Blog do Eliomar

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Prefeitura oferta 20 vagas para estagiários da área do Direito

A Prefeitura de Fortaleza lança seleção pública para contratação de 20 estagiários para a Procuradoria Geral do Município (PGM). São vagas para área de Direito, além da formação de cadastro de reserva. As inscrições serão feitas, exclusivamente, pela internet, no Canal de Concursos e Seleções da Prefeitura, a partir desta quarta-feira (1º) e se estendendo até 19 de agosto.

A seleção será composta por uma única etapa, que consistirá na aplicação de duas provas (objetiva e subjetiva) que versarão sobre o conteúdo indicado no Edital. Serão considerados aprovados os candidatos que acertarem, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) do total de questões. A data prevista para aplicação das provas é 16 de setembro.

O estágio terá duração de um ano, podendo ser prorrogado por igual período. A bolsa-estágio será no valor de R$904,83 além do auxílio transporte, correspondentes à carga horária de 20 horas semanais.

SERVIÇO

*Para se inscrever, os interessados devem acessar o Canal de Concursos e Seleções da Prefeitura de Fortaleza e indicar seus RG e CPF. O boleto deverá ser pago obrigatoriamente até a data do vencimento. O valor da inscrição é de R$ 75,00.

Trairi vai ser sede do X Festival de Dança do Litoral Oeste

A cidade de Trairi será palco do 10º Festival de Dança do Litoral Oeste, que acontecerá de 9 a 11 de agosto. A primeira noite será dedicada ao lançamento do catálogo Festival de Dança do Litoral Oeste: 10 anos em companhias. Com programação gratuita, nos dias 10 e 11, o festival receberá, além de companhias cearenses, o grupo colombiano enNingúnlugar, com o espetáculo Las Últimas Cosas, no dia 10 às 22 horas, e, da Bahia, a ExperimentandoNUS Cia de Dança, com a estreia nacional de Borda Infinita, no dia 11, às 21 horas.

A abertura oficial da décima edição será no dia 10, às 19h30min, na Praça da Justiça, informa a assessoria de imprensa do evento.

Considerado um dos principais eventos do gênero no Ceará, o Festival de Dança do Litoral Oeste tem como proposta ser uma ação descentralizadora e democrática de circulação dessa arte, priorizando a produção cearense.

Programação

No dia 10, após a abertura oficial, o Festival contará com três espetáculos de companhias cearenses. Quem abre a programação é a Paracuru Cia de Dança e a Escola de Dança de Paracuru que juntas apresentam Bolero de Ravel, resultado do trabalho do Núcleo de Estudos Coreográficos da Escola, que recriou o mito da sedução a partir do estudo das obras de Maurice Béjart e Ida Rubisntein.

O público pode conferir, na sequência, o espetáculo Estado de Luta, da Cia Balé Baião de Itapipoca, que já trilha uma carreira de quase 25 anos. Com direção geral e coreografia de Gerson Moreno, este trabalho foi criado com o propósito de dançar para gerar diálogos sobre ser e fazer-se corpo em atuação política. Para isso, partiram das seguintes perguntas: o que é ser corpo oprimido? O que é ser corpo opressor? Como construir corpos em estado de luta frente à opressão?

A atração seguinte é Caiçaras Entre Linhas e Redes, com a Arreios Cia de Dança, de Trairi. A obra é um brinde aos trajetos, buscas e achados das mulheres e homens litorâneos de Trairi, onde o mar faz um convite à contemplação, à pesca, à festa e à reza. Também é uma celebração a resistência caiçara da companhia Arreios e seus 20 anos de atuação. A Academia de Artes Vânia Dutra, de Horizonte, também está no Festival e apresenta o espetáculo O Quebra Cocos.

Quem encerra a programação da noite é o grupo colombiano enNingúnlugar com Las Ultimas Cosas, que tem a direção de Luis Rubio. É uma obra que investiga as necessidades predominantes, incoerentes e caprichosas que o ser humano apresenta ao se deparar com a ideia do fim de sua consciência.

Primeiro dos quatro grupos a se apresentarem na segunda noite do Festival, o Itinerário Formativo de Dança, da Escola de Artes de Sobral, traz o espetáculo Pertenço, obra que conta com direção coreográfica de Rubens Lopes (Fortaleza) e direção dramatúrgica de Gerson Moreno, diretor do Balé Baião, de Itapipoca. De Salvador, a ExperimentandoNUS Cia de Dança faz a estreia nacional do espetáculo Borda Infinita, obra que comemora 10 anos de existência e produção em dança da companhia baiana.

