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Editorial do O POVO: “Pela memória de Clóvis Beviláqua

Com o título “Pela memória de Clóvis Beviláqua”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira:

A presidência do Tribunal de Justiça do Ceará age em consonância com os tempos de austeridade ao encaminhar à Assembleia Legislativa projeto de lei no qual sugere a venda de imóveis hoje vinculados ao seu patrimônio, sob o argumento, que consta na justificava encaminhada aos deputados, de que muitos deles “não estão sendo utilizados na sua destinação específica”. Um exemplo inquestionável de que a distorção apresentada de fato acontece é que residências oficiais espalhadas por vários municípios, construídas ou adquiridas para magistrados, dentro de uma política que fazia todo sentido quando adotada na década anterior, atualmente encontram-se abandonadas ou servem a outros objetivos que não o de garantir moradia digna ao juiz que esteja servindo naquela comarca determinada.

Como dito, é de louvar o esforço da presidência atual, sob o comando do desembargador Francisco Gladyson Pontes, de fazer o melhor uso dos recursos públicos destinados ao Judiciário. Um exemplo notável, mas que não pode desconsiderar o necessário exercício da ponderação em cima de outros valores a serem pontuados na avaliação que se faça sobre a importância de cada patrimônio que se leva à alienação. O argumento do respeito ao dinheiro que tem o povo como seu legítimo dono, forte por si mesmo, em algumas situações precisa ser confrontado com outras relevâncias, nos aspectos, por exemplo, histórico, estratégico ou institucional. É nesse ponto que defendemos como imprescindível rediscutir a inclusão na lista dos mais de 400 imóveis disponíveis à venda, em processo licitatório, o prédio onde funciona o Memorial Clóvis Beviláqua, em Viçosa do Ceará, a 366 km de Fortaleza.

É um equívoco olhar todo o processo friamente e entender aquele equipamento como apenas mais um imóvel com o qual se pode buscar uma economia em cifras. Trata-se, no caso, de uma justa homenagem que se presta àquele que é considerado por alguns o maior jurista brasileiro e que se decidiu fazer, muito corretamente, instalando um memorial na sua querida terra natal, que acolheu muito bem a iniciativa, orgulha-se do filho e do esforço de preservação de sua memória. Talvez fosse o caso, até, de desenvolver uma política de valorização do equipamento, permitindo que mais pessoas o conhecessem e visitassem.

A reconhecida sensibilidade do desembargador Gladyson Pontes há de ser tocada por apelos que têm sido feitos para que reconsidere a decisão de incluir o memorial na lista dos imóveis colocáveis à venda. Há muito orgulho de todos os cearenses, não apenas dos seus conterrâneos naturais de Viçosa, com o que representa a trajetória de Clóvis Beviláqua, as lutas e feitos que protagonizou, marcando a história do Direito no País, parecendo injusto que se busque desfazer agora uma das mais felizes homenagens que o Ceará já conseguiu prestar. A uma personalidade e ao seu povo, no mesmo plano.

(Editorial do O POVO)

O Centenário do Clássico-Rei

Para a maioria dos torcedores, é do berço que nasce uma rivalidade. A tradição de adotar um clube de futebol para amar passa de pai para filho como uma das transmissões de costumes mais certas da vida. Rejeitar o rival é parte do processo de formação de um torcedor e motiva toda grande disputa entre adversários que duelam pelo protagonismo. No Estado, Ceará e Fortaleza polarizam o embate entre as principais entidades futebolísticas, em uma rivalidade que está entre as maiores do Brasil. No dia 17 de dezembro de 1918, o Ceará vencia o Fortaleza por 2 a 0, em confronto na Liga Metropolitana. Hoje, o Clássico-Rei completa 100 anos de existência com uma trajetória marcada por muita história, grandes confrontos e episódios que ficarão para sempre nas memórias de alvinegros e tricolores.

Desde 1918, ano de fundação do Fortaleza e quando o Ceará já estava em seu quarto ano de existência, os dois clubes concorrem ao posto de “maior do Estado”. Mas a história mostra o quanto ambos são equivalentes, e um contribui para a grandeza e crescimento do outro. Se o Ceará é do tamanho que é hoje, muito deve ao Fortaleza. E o mesmo serve ao Leão em relação ao Vovô.

