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Cracolândia, degradação e economia urbana

Com o título “Cracolândia, degradação e economia urbana”, eis artigo do professor Lauro Chaves, presidente do Conselho Regional de Economia, que pode ser conferido no O POVO desta terça-feira. Confira:

Desde o fim da década de 1990 que presto consultoria na elaboração e implantação de planos estratégicos e planos diretores de inúmeros municípios, sendo uma das formas de reciclagem profissional mais importante o estudo de casos de sucesso ou fracasso no que se refere tanto ao desenvolvimento quanto à degradação de territórios.

Dentro deste contexto, fui a São Paulo, no mês passado, e visitei a cracolândia, na região da Luz. A Sala São Paulo e a Estação Júlio Prestes, que pertencem ao patrimônio histórico e cultural da Cidade, ficam vizinhas e poderiam ser âncoras de uma solução a ser construída para acabar com a degradação social e urbana ali existente.

Segundo relatos dos pesquisadores, a cocaína começou a circular na região central em meados dos anos 1950. Uma década depois, houve o aumento da prostituição. Ainda nos anos 1960, com a construção de uma rodoviária em frente à praça Júlio Prestes, o processo de degradação da área foi acelerado, na opinião deles, já que palacetes tradicionais foram derrubados. Desativada a rodoviária, em 1982, hotéis construídos para receber os passageiros e diversos outros serviços ficaram ociosos. Na esteira dessa degradação urbana, a droga provocou um novo tipo de ocupação na região.

Desde 2005, a cracolândia foi tema, somente na USP, de pelo menos 240 trabalhos acadêmicos, entre mestrado e doutorado, em áreas como economia, direito, urbanismo, saúde e antropologia. A leitura de alguns desses trabalhos despertou o meu interesse, porém, nada supera a visita in loco em todo o entorno, por sinal, intensamente policiado. Ali, verdadeiros zumbis vagam a esmo, sem distinção de faixa etária, renda ou identidade de gênero. Ali, o que importa é uma pedra de crack.

Uma tragédia social e urbana que só terá chances de ser enfrentada com uma política pública de intervenção no território de forma integral. Soluções isoladas de repressão policial ou de assistencialismo jamais terão sucesso.

A revitalização de um território degradado e tão rico em história passa pela economia urbana, com especial atenção a moradias, oportunidades de trabalho e ao resgate da cidadania daqueles seres humanos entregues ao vício.

*Lauro Chaves Neto

lchavesneto@uol.com.br

Presidente do Conselho Regional de Economia, consultor, professor da Uece e doutor em Desenvolvimento Regional e Planejamento Territorial pela Universidade de Barcelona.

Superintendente da Funasa promove encontro de prefeitos em sua Quixadá

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), regional do Ceará, vi promover encontro com prefeitos do Sertão Central, em Quixadá, no próximo dia 17.

O objetivo, segundo o superintendente do órgão, Ricardo Silveira, é aproximar a Funasa dos municípios, a partir da divulgação de seus convênios e ações e como gestores poderão ter acesso a essas ações.

DETALHE – Ricardo é de Quixadá. Chegou a disputar a Prefeitura desse município no pleito passado.

(Foto – Quixeramobim Agora)

Pastoral da Criança e Instituto Vida Cidadã promovem ações de atendimento a crianças carentes

A Pastoral da Criança, em parceria com o Instituto Vida Cidadã (IVC), promoverá, a partir das 17 horas desta terça-feira, na Igreja da Comunidade Santo Antônio (Bairro Jardim Iracema), o ato Celebração da Vida. Será um momento de oração, atendimento às comunidades carentes com o serviço de peso e medida das crianças, rodas de conversa com os pais e muitas brincadeiras.

Também será oferecido o serviço de escovação dental à população e disponibilizado um coletor da Campanha “Recicle: faça a natureza sorrir”, do Instituto Vida Cidadã, uma iniciativa articulada pelo presidente do IVC, Tadeu Oliveira. A iniciativa visa arrecadar tubos vazios de pasta dental. As embalagens serão transformadas em cadeiras de pesagens, que, por sua vez, serem doadas à Pastoral da Criança.

