Blog do Eliomar

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Um comentário sobre FHC

Com o título “Das classes às narrativas”, eis artigo do professor universitário André Haguette (UFC). Ele comenta resenha do último livro do ex-presidente FHC. Confira:

Leio numa resenha na revista Veja que, no seu último livro, Crise e Reinvenção da Política no Brasil, Fernando Henrique Cardoso estabelece uma distinção entre a sociedade moderna, mais fixa e previsível, e uma sociedade nova nascida nos anos 1990 e na qual o Brasil estaria entrando, a sociedade contemporânea, em fase acelerada de evolução — com seus avanços tecnológicos na nanotecnologia, na Internet, na robotização, as grandes empresas pulverizando suas fábricas entre diferentes países ao mesmo tempo em que os mercados se interconectam —, tudo com o objetivo de “concentrar os centros de criatividade, dispersar a produção em massa para locais de mão de obra abundante e barata e unificar os mercados, sobretudo financeiros”. “Sociedades novas não quer dizer ‘boas sociedades’”, segundo opina Fernando Henrique. A globalização produzirá ganhadores e perdedores. Na nova sociedade, as classes sociais não têm a preeminência de antes, no papel de grande divisor das lutas políticas; ganharam a concorrência de fatores de identidade como o gênero, a raça, a religião, a orientação sexual. Os sindicatos e os partidos perderam terreno para os movimentos e, sobretudo, para o indivíduo informado e conectado.

Com certeza me reconheço na descrição dessa passagem de um tipo de sociedade para outro, eu que me sinto mais confortável diante da televisão (moderna) do que com a Internet (contemporânea). Mas nessa travessia do moderno, isto é, do coletivo (economia de massa, partidos, sindicatos, classes sociais, planejamento, desenvolvimento, valores vividos como perenes, destino predestinado) ao indivíduo (gênero, raças, mulheres, minorias, grupos de interesse, corporativismos, donos de planos de saúde, de escolas, mercadorias personalizadas, fetichismo da saúde e da juventude, representações e narrativas) vejo que o Brasil perde duas vezes. A primeira, por nunca ter resolvido sua indecente contradição entre capital e trabalho. Em época de classes sociais, sindicatos e partidos políticos, a desigualdade e a pobreza ficaram incólumes; riqueza e poder continuaram familísticos, corporativos e regionais, jamais chegando a uma industrialização e urbanização capazes de incluir as massas.

Assim perdemos o momento histórico “mais fixo e previsível” para entrar, despreparados, no universo precário, fragmentário e “líquido” do reino do indivíduo, que Fernando Henrique considera, de modo utópico (“wishful thinking?”), mais “participante” do que “egoísta”.

E aí estamos nós a tatear nessa nova sociedade, atordoados, perdidos, estressados e sem uma economia, nem saúde, educação, Justiça, segurança de massa, num mundo das individualidades, das diferenças, das minorias, das narrativas etnográficas diversificadas e do mapeamento das divisões territoriais de bairros, da violência, da cultura! Como construir essa sociedade contemporânea em cima da areia movediça de nossa modernidade desperdiçada? Como desfrutar de narrativas individuais quando nossa modernidade nunca se concluiu e as classes sociais continuam a ser a grande narrativa que ninguém mais quer entoar?

*André Haguette

haguetteandre@gmail.com

Sociólogo e professor titular da UFC.

Movimento Renasce promoverá ato pela paz em Fortaleza

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O Movimento Renasce, que se diz apartidário, vai promover, nesta terça-feira, às 19 horas, no entorno do Palácio da Abolição, o ato “Fortaleza pede Paz”. O objetivo, segundo Mariana Posses, da organização, é cobrar das autoridades mais investimento e ações contra a violência.

O grupo também vai cobrar a elucidação do caso em que Roberto Studart, que era diretor do Fortaleza, Esporte Clube, foi assassinado numa saidinha bancária.

Mariana Posses informa, em vídeo disponibilizado em suas redes sociais, que o ato será antecedido de carreata, passeata e bicicletas.