A capital cearense também estará presente no Festival com duas atrações. A primeira é A Rua eh Noiz, da Cia de Dança Katiana Pena, que traduz a periferia em cena, mostrando a gente guerreira dos bairros e favelas sob os refletores da luz do sol e da luz da lua, que iluminam a luta diária e rotineira desse povo forte. A outra é Soluto, da Cia de Dança Ritmo Soul’to, que aborda uma pesquisa desenvolvida onde o principal fio da meada é o café e sua história antropológica, e aborda também a relação entre a química e o cotidiano, fazendo uma metáfora a partir do ingerir. Para encerrar a noite e o Festival, o público acompanha o show dos Tambores Afro Baião, de Itapipoca.

O 10° Festival de Dança do Litoral Oeste é uma realização da AARTI – Associação de Artes Cênicas de Itapipoca (proponente), Associação Dança Arte e Ação e Associação de Dança Arreios de Trairi, em parceria com a Quitanda das Artes. Tem o apoio cultural do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Lei Estadual Nº 13.811), e o apoio institucional da Prefeitura Municipal de Trairi. Produção: Associação Cênica Difusão Marketing Cultural. Coprodução WM Cultural. Agradecimento: Enel.

SERVIÇO

*Espetáculos nos dias 10 e 11, a partir das 19h30min na Praça da Justiça (Fórum) – Rua Fortunato Barroso, s/n – Trairi.

*Mais Informações – (85)3046.2744 e (85) 98162.2847. Gratuito.

(Foto – Marina Cavalcante)

Moro pensa que Lava Jato governa o Brasil…

Com o título “Hoje, acordei assim”, eis artigo de Fernando Costa, sociólogo e publicitário, que pode ser conferido no O POVO desta terça-feira. “Moro pensa que a Lava Jato governa o Brasil e a elite que o sustenta o faz pensar assim…”, eis um trecho do texto. Confira:

Quando se olha para o Brasil, parece que não restou muita coisa pra se ver, parafraseando o preso político Luiz Inácio Lula da Silva, nunca antes na história deste País tivemos uma elite industrial e financeira tão tosca e primitiva, tanto moral quanto politicamente. Se os políticos eleitos refletem a sociedade que representam, definitivamente fazemos parte de uma sociedade que não prosperou.

Mas boa parte de nós sabe que não é bem assim, que o conto de fadas da democracia tem mais bruxas do que fadas. Talvez agora, mais que nunca, quando a política real foi colocada em cheque pelas redes sociais e suas fake news, se bem que desde o advento do marketing político aplicado nos meios de comunicação, o que se viu foi a total submissão dos políticos aos profissionais do marketing e de suas artimanhas que, na maioria das vezes, criam projetos de governo absolutamente inviáveis.

Mas é essa democracia manca que nos resta para colocar o trem de volta aos trilhos.

E quando um juiz de primeira instância afirma que as eleições que se aproximam podem ser um risco, os verdadeiros democratas e os socialistas têm que tomar uma posição firme.

Moro pensa que a Lava Jato governa o Brasil e a elite que o sustenta o faz pensar assim porque ele foi usado e continua sendo, mesmo em férias, para manter o Brasil num estado de exceção.

Parece que nos restam poucas saídas, e não vale o aeroporto como resposta fácil na boca do classe média apavorado. No plano nacional, o quadro mais parece uma pintura do Pollock, fascinante, confuso e incompreensível para a maioria. E o período das campanhas eleitorais não é suficiente para tornar esse quadro uma Mona Lisa de Da Vinci, que todos gostam sem saber bem porque.

Fato é que ou voltamos a sonhar com uma revolução política e social dentro da realidade do tempo em que vivemos, desconcentrando renda, diminuindo desigualdades, respeitando o direito de todos fazerem o que quiserem com seus corpos, estou falando de aborto, sexo e drogas, ou continuaremos condenados a sermos governados por ideologias como as oriundas da Opus Dei.

Viva a Tertúlia Vândala.

*Fernando Costa

fernando@vervecom.com.br

Sociólogo e publicitário.

