Blog do Eliomar

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Movimento Brasil Sem Drogas promove encontro com alunos de escola pública

A coordenadora do Movimento Brasil Sem Drogas do Ceará, Rossana Brasil Kopf, comandará, a partir das 8 horas desta quinta-feira, no auditório da Escola Superior da Magistratura do Ceará (Esmec), uma conversa aberta sobre prevenção às drogas e ao álcool, assim também sobre relações de família e cultura de paz.

O encontro ocorrerá com a presença do juiz da Vara da Infância e da Adolescência, Manuel Clístenes, e terá palestra do empresário Jorge Damasceno. Ele contará para os alunos da Escola de Ensino Fundamental e Médio Dom Antonio de Almeida Lustosa como perdeu tudo por causa das drogas e como superou o problema.

O Movimento quer interagir com os jovens das escola de Fortaleza, numa parceria que promove com a Esmec desde 2017 com o apoio do juiz Ângelo Vettorazzi, diretor da Esmec.

Fortaleza ganha a loja de nº 21 dos Mercadinhos São Luiz

Nesta quinta-feira, às 7 horas, o controlador de Mercadinhos São Luiz, Severino Ramalho Neto, estará inaugurando mais uma loja do grupo. Será a de nº 21, localizada na Avenida Miguel Dias, 1300, no bairro Guararapes.

A filial, conta com área total de 2.020,79m², ambiente espaçoso, moderno e com produtos selecionados, segue o mesmo padrão já conhecido pelos frequentadores dos Mercadinhos, como a seção Costume Saudável, que, nesta loja, chega a medir 91,13m². Os caixas de autoatendimento somam 3 self checkouts juntos a bateria de caixas. A padaria com os pães especiais, uma rotisserie medindo 210,90m², conta com 98 lugares disponíveis para consumação em loja e um totem de autoatendimento.

A nova loja de Mercadinhos São Luiz tem ainda uma adega diversificada, com 72,42m², uma seção de hortifruti com aproximadamente 132,30m² e um estacionamento com 93 vagas.

(Foto – Divulgação) 

Rosemberg Cariry – “Não tomar seu santo nome em vão”

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Com o título “Não tomar seu santo nome em vão”, eis artigo de Rosemberg Cariry, escritor. Uma abordagem sobre o cenário atual do País na visão deste também cineasta. Confira:

“Ente infinito, eterno, sobrenatural e existente por si só; causa necessária e fim último de tudo que existe no universo”, assim pode ser compreendido Deus. Um Ser de tamanha grandeza e onipotência jamais precisaria de defesa, nem autorizaria, em seu nome, as torturas dos inquisidores contra possíveis ateus. No entanto, são muitos os que manipulam a verdade e a consciência, usando o santo nome de Deus em vão.

Hoje, na boca de homens maus, Deus virou uma palavra vulgar e corriqueira e com o seu Nome justificam todas as vilezas e arbítrios, sobretudo as artimanhas dos espertos. O lema da campanha eleitoral no lugar-Brasil (que nunca conseguiu ser nação-Brasil) foi: “Deus acima de todos” (e, pelo andar da carruagem, os EUA “acima de tudo”). Falam em Deus no olho da goiabeira, de espada em riste, ordenando que meninas vistam rosa e meninos azul. Em nome de Deus (mercado) justificam uma reforma da previdência que mais parece uma proposta de genocídio. Pela sobrevivência de Deus, perseguem artistas nomeados socialistas, feministas e ateus. Dizem os pastores neopentecostais que Deus exige com rigor o dízimo e apoia a venda de óleos sagrados e de águas energizadas. Milicianos matam por encomenda e, piedosos, recomendam as almas em nome de Deus. No Itamaraty, invocam a fúria de Deus para reerguer das ruínas a glória da decadência ocidental. Em nome de Deus perseguem negros, índios, GLBTs, mulheres, jovens pobres, sem tetos e sem-terra, praticantes de cultos afro-brasileiros, favelados e despossuídos do mundo.

Pessoalmente, não acredito que Deus esteja a serviço de tantos homens obscuros que se dizem seus representantes na Terra. Afinal, Deus não é serviçal do mercado, nem filósofo da direita. As classes dominantes brasileiras e a sua capatazia política e empresarial capilar (do boi, da soja, da bala e da Bíblia), precisam deixar de pronunciar mentiras, assumindo o mal que representam. Não precisam justificar seus sentimentos obscuros e iníquos usando o santo nome de Deus em vão. Isso é blasfêmia, coisa de gente inescrupulosa! Pecado sem remissão!

*Rosembarg Cariry,

Cineasta e escritor.

Padarias cearenses esperam aquecer vendas durante a Páscoa

O setor de panificação do Ceará espera aquecer vendas no período da Páscoa.

Produtos como pão de coco, panetones e colombas, segundo o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Estado (Sindipan), Lauro Maritns, em clima de cafés especiais, serão as pedidas para atrair a clientela.

Sobre o segmento, Lauro adianta que opera buscando aumentar a clientela e que o preço do pão estabilizou, até porque houve também parada nas elevações do preço do trigo, que é tabelado pelo dólar.