Acompanhamento

No total, 9.866 crianças com até 6 anos de idade são acompanhadas, atualmente, pela Pastoral da Criança da Arquidiocese de Fortaleza. Só na Comunidade Santo Antônio, no bairro Jardim Guanabara, são 90 meninos e meninas.

De acordo com a coordenadora comunitária, Francisca Lúcia, a Pastoral da Criança faz acompanhamento de peso e medida. O atendimento acontece a cada três meses. “Esse trabalho é fundamental para acompanhar o crescimento saudável da criança até os 6 anos”, ressalta.

DETALHE – Hoje, a Pastoral da Criança está presente em 73 paróquias instaladas em 26 municípios. Mas nem todas contam com a cadeira para fazer a pesagem das crianças.

SERVIÇO

*Igreja da Comunidade Santo Antônio – Rua Tulipa 687 – Jardim Iracema.

(Foto – Divulgação)

Adísia Sá, nossa pequena notável, não é 8 nem 80, mas… 88

Nesta terça-feira, a Rádio O POVO/CBN comemorou os 88 anos de vida da jornalista e professora Adísia Sá.

Nome dos mais respeitados da imprensa cearense, Adísia fez participação ao vivo, pela manhã, nos programas da emissora e ganhou não somente abraços dos seus companheiros de profissão, mas, também, dos muitos ouvintes pelo telefone ou via WhatsApp.

Nossa “Menina Adísia” teve direito a bolo com velinhas, seguido dos parabéns e mostrou, na prática, que continua com o espírito jovem.

DETALHE – Com certeza, Adísia deve ter reclamado aos seus botões: cadê os birinaites? Ela adora uma cervejinha.

*Mais sobre Adísia Sá aqui.

(Fotos – Mauri Melo)

Lava Jato – Símbolo de justiça e contradições?

Com o título “O que ficará da Lava Jato?”, eis artigo do jornalista Wagner Mendes, que pode ser conferido no O POVO desta terça-feira. “Mais do que uma investigação, a Lava Jato se tornou o símbolo de justiça e contradições”, diz o articulista. Confira:

Vista como a grande esperança de moralidade na coisa pública no Brasil, a Operação Lava Jato se encaminha para o fim. Muito embora procuradores falem que fatos descobertos podem levar a mais anos de investigação, a projeção de novos e graves episódios, como os vistos nos últimos anos, é quase nula.

O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, falou, logo após deixar o posto, que já se vê o fim da operação. “Chegamos à cabeça da organização criminosa. Toda a organização criminosa hoje está desvendada”, disse a jornalistas na semana passada.

Deflagrada ainda no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, a operação não esperava se transformar no que se transformou. A afirmação é do coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, dada ao O POVO em outubro de 2015.

Atingindo o núcleo duro do Palácio do Planalto, as investigações derrubaram ministros, contribuíram na aprovação do impeachment, prenderam empresários que ditavam as regras, ao lado de políticos corruptos, no País.

Se, por um lado, a operação desvendou esquemas históricos de corrupção no Brasil, por outro entrou em contradições, excedeu os autos e politizou o processo de investigação. O historiador italiano Giovanni Orsina, que escreveu sobre a história de Berlusconi na Itália, logo depois da Operação Mãos Limpas — que desvendou o maior esquema de corrupção já visto na história daquele País — falou da politização nas investigações e, ao mesmo tempo, da criminalização do processo político nas investigações da década de 1990.

Um caminho que está se repetindo no Brasil. Outsiders, que negam a política, venceram eleições em 2016 e outros ganham musculatura nas pesquisas de intenção de voto para 2018. Magistrados e juízes que conduziram as investigações dos últimos escândalos de corrupção no Brasil surgem, provocados pela própria imprensa, como alternativas para a sucessão de Michel Temer.

Mais do que uma investigação, a Lava Jato se tornou o símbolo de justiça e contradições. Que seus condutores não contribuam para arruinar cada vez mais o sistema político e embarcar o País em um mar revolto.

*Wagner Mendes

wagnermendes@opovo.com.br Jornalista do O POVO.

