Blog do Eliomar

Categorias para Chuvas

Ceará registra chuva em apenas dois municípios neste domingo

Somente os municípios de Morada Nova e Alto Santo, ambos na Região do Jaguaribe, registraram chuva neste domingo (10), segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Enquanto choveu 11 milímetros em Morada Nova, a precipitação em Alto Santo não passou dos 4,8 milímetros.

Em Fortaleza, o calor volta esta semana com temperatura de 32°C, segundo ainda a Funceme. A mínima é de 25°C.

(Foto: Arquivo)

Chuvas deste ano no Ceará ficaram em torno da média, diz Funceme

A avaliação das precipitações da quadra chuvosa – fevereiro a maio – do Ceará em 2018 aponta que as chuvas no Estado ficaram na categoria em torno da média para o período, a qual corresponde ao intervalo 505,6 a 695,8 milímetros. Com uma média para este quadrimestre de 2018 ficando 581,4 mm (-3,2%), o mês mais chuvoso foi abril, com 211,1 milímetros (+12,3%), seguido de fevereiro com
187,9 mm (+58,4%) e março, 120,8 mm (-40,6%). Maio, que tem a menor normal climatológica mensal da quadra chuvosa, registrou 61,5 milímetros (-32,1%). As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, em coletiva, pela Funceme.

Durante o período de fevereiro a maio, o Litoral Norte foi a macrorregião mais beneficiada com as precipitações: 885,3 mm, o que representa um desvio positivo de 13,8%. Considerando os observados, logo depois vem o Litoral de Fortaleza com 780,9 mm (-2%); o Maciço de Baturité, com 705,7 mm (+3%); Ibiapaba, que registrou 680,2 (+1,2%); e o Cariri, com 669,3 mm (+8,6%).

As menores médias da quadra chuvosa aconteceram no Litoral do Pecém, que registrou 633,8 mm (-6,3%); a macrorregião Jaguaribana, com 603,8 mm (+4,1%); e, por fim, o Sertão Central e Inhamuns, com 463,7 mm (-6,7%).

Comparação com anos anteriores

Com um desvio percentual de -3,2%, durante os meses de fevereiro a maio, o Ceará, em 2018, apresentou o melhor cenário desde 2011, quando registrou 659 milímetros (+9,7%) para o mesmo período. Nos últimos 10 anos, os períodos de fevereiro a maio menos chuvosos correspondem a 2012 (-49,6%), 2010 (-49,7%) e 2013 (-39,3%). É importante salientar que o Estado enfrentou quadras
chuvosas abaixo da média de 2012 a 2016. Em 2017, as chuvas ficaram na categoria em torno da
média, assim como em 2018, porém, este ano registrou-se observado um pouco maior.

*Mais informações no site da Funceme.

Ceará tem sábado de chuva em apenas quatro municípios

Somente quatro municípios no Estado registraram chuva neste sábado (2), segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Camocim, com 27 milímetros, teve a maior precipitação até as 11h45min de hoje. Depois vieram Chaval, com 9 milímetros; Marco, com 5,1 milímetros; e Sobral, com apenas 1,2 milímetro.

Para este domingo (3), a Funceme aponta possibilidade de chuva em Fortaleza, durante a madrugada, com mínima de 23°C e máxima de 30°C.

Ceará tem o domingo mais seco dos últimos meses

Desde que as chuvas começaram a cair no Ceará, em fevereiro, este domingo (27) é o mais seco dos últimos meses, segundo dados apresentados nesta manhã pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Dos 184 municípios, somente cinco apresentaram chuva, mesmo assim com 14 milímetros a maior precipitação, nas cidades de Amontada e Iracema. Os outros municípios foram Marco, com 11 milímetros; Pires Ferreira, com 4,8 milímetros; e Maracanaú, com 2,2 milímetros.

Para esta segunda-feira (28), a Funceme prevê chuva em Fortaleza, entre a madrugada e a manhã, com mínima de 23°C e máxima de 30°C no decorrer do dia.

(Foto: Arquivo)

Sábado de pouca chuva no Ceará

Somente 21 dos 184 municípios cearenses registraram chuva neste sábado (26), segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Desses 21 municípios, apenas nove apresentaram precipitação acima de 10 milímetros. Nenhum igual ou acima dos 50 milímetros. Fortaleza registrou chuva de 5,7
milímetros.