(Foto – Ilustrativa)

Postos dos terminais de ônibus também distribuirão remédios para a clientela dos CAPs

A Secretaria Municipal da Saúde vai distribuir, a partir de abril, remédios para pacientes atendidos pelos Centros de Assistência Psicossocial (CAPs) também nos postos da área que já operam nos terminais de ônibus de Fortaleza.

A informação é da secretária Joana Maciel, adiantando que essa distribuição tem por objetivo facilitar o acesso da clientela aos remédios, o que faz parte da nova sistemática de distribuição de medicamentos implementada pela gestão municipal.

(Foto – MPCE)

Roberto Cláudio evita fala de sucessão 2020. Até quando?

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Da Coluna da jornalista Leda Maria, no O POVO desta quarta-feira:

Enquanto cresce a lista de candidatos para prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), interrogado sobre o assunto, responde com aquela simpatia que é sua marca:

“Nossa palavra de ordem nesse momento é trabalhar e entregar as obras e os compromissos assumidos para a população”.

(Foto – Julio Caesar)

A criminalização da inadimplência

Com o título “A criminalização da inadimplência”, eis artigo de Phillipe Silveira, advogado. Ele comenta decisão do STF que considero crime o não recolhimento do ICMS. Confira:

Em decisão recente, o STJ decidiu que deixar de recolher o ICMS devido por operações próprias é crime. Trata-se, segundo o tribunal, de crime de apropriação indébita tributária, previsto no art. 2º, II, da Lei n. 8.137/1990, que impõe, para a sua configuração, que o sujeito passivo da obrigação tributária tenha a consciência (ainda que potencial) de não recolher o tributo devido (conduta dolosa).

A lógica subjacente à decisão do STJ é de que o empresário acresce o valor correspondente ao ICMS ao preço do produto, de modo que o ônus econômico da tributação é repassado ao consumidor, o que gera para ele (empresário) a responsabilidade de repassar o valor respectivo a tal tributo ao erário estadual.

Com base nesse entendimento, a Sefaz/CE vem manejando uma série de representações fiscais perante o Ministério Público para a apuração e, posterior, oferecimento de denúncia em virtude do cometimento de crimes contra a ordem tributária.

Ocorre que tal medida não é compatível com as disposições constitucionais e legais que regem a matéria, pois o descumprimento da obrigação de recolher tributo próprio, sem a comprovação de fraude, configura mera inadimplência fiscal passível de execução fiscal e inscrição em dívida ativa. Não há, portanto, como vislumbrar a apropriação indébita tributária no caso específico, porquanto tal crime se resume ao fato do agente reter um imposto de outro, sem repasse posterior ao poder público. No caso do ICMS próprio, o contribuinte é a própria empresa, de sorte que não há cobrança ou desconto do ICMS contra terceiro, o que não se ajusta ao tipo penal apontado nas representações fiscais da Sefaz/CE.

Não se pode criminalizar a inadimplência, sob pena de inviabilizar a recuperação das empresas cearenses que foram atingidas pela grave crise econômica que toma conta do País. A atividade empresarial no Ceará cada vez mais se mostra um empreendimento de alto risco e precisa ser objeto de reflexão e debate.

*Phillipe Silveira,

Advogado.

Raio mata campeã de surfe na praia da Leste-Oeste

A campeã de surfe Luzimara Souza morreu ao ser atingida por raio enquanto estava no mar, na praia da avenida Leste-Oeste, em Fortaleza. A atual campeã do Circuito Cearense de Surfe 2018 foi levada ao Instituto José Frota (IJF), mas não resistiu.

Outro surfista, ainda sem identidade confirmada, também foi atingido. Ele é atendido no IJF, em estado grave.

A Capital teve manhã de fortes chuvas e trovoadas.

(O POVO Online)

Professores da rede estadual dão até o dia 11 de abril para que governo atenda a pauta de reivindicações

O dia 11 de abril virou a data limite dada pelo Sindicato Apeoc ao governador Camilo Santana (PT) para que atenda às reivindicações dos professores. A informação é do presidente da entidade, Anízio Melo.

Ele adianta que a categoria já enviou para o Palácio da Abolição a sua pauta de reivindicações mas, até agora, nada de sinalização.

Nessa pauta, por exemplo, o pedido de 4,17% de reajuste salarial, pagamento das promoções 2017/2018, fim do teto do vale-alimentação – hoje de R$ 4.900 atendendo a 50% dos docentes; e concurso público.

Anízio afirma que se até o dia 11 nada foi resolvido, os professores iniciarão um movimento grevista.

(Foto – Apeoc)

Fortaleza registra chuva com relâmpagos e trovões; no Ceará, até agora, choveu em 94 municípios

Chove em Fortaleza, com relâmpagos e trovões, nesta manhã de quarta-feira. Esse quadro exige maior cautela por parte dos motoristas. Não há sinais de problemas nos semáforos.

Em alguns pontos da cidade, reaparecem os mesmos alagamentos.

Até as 9 horas, a Funceme registrou chuva em 94 municípios.