Comunidade pede devolução da Praça do Cristo Rei

Nesta terça-feira, às 19 horas, no Salão Paroquial da Igreja do Cristo Rei, haverá reunião para discutir a devolução da praça do Cristo Rei à comunidade.

O encontro vai reunir representantes da Secretaria Regional do Centro, técnicos do Metrofor – que bloqueou a praça para obras intermináveis,  e membros da Igreja e do Colégio Militar de Fortaleza.

(Foto – Arquivo do Blog)

Funceme fecha parceria com instituto francês para pesquisas na Região Nordeste

Eduardo Sávio preside a Funceme.

O presidente do Institut de Recherche pour le Développement (IRD), Jean-Paul Moatti, assinou, nesta manhã de terça-feira, em Fortaleza, um acordo de cooperação científica com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O objetivo é desenvolver atividades franco-brasileiras no Nordeste. O acordo foi firmado durante reunião que acontece no auditório da Funceme.

Entre os objetivos da reunião está a definição das prioridades para o Nordeste para os próximos 50 anos, além da reflexão sobre as ações possíveis no âmbito dos projetos tripartite sobre o semiárido entre a França, o Brasil e países africanos.

Durante o encontro, que vai até se estender até o período da tarde, Jean-Paul Moatti, o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, e representantes de órgãos regionais, nacionais e internacionais ministram palestras sobre as ações em andamento no Nordeste. Haverá ainda a apresentação de projetos científicos inéditos.

Sindicato dos Bancários lança campanha para apoiar entidade que acolhe moradores de rua

O Sindicato dos Bancários do Ceará vai lançar, às 19 horas desta quinta-feira, no Teatro do Sesc Emiliano Queiroz (Centro), a terceira edição da Campanha Bancário Solidário e comemorar os 10 anos de atividades do Coral do Sindicato. Durante o ato, haverá a apresentação do Musical Fé, Luta e Solidariedade com elenco formado por bancários e bancárias.

O espetáculo, de três atos, tem a direção técnica e artística do produtor de teatro de expressão Jair Freitas e direção musical do maestro Rogério Jales. No script, valores como paz, justiça, fraternidade e solidariedade.

Campanha

A Campanha Bancário Solidário arrecadará alimentos que serão doados à instituição Toca de Assis, que presta assistência a pessoas em situação de rua. As doações devem ser enviadas até o dia 22 de dezembro. Quem quiser recolher doações nos locais de trabalho, no caso dos bancários em agências, o sindicato irá buscar. O contato é o (85) 3252 4266.

As doações serão repassadas à Toca de Assis no dia 22 de dezembro, às 19 horas, na sede do sindicato, durante confraternização com os parceiros que se juntaram aos bancários nessa causa. No apoio, Fetamce, Sindjorce, Apeoc, Mova-se, Associação dos Defensores Públicos, Associação dos Moradores do Bairro Ellery, Sintsef, AABB e Afabec.

SERVIÇO

*Teatro do SESC – Emiliano Queiroz (Avenida Duque de Caxias, 1701 – Centro). O ingresso será 1 kg de alimento não perecível.

Danilo Forte confirma que vai se filiar ao DEM

O deputado federal Danilo Forte, que deu adeus ao PSB por estar apoiando o governo de Michel Temer, confirma: vai se filiar ao DEM. A data ainda não foi definida.

Danilo diz aguardar apenas acertar alguns detalhes com a direção do partido sobre diretórios municipais. Ou seja, quer o controle de alguns desses organismos para fechar a estratégia de sua reeleição à Câmara.

Consumidor da Grande Fortaleza precisa reforçar economia de água, alerta a Cagece

Da Coluna Vertical, do O POVO desta terça-feira:

O presidente da Cagece, Neuri Freire, afirma que a situação de abastecimento d’água da Grande Fortaleza é das mais “delicadas” e que o Castanhão já não contribui mais nesse aspecto. “O Castanhão está abaixo de 3,8% de suas reservas. Nós estamos contando agora com o sistema Pacajus-Pacoti”, diz ele, apelando à população para que economize.

