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A história do velho Raimundo

Em artigo sobre 2018, o jornalista Nicolau Araújo avalia o que se espera de um ano de Copa do Mundo e Eleições. Confira:

Seu Raimundo nunca pensou em viver tanto. Com mais essa passagem de ano, já somam 94. Isso, segundo alguns, desde que aprendeu a contar. Décadas, antes, seria escravo. “Ventre Livre nunca existiu mesmo”, diz ele sobre a lei de 1871.

Aliás, confrontar verdades ao longo da História é o seu forte. Na boca do velho Raimundo, até o município de Redenção perdera o status de primeira cidade brasileira a libertar seus escravos.

Na história do velho, o Estado do Ceará estava sem produção, por causa da grande seca de 1877/1879. Os mais fortes escravos haviam sido vendidos para as plantações de café, em São Paulo, e cana-de-açúcar, na Zona da Mata, diante da impossibilidade de paulistas e baianos adquirirem novos escravos africanos, pela imposição da Lei Eusébio de Queirós, de 4 de setembro de 1850, que proibia esse tipo de comércio da África, a partir de então.

Os poucos escravos que restaram no Ceará, doentes ou velhos, se tornaram um problema nas fazendas e para a aristocracia. A partir daí, a história do velho Raimundo se confunde com a História do Ceará.

A passagem do Ano Novo também traz más lembranças a Seu Raimundo. “Antigamente, o mundo se renovava com a data. As pessoas realmente mudavam para melhor”, lembra. Hoje, na visão do velho – aliás, bastante castigada ao longo dos anos -, o Ano Novo marca somente uma contagem regressiva para o Carnaval, agora pré-carnaval.

Em ano de Copa do Mundo e eleições para presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais, então, 2019 já bate à porta.

Dos dois acontecimentos que prometem fazer com que 2018 passe praticamente despercebido, o velho Raimundo somente se recusa a comentar de futebol. Segundo ele, enquanto Neymar – antes, Romário – estiver como esperança do futebol brasileiro, o torcedor não merece ouvir sobre Pelé, Garrincha, Zito, Leônidas da Silva e, mais recente, Zico.

Sobre política, sim! Seu Raimundo comenta como quem assistisse a um filme reprisado – ele até insistiu em falar sobre a chegada da tevê no Brasil, mas não conseguiu um comparativo com a chegada dos eletrônicos e redes sociais.

Falar de Lula é lembrar Getúlio, tendo como base o populismo. Até o trágico fim promete ser o mesmo, sendo o atual politicamente.

Bolsonaro, o velho pouco ouviu falar… mas sabe que é o homem preparado para atacar Lula. Na melhor das hipóteses, consegue desgastar Lula, sim. Se o petista não sair candidato, Seu Raimundo diz que Bolsonaro fica sem ter o que falar.

Sobre Ciro Gomes, o velho Raimundo diz que até vota. “Ciro fala bonito e parece saber o que diz. Alguns da gente é que demoram a entender mais rápido”, confessa.

A conversa foi encerrada, após o pedido de avaliar o presidente Michel Temer. O velho fez cara de mau, bufou e disse: “Com esse aí, agora é que eu não me aposento”!

Ciro e o enigma da Monalisa

Leitor do Blog envia imagem de Paris, onde garante que o homem a poucos metros à sua frente, no Museu de Louvre, é o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT ao Palácio do Planalto.

Segundo o leitor, que enviou a imagem nesse sábado (30), Ciro teria sido reconhecido por outros brasileiros que visitavam a capital francesa.

(Foto: Leitor do Blog)

No último dia de 2017, Governo do Ceará entrega adutora para garantir abastecimento em Caridade

Os mais de 5 mil moradores do distrito de Campos Belos, em Caridade, ganharam um presente de fim de ano neste domingo (31), último dia de 2017. O governador Camilo Santana inaugurou a adutora que garantirá o abastecimento d’água da comunidade. Com 19,6 quilômetros, o equipamento teve investimento de R$ 2,5 milhões do Governo do Ceará e captará água do Açude General Sampaio.

