ano de 2016, quando foram firmadas “tréguas” entre elas. O tempo sem conflitos ajudou a reduzir de forma considerável o número de homicídios em Fortaleza (queda de 39%). Nesse intervalo, grupos criminosos se armaram, organizaram e arregimentaram membros. Em 2017, o pacto foi rompido. A violência bateu recorde, com 5.134 homicídios. Em 2018, foi dado passo além.

A reposta é emergencial e não parece estar encaminhada. O Governo do Estado cobra o Governo Federal. Não há resposta de Brasília, nem no Ceará parece se saber o que fazer. Enquanto isso, o problema aumenta.

A solução não será dada isoladamente pelo Governo do Ceará. As facções são, muitas delas, interestaduais, com braços fora do País. São organizações transnacionais, multinacionais do crime. São Paulo e Rio de Janeiro não conseguiram enfrentá-las sozinhos. O Ceará é que não será capaz mesmo. A articulação precisa ser nacional, mas tem de ir além do discurso de cobrança.

O governador Camilo Santana (PT) tem recorrido à boa relação recém-reconstruída com Eunício Oliveira (MDB) no encaminhamento de demandas com o Palácio do Planalto. Nenhuma tão urgente quanto o enfrentamento aos crimes organizados. O governo cearense precisa pedir socorro. Não dá para continuar como está e a tendência é piorar, se não for feito nada diferente do que foi até agora.

*Érico Firmo,

Colunista Político do O POVO.