É certo que a rivalidade, apontada por especialistas como uma das grandes do País, é enorme desde sempre; mas, por ter mais tempo de fundação, o Ceará foi o primeiro a ter maior ascensão e consolidação. Tanto que, até a década de 1940, os grandes confrontos incluíam os duelos contra o Maguary, à época uma potência do futebol estadual. Com o fim do clube, nos anos 40, boa parte dos dirigentes e torcedores passou a ter ligação com o Fortaleza, aumentando ainda mais a rivalidade com o Ceará, como explica o historiador e pesquisador do futebol cearense, Airton de Farias.

“Os principais jogos eram entre os maiores times, os que tinham mais chances de ser campeão. Os embates entre Ceará e Fortaleza sempre chamaram atenção, embora fosse Ceará e Maguary como maior rivalidade. Na década de 40, isso mudou, e Alvinegro e Tricolor passaram a ter uma rivalidade que só aumentou e ainda cresce até hoje”, diz Airton, explicando ainda a origem do termo “Clássico-Rei” para o jogo entre os dois.

“O termo foi criado nos anos 70. Antes, quando Fortaleza e Ceará jogavam, era chamado de ‘o maior jogo do futebol cearense’, ‘Fla-Flu cearense’, ‘jogo maior’…havia vários nomes. Até que, na década de 70, os jornais começaram a referir-se como Clássico-Rei, e o termo acabou pegando”, relembra, citando outro fator que impulsionou a rivalidade.

“Até a década de 70, a disputa local era muito forte. Os times não tinham muitas pretensões de disputas nacionais. Então, o Campeonato Cearense era muito valorizado. Derrotar o rival no Estadual era a única chance de título, e Ceará e Fortaleza polarizavam essa disputa” relembra o historiador.

Para além do resultado, outros elementos extra-campo sempre fortaleceram a rivalidade. As festas das torcidas nas arquibancadas, as chamadas “rasteiras”, com a contratação de jogadores do rival, a tiração de sarro entre amigos após uma vitória sempre apimentaram a peleja. Além, claro, da contagem de títulos.

Do lado alvinegro, são 45 conquistas estaduais, uma Copa do Nordeste e dois Torneios Norte-Nordeste. No tricolor, são 41 títulos estaduais, uma Taça do Nordeste, um Torneio Norte-Nordeste e um título nacional: a Série B do Campeonato Brasileiro. Currículos de times legitimamente campeões.

Segue assim até hoje, e assim sempre será. Para cada torcedor de Ceará e Fortaleza, essa rivalidade é daquelas que nasce desde cedo e não acaba jamais.

(O POVO – Repórter André Almeida/Fotos – Mateus Dantas)

Fortaleza registra deformações no asfalto em vias de maior movimentação

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Quem transita nas ruas e avenidas mais movimentadas de Fortaleza já deve ter percebido deformações no asfalto, estando o material proeminente no centro da via ou acumulado nos cantos, chegando, às vezes, até a subir a calçada. A falha no pavimento é comum principalmente próximo a pontos de ônibus e outros locais de parada de veículos. Conhecidos como afundamento de trilha de roda, os defeitos atrapalham o pedestres e motoristas, podendo causar acidentes de maior ou menor gravidade.

A coordenadora do programa de pós graduação em engenharia de transporte da Universidade Federal do Ceará (UFC), Verônica Castelo Branco, explica que o defeito pode ter diversas causas, desde problemas no planejamento da implantação do pavimento até mudanças nas condições de circulação de veículos e temperatura do local. Segundo ela, as falhas são formadas pela camada mais superficial do asfalto, composta de revestimento asfáltico. O problema, porém, pode ter sua causa nas camadas mais profundas, sendo necessária a substituição total da estrutura para a resolução.

Ela lista que alguns motivos para o aparecimento da falha são a via receber uma carga superior à que foi planejada; ter um material inadequado para a temperatura do local; ter havido equívocos na implantação do asfalto, colocando-se mais material que o necessário; ou a liberação da rua ou avenida antes do período necessário para que o asfalto se estabilize. Segundo ela, esse defeito normalmente aparece logo que a estrutura é implantada, caso haja algum dos problemas citados, e se agrava pouco com o tempo.

Para Verônica, um planejamento que leve em conta fatores climáticos, a carga prevista que o material deve suportar e a escolha de um material de qualidade evita que esse tipo de problema apareça. Mas não apenas; como em qualquer estrutura da engenharia civil, é necessário que sejam feitas manutenções para que seja mantida a qualidade. “É uma estrutura que precisa ser mantida como qualquer outra, ela vai perdendo serventia ao longo do tempo”, aponta.