“Eu sei da luta de vocês para receber essa adutora. Hoje conseguimos realizar esse desejo de toda população de Campos Belos. É muito simbólico a gente encerrar o ano trabalhando e entregando um equipamento que vai garantir água para nossos irmãos cearenses. É uma alegria muito grande terminar 2017 dessa forma. Que a gente possa ter um ano de 2018 com muita paz, amor e muita chuva em todo o Ceará”, disse Camilo Santana.

A prefeita de Caridade, Amanda Lopes, agradeceu o empenho do Governo do Ceará por entregar o equipamento ainda em 2017. “Agradeço ao governador por conseguir trazer esse presente mesmo no Réveillon. Lutamos muito para que o distrito de Campos Belos tivesse água e hoje estamos conseguindo realizar esse sonho. Água é vida. Hoje é um dia de agradecer, já que a população de Campos Belos não precisa mais deixar a localidade por causa de falta d’água”, destacou Amanda Lopes.

A adutora tem tubulações de 150mm e 200mm em DeFoFo (conexões hidráulicas em PVC modificado) que conduzirá 13,88 litros por segundo, suficiente para abastecer toda a comunidade. A obra teve ainda a construção de uma Estação Elevatória e instalação de duas motobombas de 25CV cada. A intervenção contou com o apoio da Prefeitura de Caridade.

Campos Belos era atendido por uma Adutora Montagem Rápida (AMR), que captava água do Açude Desterro. Em decorrência da falta de chuvas na região, o abastecimento teve de ser interrompido. A adutora definitiva é uma medida do Governo do Ceará para solucionar o problema. A Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra) é a responsável pela obra.

O evento contou com as presenças do deputado federal Odorico Monteiro, dos deputados estaduais Walter Cavalcante, Lucilvio Girão e Audic Mota, dos secretários Nelson Martins (Casa Civil), Dedé Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Ramon Rodrigues (adjunto da SRH), além de prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região.

(Governo do Ceará)

Ciro e Cid – Ferreira Gomes consolidam liderança no Ceará, mesmo com terceiro ano sem mandato

Em artigo enviado ao Blog, o jornalista Hélio Rocha Lima avalia a liderança dos irmãos Ferreira Gomes no Ceará. Confira:

A coluna política do jornal O Povo desse sábado, 30, apresentou um texto abordando o suposto desempenho dos políticos cearenses neste ano. Como todos provavelmente sabem, a “coluna” nos jornais é um espaço garantido a jornalistas ou a qualquer pessoa, para que escrevam o que bem entenderem, difundindo, assim, conteúdos que podem até vir a ter algum compromisso com o pensar coletivo, mas que, na grande maioria dos casos, servem mesmo aos interesses pessoais das pessoas que a assinam.

Ainda que respeitemos o direito do jornalista (da coluna desse sábado) de escrever o que bem lhe entender ou convier, especialmente em tempos de combate às fake news, torna-se necessário um posicionamento contrário ao que foi escrito, mas, desta vez, com mais respeito à dinâmica de fatos objetivos.

Apesar de o jornalista tangenciar alguns pontos parcialmente coerentes quando aborda os cenários correlatos ao governador Camilo Santana e aos senadores Eunício Oliveira e Tasso Jereissati, creio que o autor se equivoca em sua análise sobre os “Ferreira Gomes”.

Diante da superficialidade da abordagem, o texto materializado na coluna não guarda a menor conexão com os nobres valores dos princípios que norteiam a ética e as conduta daquele tipo de jornalismo que deve ser construído de forma séria e responsável.

De acordo com a mera e pessoal opinião do jornalista, o ano teria sido “complicado para os Ferreira Gomes”.

Bem, caso se decida ignorar todos os acontecimentos e fatos do ano e levar em consideração apenas as estabilizadas pesquisas quantitativas presidenciais acerca de Ciro Gomes e uma única notícia projetada por seu viés mais negativo acerca de Cid Gomes, então talvez estes fatos pinçados, porventura, possam oferecer algum acalento à frágil “análise” tecida pelo douto jornalista.

Entretanto, é interessante perceber que nem se faz necessário verbalizar um anuário de acontecimentos para comprovar a fragilidade da enviesada conclusão do colunista.