As escolas cearenses e o assédio das facções criminosas

Com o título “Escola sob a sombra do tráfico”, eis artigo do jornalista e pesquisador Ricardo Moura, que pode ser conferido no O POVO desta segunda-feira. Ele aborda assédio das facções criminosas nas escolas cearenses. Confira:

Em abril, o Governo do Estado lançou o programa “Nenhum Aluno Fora da Escola”, que tem como meta combater o abandono escolar. Na rede municipal de ensino, o programa contempla os 8º e 9º anos. Medidas como a busca ativa, em que a frequência escolar é monitorada, fazem parte do conjunto de ações. A preocupação é justificada, haja vista as consequências da evasão e do abandono escolar serem nefastas. Pesquisa realizada pelo sociólogo Marcos Rolim mostrou haver uma relação bastante estreita entre evasão escolar e violência extrema, ou seja, aquela que é cometida sem qualquer provocação da vítima.

“O medo impacta diretamente na evasão escolar. Telma afirma que, nos últimos meses, algumas famílias têm pedido transferência com destino ao interior ou outros bairros”

Em um contexto de assédio às escolas por parte das facções, manter crianças e adolescentes estudando é uma tarefa árdua. Embora a ação governamental seja bastante louvável, há pontos vulneráveis externos à política: o recrutamento das facções ocorre cada vez mais cedo (aos 10 e 11 anos), enquanto o medo da violência está fazendo com que os pais retirem seus filhos das escolas. A coluna ouviu quatro educadores que lutam cotidianamente na periferia de Fortaleza para que os alunos se mantenham em sala de aula mesmo diante desses desafios. Os nomes e os bairros em que atuam serão preservados por questão de segurança.

Para Cristiano (nome fictício), professor da rede municipal, a violência afeta o cotidiano escolar tanto na entrada quanto na saída: “O cuidado ao chegar e sair da escola é uma importante medida que professores e funcionários tomam. Isso também ocorre no recinto escolar, quando se toca no assunto tráfico ou alguma violência relacionada a essa prática”.

Segundo o professor, a atuação das facções varia conforme o turno: “Durante o dia, a presença é mais externa, embora suspeitemos de alunos que, além de usuários, também tentam levar o tráfico para dentro da escola. Já à noite existem alguns adolescentes, embora poucos, que são conhecidos como ‘aviões’ (nome dado a pessoas que transportam drogas). Não podemos confrontá-los, contudo, sob riscos de represálias”.

Telma (nome fictício), que atua na gestão escolar, teve de lidar com uma ação mais ostensiva do crime organizado. “Tivemos uma inscrição pichada no muro, numa tentativa de apropriação do entorno”, relata. A direção ficou sem saber como proceder, relembra, mas da mesma forma como os dizeres foram escritos eles foram apagados. De forma misteriosa.

Luís, educador social, dimensiona o problema enfrentado pelas gestões: “Foram demitidos porteiros e vigias fragilizando mais ainda as escolas. Todos estão à mercê dos ditames dos grupos armados, cabendo à direção a mediação para o funcionamento da escola e garantia dos índices educacionais”. O medo, no entanto, impacta diretamente na evasão escolar. Telma afirma que, nos últimos meses, algumas famílias têm pedido transferência com destino ao Interior ou outros bairros. “Nossas famílias são em 90% pessoas que se mantém com auxílio do governo federal. Não têm renda, não têm perspectivas. Na maioria das vezes elas não dizem o motivo pelo qual deixam a escola, mas nas entrelinhas é uma tentativa de sair do ambiente violento”, explica.

Se a insegurança gera êxodos urbanos, ao mesmo tempo ela se incorpora à rotina de pais e alunos. Segundo Cristiano, as crianças, de modo geral, encaram a situação em que vivem como natural: “Aquelas mais críticas ou incomodadas falam conosco no privado e de forma tímida, sem querer se expor”. Para quem lida com esse drama no dia a dia do trabalho, o sentimento é de impotência. Luís afirma que os profissionais da educação “estão todos adoecidos, sem esperança e sem retaguarda institucional para o cuidado, escuta e mediação de conflitos”. Telma adota uma tática para lidar com esse cotidiano tão brutal e tão familiar. “A verdade é que mesmo sendo uma realidade comum para eles, isso nos choca muito. Fingimos que aquilo é natural para nós também. Não há muito o que fazer”.