Neuri explica que, por conta do período de elevadas temperaturas, o consumo aumentou e se faz necessário a colaboração para que se evite racionamento. “Se a gente mantiver o nível de consumo em 10,8% de metros cúbicos por família, como vínhamos registrando, não virá racionamento”, garante ele , na expectativa de que, a partir de janeiro, as águas do rio São Francisco desemboquem no Cinturão das Águas (Cariri) para evitar o colapso.

Ou seja, o mantra tem que ser chuva, chuva e chuva.

Ciro Gomes diz que PT enganou o povo, mas não descarta apoio da “vizinhança” do partido

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O presidenciável Ciro Gomes (PDT) disse, nesta madrugada de terça-feira, ter gostado do pré-lançamento da deputada federal Manuela D’Àvila (PCdoB) à presidência da República em 2018.

“Acho importante. O PCdoB é um partido que tem história na política brasileira. Manuela é jovem, preparada e muito séria. Mostra também o PCdoB insatisfeito com a aliança com o PT, que tem feito coisas inexplicáveis”.

Para Ciro, parte importante do PT enganou o povo e “o pior não é ter enganado no passado, é querer enganar agora”. Não entrou em detalhes. Indagado, no entanto, se gostaria do apoio dos petistas caso chegasse ao segundo turno da disputa presidencial, aliviou: “Segundo turno indica as coisas e aí não é mais o partido, é a vizinhança.”

Ciro afirmou não acreditar que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) em segundo nas pesquisas eleitorais, só perdendo para Lula (PT), surpreenda nas urnas. “Não creio, francamente, mas o povo é quem decide”, observou, dizendo-se de olho no eleitorado não fascista que respalda Bolsonaro.

Economia crítica

Sobre a economia do País, o presidencial considerou o quadro ainda é “muito crítico”.  Para Ciro, a melhora ainda é algo remoto, sazonal e a perspectiva para 2018 continuará é de aperto na área.

“Nós descemos 10 degraus na economia e vamos subir um. A sensação é de melhoria, mas uma melhoria muito residual que terá pouco efeito na questão do emprego formal, pouco efeito na questão da arrecadação do governo como um todo, de maneira que ficará muito claro que o Brasil vai ter que mudar o rumo”, expôs Ciro, que cumprirá agenda de palestras no eixo Brasília-Minas Gerais até sexta-feira.

Reeleição

Ciro voltou a defender a reeleição do governador Camilo Santana (PT): “O Camilo tem feito um belo trabalho, com projetos em execução e planos de futuro que merecem ser analisados pela população como a melhor proposta para o Ceará”.

Líderes políticos querem eleger filhos no Ceará

Eunício quer emplacar o filho deputado federal.

Mantendo “tradição” histórica no Estado, três das principais lideranças políticas do Ceará foram buscar em casa os sucessores de seus legados eleitorais. Nos últimos dias, o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB), tem comunicado a aliados que irá lançar o filho, o engenheiro civil Rodrigo Oliveira, candidato a deputado federal no próximo ano.

Além dele, também estão no páreo o secretário da Regional VI de Fortaleza, Antônio José Albuquerque (PP), e o secretário de Desenvolvimento Econômico da Capital, Mosiah Torgan (DEM). O primeiro é filho do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), e o segundo do ex-deputado federal e hoje vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan (DEM).

Duradoura no Estado, a prática de pais “passando o bastão” para filhos não é exclusiva do Ceará e remonta à base tradicionalista e patriarcal da política brasileira. É o que avalia o cientista político Rodrigo Prando, da Mackenzie. “As decisões políticas ainda estão muito centradas nos homens mais velhos, basta ver o Congresso”.

“Em sociedades onde a dinâmica econômica depende menos do mercado e mais da força e presença do Estado, acabam centralizando muito o poder figuras como a dos prefeitos, deputados, senadores”, avalia o pesquisador.

“Então você acaba tendo famílias formando verdadeiros clãs políticos, que se perpetuam no poder através de uma política tradicionalista, patriarcal e muitas vezes patrimonialista”, diz Prando.

Zezinho quer emplacar o filho deputado federal.