Confira as maiores

Viçosa Do Ceará (Posto: Vicosa Do Ceara) : 76.2 mm

Viçosa Do Ceará (Posto: Lambedouro) : 51.0 mm

Beberibe (Posto: Paripueira) : 50.4 mm

Uruburetama (Posto: Açude Mundau) : 46.0 mm

Uruburetama (Posto: Uruburetama) : 45.0 mm

Santa Quitéria (Posto: Lizie) : 44.4 mm

Viçosa Do Ceará (Posto: Sitio Vambira) : 42.6 mm

Barbalha (Posto: Barbalha) : 42.0 mm

Brejo Santo (Posto: Poco Do Pau) : 40.0 mm

Abaiara (Posto: Abaiara) : 40.0 mm

Deputado cearense quer 31 de Março virando feriado nacional

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Heitor Freire e Bolsonaro.

O deputado federal Heitor Freire (PSL) elogia o presidente Jair Bolsonaro por ter orientado o Ministério da Defesa a comemorar o 31 de março. A data registra o golpe que deu início à ditadura militar no País em 1964.

Para o parlamentar, no entanto, a data merece festa “pois foi o dia em que os militares salvaram o País dos comunistas”. Heitor Freire promete , inclusive, apresentar um projeto instituindo o 31 de Março como feriado nacional.

Sobre o assunto, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, rechaçou o uso da palavra “comemoração” para definir os eventos que serão promovidos pelo governo Bolsonaro.

“O termo aí, comemoração na esfera do militar, não é muito o caso. Vamos relembrar e marcar uma data histórica que o Brasil passou, com participação decisiva das Forças Armadas, como sempre foi feito. O governo passado [do PT] pediu que não houvesse ordem do dia, este [governo], ao contrário, acha que os mais jovens precisam saber o que aconteceu naquela data, naquela época”, disse.

(Também com Folha/Foto – Facebook)

Leõnidas Cristino diz que é hora de Bolsonaro começar a governar e deixar de sabujice com os EUA

O presidente Bolsonaro ainda não começou a governar, faz vergonha à diplomacia brasileira com a subserviência aos Estados Unidos e não é com sabujice, aliança militar e atrelamento político ao estrangeiro que a situação do Brasil vai mudar. Essas foram algumas críticas ao governo atual dirigidas, nessa terça-feira, pelo deputado federal Leônidas Cristino em discurso no plenário da Câmara.

“Nem chegou aos três meses iniciais, perdido no laranjal em meio a crises geradas pela própria família presidencial, o governo é alvo de pesadas cobranças porque ainda não começou a governar e vê decair a sua aprovação”, disse o parlamentar cearense, ao lembrar a recente queda de 15 pontos no índice de aprovação (bom e ótimo) do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o deputado, no encontro com o presidente Trump, Bolsonaro chegou oferecendo tudo, recebendo nada em troca, meras promessas, muito pouco. “Essa atitude de subserviência abre mão da afirmação de uma Nação. Uma página que envergonha a diplomacia brasileira”, afirmou.

Leônidas Cristino observou que está sendo festejado o ingresso do Brasil no clube dos países desenvolvidos, a entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Washington exigiu a saída do Brasil do bloco dos países em desenvolvimento no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) que os EUA querem esvaziar para melhor exercer uma hegemonia sobre o comércio global. De imediato, o Brasil abre mão de uma vantagem estratégica que possui no comércio internacional, em troca de algo duvidoso que, se vai acontecer – não depende só dos Estados Unidos -, não se sabe quando”, questionou.

“Enquanto isso – destaca Leônidas Cristino – o PIB e o PIB per capita do Brasil estão muito longe da economia dos países desenvolvidos. “Com uma das maiores concentrações de renda do planeta, o Brasil é um país desigual. Não é com sabujice, aliança militar e atrelamento político ao estrangeiro que essa situação vai mudar”, finaliza.

Cid Gomes quer reciprocidade entre votações na Câmara e no Senado

O senador Cid Gomes (PDT) defendeu, nessa terça-feira, a adoção do princípio da reciprocidade entre as votações de projetos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

“Examinando a pauta, são sete projetos de lei que têm a Câmara como origem. Queria propor ao presidente que compusesse uma comissão para que pudéssemos tratar com a Câmara uma pauta que fosse equilibrada, em que o Senado vota sete projetos que vêm da Câmara e pede que a Câmara se comprometa a votar sete projetos que têm origem no Senado. Dessa forma poríamos o processo legislativo verdadeiramente para funcionar no nosso Congresso”, defendeu.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), acatou a sugestão de Cid e se comprometeu a agendar um encontro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tratar do tema.

Alcolumbre aproveitou para pedir aos líderes partidários que encaminhem sugestões de matérias que estão prontas para irem à votação no plenário da Câmara para que o princípio da reciprocidade seja efetivado.

(Foto – Agência Senado)

BS Design, investimento de R$ 500 milhões, será entregue nesta quinta-feira

Beto Studart, que também preside a Fiec, comandará a festa de inauguração.

O Edifício BS Design Corporate Towers, da BSPAR Incorporações, abre as portas amanhã. Segundo os responsáveis pelo empreendimento, que recebeu R$ 500 milhões em investimentos, ele tem atraído investidores externos à Capital pela arquitetura inovadora, que lembra a vela de uma jangada, e por possuir conceito norte-americano A , concedido a imóveis que atendem a uma série de requisitos na engenharia, tecnologia, segurança e sustentabilidade. A inauguração ocorrerá às 19 horas, na rua Desembargador Moreira, 1300, no bairro Aldeota.