Publicitário Marcelo Lavor lança livro nesta terça-feira

O publicitário Marcelo Lavor lançará, nesta terça-feira, o livro “Sobre Viver”. O ato ocorrerá às 19 horas, na Livraria Cultura. Cearense de Fortaleza, ele decidiu colocar em forma de crônica os dramas, as experiências e seu o cotidiano desde a descoberta de um câncer no qual sua esposa foi vítima. Leitor voraz de realismo fantástico e pai de três filhos, Marcelo, que nunca tinha escrito um livro, utilizou a literatura para relatar, de forma leve, todas as dores e sentimentos de ter acompanhado cada momento desse processo.

“É uma jornada agridoce, mas saborosa. Não só pelo final feliz, mas pela plenitude que brotava pelo caminho mesmo sem se saber o que viria ao final. Em eventos e pensamentos, essas crônicas ensinam o valor de se estar ao lado e de cuidar. Cuidar de quem se ama. E de se reencontrar a si pelo cuidado”, afirma Lavor.

Com carreira consagrada na publicidade, Marcelo Lavor decidiu até mesmo afastar-se do trabalho para cuidar da sua esposa. No livro, ele discorre sobre temas diversos como a relação com os médicos, a cirurgia, sessões de quimioterapia, tarefas de casa e muito mais. Em uma das passagens, por exemplo, Marcelo cita que aprendeu dotes culinários para poder cozinhar para sua esposa.

Sobre o autor

Marcelo Lavor nasceu em 1958. Quase foi agrônomo, mas foi na publicidade que encontrou o que gostava realmente de fazer. Com anos de “propaganda” como destaca, trabalhou em várias agências do Brasil, sempre criando e escrevendo. Na sala de aula também se realizou, lecionou por 24 anos. Na vida pessoal é um apaixonado pela família. Casado há 38 anos e pai de três rapazes, adora vinis, rock e é leitor voraz de realismo fantástico e hqs. Sempre amou escrever e agora, diante da descoberta de um câncer na esposa, encontrou na escrita uma forma de dissipar suas dores e medos.

(Foto – Divulgação)

Quixeramobim turbina empregos por conta da Nike

Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele , no O POVO desta terça-feira:

Quixeramobim, no interior do Ceará, foi a cidade que mais gerou emprego no Brasil, proporcionalmente em relação à população. A explicação dada pelos analistas passa pela produção de calçados no município para a marca Nike.

A área calçadista corresponde a 90% das exportações na localidade.

(Foto – Arquivo)

Alô, Ciro! PT convoca convenção para lançar também candidatura de Lula no Ceará

“Vamos oficializar para todo o povo cearense que queremos Lula de novo na presidência e Camilo do governo do Ceará”, conclama o deputado estadual Moisés Braz, presidente do PT Ceará, ao anunciar a convenção estadual do partido.

O encontro ocorrerá a partir das 9 horas do próximo domingo, no Ginásio da Faculdade Ari de Sá, no mesmo momento em que o PDT e outros aliados estarão promovendo suas convenções.

Além do lançamento das candidaturas de Lula no Ceará e de Camilo, haverá a homologação da chapa de deputados estaduais e federais.

Seis veículos do 20º DP são incendiados

A Grande Fortaleza segue com quinto dia de ataques a prédios e equipamentos públicos, desta vez em Acaracuzinho, na cidade de Maracanaú. Cerca de seis veículos do 20º Distrito Policial do bairro foram incendiados na madrugada desta terça-feira, 31. O crime ocorreu por volta das 2h30min, de acordo com a inspetora Ednúzia Almeida, e é de autoria desconhecida. Pelo menos seis carros foram completamente destruídos e dois foram parcialmente danificados pelo fogo. O Corpo de Bombeiros foi chamado ainda na madrugada para controlar o incêndio. A perícia está sendo aguardada.

Outro ataque aconteceu no município na última segunda-feira, 31. Uma granada foi deixada no 28º Distrito Policial por volta das 6 horas da manhã. A arma foi direcionada a uma local seguro e detonada pelo Esquadrão Antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE).

Ataques

Na última sexta-feira, 27, os transportes públicos de Fortaleza e da Região Metropolitana foram recolhidos após pelo menos cinco ônibus terem sido incendiados na região. Os ataques seguiram durante todo o final de semana com ações criminosas nos coletivos e em prédios públicos e privados.

O titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, confirmou durante coletiva de imprensa realizada no último domingo, 29, que os ataques foram motivados em represália a mortes de três suspeitos de envolvimento em assaltos a ônibus e carros-forte na quinta-feira, 26, em Amontada.