As maiores chuvas ocorridas neste sábado foram em Paracuru (35 mm), Itapipoca (30,4 mm), Uruoca (29 mm), Aracati (25.6 mm), São Gonçalo Do Amarante (18,6 mm), Iracema (18 mm), Trairi (17 mm), Bela Cruz (17 mm) e Umirim (13 mm).

(Foto: Arquivo)

Forte chuva na Capital atrasa voos e sala de embarque do aeroporto de Fortaleza fica lotada

A forte chuva que caiu em Fortaleza na noite desta quinta-feira, 17, causou transtornos aos passageiros no Aeroporto Internacional Pinto Martins. Alguns voos que tinham previsão de decolagem durante o período da precipitação atrasaram.

Com o problema, pessoas se aglomeraram na sala de embarque aguardando o chamado para o voo. Um passageiro ouvido pelo O POVO Online que viajaria de Fortaleza para Brasília informou que o avião atrasou. Por conta da chuva, a aeronave da companhia Gol – que vinha de Salvador – teve de pousar em Natal e aguarda a melhora do tempo na Capital para seguir para capital federal.

Segundo o passageiro, a companhia aérea informou que ainda deve demorar 1h30min para que a aeronave chegue na Cidade e decole para Brasília. O embarque estava previsto para ocorrer inicialmente às 19h25min.

De acordo com os radares do site da Fraport, outros voos que tinham previsão de embarque para horários por volta de 19 horas atrasaram.

Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), para esta sexta-feira, 18, está prevista nebulosidade variável com eventos de chuva em todas as regiões cearenses.

(O POVO Online)

Fortaleza amanhece molhada de chuva nesta segunda-feira

Dia nascendo por entre as matas que circundam o aeroporto da Capital cearense.

Fortaleza registrou chuvas no decorrer da madrugada desta segunda-feira. Foi o bastante para registrar alguns alagamentos e fazer com que motoristas, neste começo de manhã, fiquem mais cautelosos com a pista molhada.

Segundo a Funceme, haá possibilidade de chuva na faixa litorânea, no Maciço de Baturité, na Serra da Ibiapaba e na Região Jaguaribana, onde está encravado o açude Castanhão. Nas demais regiões, céu parcialmente nublado.

(Foto – Paulo MOska)

Ceará registra chuva em 50 municípios neste sábado

Apesar de média intensidade, o Ceará registrou chuvas, neste sábado (12), em 50 municípios, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A maior precipitação, de 48 milímetros, ocorreu em Beberibe, no Litoral Leste do Estado, a 79 quilômetros de Fortaleza.

Outros municípios com chuvas de média intensidade foram Maranguape (28 mm), Icapuí (25,6 mm), Camocim (25,1 mm), Sobral (24,5 mm), São Gonçalo do Amarante (23,4 mm), Pentecoste (23 mm), Limoeiro (23 mm), Trairi (22 mm) e Horizonte (21 mm).

Em Fortaleza, apesar dos fortes ventos registrados na noite dessa sexta-feira (11), a maior precipitação ocorreu no bairro Água Fria, com oito milímetros, seguido do bairro Messejana, com 2,6 milímetros, e Castelão, com 1,2 milímetro.

Para este domingo (13), Dia das Mães, a Funceme prevê possibilidade de chuva em Fortaleza somente na madrugada, com céu parcialmente nubrado no decorrer do dia.

(Foto: Arquivo)

O Céu de Maio – Tá bonito pra chover

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Com o título “O céu de maio”, eis artigo da jornalista Domitila Andrade, que pode ser conferido também no O POVO desta sexta-feira. Ela revisita sua infância, seu torrão e os carinhos de mãe em clima chuvoso, do jeitinho que está se vendo no Interior cearense. Confira:

Quando descia a Chapada do Apodi, vindo do Tomé em direção a sede de Limoeiro do Norte, a imensidão sertaneja era de falhar o ar do pulmões. Era um mergulho e as cores iam se misturando. O alaranjado dos paredões de rocha, o verde esmaecido da caatinga, e o céu. Fecho os olhos e revejo aquele firmamento: lilases, azuis, vermelhos, rosas… Se não há como o luar daquelas paragens, para mim é o lusco-fusco que me enamora.