Nos bastidores

Como o anúncio aberto das candidaturas poderia despertar tensões entre aliados e até a atenção da Justiça, articulações pelas candidaturas ainda seguem restritas aos bastidores. “Como pode mexer com a base de outros deputados ou configurar propaganda antecipada, ainda é difícil falar”, diz um deputado estadual que preferiu não se identificar.

Ele destaca, no entanto, que Eunício tem confirmado “abertamente” para aliados a tese de lançar o filho para a Câmara dos Deputados. Com a proximidade do ano eleitoral, tradicionais lideranças do Estado já caíram na estrada acompanhados de seus sucessores políticos.

Nas últimas semanas, por exemplo, o deputado Agenor Neto (PMDB) tem percorrido diversos municípios do Sertão Central com o filho, o pré-candidato Ilo Neto. Já Antônio José Albuquerque tem, aos fins de semana, participado da entrega de ações de prefeitos aliados e se reunido com o pai e lideranças políticas do Interior.

Apesar de os herdeiros serem quase sempre jovens, Rodrigo Prando destaca que isso nem sempre representa “renovação”. “Colocar alguém novo, mas indicado pelo pai para seguir os mesmos passos dele, não representa renovação, mas simplesmente uma continuidade mascarada”.

Saiba mais

No caso de Zezinho Albuquerque, a ideia do deputado é deixar o filho como seu “substituto” na Assembleia. Em seu segundo mandato seguido como presidente da Casa, Zezinho tenta emplacar seu nome para a vaga de senador ou de vice na chapa de Camilo Santana à reeleição.

Entre os herdeiros políticos já confirmados como candidatos, o que causa maior apreensão, até agora, é o filho de Eunício Oliveira. Como o senador segue hoje em situação “ambígua” com relação ao governo Camilo Santana, não se sabe em que áreas do Estado Eunício deverá “concentrar” a busca por votos para o filho.

No caso de Mosiah Torgan, o próprio Moroni tem atuado no sentido de viabilizar a candidatura, em conversas com a base do prefeito Roberto Cláudio (PDT).

*Os aspirantes

Rodrigo Oliveira. Filho do presidente do Senado, Eunício Oliveira, o engenheiro civil deve disputar vaga na Câmara.

Antônio José. Secretário da SER VI de Fortaleza, deve disputar vaga do pai, o presidente da AL, Zezinho Albuquerque. Mosiah Torgan. Filho do vice-prefeito Moroni Torgan, deve concorrer a deputado federal pelo DEM.

Guilherme Landim. Prefeito de Brejo Santo, deve disputar vaga aberta pelo pai, o ex-deputado Wellington Landim.

Ilo Neto. É filho do deputado estadual e ex-prefeito de Iguatu, Agenor Neto, pode sair candidato em dobradinha com o pai. Pedro Geromel. Filho do prefeito de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra, deve disputar vaga na Câmara.

*“Herdeiros” notórios

Cid Gomes. Filho do ex-prefeito de Sobral José Euclides Ferreira Gomes, é membro de clã que disputa na região desde 1890.

Camilo Santana. O atual governador é filho de Eudoro Santana, que teve diversos mandatos de deputado estadual. Domingos Neto. Filho do ex-deputado Domingos Filho, foi o mais votado na 1ª eleição, em 2010.

Sérgio Aguiar. O atual deputado estadual ocupa cadeira que o pai, o ex-conselheiro do TCM Chico Aguiar, ocupou na Casa.

Gony Arruda. É herdeiro político de Esmerino Arruda em um dos mais tradicionais grupos políticos do Estado. Fernanda Pessoa. Filha do vice-prefeito de Maracanaú e líder da oposição Roberto Pessoa

Renan Colares. O ex-secretário e hoje vereador de Fortaleza é filho do deputado estadual Fernando Hugo, do PP.

Iraguassú Filho. Até a última eleição o decano da Câmara Municipal, o ex-vereador Iraguassú Teixeira “passou bastão” ao filho. Bruno Gonçalves. O deputado estadual é filho do prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves.