Dentre as empresas que vão se instalar no BS, estão o restaurante Tio Armênio, Santa Grelha e a Delicatessen Casa Portuguesa. Para o diretor de incorporações da BSPAR, Fábio Albuquerque, os hubs aéreo, tecnológico e portuário têm influência na ambiência de negócios e atração de investimentos. “Temos tido bastante procura de empresas de fora. Como São Paulo e Estados Unidos”, cita.

“O BS Design é um equipamento ousado, único, realmente especial, que veio para marcar a história da cidade. É um ambiente de luxo, no sentido de que oferece conforto, beleza, modernidade e funcionalidade. Um espaço agradável e iluminado sob todos os aspectos”, enumera o presidente da BSPAR Incorporações, Beto Studart.

Segundo Fábio, o objetivo era unir a modernidade dos padrões europeus, mas sem perder a assinatura regional. “As curvas tem formato de vela de jangada”, detalha a obra arquitetônica assinada pelo arquiteto Daniel Arruda. “Pensamos num conceito de praças abertas, trazendo mais conectividade para quem está vivendo a Cidade, além de outras tecnologias”, diz.

O empreendimento tem área total de 10 mil m² e unidades que vão de 22 m² a 326 m². É possível alugar salas por R$ 2,5 mil e comprá-las por valor igual ou superior a R$ 500 mil. Os preços, no entanto, dependem do tamanho e outras especificidades da unidade. Ao todo, são 690 salas comerciais e 18 lajes corporativas.

Os elevadores têm sistema de frenagem regenerativa (KERS). O mecanismo é usado nos carros da fórmula 1, gerando redução de até 40% de energia. Já as águas produzidas no sistema de ar-condicionado do edifício são reaproveitadas na irrigação das áreas verdes. Haverá ainda um sistema de automação, com controle de luz nas fachadas, iluminação das áreas comuns, pressurização e acionamento das bombas d`água. “Toda metrópole espera esse tipo de empreendimento, diz Fábio. Já existe empresas que precisam prover qualidade para os inquilinos e, realmente, a Capital estava deficiente”, acrescenta.

(O POVO – Repórter Bruna Damasceno/Foto – Divulgação)

Prefeito Roberto Claudio vai anunciar o “Pacote da Cultura”

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) vai lançar um pacote na área da Cultura. Entre novos investimentos, a implantação de cinemas populares nos terminais de ônibus, a construção do Centro Cultural do Canindezinho e o início da obra de requalificação da Praça José de Alencar, área tombada e integrada ao Theatro José de Alencar.

Ele assegura: “Será o maior investimento já realizado na cultura de Fortaleza”. RC promete divulgar todos os detalhes do pacote, numa entrevista coletiva já marcada para as 9 horas da próxima sexta-feira, no Paço Municipal.

Ao mesmo tempo, lançará, nessa ocasião, os editais dos projetos. Ótima iniciativa do prefeito.

Fica agora a torcida para que essas ações não demorem tanto como demorou a reforma do Teatro São José.

(Foto – Paulo MOska)

Açudes do Ceará – Volume está 61% maior do que em 2018

Prestes a chegar na metade da quadra chuvosa, o sistema de abastecimento hídrico no Ceará está com 13,45% da capacidade total, somando 2,50 bilhões de metros cúbicos (m³). O volume é 61,65% maior que no mesmo período do ano passado, quando o armazenamento era de 1,55 bilhões m³, conforme a resenha diária da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Apesar de estar em um caminho de recuperação hídrica, com abastecimento para consumo humano garantido para este ano, a situação ainda é preocupante.

No último fim de semana, as regiões de Cariri, Ibiapaba e Sertão Central registraram precipitações de mais de 100 milímetros (mm). Conforme Raul Fritz, supervisor da unidade de Tempo e Clima da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), há “previsão de retorno das chuvas, principalmente no dia 28 (amanhã), para a região do Cariri”. A previsão é de nebulosidade variável – cobertura variada de nuvens – com eventos de chuva – mais de 50% da área sob previsão – em todas as regiões, de acordo com o portal da Funceme. O mês de março está prestes a alcançar a média histórica de precipitações, de 203,4 mm, tendo acumulado 192,6 mm.

No encerramento da quadra chuvosa de 2018, no final de maio, o volume dos reservatórios era de 17,06%. Já este ano, o aporte registrado no Estado foi de 745,81 milhões m³. O Castanhão, maior açude do Estado, está com 3,60% da capacidade. Orós e Banabuiú também não estão com volume satisfatório, com 5,24% e 6,14%, respectivamente.

Conforme João Lúcio Farias, presidente da Cogerh, as bacias das regiões mais afetadas pela estiagem, no Centro-Sul do Estado, estão em situação mais crítica. Sãos elas a bacia do Sertão de Crateús (6,96%) e as da região jaguaribana – Médio Jaguaribe (3,81%), Alto Jaguaribe (5,86%), Banabuiú (7,67%), Salgado (19,19%) e Baixo Jaguaribe (41,54%).