Trazendo um sertão dentro do peito, moro em Fortaleza há 13 anos e ainda tenho fixação naquele céu, que não se replica com facilidade nas bandas de cá. O céu daqui é feito de outras tintas, acho. Lindas, mas o mar empresta tons outros para a abóbada. Anos atrás, tomava um café em um recanto simples do José Bonifácio e fui tomada pelo meu céu. Me senti descendo de novo a Chapada, quase senti o cheiro da tapioca de minha mãe. Era maio. Desde então, anseio por todos os maios e os céus sertanejos que vêm visitar Fortaleza.

Sei que não reparo sozinha. Tanto que dá o quinto mês e as timelines se enchem do firmamento nuançado. Mais que o entardecer da Praia de Iracema, em maio toda Cidade é cenário. Subindo e descendo os viadutos de dentro dos carros na BR; das janelas do Benfica; refletido pelas faces espelhadas dos prédios do Meireles; dividindo espaço com o Castelão. De gente conhecida ou desconhecida, nativos da Capital, ou das minha brenhas que vieram fazer a vida aqui, vejo as fotografias e agradeço. É feito um acalanto.

Este ano, maio já vai contando onze dias e anda branco. Toda noite, a Cidade toma banho, e os dias seguem pálidos. Vinha sentindo o coração amiudar da possibilidade de não reencontrar meu pedaço de sertão na paleta do céu. Mas me atinei: e se este ano, em meio a trégua de seca, os céus fizeram o caminho inverso? E se o céu carregadinho de chuva daqui foi passear pela caatinga também? Assim, fiz as pazes com o céu e com maio. É esperança derradeira e é também prece. Agora, anseio por junho.

*Domitila Andrade

domitila@opovo.com.br

Jornalista do O POVO

Fortaleza registra chuva de 134 milímetros, maior do ano na Capital

(Atualização às 9h05min)

Rua Cruz Saldanha, Parque Araxá, em Fortaleza.

Fortaleza continua registrando boas chuvas nesta quinta-feira. As precipitações, que fizeram reaparecer velhos pontos de alagamentos, ocorrem desde a noite de quarta-feira, variando de intensidade. Até as 7 horas, choveu 862 milímetros na Capital cearense. Mas dados atualizados indicam que choveu 134 milímetros, sendo, portanto, a maior chuva deste ano em Fortaleza.

De acordo com a Funceme, há nebulosidade variável em todas as regiões do Estado, o que assegura boas chuvas. O site do órgão, no entanto, está fora do ar.

Motoristas trafegam com cuidado, em razão da pista molhada e pouca visibilidade.

No Interior, já foram registradas boas chuvas em Uruoca, com 106 milímetros; Aquiraz, 72 milímetros; Barroquinha, 67.2 milímetros; Santana do Acaraú, 59 milímetros; Tejussuoca, 58 milímetros; e Reriutaba, 52 milímetros.

(Foto – Paulo MOska)

Ceará atinge 90,7% da média histórica a 22 dias do fim da quadra chuvosa

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Em Fortaleza, chove desde a noite dessa quarta-feira.

Nos nove primeiros dias de maio, o Ceará recebeu volume médio de 24,8 milímetros (mm) de chuvas, um desvio de 72,9% abaixo da média histórica (90,6 mm) para o mês, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
Faltando 22 dias para encerrar a quadra chuvosa no Estado, o valor médio acumulado é de 545,2 mm. Isso representa 90,7% do normal histórico (600,7 mm) para o período, uma diferença de 55,5 mm na proporção.

“Nesses dias tem tido proximidade da Zona de Convergência (Intertropical), o que tem causado chuvas isoladas na faixa litorânea”, explica David Ferran, meteorologista da Funceme. “Se continuar nesse ritmo que aconteceu até agora, (o acumulado de chuvas) fica na média. Se aumentar, fica acima”, completa. Entre as 7 horas de terça-feira e as 7 horas de ontem, a Funceme registrou precipitação em 28 cidades. Os maiores volumes foram observados em Fortaleza, no posto Messejana (55 mm) e no posto Água Fria (43 mm), seguidos pelos municípios de Miraíma (36 mm), Amontada (33,4 mm) e Beberibe (30 mm).