Ao todo, 27 ataques a veículos e prédios foram registrados desde a última sexta-feira.

(O POVO Online/Foto – WhatsApp)

Onde andarão os vices?

Com o título “Onde andarão os vices?”, eis artigo de Cleyton Monte, cientista político, e Emanuel Freitas, doutor em Sociologia, que aborda o caso do impasse na escolha do candidato a vice tanto em termos de disputa presidencial como para o Governo. Confira:

Ao acompanhar as articulações políticas para as eleições de 2018, não deixam de chamar atenção as dificuldades embutidas na escolha dos candidatos a vice, seja para a disputa presidencial, seja na disputa pelo Governo do Ceará. Os critérios de escolha são os mais variados: do peso eleitoral dos candidatos e/ou partidos às chances de ampliar alianças e oferecer estrutura e recursos para os postulantes, apesar da famigerada busca pela “coerência programática”, que parece mobilizar apenas a suposta “opinião pública”.

Longe de ser uma figura decorativa, o vice tem papel central na política brasileira desde Floriano Peixoto, que assumiu o cargo em 1891, após a renúncia do Marechal Deodoro da Fonseca. Antes eleitos diretamente pelo voto popular, se tornaram peças cruciais em conspirações, golpes e desestabilizações. Não por acaso a decisão de escolher o companheiro de chapa seja um passo decisivo.

Ao longo da República não são raros os casos de vices que saíram da posição de coadjuvantes e se tornaram protagonistas. Manuel Vitorino, Café Filho e João Goulart, vices de Prudente de Morais, Getúlio Vargas e Jânio Quadros, respectivamente, se tornaram símbolos de uma política em que o vice disputou espaços, envolvendo-se em acordos palacianos e ganhando notoriedade em períodos turbulentos, com destaque para Goulart, que se manteve por mais tempo no poder.

Na redemocratização, três vices ocuparam o principal posto do Governo Federal: José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer. Os três oriundos do MDB, partido com forte presença no Legislativo e nos municípios, tendo grande poder (des)estabilizador. Basta lembrarmos que quando a sigla anunciou o fim da aliança com o governo Dilma, que ajudara a (re)eleger, várias lideranças acompanharam a decisão, contribuindo decisivamente para o impeachment. Temer e o MDB sentiram o aroma do poder.

Parafraseando o ex-presidente Lula, nunca na história do Brasil foi tão difícil escolher um candidato a vice, sobremaneira por termos uma disputa que se ancora numa fragmentação do discurso à direita e à esquerda, com os dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas não conseguindo aglutinar forças partidárias em seu entorno.

Como seria em um eventual segundo turno? É possível vermos Marina, Ciro, Bolsonaro e o candidato do PT marchando com chapas “puras” durante o pleito. Caso um deles seja eleito, o que significará um eventual governo destes?

*Cleyton Monte

Cientista político, pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (Lepem) e Membro do Conselho de Leitores do O POVO

*Emanuel Freitas

Doutor em Sociologia e Professor de Teoria Política da Uece.

O PT, o Senado e o golpe?

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Esta vem das redes sociais.

Enquanto o PT nacional convoca greve de fome pró-candidatura de Lula, aqui no Ceará o partido vetou a candidatura do senador José Pimentel, abrindo vez para Eunício Oliveira (MDB).

Bom lembrar que Eunício e Pimentel foram eleitos com Lula pedindo votos para os dois e usando slogan em vídeo que, na época, acabou caindo no gosto do eleitorado: “Quem vota Eunício, vota Pimentel; quem vota Pimentel, vota Eunício”.

Vereador lamenta ataques criminosos e critica o “Ceará Pacífico”

Em meio à onda de ataques criminosos que vem e registrando em Fortaleza e Região Metropolitana, desde o fim de semana, Julierme Sena, policial civil e vereador de Fortaleza pelo PROS, criticou o Programa Ceará Pacífico, do Governo do Estado. Ainda se posicionou em suas redes sociais cobrando maiores investimentos para a Polícia Civil.

Segundo o vereador, não há condições de trabalho para que os policiais civis desempenharem suas funções com qualidade, o que compromete as investigações que deveriam antecipar as ações criminosas.

Julierme afirma ainda que há um ciclo de impunidade e que as facções têm agido livremente para cometer crimes dentro e fora dos presídios.