Basta trazer à luz para as mentes esclarecidas ou ávidas por verdades o singular e notório fato da força de influência que os irmãos exercem sem estarem efetivamente no comando de nenhuma instituição ou serem detentores de poderio econômico ou financeiro.

É exatamente em função de não terem o efetivo comando de nenhum partido político, não estarem empoderados por qualquer caneta ou mandato, não serem controladores de redes de comunicação e muito menos serem donos de alguma grande fortuna que se torna surpreendente a força da influência, tanto do ex-governador Cid Gomes quanto de seu irmão Ciro Gomes.

Quantas pessoas conseguiriam tal feito neste Brasil velho de guerra, nestas mesmas condições, e ainda mais nas atuais instabilidades políticas e econômicas?

Pessoalmente, eu nutro um bom conjunto de discordâncias com pensamentos e atitudes dos Ferreira Gomes, mas a realidade dos fatos me obriga a perceber que 2017, contrário ao que postulou o colunista, foi de fato um ano extremamente interessante e até energizante para os irmãos Gomes, que viram consolidar uma liderança sustentada em pilares muito raros, especialmente para o bel prazer da realpolitik.

E não creio ser possível encontrar plausíveis explicações para a força das influências dos irmãos Ciro e Cid que não estejam minimamente relacionadas às suas experiências políticas e administrativas, ou a alguma força do recall das suas realizações e legados (leia-se aqui: força do voto que se emana do povo), ou por potenciais de formulação de ideias e, até mesmo, por alguma capacidade de articulação.

Sinceramente, acredito que o ano possa ter sido tudo, menos complicado para os irmãos.

Especialmente para o ex-governador Cid Gomes, que mesmo, ao que parece, até lutando para se manter de férias da política, tem assistido seu nome ser projetado aos maiores podiums do protagonismo do cenário político no Ceará.

Territórios dominados pela violência

Editorial do O POVO desde domingo (31) comenta da chegada das facções criminosas no Ceará. Confira:

Em 2017, o medo e a violência estiveram presentes, de uma maneira jamais vista, no cotidiano dos cearenses. Houve, em média, 14 homicídios para cada um dos 365 dias que o calendário marcou.

Foram mais de 5 mil mortes, entre janeiro e dezembro. Estatística que fez a sensação de insegurança, tão comum em nossa rotina, se materializar em uma palavra plural que ganhou peso no nosso vocabulário: facções.

Semanticamente, facção é a “reunião daqueles que causam perturbação à ordem pública”: a facção criminosa. O conceito, porém, não resume nem traduz o sentimento que essa palavra carrega para os moradores de comunidades que são proibidos de circular livremente entre os bairros sob pena de pagar com a vida o exercício do direito de ir e vir.

Mais que isso, facções são grupos que arregimentam cada vez mais “soldados” nas periferias e incrementam suas frentes nos locais onde o Estado é ausente. São sujeitos que definem a idade a partir da qual as crianças devem começar a “trabalhar” no tráfico e as atividades que devem desenvolver. E que, nesses locais, determinam, inclusive, para qual time as pessoas deverão torcer. Era como agia a quadrilha que dominava a comunidade do Pôr do Sol, no Coaçu, até outubro.

Facções são organizações que impõem códigos de conduta nos assentamentos precários, proibindo determinados gestos, expressões e cores de cabelos. Foi assim, ao comentar o que não podiam, dentro de um ônibus, que as jovens Karolina Morais de Melo, 23, e Luziara Rodrigues dos Santos, 16, foram arrebatadas e assassinadas, em 17 de setembro, no Morro de Santiago, na Barra do Ceará.

Facções são indivíduos que se reúnem para pichar regras nos muros a cada esquina, com força de lei, assegurando punição aos que as descumprirem ou ignorarem. “Ao entrar na favela, baixe os vidros, tire o capacete e identifique-se”. Morte foi a sentença do motorista da Uber Guilherme Maia, 22, baleado pelo “crime” de dirigir nas proximidades do residencial Alameda das Palmeiras, no Ancuri, em 23 de julho.