“A gente precisa chegar pelo menos acima de 50% para atender aos múltiplos usos da águas. O Castanhão pegou menos de 30 milhões m³ de aporte. É uma situação ainda preocupante”, diz. É possível se aproximar do número, segundo João Lúcio, caso os próximos dois meses da quadra tenham chuvas “com intensidade e nos locais certos”. A região Norte é a única em situação considerada “confortável”, como a bacia do Coreaú (90,34%) e a do Litoral (80,61%).

Responsável por atender área mais adensada, a bacia Metropolitana está com 38,94%. Os reservatórios do sistema metropolitano, que abastecem os açudes Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião, estão com 48,92%. “É necessário mais aporte nesses reservatórios para conseguirmos continuar”, avalia.

Dos 155 açudes monitorados pela Cogerh, 25 estão com volume acima de 90%, do quais 20 estão sangrando. Outros 94 estão abaixo de 30% da capacidade, 27 estão em volume morto e dez estão secos.

(O POVO -Repórter Ana Ruth Ramires)

Reportagem do O POVO – Dois militares do Ceará foram internados por dependência

José, de 20 anos, entrou no Exército em 2017. Já havia se engajado na Força para seguir a carreira militar. Sua dependência química atrapalhou. Consumia cocaína diariamente, também dentro do quartel. Era a droga mais fácil de disfarçar. Evitou somente nos meses de internação obrigatória. Não levava maconha porque o rastro seria visível, mas sempre tragava dela em casa. Diz que a primeira vez foi aos 12 anos. Em outubro do ano passado foi afastado do meio militar para internação. Mas já havia alguns meses que passara a usar crack – que chama de seu “fundo do poço”. Vinha perdendo peso e faltando o expediente com frequência fora do normal. Está internado.

Expedito, 19 anos, ingressou nas Forças Armadas no início de 2018. Nunca foi muito falante no grupo. “Era na dele” – descreve um soldado da mesma turma. Cumpria as obrigações da função e sempre preferia ficar só, recluso. Havia a suspeita de que pudesse ser uso de droga. Em agosto, teve dias de faltas seguidas. O comandante da unidade militar, major Fulgêncio Castro e Silva, foi alertado da situação. Chamado pelo oficial, confirmou o uso regular de maconha. “Quando soubemos que ele usava substância ilícita, até nos surpreendeu”, disse outro colega de quartel. Após a licença para internação e tratamento, Expedito deu baixa militar.

Os nomes são fictícios. Os dois rapazes são protagonistas dos casos recentes mais graves de militares, no Ceará, afastados temporariamente das atividades por uso de drogas. A diferença entre os casos foi de apenas dois meses. Ambos eram, até então, lotados na Companhia de Comando da 10ª Região Militar, no Centro de Fortaleza. O local é o principal quartel do Exército no Estado.

Os casos de Expedito e José foram tratados como questão de saúde. Se tivessem sido flagrados portando ou utilizando a droga na unidade militar, não escapariam de responder na Justiça Militar. “O Exército prioriza a prevenção. A partir do momento que a pessoa está doente, precisa de ajuda, ela será encaminhada para tratamento. Não é todo drogadicto que será internado. Muitos conseguem sair só em nível ambulatorial. Alguns que precisarem de internação a gente tem estrutura para isso”, esclarece o major Pedro Leopoldo Rouquayrol, da Inspetoria de Saúde da 10ª Região.

Do Hospital Geral do Exército, na Aldeota, Expedito foi levado para o Instituto Volta Vida (IVV), na Lagoa Redonda. O IVV é conveniado ao Fundo de Saúde do Exército (Fusex), para casos extremos. O Fusex cobre as despesas. Após 90 dias, o soldado foi liberado e, no retorno ao quartel, encerrou seu período nas Forças Armadas. Não respondeu a processo de expulsão. Por regra da Norma de Perícia Médica aplicada no Exército, um militar temporário (soldado) é obrigado a dar baixa, se desligar, após três meses de licença médica.

José está internado no Instituto desde outubro. Pelo tempo, seu desligamento também será compulsório. Ele está limpo desde então. Num dos piores momentos, chegou a desaparecer por mais de três dias. Teve fotos divulgadas nas redes sociais pelos familiares. Estava dormindo nas ruas. “No meu caso, me trataram, me deram uma oportunidade de saber mais da minha doença. É uma realidade que infelizmente acontece dentro das unidades”, diz o soldado.

A narrativa a seguir é de um soldado do Exército que cheirava cocaína no quartel da Companhia de Comando da 10ª Região Militar. José saía do serviço e ia comprar crack no entorno da unidade. Internado para tratar sua dependência química, ele afirma que as drogas são “uma realidade” dentro dos quartéis locais. O nome é fictício.