A relação dos educadores com os órgãos de segurança é ambígua. Cristiano cobra maior presença da Guarda Municipal: “É inexistente a presença dos órgãos de segurança, então meio que vamos nos virando, evitando assuntos polêmicos ou confrontos com alunos supostamente envolvidos”. Telma, por sua vez, afirma que é arriscado envolver a polícia em tais questões por temer retaliações.

“Não devemos nos vincular. É péssimo fazer essa parceria. Não abro portão para policiais se instalarem, não preciso ter mais problemas”.Mara (nome fictício), professora da rede municipal, resume a sua atual condição de trabalho em forma de desabafo: “Estamos sozinhos, por isso devemos nos resguardar”.

Ala petista defende que Ciro não seja tratado como inimigo

Dirigentes do PT começam a manifestar preocupação com o tom de integrantes do partido que, para interditar debate sobre um plano B na eleição presidencial, constrangem Ciro Gomes (PDT). A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira.

A cúpula da sigla vetou projeção de cenário que não se restrinja a Lula, mas uma ala entende que o pedetista não deve ser tratado como desafeto nem exposto de maneira desnecessária, inclusive para não prejudicar alianças nos estados ou em um segundo turno da disputa pelo Planalto.

A posição do PT em relação a Ciro Gomes mobilizou debates na última semana. A diretriz da sigla é dar o assunto como encerrado.

“Não se cogita outro candidato. Nossa prioridade é libertar o Lula e finalizar o plano de governo. Agora, Ciro não é inimigo e não deve ser tratado como tal”, diz Emidio de Souza, tesoureiro do PT.

(Foto – Rerprodução de TV)

 

Eleições 2018 – General do PSDB vai abrir diálogo com partidos de oposição

Já de volta da Colômbia, onde falou no II Seminário Internacional sobre Logística e Ação Humanitária, o pré-candidato tucano ao Governo, general de Exército Guilherme Theóphilo.

Nesta semana, ele vai cumprir uma intensa agenda de encontros políticos. Na lista, conversas com lideranças do Pros, PSD e do Solidariedade.

Tudo em busca de viabilização do seu nome na oposição.

(Foto – Elisa Maia)

Funceme registra poucas chuvas no Ceará. Em Fortaleza, choveu 30 milímetros

Chove em 28 municípios cearenses até as 8 horas desta manhã de segunda-feira, de acordo com boletim divulgado pela Funceme. Na Capital cearense, houve registro de 30 milímetros de chuva.

Confira as 10 maiores:

Cascavel (Posto: Cascavel) : 66.0 mm

Beberibe (Posto: Lagoa Funda) : 46.0 mm

Chaval (Posto: Chaval) : 37.0 mm

Beberibe (Posto: Uruau Carrapicho) : 37.0 mm

Pindoretama (Posto: Pindoretama) : 32.0 mm

Fortaleza (Posto: Fund.ma.nilva(agua Fria)) : 30.0 mm

Camocim (Posto: Camocim) : 28.0 mm

Aracati (Posto: Aracati) : 26.0 mm

Barroquinha (Posto: Barroquinha) : 23.2 mm

Horizonte (Posto: Horizonte) : 19.2 mm

Fórum Parlamentar discute a criação do Parlamento Metropolitano

Com o interesse de discutir questões relacionadas à Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o Fórum Parlamentar Metropolitano passou por cinco câmaras municipais e chega a Maracanaú na próxima quarta-feira, 9. Os encontros buscam soluções para problemas comuns dos municípios da RMF e articular a criação do Parlamento Metropolitano.

Os encontros são fruto de parceria entre a Câmara Municipal de Fortaleza e a Fundação Demócrito Rocha. O presidente do Legislativo Municipal, vereador Salmito Filho (PDT), destaca a necessidade de promover articulações entre as câmaras municipais para formar um planejamento conjunto. “O Fórum chama a atenção dos colegas vereadores para a reflexão de que temos questões comuns e merecem ser debatidas”, diz. Esse, segundo ele, é o principal objetivo do Parlamento Metropolitano que já existe em 11 estados brasileiros e está previsto no Estatuto da Metrópole, aprovado em 2015..

“Precisamos sensibilizar os vereadores sobre a a importância dessa discussão metropolitana”, afirma Salmito. Conforme ele, os municípios da região estão integrados social, cultural e economicamente, o que enseja melhor discussão entre os parlamentos sobre questões dos municípios que se relacionam, como transporte, emprego e gestão dos resíduos sólidos e dos recursos hídricos.