(Foto – CMFor)

Delegacia do Curió é alvo de ataque nesta madrugada de terça-feira

Neste quinto dia de ataques a prédios e equipamentos públicos na Grande Fortaleza, um grupo disparou mais de 40 tiros contra a fachada do 35º Distrito Policial, na rua Manuelito Costa, bairro Curió. O caso ocorreu na madrugada desta terça-feira, 31, por volta das 2h30min. De acordo com o inspetor Osvaldo Leite, os suspeitos agiram de forma rápida, não dando tempo para que os policiais saíssem do prédio para uma reação. Ninguém ficou ferido. Ele classificou a ação como “terrorismo”.

Desde sexta-feira, 27, Fortaleza e as cidades da Região Metropolitana passam por uma onda de violência envolvendo a retaliação de facções criminosas ao assassinato de três homens com participação em crimes, em Amontada. Ônibus queimados, granadas deixadas em delegacias e depredações foram registrados, somando 26 ataques.

(Foto: Via WhatsApp)

Com Camilo Santana é assim… é todo mundo junto e misturado

O governador Camilo Santana (PT) deu uma demonstração, em clima de jantar no Marina Park Hotel, nessa noite de segunda-feira, de que é, de fato, não apenas homem do diálogo, mas, também, digamos, um pacificador. Nesse evento, ele conseguiu congregar adversários políticos de muitos municípios e matizes.

Um exemplo foi a turma de Tauá, com o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Audic Mota.

Enquanto Camilo fazia as honras da casa, o seu principal articulador político, o ex-governador Cid Gomes (PDT), não dispensava conversas com grupos de políticos como os de Parambu, onde o deputado federal Genecias Noronha, presidente estadual do Solidariedade, tem seu ninho eleitoral.

A turma de Tauá, que se opõe a Audic Mota, tendo Domingos Filho e o deputado federal Domingos Neto como caciques, também teve direito a loas.

(Fotos – Divulgação)

A presença das facções nas eleições

Da Coluna Política, do jornalista Érico Firmo, no O POVO desta terça-feira, eis o título é A presença das facções nas eleições”. Confira:

A onda de atentados criminosos em Fortaleza, simultânea a várias convenções partidárias, alerta para uma das questões mais preocupantes destas eleições: a presença das facções no processo político. No mundo todo, o crime organizado atua em frentes diversas. Têm braços econômicos, dentro da Polícia, no aparelho de Justiça – e esse último ponto tem sido desvendado no Ceará. Não haveriam de ficar fora da política, obviamente. As facções criminosas em atuação no Estado são um risco nessa eleição, não apenas pela violência que ameaçam espalhar. Os grupos estão enraizados nas comunidades. Possuem capacidade de influenciar o voto de grandes contingentes da população. Um dos maiores riscos das eleições que se avizinham é das facções criminosas emplacarem sua própria bancada parlamentar. Feito isso, estará dado passo para elas se firmarem em definitivo como atores no jogo de forças da sociedade cearense.

Grupos criminosas lançarem candidato não é a novidade. O Rio de Janeiro conhece essa realidade já há tempos. As milícias em particular. Em 2016, escutas telefônicas apontaram que haveria facção financiando centenas de candidatos pelo Brasil. Nos últimos anos, houve vários casos, no Ceará inclusive, de vereadores presos acusados de envolvimento com tráfico de drogas.

A diferença é a forma como as facções estão presentes e exercem influência em territórios de Fortaleza e pelo Ceará. O potencial eleitoral se multiplicou.

E, se eleitos, serão parlamentares que provavelmente estarão nas bases de apoio dos governos. Eventualmente, serão daqueles discretos, dos quais pouco se houve falar. Mas, colocarão suas reivindicações na mesa do Poder Executivo.

Não sei se as facções serão determinantes para escolher o próximo governador. Não tenho elementos para afirmar que poderão influenciar uma eleição majoritária. Elas podem, é claro, desgastar quem está no cargo, por meio de sua ação. Mas, o alcance disso é incerto.

Mais provável e não menos perigoso é que usem a presença em comunidades para direcionar o voto para candidatos ligados a elas. E, fazendo isso, podem transformar os mandatos em maneiras de influenciar as ações dos governos.

As facções são hoje um problema grande. Mas, podem se tornar maiores, mais fortes. Podem adquirir outra natureza, potencialmente ainda mais perigosa. É questão à qual Ministério Público e Polícia Federal precisam estar de olho.