Onde tudo começou

Tenho 20 anos. Entrei no Exército em 2018. Entrei no cumprimento obrigatório, mas desde a infância tinha o sonho de seguir a carreira militar. Meu pai serviu no Parque de Manutenção por oito anos e me espelhava nele, tinha esse sonho de servir as Forças Armadas. Mas, na minha adolescência, sempre fui um cara rebelde. Parei os estudos por conta do uso de drogas. Após entrar nas Forças Armadas tive outra maneira de viver. O contato com disciplina, hierarquia. Isso veio me moldando e acabei gostando, foi uma coisa diferente pra mim. Foi quando desencadeou mais profundamente o meu uso. Foi quando ganhei mais liberdade, a confiança da minha família, mas ainda tinha aquela insegurança porque não partilhava com eles realmente o meu sentimento. Eles sabiam sobre o meu uso, mas não a frequência, não sobre as minhas amizades. Pra eles era superficial, algumas vezes. Eu era castigado, mas não tão a fundo. E, depois que entrei nas Forças Armadas, ganhei uma certa liberdade em casa, onde peguei em dinheiro. E, sem pedir ajuda a ninguém, fui desencadeando mais ainda meu uso de drogas. Foi onde tudo começou.

Fundo do poço

Eu comecei a fumar maconha com 12 anos. Por necessidade de aprovação, de querer estar junto do pessoal mais velho da escola, de querer ser um cara enturmado. Nunca me aceitando. Aos 14 eu parei de estudar, foi quando entrei no Ensino Médio. Faltava aula, deixava de ir à escola, o uso foi aumentando ao ponto de eu parar de estudar. Ia uma ou duas vezes na semana à escola. Com o decorrer do tempo fui conhecendo psicotrópicos, remédios antidepressivos. Logo em seguida conheci a cocaína, alucinógenos, ecstasy. Cheguei a usar diversos tipos de drogas, como cogumelos, quetamina… Acho que a única droga que não cheguei a usar foi a heroína. Por último, cheguei ao meu fundo de poço, já estava usando o crack. Vi que já estava totalmente sem o controle da minha vida. Sentia necessidade de parar, mas não sabia como. Tentei por diversas vezes. Ainda mais com o potencial que eu tinha de ter dinheiro em minhas mãos, não saber como usar. Não partilhava isso com ninguém, não falava pra ninguém das minhas dificuldades, não tinha ajuda de alguém próximo. Já estava me isolando da minha família, não conversava com ninguém. Já não tinha amigos.

Droga e trabalho

Eu tinha a ideia de conciliar, de poder manter meu uso e meu emprego. No começo de tudo eu consegui manter meu desempenho, consegui engajar nas Forças Armadas. Meu uso não estava frequente, estava conseguindo assimilar tudo. Usava geralmente à noite, depois do expediente. Militar, continuei consumindo. Todos os dias. Juntava uma turma e saía pra bares, boates, festas. Tinha esse medo de perder o emprego, porque era uma coisa que gostava, que fazia de coração. Tinha esse amor pelas Forças Armadas, ainda tenho, mas chegou a um ponto que não conseguia conciliar mais tudo isso. Já tinha medo de perder, de saber o que o pessoal ia achar se soubesse que estava usando droga. Tinha medo de pedir ajuda, de eles automaticamente me expulsarem e me prenderem. Usei drogas dentro uma unidade militar, sim, sim. Já cheguei sob efeito de substância, já cheguei a consumir dentro das unidades. Usei dentro de banheiros, ao lado dos contêineres de lixo. Geralmente em locais que não havia ninguém, só eu, isolado. Usava cocaína, que é uma droga fácil de usar, não inala dor e não deixa vestígio. Achava que era pra me manter acordado, mas, na verdade, não era. Eu estava somente na abstinência e queria preencher uma coisa dentro de mim, que não conseguia saber o que era. Um vazio. Procurava isso nas drogas. E até perceber era muito difícil. Por ser a única coisa que eu poderia utilizar dentro da unidade que não chamasse a atenção de terceiros.

Uma parada

Interrompi o uso só no período do internato, do pré-alistamento. Parei porque tinha medo que fizessem exame de sangue, algum exame toxicológico, saberem que eu era usuário de drogas e eu não entrar. Foi o período que eu dei uma parada mesmo. Mais por questão física.

Outros militares

Conheci outros militares que consumiam. Bastante. Muitos, muitos. Por vezes eu falava pra mim mesmo que queria parar, que não aguentava mais aquilo ali. Dentro de mim já estava esgotado, exausto, não conseguia mais. Mas, pela convivência com o pessoal, a galera chamava pra sair. “Ah, vamos sair, só tomar uma cerveja”, e sempre não é só uma cerveja. Ia na intenção de tomar uma cerveja, mas na verdade estava querendo usar droga. Se eu tomasse um gole de cerveja, com certeza iria utilizar droga. Quando eu estava com a cabeça focada no trabalho, conseguia desenvolver meu papel perfeitamente. Conseguia trabalhar normalmente. Mas a partir do momento que tinha uma raiva, uma frustração, um sentimento que não conseguia externar, procurava me anestesiar usando drogas. Isso veio dificultar muito, porque tinha o receio de partilhar com alguém dentro da unidade com medo de represálias. De alguém achar que era um defeito de caráter meu, que eu poderia parar a hora que quisesse. Eventualmente eu poderia ser preso, simplesmente ser expulso automaticamente. Então tinha esse receio, não falava com ninguém, simplesmente guardava pra mim e ia alimentando isso mais ainda.