De acordo com Salmito Filho, a expectativa é de realizar visitas nos 19 municípios da região para formar essa articulação. Ele espera que até a segunda quinzena de junho já exista a articulação necessária para a criação do Parlamento Metropolitano. “Tenho me surpreendido muito positivamente nas cidades onde o fórum foi realizado. Os vereadores se manifestam e querem debater questões relacionadas aos municípios. A aceitação está sendo extraordinariamente positiva”, comemora.

A integração permitirá criar um fundo público entre os municípios, operações urbanas consorciadas, parcerias público-privadas com mais de um município, um Plano Diretor Metropolitano, dentre outras ações.

O Fórum Parlamentar Metropolitano foi lançado em dezembro pela Câmara Municipal de Fortaleza e circulou por outras casas legislativas ao longo do mês de abril. Horizonte, São Gonçalo do Amarante, Maranguape, Aquiraz e Guaiúba já receberam o evento. Na próxima quarta-feira, 9, o encontro será realizado em Maracanaú. Para este mês ainda estão previstas reuniões em Eusébio, no dia 14, e em Caucaia, com data a ser confirmada.

(O POVO/Foto – CMFor)

Grendene de Sobral já opera com maior usina de energia solar do País

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Entrou em operação, no fim de semana, na cidade de Sobral (Zona Norte), a maior usina fotovoltaica do País.

Trata-se de mais um investimento da Grendene, que aposta em autogeração de energia, dentro do objetivo de garantir a sustentabilidade da empresa.

São 3.500 placas que cobrem uma área de aproximadamente 6.500 m2 do estacionamento da fábrica.

(Com Blog do Veríssimo)

Congresso Luso-Brasileiro de Direito do Trabalho acontece nesta semana em Fortaleza

Desembargadora Roseli Alencar o juiz do trabalho Paulo Botelho à frente do encontro.

Fortaleza será sede do Congresso Luso-Brasileiro de Direito do Trabalho, , nesta terça-feira (8) e na quarta-feira (9). A realização é da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (Ejud7) e acontecerá no Gran Mareiro Hotel (Praia do Futuro). O encerramento do evento contará com a presença do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Batista Brito Pereira.

“O estudo da reforma brasileira será enriquecido a partir de uma análise comparada à legislação juslaboral portuguesa, detentora de institutos flexibilizantes e modernizantes, bem como pela abordagem dos impactos gerados nas relações jurídicas vivenciadas no mundo do trabalho”, explica a diretora da Ejud7, desembargadora Roseli Alencar.

A primeira palestra será proferida pelo doutor e professor associado da Universidade de Coimbra João Leal Amado. O jurista português irá abordar o tema “As Reformas Trabalhistas Flexibilizantes em Portugal e no Brasil: Negociado x Legislado e o Trabalho Intermitente”. Na sequência, o advogado Antonio Carlos Aguiar fará uma reflexão sobre o fim da contribuição sindical compulsória.

Também de Portugal vem a professora e doutora Teresa Alexandra Coelho. Ela vai falar sobre “As Reformas Trabalhistas Modernizantes em Portugal e no Brasil e o Impacto das Novas Tecnologias nas Relações de Trabalho”. Completam o rol de juristas, ministros, desembargadores, procuradores e juízes do trabalho. Ao todo são 13 palestrantes.

A conferência de Encerramento, com o tema “A Centralidade do Trabalho em uma Sociedade em Transformação”, será proferida pela ministra do TST Kátia Magalhães Arruda. Já o ato solene de encerramento do evento, marcado para às 17h15min do dia 11/5, será presidido pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Batista Brito Pereira.

SERVIÇO

*A inscrição para o Congresso Luso-Brasileiro de Direito do Trabalho é gratuita, mas condicionada à doação de duas latas de leite, que serão destinadas a crianças carentes.

*Para inscrever-se basta acessar a página do evento na internet e preencher um formulário aqui.