Tasso chama governo de “frouxo” e Camilo evita o confronto

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“Eu não vou entrar na política baixa e desrespeitosa. Para cada ataque que vier de lá, eu vou responder com muito trabalho”, disse ontem o governador Camilo Santana (PT) durante jantar com aliados, no Marina Park Hotel, em Fortaleza. A declaração é uma resposta ao senador Tasso Jereissati (PSDB) que, em clima de convenção tucana, domingo último, chamou o Governo Estadual de “frouxo”, ao criticar a reação da gestão petista diante dos ataques de facções criminosas nos últimos dias.

“Temos hoje o Estado do Ceará dominado pelas facções criminosas. E não é que elas estejam em toda parte. Elas dominaram o Estado do Ceará. E são mais fortes do que o Governo do Ceará porque o Governo do Ceará é frouxo e não tem coragem”, discursou Tasso no momento da formalização da candidatura do general Guilherme Theophilo (PSDB) ao Governo.

O petista reuniu centenas de aliados, da Capital e Interior, para um jantar com uma palestra de prestação de contas do Governo. Chegaram junto do governador, o pré-candidato ao Senado, Cid Gomes (PDT), e o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB), que tentará reeleição.

Nos bastidores, parlamentares da base de Camilo na Assembleia Legislativa davam como certa que a chapa para a eleição local: os candidatos ao Senado que pedirão votos para o governador serão Cid e Eunício. O emedebista, porém, em uma candidatura isolada.

Indefinição

Para o presidente do PDT, André Figueiredo, porém, ainda não há definição sobre o lançamento de apenas uma candidatura. O assunto vai ser discutido hoje em reunião do diretório estadual. “O PDT não deliberou ainda. Existe indicativo do lançamento da candidatura apenas do Cid, mas o Ciro e o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, estão dialogando talvez na expectativa também de apresentar um segundo candidato que necessariamente não seria eu. Mas a tese de ter duas candidaturas ainda não foi vencida”.

Questionado sobre a resolução do PT de lançar nome ao Senado caso o PDT lance dois candidatos, Figueiredo defendeu mais candidaturas. “Eu acho que seria ótimo o PT lançar candidato. Quanto mais candidatos tivermos ao Senado, melhor para o Congresso Nacional. Acho que o PT deveria sim lançar um candidato”, sugeriu.

Por outro lado, Cid adiantou que a legenda deverá apresentar apenas um nome para uma das vagas, que seria o dele. “O PDT deverá lançar um candidato só. Eu vou defender que o PDT lance apenas um candidato. Amanhã (hoje) vamos ter a reunião do diretório”, afirmou. Sobre a definição da própria candidatura, o ex-governador disse que “está bem encaminhado”.

Os próximos dias são de definições sobre as alianças proporcionais, que passarão pelo crivo do ex-governador Cid Gomes.

(O POVO – Repórter Wagner Mendes/Foto – Divulgação)

Lia Gomes, irmã de Ciro e Cid, apregoa boicote ao MDB

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Lia Gomes, irmã do pré-candidato à Presidência Ciro Gomes e pré-candidata a deputada estadual pelo PDT, defendeu um boicote a políticos do MDB nas eleições de outubro. Em evento com trabalhadores rurais no município de Varjota, no Ceará, na última quarta-feira, 25, Lia pediu “pelo amor de Deus” para que os eleitores não votaem em candidatos do número 15.

“Aqui no Ceará, pelo amor de Deus, não votem em ninguém que começa com 15, nem senador, nem governador, nem presidente, nem deputado federal. Risquem o 15 da lista de vocês”, afirmou. Ao portal Estadão, a candidata reiterou que as pessoas devem ser informadas do “mal” que políticos do MDB já fizeram ao Brasil.

Declaração foi dada em um contexto em que o governador Camilo Santana (PT) – integrante do grupo Ferreira Gomes – tenta costurar aliança com o senador Eunício Oliveira, que busca reeleição e é filiado ao partido que Lia propõe um boicote. “Bom, de forma alguma, acho que a tendência natural desse processo é um apoio ao senador (Eunício)”, afirmou o petista em entrevista ao O POVO no último dia 18 de julho.

(Foto- Facebook)

O PSDB/PROS e a fila do lanche

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A convenção do PSDB/Pros registrou um detalhe que lembrou velhas práticas da política: a distribuição de lanche entre militantes. Só o presidente estadual do Pros, deputado estadual Capitão Wagner, que bradava “eu vim de graça” para a claque, não viu.