“Ninguém ou quase ninguém aceitaria ficar morando em um edifício que estivesse condenado a ruir. No caso da infraestrutura de transporte, nós estamos aceitando. Trafegamos em vias que muitas vezes estão com nível de deterioração muito próximo da ruína”, critica. “A gente precisa cuidar dessas estruturas de uma maneira mais responsável, mais definitiva, e não apenas paliativa, como é feito”, afirma.

O POVO circulou por algumas vias em Fortaleza e encontrou o problema em vários locais. Na avenida João Pessoa, próximo à rua Major Weyne, o asfalto se acumula no canto direito da via. O recepcionista Vinicius Castro, 19, conta que pega ônibus no ponto próximo ao local há 11 meses e o problema nunca foi resolvido. Para ele, um dos principais problemas é o risco de queda para pessoas de idade e o acúmulo de água quando chove. “Não tem uma fiscalização em relação a isso”.

Na avenida Alberto Magno, próximo à rua Desembargador Praxedes, o pavimento chega a subir na calçada. É um transtorno para quem anda a pé na região. A servidora pública Silvia Albuquerque, 65, conta que já quase sofreu um acidente devido ao obstáculo. “Esse mondrongo piorou, a gente só falta cair, a gente às vezes desce do ônibus e tropeça, um dia quase que caí”, diz. A autônoma Glauciana Lima, 47, passa pela via de carro diariamente. “A gente leva mais tempo, tem que ter mais atenção por conta dessas deformações”, ressalta.

Também foram encontradas deformações na avenida Borges de Melo, próximo à av. dos Expedicionários; na av. Duque de Caxias, próximo à rua Solón Pinheiro, e na av. Santos Dumont, próximo à rua Leonardo Mota.

Vistoria

Em 2019, a Seinf informou que fará uma vistoria em todas as vias integrantes dos corredores exclusivos de ônibus para diagnosticar e corrigir os desgastes na malha viária.

Nota da Seinf

“A Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf) esclarece que todas as vias que passam por obras de requalificação viária recebem pavimentação asfáltica, conforme especificações determinadas pelas normas brasileiras.

Pode causar deformidades o crescimento do tráfego de veículos. Pensando nisso, a Prefeitura de Fortaleza vem aplicando pavimento de concreto nos corredores expressos de ônibus para garantir maior durabilidade da pista.

(O POVO – Repórter Heloísa Cavalcante /Foto – Mauri Melo)

Mais um cearense na equipe de transição de Bolsonaro

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O economista cearense Igor Lucena, Doutor em Relações Internacionais Aplicadas à Geoeconomia pela Universidade de Lisboa, Mestre em Economia de Empresas pelo CAEN/UFC, pós-graduado em Finanças (Saint Paul/SP), professor de Ciências Econômicas da Unifanor Wyden e integrante associado da Chatham House – The Royal Institute of International Affairs (Londres) e do Institut Français des Relations Internationales (Paris), é mais um cearense que trabalha na equipe de transição de Bolsonaro.

Ele participa semanalmente de reuniões voltadas a investimentos internacionais e geoeconomia na perspectiva do liberalismo.

Na última semana, Igor Lucena esteve reunido com o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, quando foi avaliado o desenvolvimento econômico do Nordeste.

(Foto: Divulgação)

Um avião caiu em Milagres

Em artigo no O POVO deste domingo (16), o jornalista Demitri Túlio aponta desconfianças sobre a qualidade dos procedimentos que poderão responder o que realmente aconteceu em Milagres. Confira:

O destroço em Milagres é cheio de núcleos dramáticos. Daqueles inesperados que irrompem a normalidade do cotidiano da vida. Por acaso, sorte ou destino, não somos personagens diretos da história que desapareceu com 14 vidas. Seis delas, reféns.

Em meio a tantas falas, a que melhor resume o súbito talvez seja a do irmão do empresário sequestrado e assassinado com o filho por causa de um suposto erro de estratégia policial.

O empresário atravessava o Cariri cearense rumo à Serra Talhada (PE) para reencontros de Natal com a família e o irmão.

Ele contou que, por telefone, recebeu a notícia da tentativa do assalto, do inexplicável e sobre a morte sem sentido do parente.

Isso o abalara, mas quando chegou a Milagres foi que se devastou. Era como se tivesse caído um avião, um Boeing. Sentiu assim, brusco, no corpo.

Foi a imagem a mais avassaladora da tragédia para alguém que só perdeu.