(Foto – Paulo MOska)

O Estado precisa organizar sua resposta à gripe

Com o título “O Estado precisa organizar sua resposta à gripe”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira. Critica as estratégias de vacinação contra a gripe H1N1. Confira:

A gripe H1N1 avança sobre a população cearense, deixando um lamentável rastro de doenças e mortes, e as autoridades demonstram-se despreparadas para lidar com a situação. Os relatos sobre o que acontece nos postos de vacinação em Fortaleza demonstram a reafirmação de um quadro de deficiência nas estruturas da área de saúde que, sem dúvida, concorre de maneira decisiva para o clima próximo ao pânico que tem sido observado. O caso, porém, requer uma imediata ação pública em função de sua emergência evidente.

Muito mais do que a inexistência de vacinas na quantidade que o momento parece exigir, o que até se pode admitir como natural diante dos sinais de que a crise apresenta caráter de anormalidade, o que realmente deixa indignado o cidadão ou a cidadã que busca os postos de atendimento é a falta de organização. Sequer uma informação confiável há disponível, muitas vezes, o que só aumenta a aflição das pessoas com o quadro, muito decorrente de uma carência de confiança da sociedade em relação à capacidade geral dos governos de apresentarem soluções.

Filas se formam, pessoas, idosas e crianças entre elas, chegam cedo às unidades de saúde e enfrentam um cenário de desinformação revoltante. Muitas vezes, até, dali saindo frustradas por falta de atendimento. Enfim, acaba-se entregue a um quadro de absoluta insegurança sobre a assistência prestada e à capacidade real que existe de atender à demanda, que é crescente também como resultado de um vazio de informes oficiais realmente confiáveis, como já ressaltado. Os relatos, nesse aspecto, indicam uma falha gritante do poder público em sua tarefa institucional de tranquilizar a população.

Até porque, os números disponíveis bastam como fator de apreensão coletiva. O último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) sobre a situação parcial no ano de 2018 registra um aumento de 320% nos óbitos decorrentes de contaminação pelo vírus Influenza, causador da gripe H1N1, quando comparados a 2017. Foram 21 mortes, até agora, quando em todo o ano passado registraram-se cinco. Portanto, trata-se de um contexto que realmente exige uma atenção no nível alarmante em que o problema se manifesta.

É momento de o Estado, compreendendo-se as estruturas federal, estadual e municipal (de Fortaleza), articularem um plano conjunto que, como passo inicial e urgente, resolva o sério problema dos desencontros de informação. As pessoas precisam saber melhor o que fazer diante da situação dramática e, especialmente, onde encontrarão o atendimento de que necessitam para ações preventivas ou terapêuticas diante de mais uma ameaça à saúde de uma coletividade já tão cheio delas. É inaceitável que as filas quilométricas, e muitas delas inúteis, continuem a massacrar o cidadão.

13º Salário – Primeira parcela do Estado já está no forno

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

O secretário da Fazenda, João Marques Maia, comemora que o Estado, neste começo de ano, vem mantendo as contas em equilíbrio, mesmo neste cenário confuso da política. Ele não adianta números, mas destaca que o ajuste fiscal garante o cumprimento de obrigações legais e a continuidade do pacote de investimentos feitos pela gestão do governador Camilo Santana (PT).

Diante de um quadro estável, nada como indagar da autoridade se o Estado vai antecipar, como sempre fez nos últimos anos, a primeira parcela do 13º salário. João Marques afirma que sempre há a liberação, no mês de junho, de 50% desse benefício.

João Marques, no entanto, preferiu deixar claro que, sobre o tema, a Sefaz aguarda sempre a sinalização do governador. Ou seja, há dinheiro em caixa. É só Camilo dar a boa-nova.

Seca ameaça se estender por mais um ano em 30 cidades do Ceará

A depender dos próximos dias de maio, se serão ou não chuvosos, o chamado “miolo do Ceará”, a parte territorial mais central do Estado, poderá entrar pelo sétimo ano de estiagem em 2018. Nesta descrição, a região voltaria a registrar perdas significativas na safra de milho e feijão e baixo aporte nos reservatórios. Pelo menos 30 municípios estão na iminência desse cenário de resultados agrícolas e produção pecuária insuficientes e seca estendida, admite o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), Antônio Amorim.

“Ainda há municípios com risco de entrar para o sétimo ano (de seca). Tudo dependerá de como o ‘inverno’ acontece no mês de maio”, confirma Amorim. Reticente em usar o termo “seca”, ele reafirma que maio será definidor. Historicamente, o mês tem menores chuvas que abril e março. Pondera que, no Estado todo, “2018 já é muito diferente do ano anterior, muito melhor. Não podemos chamar este ano como mais um ano de seca. Pode até ser chamado de ano médio. É o começo de um novo ciclo, a meu ver”.