(Foto – Paulo MOska)

Cerca de três mil pessoas comparecem a palestra de Camilo no Marina Park

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A palestra “Estratégias para o Desenvolvimento do Ceará”, proferida pelo governador Camilo Santana (PT), reuniu na noite desta segunda-feira (30), no Marina Park Hotel, no Centro, cerca de três mil pessoas.

O evento também foi marcado por um jantar, ao preço de R$ 1 mil, diante do lançamento de sua pré-candidatura à reeleição.

Camilo só não conseguiu colocar lado a lado o ex-governador Cid Gomes (PDT) e o atual presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB). Há possibilidade dos dois comporem chapa majoritária com Camilo, como candidatos ao Senado.

Enquanto Cid Gomes se mostrou alheio a Eunício, o mesmo não se pode dizer dos ex-adversários políticos Genecias Noronha, Domingos Neto e Domingos Filho.

(Fotos: Leitor do Blog)

Metade dos alunos do Ceará foi vítima de violência na escola

Mais da metade dos alunos do 1º e 2º anos de 50 escolas do ensino médio da rede pública do Ceará e do Rio Grande do Sul, ouvidos em uma pesquisa inédita nos finais dos anos 2016 e 2017, relataram ter sofrido algum tipo de violência no ambiente escolar. Xingamentos, brigas e bullying em redes sociais são as principais reclamações dos jovens, segundo levantamento realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) sob encomenda do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Coordenada pela socióloga Miriam Abramovay, responsável pela Área de Juventude e Políticas Públicas da Flacso, a pesquisa tinha como objetivo analisar como as agressões afetavam o desempenho escolar desses alunos e definir estratégias para alterar esse cenário.

“É um tema novo que as escolas não se atêm. Os governos não se dão conta que a questão da violência nas escolas, além de fazer mal para os jovens e professores, diretores e famílias, tiram os alunos de sala. Existe uma correlação muito forte entre a violência escolar e abandono escolar”, lamentou a professora.

Miriam Abramovay ainda ressaltou as semelhanças sobre as situações de violência, de pouco diálogo com professores e diretores e de exclusão desses estudantes em relação ao universo escolar mesmo em estados com características locais tão diversas. O diagnóstico foi constatado em questionários, mas também em relatórios elaborados pelos próprios jovens, onde descreviam questões como o que era ser jovem no Brasil, o que é violência nas escolas, a relação com os professores, entre outros temas.

A socióloga não esconde o choque com os relatos. Nas histórias, os estudantes mais afetados pela violência descrevem isolamento, estresse e até automutilação. “O que mais nos chocou foi a questão do suicídio e a automutilação. Nos grupos locais, quando tocávamos no tema, comecei a comprar caixas de lenço de papel porque as pessoas começam a chorar compulsivamente. Foi um trabalho muito duro”, lembrou.

Segundo ela, o contato mostrou que esses sentimentos não eram conhecidos entre os próprios jovens. “Eles não se conhecem. Estão juntos, brincam, zoam, mas não se conhecem, não sabem o que está acontecendo na vida de cada um. Naqueles grupos que trabalhamos tudo parecia uma surpresa entre eles”, contou a socióloga.

A partir desse trabalho, os próprios alunos desenvolveram um plano de ação para mudar o cenário. “Não foi uma grande mudança porque não houve tempo para isto”, avaliou Miriam, lembrando que a ação prática durou menos de um ano em função de greves e do movimento de ocupação de escolas que marcou aquele ano.

“Mas tivemos mudanças contundentes nas relações sociais entre eles. Eles diziam ter criado relações sociais mais fortes”, afirmou.

A socióloga destaca desde a maior participação dos estudantes nas decisões tomadas nos conselhos escolares até transformações pequenas do cotidiano que dependiam do convencimento das direções das escolas como a instalação de bebedouros com água gelada e a troca do uniforme de uma das unidades – motivo de reclamação de alunos por ser quente demais.

O plano, aplicado em algumas das escolas que participaram do programa, foi batizado de “O papel da educação para jovens afetados pela violência” e acabou virando um guia que será lançado amanhã (31), em São Paulo, e que poderá ser usado, gratuitamente, por qualquer rede de ensino do país.

(Agência Brasil / Foto: Arquivo)