Por isso, também, a revolta com discursos infelizes de desconfiança sobre o que estariam fazendo reféns em uma madrugada de assalto a banco.

Passada a hora mais trágica, porém ainda latejante do luto de alguém que partiu, a narrativa precisa agora de desfechos.

O problema são as desconfianças sobre a qualidade dos procedimentos que poderão responder o que realmente aconteceu ali. Da parte mais técnico-científica da investigação. A começar pela perícia e o exame nos 14 corpos.

A tragédia foi na madrugada de sexta-feira e o IML de Juazeiro do Norte, que não tem estrutura ideal nem equipamentos para investigações desse tamanho, examinou as vítimas em menos de 48 horas.

Uma pressa que, mesmo justificada pela dor e a necessidade das famílias em velar seus queridos, pode refletir nas respostas sobre quem atirou nos reféns.

Se a polícia ou os assaltantes.

Falo isso porque em Fortaleza, no caso da execução de Dandara, o promotor Marcus Renan fez duras críticas ao laudo cadavérico feito pela Pefoce. Por causa de um detalhe que quase bota abaixo a tese da acusação.

Apesar de ter sido submetida a uma longa sessão de espancamentos, chutes, pauladas, tabefes, chineladas… o documento investigatório atestou que não existiu tortura. Um contrassenso e quase eximidor da culpa da maioria dos réus acusado de homicídio.

Em Milagres, mais falhas. Uma fonte contou que o local do crime não teria sido isolado por um tempo suficiente para uma perícia mais aprofundada. Na verdade, após o tiroteio e o pavor daquele dia, havia morador da cidade com cartuchos na mão.

Virá uma reconstituição do cenário do destroço. Um confronto entre as versões sobre as mortes e o material coletado pelos peritos criminais.

A balística também será uma chave para saber quem matou os reféns. A questão é saber se a Pefoce daqui está plena de equipamentos para desvendar ranhuras de diferentes calibres usados durante a ação desastrosa.

No mesmo dia da tragédia era inaugurado aqui o Centro de Inteligência do Nordeste. Logo naquele dia! Com ministro e outros fulanos.

Se só houvesse assaltantes mortos, provavelmente, o discurso seria de êxito por causa da escolha dos bandidos pelo rumo do cemitério.

Uma tropa foi levada a um erro. Tai a primeira lição para o Centro de Inteligência do Nordeste.

O primeiro estudo de caso para mostrar como a entrega de um serviço precário de inteligência pode custar caro para o governador, o secretário da Segurança, para a tropa e, principalmente, para civis inocentes.

Demitri Túlio

Jornalista do O POVO

Eleição da Fiec – Beto Studart já trabalha Ricardo Cavalcante para sua sucessão

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Ricardo Cavalcante e Beto Studart.

No almoço que a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) ofereceu, na sexta-feira, em sua sede, ao governador Camilo Santana (PT), um detalhe chamou a atenção: na mesa do presidente da Casa, não estava o vice da entidade, Alexandre Pereira, ali também presente.

Beto Studart já trabalha e quer seu diretor administrativo, Ricardo Cavalcante, como sucessor.

O mandato de Beto vai até setembro de 2019.

(Foto – Fiec)

TRE do Ceará confirma para quarta-feira a diplomação dos eleitos

A presidente do TRE, desembargadora Naílde Pinheiro Nogueira, comandará o ato.

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará realizará, na próxima quarta-feira, às 17 horas, no Centro de Eventos, a cerimônia de diplomação do governador reeleito Camilo Santana, e da vice-governadora, Izolda Cela; dos senadores eleitos, Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (PROS); dos 46 deputados estaduais e 22 deputados federais escolhidos nas Eleições 2018. A confirmação da data é da assessoria de imprensa do TRE.

Os candidatos eleitos do sexo masculino, que tenham até 45 anos completados até 31 de dezembro deste ano, são obrigados a apresentar a quitação militar, de acordo com o artigo 5º da Lei 4.375/64. O TRE-CE já notificou os 30 candidatos que se enquadram nesse perfil, e apenas 7 enviaram o documento.

O prazo para apresentação é até a data da diplomação, e o TRE disponibiliza os seguintes canais para a apresentação da quitação: por email comunicacao@tre-ce.jus.br ou por WhatsApp (85) 99125.8715.

Novo Secretariado – Arialdo Pinho e César Ribeiro devem ser mantidos

Com a manutenção da Secretaria do Turismo do Estado, uma outra certeza: Arialdo Pinho, o titular, deve continuar no cargo.