Entre os municípios cearenses, os cinco com maior volume médio de chuvas acumulado nesses nove primeiros dias de maio são Marco (114,2 mm), Senador Pompeu (109,3 mm), Paracuru (109,1 mm), Fortaleza (104,4 mm) e Beberibe (103 mm). Já as regiões onde mais choveu no mesmo período são Litoral de Fortaleza (64 mm) e Litoral Norte (56 mm), quando a média esperada para todo o mês é 149 mm e 121 mm, respectivamente. Já a região do Cariri é a com menor acumulado (13 mm), enquanto a média mensal é de 64 mm.

Com o período chuvoso, o volume atual dos reservatórios do Ceará está na marca de 3,16 bilhões m³, o que representa 16,94% da capacidade total de armazenamento do Estado. Segundo a resenha diária de monitoramento, divulgada ontem pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), dos 155 açudes cearenses, 17 estão sangrando, 24 estão com volume morto e 7 ainda estão secos.

Neste início de mês, conforme a Cogerh, os reservatórios monitorados no Ceará tiveram total de aporte de 0,09 bilhão m³. Em todo maio do ano passado, o Estado recebeu água na marca de 0,138 bilhões m³.

No acumulado de 2018, o aporte está em 2,23 bilhões m³, melhor índice desde 2011, quando o Ceará recebeu 7,84 bilhões m³ de água.

Para hoje, a Funceme prevê nebulosidade variável com eventos de chuva em todo o Estado. Para amanhã, a fundação também indica a possibilidade de chuva em todas as regiões cearenses.

 

(O POVO – Repórter Isaac de Oliveira)

Fortaleza registra chuva desde o fim da noite dessa quarta-feira

Situação às 5h24min desta quinta-feira.

Com as chuvas que se registram em Fortaleza desde a noite dessa quarta-feira, vários pontos de alagamentos estão de volta em vários bairros da Capital. Este aí fica na rua Professor Anacleto, no bairro Parque Araxá. Há outros na área, assim como pontos bem conhecidos no Centro.

Os motoristas dirigem com cautela, até porque a pista está molhada.

A Funceme indica nebulosidade variável, com possibilidade de chuva em todas as regiões do Estado.

(Foto – Paulo MOska)

Chuvas desta terça-feira se concentram na Zona Norte

Choveu em 28 municípios, nas últimas horas, no Ceará. A informação é da Funceme, que disponibiliza boletim atualizado em seu site. A maior chuva foi registrada em Bela Cruz.

No decorrer desta terça-feira, haverá nebulosidade variável com eventos de chuva no Centro-Norte. No Sul, céu parcialmente nublado.

Confira as 10 maiores chuvas:

Bela Cruz (Posto: Prata) : 67.0 mm

Forquilha (Posto: Ac. Forquilha) : 44.6 mm

Granja (Posto: Tiaia De Baixo) : 43.0 mm

Forquilha (Posto: Forquilha) : 42.8 mm

Acaraú (Posto: Lagoa Do Carneiro) : 37.3 mm

Granja (Posto: Pessoa Anta) : 35.0 mm

Amontada (Posto: Jacuipe Nascente) : 30.0 mm

Marco (Posto: Panacui) : 25.0 mm

Itapajé (Posto: Itapaje) : 19.7 mm

Uruoca (Posto: Campanario) : 18.0 mm

Funceme registra poucas chuvas no Ceará. Em Fortaleza, choveu 30 milímetros

Chove em 28 municípios cearenses até as 8 horas desta manhã de segunda-feira, de acordo com boletim divulgado pela Funceme. Na Capital cearense, houve registro de 30 milímetros de chuva.