As 30 cidades cearenses estão num caminho que cruza “o (Vale do) Jaguaribe, Sertão Central, Inhamuns e Centro Sul”. A lista é construída por ele a partir da combinação de chuvas abaixo da média, mais o fator pouca água acumulada nos açudes e as perspectivas da produção agropecuária ainda sujeitas ao que maio confirmar. No coloquial, Amorim identifica geograficamente os municípios listados como “um espinhaço do Estado”.

O presidente da Ematerce usa o mapa na parede de seu gabinete para descrever o caminho da “chuva que afinou em abril, diminuiu bastante”. Aponta, no desenho do Estado, que o lote menos próspero deste ano fica aonde as nuvens acumuladas pela Zona de Convergência Intertropical (parte de cima) e as chuvas vindas de Pernambuco/Bahia (parte de baixo) não chegaram. “A falta de chuvas parou exatamente nesse meio”, diz Amorim. Acima e abaixo no mapa, Zona Norte e Cariri seguem apresentando os maiores índices pluviométricos de 2018.

Variável relevante, ele aponta, foi o veranico mais duradouro dentro de março. A interrupção das chuvas, segundo Amorim, “demorou mais do que se previa”. O presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Eduardo Sávio Martins, confirma. “O veranico de março foi muito longo. Durou mais de 15 dias. Na agricultura de sequeiro, deve ocasionar perda de rendimento das principais culturas. Este veranico também não favoreceu o aporte”, amplia Martins.

Março deveria ter sido justamente o mais chuvoso da quadra invernosa, medida de fevereiro a maio. O mês tem média histórica de 203,4 milímetros (mm), mas em 2018 choveu 120,1 mm. Foi 40,9% menor que o esperado. Fevereiro e abril, respectivamente o tempo do plantio e o do crescimento vegetativo, foram de chuvas acima de suas médias.

Quanto à recarga hídrica, segundo Martins, com exceção da Bacia Metropolitana, todas as demais estão com percentual maior que o do final da quadra chuvosa de 2017. “O Ceará, ao fim da quadra chuvosa do ano passado, estava com 12,5% da capacidade de armazenamento. Agora, está com 16,3%”, mapeia o presidente da Funceme.

No caso do milho, o período atual é o da floração. O sertanejo chama a flor da planta de “boneca”, de onde despontam as espigas. A colheita do milho é em julho. “Se chover nas próximas duas semanas, ajuda a sustentar bastante”. O POVO entrevistou Amorim na última quinta-feira, dia 3.

Jaguaribe, Iguatu, Mombaça, Pedra Branca, parte de Boa Viagem e Senador Pompeu apareceram entre as primeiras citadas por Amorim como preocupantes. “Tiveram ‘inverno’ menor. Podem ter perda de safra se não cair chuva agora”. No restante do Ceará, segundo ele, a safra do grão será quase completa.

O feijão já está sendo colhido no Cariri, toda Zona Norte, Sertões de Crateús, Sertão Central e área metropolitana da Capital. Nos respectivos municípios com as melhores chuvas dentro de cada dessas regiões, ressalta o presidente. Brejo Santo e Novo Oriente são os expoentes locais na produção. Ele acredita que a cultura também atingirá a colheita prevista, 187 mil toneladas no Estado.

“No todo, está chegando ao esperado, mas também depende de maio. É o mês decisivo para isso”, destaca.

A chuva não deixou de ser registrada nos municípios onde a estiagem poderá emendar sete anos. Mas só o suficiente para esverdear a paisagem e fazer crescer pastagens nativas. Os pequenos açudes ganharam alguma água. “Os pequenos reservatórios e essa mata nativa vão ajudar na sustentação do rebanho”, projeta Amorim. O Ceará tem, nos cadastros mais atualizados, perto de 2,5 milhões de animais bovinos, 2,6 milhões de ovinos e e 1,4 milhão de caprinos.