Não só por ter o apoio das entidades do turismo, mas por ter também um avalista político de peso: o senador eleito Cid Gomes (PDT).

Mas Camilo está satisfeito com o trabalho de Arialdo, que soube fechar boa parceria com outro nome também certo para o novo governo; César Ribeiro, o atual secretário estadual do Desenvolvimento Econômico. Esta pasta virá reforçada com o agronegócio.

(Foto – Divulgação)

Camilo e Beto botam na mesma mesa dois ex-governadores em clima de garfadas

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No almoço que a Federação da Indústrias do Ceará (Fiec) ofereceu ao governador Camilo Santana na última sexta-feira, em sua sede, uma mesa chamou a atenção.

Não por estar nela Beto Studart, o cicerone, e o governador, mas dois ex-governadores que, atualmente, são feito água e óleo: Cid Gomes, senador eleito pelo PDT, e o neotucano Lúcio Alcântara.

Entre os dois, pouca conversa. Mas, muitas, muita garfadas. O menu estava gostoso.

(Foto – Paulo MOsla)

Chove em 51 municípios neste sábado

O município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, registrou neste sábado (15) o maior volume de chuvas no Ceará, com 104 milímetros, segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Outros 50 municípios registraram precipitações entre as 7 horas dessa sexta-feira (14) e 7 horas deste sábado.

Em Fortaleza, apesar do registro de chuva de 24 milímetros, na área da Água Fria, o calor castigou o sábado e deverá se manter neste domingo (16), de acordo ainda com a Funceme, com máxima de 32°C.

Confira as maiores chuvas neste sábado:

São Gonçalo do Amarante (104 milímetros), Amontada (85 mm). Senador Sá (70 mm), Meruoca (64 mm), Paracuru (63,4 mm), Itapipoca (50,2 mm), Itarema (39 mm) e Maranguape (34,4 mm).

(Foto: Arquivo)

MDB entra na disputa com PP pela Secretaria das Cidades

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A Secretaria das Cidades, atualmente sob o comando do PP, está entre as mais disputadas no próximo governo Camilo Santana. A pasta tem peso. O petista sabe disso, pois teve uma passagem por lá no período Cid Gomes.

De acordo com fontes ligadas ao Executivo, o MDB entrou na briga para destronar os Progressistas. O PP, no entanto, já se adiantou e conquistou apoio do PDT.

Mais uma encrenca grande para acomodar aliados no quebra-cabeças de Camilo para a nova composição.

Camilo sobrevoa obras neste sábado

O governador Camilo Santana e os secretários Artur Bruno e Quintino Vieira sobrevoaram neste sábado (15) as obras do Anel Viário, em Maracanaú e Maranguape até o viaduto da CE-040, que ligar o Anel Viário a CE-010, além do Parque do Cocó, onde serão instados equipamentos de esporte e lazer. Ainda hoje, Camilo visita obras no Litoral Leste do Estado.

Os equipamentos a serem instalados ao longo dos 1.571 hectares do Parque do Cocó fazem parte das melhorias previstas na regulamentação da área.

(Fotos: Divulgação)

Equipes de atendimento pré-hospitalar disputam olimpíada de melhor rendimento

Com provas de resgate veicular e de triagem de múltiplas vítimas, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, condutores de ambulância e demais profissionais da área da saúde disputam neste sábado (15), a partir das 12 horas, no Parque Adahil Barreto, a primeira olimpíada de atendimento pré-hospitalar.

A competição faz parte da V Jornada Científica da Cooperativa de Atendimento Pré e Hospitalar (COAPH), que desde a quinta-feira (13) movimenta profissionais, por meio de palestras e cursos de capacitação.

(Foto: Divulgação)

Alemberg Quindins diz que título de Doutor Honoris Causa aumenta responsabilidade

O cearense Francisco Alemberg de Souza Lima, o Alemberg Quindins, 53, idealizador da Fundação Casa Grande de Nova Olinda, na Região do Cariri, disse que o título de Doutor Honoris Causa, pela Universidade Regional do Cariri (Urca) é um chamado para o aumento da responsabilidade.

Ele lembra que mal concluiu o Ensino Fundamental, mas se tentará fazer jus à honraria que será entregue na noite da quarta-feira (19), durante sessão solene da Urca no Teatro Violeta Arraes, em Nova Olinda.