Confira as 10 maiores:

Cascavel (Posto: Cascavel) : 66.0 mm

Beberibe (Posto: Lagoa Funda) : 46.0 mm

Chaval (Posto: Chaval) : 37.0 mm

Beberibe (Posto: Uruau Carrapicho) : 37.0 mm

Pindoretama (Posto: Pindoretama) : 32.0 mm

Fortaleza (Posto: Fund.ma.nilva(agua Fria)) : 30.0 mm

Camocim (Posto: Camocim) : 28.0 mm

Aracati (Posto: Aracati) : 26.0 mm

Barroquinha (Posto: Barroquinha) : 23.2 mm

Horizonte (Posto: Horizonte) : 19.2 mm

Seca ameaça se estender por mais um ano em 30 cidades do Ceará

A depender dos próximos dias de maio, se serão ou não chuvosos, o chamado “miolo do Ceará”, a parte territorial mais central do Estado, poderá entrar pelo sétimo ano de estiagem em 2018. Nesta descrição, a região voltaria a registrar perdas significativas na safra de milho e feijão e baixo aporte nos reservatórios. Pelo menos 30 municípios estão na iminência desse cenário de resultados agrícolas e produção pecuária insuficientes e seca estendida, admite o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), Antônio Amorim.

“Ainda há municípios com risco de entrar para o sétimo ano (de seca). Tudo dependerá de como o ‘inverno’ acontece no mês de maio”, confirma Amorim. Reticente em usar o termo “seca”, ele reafirma que maio será definidor. Historicamente, o mês tem menores chuvas que abril e março. Pondera que, no Estado todo, “2018 já é muito diferente do ano anterior, muito melhor. Não podemos chamar este ano como mais um ano de seca. Pode até ser chamado de ano médio. É o começo de um novo ciclo, a meu ver”.

As 30 cidades cearenses estão num caminho que cruza “o (Vale do) Jaguaribe, Sertão Central, Inhamuns e Centro Sul”. A lista é construída por ele a partir da combinação de chuvas abaixo da média, mais o fator pouca água acumulada nos açudes e as perspectivas da produção agropecuária ainda sujeitas ao que maio confirmar. No coloquial, Amorim identifica geograficamente os municípios listados como “um espinhaço do Estado”.

O presidente da Ematerce usa o mapa na parede de seu gabinete para descrever o caminho da “chuva que afinou em abril, diminuiu bastante”. Aponta, no desenho do Estado, que o lote menos próspero deste ano fica aonde as nuvens acumuladas pela Zona de Convergência Intertropical (parte de cima) e as chuvas vindas de Pernambuco/Bahia (parte de baixo) não chegaram. “A falta de chuvas parou exatamente nesse meio”, diz Amorim. Acima e abaixo no mapa, Zona Norte e Cariri seguem apresentando os maiores índices pluviométricos de 2018.

Variável relevante, ele aponta, foi o veranico mais duradouro dentro de março. A interrupção das chuvas, segundo Amorim, “demorou mais do que se previa”. O presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Eduardo Sávio Martins, confirma. “O veranico de março foi muito longo. Durou mais de 15 dias. Na agricultura de sequeiro, deve ocasionar perda de rendimento das principais culturas. Este veranico também não favoreceu o aporte”, amplia Martins.

Março deveria ter sido justamente o mais chuvoso da quadra invernosa, medida de fevereiro a maio. O mês tem média histórica de 203,4 milímetros (mm), mas em 2018 choveu 120,1 mm. Foi 40,9% menor que o esperado. Fevereiro e abril, respectivamente o tempo do plantio e o do crescimento vegetativo, foram de chuvas acima de suas médias.

Quanto à recarga hídrica, segundo Martins, com exceção da Bacia Metropolitana, todas as demais estão com percentual maior que o do final da quadra chuvosa de 2017. “O Ceará, ao fim da quadra chuvosa do ano passado, estava com 12,5% da capacidade de armazenamento. Agora, está com 16,3%”, mapeia o presidente da Funceme.

No caso do milho, o período atual é o da floração. O sertanejo chama a flor da planta de “boneca”, de onde despontam as espigas. A colheita do milho é em julho. “Se chover nas próximas duas semanas, ajuda a sustentar bastante”. O POVO entrevistou Amorim na última quinta-feira, dia 3.

Jaguaribe, Iguatu, Mombaça, Pedra Branca, parte de Boa Viagem e Senador Pompeu apareceram entre as primeiras citadas por Amorim como preocupantes. “Tiveram ‘inverno’ menor. Podem ter perda de safra se não cair chuva agora”. No restante do Ceará, segundo ele, a safra do grão será quase completa.