Dentro do quartel

É comum o uso de drogas no ambiente militar, sim. Principalmente esse pessoal que chega mais novo, mais recente. Os recrutas, os mais novatos, que chegam e ainda não sabem como é a rotina, a doutrina, disciplina, hierarquia, do regimento, do compromisso da unidade, do nome, do respeito pelas Forças Armadas. É muito constrangedor você estar no meio de uma situação na rua e ser pego com droga, você sendo militar, e a polícia não mede esforço. Se você estiver errado, em qualquer situação que seja, mesmo se não estiver usando droga e estiver perto de alguém que esteja utilizando, você é tachado do mesmo jeito. Teve gente que passou a consumir dentro…por influência, com certeza. Teve gente que já veio com isso, teve gente que ainda conseguia manter o padrão e conciliar o trabalho com o uso das drogas. Em outras unidades via bastante. Cheguei a ver. Era comum. Geralmente quando ficava aquele grupo mais jovem, que não tinha alguém com mais experiência, com certa maturidade. A galera mais jovem começava um papo da rotina lá fora, como era a vida, uns começavam a se identificar com os outros, onde moravam, locais que andavam. A ideia se batia e um usava droga e outro também.

Conflito pessoal

Não tem perfil, sabe, pra essa doença. Eu vejo como uma doença. Pode ser o mais inteligente, que faça o trabalho mais árduo e mais produtivo na unidade, ou aquele que não faz nada, o mais desleixado, mais fácil de ser identificado. Mas tem pessoas que conseguem assimilar o trabalho, fazer tudo corretamente e não aparentar que utiliza drogas. Essas pessoas são as principais que devem ser observadas. Porque elas geralmente estão em conflito com elas mesmas. No meu caso, conseguia assimilar bastante, mas chegou a um ponto que eu não conseguia mais. Não dormia, não conseguia me alimentar, tomar um banho, não conseguia conversar abertamente com uma pessoa. Nunca fui flagrado consumindo. Alguns companheiros que trabalhavam comigo já sabiam do meu histórico, sabiam que eu usava drogas. Chegou um período que já estava sendo tachado como um “noia”. Meu apelido já estava sendo Noia. Pra mim, aquilo já estava sendo normal, não ligava mais pra isso. Já estava, de certa forma, gostando. Mas dentro de mim aquilo ali doía demais. Quando era chamado de cracudo, aquilo doia. Por fora eu aparentava ser um cara que não ligava, que tanto fazia. Por tanto ser chamado assim, já me estava me remoendo, sentindo angústia. Já estava a ponto de explodir, de tantas coisas, e alguns companheiros notaram meu desempenho. Por eu ter uma certa caminhada boa, exemplar, e de um período para outro eu decair. Chegar atrasado, faltar serviço, mentir, receber transgressões disciplinares e, mesmo assim, dar conta.

Punição

Cheguei a ser punido por chegar atrasado, faltar serviço. Fiquei detido no quartel, impedido de ir pra casa. Duas vezes. Não ligava mais. E era uma coisa que eu mais tinha preocupação, perder meu emprego. Sempre fui um cara que chegava no horário, cumpria meu dever, meu serviço. Tinha cerca de um ano e seis meses de Exército. Me apresentei em outubro do ano passado dizendo que estava consumindo. Tinha consumido um dia antes. Não consumi mais. Eles notaram que eu estava muito mal, tinha emagrecido muito, muito. Estava numa decadência física, mental, emocional. Já não conversava com ninguém, totalmente exausto. Precisava botar aquilo pra fora, mas não tinha forças. Já estava gritando por dentro, mas não conseguia falar isso pra ninguém. E eles notaram. Falaram “cara, você precisa de ajuda, precisa parar com isso, se internar, fazer alguma coisa. Senão você vai morrer”. Eu com a mente totalmente fechada. “Não preciso disso, posso parar a hora que eu quiser”.

Ajuda

Tive amigos no Exército que me aconselharam. Tinha pessoas que eu confiava mesmo. Foi aí que veio, acho, uma luz divina para a minha recuperação. Foi quando um cabo veio e falou pra mim: “Ei cara, tenho um primo que era igualzinho a você, da mesma idade. E eu pedi a ele, implorei que pedisse ajuda. Ele não pediu e morreu. E não quero que o mesmo aconteça com você. Considero você como se fosse da minha família”, e começou a chorar. “Se você sair daqui hoje e voltar a usar drogas, você vai morrer” e caiu em prantos. Na mesma hora não aguentei a pressão, comecei a chorar também. Puxei um dinheiro que tinha guardado e falei pra ele “cara, tô usando crack. Já tentei parar por conta própria, tenho essa dificuldade, tô viciado, tô gastando todo o meu dinheiro. Minha família tá preocupada, minha mãe tá no hospital porque desapareço de casa dois, três dias”. Faltando o serviço, perdendo o controle da minha rotina, meus deveres, compromissos. Estava misturando tudo, estava numa decadência. Um sargento foi e falou: “cara, se você pedir ajuda, ninguém tá aqui pra lhe prejudicar. A gente quer o seu bem, sabe quem você é, como você chegou aqui. Em momento algum, se você estiver buscando ajuda, a gente vai lhe expulsar, lhe jogar na rua. A gente quer ver você bem. Chegou aqui bem, conseguiu trabalhar, se destacar. A gente não vai abrir mão de você fácil. Peça ajuda. A gente vai conseguir te internar. Você não vai morrer”. Comecei a me tremer e disse que não conseguia mais parar. “Preciso de ajuda, quero me internar, tô usando crack. Mas tenho muito medo do que vai acontecer comigo”. Ele disse que ninguém ia me julgar pelo que eu estava fazendo. Iriam me ajudar, me tirar dessa. Foi aí que confiei realmente em expor o que estava sentindo, confiar que eles poderiam me ajudar. No mesmo dia eu vim pra cá (centro de recuperação). Falei com meu comandante de Companhia, ele falou com a assistente social. No mesmo momento já entraram em contato com minha família. Falaram sobre a internação, sobre o Instituto Volta Vida. E fiquei surpreso pela iniciativa que eles tomaram e não me punir, me expulsarem, me descartarem. Porque eu poderia ser preso por estar utilizando drogas dentro da unidade, por ter uma série de transgressões, várias situações que vinham se repetindo. E, pelo contrário, eles me deram a mão, me ajudaram. Eu me senti mais confiante e foi gratificante.