PT quer Camilo mais PT e menos Ferreira Gomes

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Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (15):

O Partido dos Trabalhadores terá mais espaço no novo governo de Camilo Santana? Para o presidente da legenda em Fortaleza, ex-vereador Deodato Ramalho, a questão não é só ocupar cargos, mas, na prática, ter na futura gestão uma presença maior do programa petista.

“Acho que é natural, quando de um governa de coalizão, que se tenha certa flexibilidade, como vimos no atual governo, com vários partidos ocupando espaço. Mas, no segundo mandato, especialmente com a eleição que teve, com quase 80% de aprovação, Camilo fica mais livre para tocar o Abolição e garantir avanços sociais como o PT defende”, diz.

Na prática, Deodato apregoa um novo governo camilista mais PT, com uma agenda progressista, e menos preso aos Ferreira Gomes, como acontece hoje.

Detalhe: nesse caminho, há uma pedra chamada maioria cidista no Legislativo Estadual.

Mais de 100 garrafões de água vencidos são apreendidos em operação do MP

Uma operação realizada pelo Ministério Público do Ceará (MP-CE) nessa quinta-feira, 13, apreendeu 110 garrafões de água que estavam sendo comercializados de forma irregular em Fortaleza e Caucaia.

Os estabelecimentos estavam comercializando os garrafões de forma irregular. Além disso, os itens não continham as informações necessárias para a identificação da qualidade do produto, como data de fabricação, prazo de validade, e alguns rótulos estavam danificados.

A operação intitulada “Disk Água” iniciou a partir de denúncias feitas por consumidores que compraram os galões de água nos estabelecimentos e identificaram que eles estavam fora do prazo para o uso. A ação foi realizada em parceria entre o MP e o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), e contou com o apoio do Núcleo de Segurança Institucional e Inteligência (Nusit).

Alguns dos consumidores informaram que ao reclamar sobre a procedência do garrafão e solicitar a troca, os próprios comerciantes se negavam a receber informando que o produto estava fora do prazo de validade.

Apreensões do “Disk Água”

Em Fortaleza, foram autuadas as seguintes empresas: o Mercadinho General Sampaio, no bairro Amadeu Furtado, com 19 garrafões apreendidos; no bairro São João do Tauape, o Mercantil Barbosa com 8 garrafões apreendidos; e o Mercadinho Mauro com 11 garrafões apreendidos. O POVO Online entrou em contato com os estabelecimentos acima, mas ninguém quis se pronunciar.

Já em Caucaia, o Mercadinho Lorin, no bairro Parque Soledade, foi autuado com 72 garrafões apreendidos, segundo o MP. No entanto, o proprietário do estabelecimento, José Adailton, nega que os garrafões tenham sido levados pela fiscalização. Ele conta que os garrafões vencidos estão vazios e se encontram no galpão do seu mercado. Adailton explica que já tentou entregar os garrafões nos ecopontos, mas o descarte não teria sido aceito.” Os garrafões que estão cheios estão dentro do prazo de validade”, se defende José, que assim como os proprietários dos estabelecimentos autuados de Fortaleza, têm prazo de 10 dias para apresentar a defesa.

(O POVO Online)

Indicação de General Theophilo para a Segurança Nacional provoca queixas da “Bancada da Bala”

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Frustrada por não ter sido contemplada na formação do novo governo, a chamada “bancada da bala” indicou o deputado eleito Capitão Augusto (PR-SP), que assumirá a liderança do grupo em fevereiro, para expor sua insatisfação ao presidente eleito Jair Bolsonaro. A informação é da Folha de S.Paulo.

Integrantes da bancada ficaram especialmente contrariados com a decisão do ex-juiz federal Sergio Moro de nomear um general para a Secretaria Nacional de Segurança Pública do futuro Ministério da Justiça, e não um policial.

O nomeado para om cargo foi o General Theophilo, cearense que disputou o Governo contra Camilo Santana (PT).

(Foto – Jarbas Oliveira)

Ministro do Turismo prestigia cearense que comanda a Abih nacional

O ministro do Turismo, Vinícius Lummertz, prestigiará nesta sexta-feira, às 19 horas, no Hotel Praia Centro, a solenidade de entrega do Troféu Habib’s Ary ao presidente nacional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), o cearense Manuel Cardoso Linhares.

Trata-se da mais alta comenda da Abih do Ceará, que reconhece personalidades com serviços prestados ao mercado turístico do Estado.

Por falar em Lummertz, ele será o titular dessa área no futuro governo João Doria, de São Paulo.

(Foto – Paulo MOska)