Facções são incoerências de regras como: “Se roubar na favela vai morrer”, onde quem assina o texto é “o crime”. E é assim que as facções usurpam do Estado o dever de garantir segurança aos cidadãos. E foi assim que um “justiceiro” capturou e executou o suspeito de roubos Fábio Galdino dos Santos, 25, em 9 de novembro, na rua Luminosa, no Bom Jardim. Seu algoz, Paulo Sérgio de Sousa Alves, 23, confessou que também cometia assaltos, mas fora da comunidade.

Facções são entidades que estabeleceram, nas ditas favelas, um processo de identificação entre crianças e adolescentes, que são seduzidos pelo poderio esbanjado por seus membros. São aqueles que impõem uma decisão de pertença obrigatória aos que estão recolhidos nos presídios e centros socioeducativos. Assim, as facções crescem a cada nova prisão ou apreensão realizadas.

Ao mesmo tempo, são as facções que invadem esses mesmos estabelecimentos para resgatar ou executar internos. Aconteceu, em 13 de novembro, com quatro adolescentes, com idades entre 13 e 16 anos, que cumpriam medidas em unidade socioeducativa na Sapiranga. Sob a tutela do Estado, todos foram raptados e executados.

Em seus “tribunais do crime”, como o encontrado em 26 de setembro, no Grande Jangurussu, as facções atuam como entidades que acusam e condenam ao mesmo tempo. São mandatários que retalham territórios em “capitanias hereditárias”, onde a maior fatia de área usada no comércio de drogas fica para aqueles que tiverem mais força, ou demostrarem ter. Desta forma, facções são coletivos que cometem crimes bárbaros, com emprego de tortura, decapitação, esquartejamento e carbonização, para impor medo e demostrar a força que pretendem.

Facções são sujeitos que fincam bandeiras do crime nas escolas. São organizações com elevado poder de destruição e controle. São capazes de influenciar na redução dos homicídios no Ceará, em 2016, e na posterior elevação dos assassinatos, em 2017, alcançando um patamar recorde. Por fim, facções são aqueles que, há dois anos, iludiram os moradores da periferia com uma paz às avessas, ganharam capilaridade e, depois, confiscaram suas casas e os expulsaram de seus bairros.

Para 2018, esperamos que uma verdadeira paz seja construída. E que seja excluído do dicionário governamental o uso da palavra facções para justificar todo e qualquer erro ou omissão cometidos, sobretudo com relação às políticas públicas de Segurança.

Palácio da Abolição – Deputado afirma que oposição só terá chance com Tasso

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Para o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), a oposição no Ceará somente terá chances reais de derrotar Camilo Santana (PT) se o nome for o do senador Tasso Jereissati (PSDB).

Apesar de fugir ao tema, o nome de Tasso é quase unanimidade entre os opositores no Ceará, na disputa ao Palácio da Abolição.

(Foto: Arquivo)

Camilo e Roberto Cláudio estarão juntos no Réveillon da Praia de Iracema

O governador Camilo Santana está na lista dos convidados vips do prefeito Roberto Cláudio para o Réveillon da Praia de Iracema. Não haverá discurso dos dois no evento. Marqueteiros sugeriram aparições para fotos.

Em 2018, Roberto Cláudio irá convocar 500 aprovados no último concurso da Guarda Municipal. A ordem é atender ao projeto de segurança que Moroni Torgan, o vice, fechou para Fortaleza.

(Foto: Arquivo)

O que 2017 mudou na política do Ceará

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (30), pelo jornalista Érico Firmo:

Nesta última coluna do ano, um balanço de como 2017 mexeu na política cearense. O olhar de conjunto revela: muita, mas muita coisa mesmo está diferente. Tanta coisa aconteceu em 12 meses que nem parece que foi este ano. Há um ano, por exemplo, Teori Zavascki estava vivo. Joesley Batista não tinha gravado Michel Temer (PMDB) nem Aécio Neves (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não tinha sido condenado por Sérgio Moro. Os movimentos nacionais mexeram muito com o Ceará e seus principais líderes. Mas, comecemos pela esfera estritamente local.

Talvez o grande fato político de 2017 tenha sido o fortalecimento de Camilo Santana. Sobretudo na política. Ele ensaiou alguns movimentos próprios e assumiu protagonismo nas articulações. Camilo conseguiu desmontar e neutralizar a oposição e atrair aliados, como Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB).