Suportes

Minha percepção hoje sobre isso é que antes eu achava que era um defeito de caráter meu. De querer usar drogas. Hoje percebo que sofro de uma doença chamada adicção. Que não foi só o uso de drogas que fez minha vida virar isso tudo, mas sim meus comportamentos. Sempre quando acontecia alguma coisa comigo, traumas ou sentimentos que eu guardava, isso me prejudicava e queria preencher esse vazio com algo imediato. Procurava isso na droga. Mas podia ser bebidas ou prazeres imediatos. E isso não preenchia nada. O que vem me preenchendo hoje é procurar aprender algo, me espiritualizar mais, procurar minha família, algum ambiente saudável, um esporte, preencher com algo que vá me fazer crescer mais. Vejo que muitos jovens procuram as drogas não só pelo simples fato de usar drogas, mas por necessidade de aprovação, de querer se enturmar numa galera. Acho que a droga em si é só a cereja do bolo. Os comportamentos são a principal chave para querer fazer a pessoa usar.

Tratar e não julgar

É uma realidade que no meio de unidades do Exército existe bastante, mas acho bacana o trabalho que as Forças Armadas vêm fazendo. Tratar o pessoal e não julgá-los, não descartar. No meu caso, me trataram, me deram uma oportunidade de saber mais, saber da minha doença. E mostrar a eles que a verdade não era aquilo que eu acreditava, que eu estava me preenchendo com substâncias. E, sim, existe muito a ser trabalhado e é uma realidade que infelizmente acontece dentro das unidades.

(*) Nesta série, O POVO opta por usar nomes fictícios para os militares denunciados, em tratamento ou já expulsos.

( POVO – Repórter Cláudio Ribeiro)

Veja Vídeo – Domingos Neto reage contra ataques ao Congresso

O líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo, atacou o Congresso por não apoiar integralmente a proposta da reforma da Previdência. Durante sessão nessa terça-feira, o deputado federal Domingos Neto (PSD) ocupou a tribuna e reagiu: “Um líder tem o dever de organizar, inspirar e mobilizar a sua base, que, por agora, é inexistente e não atacar seus colegas, sua instituição.”

Domingos Neto lembra que, quando o líder do governo nega e criminaliza a articulação política, esquece o papel do Congresso em trazer recursos para os estudos, lutar e propor medidas de saúde, educação, segurança e acesso à água.

“Aqui, nós queremos um governo que atenda os anseios da população e é por isso que precisamos de verdadeiros líderes fazendo essa articulação”. Domingos Neto também comentou sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 2/2015.

Eudoro Santana vai expor na Câmara Municipal proposta da nova territorialização de Fortaleza

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O superintendente do Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor), Eudoro Santana, estará, às 9 horas desta quarta-feira, na Câmara Municipal.

Ali, ele vai apresentar três programas importantes para a política de desenvolvimento da cidade: a proposta da nova territorialização de Fortaleza, as ações de regularização das Câmaras Setoriais do Plano Fortaleza 2040 e os trabalhos de regularização também das 10 Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS).

Eudoro atende a um convite do presidente da Casa, Antonio Henrique (PDT). Entidades da sociedade civil estão sendo convocadas a participar do encontro e expor sugestões e críticas, já que esses programas se integram ao Código da Cidade.

(Foto – Divulgação)

Prefeitura paga primeira parcela do 13º salário em junho, diz secretário de Finanças

A Secretaria de Finanças de Fortaleza vai pagar, em junho próximo, 40% da primeira parcela do 13º dos servidores. A informação é do titular da pasta, Jurandir Gurgel, que se encontra em Brasília, nesta terça-feira, comandando encontro da Associação Brasileira de Secretários de Finanças das Capitais.

Jurandir Gurgel preside o organismo que incluiu na pauta debates sobre Reforma Tributária Ele diz que, após a Reforma da Previdência, o próximo passo será uma mudança radical no sistema tributário brasileiro, hoje desigual.

Sobre a primeira parcela do 13º salário, a folha tem uma expectativa de superar os R$ 90 milhões, contemplando 36.155 servidores ativos e 15.850 aposentados e pensionistas.

(Foto – Arquivo)