(O POVO – Repórter Carlos Mazza)

Rezar para aqueles que estão no purgatório

Com o título “Vida e morte”, eis artigo do padre Reginaldo Manzotti, que pode ser conferido também no O POVO desta segunda-feira. Ele lança uma nova orientação para o povo católico sobre morte. Confira:

A vida é um dom de Deus, porém estamos de passagem neste mundo e a qualquer momento podemos perder alguém querido, alguém que amamos. Quem não perdeu é bom estar preparado, pois, se existe algo certo na vida, é a morte. Ao olharmos para a morte, devemos valorizar a vida, como uma forma e oportunidade de nos prepararmos para a eternidade com Deus.

O próprio Jesus garante que é da vontade do Pai que não se perca nenhum daqueles que lhe deu, e que todo aquele que n’Ele crê tenha a vida eterna, e o ressuscitará no último dia (Jo 6, 37-40).

Como cristão católico, como encarar a morte, como lidar com a dor da perda? Para os que creem, a vida não é tirada, mas transformada. Assim como a semente que, ao cair na terra morre e dessa morte brota a nova vida, cremos que a morte é a passagem para a ressurreição, a nova vida em Cristo.

O fundamento para nossa fé em torno da vida nova, que começa na morte, está na ressurreição de Jesus Cristo. Este é o ponto principal de tudo, Jesus venceu a morte e ressuscitou. Essa certeza da fé descarta completamente qualquer ideia de reencarnação.

Deus ressuscitou seu filho Jesus, como nos exorta São Pedro: bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Na sua grande misericórdia ele nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada para vós nos céus; para vós que sois guardados pelo poder de Deus, por causa da vossa fé, para a salvação que está pronta para se manifestar nos últimos tempos” (1Pd1,3-5).

Por que rezar pelos mortos? Esse ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: “Eis porque ele [Judas Macabeu] mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado” (2 Mac 12, 46). Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico (DS 856), a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos. (CIC 1032).

A respeito da oração pelos mortos diz o Didaqué (ou doutrina dos 12 Apóstolos): “Ao fazerdes as vossas comemorações, reuni-vos, lede as Sagradas Escrituras… tanto em vossas assembleias quanto nos cemitérios. O pão duro que o pão tiver purificado e que a invocação tiver santificado, oferecei-o orando pelos mortos”. E nos ensina João Paulo II: ‘’Orando pelos mortos, a Igreja contempla, antes de tudo, o mistério da Ressurreição de Cristo que nos obtém a vida eterna’’.

Mas quem está no céu não precisa de oração e quem está no inferno sinceramente as nossas orações de pouco vão valer, mas aqueles que estão no purgatório, para estes sim devemos rezar. O Filho de Deus foi para a morte e depois Deus o ressuscitou. Deus nos fez para vivermos para sempre.

Por isso, a tristeza, a amargura e o desânimo. Isso tudo é somente a vida que nos traz. Deus nos fez para vivermos em intimidade com ele. Nós somos feitos para sermos santos, como nosso Deus é Santo.

*Padre Reginaldo Manzotti

aimprensa@evangelizarepreciso.com.br

Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Sebrae do Ceará comemora 45 anos de atividades

A Assembleia Legislativa vai promover, a partir das 19 horas desta terça-feira, sessão solene para comemorar os 45 anos do Sebrae.

No Ceará, a entidade, que apoia e oferece programas de apoio ao desenvolvimento da micro e pequena empresa, é comandada pelo arquiteto Joaquim Cartaxo.

Durante a solenidade, Cartaxo fará um breve balanço sobre as atividades que o Sebrae realiza no Estado.

(Foto – Divulgação)

MPF do Ceará inscreve para estágio em Direito

O Ministério Público Federal no Ceará inscreve para o processo seletivo do seu Programa de Estágio em Direito. O órgão prevê a formação de cadastro de reserva na área para as unidades localizadas em Fortaleza, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte e Sobral, informa a assessoria de imprensa do MPF.

O estágio tem carga horária de 20 horas semanais, distribuídas em jornadas diárias de 4 horas. Os estudantes que participarem do programa vão receber bolsa no valor de R$ 850,00 e auxílio-transporte de R$ 7,00 por dia de estágio.