Já Eunício se tornou presidente do Senado e, assim, mudou de status na política nacional. Já era influente no governo Temer, mas se tornou imprescindível. Curiosamente, porém, a perspectiva de candidatura a governador se dissolveu, aliados dele se debandaram para o lado de governador e Eunício precisou se compor com Camilo para manter as chances de reeleição no Senado.

Tasso Jereissati (PSDB) se tornou protagonista da disputa nacional tucana. Liderou o movimento pela ruptura com o governo Temer. Foi das personagens políticas de maior relevância nacional nos últimos meses. No fim, sua posição prevaleceu e o PSDB saiu do governo. O tucano, porém, aceitou desistir da candidatura a presidente do partido. Assim, retornou ao papel de coadjuvante de luxo no tucanato nacional. No Ceará, é a perspectiva de uma eleição acirrada para Camilo. Porém, a hipótese de concorrer não é a mais provável.

O ano foi ruim para a família mais poderosa do Ceará, os Ferreira Gomes. Talvez o pior desde que ascenderam na política. Único com mandato, Ivo Gomes (PDT) recorre, no cargo, de decisão da Justiça que cassou seu mandato como prefeito de Sobral. Ciro Gomes (PDT) costura candidatura presidencial, sem grandes novidades. Já Cid Gomes (PDT), ontem foi divulgado parecer da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, segundo o qual as informações prestadas pelo ex-governador cearense corroboram acusações contra ele feitas pelo empresário Wesley Batista, da JBS.

Em delação premiada, Wesley disse ter feito pagamentos ao então governador cearense, como condição para o Estado repassar recursos tributários devidos à empresa. O caso foi desmembrado. Parte tramitará no Supremo Tribunal Federal (STF), parte na primeira instância. Pré-candidato a senador, Cid pode ter problemas sérios.

“Revoltante” – Em desabafo, Deodato Ramalho critica fala de Camilo em propaganda do PT

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Em comentário enviado ao Blog, o ex-vereador de Fortaleza e advogado Deodato Ramalho se disse revoltado com a propaganda partidária do PT, veiculada na tevê na noite dessa sexta-feira (30), com a participação do governador Camilo Santana. O governador do Ceará falou das ações de seu governo e conquistas para o Estado. Confira:

“Sinceramente? Essa publicidade pretensamente do PT (programa partidário), com o governador, seria melhor não existir. Ao invés de afirmar, ela nega o PT.

Após várias políticas positivas apresentadas, a única referência ao partido é a aparição da estrela vermelha no último banner. Nem da boca do governador nem de qualquer locução sai qualquer referência ao PT. Revoltante”.

Sine/IDT – Réveillon à base de refresco

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (30):

A cobrança desta Vertical sobre a situação de dificuldades vivida pelo Sine/IDT chegou aos ouvidos de Brasília. A Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social informa ter recebido ontem a informação da Coordenação Nacional do Sine, do Ministério do Trabalho, de que o valor de R$ 5.053.138,81, referente a uma parcela da terceira etapa do convênio nº 014/2012, Siconv 774903 – que garante o custeio – foi depositada ontem mesmo, dia 29.

O dinheiro, que chega como um refresco de fim de ano, deverá, por questões de compensação bancária, estar disponível até o final da próxima semana.

A STDS diz ainda, em nota, que cumpre com seus compromissos no que diz respeito ao custeio para operacionalização e pagamento de pessoal e corpo técnico da Rede de Atendimento do Sine/IDT, no Ceará, composta por 34 unidades e nove postos de atendimento ao trabalhador espalhados pelo Estado.

Tudo bem, mas o que se espera é uma solução e não paliativos. Por sua história e importância, o Sine/IDT merece respeito.

Boa Viagem assegura adutora, após convênio com Dnocs

A Prefeitura de Boa Viagem será a responsável pela execução da obra da adutora Madelena, após firmar esta semana um convênio com o Dnocs. O acordo foi intermediado pelo deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), com articulação do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

“Isso representa agilidade. Desburocratizamos o processo para que a obra seja executada com mais rapidez e os moradores possam ter a água o mais rápido possível”, comentou Domingos Neto.