O presidente da Ematerce diz que “2018 está sendo um ano compensador. Esperança que os novos anos sejam menos duros do que foram os seis anos passados. Para a lavoura tá dentro da média, para o aporte merece mais”. Torce que maio seja “surpreendente”. Eduardo Sávio, da Funceme, reforça: “As chuvas de 2018 nos trouxeram algum alívio, mas ainda está longe de qualquer situação confortável”.

Aporte hírico

As bacias hidrográficas que mais se beneficiaram com as chuvas de 2018 no Ceará foram Coreaú e Acaraú, de acordo com o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins.

Safra 2018

A previsão é que o Ceará colha 570 mil toneladas de milho em 2018. É o maior plantio no solo do Estado. 187 mil toneladas de feijão devem ser colhidas.

(O POVO -Repórter Cláudio Ribeiro)

Movimento Direita Ceará interioriza pré-campanha de Bolsonaro

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Outdoor de Bolsonaro foi instalado no Centro de Cascavel.

O presidente do Partido Social Liberal (PSL) no Ceará, empresário Heitor Freire, esteve nesse fim de semana em Cascavel (Região Metropolitana de Fortaleza), onde participou de ato em favor do pré-candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro.

O ato foi organizado pelos movimentos Direita Cascavel e Direita Ceará e contou com a presença também do pré-candidato ao Senado pelo PSL, o ex-deputado federal e pastor Pedro Ribeiro.

Heitor Freire puxou carreata pró-Bolsonaro.

Na ocasião, foi inaugurado um outdoor em homenagem ao presidenciável. Houve também uma carreata pelas ruas de Cascavel puxada por Heitor Freire, pré-candidato a deputado federal e coordenador da campanha de Bolsonaro no Estado.

(Fotos – Divulgação)

Fortaleza registra chuva durante a madrugada desta segunda-feira

Rua Barão do Rio Branco – Vários pontos de alagamento nesta manhã.

Fortaleza registrou pancadas de chuvas no decorrer da madrugada desta segunda-feira. Foi o bastante para fazer ressurgir vários pontos de alagamentos na cidade, o que exige dos motoristas muita cautela ao dirigir em vários trechos.

Não há registro de problemas graves por parte da Defesa Civil do Município. No Aeroporto Internacional Pinto Martins, as operações de aterrissagem e decolagem de aeronaves foram normais.

A Avenida dos Expedicionários também registra alguns pontos de alagamento.

No decorrer deste dia, segundo a Funceme, haverá nebulosidade variável com eventos de chuva no Centro-Norte do Estado. No Sul, céu parcialmente nublado.

(Fotos – Paulo MOska)

Salmito destaca avanços no Ceará nos últimos 10 anos

Os investimentos do Ceará em educação, em adutoras, no Porto do Pecém e a criação da Zona de Processamento (ZPE) foram ressaltados pelo presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), nesse sábado (5), durante entrevista à rádio Novo Tempo de Piquet Carneiro, no Sertão Cearense, a 332 quilômetros da Capital. Com raízes na região, Salmito foi convidado por desportistas do município a prestigiar o campeonato municipal de futebol.

O presidente do Legislativo de Fortaleza destacou que os investimentos geraram mais oportunidades de emprego no Estado, além de um futuro com mais perspectivas para os estudantes.

“Das 100 melhores escolas públicas do País, 77 são cearenses”, apontou. “São os bons governantes que estamos tendo, com seriedade, compromisso. Claro, ainda temos que fazer muito. Temos consciência disso”, completou.

Ao apontar os últimos anos de seca, Salmito lembrou que o ex-presidente Lula confiou ao então ministro Ciro Gomes o projeto da Transposição das Águas do Rio São Francisco. E lamentou que o governo Temer não está sabendo concluir o que ainda precisa ser feito.

Nesta segunda-feira (7), Salmito participará do programa Debates do Povo, na O POVO CBN, a partir das 11 horas, quando deverá comentar sobre o Parlamento Metropolitano.