O feijão já está sendo colhido no Cariri, toda Zona Norte, Sertões de Crateús, Sertão Central e área metropolitana da Capital. Nos respectivos municípios com as melhores chuvas dentro de cada dessas regiões, ressalta o presidente. Brejo Santo e Novo Oriente são os expoentes locais na produção. Ele acredita que a cultura também atingirá a colheita prevista, 187 mil toneladas no Estado.

“No todo, está chegando ao esperado, mas também depende de maio. É o mês decisivo para isso”, destaca.

A chuva não deixou de ser registrada nos municípios onde a estiagem poderá emendar sete anos. Mas só o suficiente para esverdear a paisagem e fazer crescer pastagens nativas. Os pequenos açudes ganharam alguma água. “Os pequenos reservatórios e essa mata nativa vão ajudar na sustentação do rebanho”, projeta Amorim. O Ceará tem, nos cadastros mais atualizados, perto de 2,5 milhões de animais bovinos, 2,6 milhões de ovinos e e 1,4 milhão de caprinos.

O presidente da Ematerce diz que “2018 está sendo um ano compensador. Esperança que os novos anos sejam menos duros do que foram os seis anos passados. Para a lavoura tá dentro da média, para o aporte merece mais”. Torce que maio seja “surpreendente”. Eduardo Sávio, da Funceme, reforça: “As chuvas de 2018 nos trouxeram algum alívio, mas ainda está longe de qualquer situação confortável”.

Aporte hírico

As bacias hidrográficas que mais se beneficiaram com as chuvas de 2018 no Ceará foram Coreaú e Acaraú, de acordo com o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins.

Safra 2018

A previsão é que o Ceará colha 570 mil toneladas de milho em 2018. É o maior plantio no solo do Estado. 187 mil toneladas de feijão devem ser colhidas.

(O POVO -Repórter Cláudio Ribeiro)

Fortaleza registra chuva durante a madrugada desta segunda-feira

Rua Barão do Rio Branco – Vários pontos de alagamento nesta manhã.

Fortaleza registrou pancadas de chuvas no decorrer da madrugada desta segunda-feira. Foi o bastante para fazer ressurgir vários pontos de alagamentos na cidade, o que exige dos motoristas muita cautela ao dirigir em vários trechos.

Não há registro de problemas graves por parte da Defesa Civil do Município. No Aeroporto Internacional Pinto Martins, as operações de aterrissagem e decolagem de aeronaves foram normais.

A Avenida dos Expedicionários também registra alguns pontos de alagamento.

No decorrer deste dia, segundo a Funceme, haverá nebulosidade variável com eventos de chuva no Centro-Norte do Estado. No Sul, céu parcialmente nublado.

(Fotos – Paulo MOska)

Ceará vive sábado de seca com chuva em apenas 13 municípios

Somente o município de Pacujá, no Noroeste do Ceará, a 309 quilômetros de Fortaleza, registrou boa chuva, neste sábado (5), segundo dado da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O município teve 50 milímetros de chuva, de acordo com levantamento há pouco.

Outras 12 cidades cearenses também registraram chuva, mas com menor intensidade. Os outros 171 municípios não apresentaram precipitação.

Além de Pacujá, choveu ainda em Acaraú (37,4 milímetros), Granja (28,4 milímetros), Viçosa do Ceará (26 milímetros), Marco (14 milímetros), Coreaú (12,8 milímetros), Icapuí (11 milímetros), Camocim (10 milímetros), Bela Cruz (10 milímetros), Amontada (8 milímetros), Chaval (6 milímetros), Reriutaba (6 milímetros) e Paracuru (3 milímetros).

(Foto: Arquivo)

Fortaleza registra pancadas de chuva durante a madrugada

Pancadas de chuva foram registradas na madrugada desta sexta-feira em alguns municípios do Ceará. Em Fortaleza, a chuva foi o bastante para alagar alguns trechos de rua, mas os atropelos não atingiram as avenidas de grande circulação. Com a pista molhada, motoristas tiveram que redobrar a atenção.

A Funceme preve para esta sexta-feira nebulosidade variável, com possibilidade de chuva na faixa litorânea, na Serra da Ibiapaba, no Maciço de Baturité e na Região Jaguaribana. Nas demais áreas, céu parcialmente nublado.
(Foto – Paulo MOska)