(Foto: Arquivo)

Ceará ganha vans para o transporte de pacientes no Interior

O transporte irregular ou não adequado de pacientes no interior do Ceará deverá ser amenizado pelo Ministério da Saúde, que deverá investir R$ 1,9 milhão na aquisição de 10 vans para esse tipo de atendimento.

A informação é do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que intermediou junto ao Governo Federal a aquisição dos veículos para o Ceará.

Os veículos farão o deslocamento programado de pessoas para realização de consultas, ou procedimentos de caráter não urgente e não emergencial, dentro do próprio município onde reside o paciente.

“O nosso compromisso é com a melhoria da qualidade de vida da nossa população”, comentou o senador cearense.

(Foto: Divulgação)

Policial é baleado na Delegacia da Mulher, após preso tomar arma

Um policial civil foi baleado no peito, na tarde desta sexta-feira (29), no interior da Delegacia da Mulher, no bairro Benfica, após um preso tomar a arma e efetuar disparos. Segundo o Blog apurou, o preso estaria prestando depoimento e aproveitou a distração do policial para tomar a arma.

O Blog ainda apurou que o preso foi contido e o policial encaminhado ao Instituto Doutor José Frota, no Centro.

A Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) afirmou que não poderia prestar esclarecimentos sobre a ocorrência, pois somente a assessoria de imprensa do órgão poderia prestar informações. No entanto, o expediente na assessoria já está encerrado.

Pós-Réveillon – Flávio Saboya toma posse no comando da Faec

A Federação da Agricultura do Ceará vai empossar, dia 2 próximo, sua nova diretoria. Flávio Saboya assumirá seu segundo mandato, quando responderá pelo período de 2018 a 2021. Ele diz que serão muitos os desafios da Faec para 2018, por exemplo, mas sua maior prece é por inverno.

Em carta endereçada aos presidentes de sindicatos dos produtores rurais, Flávio Saboya fez um apelo em nome da unidade.

Eis as metas da nova gestão:

1- Estabilidade financeira dos Sindicatos
– Promoção de Seminários Regionais objetivando discutir e encontrar alternativas para a estabilidade financeira e operacional dos Sindicatos.

2- Instalação da Sala do Produtor Rural nos Sindicatos.
Essa providência irá permitir a perfeita e imediata integração sindical via notícias, entrevistas, informações e cursos com o SENAR Administração Central

3- Conforme antecipado em 2017, será estendido a todos os Sindicatos, além da identificação do curso e acompanhamento, seu lançamento no “Senar nas Nuvens”,

4- Intensificação e capacitação das Equipes Técnicas e Administrativas dos Sindicatos, contribuindo para sua sustentabilidade.

5- Uma maior interação com os Sindicatos laborais e prefeituras municipais, mediante “Termos de Parceria”.

6- Instalação de Escritórios de Atendimento de Suporte Sanitário em parceria com o Governo do Estado (ADAGRI) para sanidade animal, nos moldes do já instalado (Coreaú).

7- Recadastramento do público rural dos Sindicatos, com convênios com a CNA para tal fim.

8- Abertura de poços profundos para os produtores vinculados aos Sindicatos via apoio creditício do Banco do Nordeste do Brasil – BNB e Governo do Estado.

9- Acolher a iniciativa do Sindicato Rural de Moraújo com o “Projeto Doutores do Sertão”, que visa a sucessão rural, por meio da fixação dos jovens filhos de produtores rurais, que estão cursando no ensino da área das ciências agrárias.

10- Preparar e submeter a apreciação dos Conselho de Representantes da FAEC e do Conselho Administrativo do SENAR-CE o Código de Ética do Sistema FAEC/SENAR-CE/SINRURAL, que, após aprovado, passará a ser de observância obrigatória por todo o Sistema.

Réveillon de Fortaleza – Cortejo de Maracatus integra a programação

Um cortejo de maracatus será realizado a partir das 17 horas deste sábado, na Praia de Iracema, informa a Secretaria de Cultural de Fortaleza.

Vai reunir o Maracatu Solar, Vozes da África, Az de Ouro, Rei Zumbi, Nação Pici, Nação Palmares e Nação Baobab, que desfilarão pelo calçadão no trecho que vai do Estoril até o Centro Cultural Belchior.