Podem participar do processo seletivo universitários matriculados em uma das instituições de ensino que fizeram convênio com o órgão. É exigido ainda que o candidato tenha, no período das inscrições, concluído o 2º ano ou o 4º semestre do curso quando a graduação tiver pelo menos 10 semestres.

Provas

Os candidatos inscritos farão prova de múltipla escola e prova discursiva, previstas para 26 de novembro. Será reservado aos candidatos portadores de deficiência e aos participantes do Sistema de Cotas para Minorias Étnico-Raciais, respectivamente, o percentual de 10% (dez por cento) das vagas existentes em cada uma das unidades do Ministério Público Federal no Ceará, que vierem a surgir ou forem criadas no prazo de validade do processo seletivo.

SERVIÇO

*As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, por meio do site da Procuradoria da República no Ceará, no endereço http://www.mpf.mp.br/ce (clicando na área Estagie Conosco), mediante o preenchimento de ficha de inscrição até as 23h59min do dia 15 de novembro.

*No período de 6 a 16 de novembro, no horário de 9h às 17h, os candidatos deverão entregar nas sedes do MPF os documentos exigidos no edital.

XVI Semana do Direito da Uni7 oferecerá serviços gratuitos para a comunidade

Nesta terça-feira, das 9 às 17 horas, haverá prestação gratuita de serviços para a comunidade fortalezense. O ato faz parte da programação da XVI Semana do Direito da Uni7, que comemora os 15 anos desse curso.

A Superintendência Regional do Trabalho e a Secretaria de Justiça vão emitir de carteira de trabalho e de identidade, inclusive de segunda via. A Polícia Civil emitirá boletim de ocorrência, enquanto o Decon levará unidade móvel para oferecer consultas. Já os alunos e professores do Direito darão consultorias jurídicas nas áreas cível, família, consumidor e trabalhista. O atendimento funcionará mediante senha que será entregue no local.

Na programação ainda massagem, manicure, engraxate, consulta de nutricionista e de fonoaudióloga, em parceria com a Caixa de Assistência dos Advogados do Ceará (CAACE).

A programação da XVI Semana do Direito continuará nos dias 7, 8, 9 e 10 deste mês com debates, palestras, mesas redondas, oficinas e conferências sobre temas atuais e relevantes como a reforma trabalhista, a liberdade artística, o direitos de personalidade, orientação sexual e transexualidade, ensino religioso e os quatrocentos anos da revolução russa. Haverá ainda lançamento de livros, filmes e uma sessão-aula com a 4ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Ceará.

SERVIÇO

*Uni7 – Avenida Almirante Maximiniano da Fonseca, 1395, bairro Engenheiro Luciano Cavalcante.

*Programação completa da XVI Semana do Direito da UNI7: http://www.uni7setembro.edu.br/semanadireito/2017.

SPC Brasil divulgará pesquisa sobre expectativas de compras para o Natal

O SPC Brasil e a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, cujo presidente dessa entidade é o cearense Honório Pinheiro, vai divulgar, nesta quarta-feira, às 10h30min, em São Paulo, uma pesquisa sobre gastos e o comportamento de consumo do brasileiro no Natal.

Uma expectativa: o período natalino sentirá os reflexos da recuperação econômica ou o desemprego elevado fará com que o brasileiro comemore mais um Natal com o pé no freio?

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, e o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, comentarão em bate papo com os jornalistas o resultado do estudo, que foi realizado com consumidores de todas as idades e classes sociais nas 27 capitais.

 

CNEC vai fechar colégio em Caucaia

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A Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC) incluiu o tradicional Colégio Luzardo Viana, situado em Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza), na lista das escolas que fecharão portas ano que vem.

O caso mobiliza entidades do município. A informação é de que a CNEC resolveu priorizar o local para uma faculdade.

Bom lembrar que em Fortaleza, o Colégio Júlia Jorge, também da CNEC, foi demolido e deu vez a quatro torres de condomínio.