(Foto: Facebook)

Fetraf-CE debate registro dos sindicatos da agricultura familiar e moradias populares

Sindicatos e associações dos municípios de Beberibe, Missão Velha, Penaforte, Porteiras, Ererê, Nova Olinda, Banabuiú, Porteiras, Assaré, Milagres, Aquiraz, Aratuba, Quixeré, Morada Nova, Quixadá, Guaiúba, Pindoretama, Hidrolândia, Palmácia, Cascavel, Capistrano e Ocara estiveram reunidos com o integrante da Comissão da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal, deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), na Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar do Estado do Ceará (Fetraf-CE), no Crato, na Região do Cariri, para debater pontos da pauta do
setor, entre eles, a necessidade de registro dos sindicatos da agricultura familiar, moradias populares e busca por mais apoio às demandas do setor, entre outras reivindicações.

A agricultura familiar é responsável, atualmente, por 77% de toda a alimentação que vai à mesa da população brasileira.

O parlamentar tucano ouviu as demandas dos agricultores familiares, colheu detalhes dos projetos de interesse da entidade tramitando no Congresso Nacional e demais iniciativas que visem a melhorar as condições de trabalho e produtividade.

(Foto: Divulgação)

Trabalhadores são homenageados em conclusão de obra da OAB-CE

O secretário geral adjunto da OAB-CE, Fábio Timbó, homenageou nesse sábado (5) os trabalhadores da obra da nova sede da entidade, no bairro Edson Queiroz. A homenagem, além de marcar a conclusão da reforma da obra (agora em fase de ajustes), também foi voltada ao Dia do Trabalhador, comemorado no último dia 1º.

Responsável pela reforma da nova sede, Fábio Timbó assegurou que o prédio estará pronto para ser ocupado ainda este mês.

O secretário geral adjunto é candidato à presidência da OAB-CE, nas eleições de novembro deste ano, quando defende a retomada da participação da entidade nas principais decisões no Estado, referentes ao interesse da população, além de manter a bandeira contra o processo da reeleição em qualquer cargo de comando.

Segundo Fábio Timbó, a OAB-CE precisa iniciar o exemplo contra a perpetuação de poder. “Não há como cobrarmos o fim da reeleição a presidente da República, por exemplo, se não temos o exemplo em nossa própria casa. A alternância de poder incentiva novas lideranças e proporciona a construção de novas ideias”, comentou o advogado.

(Foto: Divulgação)

Associação dos Surdos do Ceará comemora 35 anos

Com a presença do vereador Acrísio Sena (PT) e da deputada estadual Rachel Marques (PT), a Associação de Surdos do Ceará (ASCE) comemorou 35 anos nesse sábado. Ambos são reconhecidos como apoiadores dos trabalhadores dessa entidade no Estado.

A ASCE surgiu da iniciativa de alguns membros surdos que queriam criar um local onde fosse possível desenvolver ações para as pessoas surdas utilizando a linguagem de Libra.

A deputada Rachel Marques, no ato, ressaltou as proposições que apresenta na Assembleia Legislativa para beneficiar as pessoas com deficiência. “Temos elaborado projetos que garantam os direitos das pessoas com deficiência”, afirma a parlamentar.

Acrísio Sena apresentou ali o Estatuto Municipal da Pessoa com Deficiência, que foi aprovado na Câmara Municipal de Fortaleza. “O nosso objetivo é expandir o Estatuto e garantir que ele seja efetivamente cumprido” disse Acrísio Sena.

(Foto – Divulgação)

Vozão, enfim, “estreia” no Brasileirão

Com uma atuação de equipe de primeira divisão, o Ceará encarou de igual o Corinthians, na manhã deste domingo (6), pela quarta rodada do Brasileirão, e empatou em plena Arena Corinthians, em 1 a 1. O resultado não tirou o Vozão da zona de rebaixamento, mas deu novo ânimo ao time, que na segunda-feira (14), no Castelão, enfrenta o América Mineiro, no fechamento da quinta rodada. Uma vitória diante do clube mineiro tira o Ceará do Z4.

O Vozão abriu o placar, aos 9 minutos do primeiro tempo, com golaço de Wescley, que chutou de longe e acertou a ângulo direito do gol de Cássio. O atual campeão brasileiro somente empatou aos 39 minutos, após Henrique cabecear escanteio da esquerda, entre a zaga cearense.

No segundo tempo, o Ceará segurou a pressão corintiana, que chegou a simular três penalidades. O empate deixou o Timão na terceira colocação, que deverá se manter no G4, após o cumprimento da rodada, diante do confronto direto de equipes que poderiam ultrapassar os sete pontos corintianos.

(Fotos: Reprodução)