Segundo a Secultfor, o objetivo é se despedir de 2017 e dar boas-vindas a 2018. O cortejo terminará com a coroação das rainhas.

(Foto- Matheus Dantas)

Servidores municipais iniciarão ano novo em clima de campanha salarial

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Servidores da Prefeitura de Fortaleza iniciarão o ano novo em clima de campanha salarial. A categoria, que diz acumular perdas da ordem de 19%, avisa que não quer ficar a ver navios, de novo, em matéria de reajuste salarial.

Neste 2017, o prefeito Roberto Cláudio não autorizou reajuste geral para todos os servidores que, mobilizados pelo Sindifort, garantem não dar descanso ao gestor municipal.

Há expectativa de que já no Réveillon do Aterro da Praia de Iracema, alguns dirigentes do sindicato apareçam com faixas para iniciar o ano das cobranças.

Bom lembrar: janeiro, por lei, é a data-base da categoria.

Shopping Benfica terá Bazar do Movimento Emaús

O Shopping Benfica iniciará 2018 mantendo apostas na chamada responsabilidade social. Dentro desse conceito, será sede do Bazar do Movimento Emaús, no período de 10 de janeiro a 11 de março, com estande no piso térreo.

O público poderá comprar os artigos, como também fazer doações para o Emaús que reaproveita, conserta e recicla todo tipo de produto, revendendo a preços acessíveis.

SERVIÇO

*Bazar do Emaús – das 10 às 22 horas e aos domingos, das 14 às 20 horas.

Uma reflexão sobre o avanço da violência

Com o título “O medo e suas graves repercussões”, eis artigo do advogado e professor Irapuan Diniz de Aguiar. Ele aborda a violência, em todos os sentidos, que deixou de ser fenômeno localizado e das grande cidades. Confira:

Ao findar mais um ano constata-se um fenômeno que a todos acomete por conta da violência e da criminalidade. A cada dia, os jornais, revistas, rádio e televisão, se ocupam, quase que exclusivamente, com o noticiário sobre a exacerbação das mais variadas formas de violência e do medo delas decorrentes, intranquilizando a vida de uma sociedade indefesa. Logo cedo, somos despertados com as primeiras más notícias, as quais nos acompanham no café matinal. O fato repete-se, por ocasião do almoço e do jantar, completando o cardápio picante de todos os dias. Quando não são os assaltos, sequestros, estupros, latrocínios e outras manifestações criminosas contra a pessoa, são os desfalques, os “rombos”, os estelionatos, as fraudes, os desvios éticos e outras formas de corrupção.

A violência deixou, assim, de ser um fenômeno localizado, com causas sociológicas e psicológicas explicáveis em determinadas áreas. Sua expansão generalizada alcança, hoje, sítios, fazendas, pequenas cidades interioranas, enfim, locais de aglomeração social. Prenunciando-se como a mais grave patologia social do século XXI, as ações marginais estão, paulatinamente, impondo limites ao convívio em sociedade. As invasões e ataques a empresas e prédios públicos, a destruição do patrimônio coletivo e os seqüestros-relâmpagos, são formas mascaradas do estabelecimento do “toque de recolher”, com graves conseqüências econômicas.

O cidadão que busca o sustento de sua família com muito sacrifício, vê-se, agora, mais do que nunca, refém do próprio medo, ante a ineficácia das políticas públicas voltadas para a geração de emprego e renda no país. A população vive, nos dias presentes, sob a síndrome do medo. É a triste constatação de que o Estado brasileiro há se mostrado sem condições de enfrentar o crime organizado, que mutila, tortura e mata, à falta de um combate eficaz que restabeleça a segurança pública.

Nesse emaranhado de delitos de toda espécie, um fato novo merece registro. São os personagens nele envolvidos. Não são mais, apenas, os rudes e os miseráveis os seus autores. Têm-se, nos dias atuais, a presença dos “engravatados”, intelectuais do crime, homens que envergam a bata e a batina, a toga e a farda, o diploma e o mandato.

*Irapuan Diniz Aguiar,

Advogado e professor.