Outro lado

Sobre o assunto, o diretor da CNEc no Ceará, Irapuan DFinuiz Aguiar informa: a Diretoria Geral da CNEC, reunida em Brasília nos dias 4 e 5 de outubro deste ano, procedendo a leitura de um detalhado diagnóstico do desempenho das escolas da rede em todo o país, a partir dos dados colhidos nas visitas feitas, adotou algumas medidas com vistas à
implantação efetiva do sistema de ensino CNEC.
Com referência ao Colégio Luzardo Viana, na análise do QUADRO DE ALUNOS, os números mostram uma sensível diminuição na quantidade de matrículas conforme se vê: 2015: 442, 2016: 278, 2017: 203. Diante deste e de outros aspectos examinados, resultou decidido:
1. suspender as atividades por 2 anos;
2. Reestruturação completa do corpo técnico pedagógico, administrativo e docente;
3. Adequação da folha de pagamento a 65% da receita líquida.
4. Ativar o Polo de EAD.
Abraços,
Irapuan Aguiar,
Diretor da CNEC no Ceará.

Por uma política de segurança pública de Estado e não de governos

Com o título “Uma bomba atômica por ano no Brasil”, eis artigo do presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública, advogado Leandro Vasques, que também está no O POVO desta segunda-feira. Ele comenta os altos índices de criminalidade no País que, de fato, são assustadores. Confira:

Imagine, caro leitor, uma bomba atômica explodindo no Brasil, dizimando a mesma quantidade de vítimas do ataque à cidade japonesa de Nagasaki, na II Guerra Mundial, em 1945. Agora veja que mais de 60 mil pessoas têm sido assassinadas no Brasil anualmente. Pronto, os números são equivalentes. Com a diferença de que as vítimas brasileiras são exterminadas nas esquinas, nos semáforos, em doses homeopáticas, em uma guerra cotidiana que muitas autoridades ainda insistem em ignorar.

Para ser mais preciso, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ocorreram 61.619 mortes violentas no Brasil em 2016, o maior número já registrado na história da estatística nacional. A cada hora, sete pessoas foram eliminadas. Só no Ceará, ano passado, foram 3.407 vítimas, neste ano (que nem terminou) já passamos das quatro mil vítimas de homicídio. Enquanto você lê este curto artigo, há alguém cometendo um assassinato.

A letalidade também é altíssima entre as fileiras policiais: contaram-se 437 policiais civis e militares mortos em 2016. Por aqui, 22 famílias de policiais choraram a perda de seus entes queridos.

Os latrocínios, isto é, os roubos seguidos de morte, aumentaram 50% entre 2010 e 2016. Em todo o País, ano passado, 2.703 pessoas morreram enquanto eram roubadas.

Os crimes contra o patrimônio também ganham destaque nessa funesta vitrine da violência: mais de um milhão de veículos foram furtados ou roubados entre 2015 e 2016. Desde o início da leitura desse pequeno texto, pelo menos um carro foi subtraído no Brasil. Tais números do Fórum Brasileiro de Segurança Pública não são nenhuma novidade inesperada; afinal; a implacável sensação de insegurança que nos aflige a todos não precisa da divulgação dessas cifras exorbitantes para crescer ainda mais.

Enquanto isso, os gastos com políticas públicas de segurança reduziram 2,6%. O Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Nacional Antidrogas amargaram, respectivamente, uma redução de 30,8% e 63,4% de suas despesas.

Sabemos que uma boa gestão dos recursos públicos é mais importante que a simples cifra investida, mas, definitivamente, não é o momento de cortar os gastos no combate ao problema mais sério de que padecemos.

Insisto: precisamos de uma política de segurança pública de Estado e não de governos (que são sazonais e transitórios), pois padecemos da síndrome da descontinuidade de planos. Os entes federados precisam ser cordas de uma mesma harpa… afinamos no mesmo diapasão.

Por fim, enquanto os municípios não se inserirem no enfrentamento da criminalidade (diferente da função do Estado que enfrenta o criminoso), com políticas públicas de desmontagem de ambientes criminógenos, urbanização, desfavelização, adoção de projetos habitacionais etc e enquanto não houver uma harmonização de ações entre União, Estado e municípios, esse cenário apocalíptico de hemorragia social só se agravará.

*Leandro Vasques

leandrovasques@leandrovasques.com.br

Advogado criminal, mestre em Direito pela UFPE e presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública.